Os resultados continuam sem aparecer, as contratações não entusiasmam e a dificuldade de Marco Silva em encontrar soluções que transmitam confiança é cada vez mais evidente. A exibição na Suíça foi preocupante.
Apesar da maioria expressiva que o elegeu, Rui Costa não beneficia do habitual período de graça. Na realidade, esse contador começou a correr em 2021, quando assumiu pela primeira vez a presidência do clube.
Ainda assim, há algumas coisas que importa lembrar. Não apenas a quem torce pelo insucesso do SL Benfica, mas também, e sobretudo, a quem está dentro do clube e se considera intocável, incluindo o próprio Rui Costa:
- Nunca ninguém votou em Rui Costa pelas suas reconhecidas capacidades de gestão empresarial.
- Nunca ninguém votou em Rui Costa pelos seus discursos particularmente inspiradores ou mobilizadores.
- Nunca ninguém votou em Rui Costa por ter apresentado uma equipa de gestão extraordinária.
- Nunca ninguém votou em Rui Costa por ter exposto um projeto claro, facilmente compreensível por todos, ou por apresentar ideias revolucionárias para o futebol português.
Nas últimas eleições, não foi tanto Rui Costa quem as venceu; foram os restantes candidatos que as perderam.
Por isso, tanto aqueles que persistem nos ataques pessoais a Rui Costa como aqueles que, dentro do SL Benfica, começando pelo próprio presidente, acreditam que nada os afastará dos lugares que ocupam, fariam bem em abrir os olhos.
No essencial, todos queremos a mesma coisa: ver na presidência alguém que sinta o Benfica com a mesma intensidade que nós sentimos. Queremos um presidente que dignifique o clube e que não faça manchetes pelas piores razões.
Mas queremos também ganhar. Queremos conquistar títulos, ser melhores do que os nossos rivais e queremos que, mesmo nos jogos menos importantes, o nome do SL Benfica saia vencedor.
Quem conseguir oferecer tudo isto de forma credível será, naturalmente, merecedor de ocupar a presidência do SL Benfica.
Por outro lado, quem continuar a apostar exclusivamente no insulto e no ataque pessoal a quem está no clube dificilmente passará de mais um número nas redes sociais dos seus apoiantes.
Quanto a Rui Costa, aos Órgãos Sociais e à Administração da SAD, se acreditam que os benfiquistas aceitarão mais uma temporada inteira de insucessos sem consequências, estão profundamente enganados.
Os mandatos são para cumprir, mas as promessas também. E as promessas foram de vitórias, de títulos e de crescimento desportivo.
Se, no final da época 2026/27, a sala de troféus do SL Benfica não contar pelo menos com mais um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, então será altura de dar lugar a outros através do processo democrático que o clube conhece: as eleições.
Lágrimas em campo não dão a ninguém um direito adquirido à presidência.
Acompanhar a equipa em todos os jogos fora ou ter dezenas de camisolas do Benfica em casa também não torna ninguém mais benfiquista do que os outros.
O SL Benfica é de todos.
E não é propriedade de ninguém.

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