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terça-feira, 31 de outubro de 2023

FC Arouca 0-2 SL Benfica: travessura de Di María, doçura de Arthur Cabral

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fonte: @ofuraredes (X)

Com vontade de alcançar a doçura da vitória no seu primeiro jogo desta edição da Taça da Liga Roger Schmidt, no espírito de Halloween, decidiu surpreender e apresentou em Arouca um onze inicial e um esquema tático bem diferente daquele que tem utilizado. 

11 do SL Benfica: Trubin, Otamendi, António Silva, Morato, Aursnes, João Neves, Florentino, João Mário, Rafa, Di María e Gonçalo Guedes. (3x4x3)

Talvez muitos tenham ficado assustados com as novidades, mas a verdade é que o técnico alemão somou pontos ao mostrar-se flexível a novas ideias e, sobretudo, porque a que usou hoje funcionou. A equipa mostrou-se mais segura com a bola, o reforço na defesa, com 3 centrais, deu maior solidez atrás e, simultaneamente, permitiu que lá na frente estivessem mais soltos, trazendo assim ao jogo um Benfica mais forte no ataque (há alguns jogos que não o víamos com um futebol tão ofensivo). Destaque também para a rápida e eficaz reação à perda de bola. 

A um nível razoável, o conjunto encarnado esteve sempre por cima e o Arouca pouco perigo criou durante todo o encontro. E quando o fez acabou por nunca ser capaz de bater Trubin. Com um golo em cada parte, primeiro por Di María (26’), de livre, e depois de Arthur Cabral (74’), a finalizar para o 0-2 após boa combinação com Tengsted, pouco mais se viu, sobretudo a partir do momento em que o Benfica já tinha a vitória no bolso e um pé na “final four” da competição. 

De um modo geral, as alterações de Schmidt deixaram boas impressões, contudo continua visível que há muito trabalho que precisa de ser feito.

domingo, 29 de outubro de 2023

Mãos nos bolsos não mudam caminhos

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fotografia: SLBenfica.pt

Desde que chegou ao Sport Lisboa e Benfica que Roger Schmidt se tornou uma das figuras de destaque do clube. Na temporada passada bem podia e devia orgulhar-se disso, dado o sucesso que teve, mas na atual o treinador alemão encontra-se sob o olhar crítico de todos devido às exibições com pouca qualidade da equipa que comanda. 

Três derrotas na Liga dos Campeões, uma derrota e um empate no campeonato português. Estes números já são o suficiente para deixar em desagrado os adeptos. Se lhes juntarmos a análise ao jogo que o Benfica tem vindo a praticar o caso piora. É que nos últimos encontros vimos sempre uma equipa previsível, com claras dificuldades em perceber o jogo dos adversários e de encontrar soluções táticas para ser superior ao mesmo. E tudo isso porque ao comando desta está um treinador desnorteado que apresenta dificuldades na leitura do jogo e, por isso, não consegue mexer de forma acertada e nos momentos decisivos. Usemos neste ponto, a título de exemplo, o jogo de ontem frente ao Casa Pia (1-1). Schmidt fez as primeiras alterações ao minuto 63 quando lançou Jurasek para o lugar de Bernat e tirou de campo David Neres para a entrada de Di María. O que terá levado o treinador alemão a trocar os laterais? Nada beneficiou com isso, muito pelo contrário...E já que falamos em substituições: por que é que Tiago Gouveia não foi merecedor de minutos? Estando Gonçalo Guedes em forma por que é que só foi aposta aos 88 minutos quando ha muito havia jogadores em campo que já nada conseguiam acrescentar ao jogo? 

Roger Schmidt não esteve mal apenas ontem. Infelizmente tem sido algo recorrente ao longo da época, pois não foi a primeira vez que assistimos a um Benfica apático, perdido, sem ideias e pouco agressivo (a quantidade de vezes que já recorri a estes termos ou aos seus sinónimos para analisar os jogos do SLB...). Culpa do mau desempenho dos que entram em campo, mas acima de tudo de quem os comanda. Portanto, o treinador não é o único culpado do mau momento que os encarnados atravessam, porém é o principal. E cabe ao técnico alemão resolver esta fase complicada o quanto antes para que volte a ter um balneário confiante e motivado e ganhar de novo o apoio dos adeptos.

Para tal, urge mudar a atitude. Está mais do que na hora de Schmidt tirar de uma vez por todas as mãos dos bolsos, despindo assim a imagem de um mero observador impassível que assiste ao desnorte dos seus sem saber o que fazer, e assumir a liderança, ser uma voz de comando ativa capaz de pôr a equipa a praticar bom futebol. Acredito que Roger não desaprendeu e que isto que temos visto não é tudo aquilo que sabe fazer. 

Resumindo a mensagem e para que todos a entendam: hände in den taschen ändern den weg nicht.

sábado, 28 de outubro de 2023

SL Benfica 1 - Casa Pia 1

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Respeitar os adeptos e sócios é todos darem o melhor.

Duvido que o treinador e a estrutura o estejam a fazer.

Sim porque se Schmidt faz merda, faz isso com a benção da estrutura.

Portanto, não há bodes expiatórios.
Todos têm responsabilidades.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Como ultrapassar o mau momento? Qual o seu 11?

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Todos somos treinadores de bancada.

Todos acabamos por ter uma opinião sobre quem devia ou não ser titular ou sobre quem devia ou não entrar mais tarde.

Os jogos de Manager tornaram isto ainda mais complicado para o futebol do mundo real, pois as opções muitas vezes são tomadas mediante o valor teórico (ou os valores de cada skill no jogo) e não tanto pela forma como cada jogador realmente se tem comportado em campo.

Vejamos o exemplo do Florentino. 

Tenho lido muitos benfiquistas falarem do Florentino como o "salvador da pátria" ou como a peça fundamental que está a faltar no nosso meio campo. Em teoria, até seria. Na prática, não.

Florentino não evoluiu o suficiente para ser dono daquele lugar. 

Com 24 anos, já devia ter explodido quer em qualidade quer em evolução física, mas continua a revelar as mesmas insuficiências que revelava há 2 ou 3 anos.

Pouca qualidade de passe e transporte de bola. Um 6 numa equipa como o SL Benfica tem que saber levar a bola no pé. Ele não tem esse dom.

Outro aspecto fundamental para ser um 6 é a capacidade de choque e o poder físico. Florentino continua o mesmo lingrinhas que era há 3 anos. Não ganhou massa muscular ou arcaboiço e não consegue compensar tal situação com um centro de gravidade mais forte.

O Aursnes, por exemplo, não tem também propriamente um corpo muito musculado, mas compensa isso pelo seu posicionamento e pela forma como ataca as jogadas.

Ora, na realidade não temos um 6 à altura do que precisamos e até Janeiro não o teremos. Por isso há que trabalhar com o que há.

E trabalhar é o ponto chave! 

Faltam rotinas que se vejam na equipa. Compensações, apoios na construção ou fecho de linhas de defesa.

Na fase atacante, não cabe na cabeça de ninguém que tenhamos em campo um avançado/ponta de lança e que o mesmo ande a fazer sabe-se lá o quê encostado à linha, como passamos a vida a ver.

Faltam claramente rotinas em que os laterais ou quem apanha a bola na safe adiantada do campo olhe logo à procura do avançado e que o mesmo se desmarque, com apoio de um ou outro colega nas movimentações. Não temos nada disso.

E sem treino de rotinas, NADA VAI RESULTAR. 

Portanto, e fazendo aqui um exercício teórico, eu apostaria no seguinte 11:

Trubin

Bah, António Silva, Otamendi e Bernat

Aursnes

João Neves, Kokcu e Di Maria

Cabral e Musa

Acho que já chega de jogadores que não são carne nem peixe, como Rafa ou Gonçalo Guedes. 

Servem quando jogas em contra-ataque puro, ou para reagir numa segunda parte. De resto são balas perdidas a maior parte do tempo pois não temos referências no último terço do campo enquanto eles andam a brincar na areia.

Isto, claro, é apenas um exercício para todos pensarmos um pouco sobre como o plantel, embora não tenha as peças todas que queríamos, oferece outras opções que não sempre jogar da mesma maneira.

E vocês? 

Acham que falta treino? Que 11 escolheriam?

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Reunião chave entre Rui Costa, Lourenço Coelho e Roger Schmidt

61 comentários

 


Não, esqueçam lá quem já está a pensar na demissão do alemão. Não é assim que se ataca um problema nesta altura da temporada.

Todos estamos bem aziados pelos resultados na Champions e pelo futebol miserável que praticamos.

A maioria, e bem, não acha que os jogos com os andrades são os mais importantes da temporada. O vital em cada temporada do SL Benfica é vencer todos os jogos oficiais e lutar para vencer todas as competições em que estamos envolvidos.

Muitos não percebemos o que raio Roger Schmidt anda a inventar insistindo em jogadores que não rendem ou noutros fora de posição.

Muito menos percebemos muitas das substituições que o alemão tem feito.

Faz imensa confusão só jogarmos com 1 ponta de lança ou avançado mais puro e depois ver o mesmo encostado à linha, não tendo os outros jogadores qualquer referência na grande área para lançarem a bola.

Pessoalmente, e quem lê o NGB sabe ao que vem, responsabilizo muito mais os dirigentes pelos erros e falhas que os treinadores.

Daí que mesmo que o sangue esteja quente, que a noite tenha sido difícil, e que achemos que há muito a melhorar, temos de dar margem a 3 pessoas fundamentais neste momento:

1) Rui Costa

2) Lourenço Coelho

3) Roger Schmidt

Cabe a estes 3 senhores sentarem-se o quanto antes, perceberem o que está a falhar e estabelecerem um plano, uma estratégia para unir o grupo e para tirar deles o que de melhor têm. E bolas!!! Eles podem fazer muito melhor!

Não gostei de, mais uma vez, não ver um único dirigente dar a cara no final do jogo. Isso também tem de ser revisto.

Relembro que vocês, dirigentes e administradores da SAD, respondem a todos nós benfiquistas, aos sócios e aos acionistas da SAD.

O treinador é um empregado e não é ele que tem que vir em última análise dar a cara pelos resultados. São vocês, os eleitos por todos nós.

O que todos queremos é que esta reunião sirva para encontrarem soluções!

Trabalhem em conjunto, vejam como melhorar e abordar os jogos com os melhores no plantel e com a táctica adequada ao que temos.

Entendam que os maus resultados do SL Benfica nos deixam amargurados e que, tirando os que vos querem fora do clube não importa o que façam, queremos que tenham sucesso na vossa missão. Qualquer avaliação global do vosso trabalho deve ser feita em eleições, sem perdermos o grau de exigência que é intrínseco a qualquer benfiquista que se preze.

Daí que assobios, lenços brancos ou palavras de ordem mais duras fazem parte do dia a dia de quem está no desporto e serve para vos lembrar que o clube não é vosso, de que têm que prestar contas do que fazem e do que não fazem, e que no futebol o que conta são os golos, os resultados, as vitórias. APENAS.

Vamos lá resolver os problemas!! Todos podem fazer melhor!

SL Benfica 0-1 Real Sociedad: Quem os viu e quem os vê...

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foto: SLBenfica site

Ontem assistimos a mais uma noite de Liga dos Campeões para esquecer no Estádio da Luz. O SL Benfica voltou a perder na liga milionária, desta vez frente à Real Sociedad (0-1), continuando assim sem conseguir pontuar e, consequentemente, ocupando o último lugar do grupo.

São dados que surpreendem quem na época passada viu nesta mesma competição uma equipa de chama bem acesa, ambiciosa, com garra e sem medo de enfrentar os que se foram cruzando no seu caminho, que encarou olhos nos olhos os tubarões do seu grupo (PSG e Juventus) convidando-os a ver refletido no seu olhar a sua vontade de conquistar o primeiro lugar. E ao recordamos tudo isto inevitavelmente questionamos: onde está este Benfica? Perdeu-se completamente a identidade daquela temporada, vá-se lá saber porquê...

Sair derrotado de mais um jogo, o terceiro nesta edição da UCL, é obviamente motivo de preocupação para os encarnados, não só por tornar quase impossível a sua permanência nesta competição, mas também por deixar claro que o conjunto treinado por Roger Schmidt continua a apresentar-se muito previsível, passivo, pouco organizado e a cometer muitos erros dentro de campo. E como se tudo isto já não fosse suficientemente alarmante acrescenta-se ainda o facto de, em finais de Outubro, o Benfica ainda não ter tido a capacidade de se encontrar e de, por isso, estar bem distante de alcançar o seu melhor nível.

Forte entrada no jogo, com alguma agressividade e boas circulações de bola, com o intuito de assumir um papel dominador desde o primeiro minuto. Idealizei esta frase quando pensei numa equipa que ia jogar em casa e que precisava de vencer para manter vivo o sonho europeu, pois era o mínimo que se exigia. Porém, a mesma não retrata a postura do SL Benfica, mas sim do seu adversário de ontem que se mostrou extremamente confortável no relvado da Luz, como se jogassem no conforto do seu lar. Arrisco-me a dizer que a atitude dos jogadores foram o espelho das palavras dos seus treinadores: de um lado a tranquilidade de quem, numa conferência de antevisão a um jogo da Liga dos Campeões, achou por bem afirmar que os jogos mais importantes são contra o FC Porto, do outro lado as ganas de conquistar os três pontos de quem sempre assumiu que ia a Lisboa para vencer.

Bem organizada no terreno e dona da bola a maior parte do tempo a Real Sociedad foi fazendo o que quis frente a um Benfica adormecido, com notórias dificuldades em reagir à pressão e sem criatividade para dar a volta à narrativa. Das poucas vezes que teve bola no pé a equipa de Schmidt não soube o que fazer e acabou por criar apenas uma ou outra situação de perigo na frente. Chegar ao fim da primeira parte com o nulo no marcador, graças à má definição dos bascos, foi provavelmente o ponto alto da noite dos encarnados...

Logo ao intervalo o técnico alemão mexeu no jogo e lançou Kokçu, quiçá por acreditar que seria a peça ideal para criar ligação entre os setores, e Arthur Cabral, para os lugares de João Mário e Musa, respetivamente, mas tais alterações não surtiram efeito positivo na equipa e o Benfica continuou exposto ao domínio dos espanhóis, fazendo da segunda parte uma réplica da primeira. Na Champions não se perdoa e exibições fracas pagam-se caro, como comprova o golo solitário de Brais Mendéz, ao minuto 63, suficiente para dar a vitória à Real Sociedad e deixar os de Roger Schmidt com um pé fora da competição. O que, diga-se de passagem, acaba por ser o mais justo para uma equipa que até ao momento não mostrou que merece jogar na Europa.

O resumo da caminhada europeia não é, portanto, favorável: três jogos, três derrotas, quatro golos sofridos, zero golos marcados. Ainda não acabou...E se nos próximos três encontros da UCL o Benfica continuar desnorteado e com a mesma postura apática não terá nem o consolo da Liga Europa.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Era assim tão complicado se o Roger não tivesse "jogadores e ideias fetiche"?

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SL Benfica derrotado

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Quando o SL Benfica é banal, vulgar, perante uma Real Sociedad e na Luz...

Espera! O que interessa é ganhar aos andrades não é?

Não aceito esta mediocridade.

Mediocridade na atitude, na postura, na qualidade e na imagem que passam.

Mediocridade de que apenas João Neves escapa.

Com Roger Schmidt à cabeça.

SCBraga: Já alguém se interessou em entender o "esquema"?

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A Qatar Sports Investments (QSI) anunciou o reforço de 21,67% para 29,60% do capital da SAD do SCBraga. Depois de adquirir as acções de Joaquim Oliveira, agora compraram mais 5,3% de acções "no mercado".

Neste momento, estão a apenas 7,4% de ser o maior accionista da SAD, dado que o SCBraga tem apenas 36,99%. Ora sabendo que 17,04% estão na mão de um accionista misterioso que ninguém sabe quem são... e depois há 16,37% em "outros accionistas"... o risco de reforço destes 7,5% é BRUTAL!

Portanto, actualmente o SCBraga está em risco de perder o controlo da SAD, um clube em ascensão tremenda no futebol profissional, com uma ambição de em breve se intrometer na luta pelo título, que tem dinheiro a entrar... que construi infrastruturas ao nível dos grandes... e aparentemente ninguém se interessa pelo tema...

Não interessa aos poderes instalados no futebol português "levantar ondas" neste tema, porque esta será também a "tábua de salvação" do FCPorto e exactamente por isso o fortíssimo reforço de compra de acções pelo seu Presidente, que encaixará uma verba elevada no momento da venda.

Em breve, pela mão do "consultor estratégico" Antero Henriques, tanto SCBraga como FCPorto terão fortissimos accionistas estrangeiros.

O SCBraga irá, ao que tudo indica, perder o controlo da SAD

O FCPorto - que detém 75% do capital da SAD poderá manter o controlo, mas libertando uma parcela elevadíssima, sendo pouco expectável que Antonio Oliveira ceda a sua posição, terá que ser também aqui a Olivedesportos (6,68%) e o proprio FCPorto a ceder uma percentagem que se deve colocar nos 25 a 30% ao que haverá que juntar os 1,5% do seu presidente.

Sporting e SLBenfica têm pouco mais de 60% da SAD cada um.

O Sporting tem 30% nas mãos de um accionista a braços com a justiça e que não interfere na SAD, o que pode abrir espaço ao investimento já muito divulgado por parte de Cristiano Ronaldo, podendo porventura ir mais longe do que apenas o capital de Alvaro Sobrinho e ficar também, como o FCPorto com apenas cerca de 50%.

Já no caso do SLBenfica, há apenas 16,95% nas mãos de accionistas potencialmente inestáveis (Luis Filipe Vieira e Jose Antonio dos Santos), tendo a SAD 66,98% e sem expectativas ou antecipação de quaisquer alineação de capital ou entrada de qualquer investidor sequer para o tomar conta dos quase 17% na posse da anterior gestão.

O saneamento financeiro das SAD a norte irá ser feita em breve recorrendo a estes investidores do Qatar e à antecipação, já anunciada, da Centralização dos Direitos Televisivos.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Sondagem: Quem deve ocupar o lugar deixado vago por Domingos Soares de Oliveira?

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Os jornais e os "sinais" vindos do SL Benfica apontam para que Luís Mendes, nome ainda algo desconhecido para a grande maioria dos benfiquistas, seja o escolhido para esse papel tão importante que é gerir o dia a dia da SAD e tomar as rédeas das grandes negociações e estratégia.

Mas:

1) Será o nome adequado? 

2) Tem o perfil necessário para conduzir um orçamento de centenas de milhões de euros? 

3) Tem capacidade para negociar no mundo do futebol? 

4) Tem peso institucional a nível nacional que faça com que a sua voz seja escutada e respeitada fora do SL Benfica? 

5) Tem experiência internacional que permita NÃO SER um peixe fora de água quando representar a SAD/Clube?

Além disso, outra situação se coloca, como perguntou o BenficabyGB na semana passada: o lugar de CEO (ou Co-CEO) na SAD é remunerado pois trata-se de uma posição de dedicação a tempo inteiro e em exclusivo. 

Ora, sendo vice-presidente do SL Benfica, Luis Mendes não pode ser remunerado. 

Se não pode ser remunerado, vive de quê? Que tempo dedica à gestão do SL Benfica? Não tem dedicação exclusiva? 

Faz sentido que a gestão da SAD do SL Benfica seja feita de forma NÃO PROFISSIONAL? Voltamos aos tempos de gestão amadora?

O nome de Luís Mendes levanta muitas dúvidas, que deixei no ar nas 5 perguntas que indiquei. Na minha opinião, dificilmente preenche os requisitos necessários. O único que realmente preenche sem margem para dúvidas é o de ser um grande benfiquista.

O SL Benfica, na ausência de um nome óbvio e forte, deveria ter realizado um processo de "head hunting" para preencher tal posição fundamental.

Não o fez e quase que parece que está a deixar assentar o nome de Luís Mendes entre os pingos da chuva. Não me parece ser assim que se gere uma empresa, e o SL Benfica tem a maioria da SAD para a gerir como uma empresa, com o adicional de lá colocar uma pitada grande de amor ao SL Benfica.

Para que não fiquem dúvidas, eu defendo um nome com provas na gestão de orçamentos de milhões, na gestão de Recursos Humanos e com capacidade de liderança e estratégia.

Há no mercado nacional "benfiquista" muitos nomes capazes. Na pior das hipóteses, teríamos que procurar lá fora alguém com ambição, do mundo do futebol ou ligado a ele, e que esteja confortável em viver com as atuais capacidades financeiras do SL Benfica.

E você? O que ou quem defende para o lugar que era ocupado por Domingos Soares de Oliveira?


quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Pedro Proença e os direitos televisivos: o Flautista enviado do FC Porto

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Mais uma reunião de presidentes, mais uma sessão de lavagem cerebral sobre as supostas vantagens dos direitos televisivos.

A novidade é que passamos de um valor de 300 milhões de euros para um intervalo entre os 250 milhões e os 500 milhões.

Ora, só mesmo no mundo do faz de conta de Pedro Proença é que estes números fazem sentido.

O básico do valor global dos direitos televisivos só depende de 2 factores: 

a) Número de países que adquiram os direitos e/ou alcance da plataforma que compre os mesmos direitos (e quanto estão dispostos a pagar)

b) Audiências estimadas

O resto são tudo tretas para encher páginas de propaganda.

Além disto, há que pensar que hoje a concorrência não se limita aos restantes campeonatos europeus.

Por exemplo, a Arábia Saudita pelos jogadores que tem lá no campeonato, aumentou em muito a distribuição mundial dos seus jogos, mesmo sendo de fraca qualidade.

A MLS deixou de apenas interessar aos americanos e já vende para outros países.

O mercado asiático está inundado de opções e acima de tudo procura ver os jogos onde estão craques conhecidos.

Em Portugal, todos sabemos que o SL Benfica vale mais de metade do valor atual de mercado dos direitos televisivos globais. É também o único clube que tem nomes conhecidos além fronteiras, os chamados craques, com Di Maria à cabeça.

Temos o Sporting CP que a nível nacional continua a ser de longe o segundo clube que mais audiências origina, seguido do FC Porto e SC Braga.

A atratividade do nosso campeonato lá fora limita-se aos nossos imigrantes, e mesmo onde estão nem sempre isso é líquido como se viu esta temporada em França.

A qualidade no nosso futebol jogado é miserável. A falta de qualidade das arbitragens é chocante.

Então em que se baseia Pedro Proença para atirar agora um valor de 500 milhões? Em propaganda.
A teoria da cenoura, tão eficaz em alguma mentalidade portuguesa.

Daí que o antigo árbitro preferido do FC Porto fala sempre em antecipar a entrada em vigor deste suposto novo regime com esta "cenoura". 

Mas porque antecipar? O único propósito: salvar o FC Porto da ruína financeira.

Como se viu nas contas divulgadas há dias, o FC Porto está em falência, sem novas receitas, e sem margem de crescimento em nada.

Só um novo acordo de direitos televisivos permitirá ao FCP se refinanciar, com essa garantia financeira.

Nem SL Benfica, nem Sporting CP e até nem o SC Braga precisam de um novo acordo antecipado. 
Aliás, o SL Benfica NÃO PRECISA DE CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TELEVISIVOS.

Pedro Proença, que continua a afirmar que não vai para a Associação de Ligas Europeias por ter um compromisso com o futebol português, esconde a verdade do que pretende:

1) Salvar financeiramente o FC Porto, por quem já tanto fez como árbitro

2) Presidir à Federação Portuguesa de Futebol nos próximos 12 anos

3) Controlar a Arbitragem sob a capa de um organismo autónomo


Qual Flautista de Hamelin, com a sua propaganda dos 500 milhões, Pedro Proença procura guiar os ratos do futebol português para a sua ruína.

Ficarão presos muitos anos a um acordo que não os beneficiará, que não terá os valores anunciados, e que beneficiará apenas um único clube: o FC Porto.

E como o Flautista do conto, Pedro Proença voltará mais uma vez com a sua flauta para "reformar" o futebol português, levando dessa vez "as crianças" ou seja acabará com a verdade desportiva e a alegria da imprevisibilidade do jogo.

Por tudo isto, repito que o SL Benfica NÃO PODE ASSINAR QUALQUER ACORDO DE CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TELEVISIVOS QUE NÃO DEFENDA OS SEUS INTERESSES E OS DO FUTEBOL PORTUGUÊS POR INTEIRO.

Mais ainda:

O SL BENFICA NÃO PODE APOIAR PEDRO PROENÇA PARA PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL.

O SL Benfica DEVE PROMOVER OU APOIAR UM CANDIDATO ALTERNATIVO A ESTE PODER ENTRANHADO DO FC PORTO.

Há tempo ainda. 

Espero que no SL Benfica haja vontade.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

FC Porto e SC Braga: o "centralismo" que humilha os nortenhos e goza com o resto do país

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"A notícia que confirma finalmente a intenção da autarquia é do jornal “Público”. O estádio, cujo custo de referência é 30 milhões de euros, terá custado aos munícipes de Braga cerca de 200 milhões. O clube, que paga 500 euros de renda pelo recinto, apresentou lucro de 20,3 milhões de euros no último Relatório e Contas da SAD, que conta com uma participação de 29,60% da Qatar Sports Investments, os donos do PSG." - Expresso.

A notícia deixa a nu a vergonha que são 2 clubes que só chegaram até hoje nas posições que ocupam porque beneficiam DE AJUDAS ESCANDALOSAS.

Por um lado, o FC Porto que paga 500 euros por mês num Centro de Estágio que custou 20 Milhões aos contribuintes portugueses.

A uns kms de distância, o SC Braga paga 500 euros por mês para utilizar um Estádio de Futebol que foi construído sob o argumento "Euro 2004", que era para ter custado 30 Milhões e cuja factura atual já vai nos 200 Milhões de euros PAGOS POR TODOS NÓS!

Aliás, é extraordinário que uma "derrapagem" de 170 Milhões não tenha metido na prisão todos os envolvidos!!

FC Porto e SC Braga NÃO PAGAM por instalações fundamentais em termos de concorrência. É como se costuma dizer: concorrência desleal.

Isto num país em que se pagam 600 euros de renda por qualquer casa minúscula!

Como dizia um amigo: em Braga não se aluga nada por 500 euros... excepto o Estádio do Braga!

É este o "centralismo" de que tanto falam? 

São estes os "líderes" do norte, ou como afinal está à vista, são apenas uns azeiteiros chico espertos que vão atropelando tudo e todos até um dia algo ou alguém os parar?

E já agora, um dica para os activistas dos direitos humanos: O fundo do Qatar já detém quase 30% da SAD do SC Braga.

Dinheiro vindo de onde não se respeitam os direitos humanos, onde a liberdade e a democracia não existem. Activismo... da boca para fora.

E outra dica para os adeptos do SC Braga: o Qatar e um fundo obscuro chamado Sundown juntos já têm quase 47% da SAD do SC Braga. Apanhando parte dos 16,37% dispersos por vários pequenos accionistas...adeus SC Braga SAD. 

Quem é que ganha comissão por devagarinho alienar a SAD do Braga, sem autorização da AG e dos associados do SC Braga?

É que o próprio SC Braga já só tem 36,99% da sua SAD.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Porto Canal: continua a vergonha com os dinheiros públicos!

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O Porto Canal, propriedade do FC Porto, continua a parasitar os dinheiros públicos e a obter vantagens vergonhosas por parte de entidades públicas do norte do país.

Desta vez é a Comunidade Intermunicipal do Douro que em pouco mais de 3 meses oferece quase 

80 000 euros sob a capa de "Promoção de Evento".

Ora, quem acompanha as audiências sabe que o Porto Canal não figura sequer nos 20 canais mais vistos da televisão portuguesa, sendo que fica atrás de canais que só passam repetições como a TVI Ficção.

Ora o que leva entidades públicas, com uma RTP PAGA COM OS NOSSOS IMPOSTOS, a subsidiar um canal privado pertencente a um clube de futebol e que não tem audiências relevantes?

Apenas podemos concluir que alegadamente estamos perante um favorecimento ao FC Porto por parte de entidades do norte.

Quando alguém paga ou compra algo muito inflacionado, sabemos que não estamos perante um negócio transparente.

Quando isso envolve dinheiros públicos, merece no mínimo uma investigação por parte das autoridades.

O Porto Canal, só este ano de 2023, já beneficiou de 223 694 Euros de dinheiros públicos de entidades do norte de Portugal.

Sendo que o Porto Canal NÃO É UM CANAL DE SERVIÇO PÚBLICO MAS SIM UM CANAL DE UM CLUBE DE FUTEBOL, temos o direito de questionar o que está por detrás destas centenas de milhar de euros de dinheiros públicos investidos num CANAL DE TELEVISÃO SEM AUDIÊNCIAS.

O que se diria se o mesmo valor fosse aplicado na BTV, se a mesma incluísse uns programas sobre a vida no Seixal?

Ou o que se diria se o mesmo valor fosse aplicado na Sporting TV, se a mesma incluísse uns programas sobre Alcochete?

Sabendo nós que, apesar de o FC Porto andar a fugir à publicação de contas, o clube da fruta está com um passivo de 600 milhões de euros, com capitais negativos de 200 milhões de euros e sem receitas novas para chegar... o Porto Canal a ser mantido com o nosso dinheiro!

Quem coloca um travão em mais um favorecimento ao FC Porto?

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Roger Schmidt e o campo minado

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Quase todos, eu incluído, temos questionado algumas das opções técnicas e tácticas do nosso treinador desde o famigerado jogo em casa com o FC Porto em Abril de 2023.

Confesso em especial que me faz confusão ver alguns jogadores em campo, mesmo quando fora de forma ou sem sentir que acrescentam algo à equipa. Não vou falar em nomes neste post porque não é esse o propósito.

No entanto, sou defensor da estabilidade e do tempo de trabalho em grupo. Penso que isso beneficia qualquer organização, e o futebol não foge à regra.

Isso não significa que, no caso do futebol, a ditadura dos resultados não tenha o seu peso, que tem.

Isso não significa que o treinador possa “inventar” impunemente ou sem critério.

Sentimos da parte de certo universo do SL Benfica uma vontade imediata de sangue do treinador logo aos primeiros vacilos.

Também não gostei de sinais, mais ou menos indirectos, de azedume na estrutura do SL Benfica para com o treinador. Esses sinais, a existirem, têm de ser à porta fechada e apenas entre presidente ou gestor do futebol e o próprio treinador.

Nós adeptos estamos nos estádios para, com emoção, puxarmos pela equipa e para até demonstrar a insatisfação por algum resultado menos bom em que sintamos não ter sido feito tudo. Esse é o espírito do antigo Terceiro Anel que contribuiu em especial para um grau de exigência elevado. E meus caros… sem exigência não se vai a lado nenhum.

A história fantástica do SL Benfica não foi construída com palminhas para a mediocridade.

Mas o dirigente, o gestor, o presidente… têm outras obrigações a todos os níveis.

Têm de promover a estabilidade e a defesa do grupo para o exterior, e internamente (em privado) acompanhar, dar soluções e ser exigentes nos métodos e resultados.

Têm de assumir as suas decisões e saber tomá-las na altura certa, ou pelo menos naquele momento em que se pense estar a defender melhor o superior interesse do SL Benfica.

Ao longo dos anos, na gestão do vigarista de Alverca, a “estrutura” era a primeira a queimar os treinadores para proteger o “rei sol”. POIS NÃO VAMOS ACEITAR QUE SE REPITA ISSO.

Portanto, que ninguém no SL Benfica, no seu Departamento de Comunicação ou na estrutura Dirigente/SAD pense que isso é para repetir.

Apesar de algumas exibições e resultados claramente insatisfatórios, como as derrotas na Champions, temos enfrentado um campeonato inquinado desde o primeiro dia e mesmo assim estamos no grupo cimeiro da tabela.

Que os adeptos/sócios não deixem de ser exigentes, mas que percebam que ser exigente não é pedir demissões à primeira oportunidade, ainda para mais com um primeiro ano positivo.

Acredito que teremos sinais de defesa do grupo e do treinador nos próximos dias.

Acredito que apenas por lapso isso ainda não foi feito.

Defender o SL Benfica também é isso.

domingo, 8 de outubro de 2023

GD Estoril Praia 0-1 SL Benfica: mais cabeça, menos coração

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foto: SLBenfica site

No último jogo antes da paragem para os jogos das Seleções Roger Schmidt quis surpreender os benquistas e apresentou no Estádio António Coimbra da Mota um onze inicial com seis alterações relativamente ao que defrontou o Inter de Milão na passada terça-feira. Acredito que se pedissem a cada benfiquista para apostar nos titulares para o encontro frente ao Estoril nenhum deles escolheria exatamente os mesmos que o técnico alemão escolheu. 

11 do SL Benfica: Trubin, Aursnes, António Silva, Otamendi, Jurásek, Florentino, Chiquinho, Rafa, Neres, João Mário e Tengstedt. 

E para mim foi precisamente aqui, no onze titular, que começou o problema. Roger Schmidt tirou velocidade e dinamismo à equipa para lhe dar precisamente o contrário. Prova disso foi o meio campo: “macio”, nada criativo e com claras dificuldades para controlar os médios do Estoril. Quanto à equipa da casa apresentou-se bem posicionada no terreno, com uma defesa fechada capaz de criar dificuldades a um adversário que teimava em esquecer as laterais e apostar num jogo pelo centro. 

Resultado? Uma primeira onde um Benfica lento e sem criatividade raramente foi capaz de criar oportunidades de perigo. E pelo caminho ainda foi apanhando alguns sustos. O nulo no marcador ao intervalo surpreendeu aqueles que acreditam que os encarnados iam entrar com tudo, mas foi o esperado para os que iam assistindo ao encontro. 

Pedia-se a Roger Schmidt que mexesse na equipa para que o Benfica se apresentasse num nível superior na segunda-parte, inclusive com mais fome de golo, mas a teimosia do técnico alemão levou-o a insistir na ideia inicial. Ora, o que se viu foi, como era expectável, uma repetição daquilo a que já tínhamos assistido nos primeiros 45 minutos: mais bola que o adversário, porém sem ser perigoso, graças a um jogo que se manteve lento. E perdoem-me por voltar a dizer o mesmo, mas a culpa não é minha, é de toda uma equipa que voltou a mostrar um comportamento demasiado passivo, espelhando dentro das quatro linhas a postura do treinador no banco. 

Do outro lado estava um Estoril atento que foi aproveitando os erros dos encarnados para criar perigo (e nos primeiros minutos da segunda parte fez 3 remates de rajada em apenas 5 minutos). Foi mesmo preciso haver uma bola ao poste da baliza de Trubin para que o Benfica despertasse. Não passou a ser propriamente brilhante, nem lá perto andou, no entanto intensificou a pressão ofensiva e lá foram aparecendo ocasiões de perigo, mas continuava a faltar o golo. Numa fase em que já se jogava com mais coração do que cabeça apareceu António Silva, o miúdo de 19 anos que provou aos companheiros de equipa que a fórmula para o sucesso passa por fazer exatamente o oposto: na sequência de um canto batido por Neres o camisola 4 do Benfica cabeceou para inaugurar o marcador já nos descontos. 

Corações mais tranquilos, porém por pouco tempo. É que mais uma vez os encarnados complicaram as suas próprias vidas ao não controlarem o jogo e ao permitirem aos jogadores do Estoril aparecerem com alguma facilidade na área. Voltou a valer António Silva para tranquilizar os benquistas ao cortar de cabeça um remate de Bernardo Vital no último minuto de jogo. 

O Benfica acabou por vencer, mas ficou longe de convencer. 

As questões 

Na Amoreira vimos um Benfica com algumas novidades no onze que resultaram numa exibição fraquinha e longe, muito longe, de convencer. O que terá levado Roger Schmidt a arriscar desta maneira e a demorar tanto tempo para mexer na equipa no decorrer do jogo? 

Terá sido apenas uma questão de rodar a equipa (o que a meu ver acaba por não fazer sentido nesta altura, uma vez que vamos ter a paragem para os jogos das Seleções)? Ou quererá o treinador mostrar que não tem muitas soluções e que é preciso voltar a investir para reforçar determinadas posições? 

Leio-vos nos comentários.

sábado, 7 de outubro de 2023

É isto, Roger? Não chega.

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Algo vai mal no reino do alemão.

Muito fraco, muito pouco e mais que isso: não se vê espontaneidade, fome de golo.

Além disso, as opções são de chorar.

Chiquinho...?! João Mário?! O nórdico que continua sem conseguir mostrar porque foi contratado?!

E isto é só parte. 

Aguardem a crónica da Filipa Claro, muito mais de cabeça fria que eu.

Mas isto não chega!!

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Noite de San Trubin em Milão

39 comentários
foto: instagram de Trubin

FC Internazionale Milano 1-0 SL Benfica. Olhar para este resultado e ficar com a sensação de que afinal nem foi assim tão mau diz muito sobre aquilo que os encarnados fizeram durante o jogo. Principalmente na segunda parte, onde o conjunto italiano mostrou uma clara superioridade. Valeu ao Benfica a belíssima exibição de Trubin a evitar que a equipa regressasse a casa com um resultado de envergonhar… 

O guarda redes ucraniano já tinha dado provas da sua qualidade em jogos anteriores, como por exemplo, na passada sexta feira, frente ao FC Porto. É certo que no clássico Trubin acabou por não ter muito trabalho, mas sempre que foi chamado a intervir não desiludiu. Hoje, num jogo que lhe deu muito mais que fazer, apresentou uma postura igualmente segura que foi mantendo os encarnados no jogo. 

Naquela que foi a sua melhor exibição desde que chegou ao Benfica, o jovem de 22 anos foi praticamente perfeito entre os postes, negando por diversas vezes o golo ao conjunto treinado por Simone Inzaghi (e Lautaro que o diga, pois perdeu vários duelos com o guarda redes do Benfica). Destaque para a grande defesa ao forte remate de Barella, ao minuto 43. Mostrou-se ainda inteligente nas saídas e eficaz no jogo de pés (2/2 em passes longos/certos, segundo dados do GoalPoint). No total, Trubin fez 7 defesas na noite desta terça feira. No golo do Inter não é, de todo, o culpado. E ainda que não seja fã de atribuir culpas a um só jogador aqui fica difícil não o fazer. O Benfica bem lhe pode agradecer por não ter sofrido uma derrota mais pesada. Se dúvidas houvesse Trubin acabou com todas hoje. 

A cada jogo vai dando boas respostas a quem há duas semanas o assobiou no Estádio da Luz, no primeiro jogo desta edição da UCL, e, mais importante do que isso, tem mostrado a importância de ter na baliza alguém seguro que, consequentemente, passa confiança e tranquilidade aos restantes colegas.  

Quando chegou não foi de imediato utilizado pelo treinador alemão, mas desde que assumiu a responsabilidade de defender a baliza encarnada tem mostrado um agradável crescimento, justificando assim a aposta.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Segunda derrota: Paninhos quentes...não!

64 comentários
O futebol é o presente.

O presente do SL Benfica não dá grande alento.

Não jogamos nada de especial e não vemos no treinador a capacidade de inverter isto.

Pelo contrário, temos um treinador que não só inventa mas parece não ter vontade de sair da prisão do seu pensamento.

Duas derrotas e último lugar não são aceitáveis.

João Neves...? Incrível puto!

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

O rigor não tem cor

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Faz-me confusão ver que ao dia de hoje ainda há uma elevada quantidade de pessoas defensoras do “jornalista desportivo não deve ter preferências clubísticas”. Importa frisar, ainda que pareça ridículo ter que o fazer, que os jornalistas desportivos não são apenas profissionais especializados na cobertura de eventos desportivos. Somos, antes de tudo, pessoas apaixonadas pelo desporto. E, como tal, considero descabido e irrealista esperarem que nos desvinculemos totalmente das nossos gostos clubísticos. 

Assumir publicamente o clube que apoiamos é, ainda que sem termos essa intenção, o mote para sermos bombardeados com barbaridades a nosso respeito. Aqueles que não vibram pelo mesmo clube que nós aparecem de imediato com o objetivo claro de porem em causa o nosso trabalho e o nosso profissionalismo, sempre com uma série de insultos à mistura. Nunca criticaram o nosso trabalho. Nunca acharam que fomos parciais nas nossas análises. Chegaram até a elogiar algumas das nossas peças, mas bastou tomarem conhecimento de que somos adeptos de um clube que não é o deles para colocarem tudo isso em causa. 

Desafio-os a experimentar uma visão diferente, aquela onde se opta por ver o ato de o jornalista manifestar a sua preferência clubística como forma de promover a transparência e a honestidade, ao invés de o crucificarem. Não será preferível saberem de antemão que um jornalista é adepto de um determinado clube e ter logo essa informação na hora de consumirem o seu conteúdo do que virem a ser surpreendidos no futuro ou até viverem na ilusão da neutralidade? 

E lembrem-se que o facto de um jornalista assumir publicamente qual o clube do seu coração não impede que o mesmo continue a fazer análises rigorosas, imparciais e de qualidade.

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