NovoGeraçãoBenfica é agora um espaço aberto a outros bloggers benfiquistas. Os autores dos textos serão os únicos responsáveis pelos mesmos, não sendo definida qualquer linha editorial ou obrigatoriedade.
novogeracaobenfica@gmail.com


Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições 2025. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições 2025. Mostrar todas as mensagens

14 outubro 2025

Noronha Lopes: a transparência matou o “gestor”

41 comentários

João Noronha Lopes esteve ontem na CMTV, numa situação de privilégio face aos outros candidatos, para tentar remediar as notícias dos últimos dias.

Fez algo que é de louvar (e que os restantes candidatos deviam acompanhar numa altura em que os Órgãos Sociais serão remunerados): apresentou as declarações de rendimentos mais recentes (excepto a de 2024).

McDonald’s

Essas declarações demonstram várias coisas.

Uma delas é que Noronha Lopes era um profissional bem pago na McDonald’s, como seria de esperar.

Outra, e que me surpreendeu, é Noronha Lopes assumir através das declarações de rendimentos que foi despedido (ou “dispensado” por mútuo acordo) da McDonald’s. Os valores mostram um “severance package” em dinheiro e acções.

Esses valores entram em Portugal para aproveitar o Regime Fiscal que se aplica a Não Residentes, daí constarem nas Declarações de Impostos.

Ainda assim, as contas feitas pela campanha de Noronha Lopes, os tais propalados 23 milhões, não são reais. Depois de impostos e outros custos, eventualmente falamos de 12 ou 13 milhões de euros que Noronha teria quando saiu da McDonald’s. Ainda assim, suficientes para uma vida desafogada.

A situação financeira de Noronha Lopes não tinha sido tema, até agora. É o próprio que traz isso para a discussão. O que estava em causa era a sua capacidade como gestor.

As Declarações partilhadas pelo candidato demonstram que, após a McDonald’s, Noronha Lopes vai delapidando ano após ano os valores mobiliários acumulados, cujo valor de compra/recebimento não se conhece, não havendo por isso noção dos que terão sido vendidos com perdas.

Também se comprova que os seus rendimentos de trabalho caem a pique, e que poderá com a apresentação pública de ontem, ter levantado as atenções da Autoridade Tributária para as faturas com custos pessoais que esteja a “carregar” na Porta Branca, pois ninguém acredita que Noronha Lopes viva com 21500 euros/ano.

Depois da McDonald’s

O que se entende facilmente é que os investimentos feitos por Noronha Lopes após a McDonald’s não correram bem, daí que as suas Declarações de Rendimento não tenham dividendos ou rendimentos substanciais após esse período.

E se ao nível pessoal Noronha Lopes falhou como gestor do seu património, ao nível empresarial fica evidente porque o candidato não menciona por nome outras empresas com casos de sucesso da sua gestão. A CrepeAffaire é um dos exemplos da incapacidade de Noronha Lopes gerir ou fazer crescer um negócio. Contratado para 5 anos, sai ao fim de pouco mais de 1 ano.

Mesmo no Franchising da McDonald’s, o papel de Noronha Lopes NÃO ERA DE GESTÃO mas sim JURÍDICO, que era a sua formação.

Aliás, em 2001, Noronha Lopes declarava ao jornal RECORD que "Em caso algum, assumirei a área financeira até porque essa não é a minha vocação." - (link)

Daí que Noronha Lopes invente quando diz que FECHOU o negócio de venda do Franchising na China. O seu papel nesse negócio foi ser parte de uma equipa e no campo jurídico.

Quem fez a gestão do negócio da China e foi o responsável pela operação foi o próprio CEO, Steve Easterbrook com a assessoria directa da Morgan Stanley.

O que está em causa é a incapacidade como gestor

O que foi colocado em causa na semana passada pelas reportagens da TVI é a incapacidade de Noronha Lopes como GESTOR.

Vira Frangos e Crepeaffaire são 2 exemplos do seu insucesso. Noronha Lopes não apresenta casos de sucesso da sua gestão após o McDonald’s porque NÃO OS TEM.

Após a McDonald’s e após deixar de ser trabalhador por conta de outrem, Noronha Lopes não criou ou ajudar a crescer nenhum negócio com sucesso.

No SL Benfica, o Presidente não é um trabalhador por conta de outrem. É um TIMONEIRO. É um CRIADOR DE VALOR.

Ao trazer a sua situação pessoal financeira para a baila, Noronha Lopes revela porque PRECISA do vencimento SL Benfica. É que se não precisa… porque quer ganhar dinheiro no SL Benfica? Porque insiste em ser um Presidente com salário?

Percebe-se porque Noronha Lopes só sobreviva sem contraditório.

Daí que ninguém questione porque mentiu em 2021 quando disse não era candidato por motivos profissionais quando a Declaração de Rendimentos mostra o contrário. Não estava a fazer nada de assinalável. Fugiu às eleições de 2021.

Noronha Lopes é um homem cansado, desgastado pela sua própria campanha de fingimentos. 

Todo o TEATRO de ontem serviu apenas para tentar mascarar a incapacidade de Noronha Lopes como GESTOR. Não tem capacidade. Não tem provas de sucesso como empresário.

Noronha Lopes foi transparente...quanto à sua incapacidade para gerir o Sport Lisboa e Benfica.

O SL Benfica merece melhor.

O SL Benfica precisa de melhor.


08 outubro 2025

O dia que o Benfica passou a ter o Privilégio de ter certos candidatos

25 comentários

 


João Noronha Lopes apresentou a equipa e eu confesso que não esperava ter vivido o dia em que ia ler benfiquistas, que enchem o peito para clamar a grandeza do Clube, dizer que o SLBenfica tinha o privilégio de ter estes candidatos aos Órgãos Sociais e que era uma oportunidade única que não poderia passar.

Confesso que começo a sentir por Noronha Lopes um sentimento de empatia, devido ao mal que lhe fazem muitos dos seus apoiantes e muita da sua estratégia de comunicação. Acabo por ficar com um sentimento de empatia achando que o homem, coitado, não tem culpa.

Vamos começar pelo óbvio:

- FACTO: Ao nível dos currículos e experiência empresarial e pública, parece-me um "grande golo" de João Noronha Lopes, como escrevi ontem na rede social X.

Penso que dificilmente se pode dizer que o a grande maioria do envolvidos não tem um percurso profissional de valor ou, em muitos casos de importância central em grandes organizações.

Porém... o Diabo está nos detalhes e a apresentação de João Noronha Lopes acaba por cometer uma falha tremenda, aliás duas, que abrem a porta a muitas dúvidas e esta candidatura parece ainda não ter entendido que, perante das duvidas, o eleitor habitual vota no que tem certezas - a continuidade.

O primeiro erro crasso foi marcar a apresentação para a hora de um de jogo do futebol feminino. O que não seria dito pelos seus apoiantes se fosse outro a fazê-lo. Quando tanto falam na vontade que o futebol feminino chegue mais longe na Europa, deveriam ter primeiro assistido ao jogo com a Juventus e depois (ou antes) feito a apresentação.

O segundo erro crasso é que apostaram mais uma vez no trabalho dos seus "Fabrizios", que é a nova designação que dei aos voluntários que - tal como tanto criticam ao Fabrizio Romano - mais não fazem do que difundir insistentemente uma mensagem para a mesma parecer unanime e generalizada - depois a realidade das visitas às casas é outra, mas para essa conversa talvez ainda não estejam preparados.

A apresentação foi então essencialmente focada no CV de cada um: Fulano de tal, terá o pelouro X e fez Y na vida.

Vai-me desculpar quem acha que isto serve para alguma coisa, mas no que me diz respeito, não serve para nada e por duas ordens de razão:

- Podes ser o melhor do Mundo, se vieres para "não jogar" ou para "jogar pouco" ou "sem tempo para implementar o teu modelo de jogo"... não me serves de grande coisa.

Isto foi o equivalente a anunciar a contratação do Messi num formato a designar, ou a entrada de um investidor no capital da SAD para transformar o Benfica, num modelo que iremos ainda ver.

O que falhou redondamente ontem nos tais "Galácticos" que os Fabrizios já lhes chamam, foram duas dimensões:

1. Tinham que ter subido ao palco e falado aos benfiquistas na primeira pessoa.

2. Deveriam apresentar-se (e não apenas ao seu CV), numa breve introdução sobre:
        - Quem são e o que irão desempenhar no SLBenfica
        - Qual será a sua dedicação ao Clube em tempo semanal
        - Quais as suas três principais prioridades e compromissos para a sua área de actuação.

Sem saber estas coisas, vão perdoar-me os mais crentes de toda a palha que lhes dão para comer, mas serve de muito pouco ter galácticos ou como li pelo X e que me deixou chocado: ter o Privilégio de ter certos candidatos.

Estamos a cerca de 17 dias das eleições e depois de meses de estrada, visitas a casas, andar a ouvir o que deveriam dizer para poder dizer o que queremos ouvir, equipas-sombra e afins... a 17 dias não sabemos nada sobre Estratégia, Compromissos, Modelo de Sucesso, Plano de Sustentabilidade das Medidas Propostas, etc.

A CAMPANHA NO GERAL (DE TODOS, INCLUINDO O INCUMBENTE) ESTÁ A SER UM VAZIO TOTAL DO QUE MAIS IMPORTA... MAS ESTÁ BEM RECHEADA DE POPULISMO, ESQUEMAS COMUNICACIONAIS E ATAQUES ENTRE BENFIQUISTAS...

Sim... parece que estou a falar de Luis Filipe Vieira não parece? Devia fazer-vos pensar o qual mal estamos para poder estar parecidos com quem menos queremos.

10 setembro 2025

Eleições 2025: ultrapassar a trapalhada da votação

10 comentários
Como seria de esperar, segue a novela sobre o sistema de votação para as Eleições no SL Benfica em 2025.

A pouco mais de 1 mês da votação, ninguém ainda tem ideia sobre como decorrerá a votação, onde e com que método.

A pressa em aprovar os novos Estatutos resultou numa trapalhada ambígua, em que o mais importante ficou por definir: como é que CADA SÓCIO pode exercer o seu DIREITO inalienável de VOTAR.

O egoísmo de alguns dos promotores destes novos Estatutos ficou visível no desprezo com que tratam os sócios que vivem fora de Portugal. Para essa elite, o direito de voto desses sócios é prescindível.

Reconheço e aprecio o trabalho realizado por alguns sócios com o intuito honesto de melhorar a “Constituição” do SL Benfica. Alguns ligados ao “Servir o Benfica” e a outros pequenos grupos de sócios, outros anónimos ou até alguns próximos da atual direcção. Todos esses merecem o nosso obrigado.

Mas aqueles que se aproveitaram da revisão de Estatutos para minar o processo infelizmente conseguiram. A sua preocupação era mesmo impedir os sócios de fora de Lisboa de votar. Têm medo das suas escolhas.

Também queriam assegurar que a próxima Direcção pudesse toda ser remunerada, daí termos o candidato alternativo do sistema já babar-se quando fala em receber bónus de gestão. Só pensam em dinheiro.

Bem tem estado o PMAG em promover reuniões e em colocar em cima da mesa uma proposta de Regulamento Eleitoral, mesmo estando ainda a lidar apenas com pré-candidaturas. Tem tido o condão de mostrar que a atual Direcção está a manter-se à parte do processo até termos candidaturas definitivas e confirmadas mas também para não ser acusada de querer influenciar as escolhas sobre a votação, embora a proposta de Regulamento Eleitoral emane da mesma.

Mas o mais esclarecedor é que, embora todos tenham a sua própria opinião sobre o tema e variem nas sugestões, quer João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho e Martim Mayer percebem que todos os sócios têm o DIREITO DE VOTAR e por isso sugerem soluções.

Já Luís Filipe Vieira e João Noronha Lopes são as 2 faces da mesma moeda. Não têm interesse em que todos os SÓCIOS VOTEM.

O Vieirismo original e o Vieirismo 2.0 de Noronha Lopes têm horror à vontade livre dos sócios. Enquanto Vieira esteve sempre confortável com o “seu” sistema de voto electrónico alegadamente controlado a partir de um gabinete e agora é que se queixa, Noronha Lopes nunca se importou com sistemas de votação durante 20 anos. E lembramos que foi o principal aliado de Vieira em 2020 contra a reforma do sistema de voto electrónico de Vieira. A sua candidatura vetou todas as alterações propostas para dar aos benfiquistas um sistema fiável, auditável e independente do poder.

Daí que hoje temos esta trapalhada.

Mas há algo que convém que Vieira e Noronha Lopes se lembrem, enquanto tentam bloquear soluções para que TODOS OS SÓCIOS votem: as eleições podem ser impugnadas por sócios cujo seu DIREITO DE VOTO seja negado por ausência de métodos de voto na sua área de residência.

Residem fora de Portugal dezenas de milhares de sócios. Levando em conta que em 2021 votaram um número recorde de 40 mil sócios, a influência dos votos do estrangeiro é decisiva para o resultado final da eleição e a sua utilidade processual em caso de impugnação é evidente.

A minha sugestão é que os pré-candidatos tenham em mente que nenhuma lei tem legitimidade para cortar o DIREITO DE VOTO.

De Vieira e de Noronha Lopes já sabemos que não têm interesse numa votação massiva. De Rui Costa também já sabemos que continuará calado.

Que João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho, Martim Mayer ou qualquer outro candidato que entretanto surja, juntamente com o PMAG, continuem empenhados em dar soluções para que qualquer sócio em qualquer parte do mundo VOTE.

05 setembro 2025

Exclusivo: Carta aberta aos Sócios do SL Benfica por Rui Gomes da Silva, Sócio nº 1812

37 comentários


A proximidade da realização de um novo ato eleitoral – num regresso à normalidade temporal, que importa salientar – impôs-me a necessidade de refletir sobre o que devemos querer para o futuro do Sport Lisboa e Benfica.

Um dever em me pronunciar, que contrasta com o silêncio a que voluntariamente me remeti (com apenas 3 exceções, o que só serve para confirmar a regra), desde que, em 2020, me candidatei a Presidente do SLB, com os resultados divulgados (mas nunca aceites)!

E faço-o como sócio, desde que nasci, a 23 de Agosto de 1958, sem condescender nem desistir apesar de, tantas vezes discordar, em absoluto mesmo, dos caminhos percorridos (com o tempo a dar-me, infelizmente para o Benfica, toda a razão do mundo).

As próximas eleições poderão vir a ser as eleições mais participadas da História do nosso Clube.

Os pré-candidatos que, até agora, se apresentaram permitem-nos, à primeira vista, percepcionar uma opção entre a manutenção do “status quo” dos últimos 25 anos ou escolher seguir um caminho novo, em que os protagonistas – todos eles sem nenhuma experiência no Clube – terão que aprender a gerir e liderar uma das maiores instituições do mundo, sem qualquer complacência de quem só nos quer ver perder.

Fui vice-presidente do SL Benfica durante 7 anos e 3 meses (entre julho de 2009 e setembro de 2016), como fui, durante 3 anos (2009/2012) administrador da SAD do futebol, cargos que desempenhei com muito orgulho, e dos quais saí com a plena consciência do dever cumprido (sendo um desses momentos o da defesa e da concretização do processo de arranque do patrocínio da Emirates e do qual guardo uma especial recordação).

Fui solidário quando tive de o ser, mas nunca abdiquei do meu “benfiquismo”, nem dos valores que defendo para o SL Benfica.

Sem temer – mesmo – enfrentar (quase, quase, quase) todos quando defendi (quase, quase, quase) sozinho – na SAD e na Direção – a não renovação do contrato com a Olivedesportos e a independência do Benfica quanto à exploração dos seus direitos televisivos, contra a posição mantida por Luís Filipe Vieira até ao último minuto.

Hoje todos percebem quão importante foi essa decisão para o Benfica (e para o que devíamos defender para o futebol português)!

Assumi-me contra o “aburguesamento da estrutura” (já agora, … um conselho a um “eterno” candidato ao nosso clube … quando citar os outros, não lhe fica mal dizer o nome de quem está a citar), que se tinha acomodado ao êxito, no primeiro ano de Rui Vitória, quando íamos a muitos pontos do líder.

Defendi sempre a aposta na Europa como o grande desígnio do Benfica, com base num raciocínio simples de que uma equipa forte na Europa também o seria naturalmente no campeonato português.
Defendi isso contra tudo e contra todos, … contra o riso de desdém de uns e o sorriso de complacência de outros, o que leva a congratular-me ao ver, hoje, todos os pré-candidatos olharem para esse desígnio como algo de fundamental.

Insurgi-me contra a parceria estratégica com Jorge Mendes (o SL Benfica não pode ser o instrumento pessoal de ninguém) e saí em 2016 ao ver que Luís Filipe Vieira daria prioridade a essa relação e não ao sucesso desportivo, como se viu no ano do Penta falhado.

Um Luís Filipe Vieira que, hoje, na minha humilde opinião, procura, no SL Benfica, o refúgio final de percurso de vida.

Provavelmente para recuperar velhas lealdades e tentar “cavalgar” velhos “carrosséis”, já ferrugentos e cansados de ouvir anunciar novas (velhas) corridas como se os animais de madeira presos ao chão ou pendurados do teto ganhassem autonomia e asas, sem se preocupar com o destino, mas, antes, em tratar de usar o clube como escudo para os seus problemas pessoais, sem perceber o que todos nós já sabemos.

Felizmente, para o Benfica, o tempo de Vieira já passou!!!

Manter tudo igual, ou pior, será também votar João Noronha Lopes.

Além de rodeado de antigos homens de mão de Luís Filipe Vieira e de um conjunto de apoios que não consegue (nem quer … talvez seja melhor escrever) explicar, confunde a candidatura a um clube com a necessidade de legitimar um fação de um partido politico. 
E agora – ao que dizem – com o apoio de uma estação televisiva (depois da morte de um dos seus principais ideólogos e apoiantes). 
O candidato em causa, demonstra, a cada “aparição”, as razões do esvaziamento da sua máquina e a limitação a quem já perdeu tudo e se serve dele para se manter “à tona da água”!

Para além do seu desconhecimento total do que é o mundo do futebol (a não ser que lhe queiramos dar o que nunca aceitamos de bom grado ver em Luís Filipe Vieira), João Noronha Lopes foi o grande responsável pela inexistência da reforma do voto electrónico em 2020 … vá lá saber-se porquê … ou talvez os resultados de 2020 o expliquem muito bem).

Propus – então – uma reforma total desse sistema, como anunciei publicamente, e João Noronha Lopes (ou quem o representava), apesar de anunciar que queria mudanças, boicotou tudo nas reuniões com o Presidente da Assembleia Geral.

Por isso não me surpreende que, em 2025, seja ele, novamente, o principal obstáculo a que todos votem e que exista um sistema fiável, controlado por todos os candidatos e pela MAG, e que dê aos sócios aquilo que ninguém tem legitimidade para lhes negar: o voto.

O mesmo que, em 2025, tal como em 2020, também “apregoa” que quer debater ideias, mas foge a todas as tentativas de debate.

Vendo as suas entrevistas neste período de pré-campanha, entende-se essa fuga ao debate.
Há um sentimento de “vergonha alheia” que nos assalta, ao ver as figuras que faz, do desnorte que de si se apodera, em tantos momentos. Vemos a dependência de papéis para passar uma ideia que seja e da necessidade de “entrevistadores amigos” que lhe permitam debitar o que traz decorado, sem contraditório, sem perguntas que repisem qualquer tema … sem perturbar “aquela cabeça” que se limita a repetir o que a máquina de campanha lhe diz para repetir, sem sequer perceber o que está a afirmar.

E, apesar de ter, agora, como mandatário, o Professor Luís Tadeu (alguém que muito estimo e respeito, e que teria sido, se tivesse vencido as eleições que “perdemos” contra Vale Azevedo, em 1997, um dos melhores Presidente da História do SL Benfica), João Noronha Lopes representa o último esforço de manutenção do poder, no Benfica, das forças que entraram no Clube há alguns anos (e contra as quais saí em 2016) e que insistem em considerar o SL Benfica como sua propriedade.

O futuro … mas mais futuro que o futuro que começa em 2025 … poderá ser de João Diogo Manteigas, que se percebe ser alguém com muitas ideias, com algum conhecimento do Benfica e do mundo do desporto, e que tem o mérito de ter feito o seu caminho a pulso ao longo destes últimos anos, o que não é algo assim tão fácil.

Outro pré-candidato é Cristóvão Carvalho (que foi candidato na lista que encabecei, em 2020. a vice-presidente do SL Benfica), … um homem criativo, enérgico e que sempre teve ideias fortes e incisivas para o nosso Clube como a do Marketplace para as Casas do Benfica. Desejo-lhe, por isso, toda a sorte do mundo, convicto como estou que irá apresentar um projeto e uma equipa que enriquecerão o debate e a opção de decisão dos sócios …para um futuro que poderá não começar, obrigatoriamente, em 2025, mas que um dia começará.

O último pré-candidato é Martim Mayer, neto de um dos melhores – para mim – Presidentes do SLB (e que, sempre o afirmei, gostaria de poder “imitar”, tanto na postura, como no êxito), mas que, ao longo dos anos, não tem sido muito feliz nas suas apostas na vida do Benfica, como nas eleições de 2012, em que apoiou Rui Rangel, ou em 2020, quando aceitou integrar uma lista sem que lhe dessem qualquer relevância que a sua história pessoal mereceria.

Terei eu, como todos os Sócios, de conhecer mais a fundo as ideias de cada um e as equipas para os Corpos Sociais e para a SAD para ter uma opinião mais sustentada sobre cada uma destas candidaturas, sempre numa visão de futuro, que, quem ganhar, poderá tentar buscar, na sua colaboração um a forma de enriquecer e engrandecer o futuro do Benfica.

Deixei para o fim a recandidatura do atual Presidente, Rui Costa!

Estou à vontade para falar dele porque, com o mesmo grau de certeza que anunciei, no dia da minha derrota eleitoral em 2020, que Luis Filipe Vieira não estaria mais de um ano no Benfica (demorou 10 meses a sair), também afirmei no dia da sua eleição em 2021, que Rui Costa não deixaria de se encontrar a braços com uma grande crise interna, no prazo de ano e meio (demorou dois anos).

E disse-o porque, conhecendo bem o Benfica (Sócio desde que nasci, em 1958, Atleta de 1976 a 1980, candidato a Vice-Presidente em 1988 e 1997, Vice-Presidente eleito em 2009 e 2012, até 2016, Administrador da SAD de 2009 a 2012 e candidato derrotada a Presidente, em 2020) e, pese embora as suas fragilidades, cometeu dois erros de palmatória, nessas eleições de 2021.

Ao não ser capaz de se libertar de alguns dos “serviçais” de outros senhores (incluindo, obviamente, de Luis Filipe Vieira, mas não só) e ao incluir na sua equipa alguns “serviçais” de candidatos a novos senhores, não foi consequente com os novos ventos que anunciava e que não o deixaram pensar o Benfica “fora da caixa viciada” pela fidelidade a um empresário e alguns candidatos a novos senhores da Luz, mais preocupados com os seus negócios e os seus financiadores que com o Benfica.

E porque nos tempos de hoje não chegam as intervenções publicitadas no balneário ou as fotos das contratações. A um Presidente do Sport Lisboa e Benfica exige-se muito mais.

E Rui Costa sabe-o bem, como o atestei de tantas conversas, a sós, sem outras testemunhas, em muitos milhares de quilómetros feitos para acompanhar o Benfica, por esse País, … por esse mundo fora.

Rui Costa sabe que não bastará um “mercado” competente, antes será necessário um ano, muitos anos “em grande” para justificar o passado de um mandato cheio de confusões e falhanços e apenas com um título de Campeão Nacional.

Essa é o seu grande desafio, … essa terá de ser a sua grande aposta!!

Para que possamos, em liberdade e em segurança, com o respeito que deve merecer a diferença, decidir o nosso futuro.

A democracia no clube é dos seus valores mais antigos e sempre foi a nossa principal diferença para os outros, quer na Monarquia, quer na Ditadura, quer mesmo já em pleno regime democrático e republicano.

Todos os sócios têm o direito de votar e escolher o futuro do Sport Lisboa e Benfica.

Legitimidade foi o ponto de partida para o exercício dos seus cargos por todos os grandes presidentes da história do SL Benfica!!!

Tivemos dirigentes que recusaram tomar posse por se sentirem pouco legitimados com os resultados, mesmo tendo votos para tal!

Por isso, mais importante que um qualquer apelo ao voto em A ou o não voto em B, é exigir que a democracia e o seu bem mais precioso, o voto, não vos seja subtraído por uma elite que se julga mais importante que os outros.

Não podemos aceitar que um grupo de sócios tente reduzir a participação dos Sócios, pela restrição do voto a apenas alguns, como a única oportunidade de vencer uma eleição.

Os candidatos que sejam aprovados pela Mesa da Assembleia Geral do SL Benfica (e não pré-candidatos como são todos hoje) têm o dever de criar condições para que TODOS OS SÓCIOS possam votar.

Negar o voto é negar a DEMOCRACIA.
Negar a democracia é NEGAR OS VALORES DO SL BENFICA.

Sem desculpas para limitar o voto, mas antes dando todas as condições para que o voto, exercido eletronicamente em todo o mundo, seja sério e auditado, de forma a não deixar dúvidas sobre a sua veracidade (ao contrário do que aconteceu em 2020).

Saúdo por isso o Presidente da Assembleia Geral por querer caminhar nesse sentido, por se assumir como um fator de defesa da Democracia no SLB e da LEGITIMIDADE dos eleitos e defender o direito inalienável dos sócios de poderem VOTAR.

Em 2025, mesmo sem alterações (ou com elas), podemos começar a voltar a construir o futuro que queremos e que o BENFICA merece.

Viva o SPORT LISBOA E BENFICA!!!

Rui Gomes da Silva – sócio nº 1812

03 setembro 2025

A Bolha que os candidatos alimentam erradamente

4 comentários

Não, esta conversa não é sobre as redes sociais - mas podia ser, na medida em que de facto há 2 ou 3 mil pessoas que acham que por escreverem algo nas redes e os seus 500 amigos amplificarem e cada um ter uns pequenos milhares de visualizações isso é sinal de grande impacto.

A "Bolha" a que me refiro hoje é a que leva os candidatos a acharem que o SLBenfica vive isolado no mundo e, pela sua "grandeza" pode e deve impor-se perante um ecossistema que há muito que engoliu clubes como o SLBenfica.

Quando, a 10 de Junho, escrevi o tópico Um Clube Maior que Portugal, numa Liga menor que Portugal foi uma primeira perspetiva e alerta sobre a tão propalada hegemonia onde parece que os benfiquistas perderam a noção de duas coisas básicas:

1. Que o desporto só nos apaixona porque encerra em si um misto de expectativa e incerteza - precisamente a que leva o SLBenfica a agigantar-se sobre clubes maiores e mais poderosos de outras ligas, mas que também leva a que alguns mais pequenos se agigantem sobre nós.

2. Que o SLBenfica existe num contexto local e global, sem os quais toda a dimensão e capacidade que podemos ter perde todo o sentido.

Sucedem-se as medidas propostas pelos candidatos que se sustentam num contexto de ignorância do factor externo e colectivo:

- Não ganhar é sinal de incompetência (desvalorizando a essência do que é o desporto)
- Obrigar a menores custos com bilhetes nos jogos fora (menos receitas para os outros)
- Maior fatia das receitas do direitos televisivos para o Benfica (menos para os outros, dado que o total não aumenta)

O SLBenfica apenas por duas vezes, na sua história, ganhou 60%+ dos títulos numa década em Portugal. O FCPorto idem (no auge do Apito Dourado) e o Sporting nunca.

Ora querermos ganhar cada vez mais é o caminho... pôr tudo em causa e considerar todos incompetentes porque e quando não ganhamos é absurdo e acabará por se virar contra quem o disser, quando estiver como Presidente.

Ao mesmo nível, andar a dizer que é preciso fazer o que é justo para o SLBenfica, ignorando a realidade actual, é absurdo. Deixem-se de populismos.

Por exemplo, há tempos escrevi sobre a solução mágica óbvia mas nunca implementada porque são todos burros! e mostra claramente que não chega dizer baboseiras como "reduzir o numero de jogos para o Benfica poder ter mais flexibilidade para jogar na Europa" ou "aumentar as receitas porque é justo ao ser o Benfica quem dá dimensão à Liga".

CHEGA DE POPULISMO!
Isso é facilmente desmontado e o candidato incumbente nem precisa abrir a boca de tão alheado da realidade que essas coisas são para os mais experientes (ao contrario dos miúdos sem experiência de vida que acham que isto é óbvio que todos vão aceitar).

Se queremos a mudança, e queremos, não podemos andar com discursos absurdos que parece que o SLBenfica existe sozinho, joga sozinho e a nossa "grandeza" justifica que todos se coloquem de joelhos.

Não funciona assim, não vai acontecer, sequer. Pelo menos os que foram ao Mundial de Clubes e sentiram a diferença de pessoas / dimensão que cada clube arrastou, deviam desde logo ter aberto os olhos a muita gente.

29 agosto 2025

Não sei ainda para onde vou, mas não vou por aí!

10 comentários

Estamos a menos de dois meses de mais um acto eleitoral do SLBenfica. Sim, mais um. Não é histórico, nem o mais importante de sempre, nem um ponto seja lá do que for. É um acto eleitoral tão importante como os demais e não passou a mais importante só porque os adormecidos resolveram acordar.

Neste momento considero absolutamente impossível alguém constituir-se apoiante ou votante seja em quem for. Aliás, eu diria que saber em que se vai votar quando nada foi apresentado, é o equivalente ao "acto de fé" em Luis Filipe Vieira tantas vezes criticado precisamente por quem diz saber em quem vai votar.

Os que dizem "vou votar no A" ou "vou votar em B" fazem-no com base em quê?

- Onde posso consultar o programa eleitoral desses candidatos?
- Onde posso ver quem são os membros das equipas dos órgãos sociais e, pelo menos os principais, para a SAD?

Sem estes dois elementos de base é absolutamente IMPOSSÍVEL alguém dizer que vai votar em alguém sem que isso seja por convicção. Ora, essa é precisamente a mesma convicção tantas vezes criticada - E BEM - quando muitos sócios repetiam os votos em Luis Filipe Vieira.

Por isso, se assim for, sou forçado a insistir que quem não estava contra a propaganda do Vieira... a propaganda eles gostam... só querem é ser enganados por outro de quem acham que gostam mais. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Rui Costa, que não abriu a boca desde que apresentou a candidatura, porque gosta do Sudakov, do Rios, de ter vencido a Supertaça ou porque só não venceram o campeonato porque o Sporting foi ajudado (e foi)!

Isto são tudo factos, é verdade, mas nenhum confere motivo para votar de forma consciente em Rui Costa. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato João Noronha Lopes, quando este diz uma quantidade de jargões vagos, que não concretiza, que se atravessa com investimentos que não explica como vai realizar e diz que vai mudar para situações que já existem ao dia de hoje.

Tudo o que ele diz pode fazer mais ou menos sentido para cada um, mas deixado tudo no ar, são apenas boas intenções que não justificam voto algum de forma sustentada. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato João Diogo Manteigas, apesar de ser o que de longe mais tem concretizado de forma efectiva, quando apesar disso existem os organogramas, os modelos de funcionamento, etc, mas não há informação de quem os vai efectivar. Bom plano com maus executantes é quase pior do que não ter plano algum.

Consigo rever-me em muito do que diz João Diogo, mas não tenho informação que me permita entender se a execução é sustentada, além do que muitas das suas permissas, nomeadamente para o futebol português assentam numa base que parece que existimos sozinhos. Isso é um erro de base. Desculpem mas (ainda) não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Cristóvão Carvalho, quando diz que tem investidores mas não diz quem são, que vai assentar o seu projecto em quadros de primeira linha mas não diz quem são, que faz uma campanha muitas vezes apontada a João Noronha Lopes em vez de focar no que quer para o SLBenfica.

Ao contrário dos três anteriores, o que diz não sei se é verdade ou não, não sei se é concretizável ou não, porque são excelentes intenções, mas explicadas de forma bélica e explosiva. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Martim Mayer, apesar de ser o único que já apresentou os dois lideres que trará consigo para eleições ao Conselho Fiscal e Mesa da AG, mas depois tem um discurso bastante vago ao nível do que quer executar e assustadoramente próximo do que diz Luis Filipe Vieira.

Sem expressão mediática, sem um nível de actividade e interação relevante com os sócios, dá-me a ideia que se trata de uma candidatura que não será para ir até final e se é assim, então para quê tudo isto? Desculpem mas não vou por ai...

Por fim Luis Filipe Vieira. Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Luis Filipe Vieira. Era só isto, neste caso.

Continuo sem entender porque levam já meses "de estrada" e as perguntas que fiz antes no tópico Quereremos eleger um "El Rei Salvador II!"? Bem Prega Frei Tomás... continuam por responder:

1. Os programas finais e as suas ideias-chave (seguramente não me vão querer convencer que vão fazer as 1001 coisas que já falaram)

2. As equipas de vice-presidentes e quem ocupará os cargos-chave (não preciso saber todos) da SAD

3. Porque os candidatos não organizam debates entre si transmitidos no Youtube ou nalgum podcast em directo? Porque precisam da MAG para isso?

4. Onde estão os fundamentos económicos das medidas apresentadas? Quanto custam? Quem e como se implementará? Que rubricas do orçamento o suportam? 

5. Vejo muito falar em aumentos de receitas e em maior acerto nas decisões. Como é que isso vai ser feito? Quais são e por quanto as rubricas que vamos aumentar as receitas? Como? Como vamos assegurar essa formula de "maior" acerto nas decisões, algo em que todos os clubes no Mundo batalham.

Podem continuar a ter equipas de comunicação e de conteúdos a bombardear as redes diariamente com tweets e posts artificiais... mas sem, pelo menos, estes 5 elementos qualquer sentido de voto definido é completamente vazio.

A isto junta-se uma incapacidade atroz de colocar os superiores interesses do SLBenfica à frente e resolver a situação do voto para quem não pode ou não tem condições de se deslocar às mesas de voto. Eu apresentei uma recomendação no tópico Eleições: TODOS VOTAM OU HÁ MEDO? não sie se é a melhor solução, mas sei que é uma solução... coisa que actualmente não temos. 

O ponto #1 de qualquer candidato deveria ser que houvesse condições para que TODOS VOTASSEM, MAS TODOS MESMO! Qualquer candidato deveria querer ser eleito pela maioria dos benfiquistas votantes e não pela maioria dos que votaram num universo de 10% ou 20% do total de sócios votantes.

PERCAM O MEDO E CHEGUEM-SE À FRENTE ou estarão necessária e objetivamente a fazer o jogo do incumbente e actual presidente.

14 agosto 2025

Faltam 18 dias para fechar o mercado e arrancar a Campanha Eleitoral a sério!

55 comentários

A situação eleitoral actual no SLBenfica é, infelizmente, bastante pobre. Sem diminuir o trabalho de quem tem sido uma agradável surpresa para acrescentar valor efectivo às discussões, nomeadamente os candidatos João Diogo Manteigas e Martim Mayer, entendo contudo que se apagassemos estes meses até aqui, para efeitos de futuro do SLBenfica, pouco se perdia.

Começo por referir que de alguma forma me sinto surpreendido com a falta de contributo contraditório dos candidatos. Todos à espera do regulamento eleitoral, quando são eles os interessados em mostrar os seus projectos.

A pergunta que mantenho é a mesma de textos anteriores:

Porque não organizam entre eles debates 1x1?

Continuam todos interessados em falar sozinhos e para as suas plebes de apoiantes, mas esses votos eles já têm digam o que disserem que será a sua campanha ou compromissos como presidentes. Se amanhã eles disserem que vão passar a jogar em Alvalade, esses para quem eles falam vão continuar a dizer que votam neles e até justificarão a grande ideia que será jogar ali.

Os quatro candidatos querem mudança, então porque esperam pelo PMAG para organizar debates?

NÃO HÁ RAZÃO PARA NÃO DAREM O EXEMPLO E NÃO DEBATEREM!

Actualmente a pré-campanha eleitoral tem os seguintes actores e respectiva situação:

Rui Costa, o actual presidente anunciou a sua recandidatura, mas referiu também que a sua prioridade por enquanto não é estar em campanha, mas sim concluir até final de Agosto a preparação da época, a conquista da Supertaça e a entrada na Liga dos Campeões. Não espero que apareça antes do fecho do mercado em campanha e quando o fizer, espero que dê o exemplo e na sua primeira intervenção apresente a sua equipa e programa não com ideias que ficam bem os powerpoints, mas com compromissos reais. Terá que ser julgado porque aparecem agora e não os fez nos últimos 4 anos.

Positivo: Não cedeu à tentação de entrar na luta de campanha, focando-se no essencial para o Clube e foi arrumando a casa desportiva e empresarialmente antes de entrar "na estrada".

A sua posição neutra no tema dos mecanismos de voto foi inteligente. Assume-se parte da solução que os outros candidatos quiserem e estes, na ansiedade de serem o próximo "Salvador", andam a esgrimir argumentos e acusações enquanto o incumbente fica a parecer o adulto na sala. Foi estrategicamente inteligente, mas apenas porque as candidaturas alterantivas lhe estenderam a passadeira para tal.

Negativo: Pouco ou nada se sabe do que será a sua campanha e penso que o fundamental para a mesma ser mais que apenas legítima, é uma profunda remodelção da equipa que o acompanha tanto no Clube como na SAD.

João Diogo Manteigas, como escrevi na minha conta do X recentemente, considero que o candidato passou de incógnita a certeza e claramente como um dos que mais procura acrescentar conteúdo, estar aberto a comunicar permanentemente, sempre aberto à discussão e a trazer temas estruturantes à agenda.

Positivo: Tem sido respeitador, centrado na sua própria candidatura e sempre preocupado no seu discurso em mostrar que se trata de uma eleição e não de uma batalha entre benfiquistas. Tem acrescentado ideias, porventura demasiadas, e foi quem beneficiou de ter entrado mais cedo porque era bastante desconhecido fora do contexto das redes sociais, apesar de ter ocupado espaço mediático na CNNPortugal como comentador e antes na BTV. Penso ser o candidato que actualmente me leva a maior interesse em aprofundar, a par de Martim Mayer.

Negativo: Continua, o candidato João Diogo mas em geral todos, a concretizar pouco. Apresentar um organograma é positivo, mas não ter nomes nas "caixinhas" tornam a estrutura pouco relevante. O melhor organograma do mundo não acrescenta nada se não foi ocupado pelas pessoas certas. Por outro lado, penso que começa a pecar por excesso de temas o que leva a que a dada altura nos percamos nas 1001 iniciativas, ideias e acções que promete que vai realizar. Negativo, mas infelizmente não depende dele, a total falta de atenção mediática que tem tido (hoje com excepção na entrevista no Record).

João Noronha Lopes: O candidato conhecido. Apareceu tal qual em 2020 sem surpresas nem mudanças de formato. Assente acima de tudo numa máquina de comunicação constante em em criar hypes e soundbytes permanentes, num formato que confesso que me parece muito próximo do que Luis Filipe Vieira sempre fez, o que me deixa desconfortável - não gostei disto em 2020 e disse-o, continuo a não gostar disto agora. Surpreendentemente aparece "colado" a nomes que durante anos apoiaram Vieira, como... Vilarinho que em nada beneficiam o candidato a ser pela rutura total com o passado (aqui num video que "roubei" do Shadows no X):


Positivo: É importante haver um candidato com chegada mediática. Alguém bem conectado com os meios de comunicação e que lhe asseguram uma chamada de capa quando é necessário. que dão expressão à sua mensagem, comunicados etc. Partilha muitos conteúdos de ideias que os sócios lhe fazem chegar e mantém desde há um mês para cá a campanha sempre activa.

Negativo: Não me revejo na forma propagandista e tacticista da sua campanha. Tal como em 2020, parece-me gastar muito mais recursos financeiros que todos os demais, ter várias pessoas à sua volta a agir em especial nas redes para escolher posicionamentos, conteúdos, mensagens e reações. Isto era o que fazia e o que tanto criticámos Luis Filipe Vieira. Respeito a escolha, mas não me revejo mais uma vez.. não me transmite confiança.
Está claro que vai apostar tudo em "voltes face" a partir de Setembro com grandes eventos, nomes que os benfiquistas conhecem, mensagens fortes e todos a "bater no peito"... mas continua a deixar de fora o essencial e penso que ele e quem o rodeia falha novamente em entender como funcionam os votantes. Apostar em campanhas de voltes face vai soar a tacticismo que habitualmente os sócios não gostam.

Mais dois que me parecem "fora antes da corrida começar":

Martim Mayer
: Confesso que só por compromisso com "ouvir todos os candidatos até dia 24 de Outubro" é que dei atenção a esta candidatura há cerca de duas semanas. Dos primeiros a apresentar nomes das suas listas - muito ainda por mostrar - sem receios de falar de temas fundamentais e com perspectivas claras, sem vontade alguma de puxar o avô para a conversa e o passado.

Positivo: Uma postura séria, respeitadora, agregadora e positiva. Sem vergonha de elogiar o que foi bem feito nestes ultimos anos seja por Vieira ou Rui Costa, consciente que os benfiquistas não são burros e sabem que o elogio não é contagioso ou indiciador seja do que for. Mas na essência os pontos positivos são os de elogio ao Benfiquismo. e isso não faz dele um candidato.

Negativo: Como os seus companheiros de processo de eleitoral, não concretiza. É dos que inunda com menos ideias, apostando em temas mais centrais e fundamentais - o que é positivo - mas se querem falar dos temas, é preciso mostrar conteúdo, estudos reais, parceiros comprometidos, etc. Não podem continuar a generalizar. Temo que possa já estar fora da corrida e ainda não percebeu.

Cristóvão Carvalho: Como referi no caso de João Noronha Lopes, não me revejo no estilo também com este candidato. Muito centrado em guerrilhas entre candidatos, a falar sempre num elemento central do seu projecto: “as pessoas”, os “profissionais” e a “retenção de talento diretivo”. Mas se é assim tão central… Quem são? Como se vai reter? Que organograma? Não percebo bem esta candidatura, que mostra também ter "bolsos largos" mas continua sem "chutar a baliza". Aposta em conquistar três títulos europeus, mas depois diz que tal é assente no facto de a UEFA ter que mudar o modelo actual para não ser tão limitado aos top 5 mundiais para vencer a Champions... bom... não é propriamente algo que vá então ele resolver.

Positivo: Não foge a um bom debate, sempre disponível para o contraditório e gosta de chamar à discussão a sua diferenciação face aos demais candidatos. Arriscado mas pontua pela atitude.

Negativo: O mesmo que é positivo, torna-se negativo porque acaba por ficar trauliteiro, conflituoso e descentra a discussão só no "debate do contraditório" em vez de ser mais abrangente. Como Martim, temo que já está fora da corrida mas ele ainda não sabe.

Falta ainda acrescentar a esta lista apenas mais um candidato de um total de 6 que vão ter estas eleições: Luis Filipe Vieira. Fica claro que vem com dois objectivos:

1. Atingir a 2a volta - sem ela creio que ele nem teria tentado sequer ser candidato
2. Atingir Rui Costa por vingança - o que vai descentrar a campanha e o debate de questões essenciais

Assumindo que o incumbente é o mais provável candidato a estar numa segunda volta, mais ainda com os resultados desportivos positivos que todos esperamos como a entrada na Champions e ser este o ano da conquista do 39, Luis Filipe Vieira passa a ser o maior problema de quem ambiciona passar com Rui Costa a essa segunda volta. Aqui parece-me que João Noronha Lopes terá que centrar boa parte da sua campanha em Vieira para tentar ser ele a assumir essa "segunda vaga".

Com Vieira, João Noronha Lopes não irá lá com comunicados, frases preparadas e estratagemas. Terá que "ir às canelas" para tentar tirar o candidato de jogo o mais cedo possível porque o risco de não o fazer será João Diogo Manteigas o ultrapassar pela direita se este demora muito tempo a deixar fora de jogo Vieira.


As casas de apostas agora diriam que a odd maior para a 2a volta está em Rui Costa
e quem o acompanhará vai depender da campanha que João Noronha Lopes dizer essencialmente contra o passado de Vieira e acima de tudo da capacidade que João Noronha Lopes tenha para unir e agregar - o que basta olhar para as redes sociais e ver que não está a ser feito, com permanentes ataques entre benfiquistas.

Se for bem sucedida, teremos uma segunda volta empurrada pela "máquina de propaganda" (sem fins pejorativos, eu não gosto mas entendo que é o que ele e a equipa dele querem) de João Noronha Lopes. Se for mal sucedido, pode abrir a porta a Vieira numa 2a volta do SLBenfica e isto seria o fim de todos os projectos alternativos no SLBenfica. Seria o falhanço total.

Não coloquemos o ónus disto nos sócios. Se falharem contra Vieira, será porque não foram capazes de superar o que de pior marcou as ultimas décadas do SLBenfica. Os sócios não são burros e se no dia 25 de Outubro pensarem em Vieira é porque olharam à volta e viram que lidam melhor com o passado que não se orgulham, do que com um futuro em que não acreditam.

Caso os candidatos alternativos sejam bem sucedidos nas suas campanhas - o que neste momento não está a acontecer - a 2a volta será exclusivamente focada na mudança e aí teríamos João Noronha Lopes contra João Diogo Manteigas - o que acho muito pouco provável quando a dois meses das eleições não sabemos nada de nada de ninguém.

Seria um sinal de muito mau trabalho das alternativas, se Rui Costa vencesse à primeira volta. 

23 julho 2025

RGE: Se nada mais se focarem, isto não pode ser negociável - DEBATES

15 comentários

Há umas semanas eu fiz um post, para quem quiser revisitar com a Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral. São mais de 12 pontos que considerei importantes, redigidos dentro das minhas óbvias limitações técnicas e jurídicas para o efeito, mas o importante - mais do que o formato - era assegurar que os temas estavam na discussão.

Hoje ficámos a saber que o tema está a mexer, inclusive o PMAG irá ter (e bem) uma reunião amanhã com o candidato João Diogo Manteigas sobre o tema - no seguimento de uma proposta apresentada penso que pela sua candidatura com contributos para o RGE.



Infelizmente, há cerca de 25 anos que não há debates (em 2021 houve, OK, mas percebem o que quero dizer... foi a ferros arrancado à Direcção). Houve o ultimo entre Vilarinho e Vale e Azevedo, que ainda está na nossa memória, mas desde então, depois em 2003 quando Vilarinho passou a Vieira o testemunho planeado com o Bibi e Vieira desde o início da candidatura em 2000... nunca mais houve nada relevante e Vieira posicionou-se como Rei todo o Poderoso que não precisava prestar contas a ninguém nem mostrar os seus argumentos contra os seus opositores.


Vieira nunca quis debates porque sabia que quanto mais falasse, pior imagem transparecia, mais claro ficava que não era quem queria fazer os sócios achar que era.

Nada disto pode voltar a repetir-se. Os powerpoints aguentam tudo, as folhas de excel também... no conforto dos pulpitos dos seus acólito seguidores, todos os candidatos dizem coisas que todos acham bem e todos aplaudem.

O valor para o SLBenfica está na discussão de diferentes pontos de vista. De uma vez é preciso separar que é possível ser um grande benfiquista tendo um caminho que os demais consideram menos bom. O facto de num debate de ideias o A pensar diferente do B e dizer que a ideia do outro não funciona, jamais pode ser visto como um acto de superioridade ou inferioridade, mas sim discussão de diferentes caminhos para o SLBenfica.

Não há nem nunca vai haver um único caminho para o SLBenfica.
Não há nem nunca vai haver um "salvador" para o futuro do SLBenfica.

Dito isto, eu defendo que a campanha seja mais sobre debates e entrevistas do que passeios por Casas do SLBenfica onde os candidatos nunca puseram os pés em anos de benfiquismo. Esse périplo chega a ser confrangedor para quem está nas casas. Aparecem agora a querer votos e vão desaparecer doravante quer ganhem ou não.

Se querem liderar o Clube e Empresa mais mediáticos de Portugal, têm que ter capacidade de lidar com a exposição, contraditório e capacidade de adaptação a cenários onde as suas ideias são desafiadas e postas à prova.

Querem mostrar a coragem que tanto apregoam? EXIJAM VÁRIOS DEBATES!

Os podcasts querem continuar o bom serviço? CONVIDEM REPRESENTANTES DE CANDIDATURAS PARA DEBATER

A BenficaTV quer ser do Clube e não da Direcção? CONVIDEM PARA DEBATES CANDIDATOS A VICE PRESIDENTES e também CANDIDATOS A PRESIDENTES DA AG E CONSELHO FISCAL

São muitos debates? Então mas as visitas às casas, as idas às televisões não são muitas... mas andar a debater com outros é muito?

O que acham que vão fazer no futuro? Sim... vão passar a ser o alvo dos comentários, das críticas... No futuro, os que hoje são candidatos vão passar a ser os de quem se espera que:
- SE FAZEM BEM NÃO É MAIS QUE A OBRIGAÇÃO
- SE FAZEM MAL SÃO INCOMPETENTES

O que temem os candidatos para não apostar no contraditório? 
O que temem os candidatos para não mostrar as equipas?
O que temem os candidatos para não usarem as redes em nome próprio e não por responsáveis de campanha?

Têm a oportunidade de debater entre si sem serem obrigados... porque não dão o exemplo de que querem um Benfica mais proactivo e aberto à participação? A não ser que esperem só participações de gente alinhada....

Se os candidatos temem e não o fazem proactivamente, o que é um mau sinal dado que o exigem (e bem a quem está na liderança), então o RGE tem que ser muito claro:

- Todos os candidatos a cargos de Presidência têm que ter um debate 1:1

- Todos os candidatos a cargos de Presidëncia tëm que participar num debate entre os candidatos todos juntos. 

- Todos os candidatos a vice-presidentes devem aceitar a participação em 3 debates temáticos na BenficaTV, ficando a cargo da candidatura nomear o Vice a participar e não podem repetir o elemento participante.

Quem não participar, a sua candidatura não será válida para o dia 25 de Outubro.

Se nada mais desta Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral, pelo menos asseguremo-nos que os debates são um elemento central e que os sócios escolhem a partir do contraditório e não a partir do populismo

08 julho 2025

Eleições 2025: uma oportunidade para um novo percurso glorioso

43 comentários

Ao invés do que é costume nesta altura do ano, o tema principal entre os benfiquistas não é a pré-temporada ou as contratações e vendas. O tema principal é sem dúvida o ato eleitoral de Outubro.

Entre candidatos assumidos e que se falam, temos neste momento 6 nomes:

- João Diogo Manteigas

- João Noronha Lopes

- Cristóvão Carvalho

- Martim Mayer

- Rui Costa

- Luís Filipe Vieira

Claro que todos estes nomes merecem diferentes apreciações.

Começo, como será óbvio por Luís Filipe Vieira.

Como todos os que acompanham o NGB há anos bem sabem, nunca simpatizei com a figura “Vieira” no SL Benfica e critiquei a sua gestão do clube, sempre. Por isso, tem sido muito divertido assistir no X (Ex TWITTER) aos voluntários de Noronha Lopes chamarem-me de vieirista. Logo eu! Só mesmo para rir!

(Vieira nem está a mostrar inteligência pois o passado não regressa e nunca voltará a ter o apoio que já teve. Se tivesse ficado por apoiar um candidato mas fora de qualquer candidatura, seria o seu direito como sócio e ninguém poderia criticar.)

Foi com espanto e preocupação que assisti à sua nomeação para liderar o futebol do SL Benfica em 2001, nomeação essa feita por Manuel Vilarinho, João Noronha Lopes e restante Direcção.

O resto é história. Eleger Luís Filipe Vieira seria regressar a um passado de gestão nebulosa, a ter no SL Benfica novamente um parceiro do FC Porto, um parceiro do Sistema, e capturado por interesses. Aliás, nem me surpreendia que viesse com o segundo Artur Jorge, de seu nome Sérgio Conceição.   

Se você quer salvar o FC Porto e o Sistema, e não o SL Benfica, vote em Vieira.

Depois teremos Rui Costa.

Teve a coragem de avançar quando todos se encolheram em 2021, em especial Noronha Lopes. Esse mérito ninguém lhe retira. Só que as suas capacidades de gestão são curtas para uma empresa da dimensão do SL Benfica. Falta-lhe visão empresarial e liderança firme. Claro que aprendeu muito estes anos, mas não chega. Seria sensato sair pelo seu pé e perceber que não tem perfil para ser presidente do SL Benfica.

João Diogo Manteigas só foi uma surpresa para quem nunca o tinha escutado. Tem feito o seu caminho, tem passado conteúdos importantes, e tem procurado ser acessível a todos. O que lhe falta em máquina de campanha, ele compensa com gestão criteriosa de meios e tem o mérito de ter já um esboço de programa bastante interessante. De todos, até agora, sem dúvida o que mais se destacou. De longe. Um candidato sério à segunda volta em Outubro.

João Noronha Lopes regressou, depois de ter virado as costas mais uma vez ao SL Benfica em 2021, depois de em 2001 também ter desprezado o SL Benfica, depois de ter participado na escolha de Luís Filipe Vieira para o SL Benfica. Continua a apostar numa campanha tipo partido político, sem ideias próprias e sempre à pesca das dos outros, e pendurado em “personalidades” e recomendações. Vazio de conteúdo, como tinha sido em 2020. Não será opção para os benfiquistas pois todos já viram que Noronha Lopes à primeira oportunidade abandona o barco.

De Cristóvão Carvalho e Martim Mayer ainda se sabe pouco. Estão no início do percurso de se darem a conhecer aos benfiquistas e certamente que terão a oportunidade de mostrar as suas ideias. Mas sem dúvida que são bem-vindos e que vão enriquecer o debate.

Os benfiquistas terão pela primeira vez em muitos anos opções diferentes de escolha. Talvez a estes 6 se juntem mais um ou dois nomes.

O que será garantido é que teremos debates nas TVs ricos em conteúdo e discussão de ideias e opções. Desta vez, até Vieira vai querer ir a debate, pois se ficar de fora mostrará que tem medo de defender o próprio legado e será uma oportunidade de ouro para os outros candidatos passarem um debate de 3 horas a expor Vieira sem contraditório.

Que o SL Benfica saia vitorioso em Outubro e inicie um novo percurso glorioso.

21 junho 2025

Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral

28 comentários

Não sou nem pretendo ser juiz, advogado ou sequer tenho noções jurídicas, mas quis dar o um contributo à discussão do RGE - Regulamento Geral Eleitoral, com algumas ideias que me parecem essenciais para os futuros actos eleitorais, incluindo desde já este de Outubro 2025.

Todas, sem excepção são debatíveis, questionáveis ou porventura podem estar formuladas de forma incorreta. Tentei não escrever nada que entrasse em conflito com os novos estatutos, mas pode ter acontecido. É um contributo de um leigo na matéria:

Artigo 1.º – Objeto

Este Regulamento define os aspetos procedimentais, éticos e operacionais do processo eleitoral que não estão expressamente previstos nos Estatutos, nomeadamente ao nível de:

  • Transparência financeira e institucional.
  • Procedimentos documentais.
  • Boas práticas de integridade.
  • Reforço da credibilidade do ato eleitoral.


Artigo 2.º – Declarações Obrigatórias das Listas

Cada lista apresentada para qualquer órgão social deve, além do exigido pelos Estatutos, entregar os seguintes documentos complementares:

a) Declaração de pelouros propostos

  • Identificação de cada elemento da direcção e definição clara das áreas de responsabilidade previstas para cada um.
  • Atribuições devem respeitar a organização interna e especialização funcional.

b) Declaração de remuneração

  • Lista com os nomes dos membros da candidatura que, caso eleitos, irão exercer funções remuneradas no âmbito dos órgãos sociais, com remuneração a deliberar pela Comissão de Remunerações, tal como previsto nos Estatutos do Clube.
  • Deve indicar o tipo de vínculo previsto (ex: tempo integral, tempo parcial, representação institucional).

c) Declaração de interesses

  • Documento individual, assinado, que declare:
    • Participações diretas ou indiretas em empresas do setor desportivo, media, marketing, construção ou outros com potencial conflito de interesse.
    • Relações familiares ou societárias com fornecedores ou credores do Grupo Benfica.
    • Envolvimento em processos judiciais relacionados com gestão desportiva ou empresarial.

d) Cláusula de Verificação de Idoneidade e Integridade

Todos os candidatos a órgãos sociais deverão declarar, sob compromisso de honra, que:

  • Não estão envolvidos em processos judiciais por crimes económicos, corrupção, gestão danosa ou crimes fiscais.
  • Não têm condenações transitadas em julgado que afetem a sua reputação pública.

 

Artigo 3.º – Representação da Juventude e das Modalidades

Cada lista deve incluir pelo menos:

  • 1 membro com idade inferior a 35 anos (representatividade da nova geração benfiquista).
  • 1 membro com experiência reconhecida nas modalidades amadoras (ex-atleta, dirigente ou gestor).

Artigo 4.º –  Voto Eletrónico e Voto Remoto via Chave Móvel Digital

Princípio Geral

O voto eletrónico e remoto será permitido, conforme previsto nos Estatutos, mediante acordo expresso entre todas as listas candidatas e sob aprovação da Mesa da Assembleia Geral. A sua implementação deve garantir:

  • A universalidade e equidade do exercício do voto,
  • A segurança e anonimato do votante,
  • A independência do processo face às estruturas do Clube,
  • E a plena auditabilidade por entidades externas e pelos delegados das listas.


Voto Eletrónico Presencial Descentralizado

Locais de Votação

O voto eletrónico presencial será disponibilizado em:

  • Todas as Casas Oficiais do SL Benfica reconhecidas estatutariamente,
  • Desde que exista uma distância mínima de 50 km entre cada local de voto eletrónico, para assegurar cobertura geográfica nacional equitativa.

Condições e Segurança

  • Os terminais de voto eletrónico deverão ser certificados por entidade externa contratada pela Mesa da Assembleia Geral.
  • Os sistemas deverão garantir anonimato absoluto, integridade dos dados e inexistência de qualquer ligação técnica com infraestruturas do Clube.
  • Cada local de votação contará com um delegado por lista candidata.


Voto Remoto com Chave Móvel Digital (CMD) e Correspondência Postal

Elegibilidade e Pedido

  • Qualquer sócio com pelo menos 5 anos de antiguidade e quotas regularizadas pode requerer o voto remoto.
  • O pedido deve ser feito até 30 dias antes da data do ato eleitoral, através de formulário online autenticado via Chave Móvel Digital (CMD), sistema reconhecido pelo Estado português.

Validação e Autorização

  • O processo está sujeito a validação e aceitação por parte do Clube, nomeadamente verificação da elegibilidade, regularização de dados e morada atualizada.
  • Só serão aceites pedidos previamente aprovados e comunicados ao sócio por via eletrónica (email com comprativo que o sócio deve guardar).

Envio e Receção do Voto

  • Após validação, o Clube enviará por correio:
    • O boletim de voto físico personalizado,
    • Um envelope de segurança,
    • E um envelope de remessa pré-pago e fechado, endereçado diretamente a uma apartado, correspondente a uma entidade independente de custódia de votos.
  • O sócio deve:
    • Preencher o boletim,
    • Selar o envelope de voto,
    • E enviá-lo por correio, exclusivamente nesse envelope, até 5 dias uteis antes do acto eleitoral formal.

Validação do Voto

  • Só serão considerados válidos os votos remotos que:
    • Tenham sido autenticados via CMD,
    • Tenham correspondência exata entre a autenticação digital e a receção do voto físico.
  • Em caso de discrepância entre voto eletrónico remoto (CMD) e voto físico, prevalecerá o voto físico.


Entidade Técnica e Auditoria

Contratação e Requisitos

  • A Mesa da Assembleia Geral contratará uma entidade externa especializada em processos eleitorais digitais, com histórico comprovado em eleições auditáveis.
  • O processo de identificação e selecção da empresa deverá contar com um representante de cada lista, em regime de observação, cabendo à Mesa da Assembleia Geral a integral responsabilidade pelo processo. Os representantes das listas estão proibidos de qualquer declaração publica sobre o processo.
  • O sistema deverá cumprir:
    • Encriptação ponta-a-ponta,
    • Certificação ISO/IEC 27001 ou equivalente,
    • Logs de integridade acessíveis aos delegados das listas.

Supervisão e Delegados

  • Todo o processo será auditável em tempo real pelos delegados das listas candidatas, em igualdade de condições.
  • Uma Comissão Técnica Eleitoral, supervisionará a execução técnica do sistema  e será composta por:
    • 1 representante da Mesa da Assembleia Geral,
    • 1 técnico de segurança informática externo,
    • 1 jurista de proteção de dados,
    • E 1 delegado por cada lista,.

 

Encerramento do Voto e Contagem Final

Votos físicos – Contagem e Envio

  • Após o encerramento do ato eleitoral, os votos físicos recebidos pela entidade independente de custódia deverão ser:
    • Lacrados, numerados e transportados com segurança,
    • E entregues imediatamente à mesa central de voto, situada no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.
  • Após o encerramento do ato eleitoral, os votos físicos recebidos em cada assembleia de voto deverão ser:
    • Contados no local e validados por todas as candidaturas
    • Lacrados, numerados e transportados com segurança,
    • E entregues num prazo de 24h à mesa central de voto, situada no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

Contagem

  • Os votos recebidos via correspondência serão abertos e contados conjuntamente com os votos físicos presenciais, sob supervisão dos delegados das listas e da entidade auditora.


Publicação e Transparência

  • Serão disponibilizados publicamente no portal do clube até 48h após o encerramento da contagem, relatórios de:
    • Logs eletrónicos (apenas mediante solicitação formal à MAG)
    • Quantidade de votos recebidos por canal,
    • Resultados por local e via de voto,

Artigo 5.º – Publicação do Plano de Governação Pós-Eleições

Todas as candidaturas à Direção devem incluir, juntamente com o programa eleitoral, um plano de primeiros 100 dias, incluindo medidas de governação, auditoria, revisão organizacional e transparência.

 

Artigo 6.º – Conduta e Financiamento de Campanha

  1. As listas devem apresentar, com a candidatura, um orçamento estimado da campanha e fontes previstas de financiamento.
  2. São expressamente proibidas:
    • Doações em numerário, exceto por transferência bancária nominal.
    • Receitas de entidades com contratos ativos com o SLB ou suas participadas.
    • Utilização de instalações, funcionários ou meios do clube sem aprovação da MAG.
  3. Além da entrega do orçamento e do relatório final, todas as listas devem:
    • Identificar nominalmente todos os financiadores individuais com donativos superiores a 1.000€.
    • Declarar expressamente que não aceitaram financiamento estrangeiro de entidades com interesses comerciais junto do clube.
  4. O orçamento máximo de campanha por candidatura será de 300.000€, incluindo todos os custos diretos e indiretos, com exceção de serviços voluntários e apoio técnico não remunerado declarado. Todas as receitas e despesas devem constar de relatório entregue à Mesa da Assembleia Geral até 30 dias após o ato eleitoral.
  5. O Clube restituirá 50% do valor investido a todas as candidaturas que obtenham mais de 20% dos votos e restituirá 100% do valor da campanha às listas vencedoras. As listas devem previamente indicar se pretendem abdicar de receber os valores correspondentes
  6. O relatório final de contas da campanha deve ser entregue até 30 dias após o ato eleitoral.
  7. A Mesa reserva-se o direito de solicitar a qualquer lista auditoria externa ao financiamento da campanha, caso haja indícios de infração.
  8. Caso se confirme infração, a Direcção eleita será destituída e realizar-se-á novo processo eleitoral.

 

Artigo 7.º – Publicação de Dados e Transparência

Para garantir igualdade e integridade do processo:

  1. O Clube disponibilizará uma plataforma oficial de acompanhamento do processo eleitoral, onde serão publicados:
    • Listas completas com pelouros e indicação de remuneração ou não.
    • Declarações de interesses (resumo não confidencial).
    • Orçamentos de campanha.
    • Comunicações oficiais da MAG.
    • Agenda de acções de campanha previstas para a semana seguinte
  2. As listas poderão remeter comunicações públicas oficiais à MAG para divulgação nessa plataforma, sujeitas a moderação neutra.

 

Artigo 8.º – Debates e Igualdade de Tratamento

  1. A MAG, em colaboração com Benfica TV e outros meios do clube, promoverá um mínimo de dois debates públicos oficiais, presenciais.
    1. Cada candidato terá que aceitar:
      1. Um debate publico presencial a dois com cada um dos outros candidatos e um debate entre todos os candidatos.
      2. Caso ocorra segunda volta, deverá voltar a repetir-se um debate publico presencial a dois.
  2. As listas terão tempo igual para participação e acesso a meios oficiais (dentro de espaço previamente definido).
  3. Qualquer violação do princípio da equidade comunicacional poderá levar à suspensão do acesso a meios do clube e exclusão da candidatura.

 

Artigo 9.º Canal Ético Eleitoral

Criação de um canal digital confidencial para denúncia de irregularidades durante o processo eleitoral, sob gestão da Mesa da Assembleia Geral ou entidade externa neutra.

Ficará disponível desde 15 dias antes do acto eleitoral e qualquer sócio poderá denunciar irregularidades durante a campanha e/ou o acto eleitoral, sendo apenas aceites denuncias com apresentação de provas documentais e/ou testemunhas que as possam corroborar de forma inequívoca.

 

Artigo 10.º – Boletins, Fiscais e Recurso

  1. Cada lista pode nomear:
    • Até 5 fiscais para as urnas.
    • 1 mandatário junto da Mesa da Assembleia Geral.
  2. Os boletins de voto incluirão:
    • Nome da lista.
    • Nome do candidato a Presidente ao órgão.
    • Nome dos vice-presidentes e respectivos pelouros
    • Símbolo (opcional).
  3. Qualquer reclamação deve ser formalizada até 2h após o encerramento das urnas.

 

Artigo 11.º – Código de Conduta Eleitoral Temporário

Todas as listas devem subscrever um Código de Conduta da Campanha, com compromissos sobre:

  • Ética no discurso público.
  • Proibição de insultos, difamação ou desinformação.
  • Compromisso com debates abertos e respeito institucional.

 

Artigo 12.º – Disposições Finais

  1. A Mesa da Assembleia Geral reserva-se o direito de interpretar e aplicar este regulamento, em articulação com os Estatutos.
  2. Casos omissos serão resolvidos à luz do princípio da transparência e da igualdade de tratamento.
  3. Este Regulamento entra em vigor na data da sua publicação oficial

ranking