sexta-feira, 30 de agosto de 2024
Moreirense 1, SL Benfica 1
O que se passa com os bilhetes para os jogos fora?
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
quarta-feira, 28 de agosto de 2024
[Novos Estatutos] Linhas Vermelhas (3): NÃO - Fim do Voto Eletrónico (nas eleições)
A nova proposta de Estatutos prevê que os processos eleitorais sejam realizados com voto secreto em papel depositado em una fechada, em vez do voto eletrónico, salvo acordo entre os candidatos.
NÃO, NÃO e NÃO!
O SLBenfica não deve voltar para trás porque não soube andar para a frente, porque implementaram a evolução "à chico-esperto" em vez de o fazer de forma independente e séria, incapaz de gerar quaisquer duvidas de idoneidade.
O SLBenfica tem mais de 300.000 sócios espalhados pelo País e pelo Mundo inteiro.
- As Assembleias Gerais mais concorridas têm 3.000 sócios participantes, o que corresponde a 1% do total de sócios e, porventura, a 5% do total de votantes (maiores de 18 anos).
- As Assembleias Gerais Eleitorais mais concorridas têm 40.000 sócios participantes, o que corresponderá (estimando os votantes cerca dos 180.000) a cerca de 22% do total.
A ambição do Clube tem que ser a participação activa de mais de 75% dos sócios maiores de idade, com quotas em dia... A forma de conseguir isso, é um processo eleitoral descentralizado, eletrónico e que, porventura, possa até ser remoto.
Sistema Independente de Voto Eletrónico
Assim, o SLBenfica deveria abolir o sistema eleitoral eletrónico existente e consagrar nos Estatutos e principalmente no regulamento eleitoral, que o sistema deverá ser independente, contratado para o efeito por uma comissão eleitoral definida no Regulamento e com a participação de representantes de todas as candidaturas.
Isto requer que o processo eleitoral e o prazo limite para apresentação das candidaturas seja no máximo de 45 dias até à data das eleições, de modo a que possa ser levado a cabo um concurso publico nos dias seguintes.
O sistema deverá depois ser auditável previamente por representantes das candidaturas no dia das eleições, manter o acompanhamento dos mesmos durante o processo eleitoral e ser auditável após o mesmo para certificar a sua independência. Caso ocorra algum erro comprovável, o processo eleitoral deverá ser cancelado e repetido.
Sistema de Voto Remoto
Hoje em dia é possível abrir uma conta bancária à distância, assim como realizar outros processos onde a identidade deverá ser preservada e certificada. Utilizar este tipo de tecnologia requer autenticação num sistema eletrónico e validação através de videochamada com call center e confirmação de identidade e idoneidade.
Com este sistema, é possível inclusivé abrir a votação remota fora das grandes cidades e até no estrangeiro, no dia da própria eleição sem necessidade de requerer antecipação, utilizando os canais digitais do Clube (site e app) e dessa forma permitir que todos os sócios maiores de idade e com quotas em dia, independentemente de onde estejam possam ter uma voz activa no futuro do Clube.
Site/App > Autenticação > Validação Chave Movel Digital ou Validação Contact Center certificado (exemplo abertura digital de conta bancária) > Voto Disponível.
Um Benfica para todos e não para alguns. Uma militância activa promovida pelo Clube e não apenas para alguns.
Abolir o Voto Eletrónico é o reconhecimento de que o mais importante não é a idendependência e a transparência, é o reconhecimento de não se confiou em alguém e então em vez de solucionar o problema escolhe-se uma solução que pode beneficiar mais outros.
Não a Estatutos do SLBenfica feitos à medida!
Andar 10 anos para trás só é solução para quem não quer andar para a frente.
- Voto em papel é seguro?
- Tivemos exemplos de urnas "mal tratadas" (para ser simpático) em 2020 o que impede de que volte a acontecer?
- Votos por correspondência são seguros? quem nos garante que os envelopes não "desaparecem" ou são adulterados?
O voto eletrónico pode e é muito mais seguro, traceável e auditável: Assim haja vontade e compromisso de todos com a transparência e não apenas com a transparência que dá mais jeito à Direcção e/ou a quem os desafia.
Um longo ano para reestruturar a SAD! Se não visse, não acreditava!
No final de Setembro, Domingos Soares Oliveira deixou o SLBenfica.
Era hora de sair, não pela competência, como muitos advogavam, mas pelos anos no cargo. Muitos anos levam a acomodação, dificuldade em ser disruptivo e transformador, assim como demasiado identificado com os problemas e as forças de bloqueio dos mesmos.
Poderia, eventualmente, ter sido feita uma rotação de pelouros e ele ter assumido outras funções na SAD, mas obviamente que com as circunstâncias do passado e da liderança de Vieira, tinha que sair.
Porém, e como ninguém é insubstituivel, a saida de DSO não iria ser, seguramente, problema. Penso que o passado demonstrou que Rui Costa nunca foi um gestor e nunca teve essa experiência. Lourenço Coelho idem... e com a saida de DSO ficaram apenas dois Administradores executivos...
Se isto não é uma vergonha para qualquer empresa e accionista... é seguramente uma tremenda falta de noção empresarial ter duas pessoas "da bola" como Administradores de uma empresa que factura acima de 300M€ por ano.
Parece que, finalmente, é agora dado a conhecer o nome que irá suceder a Domingos Soares Oliveira como CFO da SLBenfica SAD - o Dr. Nuno Catarino, ex partner na McKinsey - e também o Dr. Jose Francisco Gandarez - actual suplente da Direcção do SLBenfica e ex presidente da SAD do Uniao Santarém (de onde veio o nosso Jose Melro), este fundador de uma empresa de produção de conteudos, a Sky Dream Entertainment.
Vão perdoar-me os envolvidos e a sua idoneidade e competência (que tenho a certeza que será meritória), mas mais uma vez Rui Costa demonstra tremenda ignorância e limitação de conhecimentos e vivencia empresarial. Mais uma vez: isto não é uma critica velada porque ninguém é obrigado a saber de tudo, mas é obrigado então a querer rodear-se de quem o possa aconselhar adequadamente.
Perde-se, mais uma vez, a oportunidade, de o SLBenfica fazer o que deveria ser feito para QUALQUER processo de nomeação de Administradores da SAD: Um processo de recrutamento, liderado por uma empresa especializada e focado em perfis definidos pela Direcção do Sport Lisboa e Benfica.
Ao invés, vamos novamente, recrutar um "amigo" do Presidente aos Orgãos Sociais do Clube e juntamos-lhe um profissional externo para "compor o ramalhete" e voltamos a ter uma SAD agora com 4 elementos, quando deveria, na minha opinião ser um numero impar para evitar "votos / decisões soberanas" do Presidente.
Bem sei que não é fácil encontrar alguém que aceite entrar a 12 meses de um acto eleitoral que se avizinha muito quente e tendo pelo meio uma época que o Sistema quer entregar ao FCPorto, mas tal como Rui Costa não chegou ao SLBenfica em 2021, este processo não é de agora... é de 2021, precisamente.
Volto a referir o que já disse antes sobre a SAD:
- Modelo de Governo errado, faltam "cadeiras"
- Pessoas Erradas, faltam profissionais com provas dadas recrutados pela competência e capacidade
- Falta de Autonomia e Relevância em certas areas como Scouting e Formação (dois pilares da estratégia da SAD) assim como Tecnologia (o pilar fundamental da transformação interna e externa).
Não será desta que se resolve, sem qualquer desprimor, insisto, pelo Dr. Nuno Catarino nem pelo Dr. Jose Gandarez, dos quais sei muito pouco.
Sobre o Dr. Jose Gandarez o pouco que sei é que se trata de um militante do PSD, apoiante de Luis Montenegro (algo que o fez quando já era vice de Rui Costa e que não gosto particularmente desta afinidade entre a politica e o futebol) e que a experiência de SAD que tem foi o União de Santarém. Sendo um vice suplente nos Orgãos Sociais, não sei se terá alguma aportação ao Clube desde que tomou posse. Desconheço.
Já sobre o Dr. Nuno Catarino, é esperar que se confirme e seja apresentado que seguramente o Presidente dará mais dados sobre a sua escolha, espero.
terça-feira, 27 de agosto de 2024
[Novos Estatutos] Linhas Vermelhas (2): NÃO - Divisão de Votos e os Votos das Casas
A nova proposta de revisão dos estatutos presspõe a seguinte de divisão de votos:
a) Sócios com mais de um ano de filiação associativa e até cinco anos – três votos;
b) Sócios com mais de cinco anos de filiação associativa e até dez anos – dez votos;
c) Sócios com mais de dez anos de filiação associativa e até vinte e cinco anos – vinte votos;
d) Sócios com mais de vinte cinco anos de filiação associativa - cinquenta votos
Até aqui tudo bem, parece-me perfeitamente válido que haja um mecanismo de antiguidade. Não só pelo contributo, até financeiro, que os sócios já deram, como pela realidade mais ampla conhecida, etc.
Nesta divisão não há um modelo perfeito, sendo que o anterior era demasiadamente assimétrico e o de 1 sócio / 1 voto é absoutamente absurdo.
Quanto muito pode ser simplificado em 1, 3, 6, 12 votos, mantendo os mesmos escalões. Desconheço a ciência por trás da necessidade de numeros tão elevados.
Agora... as casas do SLBenfica com direito a voto é NÃO, NÃO e NÃO!
Eis a proposta que está para apreciação:
b) Com mais de cinco anos ininterruptos de existência e até dez anos – dez votos;
c) Com mais de dez anos ininterruptos de existência e até vinte e cinco anos – vinte votos.
d) Com mais de vinte cinco anos ininterruptos de existência - cinquenta votos.
O melhor que conseguiram fazer foi reduzir o numero de casas elegiveis dado que requerem que o seu presidente seja sócio, agora.
Ora, vamos lá ver:
Linha vermelha 1: O betão não decide, a Casa se tem sócios que querem sentir-se representados, estes podem e devem exercer o seu direito de voto nos meios disponíveis, como qualquer outro sócio.
Linha vermelha 2: Numa AG ou eleição, um Presidente com mais de 25 anos de sócio e presidente de uma casa que exista há mais de 25 anos, tem 100 votos na mão... o dobro do que qualquer maior de 25 anos feito sócio à nascença. ZERO SENTIDO!
Sei que isto é uma medida política, mas os Estatutos não são para agradar a ninguém. Para isso já tivemos o "golpe" de 2012. O SLBenfica, a comissão dos estatutos e o Servir o Benfica não poderiam ter deixado passar esta... bem sei que o SoB era a favor de deixar cair e aqui a linha vermelha tem que ser intransigente na votação na especialidade:
NÃO, NÃO e NÃO!
Se querem dar "palmadinhas nas costas" das Casas, comecem por cumprir o plano eleitoral - no caso da actual direcção - e os futuros comecem por ter um Vice Presidente encarregue activamente do pelouro das casas (não apenas no papel ou para responder a cartas e emails), que e debata por canalizar uma percentagem do orçamento do clube para a dinamização e apoio às Casas do Sport Lisboa e Benfica.
- As Casas precisam é de mais apoios, que devem depois ser bem acompanhados para não sere mal gastos
- As Casas precisam é de atenção e que a equipa aproveite os estágios fora para uma visita às Casas e possam estar com os adeptos que nem sempre podem vir à Luz ver o seu clube.
- As Casas precisam é de não ser lembradas só quando há eleições e os candidatos decidem ir lá visitar as mais representativas para sacar os 50 votos de cada uma, mais os dos membros que as dirigem.
- As Casas precisam ser um polo de dinamização do Benfiquismo, com acções recorrentes com atletas, ex atletas, com visitas recorrentes e organização de jogos transmitidos em condições diferenciadas
etc etc etc...
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
[Novos Estatutos] Linhas Vermelhas (1): NÃO - Remuneração dos Orgãos Sociais
A proposta actualmente apresentada com o consenso de todos prevê consignar 0,5% da facturação glonal do Grupo Benfica. Ou seja, establecer um valor de remuneração a distribuir por todos que será na ordem de XXX
Já ouvi dizer que isso facilita que as pessoas se candidatem, tenho ouvido por aí o argumento da dedicação do tempo dos vice presidentes e do Presidente do Clube para justificar que passem a ser remunerados... etc.
Se assumirmos um valor total de 350 milhões de facturação total do Grupo, estamos a falar de salvaguardar anualmente 1,75M por ano para pagar a todos os vice presidentes (deixaria de haver suplentes) e ainda a distribuir em senhas de participação das reuniões do Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral.
NÃO, NÃO e NÃO!
... a não ser que, passemos a ter estes dirigentes eleitos com pelouros pre definidos e com projectos claros para cada um dos seus pelouros, apresentados em campanha eleitoral e sobre os quais cada um se irá responsabilizar. Caso contrário teremos apenas "Senadores pagos" quando o trabalho continuará a ser maioritariamente feito na SAD e pelos funcionários e Administradores da SAD, como acontece hoje em dia no SLBenfica e em qualquer outro clube.
A titulo pessoal, e não vinculo aqui o Shadows nem ninguém que escreva no NGB, votarei contra qualquer proposta de remuneração que não contemple a obrigação de assignação prévia de pelouros e apresentação, no manifesto de candidatura, do compromisso de cada vice presidente, respectiva estratégia e plano para o mandato. Que haja então debates não só entre presidentes mas tambem entre os vices das áreas mais representativas.
Actualmente a direcção tem 8 membros aos quais acrescem mais 6 no Conselho Fiscal e 5 na MAG. Estamos a falar de uma média de 92k/ano = 6.5k por mes, numa média directa.
Considerando que os membros do CF e MAG recebem só no formato de senhas, imagem que fica 1,4M€ para 8, sao mais de 200 mil/ano. E se desses o Presidente e dois vices receberem mais... enfim, já perceberam, recebem mais que nos próprios empregos e que os profissionais da SAD.
Aliás isto é o que pessoas como o Jaime Antunes e outros que se seguirão preconizam... receber bem para estar ali se não conseguir receber bem na SAD. Com a vantagem que os vices nem sequer escrutinio têm (no formato proposto).
NÃO, NÃO e NÃO!
Isto é tudo o que não podemos fazer: Confundir os Orgãos Sociais do Clube com os Profissionais da SAD e nivelar tudo por baixo e parecer que é tudo a mesma coisa...
PROFISSIONAIS (recrutados mediante critérios de gestão muito claros e, sempre que possivel, com a opoio de empresas especializadas na sua seleção) = Administração da SAD
BENFIQUISTAS CAPACITADOS (eleitos por voto secreto, com uma vida pessoal e profissional que lhes permite "investir" para ajudar o Sport Lisboa e Benfica = Orgãos Sociais
Se querem vice presidentes remunerados, então alterem-se as responsabilidades de cada um nos estatutos e no regulamento eleitoral e, como remunerados, passam a também a poder ser despedidos por não atingirem os objectivos a que se propuseram no plano apresentado ao sócios.
Profissionais devem ser pagos e bem pagos, num regime salarial por objectivos (desportivos, de gestão, transparência, etc).
Orgãos Sociais devem ser remunerados apenas pelas reuniões em que participam, numa taxa em linha com outras organizações (não com o mecanismo empresarial, porque o Clube não é uma empresa, a SAD é que é). Estes podem e devem ter tambás as despesas de representação suportadas pelo Clube.
Nenhum Vice Presidente deverá ter necessidade de investir demasiado tempo, se tiver funcionários do clube, portanto profissionais remunerados a liderar as respectivas áreas.
Usar os recursos da SAD e receber salários por cima para ser Senador: NÃO!
Importante: Defender o SL Benfica do ódio e das grupetas e pensar o futuro
domingo, 25 de agosto de 2024
Rui Costa e Roger: Nenhum vai mudar o que é preciso, certo?
Começo por deixar o meu agradecimento ao João Mario por estas ultimas três temporadas. Um jogador incompreendido por não ser um fantasista, passava muitas vezes "ao lado" do jogo mas era talvez dos unicos com capacidade para marcar os tempos do jogo da melhor forma.
Com a saida de João Mario, sobram apenas dois jogadores com mais de duas temporadas no plantel principal pelo SLBenfica: Otamendi e Morato (poderiamos acrescentar o Florentino esteve fora dois anos antes). E destes, um deve sair ainda nestes dias e o outro se não for em Janeiro será no final da época.
A falta de identidade e referência de balneário é assustadora!
Com a saida do João Mario, temos todo o plantel abaixo dos 30 anos â excepção de DiMaria e Otamendi e cerca de 14 jogadores com 24 ou menos anos. Isto é brincar com o fogo!
O outro lado da moeda é que temos um plantel com bastantes recursos e em vista de se reforçar ainda mais, porém o treinador continua a insistir em utilizar esses recursos de forma errada, destruindo dinâmicas e limitando de forma tremenda a construção e criatividade.
O treinador nunca foi o obreiro do titulo de 22/23, como disse vergonhosamente Rui Costa. Sempre fez o Benfica depender de forma tremenda da capacidade individual do Enzo e, mais tarde, da capacidade do João Neves disfarçar as falhas.
Rui Costa tem que assumir que o treinador é isto! Não vai mudar... não vai abordar o jogo de forma diferente e vai continuar a castrar a equipa. Roger não vai mudar o que é preciso... mas será que Rui Costa tem capacidade para mudar o Roger e evitar o descalabro?
Estar a espera de um ou dois maus resultados não pode ser forma de estar. Se vai ter que ser... então que seja o mais rapidamente possivel. Já deveria ter até sido a tempo de fazer algum ajuste relâmpago de fecho de mercado.
Muitos votaram em Rui Costa porque "sabe de futebol", mas se assim é, então deveria saber que é preciso fazer duas mudanças essenciais:
- o treinador não pode continuar a fazer o mesmo e esperar resultados diferentes. Não pode continuar a "assassinar" a comunicação e a "castrar" a qualidade de jogo.
- o modelo de poder do futebol português ficou nestes três jogos perfeitamente evidente e a postura do SLBenfica perante isto tem que mudar.
Temos assistido a arbitragens aos rivais do SLBenfica onde tudo é permitido, onde os jogos se desbloqueiam com faltas sobre a linha de perigo do adversário, penaltis duvidosos, expulsões, faltas por marcar a contra, condutas excessivas aceites, etc.... mas depois ao SLBenfica, são sucessivas faltas (muitas até ofensivas) para cortar o jogo, amarelos mal mostrados, cartões perdoados aos adversários, vista grossa a faltas nas zonas de pressão etc.
Todos já percebemos que o poder do futebol português quer coroar Vitor Bruno e manter o hype de Amorim, porque são dois protegidos do novo DDT... e todos querem satisfazer o novo dono do futebol português.
Portanto ou o SLBenfica fica mais activo e interventivo, mais proactivo... e começa a usar armas mais implacáveis para denunciar, atacar e acima de tudo contra-atacar em campo e fora dele, ou será um ano penoso...
Rui Costa tem duas mudança para fazer... será que é capaz?
segunda-feira, 19 de agosto de 2024
Escândalo Artur Soares Dias: a FPF no centro do encobrimento?
Depois da divulgação na semana passada das imagens e vídeo de Artur Soares Dias em convívio privado com Pinto da Costa e Fernando Póvoas, ficou evidente para qualquer um o momento de impunidade que se vive no futebol português.
Um árbitro no activo sem problemas em ser filmado com ex-dirigentes do FC Porto, clube que foi claramente muito mais "feliz" com Soares Dias que com SL Benfica ou Sporting CP.
Basta verificar que com Soares Dias no apito o SL Benfica teve 15 derrotas e Sporting CP 14 derrotas.
Enquanto isso, o FCP apenas perdeu 5 vezes com Soares Dias no apito. 5!
Mas igualmente grave é a conivência que a FPF de Fernando Gomes (o tal que era visita de casa de um antigo candidato à presidência do SL Benfica) demonstrou com este caso Soares Dias.
Soares Dias constava da lista de árbitros para 2024/2025, conforme divulgação do Conselho de Arbitragem feita a 04/07/2024 (link: Lista C1).
domingo, 18 de agosto de 2024
SL Benfica 3-0 Casa Pia AC: resposta tímida foi suficiente para ganhar
quinta-feira, 15 de agosto de 2024
Estatutos: As linhas vermelhas “falhadas” e a lição a retirar
Ontem Jaime Antunes veio dizer-nos que houve um consenso entre a Direcção, Comissão de Estatutos e o SoB relativamente ao que acham as três partes que deveriam ser os futuros estatutos do Sport Lisboa e Benfica.
Confesso que esperava mais! Esperava que o SoB e a Comissão tivessem vindo publicamente dar a sua perspectiva ANTES da Direcção, não só sobre o processo como também sobre o resultado a que chegaram.
Deixaram a comunicação totalmente na mão da Direcção e agora tudo o que vierem dizer já vai parecer “reação”. Quando tanto se acusa a Direcção de comunicar mal, quando se está nos processos de decisão, acaba a fazer-se o mesmo e não liderar a narrativa.
Todo este processo e os seus resultados, deixam a ideia que entre falar de fora e fazer quando se está “dentro” vai uma grande diferença - o que não devem entender como uma crítica porque há muito que digo que seguramente há coisas que a Direcção gostava de fazer e não faz porque o contexto não o permite ou porque dependem de outros factores que não controlam. Penso que, olhando às posições prévias da Comissão e do SoB, ambos parecem ter sofrido desse problema também, o que é normal, insisto, não é uma crítica é perfeitamente normal - o que não é normal é exigir dos outros e depois quando somos nós… há sempre motivos de força maior.
Bem sei que ainda vamos poder votar cada artigo, mas vamos ser práticos, se quando se juntaram apenas três perspectivas foi isto que saiu, quando houver AG seguramente que não se vai ter 2/3 de votos nas alterações.
Sobre as linhas vermelhas, parece-me que perdemos a oportunidade de mudar factores centrais e que deveriam ter levado a que, pelo menos, se demarcassem do resultado final:
- normalização de número de votos. Um sócio / Um voto não tem qualquer sentido, mas assimetrias onde um sócio com 50 votos vale 10 dos sócios até 5 anos, parece-me impensável. Ter casas a valer votos (mesmo q tenham passado a menos) é absolutamente anti-democrático.
- remuneração dos Órgãos Sociais é para mim outra questão central. Não faz qualquer sentido auferir-se uma remuneração quando ser vice nao é um trabalho, é uma representação. 80% do esforço e decisão está na SAD e aí há política de remuneração de profissionais que devem ser seleccionados pelo seu perfil e capacidade e não por amizade ou eleição.
Neste ponto, há uma clara vitória dos parasitas que andavam há anos a tentar “passar para a SAD”… agora já nem é preciso. Ganham do lado do Clube.
No Clube devem estar representantes dos sócios e abaixo deles, sempre que necessário, devem estar profissionais contratados pelo Clube para assumir responsabilidades e tomar decisões sem que os OS precisem dedicar todos os dias ao clube.
Como se pode ver nos FSE, 80/90% das receitas e encargos estão na SAD. Sobra pouco para o clube e não faz qualquer sentido que sejam remunerados. Sou claramente a favor de remuneração por participação em reuniões de Direcção, mas não terem um salário.
Acho que este tema está a passar “ao de leve” e é realmente estruturante. Acho que aliviaram a responsabilidade do processo de seleção de profissionais para a SAD, agora qualquer um pode ser nomeado porque depois a Direcção está por perto dado que até recebem para estar.
Ser da SAD deve ser sujeito a um processo criterioso, remuneração acima do mercado e com elevada base variável em função dos resultados financieros e desportivos. Os membros eleitos devem servir como uma espécie de supervisores, de representantes dos sócios. Não precisam ser pagos para isso…
Se o nosso regime é presidencialista e onde os vices já cristalizam no clube, agora será pior ainda. Não, não e não. Sou contra!
Por fim a “vitória” de voto eletronico. Não acho vitória nenhuma. Penso, pelo contrário, que deveríamos era criar condições para votarem cada vez mais sócios e não cada vez menos.
Num clube com mais de 300mil sócios (digamos que com 50%, seguramente mais) acima dos 18 anos, ter apenas 1/5 dos votantes a tomar decisões em processos eleitorais, por exemplo, não faz sentido. Deveríamos criar condições para ter 100.000 ou mais votantes.
Isso faz-se com voto eletronico e porque não até com o voto à distância, no site com processo de reconhecimento biométrico. Agora para isto ser possível, mais do que eliminar esse procedimento, devem apostar-se num processo auditado antes, durante e após as eleições, através da contratação de uma empresa externa em concurso público com requisitos definidos em regulamento eleitoral aprovado em AG.





