Como adiantamos em primeira mão no NGB, o SL Benfica prepara-se para trazer para o Seixal mais um sportinguista que até candidato a Vice Presidente de José Couceiro foi. A sportinguização continua a grande velocidade.
Também a entrada de Simão Sabrosa é no mínimo estranha, mas ainda assim habitual nos convites feitos por Luis Filipe Vieira(ou será Domingos Soares de Oliveira?).
Simão foi um grande atleta, chegou a capitão do Benfica e deu-nos muitas alegrias. No entanto, o cargo de Relações Internacionais deve ser entregue a alguém com prestígio lá fora, o que Simão tem pouco. Já se percebeu que este "cargo" é uma forma de acomodar nomes.
Face ao "tabu" instalado dentro do Sport Lisboa e Benfica quanto à "cooptação" generalizada de não-benfiquistas para gerir o clube é a altura de trazermos à vossa atenção as palavras de Fernando Tavares, Vice Presidente do Sport Lisboa e Benfica. A sua opinião é clara, transparente e não deixa margem para qualquer dúvida.
Aqui está parte da entrevista que deu algum tempo atrás ao nosso blogue:
Pergunta:
Na equipa de gestão que integrou apareceram pela primeira vez os "profissionais". Aqueles que foram apresentados aos sócios como mais-valias profissionais, independentemente da sua afinidade
clubistica. Alguma vez sentiu que eles estivessem a mais no SLBenfica ou que poderiam vir a tornar-se um problema?
Resposta:
Antes de mais afirmar que nunca fui contra a profissionalização do Benfica. Pelo contrário, tive oportunidade de profissionalizar as modalidades. Seria impossível governar o Benfica sem profissionais. Por outro lado, direi que é possível profissionalizar com benfiquistas. Outra questão é o modelo de governo, ou seja, que tipo de interação tem que ser criada entre os órgãos eleitos e os profissionais. Senti esse problema a partir do momento em que passaram a condicionar o presidente do Benfica nas suas decisões e sobretudo quando essas decisões não eram as que mais defendiam os interesses do clube. E repito, decisões tomadas por pessoas sem filiação ao clube, sem uma relação emocional com o Benfica e que passaram a ter uma influência decisiva na tomada de decisões no clube e na SAD.
Pergunta:
Como se sente, na qualidade de ex-dirigente, um benfiquista que quando dá voz a um crítica ou desacordo face ao status quo, é logo apelidado de abutre, papagaio, oportunista...? Como acha que foi possível chegar-se a este ponto de "com o Presidente ou contra o Benfica"?
Resposta:
Tem a ver com a excessiva personalização do poder em torno do presidente. É uma estratégia errada que divide os benfiquistas. Se o clube ganha, está tudo bem, mas se o clube atravessa dificuldades nos resultados, esta estratégia vira-se contra o presidente. É uma espécie de feitiço que se vira contra o feiticeiro e espanta-me como o presidente do Benfica ainda não percebeu que não ganha nada em hostilizar outros benfiquistas. É a estratégia dos não-benfiquistas da SAD, que encurralam o clube numa guerra sem sentido e impedem que se crie um ambiente de unidade e concórdia no clube. E sobretudo, impede que todos percebam que o verdadeiro adversário do Benfica não está entre os benfiquistas.
Pergunta:
Um projeto capaz de colocar como prioridade a conquista de títulos deve prevalecer sobre as recentes abordagens de exploração da marca Benfica (à margem dos títulos), tal como a aplicação do numero de sócios, construção de infra - estruturas, etc?
Resposta:
O Benfica é um clube desportivo não é uma empresa. Isto não quer dizer que não existe uma estratégia de marca. Claro que sim, mas tem de estar subordinada a uma estratégia de produto. Primeiro os resultados, depois sim, a exploração da marca. O descontentamento generalizado dos adeptos provam isto, ninguém quer saber se o Benfica vendeu muitas camisolas ou fez grandes receitas. O que move os benfiquistas é saber se o Benfica ganha muitos, poucos ou nenhuns títulos. Atualmente a estratégia de marca está a sufocar o produto. Foi a estratégia de marca que fez com que o Benfica se distraísse do seu principal objetivo, que era ganhar o campeonato. Todos nós ficamos satisfeitos por ver o Benfica chegar aos quartos-de- final da Liga dos Campeões mas quem decide tem de ter a lucidez de perceber que o grande objetivo é ganhar o campeonato. Uma, duas, três vezes. E só depois de recuperar a hegemonia do futebol português se pode pensar em ganhar algo na Europa.
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Fernando Tavares é uma pessoa insuspeita quanto às suas opiniões, como Rui Gomes da Silva também é.
São 2 benfiquistas de gema e partilham a mesma opinião quanto aos "não-benfiquistas" em cargos de gestão no clube bem como quanto à estratégia interna e externa do Sport Lisboa e Benfica.
Pegando na frase de Fernando Tavares: "Só depois de recuperar a hegemonia do futebol português se pode pensar em ganhar algo na Europa".
Depois de um tetra campeonato não seria esse o passo natural? Consolidação de uma equipa ganhadora e ambição de fazer mais e ganhar na Europa? O que justifica o desinvestimento COMPLETO na equipa de futebol?
Sabem qual é a alternativa a um benfiquista incompetente? Um Benfiquista Competente.