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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Não sei ainda para onde vou, mas não vou por aí!

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Estamos a menos de dois meses de mais um acto eleitoral do SLBenfica. Sim, mais um. Não é histórico, nem o mais importante de sempre, nem um ponto seja lá do que for. É um acto eleitoral tão importante como os demais e não passou a mais importante só porque os adormecidos resolveram acordar.

Neste momento considero absolutamente impossível alguém constituir-se apoiante ou votante seja em quem for. Aliás, eu diria que saber em que se vai votar quando nada foi apresentado, é o equivalente ao "acto de fé" em Luis Filipe Vieira tantas vezes criticado precisamente por quem diz saber em quem vai votar.

Os que dizem "vou votar no A" ou "vou votar em B" fazem-no com base em quê?

- Onde posso consultar o programa eleitoral desses candidatos?
- Onde posso ver quem são os membros das equipas dos órgãos sociais e, pelo menos os principais, para a SAD?

Sem estes dois elementos de base é absolutamente IMPOSSÍVEL alguém dizer que vai votar em alguém sem que isso seja por convicção. Ora, essa é precisamente a mesma convicção tantas vezes criticada - E BEM - quando muitos sócios repetiam os votos em Luis Filipe Vieira.

Por isso, se assim for, sou forçado a insistir que quem não estava contra a propaganda do Vieira... a propaganda eles gostam... só querem é ser enganados por outro de quem acham que gostam mais. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Rui Costa, que não abriu a boca desde que apresentou a candidatura, porque gosta do Sudakov, do Rios, de ter vencido a Supertaça ou porque só não venceram o campeonato porque o Sporting foi ajudado (e foi)!

Isto são tudo factos, é verdade, mas nenhum confere motivo para votar de forma consciente em Rui Costa. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato João Noronha Lopes, quando este diz uma quantidade de jargões vagos, que não concretiza, que se atravessa com investimentos que não explica como vai realizar e diz que vai mudar para situações que já existem ao dia de hoje.

Tudo o que ele diz pode fazer mais ou menos sentido para cada um, mas deixado tudo no ar, são apenas boas intenções que não justificam voto algum de forma sustentada. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato João Diogo Manteigas, apesar de ser o que de longe mais tem concretizado de forma efectiva, quando apesar disso existem os organogramas, os modelos de funcionamento, etc, mas não há informação de quem os vai efectivar. Bom plano com maus executantes é quase pior do que não ter plano algum.

Consigo rever-me em muito do que diz João Diogo, mas não tenho informação que me permita entender se a execução é sustentada, além do que muitas das suas permissas, nomeadamente para o futebol português assentam numa base que parece que existimos sozinhos. Isso é um erro de base. Desculpem mas (ainda) não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Cristóvão Carvalho, quando diz que tem investidores mas não diz quem são, que vai assentar o seu projecto em quadros de primeira linha mas não diz quem são, que faz uma campanha muitas vezes apontada a João Noronha Lopes em vez de focar no que quer para o SLBenfica.

Ao contrário dos três anteriores, o que diz não sei se é verdade ou não, não sei se é concretizável ou não, porque são excelentes intenções, mas explicadas de forma bélica e explosiva. Desculpem mas não vou por ai...

Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Martim Mayer, apesar de ser o único que já apresentou os dois lideres que trará consigo para eleições ao Conselho Fiscal e Mesa da AG, mas depois tem um discurso bastante vago ao nível do que quer executar e assustadoramente próximo do que diz Luis Filipe Vieira.

Sem expressão mediática, sem um nível de actividade e interação relevante com os sócios, dá-me a ideia que se trata de uma candidatura que não será para ir até final e se é assim, então para quê tudo isto? Desculpem mas não vou por ai...

Por fim Luis Filipe Vieira. Não posso entender que haja quem diga que vota no candidato Luis Filipe Vieira. Era só isto, neste caso.

Continuo sem entender porque levam já meses "de estrada" e as perguntas que fiz antes no tópico Quereremos eleger um "El Rei Salvador II!"? Bem Prega Frei Tomás... continuam por responder:

1. Os programas finais e as suas ideias-chave (seguramente não me vão querer convencer que vão fazer as 1001 coisas que já falaram)

2. As equipas de vice-presidentes e quem ocupará os cargos-chave (não preciso saber todos) da SAD

3. Porque os candidatos não organizam debates entre si transmitidos no Youtube ou nalgum podcast em directo? Porque precisam da MAG para isso?

4. Onde estão os fundamentos económicos das medidas apresentadas? Quanto custam? Quem e como se implementará? Que rubricas do orçamento o suportam? 

5. Vejo muito falar em aumentos de receitas e em maior acerto nas decisões. Como é que isso vai ser feito? Quais são e por quanto as rubricas que vamos aumentar as receitas? Como? Como vamos assegurar essa formula de "maior" acerto nas decisões, algo em que todos os clubes no Mundo batalham.

Podem continuar a ter equipas de comunicação e de conteúdos a bombardear as redes diariamente com tweets e posts artificiais... mas sem, pelo menos, estes 5 elementos qualquer sentido de voto definido é completamente vazio.

A isto junta-se uma incapacidade atroz de colocar os superiores interesses do SLBenfica à frente e resolver a situação do voto para quem não pode ou não tem condições de se deslocar às mesas de voto. Eu apresentei uma recomendação no tópico Eleições: TODOS VOTAM OU HÁ MEDO? não sie se é a melhor solução, mas sei que é uma solução... coisa que actualmente não temos. 

O ponto #1 de qualquer candidato deveria ser que houvesse condições para que TODOS VOTASSEM, MAS TODOS MESMO! Qualquer candidato deveria querer ser eleito pela maioria dos benfiquistas votantes e não pela maioria dos que votaram num universo de 10% ou 20% do total de sócios votantes.

PERCAM O MEDO E CHEGUEM-SE À FRENTE ou estarão necessária e objetivamente a fazer o jogo do incumbente e actual presidente.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

RGE: Se nada mais se focarem, isto não pode ser negociável - DEBATES

15 comentários

Há umas semanas eu fiz um post, para quem quiser revisitar com a Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral. São mais de 12 pontos que considerei importantes, redigidos dentro das minhas óbvias limitações técnicas e jurídicas para o efeito, mas o importante - mais do que o formato - era assegurar que os temas estavam na discussão.

Hoje ficámos a saber que o tema está a mexer, inclusive o PMAG irá ter (e bem) uma reunião amanhã com o candidato João Diogo Manteigas sobre o tema - no seguimento de uma proposta apresentada penso que pela sua candidatura com contributos para o RGE.



Infelizmente, há cerca de 25 anos que não há debates (em 2021 houve, OK, mas percebem o que quero dizer... foi a ferros arrancado à Direcção). Houve o ultimo entre Vilarinho e Vale e Azevedo, que ainda está na nossa memória, mas desde então, depois em 2003 quando Vilarinho passou a Vieira o testemunho planeado com o Bibi e Vieira desde o início da candidatura em 2000... nunca mais houve nada relevante e Vieira posicionou-se como Rei todo o Poderoso que não precisava prestar contas a ninguém nem mostrar os seus argumentos contra os seus opositores.


Vieira nunca quis debates porque sabia que quanto mais falasse, pior imagem transparecia, mais claro ficava que não era quem queria fazer os sócios achar que era.

Nada disto pode voltar a repetir-se. Os powerpoints aguentam tudo, as folhas de excel também... no conforto dos pulpitos dos seus acólito seguidores, todos os candidatos dizem coisas que todos acham bem e todos aplaudem.

O valor para o SLBenfica está na discussão de diferentes pontos de vista. De uma vez é preciso separar que é possível ser um grande benfiquista tendo um caminho que os demais consideram menos bom. O facto de num debate de ideias o A pensar diferente do B e dizer que a ideia do outro não funciona, jamais pode ser visto como um acto de superioridade ou inferioridade, mas sim discussão de diferentes caminhos para o SLBenfica.

Não há nem nunca vai haver um único caminho para o SLBenfica.
Não há nem nunca vai haver um "salvador" para o futuro do SLBenfica.

Dito isto, eu defendo que a campanha seja mais sobre debates e entrevistas do que passeios por Casas do SLBenfica onde os candidatos nunca puseram os pés em anos de benfiquismo. Esse périplo chega a ser confrangedor para quem está nas casas. Aparecem agora a querer votos e vão desaparecer doravante quer ganhem ou não.

Se querem liderar o Clube e Empresa mais mediáticos de Portugal, têm que ter capacidade de lidar com a exposição, contraditório e capacidade de adaptação a cenários onde as suas ideias são desafiadas e postas à prova.

Querem mostrar a coragem que tanto apregoam? EXIJAM VÁRIOS DEBATES!

Os podcasts querem continuar o bom serviço? CONVIDEM REPRESENTANTES DE CANDIDATURAS PARA DEBATER

A BenficaTV quer ser do Clube e não da Direcção? CONVIDEM PARA DEBATES CANDIDATOS A VICE PRESIDENTES e também CANDIDATOS A PRESIDENTES DA AG E CONSELHO FISCAL

São muitos debates? Então mas as visitas às casas, as idas às televisões não são muitas... mas andar a debater com outros é muito?

O que acham que vão fazer no futuro? Sim... vão passar a ser o alvo dos comentários, das críticas... No futuro, os que hoje são candidatos vão passar a ser os de quem se espera que:
- SE FAZEM BEM NÃO É MAIS QUE A OBRIGAÇÃO
- SE FAZEM MAL SÃO INCOMPETENTES

O que temem os candidatos para não apostar no contraditório? 
O que temem os candidatos para não mostrar as equipas?
O que temem os candidatos para não usarem as redes em nome próprio e não por responsáveis de campanha?

Têm a oportunidade de debater entre si sem serem obrigados... porque não dão o exemplo de que querem um Benfica mais proactivo e aberto à participação? A não ser que esperem só participações de gente alinhada....

Se os candidatos temem e não o fazem proactivamente, o que é um mau sinal dado que o exigem (e bem a quem está na liderança), então o RGE tem que ser muito claro:

- Todos os candidatos a cargos de Presidência têm que ter um debate 1:1

- Todos os candidatos a cargos de Presidëncia tëm que participar num debate entre os candidatos todos juntos. 

- Todos os candidatos a vice-presidentes devem aceitar a participação em 3 debates temáticos na BenficaTV, ficando a cargo da candidatura nomear o Vice a participar e não podem repetir o elemento participante.

Quem não participar, a sua candidatura não será válida para o dia 25 de Outubro.

Se nada mais desta Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral, pelo menos asseguremo-nos que os debates são um elemento central e que os sócios escolhem a partir do contraditório e não a partir do populismo

terça-feira, 8 de julho de 2025

Eleições 2025: uma oportunidade para um novo percurso glorioso

43 comentários

Ao invés do que é costume nesta altura do ano, o tema principal entre os benfiquistas não é a pré-temporada ou as contratações e vendas. O tema principal é sem dúvida o ato eleitoral de Outubro.

Entre candidatos assumidos e que se falam, temos neste momento 6 nomes:

- João Diogo Manteigas

- João Noronha Lopes

- Cristóvão Carvalho

- Martim Mayer

- Rui Costa

- Luís Filipe Vieira

Claro que todos estes nomes merecem diferentes apreciações.

Começo, como será óbvio por Luís Filipe Vieira.

Como todos os que acompanham o NGB há anos bem sabem, nunca simpatizei com a figura “Vieira” no SL Benfica e critiquei a sua gestão do clube, sempre. Por isso, tem sido muito divertido assistir no X (Ex TWITTER) aos voluntários de Noronha Lopes chamarem-me de vieirista. Logo eu! Só mesmo para rir!

(Vieira nem está a mostrar inteligência pois o passado não regressa e nunca voltará a ter o apoio que já teve. Se tivesse ficado por apoiar um candidato mas fora de qualquer candidatura, seria o seu direito como sócio e ninguém poderia criticar.)

Foi com espanto e preocupação que assisti à sua nomeação para liderar o futebol do SL Benfica em 2001, nomeação essa feita por Manuel Vilarinho, João Noronha Lopes e restante Direcção.

O resto é história. Eleger Luís Filipe Vieira seria regressar a um passado de gestão nebulosa, a ter no SL Benfica novamente um parceiro do FC Porto, um parceiro do Sistema, e capturado por interesses. Aliás, nem me surpreendia que viesse com o segundo Artur Jorge, de seu nome Sérgio Conceição.   

Se você quer salvar o FC Porto e o Sistema, e não o SL Benfica, vote em Vieira.

Depois teremos Rui Costa.

Teve a coragem de avançar quando todos se encolheram em 2021, em especial Noronha Lopes. Esse mérito ninguém lhe retira. Só que as suas capacidades de gestão são curtas para uma empresa da dimensão do SL Benfica. Falta-lhe visão empresarial e liderança firme. Claro que aprendeu muito estes anos, mas não chega. Seria sensato sair pelo seu pé e perceber que não tem perfil para ser presidente do SL Benfica.

João Diogo Manteigas só foi uma surpresa para quem nunca o tinha escutado. Tem feito o seu caminho, tem passado conteúdos importantes, e tem procurado ser acessível a todos. O que lhe falta em máquina de campanha, ele compensa com gestão criteriosa de meios e tem o mérito de ter já um esboço de programa bastante interessante. De todos, até agora, sem dúvida o que mais se destacou. De longe. Um candidato sério à segunda volta em Outubro.

João Noronha Lopes regressou, depois de ter virado as costas mais uma vez ao SL Benfica em 2021, depois de em 2001 também ter desprezado o SL Benfica, depois de ter participado na escolha de Luís Filipe Vieira para o SL Benfica. Continua a apostar numa campanha tipo partido político, sem ideias próprias e sempre à pesca das dos outros, e pendurado em “personalidades” e recomendações. Vazio de conteúdo, como tinha sido em 2020. Não será opção para os benfiquistas pois todos já viram que Noronha Lopes à primeira oportunidade abandona o barco.

De Cristóvão Carvalho e Martim Mayer ainda se sabe pouco. Estão no início do percurso de se darem a conhecer aos benfiquistas e certamente que terão a oportunidade de mostrar as suas ideias. Mas sem dúvida que são bem-vindos e que vão enriquecer o debate.

Os benfiquistas terão pela primeira vez em muitos anos opções diferentes de escolha. Talvez a estes 6 se juntem mais um ou dois nomes.

O que será garantido é que teremos debates nas TVs ricos em conteúdo e discussão de ideias e opções. Desta vez, até Vieira vai querer ir a debate, pois se ficar de fora mostrará que tem medo de defender o próprio legado e será uma oportunidade de ouro para os outros candidatos passarem um debate de 3 horas a expor Vieira sem contraditório.

Que o SL Benfica saia vitorioso em Outubro e inicie um novo percurso glorioso.

sábado, 21 de junho de 2025

Contribuição do NGB para o Regulamento Geral Eleitoral

28 comentários

Não sou nem pretendo ser juiz, advogado ou sequer tenho noções jurídicas, mas quis dar o um contributo à discussão do RGE - Regulamento Geral Eleitoral, com algumas ideias que me parecem essenciais para os futuros actos eleitorais, incluindo desde já este de Outubro 2025.

Todas, sem excepção são debatíveis, questionáveis ou porventura podem estar formuladas de forma incorreta. Tentei não escrever nada que entrasse em conflito com os novos estatutos, mas pode ter acontecido. É um contributo de um leigo na matéria:

Artigo 1.º – Objeto

Este Regulamento define os aspetos procedimentais, éticos e operacionais do processo eleitoral que não estão expressamente previstos nos Estatutos, nomeadamente ao nível de:

  • Transparência financeira e institucional.
  • Procedimentos documentais.
  • Boas práticas de integridade.
  • Reforço da credibilidade do ato eleitoral.


Artigo 2.º – Declarações Obrigatórias das Listas

Cada lista apresentada para qualquer órgão social deve, além do exigido pelos Estatutos, entregar os seguintes documentos complementares:

a) Declaração de pelouros propostos

  • Identificação de cada elemento da direcção e definição clara das áreas de responsabilidade previstas para cada um.
  • Atribuições devem respeitar a organização interna e especialização funcional.

b) Declaração de remuneração

  • Lista com os nomes dos membros da candidatura que, caso eleitos, irão exercer funções remuneradas no âmbito dos órgãos sociais, com remuneração a deliberar pela Comissão de Remunerações, tal como previsto nos Estatutos do Clube.
  • Deve indicar o tipo de vínculo previsto (ex: tempo integral, tempo parcial, representação institucional).

c) Declaração de interesses

  • Documento individual, assinado, que declare:
    • Participações diretas ou indiretas em empresas do setor desportivo, media, marketing, construção ou outros com potencial conflito de interesse.
    • Relações familiares ou societárias com fornecedores ou credores do Grupo Benfica.
    • Envolvimento em processos judiciais relacionados com gestão desportiva ou empresarial.

d) Cláusula de Verificação de Idoneidade e Integridade

Todos os candidatos a órgãos sociais deverão declarar, sob compromisso de honra, que:

  • Não estão envolvidos em processos judiciais por crimes económicos, corrupção, gestão danosa ou crimes fiscais.
  • Não têm condenações transitadas em julgado que afetem a sua reputação pública.

 

Artigo 3.º – Representação da Juventude e das Modalidades

Cada lista deve incluir pelo menos:

  • 1 membro com idade inferior a 35 anos (representatividade da nova geração benfiquista).
  • 1 membro com experiência reconhecida nas modalidades amadoras (ex-atleta, dirigente ou gestor).

Artigo 4.º –  Voto Eletrónico e Voto Remoto via Chave Móvel Digital

Princípio Geral

O voto eletrónico e remoto será permitido, conforme previsto nos Estatutos, mediante acordo expresso entre todas as listas candidatas e sob aprovação da Mesa da Assembleia Geral. A sua implementação deve garantir:

  • A universalidade e equidade do exercício do voto,
  • A segurança e anonimato do votante,
  • A independência do processo face às estruturas do Clube,
  • E a plena auditabilidade por entidades externas e pelos delegados das listas.


Voto Eletrónico Presencial Descentralizado

Locais de Votação

O voto eletrónico presencial será disponibilizado em:

  • Todas as Casas Oficiais do SL Benfica reconhecidas estatutariamente,
  • Desde que exista uma distância mínima de 50 km entre cada local de voto eletrónico, para assegurar cobertura geográfica nacional equitativa.

Condições e Segurança

  • Os terminais de voto eletrónico deverão ser certificados por entidade externa contratada pela Mesa da Assembleia Geral.
  • Os sistemas deverão garantir anonimato absoluto, integridade dos dados e inexistência de qualquer ligação técnica com infraestruturas do Clube.
  • Cada local de votação contará com um delegado por lista candidata.


Voto Remoto com Chave Móvel Digital (CMD) e Correspondência Postal

Elegibilidade e Pedido

  • Qualquer sócio com pelo menos 5 anos de antiguidade e quotas regularizadas pode requerer o voto remoto.
  • O pedido deve ser feito até 30 dias antes da data do ato eleitoral, através de formulário online autenticado via Chave Móvel Digital (CMD), sistema reconhecido pelo Estado português.

Validação e Autorização

  • O processo está sujeito a validação e aceitação por parte do Clube, nomeadamente verificação da elegibilidade, regularização de dados e morada atualizada.
  • Só serão aceites pedidos previamente aprovados e comunicados ao sócio por via eletrónica (email com comprativo que o sócio deve guardar).

Envio e Receção do Voto

  • Após validação, o Clube enviará por correio:
    • O boletim de voto físico personalizado,
    • Um envelope de segurança,
    • E um envelope de remessa pré-pago e fechado, endereçado diretamente a uma apartado, correspondente a uma entidade independente de custódia de votos.
  • O sócio deve:
    • Preencher o boletim,
    • Selar o envelope de voto,
    • E enviá-lo por correio, exclusivamente nesse envelope, até 5 dias uteis antes do acto eleitoral formal.

Validação do Voto

  • Só serão considerados válidos os votos remotos que:
    • Tenham sido autenticados via CMD,
    • Tenham correspondência exata entre a autenticação digital e a receção do voto físico.
  • Em caso de discrepância entre voto eletrónico remoto (CMD) e voto físico, prevalecerá o voto físico.


Entidade Técnica e Auditoria

Contratação e Requisitos

  • A Mesa da Assembleia Geral contratará uma entidade externa especializada em processos eleitorais digitais, com histórico comprovado em eleições auditáveis.
  • O processo de identificação e selecção da empresa deverá contar com um representante de cada lista, em regime de observação, cabendo à Mesa da Assembleia Geral a integral responsabilidade pelo processo. Os representantes das listas estão proibidos de qualquer declaração publica sobre o processo.
  • O sistema deverá cumprir:
    • Encriptação ponta-a-ponta,
    • Certificação ISO/IEC 27001 ou equivalente,
    • Logs de integridade acessíveis aos delegados das listas.

Supervisão e Delegados

  • Todo o processo será auditável em tempo real pelos delegados das listas candidatas, em igualdade de condições.
  • Uma Comissão Técnica Eleitoral, supervisionará a execução técnica do sistema  e será composta por:
    • 1 representante da Mesa da Assembleia Geral,
    • 1 técnico de segurança informática externo,
    • 1 jurista de proteção de dados,
    • E 1 delegado por cada lista,.

 

Encerramento do Voto e Contagem Final

Votos físicos – Contagem e Envio

  • Após o encerramento do ato eleitoral, os votos físicos recebidos pela entidade independente de custódia deverão ser:
    • Lacrados, numerados e transportados com segurança,
    • E entregues imediatamente à mesa central de voto, situada no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.
  • Após o encerramento do ato eleitoral, os votos físicos recebidos em cada assembleia de voto deverão ser:
    • Contados no local e validados por todas as candidaturas
    • Lacrados, numerados e transportados com segurança,
    • E entregues num prazo de 24h à mesa central de voto, situada no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

Contagem

  • Os votos recebidos via correspondência serão abertos e contados conjuntamente com os votos físicos presenciais, sob supervisão dos delegados das listas e da entidade auditora.


Publicação e Transparência

  • Serão disponibilizados publicamente no portal do clube até 48h após o encerramento da contagem, relatórios de:
    • Logs eletrónicos (apenas mediante solicitação formal à MAG)
    • Quantidade de votos recebidos por canal,
    • Resultados por local e via de voto,

Artigo 5.º – Publicação do Plano de Governação Pós-Eleições

Todas as candidaturas à Direção devem incluir, juntamente com o programa eleitoral, um plano de primeiros 100 dias, incluindo medidas de governação, auditoria, revisão organizacional e transparência.

 

Artigo 6.º – Conduta e Financiamento de Campanha

  1. As listas devem apresentar, com a candidatura, um orçamento estimado da campanha e fontes previstas de financiamento.
  2. São expressamente proibidas:
    • Doações em numerário, exceto por transferência bancária nominal.
    • Receitas de entidades com contratos ativos com o SLB ou suas participadas.
    • Utilização de instalações, funcionários ou meios do clube sem aprovação da MAG.
  3. Além da entrega do orçamento e do relatório final, todas as listas devem:
    • Identificar nominalmente todos os financiadores individuais com donativos superiores a 1.000€.
    • Declarar expressamente que não aceitaram financiamento estrangeiro de entidades com interesses comerciais junto do clube.
  4. O orçamento máximo de campanha por candidatura será de 300.000€, incluindo todos os custos diretos e indiretos, com exceção de serviços voluntários e apoio técnico não remunerado declarado. Todas as receitas e despesas devem constar de relatório entregue à Mesa da Assembleia Geral até 30 dias após o ato eleitoral.
  5. O Clube restituirá 50% do valor investido a todas as candidaturas que obtenham mais de 20% dos votos e restituirá 100% do valor da campanha às listas vencedoras. As listas devem previamente indicar se pretendem abdicar de receber os valores correspondentes
  6. O relatório final de contas da campanha deve ser entregue até 30 dias após o ato eleitoral.
  7. A Mesa reserva-se o direito de solicitar a qualquer lista auditoria externa ao financiamento da campanha, caso haja indícios de infração.
  8. Caso se confirme infração, a Direcção eleita será destituída e realizar-se-á novo processo eleitoral.

 

Artigo 7.º – Publicação de Dados e Transparência

Para garantir igualdade e integridade do processo:

  1. O Clube disponibilizará uma plataforma oficial de acompanhamento do processo eleitoral, onde serão publicados:
    • Listas completas com pelouros e indicação de remuneração ou não.
    • Declarações de interesses (resumo não confidencial).
    • Orçamentos de campanha.
    • Comunicações oficiais da MAG.
    • Agenda de acções de campanha previstas para a semana seguinte
  2. As listas poderão remeter comunicações públicas oficiais à MAG para divulgação nessa plataforma, sujeitas a moderação neutra.

 

Artigo 8.º – Debates e Igualdade de Tratamento

  1. A MAG, em colaboração com Benfica TV e outros meios do clube, promoverá um mínimo de dois debates públicos oficiais, presenciais.
    1. Cada candidato terá que aceitar:
      1. Um debate publico presencial a dois com cada um dos outros candidatos e um debate entre todos os candidatos.
      2. Caso ocorra segunda volta, deverá voltar a repetir-se um debate publico presencial a dois.
  2. As listas terão tempo igual para participação e acesso a meios oficiais (dentro de espaço previamente definido).
  3. Qualquer violação do princípio da equidade comunicacional poderá levar à suspensão do acesso a meios do clube e exclusão da candidatura.

 

Artigo 9.º Canal Ético Eleitoral

Criação de um canal digital confidencial para denúncia de irregularidades durante o processo eleitoral, sob gestão da Mesa da Assembleia Geral ou entidade externa neutra.

Ficará disponível desde 15 dias antes do acto eleitoral e qualquer sócio poderá denunciar irregularidades durante a campanha e/ou o acto eleitoral, sendo apenas aceites denuncias com apresentação de provas documentais e/ou testemunhas que as possam corroborar de forma inequívoca.

 

Artigo 10.º – Boletins, Fiscais e Recurso

  1. Cada lista pode nomear:
    • Até 5 fiscais para as urnas.
    • 1 mandatário junto da Mesa da Assembleia Geral.
  2. Os boletins de voto incluirão:
    • Nome da lista.
    • Nome do candidato a Presidente ao órgão.
    • Nome dos vice-presidentes e respectivos pelouros
    • Símbolo (opcional).
  3. Qualquer reclamação deve ser formalizada até 2h após o encerramento das urnas.

 

Artigo 11.º – Código de Conduta Eleitoral Temporário

Todas as listas devem subscrever um Código de Conduta da Campanha, com compromissos sobre:

  • Ética no discurso público.
  • Proibição de insultos, difamação ou desinformação.
  • Compromisso com debates abertos e respeito institucional.

 

Artigo 12.º – Disposições Finais

  1. A Mesa da Assembleia Geral reserva-se o direito de interpretar e aplicar este regulamento, em articulação com os Estatutos.
  2. Casos omissos serão resolvidos à luz do princípio da transparência e da igualdade de tratamento.
  3. Este Regulamento entra em vigor na data da sua publicação oficial

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Temos candidatos e não temos Regulamento! Impensável

14 comentários

A menos de 5 meses do acto eleitoral do Sport Lisboa e Benfica, temos já três candidatos anunciados (João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho e João Noronha Lopes) e surrealmente o SLBenfica nada disse sobre o Regulamento Eleitoral.

Alguns temas que - neste ou em melhor formato - gostava que fossem definidos em RGE:

- Processo de Voto Eletrónico e Físico
- Modelo de Supervisão da Votação
- Utilização dos Meios de Comunicação do Clube
- Realização de Debates e Entrevistas nos canais do Clube
- Transparência dos Mecanismos de Financiamento das Campanhas
- Model de Transparência de Escrutínio dos Candidatos a Presidente e Vice Presidentes
- Modelo de Participação dos Vice Presidentes
- ...

Tudo temas fundamentais de definir. Temos candidatos que estão a avançar para ir a votos e ainda nem sabem "com que regras vão trabalhar"

- Processo de Voto Eletrónico e Físico

Apesar da definição dos estatutos, era fundamental inovar e abrir a participação ao maior numero de participantes possível. Eu gostaria, por exemplo, que fosse possível a votação online através de Autenticação com Chave Móvel Digital. Mas no limite que fosse contratada uma empresa externa, com supervisão de delegados de todas as listas, para votação eletrónica no maior número possível de Casas do Benfica em raios nunca inferiores a 50kms.

- Modelo de Supervisão da Votação

Seja através de voto físico e/ou eletrónico, é fundamental que cada candidatura tenha acesso à estrutura dos cadernos eleitorais, sem divulgação de dados pessoais por temas de GDPR, na definição de numero de sócios votantes, por quantidade de votos e zona geográfica.

- Utilização dos Meios de Comunicação do Clube

Deve ser assegurado acesso equitativo a todos os candidatos a poder usar os meios de comunicação do Clube para divulgar as suas candidaturas.

- Realização de Debates e Entrevistas nos canais do Clube
Independentemente do número de candidatos, deve haver um debate com todos, e debates em pares entre todos na primeira volta. Repetindo-se três debates temáticos (Futebol, Finanças e Modalidades) entre os dois candidatos que passam à segunda volta. Caso só haja até três candidatos, tal deverá verificar-se na primeira volta.

- Transparência dos Mecanismos de Financiamento das Campanhas

Todos os candidatos devem apresentar à MAG o modelo de financiamento da sua candidatura, por forma a evitar financiamentos que visem obtenção de vantagem futura.

- Model de Transparência de Escrutínio dos Candidatos a Presidente e Vice Presidentes

Todos os candidatos a Presidente e Vice Presidente, devem apresentar uma declaração de interesses pessoais e de familiares directos que demonstrem não quaisquer conflitos de interesses com a actividade empresarial do Grupo SLBenfica; Registo criminal e identificação envolvimento em eventuais processos judiciais em curso, sendo a condição de arguido um impedimento à candidatura e declaração de Rendimentos sendo quaisquer dividas fiscais ou semelhantes impedimento à candidatura. Estes dados não devem ser do domínio público, salvo identificação de alguma violação que impeça a sua candidatura.

- Modelo de Participação dos Vice Presidentes

Sendo os Presidentes e Vice Presidentes agora beneficiadores directos de remuneração em cargo eleito (ou seja não podem ser demitidos por falta de resultados profissionais), desde logo deve ficar estabelecido que modelo de remuneração será afecto por Vice Presidente (tempo de dedicação ao Clube deve ser proporcional ao % de remuneração definido para o cargo) e devem também todos os vices ser expostos a debates temáticos nos Canais do Clube. Se vão ser remunerados para um ação profissional ou semi-profissional, devem então partilhar com os sócios a sua visão e plano de execução se tomarem posse.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Quem vira as costas ao SL Benfica não merece mais oportunidades

111 comentários
Ninguém serve um prato requentado a quem preza muito. O SL Benfica merece mais que isso.

O SL Benfica não é o plano B para quando os negócios correm mal.

Quem virou as costas ao SL Benfica duas vezes (2001 e 2021) não merece uma terceira oportunidade.

Quem vira as costas ao SL Benfica não merece mais oportunidades

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

O SL Benfica e os benfiquistas não precisam de lições de democracia

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Na bolha do X (ex-Twitter) tem sido tema a questão dos novos estatutos por aprovar e a questão de que se o SL Benfica tem ou não “democracia”.

Ora, na sua maioria, estamos a falar de miúdos que têm lembranças e consciência do SL Benfica apenas para os últimos 10/20 anos no máximo e que são facilmente manipuláveis por gente que esconde outros interesses.

Ou seja, miúdos ou gente não informada que não faz a mínima ideia do contributo fundamental dado pelo SL Benfica ao longo das décadas quanto a democracia.

Só para saberem, mesmo quando o país não tinha eleições ou liberdade, o SL Benfica sempre teve eleições livres e Democracia interna! O nosso clube foi um farol de liberdade de expressão e opinião, mesmo quando o país não os tinha!

Foto: Blogue Em Defesa do Benfica

Os benfiquistas em vários momentos da história do clube souberam mobilizar-se e mostrar o que queriam para o SL Benfica, como quando dão a vitória a João Santos em 1987 ou quando votaram em Vilarinho em busca de um novo rumo.

Foto: Blogue Em Defesa do Benfica

Mas os exemplos mais recentes quanto à importância dada à Democracia no SL Benfica vieram dos 2 últimos atos eleitorais: 2020 e 2021.

Em ambas as Eleições, foram quebrados os recordes de votação com 38102 sócios em 2020 e  40085 em 2021.

Ou seja, quando foi preciso expressar o voto, os benfiquistas disseram presente.

Daí que tenho muita dificuldade em entender as lições de Democracia que alguns pretendem dar ao SL Benfica e aos seus sócios em geral.

Falam nos votos das Casas do Benfica (cuja abolição defendo há anos, sustentada em vários textos e explicações que dei no NGB) como se alguma vez os votos das Casas tivessem sido preponderantes para aprovar seja o que for.

Falam no relaxamento dos critérios de elegibilidade como se isso fosse o que o SL Benfica mais precisa no momento!

Aliás, quanto a isso, vejam quem defende eleições no imediato e quem só defende eleições após aprovação de novos estatutos.

Vieira conseguiu fazer passar os atuais Estatutos para ser favorecido nos critérios de Elegibilidade. Pois hoje temos outros a quererem o mesmo. Estatutos à medida para poderem ser candidatos.

Outro tema que revela a ignorância e ingenuidade de alguns é a invocação do método de votação como “defesa da Democracia”. Outra mentira.

Em 2021 a eleição foi disputada com Voto Físico e os seus resultados foram aceites como verídicos por todos.

Em 2020, os votos só não foram contados no final porque Noronha Lopes não o quis, apesar dos apelos dos seus delegados.

Se tiver que haver voto electrónico, tem que cumprir os seguintes requisitos:

a) a total confidencialidade do voto de cada sócio;

b) a inexistência de voto múltiplo;

c) a garantia do controlo e da recontagem de votos, se tal se vier a demonstrar como necessário, ou seja requerido por alguma das candidaturas.

Para que isso aconteça, é necessário que seja assegurado a todas as candidaturas o acesso prévio a informações relativas a:

1) Arquitetura utilizada no desenvolvimento e implementação do sistema informático;

2) Tecnologias utilizadas no seu desenvolvimento;

3) Protocolos de comunicação de rede;

4) Manuais de utilizador e de administrador da aplicação utilizada.

Para além disso, as candidaturas têm que ter representantes nos seguintes processos a fazer:

1) Cifrar e assinar as bases de dados que suportam o processo eleitoral;

2) Cifrar o sistema operativo ("file system").

Todas estas informações, bem como o total controlo do processo eleitoral, incluindo o denegar de acesso ao sistema informático a terceiros estranhos às candidaturas, GARANTIRÁ A INTEGRIDADE DE QUALQUER ATO ELEITORAL.

Por isso, não são precisos NOVOS ESTATUTOS NO IMEDIATO para termos umas ELEIÇÕES JUSTAS, TRANSPARENTES E QUE GARANTAM QUE O VOTO DOS BENFIQUISTAS É RESPEITADO.

Portanto:

Já podemos DEBATER O QUE QUEREMOS PARA UMA NOVA GESTÃO DO CLUBE?


O SL Benfica precisa de eleições rapidamente, Rui Costa!

28 comentários



O SL Benfica atravessa um mau momento ao nível do futebol, mas em particular ao nível da sua gestão.

Primeiro, quero reconhecer o mérito de Rui Costa em avançar em 2021 quando tantos “D.Sebastiãos” viraram as costas ao SL Benfica.

João Noronha Lopes foi um deles e era o primeiro de quem se esperava que assumisse os mais de 30% de votos que tinha recebido um ano antes.

Tanta promessa e tanta “capacidade” um ano antes, e afinal um ano depois já “não podia”. Para quem dizia querer ser Presidente por 4 anos, bastou menos de 1 ano para perceber que isso não era verdade.

Mas temos mais. Críticos que só nasceram para a crítica depois de perceberem que Vieira estava em final de “percurso” no SL Benfica. Alguns deles anos antes tinha alegremente frequentado a Tribuna Presidencial com bilhetes dados por Vieira, tinham vendido serviços ao SL Benfica de Vieira e, pasme-se, tinham até sido comentadores na BTV de Vieira.

Pois eu nunca escondi nos meus textos no NGB ao longo dos anos estar do lado contrário ao de Vieira, mas mais que isso, nunca escondi a minha falta de fé nas capacidades de gestão de Rui Costa.

Mas ao olhar para as opções disponíveis em 2021, era óbvio que o voto nunca seria num qualquer paraquedista que diz tudo e o seu contrário em 24 horas.

Por isso, e repito, perante as opções disponíveis para votar, em 2021 a maioria dos benfiquistas de forma esmagadora entenderam votar em Rui Costa, como seria de esperar entre quem conhece os benfiquistas.

Mas ao contrário de Noronha Lopes, que dizia querer Rui Costa na sua equipa em 2020, eu nunca tive qualquer fé na gestão de Rui Costa e nos que o acompanhavam.

O que se está a passar hoje é um reflexo da falta de capacidade do atual Presidente do SL Benfica.

Mas há uma coisa de que nunca duvidei: o benfiquismo de Rui Costa!

E por isso apelo ao benfiquismo de Rui Costa. Teve a coragem que mais ninguém teve, quando o clube REALMENTE precisou.

Não correu bem e é altura de dar o lugar a outros.

É o momento para Rui Costa provocar eleições antecipadas urgentes e deixar o resto da temporada e a preparação da próxima nas mãos da gestão seguinte.

O SL Benfica, mais que normas que apenas servirão aqueles que as querem implementar, precisa de cuidar do seu futuro, agora!

Isto sim é o que SL Benfica mais precisa no momento!

P.S.: Hoje teremos artigo sobre Estatutos e Eleições às 15h

quarta-feira, 15 de maio de 2024

O ano chave para Rui Costa e para o SL Benfica

63 comentários

A temporada 2024/2025 será determinante para o futuro de Rui Costa como presidente do SL Benfica.

Começamos pelo tema Roger Schmidt.

Se Rui Costa mantiver o alemão, como tudo indica que vai acontecer, o presidente do SL Benfica liga o seu futuro de forma umbilical ao destino do treinador e aos seus resultados.

Foi Rui Costa quem decidiu a renovação absurda e a sua falta de coragem em assumir esse erro liga-o ao desempenho do alemão.

Dizem que custa 20 milhões mandar Roger Schmidt embora. Eu pergunto qual foi o prejuízo de uma temporada miserável na Champions, de não sermos campeões nacionais e de falharmos a final da Taça de Portugal? Claramente superior aos tais 20 milhões.

Mas Rui Costa tem mais que isso na sua lista de tarefas.

A estrutura liderante na SAD do futebol é fraca.

Luís Mendes não tem dimensão profissional para o cargo que lhe foi confiado, capacidade para o assumir e visão para o executar com sucesso.

Lourenço Coelho, apesar das expectativas altas depositadas em si, é um rotundo falhanço. Aliás, o seu papel durante os últimos meses junto de Roger Schmidt e na estratégia falhada de comunicação foi até danoso para os interesses do SL Benfica.

Perguntem a Otamendi quem o impediu de dar a cara mais vezes ou quem escolheu João Neves para ir falar no descalabro do Dragão.

Fora outros episódios que guardarei para outra altura.

Rui Costa não tem perfil para rupturas ou tomadas de posição enérgicas.

Era preciso que o SL Benfica atacasse a próxima temporada com espírito renovado, novas caras no banco e na SAD, e uma estratégia clara e vencedora. Foco total no êxito desportivo.

Não vejo Rui Costa com energia para estas decisões.

Vejo sim uma estrutura pesada na SAD que, como colete de forças, se aproveita das debilidades de gestão do presidente do SL Benfica para reinar dentro do clube, pouco importados com o sucesso desportivo.

Volto ao princípio: ao manter tudo como está, Rui Costa liga o seu futuro como presidente ao sucesso desportivo da próxima temporada.

E se chegarmos ao final de Outubro com um arranque de temporada mediano e os adeptos e sócios a sentirem “mais do mesmo”, então nessa altura certamente veremos o universo benfiquista a produzir uma ou mais candidaturas à eleição de 2025.

Temos o processo de Centralização de Direitos Televisivos para gerir, e até agora o SL Benfica falha em não defender inequivocamente uma posição de recusa.

Perdemos a oportunidade de ajudar a renovar a FPF e teremos novo presidente ligado aos mesmos poderes e dentro das mesmas esferas de influência.

Não preparamos o clube para uma nova era de Champions League e para tirar proveito de uma nova leva de receitas que tal competição dará.

Há muito a fazer quanto à internacionalização da marca e da maximização das receitas.

Será que alguém vê Rui Costa ainda com energia e capacidade para gerir tudo isto?

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