O “gestor” tinha tudo para sair triunfante. Ora vejamos:
1) Campanha milionária com Agência de Comunicação, staff e redes
sociais e grande máquina de propaganda
2) Dezenas de “voluntários” cegos de paixão pelo candidato
3) “Profissionais” dos Podcasts e das “páginas” de apoio ao SL Benfica
4) Apoios públicos de figurões e pretensos senadores do benfiquismo
5) Aproveitamento das ideias de todos os candidatos para o seu programa
6) Mau momento desportivo do SL Benfica, quando todos defendiam que os
maus resultados dariam a eleição a Noronha Lopes
7) Simpatia dos grupos de Comunicação Social, interessados em entrar no
SL Benfica nos próximos 2 anos de Direitos Televisivos
8) Cartada Bernardo Silva e ida a Manchester
9) Acordos com ex-jogadores para apoios públicos nas Redes Sociais
Com tudo isto a seu favor, seria natural que Noronha Lopes vencesse a
Primeira Volta das eleições. Era visível o entusiasmo entre os seus
possíveis votantes.
Só que as decisões do Comandante Noronha Lopes foram sendo as erradas ou
inexistentes, deixando para o seu Imediato ou Sargentos a verdadeira condução
da campanha.
Verdade seja dita: Noronha Lopes está longe de ser o único responsável
por esta candidatura Titanic.
A sua Direcção de Campanha tem uma grande responsabilidade no caminho que
indicou ao candidato.
A hostilização dos candidatos concorrentes, os ataques nas redes sociais a
todos os com opinião contrária, o endeusamento de Noronha Lopes como “gestor”
quando a realidade não correspondia, o fugir aos debates e escrutínio na
Primeira Volta, a falta de criação de pontes com os outros candidatos da
chamada “mudança”, entre muitos outros pontos.
Dos vários condutores da Campanha, um pensava que isto era o Sporting do
"Peyroteo Couceiro" e outro julgava que era um partido político ou um culto.
O falhanço rotundo de Noronha Lopes em cativar os benfiquistas passa
essencialmente porque nem ele nem os seus ministros da Propaganda entendem o
que é o SL Benfica e o que pensam os benfiquistas de todo o mundo.
Fizeram das Assembleias Gerais um campo de batalha. Acharam que o universo
benfiquista se revia nos Estatutos medíocres que fizeram passar e que tinham
como objectivo limitar a possibilidade de voto de muitos dos sócios. A
afluência às eleições e os resultados das mesmas mostram que não passam afinal
de uma minoria barulhenta e na qual a maioria dos associados não se revê.
Sentir o SL Benfica não é nada mais que sentir paixão pelo clube, sofrer e
apoiar nas horas más e usufruir dos momentos bons.
João Noronha Lopes e a sua candidatura Titanic tinham tudo para triunfar.
O “navio mais bonito”, a “novidade”, o apoio “das celebridades” e dos
“poderosos”, a “vontade de entrar no navio” por parte de muitos “passageiros
de Terceira Classe” ofuscados com essa oportunidade de “subir na vida” rumo ao
“novo mundo” e o “luxo” dos meios financeiros ao serviço de uma Campanha.
Mas como o verdadeiro Titanic, isso tudo de nada vale se quem conduz o navio
não tiver capacidade para o guiar até ao destino.
João Noronha Lopes e a sua Direcção de Campanha falharam a todos os
níveis.
O Titanic não teve um milagre que o salvasse do afundamento.
Noronha Lopes, depois de ontem, dificilmente também terá qualquer milagre
que salve a sua candidatura.

