O Novo Blog Geração Benfica é agora um espaço aberto a outros bloggers benfiquistas. Os autores dos textos serão os únicos responsáveis pelos mesmos, não sendo definida qualquer linha editorial ou obrigatoriedade. email: novogeracaobenfica@gmail.com


sábado, 14 de novembro de 2015

Será que o Bruno vai pedir à Liga para intervir pela Verdade?

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Sempre atento Hugo Gil...

Heróis!

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Ser Benfica é  isto mesmo. Não ceder,  não desistir e acreditar que há sempre uma possibilidade de ser melhor!

Parabéns ao nosso futsal!!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Esquema de Jesus?

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Será que se começam a descobrir os esquemas de Jesus nas transferências?


"A Estoril Praia Futebol, SAD informa que acordou com o atleta Bruno César a rescisão do contrato, conforme condições contratuais estipuladas aquando da assinatura do mesmo no último mês de Agosto. Mais se informa que os detalhes financeiros não serão divulgados, tendo estes sido acertados exclusivamente entre o atleta e o Estoril Praia"
in Record

Bruno César no Sporting. Já só falta...

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...irem buscar o Nolito para a palhaçada ser completa.

O Shadows é que era um mauzão quando acusava JJ de rejeitar jogadores por outros motivos que não os desportivos.

Eu tenho avisado sobre o papel do Record na estratégia de BdC

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Eis mais um exemplo...


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Bruno de Carvalho desvia atenções para PRESSIONAR nos bastidores

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Olhando aos sucessivos erros de arbitragem que favorecem o Sporting e às palavras de agentes activos do futebol nacional, como foi agora o caso do presidente do Arouca... não pode passar em claro a estratégia do SportingCP face à arbitragem.

Depois de promover à liderança da Liga um seu velho conhecido, de fora do futebol, Bruno de Carvalho está numa cruzada imparável para fazer "cair" Vitor Pereira da liderança da arbitragem, para lá colocar uma elemento da confiança do Sporting (e porventura do FCPorto, um aliado essencial neste processo).

Outro pilar fundamental desta estratégia tem sido o jornal Record que, devidamente acompanhado pelas equipas das empresas de comunicação que servem Bruno de Carvalho, tem desempenhado um papel influenciador da opinião pública, de forma subtil, inteligente, mas facilmente identificável entre os mais atentos.

Para lançar fumaça nesta sua ação, Bruno de Carvalho, muitíssimo bem aconselhado pela sua estrutura de comunicação, lança farpas constantes na opinião pública (lá está, onde o Record faz um papel fundamental) e não menos importante que tudo isto, a constante tentativa de lançar suspeitas sobre o SLBenfica.

Não é inocente a "escolha" do Benfica para ser alvo das suspeitas que ocupam os jornais e as primeiras páginas de modo a que não se destaquem assuntos incómodos para o Sporting, utilizando a equipa com mais adeptos, todas as suspeitas fazem primeiras páginas e lançam conversas constantes.

Ora, tudo isto poderia ser coincidência se, agora que Liga e árbitros se preparam para declarar ridículas as suspeitas lançadas sobre o Benfica, viessem ocupar as mesmas primeiras páginas que ocuparam as suspeitas em si mesmas.

A estratégia da equipa de comunicação do Sporting é clara e óbvia, os seus parceiros e os seus peões (até os jihadistas sociais) estão bem identificados. Agora, só se deixa cair nela quem quiser.

Para quem diz que a estrutura do Benfica controla ou é beneficiada por arbitragens, há um facto indesmentível: O ano passado um determinado treinador era totalmente alinhado com a qualidade das arbitragens e muita gente alegava que havia benefícios à sua equipa, enquanto um presidente de um clube rival era já um enorme crítico e se sentia prejudicado. Esta época, o treinador mudou para o clube do presidente e agora esse clube é tremendamente beneficiado, o treinador continua a apreciar a qualidade das arbitragens e o presidente continua a querer controlar esse poder. Coincidências ou pelos vistos há um treinador que anda a desenvolver influencias nos corredores da Liga?

PS- Sobre o processo ao Jesus, não deixa de ser curioso ver que era um processo apelidado pela defesa como sendo sem qualquer fundamento. Porém apesar disso o advogado de defesa não deixou de tentar um acordo antes de ir para tribunal. As provas que sustentam o caso do SLBenfica são absolutamente inequívocas.

Juntando o caso Doyen, as consequências desta situação com Jesus, a perda de patrocínios e receitas, a falta de receitas na Europa... fica bem claro o porquê desta estratégia.

Defender fundos? E quem paga os passivos?

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O tema dos fundos de investimento e o futebol é polémico e causa muita discussão entre os adeptos do futebol.

Os únicos que de forma quase unânime estão a favor dos fundos são aqueles que deles dependem para se manter no poder nos clubes, ou que usufruem de “vantagens” oferecidas por esses “investidores”.

Discordando do tom, da forma e da postura do presidente do Sporting em tantos temas, tenho que concordar com o ataque aos fundos de investimento, embora saiba que BdC o faz de forma hipócrita e desonesta, pois está a beneficiar de uma espécie de fundo encapotado através de África e ataca a Doyen pois escolheu usufruir do dinheiro da venda de Rojo que foi a bóia que precisava para aquele momento do seu mandato.

Doyen, Meriton e outros do género são fundos sem qualquer controle credível e cuja origem dos fundos é no mínimo duvidosa.

A Doyen, por exemplo, nem sequer consegue dizer com transparência quem são os verdadeiros “donos” do dinheiro que movimenta.

Estes fundos nada têm de parecido com, por exemplo, o BSF que era um fundo auditado e com a sua movimentação financeira transparente.

Estes fundos aproveitam a indústria do futebol e alguns dos patos bravos que gerem os clubes para legitimarem a entrada de dinheiro no sistema financeiro europeu.

Gente que terá um pé de meia bem grande em locais como a Suíça ou paraísos fiscais bem identificados.

Os clubes de futebol portugueses há muito tempo que vivem acima das suas possibilidades. O povão gosta é de ver a equipa a ganhar nem que para isso os dirigentes vendam a alma ao diabo.

É muito bonito anunciar transferências milionárias e querer assumir o papel de rei da valorização de jogadores mas só serve para vender jornais, encher os bolsos aos comissionistas e aos fundos agiotas que comem a carne e deixam os ossos(o endividamento) para os clubes.

Claro exemplo disso são Benfica e FC Porto que têm sido os campeões de vendas nos últimos 10 anos mas que continuam com passivos astronómicos para o tamanho do nosso mercado e para o nível de receitas português.

Será que os “fundos” têm esse nível de endividamento? Quem realmente beneficia da sua “ajuda” aos clubes?

Quem irá pagar a conta quando o endividamento e juros atingirem um nível insustentável?

Ainda alguém acredita na frase muito em voga junto dos gestores da primeira metade do séc.XXI que diziam que os passivos “não são para pagar, mas para negociar”?

Quem quiser defender fundos que se assuma mas defenda fundos auditados pelas regras europeias e cuja origem seja acima de qualquer dúvida ou suspeita.

Não me venham falar em Doyen’s, Meriton’s, Brasa’s, Recreativo Caála’s e outros.
 

Quando se pensa que ele já não desce mais baixo...

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Eis que Bruno de Carvalho compara publicamente a Doyen a um cartel de... Venda de droga.
in Record

O futebol português está pouco transparente.

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“O delegado da Liga Baptista Rodrigues pediu a Artur Soares Dias para desvalorizar o incidente no Estádio do Dragão depois de ter assistido à invasão do balneário do árbitro no último 'clássico' entre FC Porto e Benfica pelo técnico Julen Lopetegui e pelo vice-presidente do FC Porto Antero Henrique.

Segundo revela a edição desta quinta-feira do diário Correio da Manhã, Artur Soares Dias foi interpelado e questionado por Antero Henrique e Julen Lopetegui sobre Maicon no intervalo do jogo entre FC Porto-Benfica no Estádio do Dragão.

A referida publicação garante que os dois elementos do FC Porto entraram no balneário de Artur Soares Dias no Estádio do Dragão para questionar o árbitro sobre situação de Maicon, após a entrada muito dura do central brasileiro sobre Jonas nos instantes finais da primeira parte.

Artur Soares Dias terá então expulsado o técnico portista e o vice-presidente do FC Porto do seu balneário ameaçando-os de incluir aquela invasão no seu relatório de jogo.

Ainda de acordo com a notícia veiculada pelo CM, assim que Antero Henrique e Julen Lopetegui abandonaram o balneário de Artur Soares Dias o delegado da Liga Baptista Rodrigues conversou com o árbitro e pediu-lhe para desvalorizar aquele incidente, pelo que ambos nada escreveram nos respetivos relatórios.

O delegado da Liga Baptista Rodrigues, que entretanto foi afastado por email sem qualquer justificação, está disponível para contar a sua versão dos factos depois da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga ter aberto um processo ao caso da invasão.” – SAPO.

Quando me refiro à falta de liderança de Fernando Gomes , reporto-me a casos como este.

Quando me refiro a Pedro Proença  e à subserviência de Fontelas Gomes à sua estratégia de tomada de poder, aponto exemplos destes em que os árbitros mediante casos graves não reportam o que se passou.

Quando me refiro à guerra que envolve a arbitragem e Vítor Pereira, não deixo de lembrar estes casos.

O silêncio dos “homens do futebol” perante a sucessão de casos pouco transparentes envolvendo as estruturas do futebol e a arbitragem não auguram nada de bom.

O que escondem os “homens do futebol”? O que escondem os árbitros?

Quantos mais casos terão de ser descobertos até que alguém dê um murro na mesa e exija uma nova ordem no futebol português?

Bora lá todos votar...!

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Votar no Gonçalo Guedes... Aqui!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Jesus como Pedroto a mudar o futebol português

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Nos anos 80, apesar de treinador, Pedroto chegou a um clube até aí sempre na sombra de Benfica e Sporting e convenceu Pinto da Costa que o sucesso era obtido através do incentivo ao conflito entre Benfica e Sporting, com o FCPorto a aliar-se alternadamente a um deles, a juntar a uma política de "benefícios" à arbitragem e aos clubes adversários.

Hoje, um sportinguista dizia num café que o ano passado o treinador do Benfica nunca via arbitragens más... e na opinião dele, o Benfica, os seus jogadores e estrutura foram levado ao #colinho até ao título. Dizia esse sportinguista que o ano passado, por oposição até irritava ver que o Sporting era sempre prejudicado.

Porém toda a estrutura e muitos jogadores se mantiveram... mas o Benfica mudou de treinador - que foi para o Sporting - mas agora coincidentemente as coisas inverteram-se.

Ou seja, a mesma estrutura que diziam que construiu o #colinho é agora visivelmente prejudicada e em caso de dúvidas sai sempre a perder... e em Alvalade com uma nova estrutura liderada pelo treinador que só via coisas boas nas arbitragens no Benfica, agora corre tudo lindamente ao Sporting e até já vence jogos ao #empurraozinho.

Ora, é caso para perguntar se além das alegadas comissões que dizem que recebe em transferências e alegadas posições anónimas em fundos que transacionavam e/ou intermediavam transferências, agora parece também que o amigo da Reboleira soube ao longo dos anos montar um "esquema" de proteção às suas equipas que, invariavelmente - pelas palavras desse sportinguista - ganha jogos com ajuda.

Estaremos perante o novo mito do futebol português que, afinal, é um herói de pés de barro que suporta a sua vida nas aparências de competência mas que acima de tudo usa o futebol em auto-promoção e esquemas alegadamente ilícitos...

A reciclagem de Alvalade.

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O nosso companheiro de blogue, Benfica by GB, não deixa de ter razão no que mencionou anteriormente.

Há de facto um fio condutor na forma como os acontecimentos se têm desenrolado nesta temporada, quer dentro quer fora de campo.

Mas discordo de que seja algo de novo no futebol português.

Eu chamaria isto de uma reciclagem por parte do Sporting.

Fazendo um exercício de memória, não deixo de me lembrar que na primeira parte da temporada passada os nossos adversários acusaram o Benfica da mesma coisa. De ser favorecido pelas arbitragens.

Nessa altura, o Benfica praticava um futebol fraco e foram alguns os jogos ganhos com muito sofrimento e com a sorte de jogadores adversários terem cometidos faltas suficientes para serem expulsos.

E acrescento que nessa parte da temporada, neste blogue não deixei de lamentar que o Benfica só tivesse vencido alguns jogos devido a essa insuficiência dos adversários.

Aliás, esse futebol fraco praticado pelo Benfica resultou na eliminação precoce da Taça de Portugal e das Competições Europeias, algo que já se está a ver no Campo Grande.

Mas também no que diz respeito à política de comunicação, não há nada de novo.

Quer FC Porto quer o SL Benfica já procuravam influenciar o fluxo de notícias desportivas.

Quem é que pode esquecer o domínio na RTP Porto por parte do clube regional?

Vamos também ignorar o papel da Olivedesportos e da Sporttv nesse campo?

A colocação na direcção e coordenação de desporto da RTP de adeptos ferrenhos do FC Porto?

Quem pode esquecer o papel de Rui Cerqueira, agora director de comunicação do FC Porto?

O Benfica também não pode dizer que descurou esse campo com a colocação de vozes simpáticas para com a direcção. Aliás, a ascensão do director de conteúdos da BTV está umbilicalmente ligada à sua presença na CMTV.

E se falarmos no fluxo de comentários nas redes sociais, não vamos agora fingir que no Benfica não há gente contratada para passar o dia a comentar nas redes sociais, pois não? E quanto custa mensalmente ao Benfica manter essa tropa…!

O Sporting, na minha opinião, está a imitar em todos os aspectos (especialmente no pior) o que Benfica e FC Porto têm feito no futebol português. A diferença é que algumas pessoas só estavam habituadas a ver 2 clubes e não 3.

O condicionamento do fluxo de notícias e factos na comunicação social, a pressão das redes sociais, a pressão e ataque às arbitragens inventando ou recriando factos do passado recente.

E com 2 pontos de vantagem:
- tem lá alguém que esteve 6 anos no Benfica e conhece muito bem tudo o que se passava dentro do nosso clube
- tem lá 2 históricos do FC Porto (Octávio Machado e Inácio), também eles conhecedores dos métodos de Pinto da Costa.

Por isso, não é altura de silêncios, de desprezo ou de deixar andar o carro. Joga-se muita coisa em vários tabuleiros e quem ficar de braços cruzados ou tiver medo de mexer nisto será certamente o maior prejudicado.

Resta saber é em que é que isto está a influenciar os árbitros, não tanto pelo que não apitam mas sim pelo que irão apitar no futuro.

Há uma tentativa clara de condicionar os árbitros e as estruturas do futebol. E o silêncio dos homens de preto é elucidativo quanto ao receio que têm de que certas coisas venham à tona.
Haverá chantagem no futebol português?
 
Cabe à direcção do Benfica defender um futebol português limpo. Como maior clube português tem que liderar esse processo.

Arbitros chamam MENTIROSO a Bruno de Carvalho

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in TSF.pt

Enquanto se discutem minudencias...

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Ignora-se que Vandinho teve 6 meses de suspensão por algo semelhante ao que Naldo fez...

Ignora-se que o presidente do Arouca disse que o Otavio "veio para o Sporting para isto" reportando-se às pressões sobre as arbitragens e ao condicionamento que tem levado a várias más decisões a favor do Sporting.

Ignora-se que o Sporting está em primeiro lugar à custa das arbitragens (Será que o Rui Santos se esqueceu agora da Liga da Verdade?)

Ignora-se uma vitória do Sporting em Arouca claramente forjada.

Ignora-se que o Record está, claramente, ao serviço das agências de comunicação do Sporting já aqui desmascaradas. Os exemplos sucedem-se e a cada de hoje, fazendo juizo de valor sobre a decisão da Liga, é o último e mais flagrante exemplo.

... Mas sim, continuem a discutir os simbolos. Para mim, nem Eusébio era símbolo do Benfica quanto mais Luisão. O símbolo do SLBenfica é só um:

É este o tipo de "amor" de que o Shadows fala?

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Acrescentando ao texto anterior do Shadows, mas sem querer fazer disto um grande desacordo (até porque no fundo até entendo o seu ponto de vista no essencial), acho que a sua leitura falha quando depois de se explanar um ponto de vista que entendo, se entra em absoluta contradição ao querer fazer de Gerrard e Luisão casos completamente diferentes, quando não o são!

Escrever algo como: O Redmoon mencionou o exemplo do Gerrard, mal comparado no meu ponto de vista. O inglês teve um momento onde ambicionou para si poder ter no seu currículo títulos, o que é perfeitamente legítimo. Mas foi sempre um exemplo de correcção e amor ao Liverpool.

Ora bem, para o Shadows, Gerrard querer sair para o Chelsea porque queria ganhar títulos é legítimo.

Gostava de saber o que o Shadows diria se o falecido Robert Enke que chegou a estar em casa de Pinto da Costa para receber uma proposta (está na sua autobiografia), acabasse por assinar pelo Porto para, como ele diz, “apenas para ganhar títulos” numa altura em que o Benfica não ganhava nada. Seria legítimo?

Dizer que Gerrard só quis sair para ganhar títulos é outra meia verdade.

É que só a título de exemplo, o ano passado, o tal “amor” de Gerrard ao Liverpool era pago a 140000 libras por semana! E para se ter ideia da dimensão desse “amor”, o segundo jogador mais bem pago do Liverpool, Glen Johnson, era pago a 90000 libras por semana, quase metade do “amor”! É este o tipo de “amor” de que o Shadows fala?! Sem 140000 libras na conta todas as semanas, em que clube estaria Gerrard a “fazer o amor”?!

Dizer que Gerrard foi sempre um exemplo de correção e amor ao Liverpool, ok, eu não digo que não tenha sido, mas também não percebo onde é que também para Luisão alguma vez tenha deixado de ser esse o caso, em troca de um ordenado condizente com a sua ambição, evidentemente, tal como foi para Gerrard!

Diz o Shadows depois, e eu entendo a ideia embora acabe depois por discordar em alguns pontos:

Heróis são os adeptos. E os jogadores nunca hão de ser dos nossos

Ora bem, heróis são os adeptos, ok… mas não todos. É igual aos jogadores! Há muitos adeptos do Benfica, tipo aqueles que atiram petardos nos estádios, lançam pedras no Marquês ou devolvem camisolas que jogadores como Luisão (sempre um excelente profissional mesmo quando o Benfica perde) atiram para a bancada, há muitos desses adeptos do Benfica que eu preferia que fossem adeptos de outro clube qualquer!

Quanto ao facto dos jogadores nunca hão de ser dos “nossos”, também tem muito o que se lhe diga... Por muito que se queira reduzir o Benfica aos adeptos, ao cimento e à Águia Vitória, a minha ligação acaba mesmo por ser em relação aos jogadores, enquanto cá estão pelo menos, e enquanto nos representam com o que de melhor têm.

Muitos jogadores são também sócios, e muitos deles até pagam quotas desde o dia em que nasceram. Acontece apenas que durante 12 anos da sua vida outros valores se levantam e o profissionalismo fala mais alto. Ou o Shadows, se agora tivesse a hipótese de ir para o Dragão trabalhar como Treinador de Guarda-Redes a troco de 60000 euros ao mês diria que não?!

Ou quer-me o Shadows dizer que os jogadores são todos uns mercenários, e somos nós os adeptos que somos todos muito dedicados e muito sérios?!

Quanto ao amor à camisola que havia antes dos anos 90 também tem muito que se lhe diga: Havia amor à camisola sim, mas porque não havia muito dinheiro no jogo...

...Ou a matéria de que se faz um Eusébio, um Coluna ou um Vítor Paneira é diferente da matéria de um Luisão ou um Gerrard?! Havendo dinheiro a rodos naquela altura como há agora, e esses três jogadores que referi acima seriam referencias de quê e de quem?! Do Benfica não seriam certamente!

No fundo pois, compreendo o Shadows no aspeto em que temos sempre de estar preparados para o momento em que os jogadores nos traem da forma mais feia que há, mas isso é o futebol que temos, cá e em todos os locais do planeta...

Ou o aceitamos como é, mas percebendo também que apesar disso tudo as referencias dos adeptos hão de sempre ser os jogadores e não o cimento, ou então o melhor é mesmo direcionarmos a nossa paixão para outra coisa qualquer.


Os casos estão a ser abafados?

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Parece que o grande problema do futebol português agora é o processo disciplinar a Lourenço Coelho ou o caso que envolve Naldo.

Os dirigentes preferem falar de assuntos menores para manter os adeptos uns contra os outros.

E falta coragem no jornalismo desportivo para abordar diretamente o dirigismo desportivo sobre os podres do futebol.

Sobre o caso que envolve Vítor Pereira, Fernando Gomes, a APAF e os árbitros, ninguém pergunta nem fala nada.

Com a excepção do "Dia Seguinte ", ninguém teve coragem de abordar esse tema.

Revelador de que anda muito lobo com pele de cordeiro nos grandes.

Será que têm medo que Vítor Pereira comece a falar?

Ou que Fernando Gomes perca o lugar?

Será que Fontelas Gomes está a contar tudo o que sabe?

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Já não há heróis.

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Tenho escrito algumas vezes sobre a forma como encaro os jogadores de futebol e os que compõem o plantel do Benfica.

O tempo actual não é um tempo de amor à camisola mas sim de quem paga mais.

Por isso, discordo de grandes manifestações de “amor” a jogadores que temporariamente servem o clube. Até porque estão cá por dinheiro e não pelo clube.

O caso de Luisão é um exemplo claro disso. Tem um percurso no Benfica que merece respeito, mas sem grandes entusiasmos. O brasileiro nunca se coibiu de tentar forçar a saída nas últimas 6 ou 7 temporadas e apenas ficou…por dinheiro.

Não que isso seja criticável pois Luisão e qualquer outro jogador está no seu direito de lutar por melhores condições financeiras para si e para a sua família.

Mas equiparar o “amor” pelo clube ao dos adeptos/sócios é um exagero muito grande.

O tempo do amor à camisola terminou nos anos 90.Depois disso, são muito raros os jogadores que merecem ser considerados “como nós”.

O Redmoon mencionou o exemplo do Gerard, mal comparado no meu ponto de vista. O inglês teve um momento onde ambicionou para si poder ter no seu currículo títulos, o que é perfeitamente legítimo. Mas foi sempre um exemplo de correcção e amor aoLiverpool.

Mais recentemente, tivemos Maxi Pereira com 8 anos de Benfica, que era sub-capitão, e que tantas vezes foi usado como bandeira do Benfica. Nada mais errado, como o tempo o provou.

Também tantas vezes Jorge Jesus foi utilizado como “imagem” da suposta defesa do Benfica e dos adeptos quando afinal o tempo mostrou como isso era uma mentira. Aliás, o ex-treinador sempre se achou mais que o clube.

Certamente que um ou outro atleta sentirá a camisola como poucos actualmente. Esses são os que respeitam o clube em todos os momentos, que sabem que o clube tem na sua razão de ser os adeptos/sócios. Pablo Aimar, por exemplo. Ou Shéu Han que serve o clube há décadas.

Os maiores que por cá passaram nunca tiveram um discurso de que o clube deveria lhes agradecer seja o que for.

Eusébio da Silva Ferreira e Mário Coluna, juntamente com José Águas e tantos outros que construíram a grandiosidade do Sport Lisboa e Benfica, até ao fim das suas vidas sempre disseram que eles é que eram gratos ao clube e não o contrário.

É essa humildade que falta a todos estes supostos heróis.

Os verdadeiros heróis não são os que são pagos para vestir a camisola do Benfica.

São os que a vestem nas bancadas e por esse mundo fora, gastando do seu dinheiro para apoiarem o clube do seu coração. Esses sim merecem a admiração e respeito de todos.

O dia em que um Arouca X Sporting matou o Vídeo-Árbitro

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São já várias as discussões que tenho tido com amigos (quase todos eles sportinguistas) sobre a real eficácia do vídeo-árbitro num jogo de futebol como eles tanto defendem.

Têm sempre de vir com os exemplos do ténis e do rugby, esquecendo que entre estas duas modalidades e o futebol há duas diferenças absolutamente fundamentais:

A primeira é que no ténis e no rugby, a maior parte dos lances em análise vídeo não deixam margem para dúvida nem são dúbios. Ou a bola bate fora ou bate na linha, ou os pés estão fora ou estão dentro. Tudo é claro para quem está a ver, e não há cá que analisar se é a bola que toca na mão ou a mão a tocar na bola, ou se o encosto é suficiente para derrubar o avançado ou não.

O segundo é o argumento de que no rugby também se analisam contactos e faltas e que o esclarecimento é sempre total. Pois é verdade, analisam-se contactos, mas mais uma vez, num contexto que é claro para todos os que revejam o lance num ecrã, assim conheçam as regras.

É que no rugby o contacto é ilegal, não devido à intensidade, não devido ao toque em si. O contacto é ilegal se para desarmar o adversário se o levanta e se o deixa cair, é ilegal se se “placa” um adversário quando ele está no ar, e é ilegal se se placa o adversário pela zona do pescoço ou mais acima...

Lá está, mais uma vez, as regras são claras... Todas as pessoas podem ver num ecrã as circunstâncias em que o contacto se dá e avaliar a sua legalidade, tudo clarinho como a água.

No futebol como já disse, é tudo diferente, e este tipo de consensos e unanimidade não existe e nunca irá existir, em face das próprias regras do jogo que permitem este tipo de conflito opinativo.

Tomemos como exemplo o Arouca X Sporting, e suponhamos até que para contrariar esses tal argumento anti-video-árbitro, de que o jogo não pode estar sempre a parar, cada equipa pode pedir o vídeo para apenas três lances.

O Arouca para o jogo no lance do suposto penalty de Naldo, e pede ao quarto árbitro para analisar o vídeo...

Mas analisar o quê, se mesmo naquilo que PARA MIM foi um lance tão claro e de penalty óbvio, ainda há ex-árbitros que escrevem em jornais e que opinam para tanta gente baseado em carreiras inteiras a exercer a arte do apito, a dizer que não é?!

Aquilo que eu vejo? Sim, Naldo escorrega de facto. Mas Naldo não cai onde escorrega! Naldo cai três metros à frente, porque enquanto cai dá ainda dois passos à frente e atira-se autenticamente para a frente do avançado do Arouca para o impedir de chegar à bola! Essa foi a sua ÚNICA intenção!

Mas se até ex-árbitros, depois de verem o lance na TV repetidas vezes (sim, porque ao árbitro, durante o jogo ainda se admite o deslize) vêm defender que não é penalty, para que serve o vídeo-árbitro?! Para por a malta ainda mais revoltada no estádio e começar tudo à batatada logo ali?!

Logo a seguir, Naldo é expulso por causa de um empurrão. O Sporting sente-se injustiçado e pede o vídeo-árbitro. E o vídeo-árbitro ia também aqui resolver o quê mais uma vez?

Lito Vidigal e Naldo são bem expulsos? Claro que sim DENTRO DO CRITÉRIO DO ÁRBITRO. Mas se calhar um árbitro diferente poderia até ter chamado os dois intervenientes, ter uma intervenção mais pedagógica, e mostrar apenas um amarelo a cada um. Também seria aceitável, também estaria bem, dentro de um outro espírito do jogo!

Mas lá está, iria alguma vez o vídeo árbitro PROVAR que Naldo é mal expulso?! De maneira nenhuma! A expulsão de Naldo DENTRO DO CRITÉRIO DO ÁRBITRO estará sempre perfeitamente justificada, mesmo que muitos, E LEGITIMAMENTE DIGA-SE, possam argumentar que a decisão podia ter sido outra.

Se o futebol não fosse o jogo mais imperfeito de todos em termos de regras, de que viveriam os programas de debate desportivo todos os dias à noite?!

Solução para isto? De facto não há! O vídeo árbitro nunca poderá ser solução como já disse (nem os próprios árbitros se entendem quando analisam os mesmos lances a vê-los pela televisão), e o erro arbitral será sempre parte fulcral do jogo, o centro das atenções e continuará a atribuir muitos campeonatos inadvertidamente, e por isso é explorado ao máximo pela classe dirigente dos clubes!

Tecnologia no futebol? Sim, defendo. Para a linha de golo, como já há, e para os foras de jogo (como deveria haver, por ser em muitos casos humanamente impossível a um fiscal de linha ajuizar corretamente o lance). A tecnologia só servirá para analisar lances claros e matemáticos tipo os do ténis, mas nunca para lances dúbios como são a maioria dos lances da discórdia no terreno de jogo todos os fins de semana, onde o que impera é SEMPRE A LEITURA do árbitro.

O problema pois há-de ser sempre o mesmo: Maus árbitros (mas também quantos masoquista haverão a sonhar serem árbitros em Portugal?), critérios incoerentes (em lances semelhantes apitar-se de forma diferente), mas SOBRETUDO a ausência de liderança e autoridade no futebol português.

Não há Liga de Clubes forte, não há Federação, e quem manda realmente no futebol são os clubes e os seus dirigentes, que dizem o que querem, pressionam como querem, e ninguém faz nada! É uma anarquia total!

E os clubes sabem que podem esticar a corda, e os clubes sabem que podem instalar a guerra, porque também sabem que num campeonato tão pobrezinho como o nosso, não haveria forma deste campeonato sobreviver sem Benfica, Porto ou Sporting!

Em Inglaterra?! Bem, aí a história seria outra. Porque a hierarquia do poder é clara, os castigos são exemplares, o fair-play é uma exigência de todos (dos adeptos também), e apesar de grandes clubes que por lá andam, nunca a Liga Inglesa seria beliscada no seu interesse se por um motivo qualquer durante um ano tivesse de viver sem um desses grandes clubes devido a um castigo exemplar!


O problema do futebol não é pois nem nunca será o vídeo árbitro, nem este será alguma vez a solução... O problema do futebol português é a falta de autoridade, e cada clube (a maior parte deles com uma classe dirigente de nível baixíssimo) saber que pode fazer o que bem lhe apetecer e ainda gozar com o facto de ficar impune.

Importante: Arbitragem e estrutura do futebol em conflito.

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Nas últimas semanas, publicamos no NGB alguns posts sobre o momento do futebol português e em especial da arbitragem.

A 26 de Outubro, publicamos o post "Exclusivo NGB: O que se passa na FPF e na arbitragem? ".

A 2 de Novembro, publicamos o post "Arbitragem : quem tem medo de responder? ".

Ontem à tarde publicamos o post "O futebol português está em guerra ".

Se nos primeiros dois posts levantei a pergunta sobre a postura de Vítor Pereira face aos jogos do Benfica, ontem respondi à pergunta.

E o mesmo foi também afirmado à noite no programa "O Dia Seguinte " da SICN.

A verdade é que enquanto os adeptos se entretêm com assuntos menores, há quem esteja a batalhar nos bastidores do futebol para o controlar.

O silêncio da APAF, ao contrário de outros momentos, é revelador de que está ao serviço da estratégia de alguém.

De quem? De Proença? De Pinto da Costa? De Bruno de Carvalho? De Luis Filipe Vieira?

A quem serve Fontelas Gomes?

A questão é que deviam estar todos a batalhar pela qualidade do futebol português. Não estão.

E há alguém, Vítor Pereira, que prejudicou o bom nome do Benfica sem que o presidente do nosso clube mexa uma palha para reparar esse prejuízo.

Há uma luta de poder que denunciamos aqui em primeira mão. E não será possível todos ganharem.

Quem de certeza está a perder é o futebol.

Don´t Fuck with Jesus... Ele faz isso sozinho!

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Sai mais uma prova dos tiros no pé do Jesus...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Se não é ele o símbolo, quem o é, destes últimos 12 anos?

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Talvez esta seja uma frase perigosa, mas arrisco-me a dizer que em Portugal a maior parte dos adeptos não gosta verdadeiramente de futebol e dos seus artistas...

Não, em Portugal, o que existe é clubismo! Gosta-se, ama-se o seu clube acima de tudo, muitos se dispõe mesmo a morrer em nome dele, a perder a razão só para o defender, e mesmo dos ídolos, só são ídolos enquanto nos servem!

Talvez seja por cá morar e ser o exemplo oposto que tenho mais próximo mas, gostar de desporto e amar os seus ídolos, aquele amor incondicional “no matter what”, é mesmo em Inglaterra...

Inglaterra é o país, onde hoje ainda se canta o nome Gerrard em todos os jogos do Liverpool...

Em Portugal, Gerrard seria hoje apenas mais um ídolo do passado, um pesetero que um dia forçou a saída para o Chelsea e só não foi porque não o deixaram, um coxo que teria feito o seu clube perder a oportunidade de ouro de chegar ao primeiro campeonato em 18 anos depois de perder uma bola infantil a meio campo que deu golo ao adversário, o zarolho que falhou um penalty importantíssimo na FA Cup na sua última época com a camisola do Liverpool ao peito!

Também em Inglaterra poderiam lembrar Gerrard por tudo isto, pelas fatalidades, pelos penosos e azarados últimos tempos ao serviço do Liverpool!

Mas não! Para os adeptos do Liverpool, Gerrard há-de ser sempre lembrado pelos bons momentos (e foram tantos), isto sim, é amor incondicional, um amor único e difícil de explicar.

E isto leva-me para Luisão, um dos grandes capitães da história do Benfica, cuja história ao serviço do clube se aproxima perigosamente do fim, enquanto jogador pelo menos...

Nos dias de hoje, num Benfica mais fragilizado, num Benfica que não ganha tantas vezes, com um Luisão a cometer mais erros do que costume, imediatamente se esquece tudo o resto, toda uma carreira de águia ao peito, a entrega, a dedicação, os momentos de glória, o profissionalismo acima de tudo (sim, vou repetir, profissionalismo acima de tudo), e se põe tudo em causa... com faltas de respeito até!

Eu sei que há adeptos para quem hoje Luisão não é mais do que aquele jogador que só foi ficando porque pediu aumentos de ordenado uma série de vezes! Nunca há-de ser um dos nossos, dirão!

Mas esses mesmos adeptos, que só sabem ver assim as coisas (com sacas de notas no meio), também não dizem então, quem são esses, os “nossos”! É que se os “nossos” não são esses, os que ficaram 12 anos e sempre a jogar na primeira equipa, então de facto, não sei quem são os “nossos”, ou se existem sequer!

O erro é pois haver ainda adeptos que continuam de facto a viver no mundo da lua e a acreditar que isto de ficar 12 anos ao serviço de um clube acontece à conta apenas de amor à camisola!

Há gente, que sei lá, acredita que a chegada de Luisão à Luz foi um caso de amor de berço... Que da mesma forma que chegou à Luz não poderia ter chegado ao Porto ou a Sevilha... Que Luisão saiu do Brasil ainda novo, deixando família e amigos e vida para trás para vir para Portugal à procura do sonho de... fazer carreira no Benfica... Jogar se calhar no clube onde Eusébio jogara!

É essa a ilusão! Acreditar-se, exigir-se a jogadores profissionais, a jogadores talvez hoje Benfiquistas para sempre mas não Benfiquistas de sempre, esse tipo de dedicação, esse tipo de ilusão, essa fantasia de acreditarem sequer que na cabeça de um miúdo que sai do Brasil aos 20 anos em busca do sonho de ser um profissional de futebol de sucesso, o objetivo não é regressar a casa 14 anos depois com a vida feita, sem necessidade de mais preocupações quaisquer a nível financeiro, olhar a família nos olhos e dizer que valeu a pena, “Consegui”!

E isto é assim até com os putos que hoje crescem no Seixal, os tais Benfiquistas de gema para alguns, até para os Édgares, e os Hugos Leais, e os Maniches, os Jorge Ribeiros e os Paulos Sousas, aqueles Benfiquistas de coração que nunca na vida nos dariam um pontapé no cu à primeira oportunidade! Mas se é assim com os Benfiquistas de gema, imaginemos pois como é para aqueles que não são, nunca o foram nem tinham de ser!

E de facto, misturar 12 anos ao serviço  de um clube com dinheiro, minar a história metendo euros no meio, é um crime e um erro de julgamento de todo o tamanho!

Claro que Luisão sempre quis ser bem pago! Claro que Luisão sempre mereceu ser dos mais bem pagos! Claro que Luisão sempre teve propostas do exterior e que para ficar na Luz sempre exigiu ganhar pelo menos parecido.

Isto é o que faria Luisão, mas também eu ou qualquer um de nós! “Queres que eu fique? Eu fico sim, eu quero ficar, eu gosto de aqui estar e dou prioridade a estar aqui mas, valoriza-me! Porque se não me valorizares eu vou para onde me valorizem! Eu sou um profissional de futebol, acima de tudo!

Mas alguns adeptos, os tais que exigem respeito, e agradecimento eterno, e que não se cuspa na mão de quem lhes deu de comer (é assim que costumam dizer), são aqueles que depois, por causa de uma má exibição, se esquecem também de ser agradecidos a quem sempre nos defendeu com o melhor que tem!

Nunca me esqueci da final da Taça da Liga daquela fatídica época em que perdemos tudo nas últimas duas semanas. Ganhámos a Taça, Luisão vai à bancada atirar a sua camisola para o público, e o prémio que teve foi a camisola devolvida para o relvado! Triste! Muito triste! Aconteceria algo parecido com Gerrard em Inglaterra? Impossível meus caros! Porque a mentalidade é outra!

Por isso pois, para mim esse deve ter sido o dia em que Luisão percebeu o que é isso do reconhecimento que fica em Portugal a um jogador depois de 12 épocas ao serviço de um clube! Terá sido esse o dia em que viu a realidade nua e crua em frente aos seus olhos, e também o dia em que todos perceberam que de facto a prioridade para um profissional de futebol deve ser sempre resolver a sua vidinha o quanto antes, em termos de euros pois claro! O resto não conta para nada, na grande escala das coisas!

Luisão pediu respeito há uma semana atrás... E merece-o... São 12 anos meus amigos, não são 12 dias nem 12 meses...

E o que fica pois é o exemplo, a classe, o ter ajudado tantos parceiros da defesa a ser  melhores jogadores e a sair para grandes clubes quando se calhar quem merecia sair era ele, mas o profissionalismo exemplar acima de tudo (já tinha dito isto?)

Por tudo isso, obrigado Luisão! Há quem viva de facto de assobio na boca e à espera de ver os heróis cair mas, se não és tu o grande símbolo encarnado dos últimos 12 anos, quem o é, que de repente não me ocorre nenhum?


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