Depois da McDonald’s
O que está em causa é a incapacidade como gestor

Espaço aberto a bloggers benfiquistas


Sem saber estas coisas, vão perdoar-me os mais crentes de toda a palha que lhes dão para comer, mas serve de muito pouco ter galácticos ou como li pelo X e que me deixou chocado: ter o Privilégio de ter certos candidatos.
Estamos a cerca de 17 dias das eleições e depois de meses de estrada, visitas a casas, andar a ouvir o que deveriam dizer para poder dizer o que queremos ouvir, equipas-sombra e afins... a 17 dias não sabemos nada sobre Estratégia, Compromissos, Modelo de Sucesso, Plano de Sustentabilidade das Medidas Propostas, etc.
A CAMPANHA NO GERAL (DE TODOS, INCLUINDO O INCUMBENTE) ESTÁ A SER UM VAZIO TOTAL DO QUE MAIS IMPORTA... MAS ESTÁ BEM RECHEADA DE POPULISMO, ESQUEMAS COMUNICACIONAIS E ATAQUES ENTRE BENFIQUISTAS...
Sim... parece que estou a falar de Luis Filipe Vieira não parece? Devia fazer-vos pensar o qual mal estamos para poder estar parecidos com quem menos queremos.
Não, esta conversa não é sobre as redes sociais - mas podia ser, na medida em que de facto há 2 ou 3 mil pessoas que acham que por escreverem algo nas redes e os seus 500 amigos amplificarem e cada um ter uns pequenos milhares de visualizações isso é sinal de grande impacto.
A "Bolha" a que me refiro hoje é a que leva os candidatos a acharem que o SLBenfica vive isolado no mundo e, pela sua "grandeza" pode e deve impor-se perante um ecossistema que há muito que engoliu clubes como o SLBenfica.
Quando, a 10 de Junho, escrevi o tópico Um Clube Maior que Portugal, numa Liga menor que Portugal foi uma primeira perspetiva e alerta sobre a tão propalada hegemonia onde parece que os benfiquistas perderam a noção de duas coisas básicas:
1. Que o desporto só nos apaixona porque encerra em si um misto de expectativa e incerteza - precisamente a que leva o SLBenfica a agigantar-se sobre clubes maiores e mais poderosos de outras ligas, mas que também leva a que alguns mais pequenos se agigantem sobre nós.
2. Que o SLBenfica existe num contexto local e global, sem os quais toda a dimensão e capacidade que podemos ter perde todo o sentido.
Sucedem-se as medidas propostas pelos candidatos que se sustentam num contexto de ignorância do factor externo e colectivo:
- Não ganhar é sinal de incompetência (desvalorizando a essência do que é o desporto)
- Obrigar a menores custos com bilhetes nos jogos fora (menos receitas para os outros)
- Maior fatia das receitas do direitos televisivos para o Benfica (menos para os outros, dado que o total não aumenta)
O SLBenfica apenas por duas vezes, na sua história, ganhou 60%+ dos títulos numa década em Portugal. O FCPorto idem (no auge do Apito Dourado) e o Sporting nunca.
Ora querermos ganhar cada vez mais é o caminho... pôr tudo em causa e considerar todos incompetentes porque e quando não ganhamos é absurdo e acabará por se virar contra quem o disser, quando estiver como Presidente.
Ao mesmo nível, andar a dizer que é preciso fazer o que é justo para o SLBenfica, ignorando a realidade actual, é absurdo. Deixem-se de populismos.
Por exemplo, há tempos escrevi sobre a solução mágica óbvia mas nunca implementada porque são todos burros! e mostra claramente que não chega dizer baboseiras como "reduzir o numero de jogos para o Benfica poder ter mais flexibilidade para jogar na Europa" ou "aumentar as receitas porque é justo ao ser o Benfica quem dá dimensão à Liga".
CHEGA DE POPULISMO! Isso é facilmente desmontado e o candidato incumbente nem precisa abrir a boca de tão alheado da realidade que essas coisas são para os mais experientes (ao contrario dos miúdos sem experiência de vida que acham que isto é óbvio que todos vão aceitar).
Se queremos a mudança, e queremos, não podemos andar com discursos absurdos que parece que o SLBenfica existe sozinho, joga sozinho e a nossa "grandeza" justifica que todos se coloquem de joelhos.
Não funciona assim, não vai acontecer, sequer. Pelo menos os que foram ao Mundial de Clubes e sentiram a diferença de pessoas / dimensão que cada clube arrastou, deviam desde logo ter aberto os olhos a muita gente.
Estamos a menos de dois meses de mais um acto eleitoral do SLBenfica. Sim, mais um. Não é histórico, nem o mais importante de sempre, nem um ponto seja lá do que for. É um acto eleitoral tão importante como os demais e não passou a mais importante só porque os adormecidos resolveram acordar.
Neste momento considero absolutamente impossível alguém constituir-se apoiante ou votante seja em quem for. Aliás, eu diria que saber em que se vai votar quando nada foi apresentado, é o equivalente ao "acto de fé" em Luis Filipe Vieira tantas vezes criticado precisamente por quem diz saber em quem vai votar.
Os que dizem "vou votar no A" ou "vou votar em B" fazem-no com base em quê?
- Onde posso consultar o programa eleitoral desses candidatos?
- Onde posso ver quem são os membros das equipas dos órgãos sociais e, pelo menos os principais, para a SAD?
Sem estes dois elementos de base é absolutamente IMPOSSÍVEL alguém dizer que vai votar em alguém sem que isso seja por convicção. Ora, essa é precisamente a mesma convicção tantas vezes criticada - E BEM - quando muitos sócios repetiam os votos em Luis Filipe Vieira.
Por isso, se assim for, sou forçado a insistir que quem não estava contra a propaganda do Vieira... a propaganda eles gostam... só querem é ser enganados por outro de quem acham que gostam mais. Desculpem mas não vou por ai...
Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Rui Costa, que não abriu a boca desde que apresentou a candidatura, porque gosta do Sudakov, do Rios, de ter vencido a Supertaça ou porque só não venceram o campeonato porque o Sporting foi ajudado (e foi)!
Isto são tudo factos, é verdade, mas nenhum confere motivo para votar de forma consciente em Rui Costa. Desculpem mas não vou por ai...
Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato João Noronha Lopes, quando este diz uma quantidade de jargões vagos, que não concretiza, que se atravessa com investimentos que não explica como vai realizar e diz que vai mudar para situações que já existem ao dia de hoje.
Tudo o que ele diz pode fazer mais ou menos sentido para cada um, mas deixado tudo no ar, são apenas boas intenções que não justificam voto algum de forma sustentada. Desculpem mas não vou por ai...

A situação eleitoral actual no SLBenfica é, infelizmente, bastante pobre. Sem diminuir o trabalho de quem tem sido uma agradável surpresa para acrescentar valor efectivo às discussões, nomeadamente os candidatos João Diogo Manteigas e Martim Mayer, entendo contudo que se apagassemos estes meses até aqui, para efeitos de futuro do SLBenfica, pouco se perdia.
Começo por referir que de alguma forma me sinto surpreendido com a falta de contributo contraditório dos candidatos. Todos à espera do regulamento eleitoral, quando são eles os interessados em mostrar os seus projectos.
A pergunta que mantenho é a mesma de textos anteriores:
Porque não organizam entre eles debates 1x1?
Continuam todos interessados em falar sozinhos e para as suas plebes de apoiantes, mas esses votos eles já têm digam o que disserem que será a sua campanha ou compromissos como presidentes. Se amanhã eles disserem que vão passar a jogar em Alvalade, esses para quem eles falam vão continuar a dizer que votam neles e até justificarão a grande ideia que será jogar ali.
Os quatro candidatos querem mudança, então porque esperam pelo PMAG para organizar debates?
NÃO HÁ RAZÃO PARA NÃO DAREM O EXEMPLO E NÃO DEBATEREM!
Actualmente a pré-campanha eleitoral tem os seguintes actores e respectiva situação:
Rui Costa, o actual presidente anunciou a sua recandidatura, mas referiu também que a sua prioridade por enquanto não é estar em campanha, mas sim concluir até final de Agosto a preparação da época, a conquista da Supertaça e a entrada na Liga dos Campeões. Não espero que apareça antes do fecho do mercado em campanha e quando o fizer, espero que dê o exemplo e na sua primeira intervenção apresente a sua equipa e programa não com ideias que ficam bem os powerpoints, mas com compromissos reais. Terá que ser julgado porque aparecem agora e não os fez nos últimos 4 anos.
Positivo: Não cedeu à tentação de entrar na luta de campanha, focando-se no essencial para o Clube e foi arrumando a casa desportiva e empresarialmente antes de entrar "na estrada".
A sua posição neutra no tema dos mecanismos de voto foi inteligente. Assume-se parte da solução que os outros candidatos quiserem e estes, na ansiedade de serem o próximo "Salvador", andam a esgrimir argumentos e acusações enquanto o incumbente fica a parecer o adulto na sala. Foi estrategicamente inteligente, mas apenas porque as candidaturas alterantivas lhe estenderam a passadeira para tal.
Negativo: Pouco ou nada se sabe do que será a sua campanha e penso que o fundamental para a mesma ser mais que apenas legítima, é uma profunda remodelção da equipa que o acompanha tanto no Clube como na SAD.
João Diogo Manteigas, como escrevi na minha conta do X recentemente, considero que o candidato passou de incógnita a certeza e claramente como um dos que mais procura acrescentar conteúdo, estar aberto a comunicar permanentemente, sempre aberto à discussão e a trazer temas estruturantes à agenda.
Positivo: Tem sido respeitador, centrado na sua própria candidatura e sempre preocupado no seu discurso em mostrar que se trata de uma eleição e não de uma batalha entre benfiquistas. Tem acrescentado ideias, porventura demasiadas, e foi quem beneficiou de ter entrado mais cedo porque era bastante desconhecido fora do contexto das redes sociais, apesar de ter ocupado espaço mediático na CNNPortugal como comentador e antes na BTV. Penso ser o candidato que actualmente me leva a maior interesse em aprofundar, a par de Martim Mayer.
Negativo: Continua, o candidato João Diogo mas em geral todos, a concretizar pouco. Apresentar um organograma é positivo, mas não ter nomes nas "caixinhas" tornam a estrutura pouco relevante. O melhor organograma do mundo não acrescenta nada se não foi ocupado pelas pessoas certas. Por outro lado, penso que começa a pecar por excesso de temas o que leva a que a dada altura nos percamos nas 1001 iniciativas, ideias e acções que promete que vai realizar. Negativo, mas infelizmente não depende dele, a total falta de atenção mediática que tem tido (hoje com excepção na entrevista no Record).
João Noronha Lopes: O candidato conhecido. Apareceu tal qual em 2020 sem surpresas nem mudanças de formato. Assente acima de tudo numa máquina de comunicação constante em em criar hypes e soundbytes permanentes, num formato que confesso que me parece muito próximo do que Luis Filipe Vieira sempre fez, o que me deixa desconfortável - não gostei disto em 2020 e disse-o, continuo a não gostar disto agora. Surpreendentemente aparece "colado" a nomes que durante anos apoiaram Vieira, como... Vilarinho que em nada beneficiam o candidato a ser pela rutura total com o passado (aqui num video que "roubei" do Shadows no X):
Falta ainda acrescentar a esta lista apenas mais um candidato de um total de 6 que vão ter estas eleições: Luis Filipe Vieira. Fica claro que vem com dois objectivos:
1. Atingir a 2a volta - sem ela creio que ele nem teria tentado sequer ser candidato
2. Atingir Rui Costa por vingança - o que vai descentrar a campanha e o debate de questões essenciais
Assumindo que o incumbente é o mais provável candidato a estar numa segunda volta, mais ainda com os resultados desportivos positivos que todos esperamos como a entrada na Champions e ser este o ano da conquista do 39, Luis Filipe Vieira passa a ser o maior problema de quem ambiciona passar com Rui Costa a essa segunda volta. Aqui parece-me que João Noronha Lopes terá que centrar boa parte da sua campanha em Vieira para tentar ser ele a assumir essa "segunda vaga".
Com Vieira, João Noronha Lopes não irá lá com comunicados, frases preparadas e estratagemas. Terá que "ir às canelas" para tentar tirar o candidato de jogo o mais cedo possível porque o risco de não o fazer será João Diogo Manteigas o ultrapassar pela direita se este demora muito tempo a deixar fora de jogo Vieira.
As casas de apostas agora diriam que a odd maior para a 2a volta está em Rui Costa e quem o acompanhará vai depender da campanha que João Noronha Lopes dizer essencialmente contra o passado de Vieira e acima de tudo da capacidade que João Noronha Lopes tenha para unir e agregar - o que basta olhar para as redes sociais e ver que não está a ser feito, com permanentes ataques entre benfiquistas.
Se for bem sucedida, teremos uma segunda volta empurrada pela "máquina de propaganda" (sem fins pejorativos, eu não gosto mas entendo que é o que ele e a equipa dele querem) de João Noronha Lopes. Se for mal sucedido, pode abrir a porta a Vieira numa 2a volta do SLBenfica e isto seria o fim de todos os projectos alternativos no SLBenfica. Seria o falhanço total.
Não coloquemos o ónus disto nos sócios. Se falharem contra Vieira, será porque não foram capazes de superar o que de pior marcou as ultimas décadas do SLBenfica. Os sócios não são burros e se no dia 25 de Outubro pensarem em Vieira é porque olharam à volta e viram que lidam melhor com o passado que não se orgulham, do que com um futuro em que não acreditam.
Caso os candidatos alternativos sejam bem sucedidos nas suas campanhas - o que neste momento não está a acontecer - a 2a volta será exclusivamente focada na mudança e aí teríamos João Noronha Lopes contra João Diogo Manteigas - o que acho muito pouco provável quando a dois meses das eleições não sabemos nada de nada de ninguém.
Seria um sinal de muito mau trabalho das alternativas, se Rui Costa vencesse à primeira volta.
Há umas semanas eu fiz um post, para quem quiser revisitar com a Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral. São mais de 12 pontos que considerei importantes, redigidos dentro das minhas óbvias limitações técnicas e jurídicas para o efeito, mas o importante - mais do que o formato - era assegurar que os temas estavam na discussão.
Hoje ficámos a saber que o tema está a mexer, inclusive o PMAG irá ter (e bem) uma reunião amanhã com o candidato João Diogo Manteigas sobre o tema - no seguimento de uma proposta apresentada penso que pela sua candidatura com contributos para o RGE.

Infelizmente, há cerca de 25 anos que não há debates (em 2021 houve, OK, mas percebem o que quero dizer... foi a ferros arrancado à Direcção). Houve o ultimo entre Vilarinho e Vale e Azevedo, que ainda está na nossa memória, mas desde então, depois em 2003 quando Vilarinho passou a Vieira o testemunho planeado com o Bibi e Vieira desde o início da candidatura em 2000... nunca mais houve nada relevante e Vieira posicionou-se como Rei todo o Poderoso que não precisava prestar contas a ninguém nem mostrar os seus argumentos contra os seus opositores.

Ao invés do que é costume nesta altura do ano, o tema principal entre os benfiquistas não é a pré-temporada ou as contratações e vendas. O tema principal é sem dúvida o ato eleitoral de Outubro.
Entre candidatos
assumidos e que se falam, temos neste momento 6 nomes:
- João Diogo Manteigas
- João Noronha Lopes
- Cristóvão Carvalho
- Martim Mayer
- Rui Costa
- Luís Filipe Vieira
Claro que todos estes
nomes merecem diferentes apreciações.
Começo, como será óbvio
por Luís Filipe Vieira.
Como todos os que
acompanham o NGB há anos bem sabem, nunca simpatizei com a figura “Vieira” no
SL Benfica e critiquei a sua gestão do clube, sempre. Por isso, tem sido muito
divertido assistir no X (Ex TWITTER) aos voluntários de Noronha Lopes
chamarem-me de vieirista. Logo eu! Só mesmo para rir!
(Vieira nem está a
mostrar inteligência pois o passado não regressa e nunca voltará a ter o apoio
que já teve. Se tivesse ficado por apoiar um candidato mas fora de qualquer
candidatura, seria o seu direito como sócio e ninguém poderia criticar.)
Foi com espanto e
preocupação que assisti à sua nomeação para liderar o futebol do SL Benfica em
2001, nomeação essa feita por Manuel Vilarinho, João Noronha Lopes e restante Direcção.
O resto é história.
Eleger Luís Filipe Vieira seria regressar a um passado de gestão nebulosa, a
ter no SL Benfica novamente um parceiro do FC Porto, um parceiro do Sistema, e capturado
por interesses. Aliás, nem me surpreendia que viesse com o segundo Artur Jorge,
de seu nome Sérgio Conceição.
Se você quer salvar o FC
Porto e o Sistema, e não o SL Benfica, vote em Vieira.
Depois teremos Rui Costa.
Teve a coragem de avançar
quando todos se encolheram em 2021, em especial Noronha Lopes. Esse mérito
ninguém lhe retira. Só que as suas capacidades de gestão são curtas para uma
empresa da dimensão do SL Benfica. Falta-lhe visão empresarial e liderança
firme. Claro que aprendeu muito estes anos, mas não chega. Seria sensato sair pelo
seu pé e perceber que não tem perfil para ser presidente do SL Benfica.
João Diogo Manteigas só
foi uma surpresa para quem nunca o tinha escutado. Tem feito o seu caminho, tem
passado conteúdos importantes, e tem procurado ser acessível a todos. O que lhe
falta em máquina de campanha, ele compensa com gestão criteriosa de meios e tem
o mérito de ter já um esboço de programa bastante interessante. De todos, até
agora, sem dúvida o que mais se destacou. De longe. Um candidato sério à segunda
volta em Outubro.
João Noronha Lopes regressou,
depois de ter virado as costas mais uma vez ao SL Benfica em 2021, depois de em
2001 também ter desprezado o SL Benfica, depois de ter participado na escolha
de Luís Filipe Vieira para o SL Benfica. Continua a apostar numa campanha tipo
partido político, sem ideias próprias e sempre à pesca das dos outros, e pendurado
em “personalidades” e recomendações. Vazio de conteúdo, como tinha sido em
2020. Não será opção para os benfiquistas pois todos já viram que Noronha Lopes
à primeira oportunidade abandona o barco.
De Cristóvão Carvalho e
Martim Mayer ainda se sabe pouco. Estão no início do percurso de se darem a
conhecer aos benfiquistas e certamente que terão a oportunidade de mostrar as
suas ideias. Mas sem dúvida que são bem-vindos e que vão enriquecer o debate.
Os benfiquistas terão
pela primeira vez em muitos anos opções diferentes de escolha. Talvez a estes 6
se juntem mais um ou dois nomes.
O que será garantido é
que teremos debates nas TVs ricos em conteúdo e discussão de ideias e opções.
Desta vez, até Vieira vai querer ir a debate, pois se ficar de fora mostrará
que tem medo de defender o próprio legado e será uma oportunidade de ouro para
os outros candidatos passarem um debate de 3 horas a expor Vieira sem
contraditório.
Que o SL Benfica saia
vitorioso em Outubro e inicie um novo percurso glorioso.
Não sou nem pretendo ser juiz, advogado ou sequer tenho noções jurídicas, mas quis dar o um contributo à discussão do RGE - Regulamento Geral Eleitoral, com algumas ideias que me parecem essenciais para os futuros actos eleitorais, incluindo desde já este de Outubro 2025.
Todas, sem excepção são debatíveis, questionáveis ou porventura podem estar formuladas de forma incorreta. Tentei não escrever nada que entrasse em conflito com os novos estatutos, mas pode ter acontecido. É um contributo de um leigo na matéria:
Artigo 1.º – Objeto
Este Regulamento define os aspetos procedimentais, éticos
e operacionais do processo eleitoral que não estão expressamente previstos
nos Estatutos, nomeadamente ao nível de:
Artigo 2.º – Declarações Obrigatórias das Listas
Cada lista apresentada para qualquer órgão social deve,
além do exigido pelos Estatutos, entregar os seguintes documentos
complementares:
a)
Declaração de pelouros propostos
b)
Declaração de remuneração
c)
Declaração de interesses
d) Cláusula de Verificação de
Idoneidade e Integridade
Todos os candidatos a órgãos sociais deverão declarar,
sob compromisso de honra, que:
Artigo 3.º – Representação da Juventude e das Modalidades
Cada lista deve incluir pelo menos:
Artigo 4.º – Voto Eletrónico e Voto
Remoto via Chave Móvel Digital
Princípio Geral
O voto eletrónico e remoto será permitido, conforme
previsto nos Estatutos, mediante acordo expresso entre todas as listas
candidatas e sob aprovação da Mesa da Assembleia Geral. A sua implementação deve garantir:
Voto Eletrónico Presencial Descentralizado
Locais de Votação
O voto eletrónico presencial será disponibilizado em:
Condições
e Segurança
Voto Remoto com Chave Móvel Digital (CMD) e Correspondência Postal
Elegibilidade
e Pedido
Validação
e Autorização
Envio e Receção do Voto
Validação
do Voto
Entidade Técnica e Auditoria
Contratação e Requisitos
Supervisão
e Delegados
Encerramento do Voto e Contagem Final
Votos físicos – Contagem e Envio
Contagem
Publicação e Transparência
Artigo 5.º – Publicação do Plano de Governação
Pós-Eleições
Todas as candidaturas à Direção devem incluir, juntamente
com o programa eleitoral, um plano de primeiros 100 dias, incluindo
medidas de governação, auditoria, revisão organizacional e transparência.
Artigo 6.º – Conduta e Financiamento de Campanha
Artigo 7.º – Publicação de Dados e Transparência
Para garantir igualdade e integridade do processo:
Artigo 8.º – Debates e Igualdade de Tratamento
Artigo 9.º Canal Ético Eleitoral
Criação de um canal digital confidencial para denúncia de
irregularidades durante o processo eleitoral, sob gestão da Mesa da Assembleia
Geral ou entidade externa neutra.
Ficará disponível desde 15 dias antes do acto eleitoral
e qualquer sócio poderá denunciar irregularidades durante a campanha e/ou o
acto eleitoral, sendo apenas aceites denuncias com apresentação de provas
documentais e/ou testemunhas que as possam corroborar de forma inequívoca.
Artigo 10.º – Boletins, Fiscais e Recurso
Artigo 11.º – Código de Conduta Eleitoral Temporário
Todas as listas devem subscrever um Código de Conduta da
Campanha, com compromissos sobre:
Artigo 12.º
– Disposições Finais