NovoGeraçãoBenfica é agora um espaço aberto a outros bloggers benfiquistas. Os autores dos textos serão os únicos responsáveis pelos mesmos, não sendo definida qualquer linha editorial ou obrigatoriedade.
novogeracaobenfica@gmail.com


Mostrar mensagens com a etiqueta João Diogo Manteigas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Diogo Manteigas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de junho de 2026

João Diogo Manteigas: Fabrizio Romano versão Temu

34 comentários

De todos os discursos proferidos no passado sábado, confesso que fiquei surpreendido com o tiro no pé dado por João Diogo Manteigas.

Alguém que aspira a ser Presidente da maior instituição portuguesa, não pode comportar-se como um comentador de segunda à noite ou um jornalista de pacotilha. Ao interpelar o Presidente do SL Benfica sobre 2 nomes para o centro da nossa defesa, publicamente, João Diogo Manteigas comportou-se como um simples especulador cujo interesse era desestabilizar o SL Benfica.

Mas uma razão mais grave emerge: é ou não verdade que João Diogo Manteigas na sua actividade como advogado intervém na produção de contractos desportivos? Será que não pensou que, quando expõe 2 nomes específicos, pode ser entendido que está a minar propositadamente a contratação de um deles ou dos dois?

Será que não pensou que seria normal pensar-se que podia estar a usar informação mais privada para marcar uma posição na Assembleia Geral? Não digo que foi, mas facilmente se pode pensar em tal situação.

Seja como for, João Diogo Manteigas fez uma figura triste com esta situação, e como foi completamente ao lado, ficou conhecido entre os presentes como o Fabrizio Romano da Temu.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O Síndrome de Estocolmo de João Diogo Manteigas

74 comentários

João Diogo Manteigas falou e recusou um apoio da sua candidatura a Noronha Lopes. Mas....

"... somos a única candidatura que tinha condições, projeto e pessoas para mudar, de forma necessária, aquilo que o Benfica representa. Não nos revemos nos projetos dos outros candidatos, incluindo os dois que vão à segunda volta."

"Em relação a João Noronha Lopes, continuo a dizer que acho que o seu projeto não é a mudança que o Benfica precisa, mas é uma mudança. Não obstante não haver sentido de voto, no meu entendimento pessoal, e isto não vincula a candidatura nem ninguém vinculado à candidatura, João Noronha Lopes é o meu sentido de voto no próximo ato eleitoral. Não me revejo no projeto dele, não sei o que será o Benfica com ele, não confio a 100% no Benfica dele porque não sei simplesmente o que aí vem, mas é um primeiro passo para a mudança que quero no Benfica. Não obstante ficar de pé atrás, porque efetivamente não tenho a garantia do que será para o Benfica."

"Não dou qualquer tipo de apoio a Noronha Lopes nem a Rui Costa, não há qualquer tipo de aliança com qualquer um. Sou um homem de 50 votos e vou votar em quem quero. Isto não é um partido político, uma seita. Quem está comigo já manifestou vontade de votar em Noronha Lopes, em Rui Costa ou em branco. É para verem o que representamos: o verdadeiro Benfica".

---------------------------------------

... mas dá na mesma um tiro no pé.

Seria inteligente reservar para si o seu sentido de voto. Não o fez. Ficará assim associado ao resultado de Noronha Lopes. Era escusado.

Além disso, mostra não conhecer o seu próprio eleitorado. Há imensos votantes seus que nunca votarão Noronha Lopes e que estão desiludidos com o seu sentido de voto.

Onde estão afinal a responsabilidade e rigor de João Diogo Manteigas quando expressa o seu sentido de voto em alguém em que não confia, não se revê no seu projecto, não faz ideia do que será o SL Benfica de Noronha Lopes...mas vota nisso?

Mais ainda: foi entalado na Assembleia Geral pelos voluntários de Noronha Lopes... mas mesmo assim vota nele. Será Síndrome de Estocolmo? Não faz sentido.

Que tiro no pé, João Diogo Manteigas!

Acaba de hipotecar o seu futuro como alternativa. Ninguém no seu perfeito juízo apoia quem endossa a candidatura oportunista e vazia de Noronha Lopes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Eleições SL Benfica 2025: Três candidatos como opção real, um clube à procura de rumo

106 comentários


As eleições do SL Benfica 2025 aproximam-se e, com elas, regressa o debate sobre o que significa liderar o maior clube português. Depois de anos de turbulência institucional e de reconstrução, o Benfica chega a este ato eleitoral com um leque de candidatos que, pela primeira vez em muito tempo, transmite uma sensação de credibilidade e maturidade democrática, mesmo com estatutos imperfeitos, aprovados à pressa e que serviram apenas um conjunto de interesses.

Três nomes — Rui Costa, João Diogo Manteigas e Martim Mayer — cristalizam as principais opções de pensamento dentro do SL Benfica que merecem ser a escolha dos benfiquistas. Cada um deles representa uma forma distinta de encarar o clube, mas todos partilham de um benfiquismo inatacável e de uma visão própria para o futuro.

Por razões diferentes, excluo Luís Filipe Vieira e João Noronha Lopes.

Luís Filipe Vieira teve o seu papel na evolução do SL Benfica dos últimos 25 anos. É inquestionável. Mas é passado. Não tem nada de novo a trazer, senão a opacidade, a utilização do SL Benfica em proveito próprio e a falta de respeito pelos valores tradicionais do SL Benfica. Nunca votei Vieira nem nunca fui sequer a favor da sua entrada no clube, quando Vilarinho e Noronha Lopes o escolheram em 2001. Votar Vieira é desperdiçar um voto.

João Noronha Lopes representa o pior que o mundo do futebol atrai nos tempos modernos. É um oportunista que virou as costas ao SL Benfica em 2001, assistiu a meia dúzia de jogos em 20 anos e depois aparece a cavalgar numa máquina mediática paga por dinheiro não se sabe de quem, montada por gente sem escrúpulos que não olham a meios para atingir um fim. Noronha Lopes é um fantoche de quem lhe escreve os papéis, de quem lhe faz as fotos e de quem lhe diz que vale a pena mentir ou omitir para enganar os benfiquistas. É um fantoche da campanha suja que acha que o SL Benfica é o mesmo que um partido político ou um culto. Votar Noronha Lopes é votar numa elite que quer parasitar o SL Benfica.

Por isso, para mim só existem 3 opções com possibilidades reais e projetos credíveis.

Rui Costa é, naturalmente, o candidato da continuidade. A sua presidência tem sido marcada por um esforço de estabilização interna e por uma tentativa de devolver normalidade a um clube que viveu tempos conturbados. Beneficia da experiência acumulada e do respeito de grande parte da massa associativa, mas enfrenta também o desafio de provar que a continuidade não é sinónimo de estagnação e que aprendeu com os muitos erros que cometeu nestes 4 anos. Reconheço a coragem que teve em avançar em 2021 quando todos os "gestores" viraram a cara ao SL Benfica e preferiram ser calculistas e esperar pelo descalabro total e é também por isso que excluo Noronha Lopes que fingiu não poder ser candidato em 2021. A escolha de José Mourinho, juntamente com um mercado competente no próximo Inverno, poderão ser trunfos de Rui Costa na hora do voto.

João Diogo Manteigas representa o profissionalismo e o associativismo. É a voz de quem acredita que o Benfica deve ser gerido com rigor, sem abdicar da sua essência democrática. Apresenta-se como o candidato da transparência e da proximidade, apostando numa ideia de clube participativo, moderno e sustentável — um discurso que tem ressoado junto de quem se sente afastado do poder central. Admiro o percurso que fez durante o último ano e em como manteve o seu rumo durante a campanha, não cedendo a populismos fáceis. Apresentou bons nomes para a sua lista, como Julen Guerrero e Pedro Nunes, o que sem dúvida mostra a capacidade de captar talento.

Errou na postura na Assembleia Geral em que foi ingénuo e deixou-se envolver na baderna que Noronha Lopes e os seus voluntários quiseram armar. Penso que não se deixará enganar novamente pelos que manipulam Noronha Lopes. A democracia no SL Benfica é para respeitar, mesmo quando não gostamos dos que os outros têm para dizer. E precisa de sorrir mais quando estiver a falar!

Martim Mayer surge como o rosto da inovação e da internacionalização. Cosmopolita e ambicioso, propõe um Benfica mais global, tecnologicamente avançado e com uma mentalidade voltada para o futuro. É uma candidatura que fala para uma nova geração de sócios, para quem o clube deve competir não apenas em campo, mas também na forma como se posiciona no mundo. Foi uma agradável surpresa quer na postura quer nos nomes que tem apresentado para a sua lista. A escolha de Andries Jonker é também muito feliz.

A verdade é que, independentemente das preferências individuais, só estes três nomes apresentam a consistência e seriedade necessárias para liderar o Benfica. O resto é ruído — vozes que confundem contestação com proposta, e crítica com alternativa.

(Uma nota de respeito para Cristóvão Carvalho: é um benfiquista à prova de bala, mas perdeu gás no último mês e por isso não consigo dizer que tem as mesmas chances que os outros.)

Estas eleições, portanto, não são apenas uma disputa de lugares. São uma oportunidade para o Benfica reafirmar a sua maturidade institucional e escolher entre três caminhos legítimos: a continuidade de Rui Costa, o equilíbrio associativo de João Diogo Manteigas ou a ousadia reformista de Martim Mayer.

Mais importante do que quem ganha, será garantir que o clube continue a ser guiado por quem coloca o SL Benfica como prioridade e não como um plano B.

domingo, 19 de outubro de 2025

Análise ao (longo) Programa de João Diogo Manteigas

116 comentários

Eu já disse que as eleições parecem o pátio do 6º ano da escola. E agora apareceu um "o meu programa é maior que o teu"... com João Diogo Manteigas a apresentar um programa com quase 200 páginas. Claro que agora comparado com as 56 de João Noronha Lopes o tamanho não interessa... só interessou quando se comparou esse com aquelas 10 ou 15 páginas de Rui Costa. Por isso sim, o recreio do 6º ano é onde eles estão todos.

Para começar não gostei da entrada. O candidato João Diogo Manteigas prometeu o fim do presidencialismo e apresenta o seu manifesto muito "presidencial" a apresentar-se na primeira pessoa. Não tem mal nenhum, mas anseio por um presidente que não queira ser o rosto do poder, mas sim da instituição, o líder de gente melhor que ele e não o "master of all mighty power".

Mas vamos ao conteúdo, o Programa abre de forma fantástica com o Red Points onde mais do que falar do programa, fala da sua estrutura, detalhes e funcionamento: É ISTO QUE QUEREMOS DOS CANDIDATOS! - O "COMO"!

Análise ao (longo) Programa de João Diogo Manteigas

A abordagem às casas do SLBenfica está excelente! Na maioria são medidas operacionais e/ou com custos controlados num universo à dimensão do Clube e depois que permitem gerar até receita. Chapeou!

Na Bilhética, penso que importa clarificar primeiro o investimento que estamos dispostos a fazer para "não resolver o problema", porque por exemplo a medida de JNL prevê um sistema novo (e caro) onde se continuarão a beneficiar os mesmos. Eu aqui proponho simplificar, mas João Diogo propõe discutir esses critérios em AG e aceitar propostas, por isso, está salvaguardado.

O Pilar Associativo, como referido anteriormente, está bastante objectivo e centrado em medidas que não representam grandes investimentos e até podem ser feitos apenas com ajustes ao que já temos. Não quer dizer que vá representar grandes mudanças - porque se continua a ignorar o contexto social e familiar que se alterou muito nas ultimas duas / três décadas - mas pelo menos os sócios terão a possibilidade de participar se entenderem

Aqui faltou, porventura, abrir as AG a participações remotas em directo no site do Clube mediante registo prévio e envio de senha específica. E também facilitar que muitas consultas aos sócios possam ser feito pelos canais digitais em vez de estar a levar todos os temas para as AG, vão acabar por "cansar" os sócios de AGs.

No Ambiente Pré-jogo, já foi explicado pelo Rui Costa que tem sido insistido pelo Clube e que tal tem sido recusada de forma taxativa, pelo que talvez tenhamos que ser mais realistas aqui.

O programa de integração de atletas e staff parece-me um bocado bullshit. Adiante.

No Pilar Desportivo - curiosamente acho ser o pilar menos forte do Programa, acho que há aqui muita coisa que é mais fácil dizer do que fazer. Aquele conceito de vender acima e comprar abaixo, é ignorar o ecossistema actual onde os grandes clubes já "copiaram" os clubes que o faziam, têm mega equipas de olheiros e o mercado está muito inflacionado. Acho muito "desejo" aqui que dificilmente poderá ser assegurado.

A abordagem de organograma do futebol já aqui o tinha dito que me parece extremamente complexo e que poderia e deveria ser mais simplificado. Gostei do aumento do papel do Scouting, mas para isso é preciso simplificar a estrutura e não complexificar assim como o trazer para a Adm da SAD, como aliás é a minha proposta de quando analisei o organograma apresentado pelo João Diogo Manteigas

Ao nível do scouting o detalhe apresentado parece que o SLBenfica domina e marca as linhas totais dos processos com terceiros. Acho-o demasiado ingénuo.

Também a questão de salvaguardar os jogadores no clube até aos 24 anos encerra um nivel de romantismo e alheamento da realidade actual. Basta até olhar à questão contratual: Se assinam como um jogador de 18 anos por 4 ou 5 anos, ele terá 22 / 23 anos quando o mesmo termina e se tem muito potencial e não deixaram sair antes, ele sairá a custo zero. E mesmo esses contratos, tendo em conta a rigidez, não vão querer assinar por clausulas muito elevadas, para que os clubes com dinheiro possam "bater a clausula" antes dos 23 e assim eles saírem mais cedo. A rever.

Ao nível das questões contratuais na Formação, o candidato João Diogo Manteigas saberá perfeitamente, até pela sua profissão e ligação a vários casos, que muito daqueles pontos já existirão e quanto muito podem ter que ser revistos, mas a fazer-se custam dinheiro sem garantias de sucesso.

No Futebol Feminino, acho que nos próximos 4 anos (e aqui concordo com Rui Costa) é absolutamente irrealista apostar na Conquista da Champions. O nível de qualidade da Liga e até das equipas é muitíssimo abaixo do necessário para esse efeito e dificilmente haverá qualquer viabilidade para tal, mesmo ao nível das receitas. Grande parte do preconizado para o futebol feminino, é difícil ser sustentável a nível financeiro, na minha perspetiva.

Nas Modalidades acho complicadíssimo que seja também financeiramente sustentável o que se propõe ao nível de estrutura, quando sabemos que são todas deficitárias. Competir a nível Europeu de forma sustentável no Basquete, Andebol e Vólei parece-me também inviável num panorama orçamental que depois querem que seja multigénero, muito escalão, multi tudo. Não podemos ter tudo...

No que diz respeito ao Pilar Institucional é onde é mais complicado "prometer" seja o que for. Portugal tem uma estrutura política que só se interessa pela seriedade no futebol para aparecerem ao lado nos momentos que interessam. O que é preconizado para os direitos televisivos faz todo sentido, mas não oferece quaisquer garantias porque não depende em nada do Benfica para ter sucesso. O mesmo se aplica no preconizado para a FPF e Liga - e até UEFA e FIFA.

Discordo em absoluto e em toda a sua essência com a auscultação do sócios sobre as tomadas de posição nas eleições institucionais. Para isso quer-se uma eleição informada e não que vá a reboque de decisões emocionais em AGs e, com isso, demitir-se de responsabilidades. 

Na arbitragem, antes de todas as medidas propostas, devia estar considerado trabalhar com os clubes para o projecto de independentização a da Arbitragem e Disciplina.

Por fim o Pilar Empresarial. Entramos em temas como o Naming, mas é preciso dizer em que medida faz sentido alinear o nome, são 5M? 10M? Abaixo de quanto não faz sentido?
Depois a estrutura Benfica+ e mesmo os demais digitais, custa-me ver a viabilidade e dimensão financeira deste pilar.


Acho que aqui faria sentido ter uma perspetiva por prioridades - não se entende se isto vai tudo ao mesmo tempo e de onde vem o capital para o pagar.
O Modelo Bayer continuam a insistir nisto (Vieira e Martim também) mas eu acho isso um bocadinho sonhador numa realidade como a portuguesa.
A questão do Campus, do Estádio, modelo acionista (que prevê comprar as ações do José António dos Santos) tudo parece factos de aumento de endividamento e portanto era fundamental criar uma base de priorização

No geral, parece-me um plano muito detalhado e porventura com ambição exagerada em algumas dimensões. Faz sentido aprofundar a diferenciação face a outros, o que acontece se não for possível algumas destas medidas.

Penso ser o programa mais bem detalhado e explicado, sem sombra de duvidas e com um programa para o associativismo que é claramente o melhor de todos de longe, muito longe. No resto das questões parece-me mais debatível, o que não quer dizer que seja pior que os demais programas.

Uma coisa está claríssima: Quem quer que seja o novo Presidente do SLBenfica (e que desejo muito que seja o melhor de sempre, seja lá ele quem for) tem nos programas várias ideias para explorar e até nas candidaturas várias pessoas para levar para perto de forma a ajudar a implementar.

As boas ideias não têm dono... mas a sua execução não e resultados dependem muito de quem as executar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O "gestor" mundial que treme com medo de debates

73 comentários
Noronha é um homem abatido, cansado e sem futuro

Noronha Lopes em 2020 não aceitou nenhum debate com os outros candidatos. Só debatia com Vieira, dizia. 

Em 2025, Noronha Lopes e o seu Ministro da Propaganda usam o mesmo método. 

Foge aos debates com os outros candidatos, embora diga que quer debater com Rui Costa, para disfarçar o seu medo.

A DEMOCRACIA, PARA NORONHA LOPES, É SÓ UM CHAVÃO.

Impediu uma reforma e auditoria ao sistema de votação nas eleições de 2020.

Impediu um sistema que permitiria a todos os sócios do SL Benfica votar nas eleições 2025.

FOGE AOS DEBATES EM 2025 POIS TEM MEDO DO CONTRADITÓRIO QUE POSSA COLOCAR EM CAUSA A SUA CAPACIDADE COMO GESTOR.

Noronha Lopes confunde o escrutínio normal à sua capacidade de gestor a "ataques". Porquê? Porque sabe que ao ser escrutinado fica evidente que está muito longe de ser "um dos melhores gestores do mundo" e não tem nada para mostrar senão uma ligação longa à McDonald's.

O resto...são fracassos e desculpas.

Noronha Lopes e o seu exército de fanáticos são a maior ameaça à democracia no SL Benfica desde a sua fundação.

RAZÕES PARA NORONHA LOPES NÃO DEBATER COM MARTIM MAYER, JOÃO DIOGO MANTEIGAS E CRISTÓVÃO CARVALHO? MEDO. FRAGILIDADE. INCAPACIDADE.

João Noronha Lopes é um benfiquista comum, sem características que o destaquem dos outros. 

Virou as costas ao SL Benfica quando o clube mais precisou. Duas vezes.

Nada o distingue para poder ter o privilégio de ser o próximo Presidente do SL Benfica.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

A Assembleia Geral: que SL Benfica queremos?

106 comentários

O que aconteceu na AG de sábado passado não só era previsível, como penso que terá sido um abre-olhos grande para todos os sócios, candidatos incluídos.

Há algo que ninguém pode negar: as AGs do SL Benfica foram, em muitas alturas da sua história, lugares efervescentes, quentes e de muita paixão.

Só que o que se passou no sábado nada teve a ver com paixão, mas sim com calculismo, com estratégia e com marketing eleitoral. Tudo o que não deve fazer parte de uma AG de um clube que todos, supostamente, amam.

Acho que ninguém saiu a ganhar com o que se passou, mas claramente ficou demonstrado que Vieira faz parte do passado definitivamente, que João Diogo Manteigas foi ingénuo (no mínimo), que Cristóvão Carvalho e Martim Mayer ganharam credibilidade junto dos sócios pelas posições que assumiram e que Rui Costa facilmente usará isto a seu favor.

Finalmente, (e João Diogo Manteigas terá percebido isso da pior maneira), João Noronha Lopes e os seus voluntários são grande parte dos responsáveis por este clima de ódio.

Não está em causa os sócios retirarem-se como marcação de uma posição pública quando Vieira ía falar, mas saíam e voltavam quando acabasse. Não o fizeram, gritaram, assobiaram e vaiaram e acabaram por imitar o pior do Vieirismo nos seus tempos.

Escutando todas as declarações, penso que ontem João Diogo Manteigas terá percebido o que lhe acontecerá se alguma vez considerar dar a mão a Noronha Lopes: será atirado para debaixo do autocarro à primeira oportunidade. Os voluntários de Noronha Lopes levaram isto tudo bem planeado, ensaiado e conseguiram arrastar consigo apoiantes de outras listas que de forma ingénua acharam que íam conseguir capitalizar votos. ERRADO.

Queriam demonstrar peso e insatisfação? Simples. Silêncio total durante o discurso de Vieira e zero palmas no fim. Isso sim seria uma posição que respeitava a solenidade de uma AG do SL Benfica mas também marcaria uma posição. Preferiram a baderna. Falam tanto no episódio do aperto de pescoço…e no sábado replicaram isso de outra forma.

O SL Benfica, mesmo durante a Ditadura em Portugal, foi sempre um referencial de Democracia, e impedir alguém de falar é tudo menos honrar os valores do SL Benfica. Como ficou demonstrado, muitos dos que invocavam “Democracia” para aprovar os novos Estatutos, gostam de tudo menos de… Democracia.

Cada dia que passa, para os que têm redes sociais, e para os que vão assistindo nas TVs e nos jornais a estes episódios, fica evidente que Noronha Lopes e os seus são o maior perigo para o futuro do SL Benfica. Vieirismo 2.0 com requintes de Vale e Azevedo na agressividade e ameaças.

Quem frequentou as AGs nos tempos de Vale e Azevedo sabe bem a que me refiro. Os camisas negras que intimidavam, ameaçavam e agrediam. Os gritos da turba contra todos os que não alinhassem. É o que se vê hoje do lado de Noronha Lopes e dos seus voluntários.

Todos os que vivemos os tempos de ameaças pessoais dentro e fora do SL Benfica sabemos bem os riscos que corremos por defender o SL Benfica com paixão.

Por isso é que considero que se deve também valorizar a coragem de Martim Mayer e Cristóvão Carvalho não só ao falarem do que se passou, mas também na defesa dos seus pontos de vista como na questão do Voto Electrónico.

Os sócios estão a perceber que estas eleições não são sobre o “preto e branco” ou seja sobre “a mudança” e o “manter A ou B".

Estas eleições são sobre que SL Benfica queremos, como há muito o BenficabyGB tem sublinhado.

O que certamente não honra os valores e a história gloriosa é a versão do SL Benfica dos arruaceiros, defendida por Noronha Lopes e os seus estrategas.

Venham os debates, a dois e em conjunto, e que quem não quiser ir que fique marcado como não qualificado para ser Presidente do SL Benfica.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

O SL Benfica tem que ser gerido...pelo Presidente em exercício!

25 comentários

Em Janeiro sublinhei a importância de eleições antecipadas. Com essas eleições, teríamos um novo começo e daríamos ao novo presidente tempo para preparar uma nova temporada, com a sua equipa e ...treinador.

Na altura, cheguei a ler que "aprovar os estatutos era mais importante que ser campeão nacional". Pois bem, não tivemos eleições e tivemos novos estatutos. A confusão que está instalada hoje provou que os novos estatutos não resolveram nada quanto ao sistema de votação e que temos milhares de sócios em risco de não poder votar.

Nas últimas semanas, perdi a conta aos pedidos de demissão de Lage. Os assobios, as críticas e os insultos às opções de Lage foram mais que muitos. O ambiente no Estádio da Luz estava miserável. Da minha parte, nunca gramei o Lage desde a sua primeira passagem e nunca devia ter voltado.
Mas agora que Lage foi despedido...afinal não podia ser despedido porque temos eleições em 40 dias.

Esta bipolaridade tem o condão de demonstrar algo fundamental: um clube como o SL Benfica não se gere em Assembleias Gerais nem por multidões enfurecidas que batem no peito o seu benfiquismo.

Um clube como o SL Benfica também não se gere com comissões de pré-candidatos a votar de braço no ar se gostam ou não das decisões do atual presidente.

Finalmente, acho de uma estupidez inacreditável que uma das poucas boas decisões que Rui Costa toma em 4 anos ser criticada pelos candidatos, quando há tanto por onde criticar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Exclusivo: Carta aberta aos Sócios do SL Benfica por Rui Gomes da Silva, Sócio nº 1812

37 comentários


A proximidade da realização de um novo ato eleitoral – num regresso à normalidade temporal, que importa salientar – impôs-me a necessidade de refletir sobre o que devemos querer para o futuro do Sport Lisboa e Benfica.

Um dever em me pronunciar, que contrasta com o silêncio a que voluntariamente me remeti (com apenas 3 exceções, o que só serve para confirmar a regra), desde que, em 2020, me candidatei a Presidente do SLB, com os resultados divulgados (mas nunca aceites)!

E faço-o como sócio, desde que nasci, a 23 de Agosto de 1958, sem condescender nem desistir apesar de, tantas vezes discordar, em absoluto mesmo, dos caminhos percorridos (com o tempo a dar-me, infelizmente para o Benfica, toda a razão do mundo).

As próximas eleições poderão vir a ser as eleições mais participadas da História do nosso Clube.

Os pré-candidatos que, até agora, se apresentaram permitem-nos, à primeira vista, percepcionar uma opção entre a manutenção do “status quo” dos últimos 25 anos ou escolher seguir um caminho novo, em que os protagonistas – todos eles sem nenhuma experiência no Clube – terão que aprender a gerir e liderar uma das maiores instituições do mundo, sem qualquer complacência de quem só nos quer ver perder.

Fui vice-presidente do SL Benfica durante 7 anos e 3 meses (entre julho de 2009 e setembro de 2016), como fui, durante 3 anos (2009/2012) administrador da SAD do futebol, cargos que desempenhei com muito orgulho, e dos quais saí com a plena consciência do dever cumprido (sendo um desses momentos o da defesa e da concretização do processo de arranque do patrocínio da Emirates e do qual guardo uma especial recordação).

Fui solidário quando tive de o ser, mas nunca abdiquei do meu “benfiquismo”, nem dos valores que defendo para o SL Benfica.

Sem temer – mesmo – enfrentar (quase, quase, quase) todos quando defendi (quase, quase, quase) sozinho – na SAD e na Direção – a não renovação do contrato com a Olivedesportos e a independência do Benfica quanto à exploração dos seus direitos televisivos, contra a posição mantida por Luís Filipe Vieira até ao último minuto.

Hoje todos percebem quão importante foi essa decisão para o Benfica (e para o que devíamos defender para o futebol português)!

Assumi-me contra o “aburguesamento da estrutura” (já agora, … um conselho a um “eterno” candidato ao nosso clube … quando citar os outros, não lhe fica mal dizer o nome de quem está a citar), que se tinha acomodado ao êxito, no primeiro ano de Rui Vitória, quando íamos a muitos pontos do líder.

Defendi sempre a aposta na Europa como o grande desígnio do Benfica, com base num raciocínio simples de que uma equipa forte na Europa também o seria naturalmente no campeonato português.
Defendi isso contra tudo e contra todos, … contra o riso de desdém de uns e o sorriso de complacência de outros, o que leva a congratular-me ao ver, hoje, todos os pré-candidatos olharem para esse desígnio como algo de fundamental.

Insurgi-me contra a parceria estratégica com Jorge Mendes (o SL Benfica não pode ser o instrumento pessoal de ninguém) e saí em 2016 ao ver que Luís Filipe Vieira daria prioridade a essa relação e não ao sucesso desportivo, como se viu no ano do Penta falhado.

Um Luís Filipe Vieira que, hoje, na minha humilde opinião, procura, no SL Benfica, o refúgio final de percurso de vida.

Provavelmente para recuperar velhas lealdades e tentar “cavalgar” velhos “carrosséis”, já ferrugentos e cansados de ouvir anunciar novas (velhas) corridas como se os animais de madeira presos ao chão ou pendurados do teto ganhassem autonomia e asas, sem se preocupar com o destino, mas, antes, em tratar de usar o clube como escudo para os seus problemas pessoais, sem perceber o que todos nós já sabemos.

Felizmente, para o Benfica, o tempo de Vieira já passou!!!

Manter tudo igual, ou pior, será também votar João Noronha Lopes.

Além de rodeado de antigos homens de mão de Luís Filipe Vieira e de um conjunto de apoios que não consegue (nem quer … talvez seja melhor escrever) explicar, confunde a candidatura a um clube com a necessidade de legitimar um fação de um partido politico. 
E agora – ao que dizem – com o apoio de uma estação televisiva (depois da morte de um dos seus principais ideólogos e apoiantes). 
O candidato em causa, demonstra, a cada “aparição”, as razões do esvaziamento da sua máquina e a limitação a quem já perdeu tudo e se serve dele para se manter “à tona da água”!

Para além do seu desconhecimento total do que é o mundo do futebol (a não ser que lhe queiramos dar o que nunca aceitamos de bom grado ver em Luís Filipe Vieira), João Noronha Lopes foi o grande responsável pela inexistência da reforma do voto electrónico em 2020 … vá lá saber-se porquê … ou talvez os resultados de 2020 o expliquem muito bem).

Propus – então – uma reforma total desse sistema, como anunciei publicamente, e João Noronha Lopes (ou quem o representava), apesar de anunciar que queria mudanças, boicotou tudo nas reuniões com o Presidente da Assembleia Geral.

Por isso não me surpreende que, em 2025, seja ele, novamente, o principal obstáculo a que todos votem e que exista um sistema fiável, controlado por todos os candidatos e pela MAG, e que dê aos sócios aquilo que ninguém tem legitimidade para lhes negar: o voto.

O mesmo que, em 2025, tal como em 2020, também “apregoa” que quer debater ideias, mas foge a todas as tentativas de debate.

Vendo as suas entrevistas neste período de pré-campanha, entende-se essa fuga ao debate.
Há um sentimento de “vergonha alheia” que nos assalta, ao ver as figuras que faz, do desnorte que de si se apodera, em tantos momentos. Vemos a dependência de papéis para passar uma ideia que seja e da necessidade de “entrevistadores amigos” que lhe permitam debitar o que traz decorado, sem contraditório, sem perguntas que repisem qualquer tema … sem perturbar “aquela cabeça” que se limita a repetir o que a máquina de campanha lhe diz para repetir, sem sequer perceber o que está a afirmar.

E, apesar de ter, agora, como mandatário, o Professor Luís Tadeu (alguém que muito estimo e respeito, e que teria sido, se tivesse vencido as eleições que “perdemos” contra Vale Azevedo, em 1997, um dos melhores Presidente da História do SL Benfica), João Noronha Lopes representa o último esforço de manutenção do poder, no Benfica, das forças que entraram no Clube há alguns anos (e contra as quais saí em 2016) e que insistem em considerar o SL Benfica como sua propriedade.

O futuro … mas mais futuro que o futuro que começa em 2025 … poderá ser de João Diogo Manteigas, que se percebe ser alguém com muitas ideias, com algum conhecimento do Benfica e do mundo do desporto, e que tem o mérito de ter feito o seu caminho a pulso ao longo destes últimos anos, o que não é algo assim tão fácil.

Outro pré-candidato é Cristóvão Carvalho (que foi candidato na lista que encabecei, em 2020. a vice-presidente do SL Benfica), … um homem criativo, enérgico e que sempre teve ideias fortes e incisivas para o nosso Clube como a do Marketplace para as Casas do Benfica. Desejo-lhe, por isso, toda a sorte do mundo, convicto como estou que irá apresentar um projeto e uma equipa que enriquecerão o debate e a opção de decisão dos sócios …para um futuro que poderá não começar, obrigatoriamente, em 2025, mas que um dia começará.

O último pré-candidato é Martim Mayer, neto de um dos melhores – para mim – Presidentes do SLB (e que, sempre o afirmei, gostaria de poder “imitar”, tanto na postura, como no êxito), mas que, ao longo dos anos, não tem sido muito feliz nas suas apostas na vida do Benfica, como nas eleições de 2012, em que apoiou Rui Rangel, ou em 2020, quando aceitou integrar uma lista sem que lhe dessem qualquer relevância que a sua história pessoal mereceria.

Terei eu, como todos os Sócios, de conhecer mais a fundo as ideias de cada um e as equipas para os Corpos Sociais e para a SAD para ter uma opinião mais sustentada sobre cada uma destas candidaturas, sempre numa visão de futuro, que, quem ganhar, poderá tentar buscar, na sua colaboração um a forma de enriquecer e engrandecer o futuro do Benfica.

Deixei para o fim a recandidatura do atual Presidente, Rui Costa!

Estou à vontade para falar dele porque, com o mesmo grau de certeza que anunciei, no dia da minha derrota eleitoral em 2020, que Luis Filipe Vieira não estaria mais de um ano no Benfica (demorou 10 meses a sair), também afirmei no dia da sua eleição em 2021, que Rui Costa não deixaria de se encontrar a braços com uma grande crise interna, no prazo de ano e meio (demorou dois anos).

E disse-o porque, conhecendo bem o Benfica (Sócio desde que nasci, em 1958, Atleta de 1976 a 1980, candidato a Vice-Presidente em 1988 e 1997, Vice-Presidente eleito em 2009 e 2012, até 2016, Administrador da SAD de 2009 a 2012 e candidato derrotada a Presidente, em 2020) e, pese embora as suas fragilidades, cometeu dois erros de palmatória, nessas eleições de 2021.

Ao não ser capaz de se libertar de alguns dos “serviçais” de outros senhores (incluindo, obviamente, de Luis Filipe Vieira, mas não só) e ao incluir na sua equipa alguns “serviçais” de candidatos a novos senhores, não foi consequente com os novos ventos que anunciava e que não o deixaram pensar o Benfica “fora da caixa viciada” pela fidelidade a um empresário e alguns candidatos a novos senhores da Luz, mais preocupados com os seus negócios e os seus financiadores que com o Benfica.

E porque nos tempos de hoje não chegam as intervenções publicitadas no balneário ou as fotos das contratações. A um Presidente do Sport Lisboa e Benfica exige-se muito mais.

E Rui Costa sabe-o bem, como o atestei de tantas conversas, a sós, sem outras testemunhas, em muitos milhares de quilómetros feitos para acompanhar o Benfica, por esse País, … por esse mundo fora.

Rui Costa sabe que não bastará um “mercado” competente, antes será necessário um ano, muitos anos “em grande” para justificar o passado de um mandato cheio de confusões e falhanços e apenas com um título de Campeão Nacional.

Essa é o seu grande desafio, … essa terá de ser a sua grande aposta!!

Para que possamos, em liberdade e em segurança, com o respeito que deve merecer a diferença, decidir o nosso futuro.

A democracia no clube é dos seus valores mais antigos e sempre foi a nossa principal diferença para os outros, quer na Monarquia, quer na Ditadura, quer mesmo já em pleno regime democrático e republicano.

Todos os sócios têm o direito de votar e escolher o futuro do Sport Lisboa e Benfica.

Legitimidade foi o ponto de partida para o exercício dos seus cargos por todos os grandes presidentes da história do SL Benfica!!!

Tivemos dirigentes que recusaram tomar posse por se sentirem pouco legitimados com os resultados, mesmo tendo votos para tal!

Por isso, mais importante que um qualquer apelo ao voto em A ou o não voto em B, é exigir que a democracia e o seu bem mais precioso, o voto, não vos seja subtraído por uma elite que se julga mais importante que os outros.

Não podemos aceitar que um grupo de sócios tente reduzir a participação dos Sócios, pela restrição do voto a apenas alguns, como a única oportunidade de vencer uma eleição.

Os candidatos que sejam aprovados pela Mesa da Assembleia Geral do SL Benfica (e não pré-candidatos como são todos hoje) têm o dever de criar condições para que TODOS OS SÓCIOS possam votar.

Negar o voto é negar a DEMOCRACIA.
Negar a democracia é NEGAR OS VALORES DO SL BENFICA.

Sem desculpas para limitar o voto, mas antes dando todas as condições para que o voto, exercido eletronicamente em todo o mundo, seja sério e auditado, de forma a não deixar dúvidas sobre a sua veracidade (ao contrário do que aconteceu em 2020).

Saúdo por isso o Presidente da Assembleia Geral por querer caminhar nesse sentido, por se assumir como um fator de defesa da Democracia no SLB e da LEGITIMIDADE dos eleitos e defender o direito inalienável dos sócios de poderem VOTAR.

Em 2025, mesmo sem alterações (ou com elas), podemos começar a voltar a construir o futuro que queremos e que o BENFICA merece.

Viva o SPORT LISBOA E BENFICA!!!

Rui Gomes da Silva – sócio nº 1812

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Noronha Lopes é o Vieirismo 2.0

26 comentários

A semana que ontem começou ficou marcada pela publicação de Martim Mayer sobre a cópia de expressões e ideias dos outros feitas por Noronha Lopes.

Ora, para quem acompanha de perto as eleições e as acompanhou em 2020, sabe que isto não é novidade. Noronha Lopes já em 2020 retardou a apresentação do seu programa até à última, usando depois um mix de ideias de Rui Gomes da Silva e do movimento Servir o Benfica.

Em 2025, o método continua.

Ideias de Mauro Xavier e João Diogo Manteigas têm sido embrulhadas e repetidas como se fossem novas. E agora também as propostas de Martim Mayer foram alvo da cópia descarada.

Boas ideias não têm dono, é verdade. Mas que se tenha a honestidade de reconhecer isso.

O Vieirismo não morreu. Quer dizer: morreu a versão original de Vieira, por muito que ele ache que não. Só que os seus discípulos cá continuam, quer dentro do SL Benfica com Rui Costa quer fora do clube com Noronha Lopes.

Sim, votar Noronha Lopes é o mesmo que votar em Vieira. É um Vieirismo 2.0.

Os métodos são iguais. Até nisso Noronha Lopes e a sua equipa copiam.

Têm um conjunto de voluntários cujo trabalho é comentarem todos os posts do candidato Noronha Lopes com elogios até à náusea, e atacarem todos os outros que não estão enfeitiçados por Noronha Lopes e se atrevem a ter memória e a fazer perguntas. Iguais aos vieiristas de antigamente: um grupo de fanáticos.

Noronha Lopes está ligado a todos os que durante anos sustentaram Vieira no SL Benfica, com o próprio incluído. Seara Cardoso, Manuel Vilarinho, Fernando Facturas Gomes, só para citar alguns.

No vídeo partilhado na semana passada no NGB, e em especial para os mais novos, vemos e ouvimos Manuel Vilarinho a discursar em nome da sua candidatura (com Noronha Lopes na sua equipa) a elogiar Vieira como “grande benfiquista”! E foi essa mesma Direcção (Vilarinho e Noronha Lopes) que meteram Vieira no SL Benfica.


Assim como Vieira fez, também Noronha Lopes e a sua trupe querem invadir o SL Benfica com os seus. Querem substituir os velhos vieiristas pelos novos vieiristas, versão 2.0.

Noronha Lopes quando estava na força da idade virou as costas ao SL Benfica no pior período da sua história. Preferiu o dinheiro. Daí não surpreende quando Noronha Lopes se descaiu e anunciou a sua ambição de, como Presidente, receber vencimento e bónus.

Assim como Vieira, Noronha quer que todos os outros não vão a votos e lhe entreguem a faixa de salvador do SL Benfica.

Assim como Vieira, Noronha Lopes não tem interesse em ter uma eleição livre em que TODOS os sócios possam votar, daí não ter viabilizado o controlo ao sistema de voto electrónico de Vieira em 2020 proposto por Rui Gomes da Silva, e agora em 2025 ser o ÚNICO candidato que bloqueia as propostas dos outros.

Não há dúvida que votar Noronha Lopes, Vieira ou Rui Costa é perpetuar o poder dos mesmos no SL Benfica. Este grupo a que Noronha Lopes, Vieira e Vilarinho pertencem dominam o SL Benfica desde 2001.


Foram eles que deram ao sistema o descanso necessário para “alimentarem” o FC Porto.

É em Noronha Lopes e em Vieira que os canais de TV falidos apostam para se salvar. Os Direitos Televisivos serão fundamentais para salvar cadeias de Televisão como a SIC ou outras.

Não queremos que o SL Benfica continue na mão desta gente.

Chega desse fanatismo, desse ódio à mudança real e efectiva.

Temos que virar a página e ter sangue novo.

Informe-se, ouça entrevistas mas em especial veja debates com os candidatos que aceitarem debater.

Duvido que Vieira e Noronha Lopes aceitem ir a debates com todos os candidatos. Têm medo do contraditório e de serem confrontados com as suas ligações ao Sistema.

João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho ou Martim Mayer são neste momento as opções de mudança. Não sei se teremos mais candidatos até à entrega das listas, mas não há qualquer dúvida de que qualquer sócio que queira uma mudança real no SL Benfica terá que votar num destes.

Defenda o SL Benfica e defenda a transparência. Defenda a mudança real!

terça-feira, 8 de julho de 2025

Eleições 2025: uma oportunidade para um novo percurso glorioso

43 comentários

Ao invés do que é costume nesta altura do ano, o tema principal entre os benfiquistas não é a pré-temporada ou as contratações e vendas. O tema principal é sem dúvida o ato eleitoral de Outubro.

Entre candidatos assumidos e que se falam, temos neste momento 6 nomes:

- João Diogo Manteigas

- João Noronha Lopes

- Cristóvão Carvalho

- Martim Mayer

- Rui Costa

- Luís Filipe Vieira

Claro que todos estes nomes merecem diferentes apreciações.

Começo, como será óbvio por Luís Filipe Vieira.

Como todos os que acompanham o NGB há anos bem sabem, nunca simpatizei com a figura “Vieira” no SL Benfica e critiquei a sua gestão do clube, sempre. Por isso, tem sido muito divertido assistir no X (Ex TWITTER) aos voluntários de Noronha Lopes chamarem-me de vieirista. Logo eu! Só mesmo para rir!

(Vieira nem está a mostrar inteligência pois o passado não regressa e nunca voltará a ter o apoio que já teve. Se tivesse ficado por apoiar um candidato mas fora de qualquer candidatura, seria o seu direito como sócio e ninguém poderia criticar.)

Foi com espanto e preocupação que assisti à sua nomeação para liderar o futebol do SL Benfica em 2001, nomeação essa feita por Manuel Vilarinho, João Noronha Lopes e restante Direcção.

O resto é história. Eleger Luís Filipe Vieira seria regressar a um passado de gestão nebulosa, a ter no SL Benfica novamente um parceiro do FC Porto, um parceiro do Sistema, e capturado por interesses. Aliás, nem me surpreendia que viesse com o segundo Artur Jorge, de seu nome Sérgio Conceição.   

Se você quer salvar o FC Porto e o Sistema, e não o SL Benfica, vote em Vieira.

Depois teremos Rui Costa.

Teve a coragem de avançar quando todos se encolheram em 2021, em especial Noronha Lopes. Esse mérito ninguém lhe retira. Só que as suas capacidades de gestão são curtas para uma empresa da dimensão do SL Benfica. Falta-lhe visão empresarial e liderança firme. Claro que aprendeu muito estes anos, mas não chega. Seria sensato sair pelo seu pé e perceber que não tem perfil para ser presidente do SL Benfica.

João Diogo Manteigas só foi uma surpresa para quem nunca o tinha escutado. Tem feito o seu caminho, tem passado conteúdos importantes, e tem procurado ser acessível a todos. O que lhe falta em máquina de campanha, ele compensa com gestão criteriosa de meios e tem o mérito de ter já um esboço de programa bastante interessante. De todos, até agora, sem dúvida o que mais se destacou. De longe. Um candidato sério à segunda volta em Outubro.

João Noronha Lopes regressou, depois de ter virado as costas mais uma vez ao SL Benfica em 2021, depois de em 2001 também ter desprezado o SL Benfica, depois de ter participado na escolha de Luís Filipe Vieira para o SL Benfica. Continua a apostar numa campanha tipo partido político, sem ideias próprias e sempre à pesca das dos outros, e pendurado em “personalidades” e recomendações. Vazio de conteúdo, como tinha sido em 2020. Não será opção para os benfiquistas pois todos já viram que Noronha Lopes à primeira oportunidade abandona o barco.

De Cristóvão Carvalho e Martim Mayer ainda se sabe pouco. Estão no início do percurso de se darem a conhecer aos benfiquistas e certamente que terão a oportunidade de mostrar as suas ideias. Mas sem dúvida que são bem-vindos e que vão enriquecer o debate.

Os benfiquistas terão pela primeira vez em muitos anos opções diferentes de escolha. Talvez a estes 6 se juntem mais um ou dois nomes.

O que será garantido é que teremos debates nas TVs ricos em conteúdo e discussão de ideias e opções. Desta vez, até Vieira vai querer ir a debate, pois se ficar de fora mostrará que tem medo de defender o próprio legado e será uma oportunidade de ouro para os outros candidatos passarem um debate de 3 horas a expor Vieira sem contraditório.

Que o SL Benfica saia vitorioso em Outubro e inicie um novo percurso glorioso.

ranking