Há uma pergunta que André Villas-Boas ainda terá de explicar muito bem.
Quando chegou à presidência do FC Porto, disse ter encontrado o clube numa situação “quase de calamidade, com uma rotura total de liquidez”. Chegou mesmo a afirmar que havia apenas 8 mil euros nas contas e que era necessário arranjar 12 milhões em duas semanas.
Tudo bem. Aceitemos a descrição.
Mas então surge uma pergunta simples:
Como é que um clube que estava numa “rotura total de liquidez” passou, pouco tempo depois, a investir dezenas e dezenas de milhões de euros em jogadores?
A resposta não pode ser simplesmente “vendemos jogadores”. A questão é saber quanto desse dinheiro veio de vendas, quanto veio de financiamento, quanto corresponde a pagamentos faseados, quanto resulta da antecipação de receitas e quanto era, efectivamente, dinheiro disponível.
Não estou a dizer que contratar jogadores, quando se está quase falido, seja ilegal. Nem que exista necessariamente alguma irregularidade.
Estou a fazer uma pergunta muito mais simples — e talvez mais incómoda:
Sendo a FC Porto SAD uma sociedade cotada, com investidores e obrigações de transparência, como é que se explica ao mercado de onde apareceu a capacidade financeira para este nível de investimento, quando a própria administração descreveu a situação encontrada como uma “rotura total de liquidez”?
Porque entre os “8 mil euros nas contas”, a “calamidade financeira” e os milhões entretanto investidos no plantel, alguma coisa mudou. E certamente não foi pela capacidade fantástica de geração de receitas de uma massa adepta que nem na cidade do Porto é maioritária.
A pergunta continua a ser a mesma:
O quê, como e à custa de quem? E que ligação terá isto à FPF?


E por que não pagam eles os 700 mil euros que devem ao Benfica?
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ResponderEliminarÓ Shadows, vai lá estudar contabilidade que ninguém tem pachorra para isto
Qualquer aluno de 15 anos de contabilidade é capaz de responder a isso.
Quando o caixa fechou naquele dia, havia esse valor dos 8 mil euros, mas no dia seguinte entrou mais dinheiro e assim sucessivamente.
Depois entra o dinheiro do Porto clube (cotas dos sócios) e entra o dinheiro dos bilhetes de época e outros.
Chama-se a isso, gestão financeira.
O AVB até está a estoirar com o Porto com as vendas do Porto Seguros e outras porcarias.
A famiglia Villas-Boas é há décadas banqueira de Bolsa...
ResponderEliminarO Banco deles opera como banco segurador de operações bolsistas.