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sábado, 3 de novembro de 2012

Sport Lisboa e Benfica - Rui Vitória Sem Sucesso FC

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«Espero um adversário difícil. Temos defrontado as equipas que normalmente antes dos nossos jogos ocupam o quarto lugar. É um adversário com muito prestígio e muito valor no Campeonato português, pelo seu historial. Normalmente, os jogos entre Benfica e V. Guimarães são sempre difíceis. Este vai enquadrar-se na mesma lógica», perspetiva o treinador das águias, deixando a garantia: «Preparámo-nos durante a semana para tornear as dificuldades e esperamos, com maior ou menor dificuldade, conquistar os três pontos, que é o nosso grande objetivo». - Pasquim do Serpa


«A avaliação do meu trabalho tem de ser feita antes de eu ter chegado ao Benfica, tem de perceber-se o que era o Benfica antes de eu chegar.»

Mais um jogo, mais um teste para o Benfica. Mas nada que o homem que inventou o Benfica não consiga fazer.

Pelo que dizem os jornais, Cardozo e Lima manterão a titularidade. 

Força Glorioso!!!!

Nota: Em vez de baixar preços e fazer algum dinheiro, parece que a solução da direcção é oferecer bilhetes. Felizmente temos as contas folgadas e podemos fazer isso!

Os passes dos jogadores

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Nesta análise do MaisFutebol, há dados novos em temas como Nélson Oliveira, Ola John, Roberto ou outros atletas que se desconhecia alienações a terceiros... Isto sem falar nas comissões do empresário de Javi quando a transferência foi apenas no... período seguinte ao que se reporta o RC:


O Benfica divulgou, ao final da noite de quarta-feira, o relatório e contas da sua SAD, relativo à temporada 2011/12. Os resultados gerais já tinham sido comunicados anteriormente. Contudo, no documento mais extenso, é possível perceber, por exemplo, as percentagens de passe que estavam na posse dos encarnados até ao final deste exercício, em Junho de 2012.

No caso de Nélson Oliveira, a SAD encarnada anunciava ter 45 por cento do passe na sua posse. O Benfica Stars Fund pagou 2 milhões de euros, em 2009, para garantir 25 por cento dos direitos económicos. Assim, 30 por cento estará na passe de terceiros.

Quanto a Ola John, o Benfica informava que era detentor de 100 por cento dos direitos económicos do jogador., que chegou à Luz numa transferência cujos valores ainda não foram divulgados. O caso do holandês mudou entretanto substancialmente. No final de agosto de 2012, a Doyen Sports, um fundo de investimento sediado em Malta, garantiu ter chegado a acordo com o Benfica para a compra de grande parte do passe do holandês. «A Doyen informa que concluiu um acordo com o mundialmente famoso clube Português, S.L. Benfica. Doyen é agora proprietária de 80% dos direitos económicos do jovem talento Holandês Ola John», divulgou o fundo, na altura.

De qualquer forma, o Twente (antigo clube do holandês) surge em três quadros do relatório divulgado pela SAD encarnada. Em «saldos das principais rubricas de fornecedores não corrente», o ex-emblema de Ola John aparece como credor de um montante de 3,15 milhões de euros. O Twente surge ainda na rubrica de fornecedores de imobilizado corrente (6 milhões de euros) e na rubrica credores - não corrente (1 milhão de euros).

Nota ainda para Reyes. O Benfica detinha 25 por cento dos direitos sobre o jogador e recebeu 1,5 milhões de euros quando este se mudou do At. Madrid para o Sevilha.

750 mil para empresário de Javi

Manuel Garcia Quillon, empresário de Javi Garcia, recebeu 750 mil euros pela transferência do médio para o Man. City. A SAD do Benfica tinha 80 por cento do passe, enquanto o fundo de jogadores detinha 20 por cento, comprados anteriormente por 3,4 milhões de euros.

Roberto foi vendido à BE Plan

No relatório e contas, os encarnados divulgam o nome da entidade que adquiriu o passe do guarda-redes Roberto. «Roberto para o Real Zaragoza (cujos direitos económicos foram alienados à entidade BE Plan)», pode ler-se no documento. Não foi possível perceber que entidade é esta.

Percentagens detidas pela SAD do Benfica:*

Airton, 60%
Alan Kardec, 50%
Bruno César, 85%
Carlos Martins, 100%
Carole, 100%
David Simão, 75%
Derlis González, 100%
Emerson, 20%
Enzo Pérez, 100%
Ezequiel Garay, 40%
Felipe Menezes, 45%
Franco Jara, 90%
Gaitán, 85%
José Luis Fernández, 100%
Leandro Pimenta, 75%
Luisão, 100%
Matic, 85%
Maxi Pereira, 70%
Miguel Vítor, 75%
Nélson Oliveira, 45%
Nolito, 80%
Ola John, 100%
Oscar Cardozo, 80%
Pablo Aimar, 100%
Roderick, 75%
Rodrigo, 100%
Ruben Amorim, 50%
Urretaviscaya, 80%

Percentagens do Benfica Stars Fund (valores pagos):*

David Simão,25% (375 mil euros)
Leandro Pimenta, 25% (375 mil euros)
Miguel Vítor, 25% (500 mil euros)
Nélson Oliveira, 25% (2 milhões de euros)
Roderick Miranda, 25% (2 milhões de euros)
Ruben Amorim, 50% (1,5 milhões de euros)
Urretaviscaya, 20% (1,2 milhões de euros)
Oscar Cardozo, 20% (4 milhões de euros)
Felipe Menezes, 30% (1,5 milhões de euros)
Maxi Pereira, 30% (1,35 milhões de euros)
Airton, 40% (3 milhões de euros)
Alan Kardec, 50% (3 milhões de euros)
Bruno César, 15% (1,035 milhões de euros)
Ezequiel Garay, 10% (1,175 milhões de euros)
Franco Jara, 10% (600 mil euros)
Nolito, 20% (1,3 milhões de euros)
Gaitán, 15% (2,025 milhões de euros)

* Dados referentes a 30 de junho de 2012

Jesus: Calar ou Dispensar?

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Fica desde já a minha escolha: CALAR e MANTER... com regras novas.

Antecipo um jogo complicado com o Guimarães hoje. É sempre assim quando começa a correr bem, Jorge Jesus deixa-se tomar pela soberba e desata a dizer o que não deve, quando não deve e numa forma totalmente desadequada.

Nas duas últimas vezes que abriu a boca, conseguiu "rebentar" publicamente com o Luisinho, Ola John e agora com o Melgarejo...

... Não satisfeito, quis considerar-se maior que o SLBenfica e ser ele a definir as condições de uma eventual renovação, assumindo desde logo que não estava dependente do título para tal.


Não sei se o Moniz estará como Administrador da SAD para cuidar da comunicação, ou apenas para os Direitos Televisivos, mas uma coisa eu sei: ALGUÉM QUE CALE O JORGE JESUS... ou pelo menos que lhe digam o que dizer.

Juntamente com o lote de Domingos, José Peseiro e Fernando Santos, Jorge Jesus integra um grupo de excelentes treinadores portugueses capaz de fazer parte das escolhas dos grandes. Todos eles têm defeitos, cada um o seu. Peseiro precisa de quem "segure" o balneário, por exemplo...

Portanto, há duas questões que se colocam:

1. O que é exigível a um treinador com um contrato milionário como Jorge Jesus - fala-se em 4M€/ano.

2. De quem é a responsabilidade de colmatar as falhas e defeitos do treinador?


No que me diz respeito, um treinador com um vencimento tão elevado (mesmo que fosse metade do que se diz, eu considerava muito alto) tem mesmo que valer campeonatos. Tem que fazer a diferença nos momentos decisivos da temporada... mas diferença positiva, pois as últimas intervenções de Jesus marcaram a diferença sim, mas pela negativa, dado que nenhum líder de um grupo de homens faz intervenções tão disparatadas.

Nesse sentido, entendo que um novo vínculo desta dimensão financeira para Jesus deveria estar necessariamente indexado ao cumprimento dos objectivos para os quais foi contratado: Ser campeão em 2/3 das temporadas do contrato, juntamente com a conquista de pelo menos uma Taça de Portugal e atingir uma final Europeia.

Porém, se não houver uma equipa de gestão da SAD, devidamente interventiva e competente para colmatar as suas evidentes falhas e faltas de competência no domínio comunicacional com os seus jogadores e nas intervenções públicas... e Jorge Jesus verá sucessivamente as suas equipas ruirem como castelos cartas ano após ano.

Poderemos ficar contentes por fazer milhões em vendas, pois os jogadores que são contratados com elevado potencial, saem com elevados encaixes - ainda estou por perceber a magia disto! Ou seja, quando será que vou ver jogadores de potencial pouco perceptível, se transformarem em jogadores de topo - isso sim é potenciar jogadores (exemplo: Paulo Ferreira, Costinha, Bosingwa, Raul Meireles, Maniche, etc. com Mourinho. São jogadores que só renderam com Mourinho... tal como muitos dos jogadores do Inter).

Mas se quisermos antes ser campeões, Jorge Jesus tal como o conhecemos tem que mudar. O SLBenfica tem que ter realmente um director desportivo que exerça efectivamente uma liderança sobre o treinador, limitando as suas tarefas ao que se espera realmente dele - que treine e oriente os jogadores, de acordo com um modelo de jogo definido, para o atingimento dos objectivos do SLBenfica.

Depois, terá que isto ser complementado por uma equipa de comunicação que funcione nos bastidores e que compreenda o futebol nacional, os interesses e conheça os interlocutores (jornalistas e outros). Essa equipa de bastidores (não é suposto dar a cara) é quem deverá orientar o discurso e a mensagem de Jorge Jesus, limitando-a aos interesses do SLBenfica... e não aos interesses do treinador.

O melhor para o SLBenfica, não é o Jesus que decide.

PS- Já agora expliquem ao homem que ele não conquistou os 32 titulos do SLBenfica, mas sim o 32º.

O que era o Benfica antes de Jesus? Fácil...

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Era muito parecido com o que é hoje... Mas precisava gastar muito menos para isso!!!

Quando Jesus chegou, Trapattoni tinha sido campeão há 4 anos...

... Tínhamos chegado aos 4ºs final da Champions eliminando clubes como o ManUtd com Koeman...

E ainda deu para num ano Paco Ayastaran fazer um fabuloso trabalho de desenvolvimento físico com jogadores como DiMaria, Cardozo, David Luiz e Aimar, bem como dar um grande desenvolvimento  ao BenficaLab... Que mais tarde fez JJ colher imensos frutos.

E engraçado de ver como se gastou antes e depois de Jesus:

Antes - 83M em 5 anos
04/05: 5,4M
05/06: 5,6M
06/07: 14M
07/08: 35M
08/09: 23M

Com Jesus - 115,8M em apenas 4 anos
09/10: 34,3M
10/11: 36,1M
11/12: 28,7M
12/13: 16,7M (e ainda falta Janeiro)

Portanto, antes de Jesus gastámos menos 32,8M em mais uma época e conseguimos basicamente... Os mesmos titulos e percurso na Champions que Jesus, é isso????

Ah espera, mas fizemos 148M em vendas nos últimos 4 anos, contra os 100M que tínhamos feito nas cinco temporadas anteriores.  [LINK]


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A equação Aimar

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Pablo Aimar faz esta época a sua 5ª temporada vestindo o "manto sagrado". E quando digo vestindo, deveria ter escrito "vai vestindo".

A época 2012 / 2013 para Pablito não tem corrido de feição com as constantes e enigmáticas pequenas lesões que o têm arreliado a ele por não ter oportunidade de dar o seu contributo à equipa e a nós adeptos do clube e do seu futebol refinado que tanto admiramos.
Na última semana, tem sido constante na comunicação social desportiva, o "passar a mensagem" de que Pablito poderá estar de saída em Janeiro, a custo zero, 6 meses antes do final do contrato que o liga ao Benfica.
O coração diz-nos que essa saída é impensável, porque a nossa equipa perdia a magia, a classe do pequeno argentino. Ao fim de quatro épocas e meia habituados a ver a arte, as pinceladas com que Aimar nos brinda nos relvados portugueses e estrangeiros, facilmente chegamos à conclusão que será um crime de lesa-pátria e que o seu responsável deveria ficar trancado os restos dos seus dias a pão e água e com a tortura psicológica de ver em modo repeat, as participações de Martin Pringle quando passou pelo Benfica.

Mas a razão leva-me a outro rumo.
Um jogador de 33 anos ( faz amanhã dia 3 Novembro ), que não consegue ter já frescura física para jogar 90 minutos, que para piorar a situação, esta época como já referi, tem sido assolado por lesões e que tem um contrato anual de 2.2 milhões de euros limpos, das duas uma :

- Ou baixa drasticamente o seu vencimento anual, e drasticamente é menos de metade ou,
- Sai agora em Janeiro ou no final da época.

E se eu na altura do Pedro Mantorras achava que este deveria sair do Benfica, no caso de Pablo Aimar, defendo que o argentino deveria cumprir contrato até ao fim e sair em grande apoteose com o festejo do 33º título de campeão nacional do Sport Lisboa e Benfica e escolher o que melhor será para si, num outro clube se assim se achar capaz de continuar a jogar.

P.S. - Já juntei um saco de ráfia cheio de pedras pontiagudas para que me possam atirar.

JJ insiste que o Benfica começou com ele.

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"«A avaliação do meu trabalho tem de ser feita antes de eu ter chegado ao Benfica, tem de perceber-se o que era o Benfica antes de eu chegar. A avaliação do meu trabalho não se coloca apenas esta época, vai ser feita no final destes três anos», afirmou Jesus, indicando: «É uma situação que tenho de falar com o presidente».

De resto, o treinador garante estar em total «sintonia» com Luís Filipe Vieira. «Eu sei o que ele quer e ele sabe o que eu quero», referiu."  - in Pasquim do Serpa
Um dos problemas de Jorge Jesus é achar que o verdadeiro Benfica só nasceu no dia em que ele entrou no clube.
 
Tu, JJ, é que não percebes o que o Benfica já era antes de chegares. O maior clube português. 
Que entraste numa fase menos brilhante da nossa história, em termos de sucesso desportivo. 
  
Se fosses humilde, pensarias antes era em quem era Jorge Jesus antes de vir para o Benfica. 
Era um Manuel Cajuda, sem o discurso de calimero. 
Jorge Jesus não era ninguém antes do Benfica. Era mais um.
Fizeste um bom trabalho no Braga? Também o Domingos, o Jardim e agora o Peseiro
Foste campeão logo na primeira época? Também o Porto com o Vilas Boas ou o Vitor Pereira. E não venhas com a desculpa dos árbitros, para as tácticas vergonhosas que utilizaste quando tínhamos 5 pontos de vantagem.
E o Benfica ainda levou 5-0 no Dragão com o Vilas Boas. Sem árbitros a roubar. A culpa foi de quem?
O Domingos levou o Braga a uma final europeia. E tu JJ? Nem à final da Taça de Portugal fomos ainda.
Já esgotaste os créditos da primeira época que fizeste.
Mais humildade, mais trabalho, mais resultados e menos conversa.
Melhor gestão dos jogadores, do balneário e dos interesses do clube, que é vencer todas as competições em que entra. Isso é o Benfica.
É o que se espera de Jorge Jesus.
Os treinadores passam, mas os sócios e os adeptos ficam.  

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O homem que acordou o Gigante e ameaça sair pela porta pequena

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"É uma pena. Uma perda. Mesmo, não estou a brincar. Dava gosto ver Jorge Jesus quando chegou ao Benfica: a pastilha marota mastigada de boca aberta, o cabelo revolto com madeixas ainda pouco definidas, as rugas rudes, marcadas e agrestes, a roupa mal amanhada. E as corridas desconcertantes, os palavrões e os insultos aos jogadores durante os jogos? Lembram-se? O Cardozo falhava um golo de baliza aberta e Jesus explodia; o Di Maria punha-se a inventar mais do que devia e era posto na ordem; o Aimar – sim, até o Aimar – não corria como os outros e Jesus mostrava-lhe furiosamente como se fazia ao longo da linha lateral. Ele espumava com o jogo. E os adeptos, numa espécie de orgia salivar, espumavam consigo.

Para os benfiquistas, aquele homem estranho e egocêntrico era a resposta a anos de letargia e vazio. Havia ali força, paixão, nervo. É verdade que não era um cavalheiro, mas um bom treinador não tem de ser um mestre do protocolo – ele próprio o sublinhou, quando confrontado pelos jornalistas com a sua, digamos, dificuldade ligeira em articular duas frases em português correto.(…)


(…) Passados três anos, tudo mudou. Nas suas míticas flash interviews, Jesus já não diz “hádem” ou “póssamos”, passou a vestir fatos impecáveis, aprimorou o cabelo, arranjou os dentes e terá feito, segundo o Correio da Manhã, várias plásticas à cara e aplicado botox. Aburguesou-se. E, com ele, arrastou a equipa. Na última terça-feira, quando olhavam para o banco, os jogadores do Benfica já não viam aquele personagem vibrante que há três anos lhes gritava furiosamente e os obrigava a correr e a ganhar. No seu lugar, encontrava-se o novo senhor Jorge, o cavalheiro que um dia, numa das suas épicas entrevistas, se definiu justificadamente como uma espécie de Paula Rego do futebol – de facto, o Benfica jogava bonito. Para grande tristeza dos benfiquistas, desse Jesus resta apenas a sua inseparável pastilha, porque a pintura, que é o que mais conta, está irremediavelmente desfeita. Só Luís Filipe Vieira é que ainda não percebeu.


FERNANDO ESTEVES/EDITOR DA SÁBADO NO RECORD DE 25/10/2012"

Sob o título “Jorge Jesus aburguesou-se”, esta é parte de uma excelente crónica de Fernando Esteves no Record, que li com agrado, mas com a qual me permito discordar em vários aspetos.

É fácil, muito fácil, comparar o Benfica da primeira época de Jorge Jesus com o das seguintes, especialmente quando os resultados não aparecem. É fácil colocar nos ombros dos treinadores a responsabilidade por todos os insucessos das equipas, fácil mas extremamente limitativo. E estou à vontade naquilo que digo, porque já há algum tempo aqui escrevi que não auguro nada de bom para o Benfica este ano, e não auguro porque não acredito que uma equipa que a 31 de Agosto perde dois jogadores como Javi Garcia e Witsel sem os substituir convenientemente, possa manter o mesmo nível de ambição, competitividade, e sobretudo consistência numa época com mais de 50 jogos.

E por isso, nestas circunstâncias, quando as Direções insistem na praça pública em discursos demagogos de três campeonatos em quatro anos e finais europeias, há alguns adeptos que certamente rejubilam e vão a correr colocar o voto mas, era importante que as políticas executadas por quem dirige sustentasse a ambição dos discursos. E neste caso, não sustentam, são discursos baratos que intoxicam a opinião pública, e que até fazem acreditar os mais desatentos que ter Matic é o mesmo que ter Javi, que ter Witsel é o mesmo que ter Enzo Peres, e que estamos prontos para a luta. Não estamos.

Já aqui disse em outras ocasiões, é fácil ser treinador de um Real Madrid ou de um qualquer Manchester, em que a cada ano se mantém tudo o que de melhor se tem, ao qual se acrescenta mais 50 ou 60 milhões de “mercadoria” da melhor que os outros têm. Tarefa bem diferente é ser-se treinador de um Benfica, clube que em termos de exigência da massa adepta não anda longe da dos grandes colossos europeus, mas em que cada fim de época (e às vezes no meio) se perde o que de melhor se tem, com os adeptos nas bancadas a exigirem que o rendimento das equipas se mantenha e se possível continue a ser em crescendo.


O que mudou no Benfica em quatro anos? Apenas Jorge Jesus?! Não acredito. Acho que mais do que JJ, o que mudou realmente foi o grau de exigência dos adeptos, que passaram imediatamente de 20 anos seguidos de desilusões e claramente poucas ou nulas ambições, para um grau de exigência máximo como se tivéssemos passado a ser de novo uma das grandes potências do mundo.
Talvez essa exigência se tenha devido em parte a Jorge Jesus, que nunca escondeu no seu discurso toda a ambição que trazia e os sonhos que acalentava. Teria sido bem mais fácil ter optado pelo discurso politicamente correto do: “O objetivo é ir o mais longe possível.” E todos nós rejubilámos com o discurso ganhador, éramos de novo um clube erguido, sem medo de ninguém, e que em muitas ocasiões cilindrava qualquer adversário. Só que, como em tudo na vida, há também o reverso da medalha e, Jorge Jesus é também vítima de tudo o que de bom fez, porque a todos fez sonhar, e hoje cobramos-lhe por isso.

Aceitemos ou não, este Benfica não é a base do de há quatro anos nem de há três. Emerson ou Melgarejo não são Fábio Coentrão, não só em termos futebolísticos mas, bem longe de terem o seu entusiasmo e a sua fibra, de serem sangue, suor e lágrimas e acreditarem (e fazerem acreditar) nas vitórias até ao último segundo. Garay é excelente jogador mas, não é David Luís, não tem a empatia que o brasileiro tinha com os adeptos, não carrega a equipa às costas, não levanta estádios nem representa no campo a força dos 60000 que sofrem na bancada. Nolito ou Gaitan não são Di Maria, não são jogadores para 90 minutos de intensidade máxima nem para pegar no jogo quando este não corre bem a ninguém. Matic não é Javi (esta dispensa explicações) nem Enzo é Witsel, quanto a mim um dos poucos médios da atualidade realmente completos a quem apenas talvez falte maior capacidade para rematar de longe. E Sálvio também não é Ramirez, pau para toda a obra, jogador com um pulmão inesgotável, versátil, taticamente inteligentíssimo e com um espírito competitivo acima da média.


Reconheço claramente a realidade dos clubes portugueses e do Benfica mas, talvez seja por isso que em Portugal não existem projetos de longo prazo. Porque o Benfica da primeira época de Jorge Jesus foi um fogacho, uma grandíssima equipa que de repente apareceu com inegável mérito do seu treinador, que encantou Portugal e muito boa gente na Europa, mas também uma equipa que não teve oportunidade de crescer no tempo, não teve oportunidade de ser retocada em momentos cirúrgicos e atingir realmente o seu potencial máximo... que era muito. Foi sim uma equipa à qual rapidamente se tiraram as traves mestras e as virtudes, e que rapidamente foi obrigada a viver de remendos.


 Jorge Jesus tinha legitimidade para sonhar alto como sonhou? Na minha opinião tinha, esteve até bem perto de criar as bases para concretizar o seu sonho mas, era preciso que lhe tivessem sido dadas as condições estruturais para o fazer em vez de apenas discursos demagogos de membros da Direção, promessas de ambições desmedidas e sucessos virtuais que apenas responsabilizam e fragilizam os treinadores. E arrisco-me até a uma pequena comparação com os nossos rivais do Norte. Mourinho só foi Campeão Europeu no FCPorto, porque Pinto da Costa lhe deu todas as condições para o ser. Teria sido bem fácil a Pinto da Costa vender por muitos milhões uma excelente equipa que tinha acabado de vencer a Taça Uefa. Mas Pinto da Costa soube resistir à tentação, esticou a corda mais um ano e colheu os frutos. No Benfica talvez não tivesse acontecido.

Jorge Jesus vai sair no final da época? Parece-me evidente que sim, porque em Portugal quatro anos é sempre demasiado tempo, até mesmo quando se ganha muito, quanto mais quando se ganha pouco. O que espero é que a escolha do próximo treinador seja feliz e que nos traga sucesso, que nos traga não só sucesso desportivo mas também os 30 ou 40 milhões que JJ garante em cada final de época, sucesso esse que terá de ser forçosamente imediato.

Porque se não for, rapidamente todos recordarão com saudade algumas coisas boas que tínhamos e a que hoje não damos valor, todos perceberão que o problema não estava no banco, e todos se lembrarão com nostalgia das tais virtudes que hoje muitos vêm como defeitos, o mastigar pastilha elástica com boca aberta, as calinadas no português e mandar os jogadores para o car$%#o, coisas que em termos do dicionário do futebolês não têm importância nenhuma.


Especialmente doloroso se, juntando a isto, tivermos ainda de constatar como podia ter sido também para nós, se tivermos de assistir às vitórias do “Messias” ao serviço do nosso maior rival, ao futebol total e triturador que em tempos foi nosso, e percebermos que, nestas coisas do futebol, tão importante como o trabalho dos treinadores é a competência da estrutura que os envolve.


Cosme Damião e Farmácia Franco

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Não me vou esquecer...

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Bem sei que a porta do gabinete do Presidente está sempre aberta, se calhar é pelo fluxo de pessoas ao longo das 16 horas que ninguém arranja tempo para esclarecer as duvidas que continuam na cabeça dos benfiquistas sobre alguns temas que andam na ordem do dia.

Continuo com duvidas sobre o contrato da Sagres, o tal que vinha patrocinar e potenciar as modalidades, que segundo o novo Relatório e Contas foi renegociado ao cabo de três anos (o anuncio inicial dizia que era ao fim de 6) e que alegadamente terá agora sido aumentado - mas não encontrei o valor nem as condições no RC (pode lá estar, mas eu não vi).

Passei a ter duvidas com a renegociação do naming da Coca-Cola. Não sei quanto valia, nem sei quanto passou a valer à luz do novo acordo. Será assim tão irrelevante que não se justifique esclarecer os sócios na 2a rubrica que mais vale nas receitas?

Continuo sem perceber o conteúdo do tal estudo de viabilidade das transmissões na BenficaTV. Está previsto que os benfiquistas venham a ter custos com o canal? Será em exclusivo ou também passará noutras plataformas? Temos pareceres da Autoridade da Concorrência e da ERC sobre a viabilidade de transmitirmos esse conteúdo? Qual a expectativa de receita prevista? Quais os custos adicionais para passar de TV de idolatração barato do Presidente conduzida pelo Pedro Guerra, para um canal temático de qualidade? Porque outros que têm melhores recursos financeiros, melhores canais... Nunca optaram por esta via? Também está isso no estudo?
... São questões que admito terem respostas altamente viáveis, mas como sócio do Clube, gostaria de conhecer os dados antes de avançarem para seja que solução for.

Tenho duvida de como vai actuar a "troika" no SLBenfica, dado que o Presidente disse em tempos que teremos que reduzir custos e ajustar (palavra que está na moda) as massas salariais - que voltaram a aumentar, eventualmente reduzindo competitividade. O passivo é neste momento maior que o activo do SLBenfica, que sempre foi a "bandeira" usada para justificar o passivo galopante. Não advogo que o passivo tenha que ser drasticamente reduzido, isso é absurdo, mas claro que terá que ser claramente reduzido, sendo que cerca de metade do passivo advém de empréstimos obtidos - o que olhando ao momento económico, é preocupante.

Com a dita redução da competitividade, como é expectável que consigamos conquistar três em quatro campeonatos, quando nestes seus mandatos não conseguiu conquistar mais de dois?

São apenas algumas duvidas que tenho, que não constituem critica, mas somente a vontade de ser esclarecido sobre o caminho dos próximos quatro anos, que desejo que seja repleto de sucessos, conjugado com uma comunhão efectiva na estratégia traçada... Mas era boa ideia que a estratégia que devemos apoiar, seja conhecida e explicada a quem pedem que apoiem (e paguem): aos sócios.

Também ainda não percebi para que servem as eleições do Clube se depois todas as questões do dia a dia do clube, SAD e restantes empresas, sao tratadas por profissionais não eleitos e que integram a SAD, como é o caso das modalidades na alçada de Miguel Moreira.
Ainda neste domínio, se a SAD tem menos de 50% da BenficaTV e se Moniz vem trazer sangue novo para o futuro projecto dos direitos televisivos, porque há-de integrar uma SAD que diz respeito a uma área que ele nada acrescenta: o futebol?
E porque teve que sair Rui Gomes da Silva?

PS- já agora, não é um pedido de esclarecimento, mas apenas um pedido: que não volte a mandar os benfiquistas, os sócios, para o cara%#%$. Não fica bem... Nem sequer num momento de libertação.

Resultados da SAD apresentados

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Nestes resultados não se incluem os 60M€ de Javi e Witsel, mas estão considerados os 30M€ de Coentrão, bem como mais de 6M€ de Eder Luis, Fillipe Bastos, Weiss e Yartey.

Notas rápidas:
Pág 17 - as receitas da Champions aumentaram mais de 8M€, mas o resultado operacional baixou 30% face à temporada anterior.

Pág 18 - do lado das receitas, as quotizações baixaram, bem como os RedPass e Camarotes. Aumentaram as receitas com patrocínios (fruto dos novos contratos de naming da Coca-cola e Sagres), bilheteiras também aumentaram imenso (40%) e o merchandizing.

Pág 20 - 65% dos resultados provêem das receitas da Champions (25%), Patrocínios (22%) e bilhética (18%).

Pág 22 - Roberto foi transaccionado por 8,5M€, mas não consegui identificar a respectiva verba, nem a dimensão total das vendas de Eder, Bastos, Yartey e Weiss.

Pág 24 - PARECE QUE O PASSIVO É MESMO DE 426M€!!! Subiu dos 380M da época passada para 426M para o exercício em questão - 12% a mais justificado em grande parte pela rubrica de "empréstimos obtidos". De referir que nesta rubrica houve uma clara transição de valor do passivo corrente para não corrente. Na pagina seguinte esta situação é justificada pelo empréstimo obrigacionista de 50M€ em Dezembro e pelo registo das prestações a receber por Coentrão.

Pág 26 - O activo também aumentou de 382M para 411M, contudo a registar o facto de ao contrario da época passada, o Passivo ter passado a ser SUPERIOR ao activo.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Já expulsaram este de sócio do Benfica?

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Tanta preocupação com os que assobiaram na noite das eleições, com os dos petardos, que deveriam ser expulsos de sócios do clube...e este? Que dizer deste menino?

Quem tem feito mais mal ao clube?

Estas imagens não foram a gota de água? Parecem de um gajo preocupado em manter a imagem de equidistância?


Que destino dar a Rui Costa e ao departamento de futebol?

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Este tem sido o semblante de Rui Costa nas últimas 2 temporadas.


Rui Costa é alguém que já demonstrou a sua capacidade como responsável desportivo na época de Quique Flores e na primeira época de Jorge Jesus. Que na coordenação do departamento de futebol, quer nas contratações efectuadas.

O esvaziamento do seu papel e a prateleira em que foi arrumado deixou o universo benfiquista algo surpreso, em especial depois de ter sido apontado tantas vezes como o delfim e sucesso de Luis Filipe Vieira. 

Esteve na Comissão de Honra de Vieira, mas entrou e saiu mudo, tendo abandonado a sala logo que Vieira terminou o seu discurso desse dia.

A Benfica SAD vai sofrer alterações, fruto das eleições e de opções do presidente.

Que papel terá Rui Costa? 
Continuará encostado e em silêncio, votado a um papel menor como ir ver os sorteios?
Irá Vieira deixar cair Rui Costa?
Quem ficará com a pasta do futebol, o cerne do clube?

Perguntas que precisam de respostas.

Reorientação de agulhas pelo sistema

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PSD/Porto aprova Menezes para a câmara por unanimidade

Rui Moreira admite candidatar-se à Câmara do Porto

Um pelo PSD, outro possivelmente pelo PS.

Um entregou um centro de estágio que custou cerca de 16 milhões de euros aos contribuintes por 500€/mês ao FCP.

Outro abandonou um programa em directo por não querer encarar a realidade nua e crua exposta pelas escutas divulgadas no Youtube.

Ambos têm em comum serem pontas de lança na tentativa de recuperação da CM Porto para a esfera de influência do FCP.

Fernando Gomes(o do capachinho) e Nuno Cardoso fizeram uma governação orientada para o apoio ao FCP, que foi completamente rejeitada pelos portuenses.

Perante o provável corte do financiamento através da Olivedesportos, o sistema vira-se para a CM Porto para tentar obter uma nova garrafa de soro.

Nota: não se pretende discutir política, nem partidos, mas sim as pessoas e a sua motivação principal.

    

Defender os nossos - mesmo sem defesa

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Acabou o período eleitoral e muitos benfiquistas que se andaram a passear pelos jornais, revistas e telejornais recolheram à toca. Também na blogsfera, com muita pena vejo "recolherem-se" os que andaram activamente a defender o Presidente e outros que viram no momento uma oportunidade para uma mudança Presidencial. É pena...

Como habitualmente, seremos poucos para continuar a partilhar as nossas opiniões e, com isso, deixar no ar algumas ideias soltas que possam fazer sentido na cabecinha de quem gere o SLBenfica.

Perdoem-me os que já leram isto vezes sem conta, mas efectivamente o nosso Clube continua a ter um buraco imenso na Comunicação. Se duvidas houvesse, as eleições foram bem evidentes nesse aspecto, com vários tiros nos pés, desde as discordâncias públicas entre candidatos a vice presidentes, passando por promessas loucas do candidato a Presidente e ainda com um candidato a vice presidente a falar como... se de um presidente se tratasse. Vai ser lindo, vai...

Mas não é o passado eleitoral que me preocupa. Esse felizmente já lá vai e temos um Presidente mais que legitimado.

O que me preocupa são os resquícios desse período que começam agora a surgir na imprensa num formato potencialmente desestabilizador da equipa que luta por objectivos muito claros.

Jorge Jesus foi posto, nas eleições, numa posição muito delicada. Ficou implícito em todos os candidatos que não se reviam na forma como Jorge Jesus liderava o futebol, não estariam satisfeitos com os resultados e, pelos vistos, só uma vitória no campeonato desta temporada o seguraria.

Como se não bastasse, o próprio treinador veio, ao seu estilo desbocado e impreparado, meter mais lenha na fogueira com aquela expressão de o Presidente vai cá estar nos próximos anos, mas ele não sabe...

O que aparentemente seria uma expressão normal, tornou-se uma oportunidade para explorar o futuro, depois do que se falou no período eleitoral.


E isto acontece porquê? Porque logo depois das eleições, foram todos muito lestos abrir as portas da primeira reunião de direcção para um tremendo show-off, mas esqueceram-se todos de fazer uma operação de charme da nova direcção com a equipa de futebol e com o treinador, seguindo-se os restantes atletas do Clube...

Caso não haja o cuidado de passar uma mensagem FORTE de protecção ao Treinador e uma mensagem CLARA de que o treinador não está a prazo ou dependente dos resultados... vamos assistir ao folhetim "Jorge Jesus" explorado pela imprensa de forma intensa até final da temporada.

Obviamente que a intenção da Direcção poderá vir a ser outra, mas terá necessariamente que até ao último minuto do último jogo ser completamente diferente a mensagem comum a passar para o exterior... até pelo próprio.

Sobre as intenções futuras da Direcção, reitero que há na minha perspectiva dois caminhos: Ou há alguém que mande em Jorge Jesus e lhe limite as funções a treinador de futebol pertencente a uma hierarquia onde ele só manda do campo de treino e jogo para dentro... ou realmente Jorge Jesus não será o homem certo para o lugar, pois a sua qualidade fora desse perímetro do campo é muito questionável. No entanto, se houver uma estrutura capaz de liderar o futebol fora de campo, lá dentro ele é dos melhores...

Está bom de ver que a melhor solução não é deitar fora o treinador, mas sim reestruturar a liderança do futebol.

Já se sabe, à mulher de César não basta ser séria... é preciso parecer.

Muito trabalho pela frente no que diz respeito à comunicação. E já que falamos disso e de Jorge Jesus, alguém que lembre ao nosso treinador, já que o deixam em "roda livre" para dizer o que lhe apetece, que o tal campeonato para o qual alguns jogadores "vão dando..." é, nada mais nada menos, que o objectivo número um da equipa profissional de futebol. Se calhar não é boa ideia desvalorizar a capacidade dos jogadores para contribuírem nessa competição para um título do SLBenfica.

Ir dormir bem disposto, depois de ler:

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Godinho Lopes: «Ofereceram-se dezenas de treinadores»

Eu conheço uma série deles, no Ball Manager, no Xpert, nas comunidades online do FM.

Acho que este só descansa quando o Sporting estiver a pagar o vencimento a meia dúzia de treinadores no desemprego. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Após as eleições, que futuro?

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Como toda a gente esperava, Luís Filipe Vieira foi reeleito Presidente do Benfica. No entanto, apesar de ter ficado inicialmente deprimido pela vitória de Vieira acredito que é altura de olhar em frente e apoiar o clube para os desafios que tem no futuro.
Mas estas eleições podem ter um impacto futuro no clube maior do que muitas pessoas pensam que têm neste momento próximo e de rescaldo em que ainda muita gente tem a cabeça quente. Não faltam bloggers a deitar as mãos á cabeça, a só anteverem trevas no futuro do Benfica. Apesar de ser mais pessimista (e realista) que optimista eu não concordo com esse horizonte negro.


Existem vários razões por que estas eleições foram benéficas para o clube e convinha que tanto Luís Filipe Vieira e seus apoiantes bem como Rui Rangel e os seus apoiantes entendam essas razões (e não exultem em demasia com uma vitória que não trás nada ao clube).


1º - Estas eleições reforçaram a legitimidade do vencedor por ter havido lista adversária. Esta é mais do que óbvia e o pilar fundamental da força dos sistemas democráticos - quando existe troca de ideias e de projectos e o voto define um vencedor este vencedor sai legitimado desse voto. Mesmo que os resultados sejam bastante próximos (o que não foi o caso). Luís Filipe Vieira sai mais legitimado e reforçado após estas eleições em que teve que enfrentar uma lista adversária credível do que alguma vez saiu nas eleições anteriores em que concorreu práticamente sozinho. Uma lição importante para o Presidente e para os seus apoiantes é que não adianta tentar "convencer" opositores para se calarem a troco de cargos no clube. Se permitirem e conviverem bem com a crítica saem legitimados nas urnas ao derrotar adversários.


2º - Uma oposição legitimada por ter apresentado um projecto alternativo, em vez de seguir apenas pela crítica fácil. Um dos principais problemas de quem faz oposição no Benfica é que normalmente só criticavam, atacavam e destabilizavam mas chegada a altura da verdade não se candidatavam e tentavam mostrar que podiam fazer melhor do que quem estava no clube. Rui Rangel e os seus apoiantes ao apresentarem uma lista candidata que primou geralmente pela elevação na campanha ganharam merecidamente a legitimidade para durante os próximos quatro estarem vigilantes e poderem apontar os erros á Direcção porque tinham um projecto e ideias alternativas para o rumo do clube. Ninguém poderá criticar Rangel ou os seus apoiantes de abutres ou papagaios quando não tem receio de se chegar á frente e querer pôr as suas ideias em prática.


3º - Neste momento os benfiquistas discutem mais o Benfica do que alguma vez o fizeram. Os ânimos podem exaltar-se, mas com projectos e rumos alternativos a serem propostos os benfiquistas começam a aperceber-se que existem alternativas para o futuro do clube.

Por estas razões, estas eleições injectaram nova vida no Benfica.

Quanto aos resultados das eleições servem de indicadores importantes tanto para a oposição como para Vieira.


Para Rui Rangel e seus apoiantes o facto de só terem conseguido 13% dos votos pode ser pesado mas esses 13% não são tão maus quanto parecem á primeira vista. Existem vários factores para um resultado baixo.



1º - Rui Rangel e alguns dos seus apoiantes eram pouco conhecidos dos benfiquistas em geral. O que Rui Rangel e Fernando Tavares têm que ler nestes resultados é que nestas eleições apresentaram-se aos benfiquistas. Só a partir deste momento é que ganharam alguma notoriedade entre a nação benfiquista.

Isto leva-me ao meu próximo ponto
2º - durante os três anos de mandato, as críticas públicas á Direcção de Vieira foram praticamente nulas (excluindo uns certos blogues...)  isto apesar de haver uma oposição supostamente organizada na altura do Movimento Benfica Vencer, Vencer.


Depois existem os motivos devidos á gestão da campanha.

Para se candidatar a um clube de futebol é necessário uma certa dose de populismo e de vender sonhos aos sócios. Esta estratégia está manietada pelo discurso de Vieira de abutres e oportunistas que querem enganar os sócios com promessas fáceis. Contudo, existia uma clara margem de manobra para Rangel fazer promessas que não chegou a fazer e além disso faltou comprometimento de Rui Rangel com certas ideias e declarações que fez. Rangel adoptou um discurso demasiado politicamente correcto.


3º - O ponto onde se poderia ter destacado e batido mais durante a campanha era a não renovação do contrato de transmissão televisiva com a Olivedesportos. Devia ter batido incessantemente nesta tecla ao mesmo tempo que explicava que isto é o sustentáculo do Sistema e da hegemonia do Porto ao mesmo tempo que atava Vieira a Oliveira e ao Sistema. Infelizmente, perdeu-se em críticas inofensivas a Vieira (como a de sócio tri-color) em vez de construir uma narrativa em que se retratava como candidato anti-Sistema e anti-Porto enquanto retratava Vieira como o candidato pró-Sistema. Se fizesse isto não andaria muito longe da verdade - pelo menos material para retratar Vieira assim existe ao pontapé e sendo Juiz também se poderia retratar como alguém que quer combater o Sistema e a Corrupção do futebol português com toda a credibilidade. Rangel teve todo o tempo e a exposição mediática para construir esta narrativa e falhou.

Não se comprometeu a não vender as transmissões televisivas á Olivedesportos com uma declaração categórica e Vieira tratou de enterrar essa hipótese quando anuncia que as transmissões televisivas dos jogos de futebol serão na BenficaTV. O facto é que até poderão nem ser, mas Vieira na altura em que tiver que comunicar isso aos sócios concerteza que construirá uma justificação e a forma adequada de passar a mensagem! E entretanto já foi eleito!

Para Luís Filipe Vieira ganhou as eleições pelo falhanço de Rangel construir uma narrativa e retratar Vieira como o candidato do Sistema , mas também por mérito próprio. Tirando o seu estilo truculento, com tiques de ditadorzinho Vieira demoliu na entrevista á SIC em que anunciou a não renovação dos direitos televisivos com a Olivedesportos. Até então a campanha foi do mais desastroso que houve com Moniz a dar tiros nos pés a toda a hora e a envolver-se tricas com Rui Gomes da Silva. Vieira fez os benfiquistas esquecerem-se de tudo isso na entrevista na SIC.

Quanto ao futuro, tanto Vieira como a oposição têm um caminho á frente deles. 


Para Rangel e seus apoiantes é crucial que não desapareçam da agenda mediática:

1º - Têm que fazer o máximo por ter exposição mediática durante os próximo quatro anos criticando a Direcção quando forem dados tiros nos pés mas acima de tudo atacando os rivais do Benfica! Se querem ficar bem vistos aos olhos dos sócios têm que ser mais zelosos na defesa do Benfica do que a própria Direcção do clube para fazer esta parecer inepta. Se conseguirem isso então conseguirão boa reputação com os sócios. Basta ver que os benfiquistas mais respeitados são aqueles que não têm medo de chamar os bois pelos nomes (pessoas como João Gobern ou António Pedro Vasconcelos que provocou a saída de Rui Moreira do Trio de Ataque). O caminho para ganhar credibilidade e popularidade não está em atacar a Direcção mas defender incessantemente o Benfica na praça pública.
2º - Compareçam regularmente nas AGs, usem da palavra e tentem marcar a agenda. Acima de tudo, os 13% que votaram em Rangel têm uma capacidade de mobilização muito superior aos 83%. Como tal têm que manter a interacção com a blogosfera e com esses 13% que servem como a "consciência" do clube. E a consciência não pode voltar a adormecer durante quatro anos.
3º - Frequentem as casas. As casas têm um poder desmesurado no clube. Como tal é crucial que andem pelas casas, falem com as suas Direcções, tornem-se conhecidos e respeitados.
4º - Não desanimem. Apesar de tudo Vieira recolheu uma percentagem inferior de votos relativamente ás anteriores votações. A partir daqui estes resultados só podem melhorar se não andarem três anos escondidos mas se tentarem marcar a agenda mediática.

Para Vieira o caminho é óbvio. Tem que cumprir com as promessas que fez. Mas mesmo que não as cumpra será sempre um candidato forte pois tem um capital de simpatia aparentemente infindável e mesmo que meta o Benfica totalmente embrenhado num Sistema que o prejudica parece contar sempre com o apoio dos sócios.
1º - Não renovar com a Olivedesportos e garantir a transmissão dos jogos da promessa época na BenficaTV. Se conseguir fazer isto estará a desferir uma machadada fatal no Sistema por isso rezo para que cumpra esta promessa.
2º - 3+1+50. Será que consegue ganhar mais do que em todos os mandatos anteriores? Espero bem que sim.

Concluo com uma nota a título pessoal: apoiei Rangel e votei Rangel. Não me arrependo e voltaria a fazê-lo.
Se o fiz é porque não acredito que Vieira é capaz de voltar a colocar o Benfica como a potência hegemónica do futebol português como foi até 93/94. Apesar de continuar a não acreditar racionalmente, faço os maiores desejos de sucesso a Vieira para o seu quarto mandato á frente do Benfica. O sucesso de Vieira seria o sucesso de Benfica, e no fundo o que todos queremos

É O BENFICA CAMPEÃO!!!

As eleições III

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Portugal, 27 de Outubro de 2012

As eleições já passaram e aquilo que se queria que fossem, eleições no sentido de escolher duas soluções, duas visões distintas, para o clube, afinal acabou por se tornar um referendo em torno da figura do Srº Filipe Vieira. Muito por força do papel da comunicação social, tal como eu já avisara no texto anterior (eleições II) mas também pela inépcia e incompetência da lista B em perceber o que é o Benfica hoje.

Para os que não leram, respigo desse texto: “a proverbial crença dos românticos na tal poção mágica que acham existir, levou-os a agruparem forças e vontades a pouco mais de 20 dias das eleições. Relaxados por incapacidade de perceberem aquilo em que o Benfica se transformou, fruto das alterações empresariais que eles – inocentemente - aprovaram no mandato de Vilarinho, estão condenados ao fracasso, mas ainda não o sabem” e “os românticos, que apoio na base de serem o mal menor, vão ser trucidados eleitoralmente da mesma forma que foi Vale e Azevedo, que eles na altura, como guardiões do templo, tanto combateram. Vão ser trucidados com a manipulação que a comunicação social tem feito das actividades, posições, programas ou não programas, de uns e de outros”.

Dito isto, devo corrigir. Os românticos da lista B não anunciaram a candidatura às “eleições” pouco mais de 20 dias das mesmas, mas sim dia 11 de Outubro, ou seja, a 15 dias do acto! Nem no clube aqui da terra, que está na 2ª divisão B, tal situação acontece! Mas acontece no nosso glorioso Benfica...

Por outro lado, não foi só a comunicação social a responsável por um resultado tão baixo e preocupante, como o obtido pela lista B, que na inversa proporcionou a Vieira mais uma aprovação referendária de 83%! Preocupante porque a votação não espelhou a qualidade do(s) mandato(s) de Vieira! 

Os sócios do Benfica não perceberam que votando Vieira estavam a aprovar os 2 títulos de campeões em 11 anos da sua gestão, estavam a aprovar os 232 milhões de dividas à Banca, estavam a aprovar os contratos ruinosos com a Olivedesportos celebrados em 2003 por 8 milhões por época para 12 anos, estavam a aprovar a politica de relacionamento do Benfica com os órgãos federativos e Liga de Clubes que tanta humilhação têm trazido ao Clube/SAD, estavam a aprovar o trajecto governativo de uma pessoa que mente para beneficio da sua imagem de líder?

Pois parece que não perceberam. Isto é: a comunicação social não os deixou perceber. Rangel também não soube contrariar a vantagem que Vieira trazia de 11 anos de boa comunicação social. Para cúmulo, ainda avaliou o mandato de Vieira à frente do Benfica com um 14 de zero a 20! Os românticos são mesmo assim. Eu chamo-lhe “burrice”, eles chamarão “benfiquismo”...

O que Rangel tinha de contrariar era mais ou menos simples: aos que lhe lembravam a obra feita por Vieira, deveria contestar com a obra que poderia ter sido feita com tão gigantesco endividamento do clube/SAD. Aos que lhe acenavam com o que ainda falta fazer a Vieira, deveria ter respondido com o que falta pagar do que Vieira já fez. Para além claro, de explanar o seu projecto.

Ora nada disso aconteceu e Rangel foi trucidado, confesso com números mais pesados, 13%, do que os que previ (entre 25 a 30%). Perdeu ele, a sua lista e o Benfica. O Benfica precisava de uma Direcção que se sentisse politicamente fiscalizada pela oposição. Ora 13% é para continuar tudo como até aqui.

E para começar mesmo “bem”, o mesmo Vieira que afirmou ao canal BOLA TV que no próximo quadriénio pretendia ganhar 3 títulos de campeão nacional, estar numa final europeia e ganhar 50 títulos nas modalidades, não é que pediu à lista derrotada que se tivesse o segredo para ganhar o campeonato, que lho mostrasse. Esperem aí. A lista B não foi derrotada porque os sócios não confiaram nela? Não era o contrário que devíamos esperar, isto é, que fosse o Sr.º Vieira a explicar o que vai fazer para ganhar os 3 campeonatos?

Ah, claro, percebe-se: não há fórmula nenhuma! Simplesmente ele sabe que quem ganhou as eleições foi a sua imagem. Não as suas ideias. Foi a imagem alicerçada em anos de boa comunicação social, de analistas pouco ou nada incómodos ou assertivos, que criaram a ideia que ele é o homem certo no lugar certo. Não foi a qualidade do seu trabalho, os títulos de campeão no futebol, o rigor da gestão, a transparência da sua estratégia...

O povo benfiquista votou. Condicionado, mas votou. A democracia é assim. E por ser assim é que me recuso a ser sócio deste presidente. Já tinha decidido, esperei pelo milagre, mas não deu. Os 83% dos sócios que o referendaram e validaram 11 anos de mediocridade desportiva e obras que comprometem o futuro do clube/SAD, pois continuem a pagar pois sentem-se bem. Façam lá esta democracia com o dinheiro deles, com o meu não....

Refundação da Benfica TV

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Foi com grande regozijo que todos assistimos à fundação da Benfica TV.

Depois de anos a assistir ao fraco jornalismo com que a TV portuguesa brindava os benfiquistas, o lançamento de um canal próprio deixou os benfiquistas com uma sensação de libertação de um universo bafio, condicionado, tendencioso e que por vezes escolhia o Benfica para alvo de ataques cobardes, com o propósito de favorecer a imagem do FCP.

O lançamento da Benfica TV foi também, aliado a um campanha publicitária bem montada com os Gato Fedorento, a grande chave do sucesso do MEO, que entrava num mercado dominado à muito pela ZON.
Isto comprovou que a Marca Benfica não tem paralelo em Portugal. E que é um dos maiores patrimónios do nosso centenário clube.

O programa 'Vitórias e Património' demonstra claramente a importância vital da Marca Benfica num caminho de liberdade e verdade que o desporto português durante muito tempo seguiu.

No entanto, após um período inicial de grande fulgor, em que a sensação de 'novidade' imperava, a BTV não soube manter esse crescendo.

O ajustamento da grelha de programação, sem tentar ser mais que um canal de um clube, eliminando alguns programas incómodos como o 'Em Defesa do Benfica', ou a eliminação de um painel de análise após um deles ter desejado que um porco fosse para o céu.

De facto, a BTV seguiu um caminho que pareceu demasiado próxima da direcção e demasiado distante dos reais anseios do benfiquista comum.
São comuns os comentários de benfiquistas que deixaram de acompanhar o canal do nosso clube.

A quase inexistente cobertura da campanha para as eleições do Benfica apenas comprovou que a BTV está longe de ser o canal de todos os benfiquistas. 
Pelo menos no canal do clube, os benfiquistas esperavam ser esclarecidos quanto às listas e programas que se apresentavam. 
Podemos reclamar quando os outros canais censuram notícias incómodas para o adversário quando a BTV censurou toda uma campanha eleitoral de ambos os candidatos?

Por isso, e em virtude da decisão histórica que é a passagem dos jogos do clube para a BTV, é essencial a refundação da BTV, quanto à sua grelha e critérios de atuação.

Mais programas de debate aberto, incluindo convidados permanentes de outros clubes, estimulando assim a discussão sem os tabus de jornalistas avençados.

Um programa de análise completa da jornada, exigindo que como canal desportivo que é, receba também os restantes resumos da jornada para serem esmiuçados.

Programas que investiguem o que se passa no futebol português e que denunciem os compadrios e influências nefastas para a verdade desportiva.

Mais programas que descentralizem a BTV, que dêem voz aos benfiquistas que estão longe do estádio, mas perto do clube com o coração. Que não sejam apenas inaugurações de Casas do Benfica ou visitas a estabelecimentos de benfiquistas.

A vocação da Benfica TV não é só ser uma voz límpida dos benfiquistas. 

É ser aquilo que os chamados canais 'independentes' não conseguem ser.  

Uma voz liderante na luta por um futebol português livre da ferrugem corrupta que o tem corroído.

Guilherme Aguiar no Dia Seguinte a cuspir fogo

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Porque espumaste tanto hoje?

É por o Glorioso seguir um caminho que não só os 80% nunca serão uma realidade, como a vaca que vos alimenta vai começar a passar fome?

É por o Sport Lisboa e Benfica, pela primeira vez em muitos anos, estar (aparentemente e finalmente) a dar luta ao sistema?

É por estares a defender o teu cliente Oliveira?

Será por todos estes motivos?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

1000 jogos do velho azul, 1000 golpes na Verdade Desportiva.

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Como a minha memória ainda é razoável...



Estas são pequenas amostras do que este velho trouxe ao futebol português.
Se há aqui alguma coisa a comemorar, ultrapassa a minha capacidade de entendimento.

A ERC e a BenficaTV. Possível?

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Confesso que fiquei muitíssimo agradado com o anúncio de Luis Filipe Vieira sobre o abandono da Olivedesportos. Como sabem, muitas vezes escrevi que o Presidente tinha a possibilidade de "fazer história" no SLBenfica e no futebol português caso optasse por esta via.

Não vou agora voltar a este tema. Todos sabem da grande importância desta medida, e Luis Filipe Vieira também o saberá, senão não teria "usado o trunfo". Sobre esta parte, bem sei que a porta do gabinente do Presidente está sempre aberta e que ele lá está 16h por dia, pelo que talvez fosse uma boa ideia fechar a porta para se concentrar por minutos para me responder às duvidas que lhe deixei no tópico: 3 + 1 + 50 e Rangel.

Mas adiante. O que tenho reflectido sobre este tema tem-me apontado dois caminhos:

1. A necessidade de refazer completamente a BenficaTV, colocando fim a uma grelha de programas paupérrima e, acima de tudo, a uma perspectiva "lambe-botista" fomentada pelo Pedro Guerra


» Esta parte parece-me bastante simples e não vejo José Eduardo Moniz com grandes preocupações em o fazer, mesmo que para tal venha a recorrer a reforços de peso - ex-TVIs quem sabe.

2. A ERC. O SLBenfica tem 50,01% da BenficaTV e a SAD tem 49,99%. Eu não tenho conhecimentos sobre a temática que me permitiam avaliar se a questão dos direitos televisivos não terá aqui algumas questões a ter em conta nomeadamente ao nível dos deveres da BenficaTV perante as regras deontológicas da ERC para a Comunicação e Audivisual - desconheço.

Algumas salvaguardas que gostaria de perceber:

a) Quem fica detentor dos direitos televisivos quando acabar o contrato? O SLBenfica ou a SAD?
b) O detentor dos direitos em que regime os cede a uma 3a entidade, no caso a BenficaTV?
c) A que tipo de regulação fica o SLBenfica sujeito caso detenha os seus direitos, nomeadamente em matéria de cedência de imagens?

São apenas algumas dúvidas (de outras) que podem, ou não (como desejo) colocar em causa os direitos televisivos na BenficaTV.

Isto tambem é o Benfica

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Ainda há pouco tempo, houve mobilização pelo filho do Carlos Martins, e com sucesso.

Foi uma mostra de grande benfiquismo e ser benfiquista é ter um grande coração, não só pelos golos que marcamos ou pelo sofrimento que das nossas derrotas.
Há jogos bem mais dificeis de serem ganhos e nesses jogos podemos não nos limitar a ser adeptos, mas sermos parte activa do processo.
No sábado fui a Barcelos ver o Gil Vicente - Benfica, e vi uma imagem que me marcou; uns cartazes a pedir apoio pois um menino de meses tem um problema de saude e pensei que poderiamos ajudar, porque acredito que um do nós será a sua salvação.
De certeza que nem todos poderão ir a Barcelos mas por certo que o país todos se pode mobilizar nos mais variados pontos de recolah de dadores..
Agradeço-vos do fundo do coração.

Motivação by Jorge Jesus

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"Para aqui vai dando..."

Esta é realmente a frase que qualquer jogador gosta de ouvir no final da sua estreia no campeonato nacional com a camisola do SLBenfica.

Um jogador estreia-se, marca um golo, faz uma excelente exibição e no final do jogo o que fica mesmo ansioso por ouvir?

"Para aqui vai dando..."

Um belo exemplo de como uma boa decisão e uma boa visão de Jorge Jesus... acaba num desastre total pela sua total incapacidade comunicativa, liderança num formato pouco adequado ao Clube que representa e, por fim, falta de acompanhamento de uma estrutura que (aparentemente) existirá.

É... "Ouro sobre... azul", não é Jesus?

Sempre apoiarei o candidato Vieira.

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domingo, 28 de outubro de 2012

O recalcamento e a inveja.

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"O que tiveram em comum as épocas de 1993/94 e de 2004/05? Entre outras coisas, essas duas temporadas foram as últimas que tiveram a participação do Estoril no principal campeonato e, curiosamente, o FC Porto não foi campeão em nenhuma delas. É, portanto, uma maldição que os azuis e brancos vão querer contrariar na presente época, que marca o regresso dos canarinhos ao convívio com os grandes.

De resto, a relação entre portistas e canarinhos não tem sido especialmente pacífica. Em 2009/10, para a Taça da Liga, o FC Porto venceu o Estoril, por 2-0, mas à chegada ao terreno do adversário, o autocarro que transportava a equipa e a viatura onde seguiam alguns dirigentes foram apedrejados, num momento que causou algum pânico. Para além disso, na memória dos portistas está ainda presente um jogo entre o Estoril e o Benfica, em 2004/05, que foi ganho pelos encarnados, e no qual os canarinhos aceitaram mudar a receção aos homens da Luz para o Estádio do Algarve." tirado do Pasquim dos Lagartos e Portistas recalcados

Foi um jogo ganho de forma limpa. Provavelmente alguns avençados nunca poderão dizer o mesmo do dinheiro que levam para casa no fim do mês.

Trazer este assunto para cima da mesa é nivelar o jornalismo pelos 'standards' de MST ou do Moreira, lutadores pela verdade desportiva que não acedem ao Youtube e que nunca viram nenhuma irregularidade no seu clube.

Este artigo do Record é típico de adeptos recalcados, que festejam mais as derrotas dos adversários que os golos do seu próprio clube.

Nota: Parece que Cosme Machado brindou o Benfica B com mais uma arbitragem ao seu nível.

Quem quer tramar o Miguel Rosa ?

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Miguel Alexandre Jesus Rosa, vulgo Miguel Rosa, fez toda a sua carreira no futebol de formação no Sport Lisboa e Benfica.

No seu primeiro ano de sénior foi emprestado ao Estoril Praia, 4º classificado na Liga de Honra em 2008 / 2009. Foi algumas vezes suplente utilizado, chegando a fazer o gosto ao pé por três vezes.
Em 2009 / 2010, foi rodar para o Carregado, equipa que se estreava na Liga de Honra. Ao contrário da carreira da sua equipa que terminaria na última posição, Miguel Rosa, deu bons indicadores do potencial que tinha na altura. Melhor marcador da equipa com 11 golos e 2º jogador mais utilizado no plantel.
A época seguinte seria a da confirmação num Belenenses que viria a conhecer 3 treinadores, mas que em comum tiveram o condão de apostar na qualidade de um médio ofensivo que acabaria a época sendo o 3º melhor marcador da Liga de Honra a 4 golos do ponta de lança histórico da nossa 2ª Liga, Bock.
Época fantástica que o levaria a ser considerado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, como o Melhor jogador da Liga de Honra da época 2010 / 2011.
Quando se esperaria finalmente a integração no plantel principal do Sport Lisboa e Benfica, Miguel Rosa sofreu um sério revés. Informado que não haveria lugar no plantel para ele, fez um pequeno braço de ferro ao recusar empréstimos a clubes da divisão maior de Portugal, para novamente ser emprestado ao clube do Restelo.
Seria o jogador mais utilizado no plantel do Belenenses, mas em termos de golos foi abaixo do que tinha vindo a concretizar, com "apenas" 6 golos na Liga e 7 tentos divididos nas Taças da Liga e de Portugal.

Com o renascimento da equipa B, Miguel Rosa voltou à casa mãe e a envergar o manto sagrado.
Médio centro destro, mas com um pé esquerdo de bom trato, Rosa é um jogador que gosta de jogar perto do avançado. Com boa visão de jogo, capacidade de criar rupturas entre as linhas recuadas do adversário, cria diagonais de dentro para fora na zona dos laterais, de preferência o direito. Com boa capacidade de remate, é bom finalizador quer na área, quer fora dela. Também costuma ser o responsável pela marcação de bolas paradas e dos cantos ofensivos. O número 77 da equipa B e capitão de equipa tem sido um mal amado no seu clube.

Com Carlos Martins com pequenas e constantes arreliadores lesões que lhe provocam um rendimento abaixo do esperado e com Pablo Aimar também de fora esta época pelos mesmo motivos que Carlos Martins e quando se fala de André Gomes e André Almeida com capacidade de jogarem na equipa principal do Benfica - e com justiça - mas injustamente não se fala de Miguel Rosa, um "10" que encaixaria no onze de Jorge Jesus, pelo rendimento elevado que tem.
Portanto apenas uma questão se pode colocar :

Quem quer tramar o Miguel Rosa ?

P.S. - Este texto foi escrito na última 5ª feira. E nunca se sabe se um dia o Luís Freitas Lobo faz um resumo novamente de um texto meu para publicar na A Bola....

O triunfo de Vieira e do Vieirismo.

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Luis Filipe Vieira é o presidente eleito do Sport Lisboa e Benfica com os votos de 83% dos votantes.

Saudações benfiquistas ao presidente! Embora ele não saiba o que isso é. O Benfiquismo.

A eleição de Luis Filipe Vieira para mais 4 anos de presidência do Sport Lisboa e Benfica marca uma cisão no benfiquismo.

Temos de um lado benfiquistas convictos e do outro lado benfiquistas puros.

Os convictos votaram em Vieira porque são contra o regresso ao tempo dos Vales e dos Damásios, e consideram Vieira o melhor presidente de sempre.
 
Os puros não votaram ou votaram em branco ou Rangel porque não admitem dar mais tempo a Vieira, um antigo sócio do FC Porto durante um quarto de século.
 
(Porque apenas tão poucas casas onde se pode votar? A net não chegou ao resto do país?)

O resultado da eleição poderia e deveria ser um motivo para serenar o clima agressivo quer da campanha, quer dos últimos meses entre os benfiquistas.
De facto, e ao contrário do que alguns 'grãos insignificantes' de areia querem fazer crer, a blogoesfera não foi a responsável pela insatisfação dos sócios e adeptos com esta direcção.
Na maioria dos casos, a blogoesfera foi o único sítio onde se pode discutir e debater o Benfica sem tabus, sem silêncios, sem censura.

Isso incomodou muito boa gente. Gente alérgica a debates, gente habituada aos 'yes-man', habituada a não ver negado qualquer seu desejo, gente que habitualmente não ouve ninguém perto de si questionar os erros com que tem atropelado os valores que Cosme Damião exemplificou.
Por falar em Cosme Damião, nome que tantos gostam de invocar mas tão poucos sabem o que defendia ou mostrava.
Cosme Damião liderava pelo exemplo. Sabem o que é isso? Pois é. 
São muitos os que nem fazem ideia do que é liderar, quanto mais ser exemplo para alguém.

Infelizmente, o apelo à união e paz entre os benfiquistas veio em palavras mas não em acções.

Luis Filipe Vieira, líder eleito dos benfiquistas, assim como já tinha apelidado o adversário nas eleições de inúmeros nomes menos dignos, não soube ser um digno vencedor.
 
O seu discurso de vitória era uma ocasião para reunir, para serenar, para apelar de forma sincera ao apoio de todo e qualquer benfiquista.Deveria ter sido o ponto de partida para que a grande nação benfiquista tomasse apenas um rumo.
Era a ocasião ideal para que mesmo os mais cépticos no trabalho de Vieira, como eu, pudessem dar-lhe o benefício da dúvida de que 'à quarta tentativa seria de vez!'

Muito enganado estava eu! Ainda a entrar no pavilhão para a consagração, Vieira torna a falar nos aventureiros.

A entrada do presidente de todos os benfiquistas, rodeado de boxeurs, fazia lembrar Godinho Lopes, na eleição 'afinada'.
Também aí, os mauzões das claques, aqueles que percorrem o pais a apoiar a equipa ao sol e à chuva, à sua própria custa, demonstraram a sua insatisfação com os resultados.
 
Sexta-feira na Luz, esse feito também foi visto. Palavras de ordem e apupos, tudo o que é permitido num país em que liberdade de expressão está (ainda) defendida na Constituição.
 
De lamentar que passem de palavras de ordem a rebentamento de petardos.

E que daí se passem para as agressões físicas.
 
Boxeurs a agredirem mulheres, homens, tudo o que tivesse cara de não-alinhado. Muito triste e que nada tem a ver com o que é o Benfica.

Aos que bateram palmas a essa intervenção da secção de boxe, pois os malandros da claque queriam protestar, espero que quando estiverem a protestar frente a S.Bento por vos terem cortado mais uma vez a reforma, o subsídio ou o vencimento, por acharem que o governo está a levar o país para a ruína, e levarem com uma carga policial, lhes batam as mesmas palmas no fim entre as nódoas negras das bastonadas. Não é essa a democracia que acabam de sufragar?

E voltamos ao discurso de Vieira. Um discurso de vitória muito azedo para quem tinha acabado de receber a confiança de 80% dos votantes.
Um discurso que apela em palavras à união, mas que põe de lado os que produzem 'ruído'. Sim, porque não partilhar da visão de Vieira é fazer ruído. Pelo menos para ele é assim.

Eu não votei Vieira, nem nunca votei nele antes.

Não sou dos que elegeram Damásio com mais de 80% dos votos ou dos 38% que ainda votaram Vale e Azevedo quando derrotado por Vilarinho.
E que curiosamente devem ter morrido todos entretanto, pois hoje nunca ninguém afirma ter votado neles.


Não confio na palavra de Luis Filipe Vieira, nem nas suas promessas para os próximos 4 anos.
Penso que a sua eleição coloca muitos dos que nele votaram sem legitimidade moral para criticar os sócios que elegem Pinto da Costa. 
Tanto uns como outros negam todas as tropelias que ambos têm feito aos seus clubes. 
Tanto uns como outros ignoram os factos das suas actuações perante o sistema instituído.

A única diferença?
É que aos azuis eu desprezo.
Aos benfiquistas que votam Vieira, prezo a vossa existência, mas tenho muita pena que o meu clube esteja na vossa mão.
Desejo sinceramente que Luis Filipe Vieira cumpra integralmente as suas promessas e tenha sucesso na sua presidência.
O sucesso do Benfica, em especial do futebol profissional, é o sucesso do seu presidente.
Luis Filipe Vieira tem mais uma oportunidade para demonstrar que afinal até quer o sucesso do Benfica.

Mas desengane-se.

O 'ruído', como lhe chama Vieira, continuará a existir, enquanto o benfiquismo for atacado por gente que não sabe, e provavelmente nunca soube, o que é ser benfiquista.

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