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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

BILHÉTICA: Os bilhetes vendem-se por isso não vale a pena ou...?

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Hoje voltou a acontecer!
A bilhética voltou a ser tema... algo que já não era há algum tempo, tal como por exemplo não o foi ainda há dias na Luz quando para o Alverca estavam "apenas" 49.000 num estádio que anda tudo a apelar para ampliações...

Deixem-me ser muito pragmático: Os bilhetes para estes jogos vendem-se PONTO! Quem não quer ou não pode levantar-se da cadeira e tentar comodamente online, quem vai ao Estádio etc... os bilhetes vão todos. Portanto, numa ótpica de vantagem económica (ou até operacional) para o SLBenfica, trocar o sistema de bilhética vale... zero (apenas nessa perspectiva, claro!).

Ou seja, o SLBenfica não vai vender mais um bilhete que seja por ter um sistema onde os sócios ficam super contente com a forma como decorre... nem vai vender menos bilhetes, como podem constatar, por ter um sistema que funciona mal e porcamente.

O pessoal quando não quer ir, o sistema pode ser o melhor do Mundo que não vai... quando quer ir, seja bom ou mau, lá estão todos em fila porque ninguém está para "dar lições" ao Clube ainda para mais quando sabe que essas posições firmes só servem para ser aproveitadas por outros que vêm atrás e aproveitam a "birra" (justificada) de alguém.

Dito isto, a pensar-se num novo sistema teria acima de tudo que ser anti-falta-de-civismo... que é um dos principais problemas destas situações:

- Malta com 3, 4 10 browsers abertos, uns com cookies outros privados, uns com vpn outros sem, uns autenticados, outros sem autenticação... Ora isto leva a que por cada pessoa que quer realmente comprar um bilhete... o sistema vê 5, 6, 10... 

- Teria que assegurar que não atribui "lugar na fila" a quem não tem direito. Estando implementado um sistema de assiduidade (que é discutível se é o mais correcto, mas já lá vamos) então temos que ter um sistema contra os que, não tendo, vão na mesma tentar "a ver se passa" ou para a fila enquanto pedem RedPass com assiduidade a outros...

Agora reparem... já viram que solucionar estes dois pontos era desde logo algo que podíamos nós fazer, enquanto sócios do SLBenfica e que gostamos do Clube em vez de ter uma atitude pouco cívica?

Pois, mas como não o fazemos, o Clube precisa comprar um sistema, ou criar ou desenvolver ou lá o que tiver que fazer "anti-chicos-espertos":

- Informação prévia do número de bilhetes colocados à venda
Isto é importante porque por vezes o pessoal acha que há sempre aos magotes. Mas o SLBenfica tem responsabilidades com parceiros (Benfica Viagens, parceiros Corporate, Sponsors etc) dos quais tem que retirar uma parte. Depois tem também acordos tácitos com os grupos de adeptos para acesso a bilhetes... sim esses grupos que nos fazem famosos Europa fora (por vezes pelos maus motivos) mas que apoiam 90min sem parar.

- Registo para acesso ao jogo e atribuição de senha única por numero de sócio
Cada sócio ao entrar tem um numero atribuído por ordem de chegada (pode tentar com 1 milhão de browsers, tem que se registar primeiro e só depois acede à área de bilhetes e só conta o primeiro acesso autenticado com código para o telemóvel para confirmação, os demais são rejeitados).

Neste formato, se há 3000 bilhetes e alguém tem senha 2860, já sabe que tem bilhete garantido para compra nas próximas 3 horas (escusa de estar a entupir os acessos), passadas 3h se o bilhete não está confirmado, passa ao 3001 e assim sucessivamente pela fila de espera.

Agora o elefante na sala: Assiduidade!
Afinal o que queremos? Que vão sempre os mesmos, que vão os que mais podem ir, que vão os habitualmente não podem ir? O modelo actual faz com que vão sempre os mesmos... eu discordo!

A chave de distribuição não deveria ser (apenas) por assiduidade - mas nesse caso deveria ter regras claras então:

- Deveriam ser indicados quantos bilhetes são atribuídos e quantos são colocados à venda. Bem sei que isto era meio caminho andado para o "choradinho" dos que não conseguem bilhete a dizer que vão muitos para os sponsors etc... mas esquecem-se que faz parte dos mecanismos contratuais. Nenhum clube revela isso precisamente para se proteger. Muita malta pede isto para depois chorar contra. Enfim.

- Não vou discutir no ponto anterior se são 10, 20 ou 50% porque são acima de tudo os que o clube entende abdicar em benefício de outros factores. Agora, da totalidade que vai para venda (que é o que realmente interessa), deveria ser assignado:

25% Lote 1 - a ser separado de base: A percentagem para os grupos de adeptos: 25% da totalidade dos bilhetes em venda não me parece absurdo até porque esses também podem comprar nos outros lotes separadamente.

30%- 
Lote 2 - primeiros a colocar à venda para os sócios com assiduidade +80% nos últimos 5 jogos fora - Sem RedPass - e também para os sócios com morada de registo de associado até 50kms do jogo sempre que fora de Lisboa. Não assiduidade na Luz (porque esses são já privilegiados por ter um RedPass que conseguiram a seu tempo), mas para os que são assíduos nos jogos fora . Isto visa acima de tudo privilegiar quem não podendo estar na Luz, e (por exemplo) vive no Norte, pode acompanhar o clube e também viver o seu Benfica.

20% - Lote 3 - seguinte para os adeptos com assiduidade na Luz: porque sim quem vai sempre à Luz e quer também poder estar fora deve conseguir, não pode é que isso seja feito à custa de quem por isso não pode estar nem na Luz nem fora.

Restantes 25% Lote 4 - depois colocados para venda a sócios em Geral em função da disponibilidade.

Eu sei que muitos não gostam... na verdade nenhum modelo vai agradar a todos nem à maioria, porque cada um vai olhar para o seu umbigo sempre.

Eu faria um modelo que assegura a presença (sem exagero) dos grupos de adeptos. Dois dias para adquirirem no site ou perdem. E depois quatro dias seguintes, um para cada lote, sendo que a ideia é privilegiar quem quer estar com a equipa fora e não o pode fazer na Luz porque não tem como (ou nem sequer ter lugar).

Privilegiar apenas a assiduidade é dizer aos milhares de benfiquistas que não podem ter RedPass, que quem o tem, mesmo quando os jogos são perto da sua casa... tem que ficar de fora.

Este modelo é o ideal? Não, mas eu pessoalmente (apesar de me prejudicar) penso que é mais justo do que apenas a assiduidade.

Agooooooora... voltamos à "vaca fria" para um modelo tão adaptável e anti chico-esperto não podemos usar um sistema de bilhética já existente e teríamos que desenvolver um próprio, porque os sistemas de mercado são baseados em motores de regras que não são pensados "a la carte".

Portanto, um modelo desses custaria bastante dinheiro para... imaginem... "apenas" (e isto é um apenas que vale pouco em termos comerciais, mas vale muito em termos emocionais) ganhar uns sorrisos de alguns adeptos, porque outros iam ficar aborrecidos na mesma... e o clube ia ganhar mais ZERO!

Portanto, as minhas esperanças para que estas coisas mudem, são muito baixas, ainda que ache que devia mudar... já antecipo que meta-se o dinheiro que se meter... se não ficarem aborrecidos os que estão hoje, passarão a ficar outros. Se é para manter a base aborrecida mas mudar as caras... bom...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Matematicamente... continua a ser possível

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Como tenho dito vezes sem conta, este FC Porto sem arbitragens amigas e autogolos alheios não vale nada.

A nossa tarefa continua a ser muito difícil, mas temos que ganhar todos os nossos jogos e esperar que mais momentos como ontem aconteçam.

Uma nota final quanto ao carniceiro que rebentou com a cara do jogador do Casa Pia: qualquer organismo imparcial dar-lhe-ia pelo menos 3 jogos de suspensão.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Outras duas coisas importantes que ficam de ontem...

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Já muito se falou do golo do Trubin, do quão épico foi tudo naqueles momentos finais, diria mais, no decorrer de todo o jogo. Mas hoje gostava, e de forma muito breve e sucinta que a emoção ainda me tolda as palavras, chamar a atenção para o "jogão" que fizeram o Schelderup e o Prestianni. Principalmente o norueguês fez o que os espanhóis chamam de "partidazo". A defender, a atacar, a correr, a lutar, a cobrir espaços, a dobrar companheiros... QUE JOGO!

O Mourinho na CI explicou (sem ser totalmente directo) a situação da apregoada saída do Andreas para o Brugge (e do Gianni também se falou para o River): O jogador quer sair para ser titular habitual para ir ao Mundial - isto são os miúdos hoje em dia. Influenciados pelos empresários, querem é focar na valorização.

Mas o treinador do Benfica foi muito claro: ele fará o que entender (treinadores deste nivel não insistem em jogadores contrariados - como o Guardiola ja disse até sobre o Bernardo que diz ser o seu jogador favorito). Mas o Mourinho já lhe disse que está mais na mão dele do que do Benfica, que ele ganha o lugar dele no Mundial a jogar ao mais alto nível e com a mais alta qualidade... e não a descer 3 ou 4 patamares para poder ser titular e destacar-se.

Se o Andreas jogar sempre como fez ontem e como tinha feito com o Barça no 5-4 (que com o Mourinho e a maturidade que começam a ter nunca aconteceria aquela derrota), então o caminho dele é de crescimento acentuado e o lugar dele é no SLBenfica.

Se, por outro lado, o Andreas jogar como tem jogado até ontem e desde o jogo do Barça (em geral, obviamente - pelo meio teve alguns bons jogos e pormenores), então sim... mais vale sair porque não terá o espaço que reclama... por não o merecer.

Nunca foi sobre os treinadores não gostarem dele... sempre foi por ele.

Já o Prestianni o caso é semelhante. Um jogador que em tempos entendeu ter no talento o seu cartão de visita e não quis evoluir noutros factores de jogo (e físicos), parece agora um jogador totalmente diferente, mais abnegado, a entender melhor o jogo e a imprimir uma dedicação a todos os momentos do jogo que o fazem mostrar rasgos de magia.

No entanto, tem 19 aninhos... perdeu tempo precioso que podia fazer com que chegasse ao agora aos 20 anos (Sábado) num patamar de diferenciação maravilhoso. Está agora a fazer o caminho, não tem mal... "un dia a la vez" como tem o Otamendi na sua tatuagem.

O Prestianni é ainda pouco consequente na maior parte das vezes que chega a zonas de decisão. Se o Andreas já está na fase onde constrói e contribui com golos e assistências, o Prestianni tem tanto mas tanto para dar... que quando essa fase dele chegar fruto do seu trabalho, vai também começar a ser mais do que um "acelerador" de jogo e um "fantasista".

Dito isto... são dois talentos potenciais de grande qualidade, que estão precisamente no momento em que podem decidir se querem ser craques com José Mourinho como "professor" ou se querem descer dois ou três degraus para o caminho que lhes parece mais fácil e imediato... porventura pior mais adiante.

Eles têm, como disse Mourinho, o que é preciso para crescer.. está nas mãos deles.

PS- Temos que falar sobre o Barreiro, mas vocês talvez ainda não estejam preparados para a realidade que terão que aceitar depois de tantas criticas e insultos ao jogador.

PS2 -  E o jogão que fez o Dahl? e o Aursnes? e o Otamendi a forma como entrou na cabeça de cada jogador do Real? E a discrição em campo do Tomás que manteve aqueles craques em sentido juntamente com o Dedic (e ali apareceram Vini, Mbappe, Carreras... Guler... tudo)... QUE NOITE!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Épico!!!!!

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O goleiro ucraniano Anatoliy Trubin marca um golo no último minuto e leva o SLBenfica aos playoffs da Liga dos Campeões. Inacreditável.

Comunicação: Temos um perfil ou um problema?

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O SLBenfica optou, por decisão estratégica ter a Comunicação do futebol (Gonçalo Guimarães) separada da Comunicação Instuticional (Pedro Pinto). O primeiro lida com tudo o que tem que ver com a relação da equipa com os media e o segundo com tudo o resto (incluindo Direcção, Administração e todos os canais de comunicação institucional como BTV, Jornal, Redes Sociais, Website, App etc.)

O primeiro erro de palmatória que a maioria dos adeptos tem sobre os departamentos de Comunicação é achar que servem para... Comunicar, reportando-se à imagem de "guerrilheiros" que no passado tiveram figuras como João Gabriel (que muitos gostam dele, mas depois "metem a viola no saco" quando ele elogia à boca cheia o Luis Filipe Vieira e desgraça o que foi o modelo de comunicação dos que quiseram um dia ser presidentes).

Porém, nem o SLBenfica é uma personagem de redes sociais, nem estamos no incício dos anos 2000, nem sequer grande parte dos contratos milionários que o SLBenfica tem hoje em dia se coaduna com esse tipo de comunicação, porque todos sem excepção têm clausulas liberatórias e de indeminização caso o Clube exponha (por contágio) a imagem do patrocinador.

Numa época de cancelamentos, onde patrocinadores têm nos contratos a possibilidade de "rasgar contratos" se a pressão social sobre a marca abanar minimamente... os clubes têm que ser muito cautelosos, em especial as marcas que sendo globais (como o SLBenfica) não estão respaldadas numa posição dominante à escala que lhes permita arriscar.

Outra dimensão importante antes de entrarmos a entender se temos um perfil de comunicação ou um problema, é perceber que um Director (ou mesmo Departamento) de comunicação não tem como missão liderar a comunicação, mas sim orientar quem comunica - que em 99% das situações (empresariais e outras) não são eles os que comunicam.

A última dimensão de comunicação a ter em conta são os perfis de quem comunica. Se a um Rui Costa é possivel "prepará-lo" para o que deve dizer (como se viu nas eleições), a Bruno Lage também... a perfis como José Mourinho, Jorge Jesus ou Luis Filipe Vieira não vale a pena ter grandes coisas porque acabarão a fazer o que quiserem e eventualmente incorporarão algo do que lhes foi dito... eventualmente.

Então, posto isto, temos um perfil (e qual) ou temos um problema?

Eu diria que temos um problema de base e isso levou a um perfil que só se pode alterar numa conjugação de factores muito complicada, dado o sition onde estamos.

O problema de base é o problema de espionagem empresarial feito ao Benfica, sem consequências de maior e que em qualquer outro país teria levado a sanções irrepreensíveis, irrefutáveis e duradouras da CMVM e do Sistema Judicial. Seja quem for que está no Benfica sabe que os seus rivais e meios de comunicação têm anos e anos de comunicações (passíveis de descontexualização) que podem por em causa o bom-nome de pessoas e instituições. Isso leva-os a conter a agressividade porque agressão gera contra-agressão e os que atacam de volta têm acesso a coisas que nós não temos. Uma luta desigual.

Com isso, os perfis que fazem fazer da comunicação são de gestão e controlo e não de ataque e orquestração. Não há "raposas velhas", pessoas respeitadas pelo passado e pelo que "sabem" de uns e outros... São todos "bons rapazes", respeitados pelo seu nome e curriculum, mas que não têm ascendente nem querem expor o seu nome e passado a ataques que - pelo menos ao início - obrigam a sujar as mãos.

Os perfis actuais não têm uma rede de influência que impacta redacções de jornais e televisões e leva a "recomendações" e "avisos" a quem fala... não para condicionar, mas para assegurar que se entrarem em certos caminhos sabem que haverão consequências... e são assim, porque em momentos em que estamos sobre mira (os demais têm as nossas comunicações de anos, acesso a jornalistas, Ministério Publico e poder policial - quem não se recorda dos avisos para Vigo), o perfil escolhido é então conter e não atacar.

Assim sendo, por incrível que pareça (eu escolheria um caminho distinto) escolhe-se aguentar o ataque a incompreensão dos nossos - os benfiquistas - para não ficar sujeitos ao ataque dos de fora, porque nesse caso os ataques são para ferir.

Por isso mesmo, Mourinho "pode"! Porque a ele não o ferem (bem andam a tentar) porque o dom da palavra e a experiência e respeito que granjeia faz com que seja ele quem fere nesses casos.

Dito isto, eu defendo três coisas:

- Liderança unica na Comunicação: perfil forte, sem ser excessivamente combativo, mas respeitado no meio. Foco na Estratégia de Contra-Ataque no alinhamento com a posição dos benfiquistas.
- Em reporte à Liderança (que deve estar no Clube e não na SAD) e para esse cargo eu gostava muito de ver voltar o Ricardo Maia. Depois deve haver um Director Operacional no Clube (e outro no Core Business Futebol (onde o Gonçalo Guimarães me parece bastante boa escolha).

Agora, só fará sentido uma mudança de perfil se e só se a liderança do Benfica aceitar que precisa mudar o modelo de comunicação e gestão da mesma por influencia. Neste momento duvido que Rui Costa, quando ouve José Mourinho, tenha como prioridade respaldar as suas palavras e assegurar que alinha com o que ele diz, criando desconforto em quem nos ataca.

Se Rui Costa optar por manter o mesmo modelo de controlo e minimização de danos... então de facto não faz sentido mudar os perfis. Porque isto nem tem nada a ver com competência, porque o Pedro Pinto considero um profissional de comunicação com uma competência inatacável, porém o que defendo é um perfil mais introsivo, mas de combate - não do Director de Comunicação mas das directizes externas, das redes sociais, dos canais oficiais, dos comunicados etc.

Portanto, temos um problema de competência? Não... Temos um perfil condicionado por factores externos que, na minha opinião, não deveriam ser tal condicionados e temos um perfil de presidente que não entende que não é com cravos que se vai para esta batalha... 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os Direitos Televisivos e o acordo com a NOS

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O negócio com a NOS, que ascende a 104 milhões de euros por 2 anos, dá-me urticária, mas não pelos motivos que alguns pensarão.

Primeiro, porque continuar ligado à NOS é continuar a alimentar a SportTV que está “ligada às máquinas” financiada pela NOS, e continuando a cobrar pelo seu serviço um valor nada correspondente à qualidade e quantidade de conteúdos que detém.

Segundo, porque as mensalidades da BTV continuarão a reverter para a NOS e não para o SL Benfica, o que significa que, em números redondos, a NOS embolsa cerca de 30 milhões de euros por ano com isso e só paga ao SL Benfica a diferença.

Terceiro, porque perdemos uma oportunidade de marcar o futuro dos direitos televisivos, não tanto pelo valor global, mas por “pormaiores” importantes, alguns deles já destacados pelo @benficabygb no artigo Tudoerrado: Renovação/extensão Contrato com a NOS.

A Centralização dos Direitos Televisivos quer manter tudo na mesma, mas tirando do bolso do SL Benfica para dar aos outros. Ora, o futebol português tem que crescer com mérito e por si próprio e não artificialmente.

A BTV e as plataformas do SL Benfica devem ser maximizadas em todos os ramos de negócio, em particular quanto ao gaming digital e ao acesso aos jogos multiplataforma.

A IA chegou e mesmo no estádio isso tem que ser parte do jogo. O futebol das buzinas e das bandeiras ACABOU. Quanto mais depressa todos entendermos isso, mais depressa viramos a página e seguimos em frente.

Quanto aos valores, basta perceber que a oferta global é imensa e que até as plataformas de streaming já oferecem directos de desporto. Os valores de conteúdos que não sejam globais vão continuar a diminuir. A Liga Francesa é um exemplo claro disso.

Em Portugal, só temos um clube com valores de audiências e impacto ao nível dos outros grandes europeus: o SL Benfica.

Temos o Sporting com um impacto assinalável mas apenas a nível nacional, e o resto são “peanuts”, FC Porto incluído.

O SL Benfica ainda tem tempo para delinear uma estratégia quanto á Centralização. O que deve recusar à partida é permitir que a Centralização seja apenas uma nova divisão do “bolo” sem reformas estruturais nas competições em Portugal.

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