O Novo Blog Geração Benfica é agora um espaço aberto a outros bloggers benfiquistas. Os autores dos textos serão os únicos responsáveis pelos mesmos, não sendo definida qualquer linha editorial ou obrigatoriedade. email: novogeracaobenfica@gmail.com


sábado, 11 de janeiro de 2014

Falecimento.

Avatar
 ●  2 comentários  ● 

Atletismo: Faleceu o pai da atleta Marta Pen

"Faleceu na tarde deste sábado José Freitas, pai da atleta do SL Benfica Marta Pen. 

Decorria o Campeonato Regional de Inverno de Lisboa e Marta Pen corria os 1500 metros. O seu pai acabou por falecer muito perto da pista, aos 61 anos, por insuficiência cardíaca.

O Clube retirou todos os atletas que tinha hoje em prova na pista Prof. Moniz Pereira, na Ameixoeira-Lumiar, e o mesmo sucederá no dia de amanhã na mesma competição.

À família de José Freitas, que acompanhava regularmente e com grande entusiasmo as participações da filha, o SL Benfica endereça sentidas condolências." - SL Benfica.

O NGB associa-se ao SL Benfica e envia à Marta, sua família e amigos as condolências pela sua perda.

Amanhã, espero que também o pai desta nossa atleta seja lembrado na Luz. 

INVENÇÃO: Veiga e Alexandre Pinto da Costa juntos

Avatar
 ●  30 comentários  ● 
Não me digam que estavam a espera que eu me escondesse deste assunto, conhecido que é o reconhecimento que faço às competências de gestão desportiva do José Veiga?

Claro que não, amigos! Já me conhecem...

Dito isto, o que sei é o que está na capa do jornal muito bem relacionado no FCPorto (ou então não). Diz A Bola que Alexandre Pinto da Costa estará a "patrocinar" o regresso de Veiga como empresário de jogadores de futebol.

Confesso que nem me dei ao trabalho de abrir a noticia, pois não tenho interesse em assuntos, alegadamente, do FCPorto ou provocatoriamente para fazer ruído na Luz. O que não quer dizer que não tenha opinião ou que não vos abra este espaço para comentarem, dado o histórico.

Ora, vamos lá por partes:

1. Pinto da Costa tem em Veiga um INIMIGO bem maior que Vieira. Foi por "culpa" deste que se afastou do filho entretanto regressado e que dizem andar em lutas de poder com Antero Henrique para assumir a liderança do FCPorto, andando Pinto da Costa a gerir a crise para ficar de bem com o filho e com o seu homem forte até hoje.

- neste contexto, parece-me um movimento muito inteligente (NOT) de quem quer ganhar apoios na estrutura e nos adeptos do FCPorto, estar a abrir a porta a alguém odiado dentro e fora do clube. Isso é habitual lá naquela casa corrupta (NOT).

2. Olhando à perspectiva de José Veiga, não sei o que andará a fazer na vida, mas sei que anda longe dos holofotes e, com isso, com uma vida bem mais resguardada. No passado liderou o futebol de um clube de dimensão, agora ia voltar a empresário.

- olhando para isto, quem é que escolheria ser empresário de futebol, sendo odiado por todos os que o podem ajudar e numa área onde há um empresário que domina as transferências que realmente interessam? Parece-me outra questão pouco possível...

3. É dia de clássico, amanhã! Quem ganha com esta noticia... Hoje?

- se eu olhar para os pontos expostos acima, eu diria que a noticia visa desestabilizar a estrutura do FCPorto (Pinto da Costa e Antero) e que aparece num jornal habitualmente muito mal informado sobre assuntos internos do FCPorto.

Ora, se assim for, podemos vê-la sob duas perspectivas:

a) "plantada" pelo Benfica para tentar fazer burburinho no FCPorto e galvanizar os nossos adeptos em torno do Benfica e de quem um dia decidiu fazer sair  Veiga do Benfica. 

Nota positiva para João Gabriel, nisto. Ja era hora de usarmos estas estratégias que tantas vezes usam contra nós. Utilizar Veiga? Qual o problema... Não estamos a "queimar" ninguém que venhamos a querer ter no Benfica e acaba por ser alguém que mandamos para o lume e tentamos queimar dois de uma vez só. Haveria outras formas, talvez até mais eficazes e difíceis de desmontar, mas esta seria interessante.

b) "plantada" pelo FCPorto para criar burburinho na Luz e meter todos a falarem do FCPorto em vez de se galvanizarem para o clássico. O que acho pouco provável, pois teria o efeito ao contrario, na minha opinião, e além disso A Bola não tem assim tão boa relação com eles.

Portanto, a minha opinião está dada: acho uma noticia ficcionada, com objectivos que podem ver vistos como quisermos - essa é a parte gira do futebol.

Ou então, e esta é a parte que talvez não esperassem, mas que obviamente não excluo, a noticia talvez seja verdadeira - ainda que eu não veja justificação ou fundamentos para tal (mas pode ser limitação minha).

E se for, coisa que repito que me parece pouco esperta mas neste futebol corrupto ja vi de tudo, eu continuarei aqui para vos dizer que mantenho a opinião sobre as competências profissionais, mas que assumirei a minha péssima avaliação do homem e das motivações deste quando esteve é quando fala do Benfica.

ACTUALIZAÇÃO!
Parece que o Veiga já reagiu à Lusa e respondeu:

"Fico lisonjeado com a importância que me querem dar, mas para não ser acusado de querer desestabilizar na véspera do importante jogo de amanhã [domingo], apenas quero dizer duas coisas: Primeiro, vou tanto regressar às funções de empresário de futebol como o Luís Filipe Vieira vai voltar ao Alverca. Segundo, aproximação ao Porto, só de passagem para Trás-os-Montes", afirmou José Veiga, em declarações à Lusa.

Repulsa pela atitude do Benfica

 ●  10 comentários  ● 
Sexta-feira, 15 de Outubro de 2004

Com aquele providencial sentido de oportunidade que Pinto da Costa tanto agradece, a TSF mandou hoje para o ar um Fórum de opiniões sobre a possibilidade do FCP não se deslocar ao Estádio da Luz. Este tipo de Fórum é um espaço dito de opinião, na esmagadora maioria, de opinião irresponsável, ignorante e sem interesse. Mas que produz efeitos importantes no que diz respeito ao passar de um certo tipo de mensagem, e que neste caso foi a que mais interessou ao FCP e não a quem precisava de ser esclarecido sobre o assunto.
A TSF tem estes critérios estranhos de dar valor ao que interessa aos editores e não ao interesse que a própria natureza dos assuntos encerra. Por exemplo, quando Del Neri foi despedido pela gestão “competente” do FCP isso não foi considerado interessante, mas o despedimento de Toni do Benfica por exemplo já foi e deu lugar a um Fórum. Quando João Pinto foi dispensado por Vale e Azevedo houve 2 horas de Fórum especial num domingo à tarde, mas quando recentemente a equipa de gestores do Sporting não renovou com João Pinto isso já não foi considerado relevante.
Isto tem uma explicação relativamente simples e que se prende com a cor e cultura clubista dos editores e jornalistas da TSF: esmagadoramente Sporting em Lisboa e FCP no Porto. Quando se vê o Sporting lutar contra uma classificação impensável tendo em conta o apoio recebido da generalidade dos “media”, percebe-se a frustração dos jornalista da TSF que vêm neste tipo de Fórum o melhor sitio para derrotar o seu arqui-rival, o Benfica.
A derrota dos interesses do Benfica, começa com a discussão de assuntos sem fornecerem todas as explicações técnicas e/ou factuais aos ouvintes e continua no processo de selecção das chamadas telefónicas. Quando cerca de 90% dos participantes do Fórum telefonam de Paredes, Porto, Espinho e por aí, não se pense que em Lisboa as pessoas trabalham e os do Porto (ou Norte como gostam de se intitular) ouvem rádio. Não! Há um critério de selecção de ouvintes, o que é um acto discriminatório e de censura.
De todas as vezes que tentei entrar na TSF nunca consegui. Uma delas, quando o Benfica perdeu 7-0 com o Celta, tentei duas vezes antes das 10h30mn, hora de início desse Fórum, tendo-me sido dito que era cedo e para ligar apenas quando ouvisse o spot de anúncio do Fórum. Quando isso aconteceu, disseram-me que a lista já estava cheia e não podia inscrever-me. Protestei e enquanto falava com a recepcionista entrou logo um adepto do FC Porto da zona do Marco de Canavezes...
Ou seja, os jornalistas gostam de falar de liberdade de opinião, mas como é óbvio apenas para eles e para quem eles querem, neste caso uma selecção de telefones de pessoas que têm livre-trânsito consoante as opiniões que expressam. Eu próprio entrei uma única vez no Fórum da noite porque me deram um contacto de alguém da TSF que fez o favor de me telefonar quando se iniciou programa. E lá consegui dizer o que pensava, mas com o Srº Fernando Correia a cortar-me o pio ao fim dos 3 minutos, uma vez que contestei a intenção da Direcção do SLB em avançar para um grupo empresarial de tesos e falidos.
Voltando aos bilhetes, nenhuma das intervenções incluindo a dos jornalistas, mencionou o discurso de Fernando Gomes e os termos inaceitáveis que dirigiu ao SLB após ter terminado o prazo regulamentar para requisitar os bilhetes. Nessa intervenção que cito do jornal o JOGO, FG afirmou “compete à Liga, como entidade reguladora da actividade do futebol, fazer respeitar os regulamentos. Se a Liga não o faz, naturalmente que o FC Porto no estrito desempenho daquilo que a si lhe cabe, tentará fazer o que está ao seu alcance de modo a que os regulamentos sejam cumpridos”. O jornal O JOGO acrescentou a estas declarações o título “Repulsa pela atitude do Benfica e recurso para a Liga”.
Ora já ficou claro que o FCP não cumpriu os requisitos legais e como tal não pôde recorrer – como não recorreu – para a Liga. Quer dizer que FG mentiu e que o JOGO promoveu uma mentira sem antes se esclarecer junto do Benfica, o que viola o código deontológico dos jornalistas.
Este imbróglio nasce portanto de uma intenção declarada do FCP criar um cenário de guerra (4 pontos a menos e deslocação a casa do adversário é um mau cenário) e a TSF mais uma vez serve-lhes a estratégia numa bandeja. Porque não foi o Benfica que se recusou a ceder os bilhetes, foi o FCP que se recusou a pedi-los optando antes disso pela censura pública ao Benfica.
No fim disto tudo a TSF e outros “media” fizeram bem o seu papel: distorcer os factos, aligeirando a carga dos responsáveis portistas e aumentando-a para cima dos benfiquistas. É o SISTEMA.

Nota de 11-01-2014: 1) o cenário de guerra criado pelo FCP (táctica habitual) conseguiu criar uma cortina de distracção sobre a nomeação do árbitro Olegário Benquerença que decidiu o jogo (derrota do Benfica de Trappatoni por 1-0) ao não assinalar 2 grandes penalidades contra o FCP, sobre Karadas (Ricardo Costa) e mão na bola (Jorge Costa), para além do golo não validado a Petit (responsabilidade do árbitro assistente), 2) Filipe Vieira apoiou inequivocamente o mentiroso do Fernando Gomes para a presidência da Liga e da FPF, depois de ter ido à Sala de Imprensa, atrás de José Veiga, aos gritos e berros contra a arbitragem, 3) a TSF bem como o JOGO pertencem à Lusomundo Media, empresa que mais tarde foi adquirida por Joaquim Oliveira, que por acaso também estava no funeral de Eusébio, em lugar VIP, 4) referi neste texto de Outubro 2004 que fui contra o modelo empresarial de “tesos e falidos”. Como provinciano, segundo alguma terminologia lisboeta, apraz-me registar que vi à distância o que ainda hoje alguns intelectuais de pacotilha benfiquista não conseguem ver.

O minuto de silêncio Domingo.

Avatar
 ●  4 comentários  ● 

É vital que todos os benfiquistas cumpram escrupulosamente o minuto de silêncio no Domingo.

Embora esteja céptico, espero que a claque adversária também o respeite. Mas se não o fizer, ignorem. Mantenham o silêncio. 

E no final do silêncio continuem ignorando quem não respeitar os familiares de Eusébio.
Nada de assobios, mas sim palmas a Eusébio. E ao 'seu' e 'nosso' Benfica.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Os troféus sem taça.

Avatar
 ●  17 comentários  ● 

"Depois de ter considerado o Benfica o 10º melhor clube mundial de 2013, a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) colocou Jorge Jesus no 8º lugar do «ranking» anual de treinadores. Uma distinção que o técnico acolheu com agrado, naturalmente.

«São dados estatísticos, de jogos no ano, de vitórias. É o somatório das vitórias que o Benfica teve, e por isso a equipa apareceu no «top ten», e eu também», começou por dizer o técnico.

«Sem vitórias isto não seria possível, e em 56 ou 57 jogos disputados em 2013 o Benfica só teve cinco derrotas. É um dado estatístico, factual. É sinónimo de muita vitória, chegar a esta classificação. É gratificante para o Benfica e para mim», acrescentou." - Mais Futebol.

1 - Jupp Heynckes (Bayern Munique), 216 pontos
2 - Jürgen Klopp, 101 pontos (Borussia Dortmund), 101
3 - Diego Simeone (At. Madrid), 61
4 - Alex Ferguson (ManUtd), 33
5 - Pep Guardiola (Bayern Munique), 30
6 - Arsène Wenger (Arsenal), 29
7 - José Mourinho (Real Madrid/ Chelsea), 10
8 - Antonio Conte (Juventus), 3
Jorge Jesus (Benfica), 3

Curiosamente no TOP 8 estão 2 treinadores que estiveram no Benfica pela mão de...João Vale e Azevedo. 
Pode ter feito muita coisa mal, e fez (para quem nunca leu e antes que venham com comentários parvos, para mim JVA era um vigarista a quem o sistema também aproveitou para lhe fazer a cama), mas que de facto este mérito dos treinadores ninguém lhe pode tirar. 

Quanto a Jesus, gratificante é ser campeão. O resto são aqueles triunfos vazios que espremidos valem zero.

Bora lá ganhar domingo pah!

É esta a maneira correcta de motivar os jogadores?

Avatar
 ●  18 comentários  ● 

"Se traz motivação ou pressão? As duas coisas... Todos os jogos têm emoção e a responsabilidade é sempre a mesma, mas a grandiosidade do nome dos adversarios às vezes faz com que seja um valor acrescentado. O cenário de sentimento pode-nos dar - mas espero que não - tanta pressão de ganhar como temos de fazer em todos os jogos. Posso não decifrar os sentimentos de cada um dos jogadores, mas tenho de olhar para as emoções da equipa. Espero que as emoções desta semana não nos tragam uma carga ainda de maior responsabilidade do que ao próprio jogo". - Jorge Jesus.

A responsabilidade no Benfica não deve sempre a mesma: ganhar?

A grandiosidade dos adversários?

Se calhar é embirração minha. O homem com o FC Porto sabe escolher as palavras...erradas.

Sabem o que seria um sinal de união entre os benfiquistas?

Avatar
 ●  18 comentários  ● 

Era ver no domingo logo de manhã o eixo Rua Castilho - Parque Eduardo VII cheio de benfiquistas a passear. 

Tanto se fala em sair do sofá, em fazer alguma que mostre que estamos fartos deste sistema podre, em demonstrar a nossa força...pois este é o momento.

Vamos ficar na cama, no sofá? 

Ou vamos mostrar do que somos feitos?

Rodrigo no Zenit por 35M€?

Avatar
 ●  88 comentários  ● 
É hoje notícia no Record e A Bola a alegada negociação para venda de Rodrigo por 35M€.

Concordam com esta venda num momento em que só agora o Rodrigo volta a demonstrar valor e ainda não fez uma temporada inteira a este nível?

Consideram a verba irrecusável?

Pensam que é preferivel vender Rodrigo do que Gaitan, Garay ou Matic?

Quem deverá substituir Rodrigo? Funes Mori? O regresso de Nelson Oliveira? Uma nova contratação?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ainda a propósito da Bronca no Sorteio

Avatar
 ●  22 comentários  ● 

Já li de tudo... aliás eu achava que já tinha visto muita coisa, mas gente a "desculpabilizar" o facto de o sorteio estar viciado... nunca tinha visto.

Vamos lá tentar explicar isto para os mais limitados:

ESTOU-ME NAS TINTAS PARA O RESULTADO DO SORTEIO... Não me interessa quem foi ou não beneficiado por este sorteio VICIADO.

Ou seja, o que está em causa NÃO É o favorecimento ou beneficio no sorteio. O que está em causa é precisamente o facto de o sorteio ter sido PREVIAMENTE PREPARADO para dar este resultado.

A menina não se enganou a ler o nome que estava no papel... a menina disse o nome ANTES de ler, o que só demonstra que o sorteio foi só para enganar parolos como aqueles que disseram que a FPF não fez um (mais um) sorteio viciado.

Ou seja, o que está aqui em causa é que o sorteio não é uma questão aleatória. O sorteio tem "esquemas" para permitir que se atinjam determinados resultados, é preparado e orquestrado nesse sentido.

Este... e o do campeonato! Não haja duvidas...
Pouco me importa quem beneficia do quê... o que me interessa é saber que o sorteio é VICIADO! Que é uma farsa...

Se calhar já não acham tanta graça quando isso quer dizer que todos os anos, tal como no Hoquei, temos que jogar com o FCPorto  nas duas ultimas jornadas- onde eles contam, como sempre, com a simpática ajuda do Sr. Árbitro.

Curiosamente, eles são muito fortes nas três competições onde impera o sorteio para definir o calendário (Futebol e Hoquei) ou para ir avançando na competição (Taça de Portugal). Curiosidades facilmente explicadas pelos benfiquistas que comentário o tópico anterior.

Já agora, para os que têm aquela teoria que o sorteio é pouco importante porque temos sempre que jogar com todos, deixo-vos duas questões:

- Se assim é porque é que esse tema foi a primeira polémica que Mourinho (saído do FCPorto) levantou quando chegou a Inglaterra, logo alegando quando foi conhecido o calendário (ou ainda antes mesmo, já não me lembro) que o mesmo era feito para beneficiar o Man Utd e o Arsenal (curiosamente os unicos que ganhavam com regularidade até ele chegar).

- Se assim é, porque é que têm acontecido essas consequências? Porque o FCPorto joga tantas vezes (tipo todos os anos) com os adversários que na jornada anterior jogaram com o Benfica (jogo onde dispendem de esforço físico extra, que ninguém consegue repetir igual na semana seguinte... e jogo também onde várias vezes levam cartões amarelos e até vermelhos=?

Estou certo que terão boas explicações...

O árbitro é isento.

Avatar
 ●  24 comentários  ● 

Benfica-FC Porto: árbitro é Artur Soares Dias.

Siga a Marinha!

BRONCA NO SORTEIO DA TAÇA!!!

Avatar
 ●  48 comentários  ● 
A corrupção e a viciação de sorteios corre bem se feita por gente preparada para o efeito. Quando se descuidam, aparecem as gafes e fica evidente que os sorteios são VICIADOS!

Notável! A gaja diz o nome do Penafiel qd o papel diz Benfica e logo a seguir tira o Penafiel para adversário... Cambada de pulhas corruptos!


Talvez agora entendam o tópico que escrevi sobre o sorteio do campeonato 

By Vermelhusco:

São só coincidências pois claro. Mas eu se fosse a jeitosa das bolas, deixava de brincar com bolinhas e ia já a correr apostar no Euromilhões. Com esses dotes de adivinhação eram 15 milhõezinhos de euros no bolso já esta sexta-feira.

De facto a podridão no futebol português é doentia. Só tenho pena é que seja uma podridão tácitamente apoiada por Luís Filipe Vieira.
Fico curioso por saber se haverá alguma reacção do clube, algum pedido de averiguação, de exigência de presença de membros do clube para fscalizar todos os passos do sorteio. Tal como deveria ser feito para os sorteios do campeonato com a presença de técnicos informáticos do clube para averiguar se o programa do sorteio não está viciado (isso ou que a Liga abri-se o código do programa para todos os entendidos o averiguarem).

P.S. - É só para demonstrar que nem 4 dias depois da morte do Rei estes filhos da puta corruptos têm vergonha na cara e continuam a maquinar tudo para lixar o Benfica fora de campo.

Eusébio, Coluna, Torres e outros dessa geração gloriosa nunca quiseram betão.

Avatar
 ●  7 comentários  ● 

Diz o 'Record', que é parte do Grupo de Comunicação Social Cofina com quem o Benfica tem uma parceria anunciada, que Luis Filipe Vieira está obcecado com o projecto da 'Casa do Jogador'.
Um projecto meritório, mas que vem já tarde no Benfica e cujo impacto será reduzido pois a grande maioria dos jogadores que realmente necessitariam dessa ajuda já faleceu ou está no fim da sua vida. São ou foram daquele tempo de Eusébio.

Diz o 'Record' que a ligação de LFV às antigas glórias do clube é grande. Preferia um presidente ligado às antigas glórias pelos resultados. Uma ligação, que só surgiu após 2000 pois não me parece que as antigas glórias do Benfica frequentassem as Antas, baseada em jantares e apoios financeiros nunca terá a mesma credibilidade. 

Parece que nos últimos anos se esqueceu que o Benfica, apesar de ser um clube com grandeza mundial, tem a sua sede em Lisboa e não na margem sul. Construir a 'Casa do Jogador' longe da Luz parece-me não ter qualquer lógica, no sentido em que o que realmente puxa os adeptos e tem simbolismo para o antigo jogador é o complexo do Estádio da Luz e não outra obra que tem o seu valor, mas pouco desse simbolismo. 

A 'Casa do Jogador' não pode ser apenas um local onde estão 'arrumados' os idosos. Tem que ser muito mais que isso. Tem que ser um local onde esses símbolos do passado possam ser visitados pelos benfiquistas, acarinhados e possam sentir que ainda têm um contributo a dar pela sua sabedoria e experiência. 
Enfiados no Seixal de que servirá?

E falando no Seixal, os treinos do Benfica tornaram-se em algo quase inacessível aos adeptos, pois quase todos são à porta fechada. Algo impensável noutros tempos. Daí que a importância do Centro de Estágio resume-se à formação. Mas demasiado longe do sítio onde os miúdos sonham poder jogar: na Luz.

Eu não concordo com a expansão do Seixal, seja para o que for, mas conforme já foi sugerido várias vezes aqui no NGB, por podermos ter outro pólo do Benfica deste lado da margem, bem mais perto da Luz.

Por todas as razões, espero que Luis Filipe Vieira de uma vez por todas use a mesma fúria de construção civil na gestão desportiva, dotando o futebol do Benfica de homens conhecedores e válidos.

Eusébio, Coluna, Torres e outros dessa geração gloriosa nunca quiseram betão. 

(Torres foi um infeliz exemplo de quem passou necessidades até ao fim. E que a ajuda que tanto necessitou do Benfica lhe foi negada durante muito tempo. Tinha menos visibilidade e não dava votos.)   

Só haverá uma verdadeira homenagem

Avatar
 ●  15 comentários  ● 
Já tivemos diversas situações que nos envergonharam com o FCPorto na Luz, desde reviravoltas de eliminatórias até festejos de campeonatos...

Eusébio dizia que com ele o FCPorto NADA ganhou e mesmo jogos deve ter sido só um ou dois que ele se lembre.

Dito isto a única verdadeira homenagem possível será uma grande vitoria no Domingo. Eusébio trocaria isso por todas as outras.

O "track record" de Jorge Jesus com o FCPorto em 4 anos é vergonhoso! Não pode continuar. Até Koeman fez melhor...

O PIOR que pode acontecer será eles vencerem e cairmos no novo ridículo de os ouvir a dedicar a vitoria... Ao Eusébio.

Não queiramos que no final alguém diga que a homenagem no dia jogo foi bonita, só foi pena o Benfica ter que jogar...

Vamos lá Benfica!!!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Desmistificar as homenagens póstumas a Eusébio

Avatar
 ●  22 comentários  ● 
Começo por afirmar dois pontos prévios:
1. Concordo com praticamente todas as iniciativas que foram anunciadas por Luis Filipe Vieira.
2. É importante saber "sair da emoção do momento" para tomar decisões.

Ora, o que conhecemos até ao momento é que Luis Filipe Vieira anunciou que a águia em "marca de água" da camisola será substituída pela imagem de Eusébio e que a estátua deixará de estar "a céu aberto" na praça centenário, para ser criado ali um espaço de culto onde seja possível preservar o gesto e as ofertas dos portugueses ao King no momento da despedida. Fora de questão estará o naming do estádio do SLBenfica, segundo o Presidente por nunca ter sido um desejo manifestado pelo King.

Olhemos então a cada uma das propostas:

- Ter a marca de água do Eusébio nas camisolas do SLBenfica ao invés da águia parece-me totalmente adequado. Ao contrário do que aqui já se escreveu, não se trata de vender mais ou menos camisolas. Trata-se de ter a imagem de Eusébio sempre presente no equipamento que tantas vezes ele deu a conhecer e divulgar ao Mundo inteiro. A águia faz parte do simbolo do SLBenfica e ali ficará, no símbolo, abrindo espaço para que além da águia do simbolo, tenhamos a imagem do King.

Seria uma iniciativa puramente de marketing, sim, se de repente se "inventasse" o equipamento comemorativo ou celebrativo de Eusébio, ou se de repente se passasse a jogar de preto em sinal de luto. Portanto, friamente, acho uma iniciativa bonita e ajustada.

- Relativamente à criação de um "masoleum" no espaço da actual estátua, só vejo vantagens. Ora, na verdade trata-se da hipótese de manter para todo o sempre o espólio de ofertas dos portugueses a Eusébio e permitir ainda que esse espirito se mantenha vivo e se torne, porventura, um culto futuro para todos os visitantes do Estádio da Luz: poderem ali deixar uma oferta à memória do King que levou tão longe o nome do Benfica e de Portugal.

Só dessa forma é, por exemplo, possível que equipas estrangeiras venham cá fazer parte dessa homenagem e a façam perdurar através do tempo. Só assim será possível criar um culto em torno de Eusébio.

Obviamente que poderão sempre continuar a aceder ao "masoleum", a tirar fotos, etc. Talvez não possam fazê-lo agarrados à estatua, mas perante a hipótese de criar um espaço de culto para os benfiquistas, os portugueses e para todo o mundo... será que são essas pequenas questões que devem ser valorizadas?

Não obstante, já foi hoje divulgado que a estrutura NÃO SERÁ DEFINITIVA e durará apenas o tempo do ano de luto decretado pelo Clube, ou melhor pelo Presidente, pela morte do King e terá como unico objectivo ali preservar os objectos deixados pelos portugueses durante esse período.

Por fim, o nome do estádio! Para os que não sabem, Eusébio nem sequer jogou na primeira Taça dos Campeões Europeus que o SLBenfica conquistou. O que quero com isto dizer é que, tal como escrevi anteontem, a história do SLBenfica não é Eusébio... o King é uma das paginas mais nobres e relevantes da nossa história, que possivelmente seria menos gloriosa sem ele... mas daí a ser ele o Benfica... vai uma grande distância.

Na verdade, acho que apenas Cosme Damião merece o titulo de nome individual merecedor de destaque a este nível, na qualidade de fundador do Clube, e essa menção está dada no Museu. Assim sendo, parece-me que percebem por aqui porque não concordo com a nomeação do "Estádio Eusébio da Silva Ferreira", independentemente da justificação que Luis Filipe Vieira dê.

Contudo, não me chocaria de todo uma revisão do naming do parceiro incluindo o nome de Eusébio e, porque não, fazer disso "escola" para outras referências eternas. Ou seja, gosto bastante da ideia de convidar a CGD a rever o nome do Caixa Futebol Campus para, por exemplo (e é apenas um exemplo) Academia Eusébio Caixa.

Depois, noutro momento que o naming do Estádio seja vendido, porque não propor a inclusão do nome do King ou de outra grande glória do SLBenfica? Atentem na dimensão que o parceiro pode ter pela "fusão" do naming com um nome mundialmente conhecido e associado ao futebol português e ao SLBenfica?

Nesse contexto, apontaria as nomes de Mário Coluna para o Centro de Estádio e de Eusébio para o Estádio. Algo do tipo "Eusébio Emirates Stadium" e "Academia Caixa Mario Coluna". Depois a Casa do Jogador poderia ser Casa de Repouso José Torres. Esse contexto pode ser alargado as bancadas, como termos a bancada Sagres António Simões ou Meo Chalana. Poderiamos trazer essa "ligação" para os pavilhões como o Pavilhão Fidelidade Carlos Lisboa ou a Piscina EDP Yokochi.

Na prática, ao nível do naming são apenas exemplos, alguns do ponto do vista fonético podem até ser infelizes e sujeitos a revisão, mas que penso que do ponto de vista global assegurariam duas perspectivas: 
1. Marking e Económica permitindo a venda do naming do espaço, mas dando-lhe ainda mais expressão ao juntar o nome de uma grande glória do Clube
2. Homenagear para todo o sempre aqueles que nos tornaram no clube que hoje somos e aprendemos a amar.

Fica a ideia...

Começaram os trabalhos na Luz.

Avatar
 ●  10 comentários  ● 


Vamos ver o que vai sair desta ideia. Não se pode esquecer a Praça dos Heróis.

Joga... Oblak!

Avatar
 ●  10 comentários  ● 

Aceitam-se apostas, a minha é esta: 

JOGARÁ OBLAK!



Porque é melhor?

- Sim é, mas não jogará por isso, na minha opinião. Mas sim porque em caso de "correr mal", o coiro do JJ estará mais seguro se for o Oblak a jogar, pois reúne mais apoio dos sócios e dessa forma não o responsabilizarão por eventual mau resultado. Seja como for, entendo que não vai correr jogue quem jogar, pois este Domingo até o Bruno Varela poderia estrear-se que ganharemos.

A Importância de um sorteio - Fantástico

Avatar
 ●  18 comentários  ● 
Não quero recuar muito, basta ir à época passada e quem quiser poderá recuar mais ainda no exercício, mas deixo a questão:

Num sorteio há 16 equipas, duas delas habituais delas habitais candidatos ao título e mais duas que as desafiam. Qual a probabilidade dos candidatos ao título se defrontarem entre si, em duas épocas consecutivas, sempre em jornadas decisivas (na época passada na penúltima e nesta época na ultima jornada)?

... E aos que conseguirem responder à questão anterior sem desconfiar do Sistema e sem pensar em corrupção e viciação dos resultados, responda já agora:


E qual a possibilidade de além dessa conjugação o sorteio incluir ainda o posicionamento, de forma estratégica, os jogos entre outros dois adversários fortes que discutem a terceira vaga da Champions, de modo a que haja sempre perca de pontos de pelo menos de um desses clubes no mesmo fim de semana, ou próximo, do jogo entre os dois clubes que habitualmente discutem o título? 

Se alguém conseguir descobrir uma boa explicação para estes factos, eu estou muito interessado em perceber. 

Até lá reservo-me ao direito de ter a opinião de o sorteio do campeonato é FORJADO com intenção clara de favorecer o FCPorto, ano após ano. Ainda me lembro bem que, acabado de sair do FCPorto, a primeira coisa que Mourinho fez quando chegou ao Chelsea foi levantar a suspeita que o sorteio da Premiership visava facilitar a vida ao Manchester United.

Repto à Direcção do Sport Lisboa e Benfica.

Avatar
 ●  9 comentários  ● 

Eusébio foi um dos símbolos máximos da mística do Sport Lisboa e Benfica. Continuará a sê-lo sempre.

Mas não o foi sozinho. E esta ocasião de pesar deve lembrar-nos que temos mais símbolos do que de melhor o Sport Lisboa e Benfica teve e ainda tem.

Humberto Coelho, Toni, Nené, Bento, Bastos Lopes e muitos outros foram filhos dessa mística alicerçada pela geração de 60.

Do membros dessa geração de ouro, penso ser a altura adequada para falar num nome: Mário Coluna.

Reconhecido por todos, falta a grande homenagem pública a Mário Coluna e o 'seu' espaço na Luz, visível a todos os que visitem o complexo da Luz.

Ao vê-lo a comentar a morte do seu 'filho' Eusébio, não podemos ignorar que está bastante debilitado.

Uma homenagem EM VIDA e um lugar de destaque, como uma das bancadas poder ter a sua imagem no exterior(ou um pilar exterior do estádio) será algo merecido e duradouro. O que Eusébio e a equipa do Benfica beneficiou da sua liderança em campo!! 

Mário Coluna, José Águas e outros dessa geração de ouro que DEU grande parte da mística ao clube MERECEM ter um lugar permanente na Luz. Não são pequenos cartazes interiores e sem grande visibilidade pública que lhes dão a merecida honra.

É hora de tapar o betão horrível do estádio com imagens permanentes das nossas figuras chave. Cosme Damião e Eusébio têm o seu local de homenagem. Mas e os outros?

Cartazes ou uma obra de pintura mural identificando claramente o atleta representado tornará todo o estádio, em especial aquele exterior feio em betão, num local de peregrinação. 
Conciliar visitas ao Museu Cosme Damião com uma visita à Luz e a essa nova forma de homenagem será uma mais valia para o clube e para a dignificação da história do nosso clube.

É bonito honrar quem partiu, mas melhor é dar-lhes em vida a homenagem que merecem.

Tem a palavra a Direcção do Sport Lisboa e Benfica, ou seja, Luis Filipe Vieira.

O artista benfiquista Odeith-Eith tem qualidade para os trabalhos. 

Eusébio não oficial

 ●  43 comentários  ● 


Portugal, 7 de Janeiro de 2014

Por razões várias também relacionadas com a quadra Natalícia (mas não só), não tenho podido escrever como gostaria. A última coisa que podia imaginar é que o primeiro texto do ano seria dedicado ao desaparecimento de Eusébio, melhor jogador de todos os tempos, do Benfica e possivelmente de Portugal, e figura central do misticismo benfiquista.
Eusébio ficará para sempre ligado à história do Benfica.
Como jogador, Eusébio tocava a bola com a mesma simplicidade da educação e cultura africana que o moldou como ser humano. Se a bola se quer na baliza, Eusébio metia a bola na baliza. Ora metia a bola na baliza com potentes e colocados remates, ora metia a bola na baliza com subtis desvios de cabeça, ora metia a bola na baliza depois de correr (qual gazela do mato) e fintar um sem número de adversários...
Era um tempo em que o futebol era puro, genuíno, não havia tempo para os pormenores “fantásticos”, passes “açucarados”, simulações e outras “engenharias” do futebol actual. Era tudo simples e Eusébio era o Rei, porque era mesmo o melhor...
A cereja no topo do bolo veio no Mundial de 1966 e na final em Wembley contra o Manchester United em 1968. A mediatização dos dois eventos numa das nações mais industrializadas do mundo, somada à excelência e golos do futebol de Eusébio, criaram a figura do Rei e alcandoraram o Benfica à galeria do restrito número de clubes míticos.
Por questão de idades, só tive oportunidade de ver Eusébio jogar ao vivo uma vez. Já depois de ter sido descartado do Benfica, e andar por aí a vender as sobras do seu talento, como um vulgar saltimbanco ou artista de circo, ele jogou pela equipa cá da terra num jogo amigável contra o Sporting de Lamego. Talvez em 1977 ou 78, talvez na semana da romaria principal da cidade (na altura vila). O estádio estava abarrotar, a festa foi bonita e Eusébio recebeu o merecido carinho das gentes desta terra e do próprio adversário, rendidos a tamanha personalidade futebolística.
A dada altura houve um livre contra os de Lamego e o nosso capitão foi chamar Eusébio para marcar. Eusébio educadamente recusou, apontando para ele. Mas o nosso capitão fazia questão que fosse Eusébio a marcar. E Eusébio lá foi marcar. Remate e golo! Explosão de alegria entre as minhas gentes... que momento...
Quis o destino e a ingratidão característica de tantos períodos da história do Benfica, que Eusébio terminasse a carreira fora do clube do coração. Já não “rendia”, as lesões sucediam-se, já não servia. E lá foi empurrado borda fora com direito à costumeira e hipócrita festa de despedida. Sinais dos tempos: o Presidente que avalizou esse “vai-te embora”, Borges Coutinho, foi e é considerado um grande presidente em tudo que é enciclopédia sobre a história do Benfica....
Quis também o destino e a euforia dos anos de glória, que Eusébio fosse na vida particular o contraste do seu exemplo de futebolista. Como futebolista era o maior ídolo do clube e uma referência da Nação. Como cidadão e longe dos holofotes do público geral, os excessos, com mulheres e bebidas numa primeira fase, com uma vida desregrada nesta última fase, retorceram-lhe esse brilho e roubaram-lhe anos de vida que tanta falta agora lhe (nos) faziam....
Como referi, Eusébio ficará para sempre ligado à história do Clube. Em primeiro lugar porque nos escolheu para jogar e alcançar a glória como futebolista, tornando-se único e tornando-nos míticos. Em segundo lugar porque com o abraço a Vilarinho decidiu as eleições de 2000 que conduziram o Benfica a isto que hoje vamos vendo, para o bem e para o mal.
Esta última decisão marcou uma vez mais a relação de Eusébio com o Clube e o Futuro. Uns dirão, que bem. Outros, nos quais me incluo, dirão, que mal! Eusébio deveria ter-se mantido equidistante das candidaturas, respeitando a união e liberdade de escolha dos sócios do Benfica. Eusébio deveria ter percebido que o seu lugar na História do Benfica podia ultrapassar a do Melhor jogador de sempre e ser também a Grande referência, a seguir a Cosme Damião.
Ao optar por uma das candidaturas, Eusébio tomou partido de uns elementos da família, sobre outros. Dividiu e desuniu. Vulgarizou-se. Deixou de ser uma referência do futebol e passou a ser um actor de política. Jogou num plano que não era o que o tinha distinguido. Ganhou na política, mas perdeu a admiração de muitos.
Não surpreende que na altura se constasse que esse apoio “corajoso” significou um aumento salarial de 1700 contos para 5000 contos por mês. Mais tarde Eusébio zangou-se publicamente com a mesma “tropa” que chorou “baba e ranho” no seu funeral, e que lhe baixara o salário por causa dos impostos. Nada que surpreenda. Quem se vulgariza acaba vulgarizado. Panteão? Sim! Nome do Estádio? Claramente não! Imagem nas camisolas? Não! Já temos um emblema!
Eusébio jogou como sabia, viveu como podia. Duas faces da mesma moeda, uma moeda mais cara que coroa.

Repúdio.

Avatar
 ●  5 comentários  ● 

Repudio quem possa ter tentado destruir a bela homenagem espontânea na estátua de Eusébio efectuada por adeptos de todos os clubes.

Repudio quem seja atrasado mental o suficiente para não respeitar a memória de Eusébio e a sua dimensão planetária.

Repudio quem possa estar a tentar aproveitar-se desta situação para mais uma vez tentar criar animosidade entre benfiquistas e sportinguistas, entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal.

Repudio quem tenha ficado com azia por Eusébio ser tão acarinhado por todos os portugueses.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mística que vai morrendo com cada um dos nossos heróis

Avatar
 ●  2 comentários  ● 
Nunca vi Eusébio jogar... E digo-o com tristeza, porque hoje, mais do que nunca, tenho a certeza que apesar de já ter vivido com o meu clube alegrias imensas, nunca vivi a glória suprema, nunca soube o que era vibrar com as vitórias do Benfica no seu máximo esplendor, nunca fiz parte do caminho que tornou o Benfica num nome mítico e conhecido por esse mundo fora.

Eu sempre soube que Eusébio era grande... Soube-o pela boca do meu pai e de um primo já falecido que jogou no Benfica no mesmo tempo que o Rei... Esse meu primo sempre foi uma figura secundária na equipa, mas não esqueço os dias (porque esses eram realmente OS DIAS), em que passava tardes na sua casa a ouvir histórias e a apreciar algumas medalhas e outros troféus que orgulhosamente exibia pelas mobílias como objetos sagrados.

O que fica para mim, no entanto, destes últimos dois dias, para além da enorme tristeza de não estar em Portugal e não poder ter acompanhado tudo mais de perto, é a certeza de que apesar de eu já saber que Eusébio era grande, Eusébio era mais, muito mais do que eu imaginava... Eusébio será sempre muito mais do que as imagens ou o resumo das estatísticas do que fez dentro do campo e, para muitos, se calhar injustamente, Eusébio confundia-se mesmo com o próprio Benfica, o que torna tudo muito mais aterrador, perceber a dimensão da perda para essas pessoas...

Mas quero acreditar que Eusébio era assim, imortal e amado por todos, porque Eusébio era do povo e das coisas simples, do tempo em que os Reis andavam de elétrico e pé descalço, do tempo em que o símbolo bordado na camisola que se vestia ainda se confundia com a própria pele...

...Eusébio era amado porque, mesmo que muito poucos o conhecessem pessoalmente, tornou a vida de tanta gente um pouquinho melhor, em tempos que, imagino eu, o orgulho e a felicidade andavam arredados da vida da grande maioria das pessoas...

Estes dois últimos dias foram também uma manifestação única de Benfiquismo, um Benfiquismo genuíno e espontâneo que pôde ser testemunhado pelo mundo inteiro, um Benfiquismo que de vez em quando esmorece mas não morre, por mais penosas que sejam as derrotas e as peripécias dos últimos caminhos... Que esta manifestação imponente de fervor clubístico tenha servido para que alguns jogadores do atual plantel percebam finalmente a dimensão histórica da camisola que envergam!

Em breve porém, toda a emoção se terá tornado num sentimento mais pacífico e conformado e, com o tempo até Eusébio se transformará numa memória ténue e cada vez mais longínqua... Estaremos de regresso aos enredos e aos dramas da nossa própria vida, e o Estádio da Luz continuará a ser o palco que foi ontem, é hoje e será amanhã, com todas as suas virtudes e defeitos... O Benfica continuará o seu caminho... Com dias de sol e dias de chuva...

O que ficará de Eusébio será apenas a saudade e um imenso vazio, esse sim o maior perigo para o clube, o desaparecimento progressivo dos seus maiores símbolos, das máquinas do tempo que nos permitem viajar ao passado sempre que queremos, e sentir nos lábios um pouco do sabor da glória que só eles viveram. O dia 6 de Janeiro de 2014 foi mais uma dessas viagens. 

Porque se o Benfiquismo continua, ainda hoje, a viver tão intensamente no coração das pessoas apesar da penosa travessia no deserto dos últimos 25 anos, é porque a essência do clube ainda vive em nomes como Eusébio, Toni, Mário Wilson e outros, HOMENS que representam o que de mais puro e genuíno o clube tem, HOMENS com um H “MUITA” grande e que não deixam esmorecer esse vínculo emocional que temos com a nossa história e que continua a fazer de nós os maiores de todos, apesar de todas as humilhações recentes.

Porque a mística é isso: A mística é ganhar e ganhar muitas vezes... A mística é ganhar, por mais adjetivos com que queiramos adornar a definição... A mística é uma criação dos obreiros das vitórias históricas que fizeram o nome do clube voar bem alto... A mística existe porque existem heróis que, contra toda a lógica dos números, ousaram alcançar feitos que outros só puderam sonhar...

A mística encarnada está a morrer? Claro que sim... A mística encarnada morre lentamente com cada um desses heróis... O que será pois, daqui a uns anos, a mística e a glória e o exemplo a passar às gerações vindouras, quando os intérpretes vivos da nossa história forem os intérpretes das derrotas que nos fizeram vergar e assistir impotentes ao aparecimento de novas forças?

A verdade é que os velhos, os verdadeiros símbolos da mística encarnada, vão sucumbindo um a um não resistindo à fatalidade da vida, e com eles vai pois, um pouco do Benfica que nos preenche a alma e que um dia só existirá nos livros.

E dessa estirpe restam poucos, da estirpe dos que foram capazes de levar o nome do nosso clube ao Olimpo a troco de sangue, suor e lágrimas, heróis de carne e osso que morrem de pé descalço a trabalhar em oficinas e com as mesmas dificuldades dos homens comuns...

Sim, porque o futebol, materialmente falando, não lhes deu nada, não lhes deu mais do que os sorrisos que colocaram nos rostos de milhões de pessoas, ou a satisfação de, mesmo sem nunca terem pedido nada, terem gravado o seu nome a letras de ouro nas páginas mais bonitas do Museu Cosme Damião.

É pois a esses heróis que eu hoje agradeço este sentimento tão belo de ser do Benfica!

Reposta a verdade sobre o que se passou.

Avatar
 ●  8 comentários  ● 



Comunicado: A universalidade de Eusébio

"Os dois dias que vivemos desde a morte de Eusébio da Silva Ferreira demonstraram a sua dimensão universal e, embora referência do Sport Lisboa e Benfica, ele nunca foi nem o Benfica alguma vez o fez refém do Clube porque efectivamente Eusébio foi e continuará a ser referência do País e do Futebol mundial.

Verificaram-se durante a noite de hoje tentativas de vandalização de alguns cachecóis e outros materiais depositados junto à estátua de Eusébio. Actos mesquinhos perpetrados por um pequeno grupo de pessoas. Acções nas quais o Sport Lisboa e Benfica não se revê e condena.

Por isso, para salvaguarda de todas as ofertas depositadas junto à estátua de Eusébio e até à montagem da estrutura de protecção ontem anunciada, em entrevista, pelo presidente Luís Filipe Vieira, todos esses materiais susceptíveis de sofrerem indevida vandalização foram recolhidos, bem como muitos outros depositados na porta 1, incluindo ainda os cachecóis que foram atirados para o carro funerário. Em breve voltarão a ser depositados, devidamente protegidos, no seu local de origem.

Todas as insinuações publicadas nas redes sociais não fazem o menor sentido, principalmente depois de tudo quanto vivemos nos últimos dois dias. A universalidade de Eusébio será sempre preservada e esta Direcção do Sport Lisboa e Benfica faz questão que assim seja, como já o demonstrou." - SL Benfica.

Homenagens, marketing e demagogias

 ●  43 comentários  ● 
Em menos de 24 horas do falecimento do grande símbolo vivo do que era o Benfica, já começou a demagogia, propaganda e o pensar em como capitalizar este traumático acontecimento para todos os benfiquistas.

Pelos vistos a partir do próximo ano vamos ter as seguintes "homenagens" ao Pantera Negra:
1 - Relativamente à zona da estátua, Vieira diz que o Benfica vai “fechar aquele espaço”. “Não sei se em vidro ou de outra forma mas queremos homenageá-lo. Foi algo espontâneo e não queremos que seja desmanchado.”

Esta é uma medida brilhante! Vamos fechar o acesso a uma das grandes atrações turísticas ao estádio da Luz. Vamos fechar a estátua de Eusébio - aquela a que todas as crianças, todos os adeptos, turistas corriam para se colocar ao lado para tirar uma fotografia - atrás de uma redoma de vidro!
Já não bastava nunca mais voltarmos a ver Eusébio e agora ainda têm que por a estátua atrás de vidro???
Acredito que só não embalsamaram Eusébio e o meteram em exibição num mausoléu com entrada paga, ao bom estilo de Lenine na Praça Vermelha e de Mao na Praça Tianamen, porque seria uma aberração.

2 - Vieira adiantou também “a partir da próxima época todas as camisolas terão a imagem do Eusébio”, mas que o Pantera Negra vai dar nome ao Estádio da Luz porque foi uma coisa que Eusébio não queria que acontecesse.

Ora como podemos capitalizar com "isto"em termos de receitas? Que tal fazer uma camisola "exclusiva" para homenagear Eusébio? Óbviamente que assim as receitas com as vendas de camisolas vão disparar em flecha. E ainda passa a ideia que foi para homenagear. Dá um jeitaço, considerando as quebras de receita de bilheteira e merchandising este ano.

Agora mudar o nome do estádio?? Não, o Eusébio não queria e assim podemos continuar á espera de um patrocinador para dar o nome.

E que tal homenagear Eusébio tentando emular ao máximo aquilo que alcançou em vida e que levou a que o Benfica fosse o clube que é? Sabe o que é isso? Lutar pela vitória em cada competição em que se entra. Defender o clube ao máximo (até rebentar o joelho) e ser humilde ao máximo.
Quer homenagear Eusébio? Faça do Benfica um clube ganhador em vez de celebrar finais perdidas!!!!
Aprenda com o exemplo do King e dê a cara nos maus momentos do clube, CHORE com as derrotas sofridas em vez de andar a passear em São Tomé ou no Brasil como fez o ano passado no jogo contra o Estoril e não seja um fanfarrão que só aparece quando o clube ganha algo!

A homenagem ideal para Eusébio era ser campeão este ano. E da boca do Presidente do Benfica a única promessa que devia ter feito era "que toda a estrutura do clube vai dar o máximo para que o Benfica seja campeão este ano, os jogadores vão deixar a pele em campo e o treinador vai engolir o ego e deixar de falar em vitórias morais para alcançar uma vitória a sério".

Deiam-nos o que queremos: um Benfica CAMPEÃO e essa será a homenagem ideal a Eusébio.
O maior legado que Eusébio deixou ao Benfica foi ter dado aos benfiquistas a ambição de sonharem em conquistar o Mundo, mas mantendo a humildade e respeito pelos adversários. Quem é responsável pelo clube só tem que fazer o máximo para cumprir esse legado e o resto é acessório.

Panteão Nacional, Eusébio e Orçamentos .

Avatar
 ●  24 comentários  ● 

No domingo publicamos uma sugestão no NGB que rapidamente foi partilhada por todos os quadrantes em Portugal, à excepção dos de sempre.

Eusébio ter como última morada o Panteão Nacional.

Assunção Esteves, PAR, quando questionada sobre o tema, invocou a partilha de custos nestes tempos de crise e anunciou ao país que tal processo de transladação custaria centenas de milhares de euros.

Mais tarde, num esclarecimento adicional e escrito, a PAR esclarece que esses custos astronómicos andariam afinal pelos 50 mil euros.

Bem, parece-me que a montanha pariu um rato e afinal o Orçamento do Parlamento não terá dificuldades em cobrir TOTALMENTE estes custos.

Ora, quem gasta 24.250€ numa Associação de Ex-Deputados, 12.256€ em Despesas Correntes não Especificadas ou 18.261.459€ em transferências para Partidos Políticos(que são entidades privadas) no capítulo de Subvenções e Subsídios, certamente encontrará 50.000€ para homenagear um herói do povo como Eusébio.

A armadilha destes momentos.

Avatar
 ●  8 comentários  ● 

Num momento de emoção não só para o mundo do futebol, mas em especial para os benfiquistas, é preciso alguma cautela para não haver aproveitamentos da memória e do nome de Eusébio.

Os 'amigos' de ocasião foram muitos nestes dias. Alguns não perderam a oportunidade de 'anunciar' apoios póstumos do Rei. Outros não perderam a chance de se acharem os 'salvadores' da vida pós-futebol do Eusébio. 

Meus caros, Eusébio sempre levou a vida que quis, e foi muito feliz por isso. A família dele sabe isso melhor que ninguém. 

Agora, a grande homenagem a Eusébio e ao seu legado é só uma: ganhar. 

Eusébio não falava do grande golo que marcou aqui ou acolá, se esse não não tivesse significado uma vitória para o Benfica, para Portugal.

Eusébio vibrava com a vitória. 

Esse legado, mais que mausoléus, estátuas ou obras, é o grande património que Eusébio nos deixa para cuidarmos.
Esse sim é o património que devemos fazer tudo para preservar e enriquecer.  

Ontem, mais que em qualquer outra ocasião, todo o plantel não só se apercebeu disso, mas partilhou da nossa emoção, da nossa angústia e também do nosso orgulho em Eusébio e no seu contributo para o Benfica.

Domingo será nosso. 

Relato de um benfiquista anónimo num dia de emoções

Avatar
 ●  14 comentários  ● 
Começo por dizer que nunca vi Eusébio jogar ao vivo, mas como muito bem escreveu o Rui Gomes da Silva na sua página do Facebook, a história do SLBenfica não é a história de Eusébio, mas a história do SLBenfica teria sido diferente sem Eusébio...

Dito isto, quem em ensinou quem é esse "monstro sagrado" que me habituei a chamar de "King" foi alguém para quem Eusébio é o único ídolo que conheço, o meu pai... que é ele também o único ídolo que tenho.

Sou benfiquista não por influência do meu Pai, mas porque aprendi dele os valores do SLBenfica. Nunca me influenciou, mas cedo percebi que era o SLBenfica onde me revia face aos valores e educação que tive dos meus pais.

Hoje, novamente repito que não conheci o Eusébio nem nunca o vi jogar ao vivo, foi acima de tudo impelido pela representação do meu Pai, que por motivos de saúde não poderia estar presente contra o que era o seu desejo, que fui hoje para o Estádio da Luz... depois para o cemitério do Lumiar.

A pedido do próprio, deixei junto à estátua do King o único cachecol que em muitos anos vi o meu Pai usar. Vi no seu olhar, quando saí de casa dele em direcção à Luz que lhe estava a cumprir uma missão. Saí de casa com a plena convicção que tinha que ali estar pelo SLBenfica sim, mas acima de tudo pelas facas no peito que representavam as lágrimas do meu ídolo pela perca do dele.

Ouvi frases como "o futebol para mim acabou" ou que "era o último bastião do futebol puro jogado pelo prazer e sacrifício, pela camisola que honravam mais do que a própria pele". Doi muito ouvir isto de quem tanto amamos e ao lado de quem tantas alegrias celebrámos...

... mas hoje fiquei com a ideia que afinal o que já tinhamos celebrado juntos era uma gota num oceano de emoção e alegria que o King deu ao meu pai ao longo da sua vida.

Chorei e vi chorar, cheguei a pensar que loucura era aquela de estar ali horas à chuva e ao frio para assistir a um acto religioso que vai contra a minha convicção de celebração da vida. Simplesmente acho a cerimónia fúnebre um apelo ao sofrimento e tento evitar envolver-me sempre que posso.


Mas nunca arredei pé. Molhado, com frio, com lama... recordava com quem me rodeava que somos únicos. Não haverá no Mundo adeptos como os do SLBenfica. Vivi ali aquela frase sobre a mística que vi muitas vezes na Internet: 

 "Chove? Faz Frio? Faz Calor? Que Importa, nem que o jogo seja no fim do mundo, entre as neves das serras ou no meio das chamas do inferno... Por terra... Por mar... Ou pelo ar, eles ai vão OS ADEPTOS DO BENFICA atrás da equipa... Grande... Incomparável... Extraordinária... MASSA ASSOCIATIVA! É esta a mistica do BENFICA !!!"

Se a frase é arrepiante, mais ainda é ver como Deus escolheu que nos despedíssemos do King: 

- Em dia de Reis
- E num dia como aquele que celebra a mística... frio, chuva e por toda Lisboa

Voltei para casa estranhamente Feliz. Molhado, frio e sujo escolhi primeiro ir a casa do meu Pai agradecer-lhe por involuntariamente me ter levado hoje à Luz. Foi uma lição de benfiquismo que nunca esquecerei e foi uma lição que estarei sempre disponível para repetir, preferencialmente por motivos mais alegres. A emoção do meu Pai foi como que a confirmação de que agora sim eu percebia o que era o Eusébio.

Voltei para casa então com a noção também de que todos os atletas do SLBenfica que perceberam talvez apenas hoje o que é realmente o SLBenfica e porque é um clube tão especial. Eles, como eu e milhares de benfiquistas e portugueses, resistiram ao frio á chuva e ao apelo de se protegerem por serem atletas de alta competição.

Ninguém que comigo se tenha cruzado se preocupou se o Cardozo (que atitude!!!), o Luisão ou outro qualquer poderiam apanhar uma constipação ou uma gripe. Com a força do King até com 11 pneumonias venceremos o FCPorto.

Agora sim, senti quem é o Eusébio... Maior que a alegria desta consciência imensa, só mesmo o lamento de não ter nascido muitos anos antes para o ver jogar ao vivo, mas isso teria implicado não ter na minha vida o meu ídolo. Pois é, a vida não é perfeita.

Descansa em Paz...
A Luz ganhou um novo Deus que nos guiará. A tua aura sente-se na Luz...

PS- Nobre a atitude do SportingCP, representado ao mais alto nível, tal como a Liga, a FPF e várias personalidades. Lamentavelmente e de forma que só aumenta o meu desprezo por esse clube de mentira, falsidade e corrupção, o FCPorto não teve o sentido de Estado que o Eusébio de Portugal e do Mundo merecia. Os actos ficam para quem os pratica. Deus não dorme...

O mundo prestou homenagem a Eusébio. Mas a azia...

Avatar
 ●  18 comentários  ● 

...das pessoas reles deste Portugal não deixou de vir ao de cimo, mesmo nesta ocasião de pesar.

Notou-se nas palavras do presidente do FC Porto, em que claramente os termos 'fair-play' ou 'humanidade' só podem ser pronunciados por este personagem por evidente hipocrisia.

Notou-se na azia de Guilherme Aguiar, quer pela presença das principais figuras do Sporting na missa de corpo presente, quer pela massa humana que honrou Eusébio, o Benfica e Portugal com a sua sentida homenagem.

E para comprovar esta azia, a ausência de qualquer pessoa nas varandas ou janelas da Casa do FC Porto em Lisboa à passagem do cortejo fúnebre na Av. da República, contrariamente a toda a Lisboa que saudou respeitosamente o Pantera Negra à sua passagem pelas várias ruas e avenidas da capital, como Rui Gomes da Silva muito bem salientou.

Para quem acha que desta gente se pode esperar qualquer sentimento genuíno de fair-play ou colaboração pela positiva, aí têm a vossa resposta.

Felizmente, a esmagadora maioria dos benfiquistas, sportinguistas mas também imensos adeptos de outros clubes, incluindo muitos portistas anónimos(o que é de saudar), deram do seu sentimento e calor humano à família de Eusébio e amigos próximos.

A quem mesmo nestas alturas demonstra a sua pequenez e medíocridade, certamente que os verdadeiros adeptos do fair-play e do humanismo não esquecerão a vossa natureza rasteira.

Como benfiquista, agradeço a todos os que demonstraram respeito por Eusébio e sua família. Fizeram-nos certamente sentir mais consolados neste dia de despedida.





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ricardo Araújo Pereira - Palavras sempre perfeitas

Avatar
 ●  2 comentários  ● 

Golaço de Cardozo ao coração dos Benfiquistas

Avatar
 ●  19 comentários  ● 


NGB no Adeus ao King... Em dia de Reis

Avatar
 ●  2 comentários  ● 


We are all...Eusébio.

Avatar
 ●  9 comentários  ● 


Notas Soltas… por Eusébio da Silva Ferreira

Avatar
 ●  9 comentários  ● 
Já quase toda a gente se despediu ou homenageou o MAIOR desportista português de todos os tempos. Tanto em Portugal como no estrangeiro - arrepiou-me ver o vídeo de Old Trafford a aplaudir de pé, antes do jogo de hoje, enquanto o speaker lembrava o nosso King.

Como não podia deixar de ser, também eu o vou fazer e optei por recordar as palavras dele numa entrevista dada à Revista Única, em 12/11/2011. Selecionei apenas alguns excertos, que achei interessantes. Saibamos todos, benfiquistas e outros, respeitá-lo e lembrá-lo como ele merece. Aqui vai:

O que é que ainda lhe falta fazer? Tem algum projeto ou sonho por concretizar?
Hum... Todos os dias, logo quando acordo, olho para o espelho, estou bem, vou tomar banho, fazer a barba, lavar os dentes, tomar o pequeno-almoço, de vez em quando vejo uns treinos do Benfica ou fico em casa só a ver TV. Neste momento, a única coisa que gostava — e sei que é muito difícil, mas não impossível — é um sonho. E deixem-me sonhar: o que gostava mesmo era de ver o Benfica numa
final da Taça dos Campeões Europeus, ou Liga Milionária, como dizem agora. É uma das satisfações que gostava de ter antes de morrer.

 
(…)
 
Como era o convívio e a rivalidade entre clubes?
Era um espetáculo. Às segundas-feiras, juntávamo-nos todos — do Sporting, do Benfica, do Belenenses —, almoçávamos frango assado no Bonjardim, na Travessa de Santo Antão, e depois íamos ao cinema, ao Éden. E andávamos sempre de metro ou de elétrico, porque era mais barato. As pessoas paravam na rua só para nos verem juntos. Para tirar a carta tive de pedir autorização à minha mãe: “Mas você vai tirar a carta porquê? Não há aí machimbombo [autocarro]?” Lá a convenci, e depois comprei um VW. Agora, os jogadores gostam de se passear de Ferrari, Lamborghini. Uma pessoa tem de saber estar, tem de ter humildade.
 
(…)
 
Acredita no amor à camisola?
Acredito mais no profissional de futebol, porque o amor à camisola já lá vai...
 
E nos anos 60?
Nem no meu tempo todos tinham amor à camisola. Eram poucos os que tinham. Hoje então nem pensar nisso!
 
(…)
 
A técnica trabalha-se?
No nosso bairro jogávamos por castanhas, berlindes. Era assim: “Malta, tenho aqui cinco berlindes, eu dou 50 toques, 25 com pé esquerdo, 25 com pé direito. Se perder dou-vos os berlindes, se ganhar são vocês que me dão os vossos.” À primeira tentativa, eu fingia e deixava cair. Porquê? Para puxar a clientela. Quando via aí uns 20, pensava: “OK, agora já vale a pena.” Esperteza! Todos os dias punha a bola de ténis no pé direito e dava 50, 55, 70 toques; depois, pé esquerdo, 20, 25 toques...
 
Porquê?
Ninguém me obrigava, eu é que queria. Por exemplo, no Benfica, estavam já os meus colegas a comer em casa e eu continuava no campo, a chutar. Imaginava uma barreira, um guarda-redes, batia livres e penáltis. E a única pessoa com quem tinha confiança para me ajudar com isto era o Simões. Como é que eu podia chegar ao pé do falecido Águas e dizer: “Ó senhor José Águas, importa-se?” Não podia, ele era o capitão, tratava-o por senhor. Só tratava por tu o Simões. Às vezes até és bem-educado em casa, mas quando jogas um bocado mais julgas logo que és o melhor. Não pode ser. Tens de saber estar, com os pés no chão, ser humilde. Sempre.
 
Foi a sua mãe, Elisa, quem lhe transmitiu esses valores?
Graças a Deus. Somos uma família de oito irmãos e tivemos sempre educação: três são engenheiros, e eu sou o único que tenho a 4ª classe. Mas hoje orgulho-me de ser o gajo que não estudou, mas que é o mais conhecido da família no mundo [risos]. Mas, atenção, se o tempo voltasse para trás, como cantava o Mourão, tinha estudado.
 
(…)
 
E como é que chega a Portugal? O Sporting quis...
[interrompe] O Sporting não queria nada, é tudo mentira!
 
Não é isso que reza a história...
Assinei contrato com o Benfica, não assinei nada com o Sporting. É tudo mentira!
 
(…)
 
Acreditou que ia ganhar o Mundial de 1966?
Só não ganhei porque vivo num país pequenino. Foi por isso que olhei para cima, que me caíram as lágrimas.
 
O que é que aconteceu antes do jogo com a Inglaterra? Porque é que se mudou de estádio?
É a mentalidade portuguesa, os ingleses não têm culpa nenhuma. A nossa Federação vendeu-se e pronto. A FIFA permitia que as duas federações discutissem o campo, e combinaram a coisa. O Goodison Park, estádio do Everton, era onde íamos jogar e levava 45 mil espectadores; fomos para Wembley, onde cabem 100 mil. A Federação portuguesa recebeu o dinheiro e limpou as mãos.
 
Quando é que souberam da alteração?
Estávamos em estágio, a recuperar do jogo com a Coreia. Eram umas cinco e meia da tarde. Chamaram o Coluna e o Otto Gloria e avisaram-nos. Só que não podíamos dizer nada. Estávamos noutros tempos, da outra senhora. Não podias piar [risos]. Os ingleses até sabiam onde era o nosso hotel em Londres, em Piccadilly Circus. Foram lá à noite e fizeram uma barulheira tal que tivemos de ir para outro hotel a meio da madrugada, a 30 quilómetros de Londres. Já viram como é? O Otto Gloria só nos disse: “Vamos entrar dentro de campo e seja o que Deus quiser. Não vos posso exigir nada!”
 
E como foi jogar contra o Pelé no Mundial?
Nessa altura já estava farto de jogar contra ele! Um génio. Mas eu sempre lhe disse: “Pelé, tu não és melhor do que eu e eu não sou melhor do que tu. Não há comparações, isso é para jornalistas. O Garrincha é melhor do que nós e tem uma perna torta!” Falei-lhe nestes termos no Brasil, em direto, na Globo. O Pelé teve de engolir! “Tu só me ganhas porque és brasileiro e campeão do mundo. Mas a jogar à bola? Naaa...”, disse-lhe.
 
(…)
 
Pensou sair de Portugal?
Oh! Oh! Bom, houve a Juventus e depois o Inter de Milão. Mas o ‘padrinho’, a alcunha que eu pus ao Salazar, não deixou. Acho que ele gostava do país e gostava tanto que não me deixava ir porque pensava que era importante para o país.
 
Quantas vezes é que esteve com ele?
Eh, pá, fui oito vezes ter com ele à Assembleia. Eu, o Coluna e o diretor do Benfica. O Coluna só me dizia baixinho: “Não digas nada.” Só queria dizer-lhe que não o conhecia de lado nenhum, o que era verdade. Era muito ingénuo, eu sei, mas não tinha roubado ninguém, não tinha cometido nenhum crime. Só queria perguntar-lhe porque é que não me deixava sair. O Coluna repetia: “Está caladinho.”
 
Mas assinou contrato com o Inter.
Assinei e até estive em Itália. Foi em 1966, depois do Mundial. Estive no lago Como, a ver como seria a minha futura casa.
 
Bom sítio.
Ó pá, do melhor. A minha mulher [Flora] até escolheu a casa, uma bruta de uma vivenda. Só que o contrato ficou pendurado. O pior foi ter de ir às escondidas. Fui para Itália na mesma altura em que Salazar inaugurou a ponte sobre o Tejo, no dia 6 de agosto de 1966. Nós, os jogadores e a comitiva da seleção fomos convidados para ir à inauguração. Os outros foram, eu não. O Benfica escreveu uma carta a explicar que eu tinha as passagens compradas para Itália, porque ia passar uns dias com a minha mulher [risos]. O Inter ia pagar-me três milhões de dólares na altura! E era para ir eu e o Bobby Charlton. Estive lá com o Fachetti, com o Corso [craques do Inter] e com o Moratti, pai deste Moratti [atual presidente do Inter de Milão], que na altura era presidente. Eu até falava italiano, porque tivera aulas sem ninguém saber.
 
Estava com ela fisgada...
[risos] Estava, pois.
 
(…)
 
Saiu para os Estados Unidos.
A experiência do soccer foi muito bonita. Eles tinham uma lei fantástica: os grandes jogadores não podiam jogar na mesma equipa. Eu era para ter ido para a mesma equipa do Pelé, o Cosmos [de Nova Iorque], mas fui para Boston. Com o mesmo contrato, claro, a ganhar muito bem. Tinha casa, motorista, que dispensei, porque gostava de guiar. Até nos davam guarda-costas. O Pelé tinha dois! “Porque é que tu queres guarda-costas?”, perguntava-lhe eu. O Pelé, às vezes, é vaidoso. Quando estamos naquele grupo dos dez melhores do século, gostamos de ‘picá-lo’ na brincadeira. “Devias ter jogado aqui na Europa, para ver o que era o inverno, levar porrada com o frio e com a lama!”
 
Porque é que regressou a Portugal para jogar no Beira-Mar e no União de Tomar?
Vocês não sabem nada...
 
Mas o Eusébio vai contar...
Então é assim: eu tinha cinco meses de férias por época no soccer. Nessas alturas, andava a treinar o Benfica. O Sporting queria-me, o Belenenses também, mas eu não podia assinar contrato, porque tinha contrato com os americanos. Eu só podia assinar jogo a jogo: recebia um x por jogo. Então, o Apolinário, que era presidente do Beira-Mar, propôs pagar-me 350 contos por jogo, e dava-me a hipótese de escolher o jogo e tudo. Joguei sete jogos e meio no Beira-Mar. Um dia, íamos jogar com o Benfica e o treinador do Beira-Mar era o Manuel Oliveira, sportinguista. “Eusébio, você vai jogar contra o Benfica, OK? Jogou contra o meu clube, portanto, vá, tem de ser”, disse o Manuel. E eu: “Sim, mas eu não gosto do Sporting!” Eu tinha marcado um golo ao Damas [Sporting], o Beira-Mar tinha ganho por 1-0 e o Benfica passara para a frente do campeonato — foi campeão. Mas, pronto, lá tive de jogar contra o Benfica... mas em Aveiro! Acontece que há um livre à entrada da área do Benfica e o Beira-Mar tinha o Sousa, o Abel... E o Manuel Oliveira grita: “Quem marca é o Eusébio!” E eu olhei para ele e fiz isto [toca com o indicador na testa, como quem diz, “tu és maluco”]. Alguma vez eu ia marcar um golo ao Benfica? Por amor de Deus! Empatámos. No balneário, o Manuel Oliveira pergunta-me o que é que eu estava a fazer com o dedo, e eu disse-lhe que tinha comichão na cabeça [risos]. É que o livre estava mesmo na ‘zona da verdade’, era só pôr a bola a contornar a barreira. E no União de Tomar joguei apenas em dois encontros.
 
(…)
 
O joelho mostra que levou muita pancada durante a carreira.
Fui operado seis vezes ao joelho esquerdo. Hoje, uma lesão no menisco é uma semana; antes, meses. Às vezes, davam-me de propósito, outras sem querer. Não gostava era de entradas pelas costas. Isso dava-me vontade de dar uma tareia, mas, lá está, uma pessoa tem de saber estar.

Obrigado Eusébio!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Kanimambo Eusébio!

Avatar
 ●  2 comentários  ● 

Eusébio morreu. 

Desapareceu um dos símbolos da época dourada do Sport Lisboa e Benfica. 
Daquele tempo em que jogar com o nosso clube era motivo de receio para qualquer equipa do mundo. 
Do tempo em que o Sport Lisboa e Benfica era sem dúvida um dos clubes líderes do futebol mundial.

Eusébio diferenciou-se pela sua qualidade, mas também pela sua entrega, pela sua avidez em melhorar e em fazer bem. 

Eusébio, sendo a grande figura que hoje se comprovou por esse mundo fora, nunca perdeu a humildade e o sentido da importância relativa de todos nós.

Eusébio nunca se colocou acima do Sport Lisboa e Benfica nem o seu interesse acima do clube.
São muitos os relatos das vezes que jogou lesionado, infiltrado, dorido e arrebentado mas sempre pela mesma razão: ajudar o Sport Lisboa e Benfica.    

Eusébio dava o máximo. Eusébio jogava para ganhar. Eusébio era um exemplo e tinha a humildade de ir 'beber' à sabedoria alheia. O Sr.Mário Coluna foi o seu referencial e isso foi fundamental para o seu crescimento.

Será um lugar comum nos próximos dias falar-se no exemplo de Eusébio. 

O que quero neste momento lembrar de Eusébio foi o seu exemplo como atleta. 

O que quero neste momento lembrar de Eusébio foi o seu exemplo de benfiquismo e de portugalidade.

Eusébio foi enorme. Mas nunca quis ser maior ou mais importante que o Sport Lisboa e Benfica.

Nunca quis ser maior ou mais importante que Portugal.

É esse o exemplo que espero que todos procuremos imitar. 

Kanimambo Eusébio! Por tudo o que deste ao Sport Lisboa e Benfica e a Portugal.

Em tua homenagem, fica o meu Kanimambo(Obrigado) cantado por outro português de Moçambique, João Maria Tudela.


ranking