Penso que grande parte dos que esperamos que os próximos 4 anos seja, efetivamente melhores e uma mudança face ao passado, tínhamos antecipado uma vitória de João Noronha Lopes na primeira volta, mesmo que levasse à 2a volta. E para antecipar isto não é preciso revermo-nos no seu projecto e proposta para o futuro, bastava ver como decorria a euforia nas suas hostes e o hype que arrastava.
Ora, o dia 8 foi pródigo em surpresas e desde logo houve uma vitória de Rui Costa bastante clara (12% num cenário 6 candidatos é uma diferença muito significativa), que levou alguns a equacionar inclusive se Noronha Lopes dava o assunto por encerrado e apelava à união. Mas não e arrancou para a 2a volta.
Após os resultados, não sei se fui o primeiro - duvido que tenha tido qualquer influência - a pedir que os meios comunicação organizassem um debate amplo e com grande visibilidade. E aconteceu com os 4 canais durante 90 minutos a levarem a cabo um entrevista aos dois candidatos.
No fim do passado debate na BTV, onde Rui Costa se saiu bastante bem ficou a expectativa se Noronha Lopes se tinha "afundado" pelo formato de muita gente envolvida e ter "apanhado" de vários, inclusive Luis Filipe Vieira a ridicularizar um documento por sim mostrado.
Entrámos para este debate com o candidato a gerar novamente muita expectativa, cujos apoiantes andavam a apelar à existência de debates, sem que o seu candidato tivesse alguma vez participado em algum nesta campanha. Eu confesso que fui a pensar que desta vez (e a precisar de marcar uma posição) João Noronha Lopes ia marcar um ponto de viragem, mas... não, antes pelo contrário.
Sem que Rui Costa tenha estado particularmente bem, a realidade é que João Noronha Lopes conseguiu estar bastante pior que o candidato incumbente, o que é inacreditável. Já esteve presente em dois debates... e perdeu claramente os dois, sem que Rui Costa tivesse feito muito para os ganhar.
Em termos futebolísticos, Rui Costa limitou-se a enfrentar o debate como o "numero 10" que era em campo, aproveitando as oportunidades deixadas pelo adversário para fazer transições que o deixavam mal colocado. Também não ajudou nada o adversário ter passado o debate a "rematar à própria baliza".
Depois de uma campanha de 4 meses, Rui Costa ontem dava quase a entender que já não há muito mais para dizer que ainda não sido dito e João Noronha Lopes em vez de discordar, afinou pelo mesmo diapasão, aliás como se não bastassem os erros de palmatória ao longo do debate, ainda teve uma intervenção final inacreditável: Deu o tempo ao Rui Costa para responder quando já pediam o fecho e depois quando fecha diz "quero olhar nos olhos a Rui Costa e dizer que é um orgulho estar aqui"
COMOOOOO? Por segundos temi que fosse anunciar o voto em Rui Costa.
Como se não bastasse, no fim em vez de fazer uma declaração mega-rápida e sair dali ainda se expõe a que os jornalistas voltassem a repisar assuntos que iam dar origem a headlines do dia a seguir, como dizerem refere Pedro Ferreira a Mourinho ou quando diz que não fala sobre as eleições com Bernardo e... nem sabe em quem o Bernardo vai votar
COMOOOOO? Então anuncia o rapaz como bandeira eleitoral, o Nuno Gomes diz que acha que só vem com Noronha, e depois diz que não sabe o sentido de voto dele?
Esta era A OPORTUNIDADE de João Noronha Lopes de "dar corda aos sapatos" como o próprio dizia para recuperar os 12%, Falava em Prime Time para 4 canais. Ao cabo de 4 meses já ninguém tem pachorra para mais um debate na próxima semana e seja como for terá sempre menos expressão e visibilidade e, para quem não tinha visto antes, foi uma 2a oportunidade para uma boa 1a impressão... e não aconteceu.
A última esperança é que os benfiquistas não aceitem o repto de atingir novo record para chegar aos 100.000 votantes e muitos dos votantes de Rui Costa fiquem em casa, o que penso que virá a ser o maior desafio de Rui Costa. Porém se cair muito a votação abaixo de 85mil, será muito complicado legitimar o futuro vencedor... para o bem do futuro, espero mesmo que haja mais uma votação histórica e que isso seja a legitimidade que o futuro Presidente precisa: seja Rui Costa ou João Noronha Lopes, que seja o Presidente de todos os benfiquistas, que una todos a partir do dia 9 e que sejamos só um Benfica. Unidos mas não complacentes.
Claro que nada acabou, mas ficou muito mais difícil.
Posso estar com saudosismo de voto, mas sem desprimor para João Noronha Lopes ou para Rui Costa, gostava de ter visto João Diogo Manteigas num debate a dois com essa expressão. Foi pena que os candidatos e as televisões não tivessem querido fazer.
PS- Ficou muito estranho ver João Noronha Lopes "voltar um tema atrás" no debate para recordar que Rui Costa deveria ter reconhecido mais o trabalho fabuloso de Luis Filipe Vieira em prol do SLBenfica e concretamente do Estádio. COMOOOOOO? Não pode valer tudo para ter os votos dos 13% que votaram nele.
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
Tinha tudo para ser um ponto de viragem, acabou num ponto final
João Noronha Lopes: o Comandante da candidatura Titanic
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Noronha Lopes em 2020 dizia que Rui Costa...era uma referência
Noronha Lopes em 2020:
terça-feira, 28 de outubro de 2025
O SL Benfica não é um partido político nem um Estado ou Autarquia
O pior que podia ter acontecido ao SLBenfica era esta campanha ter sido "tomada de assalto" por por gente que orquestrou campanhas políticas e se habituou a criar estratégias de propaganda, condicionamento e manipulação de massas como único caminho.
Se olharem para esta campanha, salvo poucas excepções entre elas João Diogo Manteigas e Martim Mayer, o objectivo foi sempre "narrativas abertas", imagens impactantes e criar ilusões de ondas de apoio. Criaram-se "tropas" de voluntários e apostou-se a fundo nas redes sociais... tal como um partido político que fala para agregar o povo.
NADA DE MAIS ERRADO PODERIA TER SIDO FEITO!
O SLBenfica não é um partido político nem um Estado ou Autarquia! Vamos a diferenças essenciais:
- O Sport Lisboa e Benfica rege-se pelo Direito Privado e pelos seus Estatutos, aprovados pelos sócios. O Estado rege-se pelo Direito Público e pela Constituição da República, definida por constitucionalistas.
- O Benfica valoriza a antiguidade como reconhecimento de dedicação, vivência associativa e contribuição financeira; o Estado considera todos os cidadãos iguais, abrangendo todo o universo de maiores de idade.
- Os sócios do Benfica têm poder deliberativo e de aprovação em Assembleia Geral e raramente são diretamente afetados pelas decisões que tomam; no Estado, os cidadãos elegem representantes que, ao longo do mandato, tomam decisões com impacto direto nos eleitores.
- A Direção do Benfica deve gerir as receitas de quotização e gerar outras fontes de receita muito superiores para sustentar a atividade do Clube; o Estado vive da cobrança de impostos diretos e indiretos, pagos por todos os cidadãos, inclusive menores de idade através do consumo.
- No Benfica, as decisões económicas não afetam financeiramente os sócios; no Estado, todas as decisões governamentais influenciam a vida e os recursos dos contribuintes.
- O Benfica permite destituir democraticamente a Direção através dos sócios; no Estado, os eleitores não podem destituir o Governo, sendo essa competência do Parlamento e do Presidente, em condições específicas.
- Os sócios do Benfica podem interferir diretamente na gestão através das Assembleias Gerais, onde aprovam, rejeitam ou alteram propostas; o Estado responde apenas perante o Parlamento, onde a maioria partidária pode viabilizar medidas independentemente da opinião dos eleitores.
- Por fim, no Benfica, a Direção é diretamente responsabilizada pelos resultados da sua gestão; no Estado, os efeitos das decisões políticas recaem sobre os cidadãos, afetando a sua vida e capacidade económica.
Os sócios não devem pensar no Sport Lisboa e Benfica como se fosse um Estado. Trata-se de uma associação privada com estatutos próprios, não de uma comunidade política soberana.
Em campanha eleitoral do clube, não faz sentido recorrer a métodos típicos de campanhas para governo ou para autarquia: promessas grandiosas sem base, desinformação ou propaganda massiva. No clube, os eleitos devem basear-se em factos operacionais, planos concretos, participação activa dos sócios.O processo de eleição no clube requer um debate sobre gestão, sustentabilidade e participação associativa, e não a lógica de “política pública” com populismo ou retórica de massas.
No contexto recente da campanha eleitoral de 2025 do Benfica, registou-se uma participação recorde (mais de 85 mil sócios votantes), o que reforça a oportunidade de elevar o nível do debate e reforçar a cultura associativa em vez de a transformar em mera propaganda eleitoral.
A campanha deve refletir isso: transparência, factos, responsabilidade, e não promessas vagas ou estilo “político” e menos combate nas redes sociais onde voluntários procuram apliar a mensagem propagandista em vez de exigirem o foco centralizado na realidade do Clube e não agir como se fossem membros de diferentes forças partidários a tentar impor uma ideologia para o Governo de um Estado.
PAREM COM ISSO! QUANDO VIREM O MAL QUE ESTÃO A FAZER SERÁ TARDE DEMAIS
Debruço-me agora volta ao tema do Voto Eletrónico rejeitado pelos sócios em Assembleia Geral - não porque seja premente para o imediato mas na sequência de debates que continua a haver nas redes sociais. Como podemos ver no passado sábado, os sócios querem dizer "PRESENTE". Temos 160mil votantes votaram por todo o país 85mil. Sendo absolutamente histórico, não deixam de ser apenas 53% dos sócios com possibilidade de voto.
Já vimos pelas diferenças obvias (que interessaram a alguns propagar) que o SLBenfica e um Estado não são comparáveis, o argumento que “o estados não adotam generalizado o voto eletrónico remoto, então não está garantida a inviolabilidade / segurança” é falso.
- O facto de os Estados lidarem com escala (e respetivo impacto tecnológico), soberania perante outros estados e cidadãos, proteção e risco geopolítico muito maiores implica que os requisitos são mais exigentes. Num clube, com corporativismo definido e corpo eleitoral conhecido, são milhares e não milhões de pessoas que estão afectas a um subconjunto (Clube) e onde não há ideologias adversas e todos estão unidos pelo mesmo compromisso: O Clube. É possível adotar um sistema dimensionado e controlado, com boas práticas. Além disso, podemos projetar auditoria independente, verificabilidade, e fallback presencial para garantir integridade, tal como detalhado no post Eleições: TODOS VOTAM OU HÁ MEDO?
Sim, tem riscos (como tem o voto presencial físico e dependente de humanos), mas pode ser mitigado por definição como:
- Inscrição prévia e com isso limitar o claramente o âmbito e identificar os envolvidos, ao permitir que seja um mecanismo adoptado pelas por quem quiser - pelo menos até se consolidar como sistema de confiança plena
- Utilizar um sistema independente, nunca sob a alçada de nenhum dos intervenientes do Clube (em termos de gestão operativa), mas auditável por todos.
- Todos os mecanismos já aceites em termos de regulação e certificação como autenticação forte, logs de auditoria, observadores e certificação externa.
- Respeito pelas normas internacionais que conferem que sistemas de e-voting devem ter audit trail, verificabilidade, capacidade de recontagem ou verificação independente
- Fase-piloto antes da primeira utilização completa, com comunicação e literacia associativa para sócios.
- Monitorização pós-eleitoral e relatório público de participação, incidentes, verificação.
Diferença de contexto entre clube e Estado:
- Num clube, o corpo eleitoral é definido, fechado (sócios), a escala é menor, os requisitos operacionais são mais geríveis.
- Os riscos de coação, escala massiva, heterogeneidade de acesso (problema maior para Estado) são menores ou podem ser mitigados com planeamento adequado.
Exemplos internacionais que comprovam a viabilidade do voto eletrónico
Estónia é o caso mais consolidado do mundo. Desde 2005, os cidadãos podem votar online em eleições nacionais através de autenticação digital segura e verificável. Mais de 50% dos votos nas legislativas de 2023 foram eletrónicos, sem qualquer indício de fraude. O sistema é auditável, permite revotar para prevenir coação e é supervisionado pela comissão eleitoral.
Mais informação – Governo da Estónia
Suíça – Adotou uma abordagem gradual, testando o voto eletrónico em vários cantões desde 2003. As auditorias confirmaram elevada fiabilidade e transparência, embora vulnerabilidades detetadas em 2019 tenham levado a uma pausa e reformulação, dado que a tecnologia evoluiu bastante desde há 20 anos e houve necessidade de actualizar o sistema. Em 2023, iniciou-se a reintrodução do sistema com código aberto e criptografia reforçada.
Mais informação – Governo Suíço
Conclusão para quem gosta de falar de países apesar de não ser comparável: Estes exemplos demonstram que o voto eletrónico pode ser seguro, auditável e democrático, quando implementado com transparência, verificação independente e autenticação digital robusta. Num clube com base de sócios identificada e tecnicamente preparada, como o SL Benfica, a sua adoção é não só viável, como desejável.
Mas há mais:
- Ordem dos Advogados (Portugal) — eleições 2025-2027 com plataforma de voto eletrónico (credenciais e tutorial oficiais). Ordem dos Advogados
- Ordem dos Engenheiros (Portugal) — portal eleitoral com votação eletrónica (jan–fev 2025). Ordem dos Engenheiros
- Ordem dos Notários (Portugal) — eleições 2024-2028 exclusivamente por meios eletrónicos. ordem.notarios.pt
- FC Barcelona — referendo telemático com instruções oficiais para voto eletrónico remoto; participação >42 mil votos reportados pelo clube. FC Barcelona
A própria CNE tem feito estudos e tomadas de posição sobre o tema ao nível dos estados onde alerta para o progresso por essa via desde que se cumpram requisitos técnicos disponíveis.
E para quem gosta muito de usar o Athletic Club (Bilbao), como exemplo: A Assembleia Geral 2025 prevê participação à distância por via telemática (com renúncia ao voto presencial ao registar-se online), o que indica caminho de voto/participação remota em órgãos sociais, ainda que em moldes regulados.
Conclusão final: Não somos um partido político, não somos um Estado, nada nos divida (pelo menos não até andarem estratégias políticas a tomar conta do Clube e da Oposição), tudo nos une por uma mesma causa. Há meios tecnológicos mais que suficientes para passarmos a ter todos acesso digital / telemático às AG, podermos todos votar digitalmente nas AG e nas Eleições.
Aliás, para os que gostam das similaridades com os Estados, podemos até pensar - em especial para temas técnicos como Relatórios e Contas e outras decisões em seguir o exemplo do Real Madrid, que adota um modelo representativo através dos chamados sócios compromissários, eleitos de quatro em quatro anos para representar o universo de associados nas Assembleias Gerais.
Atualmente penso serem 1.947 representantes, eleitos à razão de 27 por cada mil sócios, que têm como funções aprovar contas, orçamentos e decisões estratégicas. No SLBenfica com 400.000 sócios (ou aproximadamente 160 mil votantes) poderíamos ter, como somos mais sócios oficiais, cerca de um eleito por cada 80/ 100 por cada sócio votante. As Assembleias decorrem em formato presencial e telemático, o que reforça a transparência e a ligação entre direção e os associados. Este sistema equilibra representatividade participativa, adequado à dimensão global do clube e assegura que estão presentes sócios habilitados tecnicamente para as melhores decisões para o Clube e não para facções ou momentos políticos
A campanha suja já voltou
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
O Síndrome de Estocolmo de João Diogo Manteigas
Esta sim foi uma lição de Democracia! Saibam os candidatos estar à altura
Entrámos para a história com 85.000 votantes no passado sábado! Para todos aqueles que continuam a achar que "Democracia é a validação das suas opiniões / posições", os benfiquistas disseram "PRESENTE" e deram sim uma lição de democracia no seu verdadeiro significado: "Governo em que o povo exerce a soberania, directa ou indiretamente"
Antes de qualquer análise ou opinião, quero deixar uma palavra de reconhecimento a todos os delegados e profissionais do SLBenfica e de entidades externas envolvidas nesta mega operação manual. Conheço alguns dos delegados, em particular na lista de João Diogo Manteigas, e todos relatavam a exigência que foi o processo durante horas a fío. Obrigado a todos.
Por outro lado, penso que ficou claro que não é forma de levar por diante as eleições.
É responsabilidade do novo Presidente, já a partir do dia 9 de Novembro, apresentar aos sócios uma solução de voto digital e à distância que possa ser avaliada, questionada e até testada em AGs que permita dar confiança para próximos actos eleitorais onde o nosso objectivo tem que ser:
- Chegar a todos os benfiquistas votantes (ambicionar ter 80%+ de votação em eleições e 60%+ em AGs
- Reduzir a dependência humana (e com isso o possível erro),
- Reduzir o custo da operação (esta brincadeira x2 vai custar mais de 5M€)
- Eliminar qualquer possibilidade de falha, erro ou fraude ao mínimo
- Reduzir o tempo e impacto nas pessoas que ficaram horas a trabalhar sem parar.
Estamos no seculo XXI e isso é impensável abordarmos processos de voto participativo desta forma quando há tantas soluções ao dispor.
O Povo escolheu Rui Costa com 42%. Venceu em número de votantes e numero de votos, tendo ficado a menos de 8% da maioria absoluta necessária para terminar tudo na primeira volta.
Vamos olhar a isto numa perspetiva de números:
João Noronha Lopes: 27.109 votantes e 534.818 Votos
Rui Costa: 32.898 (+5.800) votantes e 744.655 (+209.837) Votos
Ou seja, se olharmos só aos votos entre os dois, o Rui Costa tem mais 10% de votantes e mais de 16% dos votos. O que entre é muitos significativo quando os sócios tinham - segundo os resultados - 4 opções sólidas de voto.
No que me diz respeito e depois de um record absoluto de votação e com estes números, o sócios foram claros e mesmo não tendo sido o resultado final aquele para o qual eu contribuí, é hora de respeitar a vontade absolutamente esmagadora de sócios votantes.
Os apoiantes de João Noronha Lopes, passaram 4 meses a dividir os sócios do SLBenfica. Fui insultado por elogiar João Diogo Manteigas enquanto candidato e toda a sua abordagem programática. Não tendo votado Rui Costa em 2020, parecia que era obrigatório que votasse num salvador da pátria agora. Não o diz, conscientemente.
Quiseram dividir os sócios entre:
- A continuidade: Rui Costa (42,13%) e Luís Filipe Vieira (13,86%) e as urnas atribuíram-lhes 57%
- A única solução que salvaria o SLBenfica do fim ("onde é que já ouvi isto antes?"): João Noronha Lopes (que teve 30,26%)
- Os outros que só estavam a atrapalhar: João Diogo Manteigas (11,48%), Martim Mayer (2,10%) e Cristóvão Carvalho (0.18%) e aqui estiveram 13,76%
Lamentavelmente, os que - como eu - foram insultados (e ameaçados) pelos voluntários de JNL ouvem agora que nesta segunda volta deveriam votar na mudança desejada e por isso votar em quem os insultou. Aliás, até não deixa de ser curioso ver esta malta apelar ao voto dos "vieiristas"... o que é absolutamente surreal e de uma falta de noção atroz.
O 8 de Novembro encerra agora três desafios:
- O primeiro será o número de votantes. Os que andaram a defender Continuidade (57%) vs (Salvador (30%) numa votação com 85.000 estarão legitimados se a votação for inferior?
- O que tem João Noronha Lopes para dar aos que votaram Luis Filipe Vieira, sendo que estes não só escolhiam a Continuidade, como o regresso ao passado que todos conhecemos e em nada nos orgulhamos? Querer contar com aqueles que andaram a chamar de "vieiristas" como uma classe de benfiquistas de 2a é do mais surreal que pode existir.
- João Diogo Manteigas, principalmente, e Martim Mayer mostraram que têm uma visão para o Clube a ser tida em conta, goste-se ou não, concorde-se ou não. Se declaram apoio a um perdedor das próximas eleições, acontece-lhes o mesmo que a Benitez, passarão a ser um "duplo perdedor" e que nas urnas tinha tido votações irrelevantes e atrás de Vieira.
Daqui até 8 de Novembro, João Noronha Lopes tem três grandes decisões a tomar:
- O que irá fazer diferente para convencer os 70% de sócios que votaram noutras candidaturas?
- Em que medida irá reduzir o impacto negativo que tiveram os seus apoiantes e que não tenho duvidas que foram um dos seus maiores problemas, fazendo dele o que ele não era e deixando aos demais a ideia que era tudo propaganda?
- Vai continuar a debitar os CV dos seus companheiros de lista como factor em vez de concretizar sobre o que quer fazer? Se o for fazer, não ficou bem a Theotonio e Tadeu (dois do que mais usa) não terem estado ao seu lado quando veio assumir a derrota na primeira volta. Ou só estão lá para os bons momentos?
Parece que iremos passar de Theotónio como estrela para Bagão Félix como bastião (quando está só no Conselho Fiscal) para poder apelar aos mais velhos e acima de tudo aos que votaram Vieira. Surrealista!
Depois, João Diogo Manteigas com 11,5% do maior numero de votantes de sempre tem a responsabilidade de decidir se vai dar a palavra aos sócios ou se vai reduzir-se a apoiante de um candidato (na minha deveria apostar no futuro e colocar-se à margem de qualquer apoio seja a quem for)
Uma nota final para o vídeo que circulou com PROVAS DOCUMENTAIS de falta de dever cívico e respeito pelo acto eleitoral da campanha de João Noronha Lopes que fez telefonemas a apelar ao voto na sua Lista com acto a decorrer. Foi muito infeliz e mais uma vez o candidato teve oportunidade de pedir desculpa e arrumar o assunto e resolveu "varrer para debaixo do tapete" e de uma forma aliás muito pouco respeitadora para quem tanto o ajudou... Deixando a entender que poderiam ter sido os voluntários e não a sua campanha.
Num mundo (o desporto e em particular o futebol) e num clube tão escrutinado como o SLBenfica, alguém que em campanha não assume os erros e não responde pela sua gente como líder, como quer que achemos que o vai fazer enquanto Presidente?
Lá estarei dia 8 de Novembro! Até lá decidirei o meu voto...
sábado, 25 de outubro de 2025
Votem em consciência, mas votem todos!
A minha geração dá muito valor à democracia, coisa que infelizmente as gerações actuais não sabem valorizar. Hoje em dia confunde-se democracia com validação e o pessoal das ultimas três decadas acham que democracia é ter o direito que aconteça o que eles acham ser correcto e que os demais também deviam pensar assim.
Hoje votamos para o próximo Presidente do Sport Lisboa e Benfica, nas eleições que desejamos sejam as mais participadas de sempre. A minha ambição é que dos 160.000 sócios elegíveis, pudesse haver uma abstenção nunca superior a 50%. Temo que não vá ser o caso a culpa será unicamente dos sócios... dos que não votarem e dos que não quiseram que todos votassem.
Não votamos para as eleições histórias por mais do que isso, pela participação. Não votamos para nenhum momento mais importante da vida do Clube como muitos querem fazer pensar e ignorar a história. Votamos apenas para quem irá liderar o clube, temporariamente durante os próximos 4 anos. Não é mais do que isso, por muito que queiram fazer do próximos presidente um salvador da pátria.
Nunca me achei no direito de apelar ao voto em alguém, mesmo quando o meu filho atingiu a maioridade, nunca lhe disse em quem votava para a Nação. Tem que fazer o caminho dele e votar com a sua consciência e de acordo com o que interpretou. Se escolher mal... irá ter que lidar com as consequências.
O SLBenfica tem que mudar de rumo e estas eleições, por esse motivo, relevaram o pior de todos nós como sócios. Não há santos e pecadores, todos à sua maneira (uns mais outros menos) contribuiram para o ambiente lamentável entre benfiquistas.
Não somos adversários, não temos objectivos diferentes, não seguimos idologias distintas... amamos todos o mesmo Clube e nestas eleições os sócios, mais que os candidatos até, quiseram dividir os benfiquistas... e dividiram. Dependendo do lado em que se olhava, a foto era clara:
- De um lado os inteligentes, conhecedores, sérios, honestos, trabalhadores, experientes e independentes
- Do outro lado os burros, incompetentes, incapazes, desonestos, vigaristas, impreparados e mentirosos.
Dependendo do "lado do muro" que escolheram... o outro lado parecia sempre o mau e o seu o melhor. Curiosamente, nunca pararam nem uns nem outros para entender que é impossível que o destino e as circunstâncias tivesses conseguido levar a cabo uma divisão tão perfeita de gente e competências.
Por isso não vou apelar ao voto em ninguém. Apesar de haver vários candidatos cuja conduta me afastou completamente, nem contra essas condutas irei apelar.
O meu único desejo é que não haja voto útil, mas sim voto em consciência e que, ainda assim, hoje dia 25 (ou melhor talvez já com umas horas avançadas no dia 26, que espero não muitas) se anuncie não dois mas apenas um vencedor na primeira volta. É sinal que há menos gente dividida e que a empreitada por diante será menor.
À primeira mas sem voto útil, que sejam 80.000 (ou mais) a votar são os meus desejos para hoje e que depois de anunciado, o próximo Presidente nunca mais olhe para trás, não procure justificações mas sim soluções e resultados... que seja o Melhor Presidente da História, seja ele quem for.
E que os sócios saibam voltar a entender o lema do Clube, nós que tanto apregoamos os valores da nossa função, é talvez hora de começarmos a olhar para o nosso lema. É hora de sermos de todos um.
VIVA O SPORT LISBOA E BENFICA!!!
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
O Debate
O debate de ontem foi um momento positivo na campanha e demonstrou como é importante que todos sejam colocados à prova.
Sinceramente, acho que quem estava indeciso teve bastantes motivos para decidir o seu voto ontem.
Não me parece que ninguém possa dizer que ganhou o debate, mas há claramente quem tenha perdido.
Começando por Rui Costa, fez um bom debate rechaçando quase todos as objecções que lhe colocaram. Revelou algumas dificuldades quando se começou a falar de João Neves, mas rapidamente conseguiu dar à volta ao tema com os factos da negociação entre clube e empresários (e famílias). Penso que consolidou quem já tinha decidido votar em si como terá ganho alguns votos.
Também João Diogo Manteigas esteve bastante sóbrio, sorriu mais que o habitual (boa!!) e nunca pareceu perder o fio à meada do que queria dizer. Passou mensagens importantes para dentro do clube e para os funcionários, para os sócios tendo sido forte nos seus pontos chave como o associativismo e organização. Foi também de si que surgiu um dos momentos bem dispostos do debate com a troca de camisola com Cristóvão Carvalho. Certamente reforçou a sua base e mostrou ser uma alternativa forte.
Martim Mayer foi uma surpresa para quem não o conhecia. Demonstrou dominar os dossiers, saber bem o que quer em todos os temas, tendo exagerado um pouco na menção ao director para o futebol que foi contratar. Mas de resto, foi talvez o candidato que mais pormenorizou como vai executar o seu programa. Penso que terá mais votos do que pensam e ganhou o seu espaço.
Cristóvão Carvalho mostrou ontem que merecia ter tido mais atenção da Comunicação Social. Tem ideias muito objectivas para o SL Benfica, embora possa assustar a questão dos 400 milhões de financiamento pois não se sabe quanto vai custar e quem é que empresta. No entanto, foi uma noite muito positiva para Cristóvão Carvalho, cujo bom humor na troca de camisolas com João Diogo Manteigas ajudou à leveza entre os candidatos.
Luís Filipe Vieira mostrou como a sua experiência vasta como presidente lhe permite falar com desprendimento dos temas, e em como todos lhe tinham um respeitinho enorme. Provou que conhece bem o mundo do futebol e os seus meandros. Mas demonstrou porque é passado e porque um voto em si é um voto perdido. Voltar ao tempo do foco no betão e no "contratamos se der" dispenso.
Noronha Lopes foi o perdedor da noite. Ficou demonstrado porque foge aos debates. É o rei dos chavões. Quando lhe perguntam como vai fazer, diz que tem o Theotónio. Quando lhe pedem soluções para o futebol diz que tem Nuno Gomes. É um cabeça de vento cujas únicas "soluções" são atacar Rui Costa. Fala do apoio a Proença, com a estupidez de ter em Nuno Gomes um dos principais apoiantes de Proença. Fala na estrutura do futebol cheia de nomes quando todos lhe mostraram que é gente a mais. Fala de convencer miúdos como o João Neves sem a mínima noção do que é negociar com empresários e famílias.
Parabéns à BTV pelo excelente debate.
Parabéns aos candidatos por terem estado 4 horas a falar do SL Benfica.
Parabéns a Vieira por não ter adormecido na última hora de debate.
Amanhã é dia de votar.
Força SL Benfica!
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
Eleições SL Benfica 2025: Três candidatos como opção real, um clube à procura de rumo

As eleições do SL Benfica 2025 aproximam-se e, com elas, regressa o debate sobre o que significa liderar o maior clube português. Depois de anos de turbulência institucional e de reconstrução, o Benfica chega a este ato eleitoral com um leque de candidatos que, pela primeira vez em muito tempo, transmite uma sensação de credibilidade e maturidade democrática, mesmo com estatutos imperfeitos, aprovados à pressa e que serviram apenas um conjunto de interesses.
Três nomes — Rui Costa, João Diogo Manteigas e Martim Mayer — cristalizam as principais opções de pensamento dentro do SL Benfica que merecem ser a escolha dos benfiquistas. Cada um deles representa uma forma distinta de encarar o clube, mas todos partilham de um benfiquismo inatacável e de uma visão própria para o futuro.
Por razões diferentes, excluo Luís Filipe Vieira e João Noronha Lopes.
Luís Filipe Vieira teve o seu papel na evolução do SL Benfica dos últimos 25 anos. É inquestionável. Mas é passado. Não tem nada de novo a trazer, senão a opacidade, a utilização do SL Benfica em proveito próprio e a falta de respeito pelos valores tradicionais do SL Benfica. Nunca votei Vieira nem nunca fui sequer a favor da sua entrada no clube, quando Vilarinho e Noronha Lopes o escolheram em 2001. Votar Vieira é desperdiçar um voto.
João Noronha Lopes representa o pior que o mundo do futebol atrai nos tempos modernos. É um oportunista que virou as costas ao SL Benfica em 2001, assistiu a meia dúzia de jogos em 20 anos e depois aparece a cavalgar numa máquina mediática paga por dinheiro não se sabe de quem, montada por gente sem escrúpulos que não olham a meios para atingir um fim. Noronha Lopes é um fantoche de quem lhe escreve os papéis, de quem lhe faz as fotos e de quem lhe diz que vale a pena mentir ou omitir para enganar os benfiquistas. É um fantoche da campanha suja que acha que o SL Benfica é o mesmo que um partido político ou um culto. Votar Noronha Lopes é votar numa elite que quer parasitar o SL Benfica.
Por isso, para mim só existem 3 opções com possibilidades reais e projetos credíveis.
Rui Costa é, naturalmente, o candidato da continuidade. A sua presidência tem sido marcada por um esforço de estabilização interna e por uma tentativa de devolver normalidade a um clube que viveu tempos conturbados. Beneficia da experiência acumulada e do respeito de grande parte da massa associativa, mas enfrenta também o desafio de provar que a continuidade não é sinónimo de estagnação e que aprendeu com os muitos erros que cometeu nestes 4 anos. Reconheço a coragem que teve em avançar em 2021 quando todos os "gestores" viraram a cara ao SL Benfica e preferiram ser calculistas e esperar pelo descalabro total e é também por isso que excluo Noronha Lopes que fingiu não poder ser candidato em 2021. A escolha de José Mourinho, juntamente com um mercado competente no próximo Inverno, poderão ser trunfos de Rui Costa na hora do voto.
João Diogo Manteigas representa o profissionalismo e o associativismo. É a voz de quem acredita que o Benfica deve ser gerido com rigor, sem abdicar da sua essência democrática. Apresenta-se como o candidato da transparência e da proximidade, apostando numa ideia de clube participativo, moderno e sustentável — um discurso que tem ressoado junto de quem se sente afastado do poder central. Admiro o percurso que fez durante o último ano e em como manteve o seu rumo durante a campanha, não cedendo a populismos fáceis. Apresentou bons nomes para a sua lista, como Julen Guerrero e Pedro Nunes, o que sem dúvida mostra a capacidade de captar talento.
Errou na postura na Assembleia Geral em que foi ingénuo e deixou-se envolver na baderna que Noronha Lopes e os seus voluntários quiseram armar. Penso que não se deixará enganar novamente pelos que manipulam Noronha Lopes. A democracia no SL Benfica é para respeitar, mesmo quando não gostamos dos que os outros têm para dizer. E precisa de sorrir mais quando estiver a falar!
Já Martim Mayer surge como o rosto da inovação e da internacionalização. Cosmopolita e ambicioso, propõe um Benfica mais global, tecnologicamente avançado e com uma mentalidade voltada para o futuro. É uma candidatura que fala para uma nova geração de sócios, para quem o clube deve competir não apenas em campo, mas também na forma como se posiciona no mundo. Foi uma agradável surpresa quer na postura quer nos nomes que tem apresentado para a sua lista. A escolha de Andries Jonker é também muito feliz.
A verdade é que, independentemente das preferências individuais, só estes três nomes apresentam a consistência e seriedade necessárias para liderar o Benfica. O resto é ruído — vozes que confundem contestação com proposta, e crítica com alternativa.
(Uma nota de respeito para Cristóvão Carvalho: é um benfiquista à prova de bala, mas perdeu gás no último mês e por isso não consigo dizer que tem as mesmas chances que os outros.)
Estas eleições, portanto, não são apenas uma disputa de lugares. São uma oportunidade para o Benfica reafirmar a sua maturidade institucional e escolher entre três caminhos legítimos: a continuidade de Rui Costa, o equilíbrio associativo de João Diogo Manteigas ou a ousadia reformista de Martim Mayer.
Mais importante do que quem ganha, será garantir que o clube continue a ser guiado por quem coloca o SL Benfica como prioridade e não como um plano B.
domingo, 19 de outubro de 2025
Análise ao (longo) Programa de João Diogo Manteigas
Eu já disse que as eleições parecem o pátio do 6º ano da escola. E agora apareceu um "o meu programa é maior que o teu"... com João Diogo Manteigas a apresentar um programa com quase 200 páginas. Claro que agora comparado com as 56 de João Noronha Lopes o tamanho não interessa... só interessou quando se comparou esse com aquelas 10 ou 15 páginas de Rui Costa. Por isso sim, o recreio do 6º ano é onde eles estão todos.
Para começar não gostei da entrada. O candidato João Diogo Manteigas prometeu o fim do presidencialismo e apresenta o seu manifesto muito "presidencial" a apresentar-se na primeira pessoa. Não tem mal nenhum, mas anseio por um presidente que não queira ser o rosto do poder, mas sim da instituição, o líder de gente melhor que ele e não o "master of all mighty power".
Mas vamos ao conteúdo, o Programa abre de forma fantástica com o Red Points onde mais do que falar do programa, fala da sua estrutura, detalhes e funcionamento: É ISTO QUE QUEREMOS DOS CANDIDATOS! - O "COMO"!

A abordagem às casas do SLBenfica está excelente! Na maioria são medidas operacionais e/ou com custos controlados num universo à dimensão do Clube e depois que permitem gerar até receita. Chapeou!
Na Bilhética, penso que importa clarificar primeiro o investimento que estamos dispostos a fazer para "não resolver o problema", porque por exemplo a medida de JNL prevê um sistema novo (e caro) onde se continuarão a beneficiar os mesmos. Eu aqui proponho simplificar, mas João Diogo propõe discutir esses critérios em AG e aceitar propostas, por isso, está salvaguardado.
O Pilar Associativo, como referido anteriormente, está bastante objectivo e centrado em medidas que não representam grandes investimentos e até podem ser feitos apenas com ajustes ao que já temos. Não quer dizer que vá representar grandes mudanças - porque se continua a ignorar o contexto social e familiar que se alterou muito nas ultimas duas / três décadas - mas pelo menos os sócios terão a possibilidade de participar se entenderem
Aqui faltou, porventura, abrir as AG a participações remotas em directo no site do Clube mediante registo prévio e envio de senha específica. E também facilitar que muitas consultas aos sócios possam ser feito pelos canais digitais em vez de estar a levar todos os temas para as AG, vão acabar por "cansar" os sócios de AGs.
No Ambiente Pré-jogo, já foi explicado pelo Rui Costa que tem sido insistido pelo Clube e que tal tem sido recusada de forma taxativa, pelo que talvez tenhamos que ser mais realistas aqui.
O programa de integração de atletas e staff parece-me um bocado bullshit. Adiante.
No Pilar Desportivo - curiosamente acho ser o pilar menos forte do Programa, acho que há aqui muita coisa que é mais fácil dizer do que fazer. Aquele conceito de vender acima e comprar abaixo, é ignorar o ecossistema actual onde os grandes clubes já "copiaram" os clubes que o faziam, têm mega equipas de olheiros e o mercado está muito inflacionado. Acho muito "desejo" aqui que dificilmente poderá ser assegurado.
A abordagem de organograma do futebol já aqui o tinha dito que me parece extremamente complexo e que poderia e deveria ser mais simplificado. Gostei do aumento do papel do Scouting, mas para isso é preciso simplificar a estrutura e não complexificar assim como o trazer para a Adm da SAD, como aliás é a minha proposta de quando analisei o organograma apresentado pelo João Diogo Manteigas
Ao nível do scouting o detalhe apresentado parece que o SLBenfica domina e marca as linhas totais dos processos com terceiros. Acho-o demasiado ingénuo.
Também a questão de salvaguardar os jogadores no clube até aos 24 anos encerra um nivel de romantismo e alheamento da realidade actual. Basta até olhar à questão contratual: Se assinam como um jogador de 18 anos por 4 ou 5 anos, ele terá 22 / 23 anos quando o mesmo termina e se tem muito potencial e não deixaram sair antes, ele sairá a custo zero. E mesmo esses contratos, tendo em conta a rigidez, não vão querer assinar por clausulas muito elevadas, para que os clubes com dinheiro possam "bater a clausula" antes dos 23 e assim eles saírem mais cedo. A rever.
Ao nível das questões contratuais na Formação, o candidato João Diogo Manteigas saberá perfeitamente, até pela sua profissão e ligação a vários casos, que muito daqueles pontos já existirão e quanto muito podem ter que ser revistos, mas a fazer-se custam dinheiro sem garantias de sucesso.
No Futebol Feminino, acho que nos próximos 4 anos (e aqui concordo com Rui Costa) é absolutamente irrealista apostar na Conquista da Champions. O nível de qualidade da Liga e até das equipas é muitíssimo abaixo do necessário para esse efeito e dificilmente haverá qualquer viabilidade para tal, mesmo ao nível das receitas. Grande parte do preconizado para o futebol feminino, é difícil ser sustentável a nível financeiro, na minha perspetiva.
Nas Modalidades acho complicadíssimo que seja também financeiramente sustentável o que se propõe ao nível de estrutura, quando sabemos que são todas deficitárias. Competir a nível Europeu de forma sustentável no Basquete, Andebol e Vólei parece-me também inviável num panorama orçamental que depois querem que seja multigénero, muito escalão, multi tudo. Não podemos ter tudo...
No que diz respeito ao Pilar Institucional é onde é mais complicado "prometer" seja o que for. Portugal tem uma estrutura política que só se interessa pela seriedade no futebol para aparecerem ao lado nos momentos que interessam. O que é preconizado para os direitos televisivos faz todo sentido, mas não oferece quaisquer garantias porque não depende em nada do Benfica para ter sucesso. O mesmo se aplica no preconizado para a FPF e Liga - e até UEFA e FIFA.
Discordo em absoluto e em toda a sua essência com a auscultação do sócios sobre as tomadas de posição nas eleições institucionais. Para isso quer-se uma eleição informada e não que vá a reboque de decisões emocionais em AGs e, com isso, demitir-se de responsabilidades.
Na arbitragem, antes de todas as medidas propostas, devia estar considerado trabalhar com os clubes para o projecto de independentização a da Arbitragem e Disciplina.
Por fim o Pilar Empresarial. Entramos em temas como o Naming, mas é preciso dizer em que medida faz sentido alinear o nome, são 5M? 10M? Abaixo de quanto não faz sentido?
Depois a estrutura Benfica+ e mesmo os demais digitais, custa-me ver a viabilidade e dimensão financeira deste pilar.
Acho que aqui faria sentido ter uma perspetiva por prioridades - não se entende se isto vai tudo ao mesmo tempo e de onde vem o capital para o pagar.
O Modelo Bayer continuam a insistir nisto (Vieira e Martim também) mas eu acho isso um bocadinho sonhador numa realidade como a portuguesa.
A questão do Campus, do Estádio, modelo acionista (que prevê comprar as ações do José António dos Santos) tudo parece factos de aumento de endividamento e portanto era fundamental criar uma base de priorização
No geral, parece-me um plano muito detalhado e porventura com ambição exagerada em algumas dimensões. Faz sentido aprofundar a diferenciação face a outros, o que acontece se não for possível algumas destas medidas.
Penso ser o programa mais bem detalhado e explicado, sem sombra de duvidas e com um programa para o associativismo que é claramente o melhor de todos de longe, muito longe. No resto das questões parece-me mais debatível, o que não quer dizer que seja pior que os demais programas.
Uma coisa está claríssima: Quem quer que seja o novo Presidente do SLBenfica (e que desejo muito que seja o melhor de sempre, seja lá ele quem for) tem nos programas várias ideias para explorar e até nas candidaturas várias pessoas para levar para perto de forma a ajudar a implementar.
As boas ideias não têm dono... mas a sua execução não e resultados dependem muito de quem as executar.
sábado, 18 de outubro de 2025
E quanto custa o Programa de cada um?
Muito se tem enchido a boca para falar de transparência. Eu como sou um gajo embirrante, gostava de saber quanto custa o programa de cada Candidato.
Comecemos pelo Rui Costa:
Sócios e Adeptos
- Chegar aos 500.000 Socios. Imagino que saibam como o vão fazer. Quanto custa? Que destino terá essa receita adicional?
- Casa do Sócio. Onde será? Quanto custa em investimento e operação? Que impacto tem nos FSE?
- As Casas 2.0 penso ter lido que custam 2M€. De onde saem esses 6M?
- A CP já disse mais que uma vez que não tem condições para o Comboio Benfica. O que queremos assumir em custo para tal?
- Redução da necessidade de venda por um projecto de 500M de receita operacional. Que projecot é esse? Que iniciativas fazem parte dele e quanto custam?
- 100M de Redução de Passivo: Quais são as iniciativas que fazem parte?
- Valorizar as acções da SAD. Tendo em conta que dependem do mercado de capitais, como será feito e qual é o valor objectivo durante o mandato? Antes ou depois de recomprar as ações do Rei dos Frangos - é que se for antes a recompra fica impossível?
- Duplicação (nada meigos) da receita com patrocinios. Isso será feito como? Qual o valor objectivo em cada época a contar já com esta?
- Quanto custará a experiência nova dos bares do estádio?
- Como se duplicam as receitas de eventos, merchandizing e digital? Qual o valor objectivo em cada época e quanto custa o modelo de execução?
- Qual o calendario para o Benfica District? Quais os custos de financiamento associados?
- Quanto custa passar a BTV para sinal aberto? Quanto custa a BenficaRadio e que objectivos teremos?
- Quanto custa o programa de conteudos?
- Quanto vai custar o programa Residencial Academy?
- Como se vai aumentar a presença nos US?
- Como aumentar a receita internacional e para quanto?
Pilar 1 Associativismo - os candidatos de mudança todos falam de associativismo, como se o afastamento dos sócios tenha a ver com falta de iniciativas, não querendo entender que o modelo social e familiar mudaram drasticamente e as novas gerações são muito menos ligadas presencialmente.
- o Vice do Associativismo é dedicado a 100%? E os directores e provedor serão escolhidos ou já fazem parte do clube? Se forem escolhidos vão custar mais ao clube que a actual estrutura?
- Quanto está estimado custar ao Clube a Presidência Aberta?
- Casa do Sócio. Onde será? Quanto custa em investimento e operação? Que impacto tem nos FSE?
- A CP já disse mais que uma vez que não tem condições para o Comboio Benfica. O que queremos assumir em custo para tal?
- Chegar aos 500.000 Socios no Programa "Benfica Chama por ti". Quanto custa? Que destino terá essa receita adicional?
- Mudança de Imagem das Casas: Quanto Custa ao Benfica? Como pagam as casas a parte delas?
- Programa de Transporte de Sócios à Luz: Quanto Custa?
- Casa Digital do SLBenfica? Quanto custa?
- Rubrias de Benfiquistas na BTV? Quem serão? Como serão escolhidos? Quanto custa? Que regras terão ou podem ir livremente criticar como fazem nos seus programas independentes?
- Dia do Benfiquismo: Como se paga e quanto custa? Que infra-estruturas serão usadas?
- Digitalização do Espólio: Quanto custa?
- Portal Estatistico: isso hoje já existe em variadissimas alternativas. Quanto custa fazer uma só para o SLBenfica?
- Bolsas SLBenfica: Que valor orçamental vai estar destinado e como será o modelo de acesso ao mesmo?
- A estrutura para o futebol (vamos ignorar que está apresentada no Clube porque é absurdo e erro de principiante dado ser uma estrutura da SAD) tem 5 pessoas (!!!!) e todas elas novas. Pergunta: se aceitaram, imagino que tenham uma proposta feita. Quanto custa esta estrutura ao SLBenfica e a substituição da actual? - o que é importante em face a nem sequer considerarem avaliar a actual
- Quando custa o projecto de Data Analytics? É adicional ao actual? em que medida?
- O programa de contratos progressivos já existe. Imagino que será aumentado em alta. Para que tectos e modelos? Ou seja qual o custo do novo modelo de contratos na formação?
- Nas modalidades o VP será a tempo inteiro? Os dois novos coordenadores imagino que tenham uma proposta feita. Quanto custa esta estrutura ao SLBenfica e a substituição da actual? - o que é importante em face a nem sequer considerarem avaliar a actual
- Quanto custa e qual a receita esperada para o modelo comercial de merchandizing do SLBenfica?
- Ambição Europeia nas modalidades: Quanto custará o aumento dos orçamentos? Como será financiado?
- Quais as regras definidas para a auditoria? Ambito? Duração? Processos de seleção da Auditoria? Custo orçamentado? Período em análise? etc
- Redução de Custos com fornecedores: Como será feito? Qual o ponto de partida e qual o objectivo final a partir do qual consideram esta medida bem sucedida?
- Medidas Fiscais para o futebol português: Como será negociado, implementado sendo que é responsabilidade do Estado e quem está sob a tutela é a FPF?
- Quanto custará o projecto de Merchandizing exclusivo e como será gerido em termos de fornecedores envolvidos e relação com os existentes e com marcas como o main sponsor?
- Qual a verba aceitável para o naming do Estádio e quais as regras que irá seguir?
- Quanto custa o novo projecto de bilhética e quanto tempo demorará a implementar?
- Que orçamento terá o projecto eSports?
- Que orçamento e estimativa de receitas terá a Benfica Media House?
- Athelet as Media: como será gerido isto face aos contratos de gestão de imagem existentes que limitam isto?
- Qual o custo para a BTV de criar a BTV kids? A BTV será em sinal aberto? Em caso afirmativo quanto custa passar para sinal aberto?
- Quanto custa o Benfica Football School? Onde será implementada?
- Que estudo está feito para a captação de receitas de merchandizing nos mercados internacionais? quanto custará essa operação, como será selecionados os distribuidores e operadores locais e qual a estimativa de receita?
- Benfica Vintage? isso é uma linha da Adidas que o Benfica não controla (WTF!!!) ou vai ser criada uma nova linha própria em concorrência com a Adidas? Que custos isso tem?
- Projecto de Incubação no Seixal: Quanto custa e que estimativa de receita? O que fazer com as empresas quando resultarem em oportunidades de negócio sustantável?
- Quanto custa o projecto de modernização e aumento da capacidade do Estádio e quais os principais pilares e vectores do mesmo? Que receita vai gerar?
- Quanto custa a expansão do Seixal e como será financiada?
- Quanto custa modernizar os Pavilhões e como será Financiado?
- Quanto custa deter decisão e valorizar o espaço da Farmácia Franco?
- Qual a receita prevista no novo modelo de Match Day? Quanto custa alterar e implementar estas medidas?
- Qual o custo de reformulação da App?
- Projecto de Ciência de Dados: Qual o orçamento para este programa e equipa? que objectivos fundamentais?
O que acima de tudo é preciso ter noção, até para depois não virmos cobrar e entendermos perfeitamente que muito disto é populismo puro e propaganda pelos candidatos... é que jamais o SLBenfica teria dinheiro para tudo isto durante o mandato, pelo que os programas são populistas e irresponsáveis. Não entendem que "menos é mais" e que se deveriam focar no que efectivamente são capazes de estimar e assegurar a execução responsável. E depois adicionar várias outras medidas-objectivo que seriam não mais que direcções a explorar caso houvesse oportunidade.
Mas não... inundam os benfiquistas com propaganda barata e todos sabemos no que isto vai dar no final. "jobs for the boys", em muitos casos com os voluntários serão também "jobs for the kids" e logo se vê como justificar o que não foi feito e como justificar o impacto do que é feito a machucar as finanças.
Campanha FRAQUÍSSIMA EM CONTEUDO por parte de todos. MUITÍSSIMO FRACA!
Oxalá, ganhe quem ganhar, tenha mais capacidade de ser Presidente do que teve de fazer campanha.
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
Exclusivo: Noronha Lopes diz o que pensa sobre Luís Filipe Vieira
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
O "gestor" mundial que treme com medo de debates
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| Noronha é um homem abatido, cansado e sem futuro |
Noronha Lopes em 2020 não aceitou nenhum debate com os outros candidatos. Só debatia com Vieira, dizia.
Em 2025, Noronha Lopes e o seu Ministro da Propaganda usam o mesmo método.
Foge aos debates com os outros candidatos, embora diga que quer debater com Rui Costa, para disfarçar o seu medo.
A DEMOCRACIA, PARA NORONHA LOPES, É SÓ UM CHAVÃO.
Impediu uma reforma e auditoria ao sistema de votação nas eleições de 2020.
Impediu um sistema que permitiria a todos os sócios do SL Benfica votar nas eleições 2025.
FOGE AOS DEBATES EM 2025 POIS TEM MEDO DO CONTRADITÓRIO QUE POSSA COLOCAR EM CAUSA A SUA CAPACIDADE COMO GESTOR.
Noronha Lopes confunde o escrutínio normal à sua capacidade de gestor a "ataques". Porquê? Porque sabe que ao ser escrutinado fica evidente que está muito longe de ser "um dos melhores gestores do mundo" e não tem nada para mostrar senão uma ligação longa à McDonald's.
O resto...são fracassos e desculpas.
Noronha Lopes e o seu exército de fanáticos são a maior ameaça à democracia no SL Benfica desde a sua fundação.
RAZÕES PARA NORONHA LOPES NÃO DEBATER COM MARTIM MAYER, JOÃO DIOGO MANTEIGAS E CRISTÓVÃO CARVALHO? MEDO. FRAGILIDADE. INCAPACIDADE.
João Noronha Lopes é um benfiquista comum, sem características que o destaquem dos outros.
Virou as costas ao SL Benfica quando o clube mais precisou. Duas vezes.
Nada o distingue para poder ter o privilégio de ser o próximo Presidente do SL Benfica.
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
O Mata-Mata do Incumbente que não quer ser candidato
Ontem ouvi atentamente Rui Costa no podcast Mata-Mata. A minha primeira conclusão é simples:
Rui Costa entende que é Presidente do SLBenfica e os sócios devem votar se querem mudar do que já conhecem ou manter a aposta na continuidade na trajetória que tem vindo as ser seguida.
Isso mesmo está bastante evidente no Programa Eleitoral para 25-29.
Em 3h de conversa, qualquer um pode explorar a conversa que entender (tanto entrevistador como entrevistado) e ontem ficou claro que os entrevistados queriam ENTENDER Rui Costa principalmente Passou-se 70% do tempo a falar do que Rui Costa mais domina e onde passou com distinção: falar sobre as diferentes variáveis do futebol, calando várias perspetivas dos entrevistados e ouvindo várias vezes "isso eu não sabia" ou "se isso tivesse sido explicado antes".
Pelo caminho explicou porque certas coisas que temos ouvido são utópicas e não dependem do SLBenfica, como as questões do autocarro na rotunda Cosme Damião ou as bandeiras no Estádio etc.
Até aqui, se tivesse sido uma conversa com um Presidente de Clube estava tudo maravilhoso. Porém, o que eu esperava ter ouvido ontem eram questões concretas e objectivas para o novo mandato.
- Não sei a distribuição de pelouros, não sei - como nos demais candidatos - COMO vai implementar as medidas do seu programa. Aliás programa esse que é muitíssimo limitado, deixando bastante claro que a postura é "já sabem com o que podem contar, se gostarem é votar em mim, se preferirem outras abordagens eu nem sequer as quero tentar porque é isto que quero / sei fazer".
Discordo em absoluto desta abordagem do candidato incumbente. Posso até entender, face à situação que actual altamente extremada: aparecer em eleições com programas quando vem de uma execução de 4 anos, iam ser todas questionadas porquê só agora. Mas ainda assim é algo que entendo que deveria fazer.
Depois há algo que fez que mais uma vez mostra o tipo de pessoa que Rui Costa é:
- Teve ontem palco para várias vezes ter "devolvido a bola" sobre provocações que tem ouvido, insultos, acusações e até situações que ele tem dados claros para desmontar... não o quis fazer e foi várias vezes claro dizendo que não o faz porque não quer.
Ia escorregando dessa postura quando disse algo (que por acaso JNL até explicou na entrevista na BTV) que é o cargo "difícil de entender" de Nuno Gomes como VP para o futebol no Clube, quando este está na SAD. Mas JNL já clarificou (finalmente) que o ex-jogador será Administrador da SAD.
Não quis explicar certas saídas, para não queimar jogadores já fora do Benfica e cujos comportamentos alegadamente podem ter justificado a saída. Não quis discutir a situação do Nuno Gomes (nem passada nem presente) etc.
Ora, a postura "não-bélica" que tem no futebol português... é a mesma que tem nas eleições. Não discute propostas dos adversários, não põe nada em causa, não tenta mostrar que o lado dele é melhor... nada! Opta por uma postura linear. Eu diria que ou Rui Costa está fartinho de ser presidente e está-se nas tintas se perde as eleições (acho pouco provável) ou tem indicadores do terreno que tem uma base de apoio (a tal maioria silenciosa que diz Vieira) que o levará a ser eleito. Caso contrário, a postura nada combativa é difícil de entender.
Dito isto, fica claro para todos a leitura que faz do processo eleitoral e a proposta que tem para os sócios:
- Ou confiar no percurso que ele diz ter sido de renovação e preparação para o futuro e apostar numa linha de continuidade que ele diz será mais bem sucedido nas modalidades e futebol. Ele não se desvia do que tem feito.
- Ou simplesmente escolher outro candidato.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
Surpresa! Peter Lim e o SL Benfica! Em época de eleições outra vez!
Foi com surpresa NENHUMA que vejo surgir mais um ataque ao SL Benfica em época de eleições.
Desta vez, é o ressurgir do tema Peter Lim, Jorge Mendes e Valencia.
Há sempre processos de investigação, há sempre suspeitas e depois... de repente tudo fica em águas de bacalhau.
Como nisto e em tantas outras coisas, no NGB não andávamos a dormir e falamos sobre o tema em tempo útil.
Quem quiser, pode ler os seguintes links:
Carrossel em causa - link - 22/08/2020
Goodfellas, Wise Guys e outros amantes do futebol - link - 23/05/2016
Football Leaks - link - 1/10/2015
A questão dos fundos de investimento - link - 14/04/2015
São apenas alguns dos textos que escrevemos sobre o tema e em que alertamos para o que se passava.
Só que era outra altura, em que era "crime" questionar Luís Filipe Vieira, e em que os que estão hoje contra ele eram todos seus fiéis seguidores.
No NGB? Estamos sempre do lado certo. Do SL Benfica.
Noronha Lopes: a transparência matou o “gestor”
Depois da McDonald’s
O que está em causa é a incapacidade como gestor

segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Arrancam as duas útimas semanas e podia ter começado hoje!
Infelizmente, o SLBenfica anda a conviver com uma campanha eleitoral há 4 meses... e chegados a duas semanas do acto eleitoral, podia ter começado hoje, que ninguém ia notar a diferença.
A campanha tem sido populista, demagoga e propagandista, no geral.
Um presidente incumente em "serviços minimos" que faz umas presenças nas televisões, eventos e casas, mas acima de tudo aposta na continuidade. Não apresentou nada novo além do corte visceral com a equipa de Luis Filipe Vieira ao juntar Fernando Tavares e Silvio Cervan às anteriores saídas de Domingos Soares Oliveira, Miguel Moreira e Lourenço Coelho - Rui Pedro Braz saiu por vontade própria.
Os demais inundam-nos diariamente com "ideias" e listas de "desejos" sem que objectivamente expliquem COMO pretendem fazer o que apregoam. Todos parecem esquecer-se da velha máxima nestas coisas de que "menos é mais" e procuram acima de tudo criar um plano de hype nas redes sociais em especial no X, onde pelo menos espero que as "surpresas-óbvias" de Carlos Moedas, Marco Almeida e Pedro Duarte tenham explicado aos "Reis da Propaganda" que o X é uma bolha muito menos relevante do que pensam...
Para este final de campanha eu sinceramente não preciso de ver os candidatos todos os dias nas televisões a "repetir a mesma casset". Não preciso que participem em 50 podcasts ou dêem 45 entrevistas a jornais.
Sinceramente, o que eu gostava era de um debate diário 1x1 até final, eventualmente com dias com dois debates e a culminar com um debate final entre todos. Infelizmente o calendário eleitoral que os sócios aprovaram nos Estatutos não permite que isto seja execuível pois da data da aceitação das listas até às eleições, com 6 candidatos isto é impossível.
Mas claro, esperar que nós, como sócios possamos assumir que metemos mais uma argolada nos estatutos é impensável, porque só somos capazes de reconhecer os erros a quem está no Clube ou quer para lá ir. Nós somos sócios e acertamos sempre tudo...
Portanto, entendendo que, salvo as honrosas excepções de Martim Mayer (para mim a maior surpresa positiva da campanha) e João Diogo Manteigas (igual a si próprio e quase sempre dando o exemplo na campanha em termos de conteudo), ninguém quis debates realmente, ninguém fazer realmente o que apregoava... e esperam agora que eu confie neles para durante 4 anos fazerem o que dizem???
Penso que com 4 meses de campanha para praticamente todos, mesmo 2 semanas fantásticas pela frente não iriam mudar a minha primeira opinião de todo este processo: Campanha fraquissima, nivelada muitíssimo por baixo e onde o populismo e a propaganda tiveram sempre o papel principal. E pensar eu que isto era precisamente o que acusam e acusavam (e bem) quem lá está de o fazer.
Então o que esperar destas duas semanas?
- Bom, antes de mais que os candidatos parem de incentivar os seus apoiantes, mais conhecidos pelos "Fabrizios Eleitorais", a entrar em lutas na lama. Tem sido uma vergonha... ainda hoje lia um a dizer "é uma vergonha o que fizeram..." de pois arranca para uma vergonha igual ou pior. Lamentável e triste.
- Depois, já que as campanhas não quiseram nunca responder aos meus 10 mandamentos e nenhuma delas até hoje conseguiu cumprir mais que um ou dois pontos de 10, explicados aqui: Nivelar por baixo e fé na Mudança costuma correr mal. Exigência selectiva?, tambem eu vou baixar o nivel de exigência, que já vi que os candidatos (e os próprios votantes) não querem manter a exigência alta:
1. Foco na sustentabilidade financeira - expliquem quanto custa o que propõem. Entendo que são todos gestores responsáveis e sabem dizer - com números - quanto custa, como se paga, quanto se poupará com as medidas que pretendem implementar e fazem parte das listas de ideias que propõem aos sócios.
2. Expliquem porque (excepto Martim Mayer em abono da verdade) querem substituir todos os directores e contratar novos e mais do que os que existem e quanto custa isso? Parecerá “Jobs for the Boys” se não for explicado e feito sem falar com as pessoas, analisar, avaliar e só depois decidir. Será responsável despedir sem avaliar?
3. Maior foco no “COMO”.Não chega fazer uma “wishlist”. É preciso, pelo menos para as 10 medidas mais centrais do mandato, consigam detalhar e assumir COMO se vai fazer, QUANDO e QUE garantias podem dar de execução. Quais as medidas de sucesso para avaliarem o mandato?
4. Dar a palavra aos vices. Queremos conhecer o seu plano de acção, o que se comprometem, que alocação de tempo terão ao clube e quais serão as suas actividades. Irão abdicar de remuneração ou não? Nisto incluo a Comissão de Remunerações: que modelo propõem para a remuneração? Que tecto? Que Distribuição?
5. Estrutura da SAD: tenho lido muita “baralhação” entre SAD e Clube, parece-me que há candidatos a vices que ainda não entenderam a diferença. Que modelo vai existir? Que vices serão Administradores (espero que nenhum!)? Que responsabilidades em cada cargo? Como vai funcionar o modelo de acção e decisão Profissional / Formação / Scouting?
6. Que modalidades serão aposta Europeia e como (face à disparidade de orçamentos)? E qual a abordagem à formação e infra-estruturas mas não numa óptica de desejo, mas sim de conclusões já estudadas? Haverá encerramentos? Haverão novas modalidades?
7. Qual o projecto para o capital da SAD? Vão comprar as % detidas por terceiros? Se sim, qual o máximo investimento aceite? Como vão tornar esse objectivo viável sendo que depende de outros? Se sim, qual o plano posterior e para quando? Vão abrir o capital a investidores institucionais? Com que papel e contexto financeiro?
8. Futebol Feminino será um projecto autónomo e aberto a investidores? Com uma liga fraquíssima, como será possível captar investidores e em que dimensão o querem fazer? A SAD fica na actual ou terá autonomia e com que model financeiro de curto e médio prazo?
9. Qual o plano para os direitos televisivos e que garantias podem dar, sabendo que o Benfica só tem um voto e fazer voz grossa fica bem aos sócios mas não muda nada? De que forma pretendem abordar concreta e objectivamente este tema? O mesmo para a arbitragem, onde também dependemos dos demais clubes para fazer passar mudanças: quais preconizam e como pretendem conseguir que seja viabilizadas?
10. Por fim, uma pergunta muito simples que merece uma clarificação de todos: Se perder vai colaborar com o presidente vencedor caso este queira implementar algum dos seus projectos ou modelos, fornecendo os dados necessários, colaborando ate com as suas equipas? Por outras palavras, candidata-se pelo Benfica ou pelo Poder?






