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23 de janeiro de 2023

...mas depois vem um Sportinguista explicar a um Benfiquista como gerir um clube

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Se me disserem que o Benfica vai conseguir ser competitivo em Portugal e na Europa apenas com a prata da casa e sem ter de se reforçar com alguns bons (caros) jogadores que encontre lá fora, obviamente assino já. O ideal será sempre a máxima rentabilidade com um custo o mais baixo possível.

Mas a verdade é que infelizmente e tal como escrevi durante anos, nem todos os jogadores que vêm do Seixal têm qualidade para a equipa A, nem todos os anos há boas fornadas, e outros jogadores há que mesmo tendo qualidade precisam de mais tempo para se afirmarem.

Obviamente, aquela célebre frase de LFV quando disse que não mais o Benfica precisaria de ir ao mercado porque os reforços estavam todos no Seixal, foi de um lírico no país da maravilhas que acreditava que um clube que só “recrutasse” dentro de portas e de um universo de 50 ou 80 jogadores poderia competir com outro que pudesse recrutar do universo de milhões de jogadores que existem no mundo inteiro!

Por isso, eu serei sempre da opinião que contratar bons jogadores para se juntar ao bom que se faz no Seixal é boa política. E digo mais: Dentro de um mercado limitado como o português onde não há muito para onde os clubes se possam expandir para encontrar receitas, bons desempenhos no mercado de transferências são a ÚNICA forma que um clube em Portugal tem de encurtar distâncias para os clubes poderosos da Europa. Porque é daí que vêm as receitas extraordinárias.

O problema nunca será pois um clube português gastar 10 ou 15 ou 20 milhões num jogador de 20 anos que amanhã possa sair por 50 milhões, e desses 50 gastarem-se 15 num outro bom jogador e com os outros 35 equilibrar-se a gestão do clube.

O problema é quando se faz isto consecutivamente, quando se contratam muitos MAUS jogadores por muito dinheiro, quando o departamento de scouting dos clubes falha mais vezes do que acerta, e aquilo que veio por 15 para sair por 50, acaba por nunca sair e representa um encargo pesado durante anos.

E infelizmente, o Benfica fez isso durante anos. Desde Weigl, a Cebolinha, a RDT, a Pedrinho, a Waldschmidt, a Vinicius, a Gabriel, a Castilho, e são estes barretes, que quando são muitos e consecutivos, colocam os clubes em sérias dificuldades financeiras e ameaçam a roda de parar de girar. Salvou-se Darwin em três ou quatro épocas!

Obviamente, políticas desportivas caras (como o Benfica está a seguir esta época) acarretam mais riscos. Mas a pergunta será sempre a que nível queremos competir e que clube queremos ser, e se queremos competir na Liga dos Campeões não podemos ter uma estrutura de Liga Europa!

Até porque também não é verdade quando algumas vozes sugerem que o Benfica está a colocar a carne toda no assador e que se não for campeão é uma catástrofe. Não! Não ser campeão é seguramente mau. É mau para a auto estima dos adeptos, é mau porque é menos uma taça no museu e menos uma festa no Marquês, é mau para Rui Costa que sabe que precisa de títulos para legitimar a sua presidência e fazer de vez um corte com o passado.

Mas devastador mesmo nos dias que correm, para o Benfica ou qualquer outro clube e isto sim capaz de fazer ruir clubes e projetos desportivos, é não ir à Liga dos Campeões. Desde que haja Liga dos Campeões, e mesmo que não se tenha sido campeão nacional, digam-me, em termos de gestão dos clubes muda assim tanto?

Mesmo que o Benfica terminasse este ano em segundo, se garantisse a presença na próxima edição da Champions, se vendesse o Enzo e o Ramos por exemplo por 150 milhões, se pudesse na próxima época gastar mais 40 ou 50 milhões no mercado garantindo com isso entusiasmo e ilusão nos adeptos, estádios cheios, uma nova participação na Liga dos Campeões razoável, será que iria mudar assim tanto em termos de sustentabilidade da política desportiva do Benfica?

Mas depois vem um Sportinguista dizer que não. Que bom bom é vender os anéis todos, realizar 120 milhões de euros num ano e mesmo assim serem incapazes de se reforçar com jogadores de qualidade, estar-se em quarto classificado no campeonato e em sério risco de perder os 50 milhões da Liga dos Campeões do próximo ano, e que a somar a isto tem adeptos entregues e descrentes e assistências em Alvalade abaixo dos 28000!

Depois no ano seguinte a equipa precisa de reforços porque está época foi um desastre, mas não há mais anéis para vender e financiar as novas compras, não há receitas de Liga dos Campeões, há que emagrecer ainda mais os custos diminuindo assim ainda mais a competitividade da equipa, para mais uma época de estádios vazios, pouca crença e assobios a vir das bancadas!

Às vezes há milagres e com meia dúzia de euros faz-se uma equipa do caraças?! Sim há, e felizmente para o futebol que ainda existem histórias dessas. Mas não tenhamos ilusões, são muito raras. O único caminho da competitividade é o do investimento, não é o oposto. Quem gasta mais ganha mais vezes, FACTO! E quem não investe está fora das grandes montras, perde o comboio e passa viver de receitas operacionais, que vão diminuindo à medida que o projeto desportivo definha.

17 de janeiro de 2023

O que esperar das próximas jornadas? Jogar melhor chegará?

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Eu sou um dos que defende que temos que dar sempre o melhor e não usar apenas como desculpas as arbitragens quando falhamos.

No entanto, para quem vê o futebol português há muitos anos, todos sabemos o que acontece quando a diferença pontual é tão pequena como agora.

Todos sabemos que a equipa regional dominadora em Gondomar é levada ao colo pelos árbitros e, como se não bastasse, beneficia de incontáveis erros dos adversários. Erros que não cometem com mais nenhuma outra equipa.

O que sempre tenho criticado na gestão do SL Benfica é a posição de fraqueza perante as instituições do futebol português. 

Quer perante a LPFP quer perante a FPF, o SL Benfica não pressiona e não questiona o porquê de certas decisões ou nomeações.

Por exemplo, ninguém no SL Benfica ou na AF Lisboa questiona o porquê de alguns árbitros circularem entre a AF Porto e a AF Braga.

Ninguém explica porque é possível o FC Porto ser apitado por adeptos do FC Porto em jogos importantes, invariavelmente.

Ou porque árbitros condicionados pelo FC Porto apitam sempre os jogos importantes do SL Benfica.

Artur Soares Dias, além de adepto do FCP, foi ameaçado várias vezes pelos SD. 

Tiago Martins viu divulgada na internet os seus dados pessoais bem como o seu domicílio profissional extra-futebol, com apelos à violência.

O que aconteceu então? Nada. E continuaram a apitar os jogos do FCP, mesmo condicionados.

A questão prende-se com a pouca ou nenhuma influência do SL Benfica junto do Conselho de Arbitragem e de uma FPF totalmente dominada por adeptos do FC Porto.

O Conselho de Arbitragem tem Paulo Costa, antigo árbitro e ferrenho adepto do FCP, a decidir tudo pois Fontelas Gomes é um fantoche.

Temos Fernando Facturas Gomes a entar abrir a porta para um sucessor ligado ao FC Porto.

Temos ainda a influência à distância de Tiago "Cachecol do Porto", embora esteja mais concentrado nas suas tarefas na UEFA.

Seja como for, não seremos campeões se não tomarmos uma posição firme. Com 5 ou 6 pontos, não vai chegar a não ser que joguemos um futebol esmagador, o que não parece viável.

Mantenho que tínhamos a obrigação de ganhar ao Sporting e que não foi pela arbitragem que não ganhamos. No entanto, ficou claro que quando tivermos aqueles jogos menos eficazes ou produtivos, teremos os homens de preto a jogar pelos adversários.

E isso não é aceitável. Não queremos ser favorecidos mas também não ser prejudicados.


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