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| Foto Record |
Ontem defrontamos o 14º classificada da Segunda Divisão portuguesa, treinador por um dos piores treinadores dos últimos anos: Quim Machado.
Mesmo assim, o SL Benfica enfrentou as dificuldades que enfrentou.
Mesmo assim tornamos a levar um golo igual a tantos outros: defesa com posicionamento deficiente e sem capacidade de reacção.
Krovinovic, de regresso, foi o melhor do meio campo. Uma diferença da noite para o dia no transporte de bola e na ligação com os jogadores mais adiantados.
Alfa Semedo, por mais que aprecie o seu empenho, não sabe o que anda ali a fazer. Nem foi trinco nem foi meio campo. Poderá ser um problema de orientação do treinador, aceito, mas não tem qualidade para estar ali de momento.
Gabriel denota o mesmo que o resto da equipa: lentidão. Mas no caso do brasileiro, a fraca utilização explica a sua falta de ritmo e velocidade. Tem algo que falta a Fejsa: agarra no jogo e integra-se no ataque com qualidade de passe. Algo diferente foi que com Gabriel a construção de jogo partia dele e não dos centrais como quando está Fejsa em campo.
Aliás, notou-se nas trocas de bola com Krovinovic que o meio campo será totalmente diferente para melhor com eles em forma. Faltou no meio...Zivkovic. Esteve longe de fazer um bom jogo, mas jogou encostado às linhas quando a sua qualidade de passe exigia que estivesse no miolo formando um triangulo com Gabriel e Krovinovic.
Mais inexplicável é quando Rui Vitória o coloca a fazer todo o corredor esquerdo quando tira Grimaldo por suposta lesão. Zivkovic fez 90 minutos na terça-feira passada pela Selecção da Sérvia. Faz algum sentido forçar um jogador a correr todo o corredor com um mais de metade de um jogo nas pernas e outro inteiro menos de 48 horas antes? (Digo suposta lesão porque deslocou-se um membro da equipa técnica ao lado de Grimaldo para ver o que se passava mas Grimaldo...não lhe passou cartão. Portanto a substituição não foi realizada com nenhuma indicação de lesão).
As fragilidades defensivas são imensas. Corchia ou estava muito nervoso ou ainda consegue ser pior que André Almeida.
Grimaldo continua a ficar nas covas sucessivamente, seja com o Arouca ou com o Moreirense ou com o Codecity SAD.
Conti ou Ruben Dias também voltaram a não estar bem. Valeu Svilar naquele lance no fim em que salvou o SLB de uma desgraça que seria perder ou levar o jogo para um prolongamento.
Na frente reside outro dos problemas. Não se percebe como Seferovic, claramente um caso de falta de qualidade técnica, continua a jogar e Ferreyra excluído do campo. Um dos jogadores mais bem pagos do plantel que foi queimado na praça pública no princípio da temporada continua excluído.
Jonas, apesar dos golos recentes, está com problemas físicos e se jogar sozinho na frente a coisa não funciona.
Continuo a achar que Ferreyra renderá com outro avançado ao lado, seja Jonas ou Castillo.
Mas acima de tudo, nota-se a falta de mão do treinador.
A equipa não tem automatismos, fio de jogo ou qualquer reflexo do trabalho no treino.
Nas bolas paradas de frente para a baliza, os jogadores disputam quem marca em vez de haver um especialista com essa missão.
Os cantos são marcados para a molhada sem qualquer indício de treino ou jogada estudada.
Zero de mão do treinador.
Falta de rentabilização do potencial do plantel e de cada jogador, com favoritos e outros proscritos. Ou Samaris não seria melhor que Alfa Semedo?
Por isso, o que importa saber é até quando Luis Filipe Vieira irá sacrificar uma mudança que não dá para evitar em nome de meter cá novamente Jorge Jesus. Não há mais treinadores na Terra?
Como se mantém um treinador incapaz de extrair o melhor do plantel que lhe foi confiado?