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21 setembro 2026

Somos um clube fraco: dentro e fora de campo

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A fraqueza dos corpos dirigentes do SL Benfica, com o expoente máximo em Rui Costa, são o espelho do que se passou no Dragão quanto a jogos de bastidores.

O FC Porto condicionou como quis a arbitragem durante a semana, sem réplica ou contra informação por parte do SL Benfica.

No Dragão, os benfiquistas regressaram aos anos 90 do Séc. XX, com todos os presentes nos camarotes a serem alvos de tentativas constantes de agressão.

No relvado, os critérios foram distintos. Aos jogadores do FC Porto era permitido agredir, entrar de sola ou “jogo duro”. Tudo isto sem o VAR abrir a boca.

A fraqueza dos nossos corpos dirigentes teve no final do jogo outra evidência suprema: as declarações sem sal de Rui Costa. Não se pedia uma análise ao jogo e muito menos um reconhecimento de erros próprios. O que não se aceita é que no futebol da futura Centralização deste séc. XXI, o séc.XX perdure. Mais valia estar calado.

Mas a fraqueza dos nossos corpos sociais é um reflexo da fraqueza da nossa massa associativa e dos nossos “notáveis”.

Há muita gente a criticar a postura do SL Benfica, mas não vejo ninguém a demonstrar o que faria diferente e em provar como isso resultaria.

Daí que basta olhar para as últimas eleições e ver como nenhum dos candidatos, tal como Rui Costa, não têm perfil nem peso para combater este sistema podre.

Noronha Lopes nem os seus discursos escrevia e escolheu para seu vice um dos principais apoiantes de Pedro Proença. Não tem carisma ou peso no futebol.

João Diogo Manteigas trabalhou para a Liga de Clubes de Proença, além de que está condicionado sobre o que pode dizer sobre a FPF, pela sua ligação a Jorge Mendes.

Os restantes, com todo o respeito, ainda estão mais longe de preencher os requisitos neste campo.

Precisamos de novas pessoas, com força nas instituições, capazes de agregar quem não é alinhado, mas está em silêncio.

Quem acha que é “aos gritos” que se combate o sistema não conhece o futebol português. Quem acha que a solução é imitar os métodos do clube com mais adeptos em Gondomar está errado.

Quem acha que é mais benfiquista que outros porque vê mais jogos fora também está muito enganado.

Precisamos de inteligência, coragem, estratégia e de gente sem telhados de vidro.

Precisamos de gente que vá a qualquer lado, preparado para tudo, e com a noção de que nada é mais importante que honrar o SL Benfica. Vejam o que aconteceu em 1991 e aprendam.

A equipa ontem foi o reflexo do que é o SL Benfica atual: dentro e fora de campo.

Enquanto isto não mudar, o sistema fará o que quiser.

20 setembro 2026

Roubo no Dragão e erros próprios

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Ao dizer desde o início da temporada que estamos ao nível dos anos 90 quanto a arbitragem, penso que hoje todos viram do que falava.

Aos 5 minutos o FC Porto devia ter ficado a jogar com 10. O árbitro perdoou e o VAR fingiu que não viu.

Depois vieram os erros próprios. Continuamos a ter centrais que vão ao Dragão dar borlas. Tomás Araújo deixou evidente a sua falta de qualidade e noção e Lenglet comete um erro inaceitável para alguém com a sua experiência. 

Acho que o Marco Silva hoje deixou Aursnes demasiado tempo em campo, e demorou a reagir ao empate. A equipa não pode sofrer um golo daqueles logo depois de empatar.
Mesmo as substituições chegaram tarde demais.

A FPF quer o FC Porto campeão.

17 setembro 2026

Marco Silva e a equipa à sua volta: entusiasmo mas com os pés no chão!

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Marco Silva e a equipa à sua volta: entusiasmo mas com os pés no chão!

Não há como esconder o entusiasmo que todos estamos a ter com este início de temporada, principalmente com os resultados.

A vitória em San Siro, ímpar na nossa história, e com a segunda linha do plantel, reforçou claramente esta alegria com o futebol e com os resultados.

Todos no plantel sentem que são opção e por isso sentem que são úteis, podendo entrar a qualquer momento. 

Fisicamente, para a quantidade de jogos e as curtas férias, acho que a equipa está numa forma excelente. 

No entanto, a temporada está no início e o ecossistema português do futebol não quer o SL Benfica campeão. Daí que não vale a pena achar que o jogo no domingo está ganho...porque não está.

Sentimos os jogadores com "pica", bem como sentimos que estão em campo a executar um plano, uma estratégia.

Vamos continuar a apoiar e esperar que o futebol só dependa de quem joga melhor e marca mais golos!

16 setembro 2026

A FPF de Proença bem tentou ajudar o seu FC Porto... mas fomos mais fortes!

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Quem viu o jogo percebeu que a lição vinha bem estudada pelo árbitro.

Os cartões cirúrgicos para limitar a nossa posição 6, as faltas marcadas ao SL Benfica que não eram marcadas ao Gil Vicente, o cartão vermelho perdoado por falta criminosa sobre o Banjaqui...

Enfim... o que é que a FPF de Pedro Proença não percebeu antecipadamente? É que o SL Benfica, com equipa e adeptos unidos... é imparável.

Nas bancadas nunca se deixou de puxar pelo SL Benfica, mesmo a perder.

No relvado eles nunca deixaram de lutar. 

E as substituições ajudaram a melhorar a equipa. Já agora, Marco Silva conhece bem o nosso futebol e percebeu que tinha de preservar o Palhinha para o Dragão. Já o árbitro também sabia o que vinha fazer e à primeira falta... cartão amarelo.

Temos problemas de qualidade em algumas posições? Temos. 

Gostava de ter um par de defesas centrais com outro perfil? Gostava.

Mas são estes que cá estão.

Umas palavras finais para o Samuel Soares: ontem teve uma intervenção decisiva para esta vitória. Ontem o nosso GR valeu pontos! 


07 setembro 2026

Quem vai combater o novo Apito Dourado, época 2026/2027?

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Para quem ainda tivesse dúvidas, o jogo do FC Porto com o Moreirense demonstrou como a F.P.F. de Pedro Proença está dominada e empenhada em levar ao colo o clube que mais mal fez e faz ao nosso futebol.

O VAR é cego, o árbitro em campo é cego, e lances idênticos dão expulsão a um jogador do Moreirense e nada ao jogador do FC Porto.

Tudo para salvar o FC Porto da ruína financeira, para alavancar os valores que querem pagar aos andrades no âmbito dos futuros Direitos Televisivos, e para manter o nosso futebol na mediocridade.

Além disso, os adversários do FC Porto ou são macios e mansos ou cometem erros incríveis e que não repetirão com o SL Benfica ou até com o Sporting CP.

O tão propalado manto verde não passa de uma cortina de fumo para não se identificar o FC Porto como o principal beneficiário das arbitragens em Portugal. O Sporting CP é beneficiado apenas na proporção necessária para ficar à frente do SL Benfica como se viu na última temporada, em que o mesmo árbitro retirou ao SL Benfica pontos essenciais que teriam dado a entrada na Champions.

A questão principal é: quem tem estaleca para combater o novo Apito Dourado, época 2026/2027?

01 setembro 2026

Ganhámos mas é preciso bem mais que isto

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Curtas sobre ontem:

1) Vitória justa perante um Estoril que vinha apostado no empate

2) O Enzo teve a lesão no pior momento para si. Palhinha demonstrou a diferença que é ter ali um 6 com muita qualidade

3) Temos jogadores que não querem ou têm mais para dar. Em especial os que entraram na segunda parte não acrescentaram rigorosamente nada

4) Sudakov tem a movimentação certa mas os pés não respondem. Lamentavelmente parece não conseguir mais que isto

5) Não precisamos de mais anões ou lingrinhas. Em muitos momentos falta poder de choque

6) A nossa defesa ainda é o elo mais fraco da equipa

Quanto à arbitragem, é isto que continuaremos a ter. Tudo contra o SL Benfica é marcado. A favor...o VAR não vê e o árbitro não quer ver.

Ganhámos mas é preciso bem mais que isto.

31 agosto 2026

Quem está a financiar o FC Porto?

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Há uma pergunta que André Villas-Boas ainda terá de explicar muito bem.

Quando chegou à presidência do FC Porto, disse ter encontrado o clube numa situação “quase de calamidade, com uma rotura total de liquidez”. Chegou mesmo a afirmar que havia apenas 8 mil euros nas contas e que era necessário arranjar 12 milhões em duas semanas.

Tudo bem. Aceitemos a descrição.

Mas então surge uma pergunta simples:

Como é que um clube que estava numa “rotura total de liquidez” passou, pouco tempo depois, a investir dezenas e dezenas de milhões de euros em jogadores?

A resposta não pode ser simplesmente “vendemos jogadores”. A questão é saber quanto desse dinheiro veio de vendas, quanto veio de financiamento, quanto corresponde a pagamentos faseados, quanto resulta da antecipação de receitas e quanto era, efectivamente, dinheiro disponível.

Não estou a dizer que contratar jogadores, quando se está quase falido, seja ilegal. Nem que exista necessariamente alguma irregularidade.

Estou a fazer uma pergunta muito mais simples — e talvez mais incómoda:

Sendo a FC Porto SAD uma sociedade cotada, com investidores e obrigações de transparência, como é que se explica ao mercado de onde apareceu a capacidade financeira para este nível de investimento, quando a própria administração descreveu a situação encontrada como uma “rotura total de liquidez”?

Porque entre os “8 mil euros nas contas”, a “calamidade financeira” e os milhões entretanto investidos no plantel, alguma coisa mudou. E certamente não foi pela capacidade fantástica de geração de receitas de uma massa adepta que nem na cidade do Porto é maioritária.

A pergunta continua a ser a mesma:

O quê, como e à custa de quem? E que ligação terá isto à FPF?

26 agosto 2026

Villas-Boas e Pedro Proença: mudaram o cargo mas não mudaram a postura

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Há pessoas que mudam de cargo. E há pessoas que, apesar de mudarem de cargo, parecem nunca mudar de discurso.

André Villas-Boas é um desses casos.

Hoje é presidente do FC Porto. Ontem foi treinador do mesmo clube. E basta recuar até 2010 para perceber que a obsessão contra o SL Benfica não nasceu agora, nem apareceu por acaso.

Nas primeiras semanas como treinador do FC Porto, Villas-Boas já encontrava tempo para falar do SL Benfica.

Em agosto de 2010, depois de Jorge Jesus ter afirmado que o Benfica seria campeão, Villas-Boas respondeu que as conferências de imprensa do Benfica eram “monólogos para um canal” e que as mensagens eram fáceis de passar porque o treinador “nunca é confrontado com perguntas”. A tal teoria da “imprensa do Sul”.

Poucas semanas depois, voltou ao ataque.

Quando Luís Filipe Vieira criticou as arbitragens, Villas-Boas afirmou que, com a paragem do campeonato, “era natural que as arbitragens fossem o entretenimento”.

Mas o tema dos árbitros haveria de voltar várias vezes.

Em dezembro de 2010, quando Jorge Jesus relacionou a diferença pontual entre Benfica e FC Porto com os critérios na marcação de grandes penalidades, Villas-Boas respondeu que essa questão era “um entretenimento”.

É curioso recordar isto hoje.

Porque em 2026, já presidente do FC Porto, Villas-Boas continua a ter sonhos molhados com o SL Benfica.

No editorial da revista Dragões de agosto de 2026, Villas-Boas dedicou uma parte significativa do seu discurso ao SL Benfica e a Pedro Proença.

Vilas Boas considerou “cruel e desrespeitosa” a decisão de colocar o presidente da Federação Portuguesa de Futebol na sexta fila da tribuna da Luz. Criticou o SL Benfica por ter divulgado excertos de conversas privadas de Proença e classificou o mapa dos lugares da tribuna como um “manifesto político”.

Mais importante ainda: Villas-Boas decidiu assumir publicamente a defesa de Pedro Proença.

Não estamos, portanto, perante uma simples opinião sobre protocolo. Estamos perante um presidente do FC Porto que, perante uma polémica, escolheu atacar o SL Benfica e defender Pedro Proença.

E aqui vale a pena recordar quem foi Pedro Proença enquanto árbitro.

Por exemplo, a 2 de março de 2012, SL Benfica e FC Porto encontraram-se na Luz. Pedro Proença foi o árbitro. O FC Porto ganhou por 3-2, com o golo decisivo de Maicon aos 87 minutos.

O problema?

O golo foi marcado em posição irregular. Até o Correio da Manhã descreveu o lance como um golo marcado “em fora de jogo” e registou que a posição de Maicon era irregular.

Também o Record, ao fazer posteriormente o balanço das polémicas de Proença com o Benfica, identificou nesse jogo duas situações particularmente contestadas: uma falta sobre Witsel que esteve na origem do segundo golo portista e, sobretudo, o fora de jogo no lance que decidiu o jogo.

É história documentada.

E há outro detalhe que não deixa de ser curioso: nas duas últimas épocas em que Pedro Proença dirigiu clássicos entre o SL Benfica e FC Porto, ambos terminaram com vitórias do FC Porto e ambos tiveram impacto direto na luta pelo título.

Portanto, quando Villas-Boas aparece hoje a defender Pedro Proença e a atacar o SL Benfica por causa da forma como o recebeu na Luz, é legítimo recordar o passado.

É este o Villas-Boas que alguns parecem ter esquecido. Alguns benfiquistas apelidaram-no de “lufada de ar fresco”, quando venceu Pinto da Costa naquela representação que foram as eleições do FC Porto.

O mesmo homem que hoje se apresenta como alguém que quer renovar, modernizar e dignificar o futebol português é o homem que, enquanto treinador do FC Porto, construiu uma parte significativa do seu discurso público a atacar o SL Benfica.

Existe um padrão de ligação entre Vilas Boas, o FC Porto e Pedro Proença: a hostilidade ao SL Benfica. Proença ameaçou o SL Benfica na gravação divulgada há algumas semanas.

E há uma pergunta que merece ser feita:

Mudou André Villas-Boas ou mudou apenas o lugar onde está sentado?

Porque o cargo mudou. A gravata mudou. O discurso institucional tornou-se mais elaborado.

Mas, quando aparece uma oportunidade para atacar o SL Benfica, Vilas Boas não resiste e regressa ao ódio visceral pelo nosso clube.

E é aqui que entra Pedro Proença.

É perfeitamente legítimo Villas-Boas defender quem entender. É perfeitamente legítimo considerar inadequado o lugar atribuído ao presidente da FPF na tribuna da Luz.

Mas também é legítimo perguntar por que razão a indignação é tão grande agora.

Sobretudo quando falamos de Pedro Proença, um árbitro que durante anos esteve no centro de algumas das maiores polémicas envolvendo SL Benfica e FC Porto. E isto acontece num momento particularmente sensível.

Em janeiro de 2026, transitou em julgado a decisão judicial que condenou o FC Porto no chamado caso dos emails, obrigando a SAD portista a pagar ao Benfica 605.300,90 euros, acrescidos de juros e custas.

O Conselho de Disciplina da FPF tem desde 2017 um processo a decorrer sobre este tema, e mesmo apesar do trânsito em julgado da decisão, continua em silêncio.

Basta colocar os factos em cima da mesa.

Um treinador do FC Porto que, em 2010 e 2011, atacava sistematicamente o SL Benfica.

Um presidente do FC Porto que, em 2026, continua a utilizar o SL Benfica como alvo privilegiado do seu discurso.

Um Pedro Proença que, enquanto árbitro, esteve envolvido em decisões altamente polémicas em clássicos que terminaram com vitórias do FC Porto.

E um Villas-Boas que, perante a atual polémica, escolhe colocar-se inequivocamente do lado de Proença e contra o SL Benfica.

Cada um que tire as suas conclusões.

Eu fico apenas com uma:

Há quem consiga mudar de presidente sem conseguir mudar de rivalidade.

E talvez seja essa a verdadeira essência de André Villas-Boas. Não é o homem novo que chegou para romper com o passado. É o mesmo homem de sempre, agora sentado na cadeira de presidente.

Agora tem um parceiro à sua medida na FPF: Pedro Proença.

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