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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Ganhámos mas é preciso bem mais que isto

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Curtas sobre ontem:

1) Vitória justa perante um Estoril que vinha apostado no empate

2) O Enzo teve a lesão no pior momento para si. Palhinha demonstrou a diferença que é ter ali um 6 com muita qualidade

3) Temos jogadores que não querem ou têm mais para dar. Em especial os que entraram na segunda parte não acrescentaram rigorosamente nada

4) Sudakov tem a movimentação certa mas os pés não respondem. Lamentavelmente parece não conseguir mais que isto

5) Não precisamos de mais anões ou lingrinhas. Em muitos momentos falta poder de choque

6) A nossa defesa ainda é o elo mais fraco da equipa

Quanto à arbitragem, é isto que continuaremos a ter. Tudo contra o SL Benfica é marcado. A favor...o VAR não vê e o árbitro não quer ver.

Ganhámos mas é preciso bem mais que isto.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Quem está a financiar o FC Porto?

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Há uma pergunta que André Villas-Boas ainda terá de explicar muito bem.

Quando chegou à presidência do FC Porto, disse ter encontrado o clube numa situação “quase de calamidade, com uma rotura total de liquidez”. Chegou mesmo a afirmar que havia apenas 8 mil euros nas contas e que era necessário arranjar 12 milhões em duas semanas.

Tudo bem. Aceitemos a descrição.

Mas então surge uma pergunta simples:

Como é que um clube que estava numa “rotura total de liquidez” passou, pouco tempo depois, a investir dezenas e dezenas de milhões de euros em jogadores?

A resposta não pode ser simplesmente “vendemos jogadores”. A questão é saber quanto desse dinheiro veio de vendas, quanto veio de financiamento, quanto corresponde a pagamentos faseados, quanto resulta da antecipação de receitas e quanto era, efectivamente, dinheiro disponível.

Não estou a dizer que contratar jogadores, quando se está quase falido, seja ilegal. Nem que exista necessariamente alguma irregularidade.

Estou a fazer uma pergunta muito mais simples — e talvez mais incómoda:

Sendo a FC Porto SAD uma sociedade cotada, com investidores e obrigações de transparência, como é que se explica ao mercado de onde apareceu a capacidade financeira para este nível de investimento, quando a própria administração descreveu a situação encontrada como uma “rotura total de liquidez”?

Porque entre os “8 mil euros nas contas”, a “calamidade financeira” e os milhões entretanto investidos no plantel, alguma coisa mudou. E certamente não foi pela capacidade fantástica de geração de receitas de uma massa adepta que nem na cidade do Porto é maioritária.

A pergunta continua a ser a mesma:

O quê, como e à custa de quem? E que ligação terá isto à FPF?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Villas-Boas e Pedro Proença: mudaram o cargo mas não mudaram a postura

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Há pessoas que mudam de cargo. E há pessoas que, apesar de mudarem de cargo, parecem nunca mudar de discurso.

André Villas-Boas é um desses casos.

Hoje é presidente do FC Porto. Ontem foi treinador do mesmo clube. E basta recuar até 2010 para perceber que a obsessão contra o SL Benfica não nasceu agora, nem apareceu por acaso.

Nas primeiras semanas como treinador do FC Porto, Villas-Boas já encontrava tempo para falar do SL Benfica.

Em agosto de 2010, depois de Jorge Jesus ter afirmado que o Benfica seria campeão, Villas-Boas respondeu que as conferências de imprensa do Benfica eram “monólogos para um canal” e que as mensagens eram fáceis de passar porque o treinador “nunca é confrontado com perguntas”. A tal teoria da “imprensa do Sul”.

Poucas semanas depois, voltou ao ataque.

Quando Luís Filipe Vieira criticou as arbitragens, Villas-Boas afirmou que, com a paragem do campeonato, “era natural que as arbitragens fossem o entretenimento”.

Mas o tema dos árbitros haveria de voltar várias vezes.

Em dezembro de 2010, quando Jorge Jesus relacionou a diferença pontual entre Benfica e FC Porto com os critérios na marcação de grandes penalidades, Villas-Boas respondeu que essa questão era “um entretenimento”.

É curioso recordar isto hoje.

Porque em 2026, já presidente do FC Porto, Villas-Boas continua a ter sonhos molhados com o SL Benfica.

No editorial da revista Dragões de agosto de 2026, Villas-Boas dedicou uma parte significativa do seu discurso ao SL Benfica e a Pedro Proença.

Vilas Boas considerou “cruel e desrespeitosa” a decisão de colocar o presidente da Federação Portuguesa de Futebol na sexta fila da tribuna da Luz. Criticou o SL Benfica por ter divulgado excertos de conversas privadas de Proença e classificou o mapa dos lugares da tribuna como um “manifesto político”.

Mais importante ainda: Villas-Boas decidiu assumir publicamente a defesa de Pedro Proença.

Não estamos, portanto, perante uma simples opinião sobre protocolo. Estamos perante um presidente do FC Porto que, perante uma polémica, escolheu atacar o SL Benfica e defender Pedro Proença.

E aqui vale a pena recordar quem foi Pedro Proença enquanto árbitro.

Por exemplo, a 2 de março de 2012, SL Benfica e FC Porto encontraram-se na Luz. Pedro Proença foi o árbitro. O FC Porto ganhou por 3-2, com o golo decisivo de Maicon aos 87 minutos.

O problema?

O golo foi marcado em posição irregular. Até o Correio da Manhã descreveu o lance como um golo marcado “em fora de jogo” e registou que a posição de Maicon era irregular.

Também o Record, ao fazer posteriormente o balanço das polémicas de Proença com o Benfica, identificou nesse jogo duas situações particularmente contestadas: uma falta sobre Witsel que esteve na origem do segundo golo portista e, sobretudo, o fora de jogo no lance que decidiu o jogo.

É história documentada.

E há outro detalhe que não deixa de ser curioso: nas duas últimas épocas em que Pedro Proença dirigiu clássicos entre o SL Benfica e FC Porto, ambos terminaram com vitórias do FC Porto e ambos tiveram impacto direto na luta pelo título.

Portanto, quando Villas-Boas aparece hoje a defender Pedro Proença e a atacar o SL Benfica por causa da forma como o recebeu na Luz, é legítimo recordar o passado.

É este o Villas-Boas que alguns parecem ter esquecido. Alguns benfiquistas apelidaram-no de “lufada de ar fresco”, quando venceu Pinto da Costa naquela representação que foram as eleições do FC Porto.

O mesmo homem que hoje se apresenta como alguém que quer renovar, modernizar e dignificar o futebol português é o homem que, enquanto treinador do FC Porto, construiu uma parte significativa do seu discurso público a atacar o SL Benfica.

Existe um padrão de ligação entre Vilas Boas, o FC Porto e Pedro Proença: a hostilidade ao SL Benfica. Proença ameaçou o SL Benfica na gravação divulgada há algumas semanas.

E há uma pergunta que merece ser feita:

Mudou André Villas-Boas ou mudou apenas o lugar onde está sentado?

Porque o cargo mudou. A gravata mudou. O discurso institucional tornou-se mais elaborado.

Mas, quando aparece uma oportunidade para atacar o SL Benfica, Vilas Boas não resiste e regressa ao ódio visceral pelo nosso clube.

E é aqui que entra Pedro Proença.

É perfeitamente legítimo Villas-Boas defender quem entender. É perfeitamente legítimo considerar inadequado o lugar atribuído ao presidente da FPF na tribuna da Luz.

Mas também é legítimo perguntar por que razão a indignação é tão grande agora.

Sobretudo quando falamos de Pedro Proença, um árbitro que durante anos esteve no centro de algumas das maiores polémicas envolvendo SL Benfica e FC Porto. E isto acontece num momento particularmente sensível.

Em janeiro de 2026, transitou em julgado a decisão judicial que condenou o FC Porto no chamado caso dos emails, obrigando a SAD portista a pagar ao Benfica 605.300,90 euros, acrescidos de juros e custas.

O Conselho de Disciplina da FPF tem desde 2017 um processo a decorrer sobre este tema, e mesmo apesar do trânsito em julgado da decisão, continua em silêncio.

Basta colocar os factos em cima da mesa.

Um treinador do FC Porto que, em 2010 e 2011, atacava sistematicamente o SL Benfica.

Um presidente do FC Porto que, em 2026, continua a utilizar o SL Benfica como alvo privilegiado do seu discurso.

Um Pedro Proença que, enquanto árbitro, esteve envolvido em decisões altamente polémicas em clássicos que terminaram com vitórias do FC Porto.

E um Villas-Boas que, perante a atual polémica, escolhe colocar-se inequivocamente do lado de Proença e contra o SL Benfica.

Cada um que tire as suas conclusões.

Eu fico apenas com uma:

Há quem consiga mudar de presidente sem conseguir mudar de rivalidade.

E talvez seja essa a verdadeira essência de André Villas-Boas. Não é o homem novo que chegou para romper com o passado. É o mesmo homem de sempre, agora sentado na cadeira de presidente.

Agora tem um parceiro à sua medida na FPF: Pedro Proença.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

O Mercado de transferências no SL Benfica

34 comentários

A 6 dias do final do mercado de transferências, nota-se que o SL Benfica está a procurar fazer em 15 dias o que não fez em 2 meses.

A contratação de Palhinha vem suprir uma necessidade do SL Benfica desde os tempos de Fejsa. É um excelente jogador e trará muita qualidade e consolidação do meio campo.

Já o central australiano Circati não conheço ainda e não posso formular opinião. No entanto, era e é uma lacuna grande e espero sinceramente que seja o que todos esperamos que seja: um bom jogador.

Do meio campo para a frente, há necessidade de reajustar. Nota-se que a filosofia de Marco Silva é diferente do que tivemos nos últimos anos e para já as indicações são muito positivas.

Fala-se na venda de Lukebakio, o que para mim é uma excelente notícia. Nunca entrou realmente na equipa, nunca mostrou algo além de fogachos e para ser alguém que não acrescenta…é preferível vender.

Acho que o Rafael Guerreiro seria uma boa contratação, pela experiência que traria, bem como, e sem querer desprezar o Samuel Soares, acho que precisamos claramente de um guarda redes.

Enfim… temos alguns dias até final do mercado e talvez tenhamos ainda alguma boa surpresa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A equipa para 2026/2027: o que está a faltar?

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Estamos a 17/08/2026 e o plantel carece de reforços em algumas posições.

Não se pode dizer que as vendas que estão a acontecer sejam más de todo, em especial quanto ao Dedic, que vai por menos 5 milhões que foi vendido o pilar da equipa do Sporting dos últimos anos.

No entanto, claramente faltam 3 posições fulcrais (para mim claro):

- Guarda redes

- Defesa central

- Posição 6

Para uma campanha a sério esta temporada, sem mais 3 jogadores titulares de caras para essas posições, dificilmente haverá milagres.

Marco Silva tem uma ideia de jogo diferente mas precisa de jogadores.

Não quero acreditar que será o Senhor Catarino que anda a bloquear contratações de jogadores de qualidade superior. O SL Benfica precisa de reforços e por isso, sendo claramente o clube que mais valor cria em Portugal, não pode dizer que não tem fundos suficientes.

Esperam-se reforços. Não há outra forma de ganhar jogos, pois não somos o clube dos andrades.


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Quem deve ser o novo capitão do SL Benfica...

132 comentários

 

...e porque deve ser o Aursnes?

Acham que há outro jogador com postura, peso e carisma?



quinta-feira, 30 de julho de 2026

Os Fantoches Mudam. O Poder Permanece

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Em 2015, avancei no NGB em primeira mão que estava a ser preparada uma candidatura de Fernando Gomes à FPF, tendo Fontelas Gomes e Paulo Costa como referências para o sector da arbitragem.

Ao longo dos anos, fui diversas vezes alertando para aquilo que considerava ser a realidade: Fontelas Gomes nunca passou de uma figura sem verdadeira autonomia, condicionada pelos interesses que gravitavam em torno do FC Porto e da estrutura de influência então dominante.

Paulo Costa, atualmente Diretor Executivo da Liga Portugal e responsável pela área das competições, foi, à época, uma escolha directa de Pinto da Costa.

Foi necessária a divulgação das gravações envolvendo Pedro Proença para que muitos percebessem, finalmente, onde residia uma parte significativa do problema. A ideia de que Fontelas Gomes era quem verdadeiramente decidia ou comandava a arbitragem sempre foi, para quem acompanhava estes bastidores, pouco mais do que uma ilusão.

Na prática, o futebol profissional português continua condicionado por protagonistas que nunca esconderam em campo a sua hostilidade ao SL Benfica: Pedro Proença e Paulo Costa.

O SL Benfica falhou ao não assumir a liderança na construção de uma alternativa credível a estes poderes instalados. Esse erro estratégico, contudo, não serve para relativizar nem legitimar as sucessivas decisões que quase todos consideramos prejudiciais ao clube.

Podemos discutir a qualidade do futebol praticado, as opções técnicas ou os resultados desportivos. O que não pode ser aceite é que tais fatores sejam utilizados para desvalorizar erros de arbitragem com impacto directo na verdade competitiva, incluindo aqueles que tiveram consequências gravíssimas para os objetivos europeus do clube.

Enquanto o Benfica não assumir um papel ativo na criação de uma alternativa institucional forte e mobilizadora, dificilmente veremos mudanças de fundo no ecossistema do futebol português.

As gravações de Pedro Proença reforçaram a percepção de que determinados processos foram utilizados como instrumentos de pressão sobre o SL Benfica, alimentando a convicção de que existiu uma tentativa deliberada de fragilizar o clube em várias frentes.

Tudo parece servir para enfraquecer o Benfica, ao mesmo tempo que se procuram salvaguardar interesses instalados, desde a centralização dos direitos televisivos até modelos de negócio cuja sustentabilidade tem sido amplamente questionada como a SportTV, considerada esta semana um buraco financeiro.

Ninguém pode afirmar estar satisfeito com o estado atual do futebol português. Mas aquilo que menos se compreenderá é a incapacidade de defender o SL Benfica perante quem, dentro e fora das instituições, atua sistematicamente contra os seus interesses.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

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