A fraqueza dos corpos dirigentes do SL Benfica, com o expoente máximo em Rui
Costa, são o espelho do que se passou no Dragão quanto a jogos de bastidores.
O FC Porto condicionou como quis a arbitragem durante a semana, sem réplica ou
contra informação por parte do SL Benfica.
No Dragão, os benfiquistas regressaram aos anos 90 do Séc. XX, com todos os
presentes nos camarotes a serem alvos de tentativas constantes de agressão.
No relvado, os critérios foram distintos. Aos jogadores do FC Porto era
permitido agredir, entrar de sola ou “jogo duro”. Tudo isto sem o VAR abrir a
boca.
A fraqueza dos nossos corpos dirigentes teve no final do jogo outra evidência
suprema: as declarações sem sal de Rui Costa. Não se pedia uma análise ao jogo
e muito menos um reconhecimento de erros próprios. O que não se aceita é que
no futebol da futura Centralização deste séc. XXI, o séc.XX perdure. Mais
valia estar calado.
Mas a fraqueza dos nossos corpos sociais é um reflexo da fraqueza da nossa
massa associativa e dos nossos “notáveis”.
Há muita gente a criticar a postura do SL Benfica, mas não vejo ninguém a
demonstrar o que faria diferente e em provar como isso resultaria.
Daí que basta olhar para as últimas eleições e ver como nenhum dos candidatos,
tal como Rui Costa, não têm perfil nem peso para combater este sistema podre.
Noronha Lopes nem os seus discursos escrevia e escolheu para seu vice um dos
principais apoiantes de Pedro Proença. Não tem carisma ou peso no futebol.
João Diogo Manteigas trabalhou para a Liga de Clubes de Proença, além de que
está condicionado sobre o que pode dizer sobre a FPF, pela sua ligação a Jorge
Mendes.
Os restantes, com todo o respeito, ainda estão mais longe de preencher os
requisitos neste campo.
Precisamos de novas pessoas, com força nas instituições, capazes de agregar
quem não é alinhado, mas está em silêncio.
Quem acha que é “aos gritos” que se combate o sistema não conhece o futebol
português. Quem acha que a solução é imitar os métodos do clube com mais
adeptos em Gondomar está errado.
Quem acha que é mais benfiquista que outros porque vê mais jogos fora também
está muito enganado.
Precisamos de inteligência, coragem, estratégia e de gente sem telhados de
vidro.
Precisamos de gente que vá a qualquer lado, preparado para tudo, e com a noção
de que nada é mais importante que honrar o SL Benfica. Vejam o que aconteceu
em 1991 e aprendam.
A equipa ontem foi o reflexo do que é o SL Benfica atual: dentro e fora de
campo.
Enquanto isto não mudar, o sistema fará o que quiser.