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sábado, 22 de agosto de 2015

ULTIMA HORA: Rui Vitória trama Jesus

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Depois de no dia anterior Jorge Jesus ter referido:
«Eles que continuem que é para a gente continuar a ganhar»

Rui Vitória hoje na conferência de imprensa afirmou:
«A semana passada já disse que era ponto final parágrafo»

Ora Rui Vitória pelos vistos foi perspicaz e ao colocar um "ponto final parágrafo" deu cabo da vitória do Jorge Jesus.

QUEM QUER ADIVINHAR O QUE VÃO FAZER AS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO ESTA NOITE PARA DURANTE O DIA DE AMANHÃ CRIAR INSTABILIDADE AO RUI VITÓRIA???

.. Boa Sorte! O Rui Vitória será muito superior a qualquer dessas tentativas.

CARREGA BENFICA

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Dinheiro de Álvaro Sobrinho "paga as contas" do Sporting

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Tive curiosidade e fui ler cuidadosamente o que dizia o R&C 2013/14 do Sporting sobre a Holdimo:

Aumento do capital social da Sporting SAD por entrada em espécie, a realizar por subscrição particular pela sociedade Holdimo – Participações e Investimentos, SA, no montante de Euros 20 milhões, mediante a conversão de um crédito daquela entidade sobre a Sporting SAD, resultante de contrato de parceria de cooperação financeiro-desportiva, através de emissão de 20 milhões de novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de 1 Euro cada, pelo preço de subscrição de 1 Euro cada;

Depois voltei a ler a resposta do Alvaro Sobrinho à CMVM:


"É perentória e categoricamente falso que eu, Álvaro Sobrinho, ou a Holdimo, da qual sou acionista, na qualidade de acionista da Holdimo, tenhamos feito qualquer investimento directo na SAD do Sporting. Ao contrário do que publicitou a CMVM, nunca houve entrada de dinheiro da Holdimo ou de mim próprio na compra de acções da SAD do Sporting. A CMVM sabe que foi o Sporting Clube de Portugal que propôs a entrada da Holdimo no capital social da SAD, numa operação que na altura a Entidade Reguladora aprovou sem qualquer reserva"

Vamos lá ver se eu entendo, o R&C diz taxativamente "resultante de contrato de parceria de cooperação financeiro-desportiva", ou seja, há dinheiro vivo que entra no Sporting, no valor de 20M€ e o Alvaro Sobrinho tem a coragem de oficialmente negar essa informação.

A SAD do Sporting, como o BenficaEagle já aqui referiu várias vezes "tem mosquitos por cordas" nas contas e os sócios vão assobiando para o lado e aplaudindo estas movimentações obscuras de accionistas com alegadas movimentações ilegais de capitais...

Volto a referir: Vai haver gente a fazer companhia ao 44...

Entretanto, escrevo este texto num momento em que sinceramente me está a dar pena a cara abatida do Jesus na conferência de imprensa, depois de não ter conseguido mais que o Marco Silva na última época contra o mesmo adversário (porém o Marco defrontou uma melhor equipa e orientada por um melhor treinador). Enfim... Um abraço Jesus, as melhoras e Feliz Natal.

Alvaro Sobrinho mente?

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A Holdimo tem 26% da SAD do Sporting, o dono diz que nao... Será que os 26% são uma ilusão, será que são uma garantia formal de um empréstimo, será que são trapaça ou dera que as declarações do Sobrinho são um jogo de palavras de um advogado habilidoso...?


isto vai acabar com gente presa, ai vai vai...


oh gordo nao achas melhor deixares isso da guerra so para os mais crescidos? É so uma ideia...

O que a "cacofonia" dos broncos esconde...

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Houve algo que, simpaticamente, ficou esquecido no meio de toda esta "cacofonia" em torno do Rei Midas que potencia jogadores de qualidade, sim eu disse bem: potencia jogadores de qualidade, não disse (porque não gosto de mentir) potencia jogadores transformando-os em jogadores de qualidade.

O imenso mérito de Vitória na vitória do passado Domingo.

Depois de uma pré-época que não escolheu. Depois de um antecessor que não o respeitou. Depois de um Presidente que não o protegeu. Depois de uns adeptos que não confiaram nele... 

... Rui Vitória enfrentou mais de 53.000 na Luz (sim, em Alvalade e no Dragão teriam estado lotações esgotadas e ainda ficavam cerca de 10.000 à porta sem lugar) e manteve-se fiel às suas convicções e ao seu trabalho mesmo na adversidade de até aos 74' o jogo não estar a correr de feição ao SLBenfica, com o Estoril a ter ocasiões de golo e a equipa a sair assobiada para o intervalo.

O treinador do SLBenfica assumiu Samaris e Talisca no banco de suplentes, dois habituais titulares com o anterior treinador e, mais que isso, Rui Vitória não teve vergonha de chamar Vitor Andrade à equipa e menos vergonha teve ainda de ganhar o jogo ao lançar em campo o jovem para quem Jesus nunca tinha sequer olhado, a par de um dos melhores jogadores em campo do SLBenfica, Nelson Semedo. Uma dupla aposta pessoal e uma vitória com muito mérito de Rui Vitória e dos seus jogadores.

A expressão dos jogadores no final demonstrou bem o quão felizes ficaram por serem liderados por um treinador de convicções fortes e que acreditou até ao fim no trabalho deles e no trabalho que fazem todos os dias, sem serem insultados, pressionados e rebaixados. Pelo contrário, Rui Vitória reconhece o trabalho dos jogadores e mais do que os pressionar, acreditou neles até ao fim e incentivou-os até ao fim. O resultado foi o de jogadores como Nelson Semedo, Vitor Andrade e Gonçalo Guedes fazerem parte de jogadas de golo, sem qualquer peso sobre os ombros que lhes limitasse o trabalho.

Na calha para se juntar a este trio está já o Renato Sanches que, depois de completar 18 anos já assinou um contrato até 2021 com o SLBenfica e, já devidamente protegido (ele e o clube) dos avanços de gente mal intencionada, está pronto para começar a entrar muito devagarinho nas opções de Rui Vitória para a posição 8. Este menino ainda vai é chegar ao final da época titular daquele lugar, digo eu...



Para concluir, voltando à "cacofonia dos broncos", partilho convosco uma estatística curiosa para quem pensa que há coisas que são acasos: Os tópicos que são vistos mais vezes (page views) são todos os que tocamos no Sporting. Não são os que são visitados por mais IPs diferentes, mas sim os que são mais vezes visitados pelas mesmas pessoas. Porém, são os que têm comentários com mais nicknames diferentes, ainda que vários deles com origem nos mesmos IPs.

Ah espera, os meninos que andam a tentar minar as redes sociais e os blogs com nicknames falsos não sabiam que temos acesso a essa informação? Ups... temos pena! Já viram como é fácil agora saber quem são, onde estão, de onde acedem, as vossas contas do twitter e do Facebook, as verdadeiras e as falsas?

O gordo queria o quê? Guerra? Vamos a isso, meninos. Mas aviso já que se calhar é melhor começarem a chamar por reforços do gordo, senão vai ser pior que "bater a mortos"...

Algo me diz que muita desta gente vai "desaparecer" por magia nos próximos dias. Típico...

PS- Como "um azar nunca vem só", advogados bem posicionados e ligados à FIFA já começam a fazer circular a informação que "dificilmente a Doyen perde o caso contra o Sporting".

Se correr mal na 3ª feira em Moscovo e no início de Setembro no Tribunal Arbitral com a Doyen... será que depois da "Missão Pavilhão" vamos ter a "Missão Ordenado do Jesus"?

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Há cá coincidências!

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No dia a seguir ao Benfica Eagle ter feito um post no NGB sobre este tema eis que...
"Reguladores investigam dinheiro de Álvaro Sobrinho nos leões." - Record.


Reposta da CMVM ao pedido do deputado do PSD: 


"Deste âmbito, não se excluem as operações financeiras e investimentos realizados em Portugal, pelo Dr. Álvaro Sobrinho ou por empresas detidas ou geridas pelo referido ex-Presidente do BESA, sempre que se venha a revelar pertinente a aferição da origem, condições de obtenção e movimentos de capital, sobretudo quando tais tenham por fonte ou se destinem a financiar o recurso ou investimento em mercado de capitais. Neste contexto, a CMVM acompanha também a atividade das sociedades abertas, incluindo as que assumem a forma de sociedades anónimas desportivas (as “SAD”), com o especial propósito de salvaguardar que atuam em conformidade com as regras previstas no Código dos Valores Mobiliários (“Cód. VM”) e com a legislação conexa aplicável"



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os "Milhões" do Sporting, Álvaro Sobrinho e de Jorge Jesus

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Infograma de "Os Donos Angolanos de Portugal"

Líder do BES/Angola suspeito de lavagem de dinheiro (2011)
"Presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, tem 18 milhões congelados em vários processos e foi na tarde de ontem constituído arguido num processo que envolve suspeitas de burla ao estado angolano. O gestor foi interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, pelo juiz Carlos Alexandre, e será suspeito do crime de branqueamento de capitais". (Fonte: Diário de Notícias)
BES Angola perdeu o rasto a 5,7 mil milhões (2014)
"O banco desconhece beneficiários de 80% da carteira de crédito. EX-CEO Álvaro Sobrinho foi incapaz de esclarecer situação. Existem levantamentos em numerário superiores a 500 milhões de dólares. Escreve hoje o Expresso que o BES Angola não sabe a quem emprestou 5.7 mil milhões de dólares. A administração atual acredita que 745 milhões foram parar às mãos de Álvaro Sobrinho, presidente do banco até 2012. Dinheiro serviu para negócios da sua família e parte chegou a Portugal para financiar o jornal Sol. (Fonte: Diário de Notícias)


Álvaro Sobrinho aplica 20 milhões no Sporting (2014)
"Créditos de percentagens de passes de jogadores foram convertidos em ações da Sociedade Anónima Desportiva do clube de Alvalade no valor de 20 milhões de euros. O empresário Álvaro Sobrinho detém quase um terço da SAD leonina. O angolano é o principal investidor e rosto da Holdimo, empresa que reforçou para 29,8% a participação na SAD, que absorveu a Sporting Património e Marketing, S.A., aumentando assim o capital social de 39 milhões para 47 milhões. Depois, com a incorporação do crédito de 20 milhões da Holdimo, o capital social subiu para os 67 milhões de euros, segundo informação comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários." (Fonte: Correio da Manhã)


Justiça arresta casas de luxo de Sobrinho (2015)
"As penhoras de cinco apartamentos de luxo no Estoril Sol Residence, em Cascais, foram convertidas em definitivo a favor do Ministério Público". (Fonte: Correio da Manhã)

Sobrinho desmente mas CM prova. Ex-gestor do BES Angola negou financiamento. (2015)
Álvaro Sobrinho investiu mais de seis milhões de euros no Fundor FII, o fundo de investimento imobiliário fechado que construiu os empreendimentos  Estoril Sol Residence e Atlântico Estoril Residence, onde Jorge Jesus concluiu a aquisição de um apartamento em janeiro deste ano. (Fonte: Correio da Manhã)


Jesus no Sporting financiado por investidores angolanos (2015)
Jorge Jesus prepara-se para ser mesmo treinador do Sporting, confirmou o Expresso. O empresário angolano Álvaro Sobrinho, acionista de referência do Sporting, terá estado envolvido no processo. (Fonte: Expresso)


Jesus em prédio de investidor angolano (2015)
"Jorge Jesus e um amigo compraram, há três meses, dois luxuosos apartamentos a António Salvador, presidente do SC Braga. Os imóveis custaram 4,6 milhões de euros e pertencem ao empreendimento Atlântico Estoril Residence, construído pela Fundbox, sociedade gestora de fundos de investimento imobiliário em que investiram milionários angolanos, como o antigo presidente do BES Angola Álvaro Sobrinho" (Fonte: Correio da Manha e A Bola)


Perante estas notícias, importa lançar as seguintes "questões":
- A quem foram emprestados os 5.700M€ do BES Angola?
- Onde param os 745M€, que alegadamente foram "desviados" por Álvaro Sobrinho do BES Angola?
- Onde é que Álvaro Sobrinho arranjou dinheiro para adquirir vários negócios como o Jornal Sol, Jornal i, Atum Bom Petisco, Editora Babel, e até pretendia adquirir a RTP?
- Onde é que Álvaro Sobrinho arranjou dinheiro para investir 20M€ em acções da Sporting SAD?
- Onde é que Álvaro Sobrinho arranjou dinheiro para investir em Apartamentos de luxo no Estoril?
- Quem pagou o Apartamento de luxo no Estoril de Jorge Jesus e do "amigo", promovido por um fundo que tinha sido financiado por Álvaro Sobrinho?

«Maior que Portugal» Rui Gomes da Silva

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CONFLITUALIDADE? NÃO A DESEJO, MAS NÃO A TEMO!


1. “OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE"
Em 9 e em 18 de Agosto de 2013 – começava, então, a caminhada para o bicampeonato – publiquei dois textos onde defendia que seria necessário assumir uma postura de conflitualidade, sem qualquer receio, sem qualquer temor reverencial, sem qualquer acto de subserviência para que nos respeitassem, para que nos voltassem a temer, para que voltássemos a ganhar de forma consistente.
Embora não o desejando, como princípio, defendi-o, porque esse era o caminho que julgava dever ser seguido (mesmo perante a incompreensão de alguns, os do costume … mas também os que não gostam de sair da zona de conforto onde se movem, porque, assim, podem … ir aos jogos mais descansados)!
Não sou dirigente do Benfica para me dar bem com os outros, nem para ver jogos em lugares em lugares mais confortáveis.
Serei VP do Benfica para combater por aquilo em que acredito, por aquilo que me ensinaram ser o Benfica, porque julgo mesmo que o Benfica pode vir a ser o que sonhei.
E porque sei ser esse o sonho e a postura de Luis Filipe Vieira (o grande defensor público da divulgação do maior escândalo do futebol português, chamado “Apito Dourado”).

Sabe, quem me conhece, que não busco o confronto a qualquer preço.
Mas não me confundam com quem prefere ... "a paz mais injusta à mais justa das guerras".
Especialmente quando os nossos inimigos – não confundir com adversários, porque esses jogam connosco e contra nós com as mesmas regras, sem batota, sem corromper quem decide ou sem recorrer a "suplementos vitamínicos" que deturpam a verdade desportiva – nos provocam, em cada declaração, em cada afirmação, em cada entrevista, em cada "graçola"...
Vem isto a propósito desta onda de conflitualidade verbal, destes ataques sucessivos – de todos os lados – na tentativa desesperada de evitarem o tricampeonato do Sport Lisboa e Benfica.
Essa é a grande preocupação de muitos.
Dos que estão do outro lado – seja ele “mesmo do outro lado” ou de “lá de cima” – mas, também, dos que tendo obrigação de ser imparciais, se deleitam em dizer mal do Benfica.
Porque sabem que se disserem, neste Portugal de brandos costumes, nada nem ninguém os criticará.
Sabendo que, pelo contrário, correm sérios riscos se disserem mal de outras cores (havendo, até, os que, sendo “nossos”, acham que ganham algum reconhecimento por dizerem mal de nós)
Tenho, por isso, a certeza absoluta que o medo e qualquer tentativa de conciliação (como sinónimo de submissão) apenas nos enfraquecerão.
Como sei que os outros só entendem uma linguagem: a do "olho por olho, dente por dente"!
Foi essa a postura durante os últimos dois anos.
Não tenho duvidas que tem de ser essa a postura para esta época.
Contra os que mudando (este ano), julgam tudo lhes ser permitido.
Contra os que não mudando (há muitos anos), continuam a julgar que vivem ainda nos tempos da impunidade!


2. OS ADEPTOS MERECEM TUDO
Defendo essa ideia de honra permanente em relação a qualquer ataque ao Benfica.
Não posso, por isso, deixar de ser solidário, activamente, com a posição assumida (ou anunciada) pelo Benfica de procurar nos tribunais o ressarcimento de posicionamentos de quem se julga o centro do mundo (e rir-me a bom rir dos que “ainda sorriem” da posição do Benfica).
Bem anda o Benfica ao agir como anunciou, como será devida uma palavra de elogio a quem, no Benfica, também “sem medo”, tem dado a cara pela posição mais normal num estado de direito: anunciar que procuraremos, através da via judicial, o pagamento de uma cláusula penal, aceite de livre vontade, por ambas as partes.
Porque esse posicionamento, essa luta pela permanente dignidade do Benfica, que acompanha a sua grandeza e a sua universalidade, são o mínimo que podemos exigir a nós mesmos.
É o mínimo que podemos fazer por todos aqueles que percorrem semanalmente centenas e centenas dequilómetros e fazem um grande esforço financeiro para estarem sempre presentes ao lado da equipa, materialização visível desta paixão e da mística que construímos em cada momento.
É necessário que haja determinação na defesa do que, sendo de todos – a verdade e a honestidade – alguns teimam em pôr de lado, porque só assim conseguem ganhar.


3. CONTRA OS MILHÕES DE UNS E OS “EGOS SEM ESPELHOS “ DE OUTROS
Na última época, uns, com um investimento de muitos milhões no plantel, perderam tudo o que tinham a perder, quando estavam obrigados a ganhar!
Esta temporada voltam a endividar-se para tentar recuperar a hegemonia do futebol português, esquecendo-se que, para que essa hegemonia voltasse, teriam que voltar, também, os métodos do“Apito Dourado”.
Paralelamente, outros, que, há cerca de três meses, não sabiam se tinham orçamento para o investimento necessário para competir na Liga dos Campeões, hoje … têm dinheiro para tudo.
Ainda bem que assim é, até porque o “ego” em questão, apesar de muito bom, não ganhou nada em nenhum clube por onde passou, … excepto num (tipo “istmo”)!!!
Sabendo disso mesmo – cada um deles melhor do que nós, porque, como diz o povo … “cada um sabe de si e Deus sabe de todos” – tudo farão para, em conjunto, nos ganharem.
Não quererão saber, quem fica à frente entre eles, … desde que um deles fique à nossa frente.
Ou melhor:  desde que ficassem.
Porque esse é o nosso “combate”: sem tréguas, mas com o apoio de todos, o que faz com que joguemos“sempre em casa”.
Eles estarão mais unidos do que nunca.
Uns, … porque o caminho da perpetuação no poder,com o recurso ao que vemos, ouvimos e lemos, não vai poder voltar a recorrer aos mesmos truques.
Outros, … porque a ânsia de protagonismo disfarça as dificuldades e catapultará os “egos” que ainda por lá vão coexistindo (até ao primeiro desentendimento ouaté alguém vir dizer que … “o rei vai nu”)


4. CONFLITUALIDADE PURA E GRATUITA
Por tudo isso, honra lhes seja feita, eles já disseram ao que vinham: “conflitualidade pura e gratuita”.
Assente em forte contestação da arbitragem, mesmo – pasme-se – antes de ter havido jogos, com base em acesas guerras psicológicas e em desesperados jogos de bastidores ...
Para eles, nos trinta e três jogos que faltam, o Benfica não irá ganhar merecidamente nenhum deles.
Pelo contrário, de cada vez que perderem pontos – os dois – só as arbitragens explicarão essa calamidade …
Para nós, haverá sempre, de ambos os lados, a certeza que houve ajuda … divina.
Para eles e a eles tudo deverá ser permitido.
O Benfica – com uma organização profissional e competentíssima, um plantel equilibrado e um treinador de grande nível (que saudades que eu já tinha de ver um treinador do Benfica de carácter, a explicar educadamente as coisas, a tratar os jornalistas por você, etc., etc., etc.) – nunca jogará bem, nem merecerá ganhar.
Pelo contrário, eles serão sempre afastados das vitórias … por uma mão invisível.
Parafraseando alguém, sobre uma realidade não tao diferente do futebol quanto isso, … “eles poderão perder, nós é que nunca poderemos ganhar”.
Ou melhor não poderíamos.
Mas vamos ganhar!
Ao “colo” dos 53 285 adeptos que, na 1ª jornada, estiveram presentes no Estádio da Luz, do mais de um milhão que nos vão ver ganhar na “Catedral”, e das centenas de milhar que – mesmo com muitas dificuldades e pagando, geralmente, quase o dobro do que pagam os adeptos dos outros – nos vão ver ganhar por todo o Portugal.


5. “SE QUERES A PAZ, PREPARA-TE PARA A GUERRA
Que isto não seja entendido – repito – como defesa ou apologia de uma conflitualidade gratuita.
Mas, apenas, a resposta à afirmação de quem entende que a nossa grandeza – que não deve ser confundida com sobranceria – tem de ser o ponto de partida para não permitirmos que a nossa universalidade possa ser ultrapassada pela parolice bacoca de quem usa e abusa de uma esperteza saloia básica, que a nossa nobreza de carácter e o respeito pelas regras possa ser atropelado pelos que querem ganhar a todo o custo, mesmo que apenas o consigam corrompendo ou … fazendo uso da traquinice rasteira de quem não fez nada mais na vida.
Todos do mesmo lado!
Vamos a isto, Benfica?
….

SE EU FOSSE...
Presidente de um clube que julgava maior do que era, na realidade, estaria bastante preocupado (nervoso?) pelo facto do treinador que havia contratado me ter tirado todo o protagonismo e me ter transferido para um lugar de mero figurante na estrutura do clube, passando a centralizar todo o apoio interno e a ser o principal alvo de crítica de quem está fora…
E ver-me-ia desesperado ao ponto de ter que atacar um Director de Comunicação de um outro clube (bem sei que MAIOR QUE PORTUGAL) para tentar não desaparecer de cena.
Eu bem saberia que todos os livros me aconselhariam a apenas me “pegar” com pessoas que fossem “tão presidentes como eu”, mas, á falta de melhor, não poderia deixar passar esta possibilidade …
Até porque, a próxima sabe-se lá se bem mais perto do que poderia imaginar, se continuar a seguir as pisadas do ano passado, poderá ser para criticar a equipa.
Esperando bem que não seja já no regresso de Moscovo …

SE EU FOSSE ...
Dirigente do terceiro clube desta troika feita de dois grandes clubes e um de mais um outro (MAIOR QUE PORTUGAL) estaria contente por ver quem, em bicos de pés ou passando a mão, repetidamente, pelo cabelo, vai fazendo o jogo de contestação ao Benfica que era pressuposto eles fazerem.
E ficava contente por isso: por ter alguém, que mesmo não seguindo instruções, desempenhava, “fielmente”, as funções que lhe tinham imaginado.
Nem em sonhos se conseguiria tão fiel desempenho … dir-se-ia lá para os lados da Torre …

(Texto publicado no jornal "A Bola")

O que escondes tu, gordo?

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Imaginem que vos contavam a história de um tipo que tinha uma grande paixão por um clube de futebol, teve uma boa educação e boas relações familiares, mas isso nunca o afastou de partilhar o espaço e a paixão no seio das claques do seu clube junto de outros "betos" que já foram do marketing do seu clube, para o marketing de uma recém privatizada empresa que ninguém sabe de onde vêm os investidores e que curiosamente agora patrocina a Taça Jesus.


Na vida profissional, porém, acumulou insucessos e falhanços, com empresas sucessivamente a terem um destino invariável: a falência.


O modo desse tipo ganhar notoriedade, foi a criação de uma fundação que desse dimensão maior à sua sede de protagonismo e ambição de um dia chegar à liderança do seu clube. A "Habilidade" sempre foi um dos seus principais dotes e a colagem dessa sua ambição através dessa fundação que homenageasse um falecido e conhecido "ilustre" do seu clube foi a desculpa certa.


Daí para começar a fazer parte dos círculos mais próximos do poder... foi um tiro. Apresentou-se a eleições com "esquemas de capitais" russos que, sempre que foi chamado a mostrar, procurou evitar e fugir à questão. Isso custou-lhe a primeira eleição, mas o trabalho de bastidores levou-o a segundas eleições já com adversários mais moles e "fora do sistema" que nunca quiseram saber que capitais pouco claros são esses.


O poder chegou e com ele chegou uma primeira fachada de confronto com o rival do norte, rapidamente invertida e direcionada para o rival de Lisboa. Recuperação do Projecto Roquette? Há quem diga que sim, que na aliança com o clube do norte são "garantidas" umas taças e um campeonato a intervalos de dois ou três anos. A história dos aliados não mente e comprova isto mesmo.

O choque com o rival de Lisboa é cada vez mais evidente, talvez porque alguém reagiu na sombra ao ataque frontal ao rival do Norte e colocou na linha o entretanto presidente do seu clube de coração, ou então simplesmente alguém vendeu essa aliança a norte a troco do que embebeda os sócios; títulos pouco regulares,

Pelo caminho, o tal clube do coração que tem uma situação imensamente delicada, passa do peditório a aumentos brutais de vencimentos e investimentos no plantel. Estranho? Só para quem nunca quis saber de onde vem o dinheiro russo, ao qual se juntou o voluntarismo angolano interessado em apagar o rasto do dinheiro de um escândalo financeiro português com raízes em Angola.


Para implementar tudo isto, é montada uma estratégia que não é nova. Duas agências de comunicação para tratar de toda a relação com jornalistas, controlar a informação que sai, e acima de tudo saber primeiro a que circula ou que pode comprometer os adversários. Além disto, muitos voluntários que se comportam como "jihadistas sociais", ou seja, gente "alinhada" com o então presidente ou com pessoas da sua relação directa e que passam o dia nas redes sociais, com especial atenção para o Twitter, Facebook e fóruns e blogs.


Estes "jihadistas sociais" têm a tarefa de "fazer barulho" e ajudar a influenciar a estratégia de comunicação das agências. A ideia é ridicularizar o rival de Lisboa, desvalorizar tudo o que lá é feito e procurar sempre um lado jocoso em tudo para instalar um sentimento de superioridade. Esses "jihadistas sociais" têm também como função exacerbar tudo o que é feito de bom no clube do agora presidente, outrora membro da claque (estruturas de quem mantém grande proximidade).


Estes "jihadistas sociais" criam dezenas de "alias/nicknames" para se passarem por adeptos rivais e para parecerem mais que um adepto do seu próprio clube em sintonia, criando este duplo efeito dos dois lados e exacerbando a guerrilha.


O foco é todo no rival de Lisboa. É certo que isto vai dar um ou dois títulos em 10 anos, mas no saldo... é mais do que existe e qualquer título será o suficiente para esconder o lixo para debaixo do tapete por mais uns anos.


Como qualquer endinheirado sem poder, ninguém "lava dinheiro" a troco de nada... é caso para perguntar, o que escondes tu, gordo?


Qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência, não vão vocês agora ficar mais atentos e andar "à caça" desses "jihadistas sociais" aqui no blog, no Serbenfiquista, no Facebook e no Twitter :)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O futebol português é isto.

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Já era esperado que Bruno de Carvalho reagisse às declarações de João Gabriel. O presidente do Sporting não ía perder a oportunidade de se fazer ouvir, depois de nos últimos dias já haver a ideia de que ele estava subjugado a Jorge Jesus.

Ora, no seguimento do apelo do Benfica by GB , e na parte que me toca, não deixarei de responder  a um índio que por acaso é presidente do Sporting.

Não mudei de pensamento, e continuo a achar que o parceiro natural do Benfica para mudar o futebol português é o Sporting. Achei que BdC era diferente dos presidentes servis ao FCP que passaram pelo clube de Alvalade desde Roquette. E é. Para o bem e para o mal.

Quer Bruno de Carvalho quer João Gabriel teriam feito muito melhor se ficassem calados.

Têm assuntos para resolver legalmente? Força nisso. Mas calem-se publicamente.

Se os sportinguistas e os lagartos gostam da postura de índio de BdC, é um problema lá deles. Se atacarem a instituição Sport Lisboa e Benfica terão a resposta adequada.

No entanto, não contem comigo para defender pessoas que se metem elas próprias em alhadas.

João Gabriel, como já escrevi ontem, ultrapassou as suas competências. E fala do que não deve. É uma espécie de João Malheiro, mas bem falante, de fato e de banho tomado.

Para gestor profissional de comunicação, para quem chegou a servir um presidente da República, João Gabriel parece estar a desaprender. E a arrastar o Benfica para um nível de discussão a que não pertence.

O que (mais) este episódio está a confirmar é que em Portugal não há uma ideia de futebol espectáculo.

Pelo menos com uma série de dirigentes, a guerrilha e o conflito parece ser a chave para a manutenção do poder.

Em vez de promoverem a rivalidade saudável, acicatam os ânimos promovendo a violência verbal, e dessa forma, municiando a violência física entre os adeptos mais básicos de cada clube.

Por isso é que me merece pouca ou nenhuma credibilidade qualquer proposta de centralização de direitos televisivos que venha a surgir no futuro como salvação do futebol português.

Com este tipo de dirigismo, pouco virado para o negócio mas muito virado para o seu umbigo e imagem, a centralização será apenas para consolidar poderes e influências.

A questão de fundo prende-se com as opções recentes de Benfica e Sporting nos corredores do poder do futebol português.

O Benfica preferiu ter o FCP como parceiro estratégico, deixando o Sporting a falar sozinho. Entre um índio e um corrupto? Escolhia um novo caminho. Só nosso.

Só que a falta de visão tem destas coisas e mais uma vez o FCP fez o que mais lhe convinha e agora num ápice a mesa virou e quem ficou a ver navios foi o Benfica e Luis Filipe Vieira.

E nestas guerras de poder se vai mantendo o futebol português. Cheio de patos bravos, chicos espertos, deslumbrados e gestores falhados. Todos a viver à custa da paixão dos adeptos.

Teria sido tão fácil tirar-lhes o pio!

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Vamos ser francos: Bruno de Carvalho não começou a dizer disparates há dois meses. Bruno de Carvalho não começou sequer recentemente a disparar contra tudo e todos.

Essa foi a estratégia do Presidente do Sporting desde o início da sua Presidência, uma vezes com mais razão, outras com menos, mas com o claro propósito de se fazer notado e tirar o Sporting da letargia em que se encontrava.

Se a estratégia do Sporting teve um mérito foi o de trazer o clube de volta à luta pelo poder e pelos poderes do futebol português, numa guerra que abortou inquestionavelmente o plano Benfica – Porto para que essa fosse apenas uma guerra a dois.

Só que Bruno de Carvalho e a sua estratégia bélica do confronto permanente teve dois antagonistas de peso: O primeiro é que o Sporting desportivamente não incomodava ninguém e era fácil menosprezar; E o segundo foi esse mesmo menosprezo, quer dos Presidentes do Porto mas também do Benfica, que raramente lhe responderam e o deixaram quase sempre a falar sozinho.

Os últimos tempos porém, e especialmente os últimos dois meses mostram claramente uma inversão nessa tendência… da parte do Benfica.

Sim, da parte do Benfica! Porque no Porto, daquilo que eu vejo, a estratégia de ignorar permanentemente o Presidente do Sporting e recusar-se a descer ao seu nível mantém-se, resultou, e Bruno de Carvalho teve de se virar para outro lado.

E no Benfica encontrou a estratégia perfeita. Em primeiro lugar roubou-lhe o treinador, para muitos o responsável por grande parte do sucesso desportivo e financeiro dos últimos seis anos;

Por outro, com esse roubo fez o Sporting crescer e os adversários temer que talvez daqui em diante a Guerra dos campeonatos deixe de ser jogada a dois e passe a ser jogada a três;

E em terceiro aproveitou-se desse roubo para encher de raiva a estrutura Benfiquista, que não mais se conseguiu calar nem ignorar as bujardas que vinham de Alvalade e começou a ter de responder à letra, e quanto a mim, muitas vez até, com menos nível do que aquele que criticava no outro lado. As recentes declarações de João Gabriel são um bom exemplo disso.

E aqui pois é que surge o problema. Criou-se um clima de guerra mas...

Do Sporting as bujardas vêm sempre de cima e da primeira linha da Direção. Mal ou bem vêm do Presidente... ou do seu treinador.

Só que o Benfica não se pode dar a esse luxo, porque não tem Presidente talhado para essas batalhas públicas...

E se LFV teve nos últimos seis anos um treinador que adorava o confronto, alguém para quem as conferências de imprensa polémicas eram a sua praia, e que não tinha problema nenhum em andar nestas guerras sem necessidade de guarda-costas nem proteção presidencialista, agora, com Rui Vitória, temos o oposto: um treinador mais civilizado e recatado, que em muitas ocasiões prefere comer e calar para não levantar ondas.

E nesse contexto pois, temos agora um treinador calado, um Presidente que não tem jeito para a exposição pública e é incapaz de debitar um discurso espontâneo que não seja escrito por outros. Meteu-se numa guerra com o Sporting por causa do que foi acima dito, mas essa batalha tem de ser travada por gente do Benfica sem responsabilidade quase nenhuma, que até pode debitar umas larachas bem feitas de quando em vez, mas tiros de cabos rasos que não criam mossa nem aleijam ninguém, e que até dão azo ao gozo alheio (como se viu)

É que a nossa força também se vê aí. E ao Benfica só restam duas posturas:

Ou adota a via diplomática, a de evitar o confronto verbal, e procurar sim responder dentro do campo (aquela que prefiro);

Ou então, se vai à luta verbal, tem de ter o rosto do Presidente, e não os rostos dos Joões gabriéis e dos Pedros Guerras e de todos os rostos pagos da BenficaTV, soldados dispostos a morrer no campo da batalha em nome de um Presidente que nunca mostra a cara, e que dão a estas trocas de palavras um ar rasco, cobarde e impessoal.

No tempo de Vale e Azevedo, no meio de todos os males que havia (e eram muitos), todas as lutas tinham um rosto: o do Presidente. E é assim que eu gosto que seja.

E por isso, eu não entro seguramente nessas guerra assumida contra o “Gordo de Alvalade”, porque assumo claramente que neste momento já sou incapaz de dizer que é na Luz que estão os bons todos e em Alvalade que estão os maus.

Não. Eu poderia dizer que há bons e maus em ambos os lados, mas a cada dia que passa vejo mais maus e menos bons, e também em ambos os lados.

Estes últimos dois meses têm sido um desastre na minha opinião em termos de Politica de Comunicação do Benfica, esta perseguição diária e constante ao antigo treinador só nos fragilizou e mostrou o quanto a saída do ex-técnico nos afetou, mesmo que insistamos em dizer que não...

A história do tribunal é ridícula, não ser capaz de se por o ex-treinador em tribunal sem aproveitar a ocasião para dar entrevistas a jornais e denegrir o homem em público, o homem que afinal até queriam que continuasse!

O mais triste no meio disto tudo, é que todos estes degradantes episódios a que se têm assistido nos últimos meses teriam sido facilmente evitados se tivesse havido da parte de LFV alguma sensibilidade e capacidade de antecipação, e tivesse assumido a tempo e horas que não tinha interesse em renovar com Jorge Jesus, ainda antes deste ser anunciado em Alvalade... Não tínhamos sido apanhados com as calças na mão nem enrolados pelos acontecimentos!

E depois disso só eram precisas mais três coisas:

Silêncio, desprezo e trabalho... E deixar que a oportunidade de ouro da Super Taça tivesse servido para que o azeiteiro perdesse finalmente o pio.

Tudo o resto era desnecessário. E falhámos em toda a linha!

Enquanto isso...

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… os corruptos mantêm-se calados a apreciar o degradante espetáculo lisboeta…

Queres guerra Gordo da Claque? Vais ter guerra...

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O gordo bronco, cuja sintonia com o labrego bronco é anunciada e se percebe bem, declarou guerra ao João Gabriel, mas não sem antes "disparar" da forma habitualmente reles e rasteira que o caracteriza...

Perante isto, não nos resta outra opção senão também nós escolhermos o nosso lado da trincheira e declarar guerra ao "gordo da claque". Não sei se terei a companhia de todos os meus colegas de blog, até porque ainda ha alguns demasiado preocupados com alguns dos que optaram pela outra trincheira e que logo a seguir resolveram atirar pedras.

Porém, acredito que também eles estarão do lado certo desta guerra declarada pelo gordo bronco, é que este tipo de atitudes desta dupla de broncos tem um efeito óptimo de unificação do lado de cá...

Eu não sou de intrigas, mas tenho para mim que o gordo bronco se vai arrepender depressa do que escreveu hoje no Facebook, só não sei se vai ser mais depressa ainda do que se vai fartar do "monstro", que criou ao deixar o labrego com "carta branca"

Queres guerra, gordo? Vamos a isso... E vale "rematar de força"

pelo caminho João Gabriel, que passou de estar à procura de protagonismo para uma vítima das atitudes rasteiras do gordo bronco, saiu-se com esta tirada fantástica que acerta em dois de uma vez: "Há deslumbrados que merecem uma boa luta e há cretinos que são só isso....cretinos", disse o dirigente encarnado.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Rui Vitória: O treinador e o homem - o tipo de entrevistas que gosto

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Fonte: Expresso

Disse numa entrevista que soube que ia para o Benfica quando recebeu um telefonema de Luís Filipe Vieira. Onde estava na altura?
Estava com a minha mulher e com as minhas filhas. Primeiro, pensei: “O que é que se passa aqui?” Mas foi como mera curiosidade, e depois eu e o presidente continuámos a falar. E só a partir daí é que percebi o que estava em causa naquele telefonema.

O que sentiu?
Nada. Foi do género: “Espera lá, que está aqui um convite do Benfica... Se calhar, é a sério.” Às vezes, imaginamos estas coisas.

Acreditou naquilo que lhe estava a acontecer?
Acreditei, porque conheço o Luís Filipe Vieira, e quando ele falou comigo percebi logo que era uma coisa muito séria.

Qual foi a primeira pessoa a quem contou? Depois da sua mulher, obviamente.
Ficámos ali os dois a pensar, porque não queríamos divulgar o que quer que fosse. Só depois é que comecei a falar com os meus dois adjuntos, quando as coisas já estavam fechadas com o Benfica. É que eu sou muito assim, mantenho o segredo. E, se a minha mulher não estivesse ali ao lado na altura do telefonema, nem ela teria sabido.

Fala de futebol com a família?
Não é muito meu hábito. Temos de proteger quem está connosco. O futebol é um mundo à parte, e quem está de fora não percebe que o treinador e o jogador sentem e fazem coisas diferentes dos outros, com algumas regras que diferem. Por isso, gosto muito de me reservar.

Em sua casa há muitas coisas relacionadas com futebol?
Não... Tenho três filhas, e Deus queira que nenhuma delas vá para o futebol feminino.

Está-me a querer dizer que o futebol não lhe entra em casa?
É assim... Uma das minhas filhas anda muito preocupada com quem entra e sai do Benfica. Ela não sabe bem quem é quem, mas pergunta: “Então mas este sai daqui ou quê?” Mas tento que a minha vida pessoal fique bem separada da profissional.

Toda a gente sabe que é benfiquista, mas passava-lhe pela cabeça um dia treinar o Benfica?
Sempre quis subir na vida, na carreira, mas nunca vi as coisas dessa forma. As coisas foram conquistadas ano a ano, mas nunca vivi de muitas ilusões. Sou muito pragmático. Cada obstáculo que aparecesse, teria de ultrapassá-lo, estabelecendo novos objetivos. Mas é óbvio que cheguei a uma altura em que pensei estar pronto para dar o salto para um clube de outras dimensões, e o Benfica é a cereja no topo do bolo. Já cá tinha estado [como treinador de juniores].

Nasceu e viveu onde?
Nasci em Alverca e vivi em Alverca durante muitos anos e só mais tarde é que me mudei para a Póvoa de Santa Iria e depois para Paços de Ferreira e Guimarães. A minha infância, juventude e o meu primeiro casamento — aconteceu tudo em Alverca. Fiz lá a escola, joguei lá muitos anos, é a minha terra. Tenho lá as minhas raízes, a minha família, os meus amigos. Tive uma infância boa, fui bom aluno até ao 12º ano, sem nunca ter chumbado e com boas notas. Só que no 12º ano, tinha eu 17 anos — estava a treinar nos juniores e a jogar nos seniores do Alverca —, decidi armar-me em futebolista: “Se não fizer este ano, e tal, também não faz mal, porque tenho 17 anos.” O que aconteceu? Chumbei. É o que dá armar-me em jogador de futebol [risos], armar-me em bom.

E os seus pais?
Não reagiram mal, até porque eu nunca dei trabalho, ao contrário do meu irmão, mais velho, que era bem pior do que eu. Ele hoje é uma joia de pessoa, talvez bem melhor do que eu, mas quando era miúdo... era reguila... Temos seis anos de diferença, mas ouço cada história de bradar aos céus. O meu pai, de vez em quando, chegava-lhe a roupa ao pelo. A mim, não. Quer dizer... Uma vez, sim, aconteceu uma vez.

Porquê?
Porque eu e o meu irmão andávamos à zaragata na rua e à hora de jantar estávamos a jogar futebol na rua. Lembro-me perfeitamente: o meu pai estava a chegar do trabalho, perto das oito da noite, hora sagrada para o jantar, e eu e o meu irmão estávamos ali sentados à entrada. Disse a minha mãe: “Eles hoje só andaram a fazer asneiras.” O meu pai deu uma chapada a cada um e ficou resolvido o assunto.

O que fazia o seu pai?
Era soldador, e a minha mãe era escriturária. O meu gosto pelo futebol vem do meu pai, que tinha sido guarda-redes do Alverca nos tempos antigos, e eu, desde miúdo, habituei-me a acompanhá-lo em tudo o que era bola. Lembro-me de, ao fim de semana, ir com ele ao Alverca. Começávamos de manhãzinha, voltávamos à hora de almoço a casa, e às três da tarde regressávamos. Víamos os escalões todos. Conhecia as equipas todas, juniores, seniores; e aos 9, 10 anos, quis jogar futebol e fiquei para sempre ligado a isto.

Jogava como médio?
Sim.

E o seu irmão também jogava?
Jogava pelas alas, mas, também... Quer dizer, o jeitinho dele não era muito. Lembro-me de ele chegar a casa um dia e dizer que podia ter sido um grande jogador mas que o pai lhe tinha cortado as pernas... Pois, está bem [risos]. “Ai a culpa é do pai? Está bem, está.”

E o Rui?
Eu tinha jeito, mas o jogador Rui Vitória nunca jogaria com o treinador Rui Vitória. Porquê? Porque hoje exijo coisas aos meus jogadores que eu, quando era futebolista, não cumpria. Estava a tirar o meu curso de Educação Física e havia muito aquele conceito de “primeiro os estudos, depois o futebol”. Cheguei a jogar na segunda divisão, o que não é mau. Tinha boa capacidade de leitura e gostava de organizar o jogo e até rematava bem, mas faltava-me convicção.

Era calão, não corria...
Pois. Correr, trabalhar... Eu era mais do estilo: “Passem-me a bola que eu resolvo.”

Tinha ídolos?
Rui Costa, Zidane, Platini, João Alves, basicamente todos os que eram médios centro.

Ia ver jogos à Luz?
Sim, com o meu pai, quando a vida deixava, porque naquela altura não dava para grandes aventuras. Mas lembro-me de um 5-0 ao Sporting, na Luz, em que ao intervalo o Benfica já estava com 5-0! Era o tempo do Jordão, do Laranjeira, do Botelho... Eu vivia aquilo com ansiedade como adepto. Os 40 minutos à Benfica, não era? Ou seriam os 15 minutos?

Perdeu os seus pais cedo, em 2002...
[silêncio] Foi num sábado à tarde. Estava a beber um café com uns amigos na Póvoa [de Santa Iria] e recebi um telefonema. Disseram-me que tinha acontecido uma coisa grave, e eu pus-me a caminho de Alverca, e foi só então que percebi o drama — os meus pais tinham morrido num acidente de carro. Eram três e pouco da tarde. Morreram os meus pais e os pais do meu melhor amigo [Paulo Xavier], que é padrinho da minha filha e que tem um filho do qual sou padrinho. Também jogou futebol, no Benfica. Ninguém nos prepara para isto. E ganha-se uma espécie de carapaça, nada nos pode atingir. Lembro-me de que enfrentei aquilo de peito aberto. Já era casado, tinha uma filha pequenina e tive coragem. Hoje, vejo que tive de ser forte e arranjei defesas. Fui eu que levei os meus pais para a cova, acompanhei-os até ao fim, no caixão. A partir daí, todos os problemas que enfrento são relativizados. Quando tenho de tomar decisões, lá tocam o Tico e o Teco na cabeça, que me dizem: “Olha lá, já tiveste de sofrer tanto, estás com medo do quê?” Aquilo mudou a forma como eu pensava. Tinha 32 anos.

Quando seguiu para Edução Física, queria ser professor ou treinador?
Eu queria ser treinador e queria que isso acontecesse cedo na minha vida. Mas tirei o meu curso, com 24 ou 25 anos, enquanto jogava, e recordo-me de o meu treinador perguntar-me coisas do género: “Então isto é assim ou assado?” Aos 32 anos, deixei de jogar e comecei a treinar.

Foi uma mudança súbita?
Os meus pais morreram no dia 21 de setembro, e no dia seguinte já não joguei pelo Alcochetense. No domingo seguinte tive dois convites para treinar: um do Alcochetense e outro do Vilafranquense. Numa semana, a minha vida mudou completamente. Na segunda-feira à noite faço o último treino como jogador, no Alcochetense, na terceira divisão, e na terça-feira de manhã faço o meu primeiro treino como técnico, no Vilafranquense, na segunda. Imagino o que terá passado pela cabeça dos tipos do Vilafranquense quando me viram a treiná-los — eu que, há dias, era médio num clube de uma divisão inferior. E já tinha sido capitão de equipa do Vilafranquense [risos].

E os presidentes dos clubes não levantaram problemas?
Levantaram... No domingo à noite recebi dois telefonemas: um para treinar em Alcochete, outro para treinar em Vila Franca. Quem me contactou primeiro foi o Vilafranquense, às nove da noite; 30 minutos depois liga-me o Alcochetense. Eu decidi-me pelo Vilafranquense porque me ligou primeiro, porque fora jogador lá durante anos e porque... estava na segunda divisão. Tive de marcar a minha posição, fiz finca-pé.

E como foi a primeira experiência a treinar?
Foi um estágio para o que ia apanhar na vida [risos]. Em dois anos, somámos nove meses de salários em atraso, quatro ou cinco na primeira época, quatro ou cinco na segunda. A malta ganhava pouquíssimo, eu levava mil euros (tinha a sorte de também ser professor), mas havia quem não pudesse ir treinar porque não tinha dinheiro para o gasóleo ou porque tinha contas para pagar. Eu, como jogador, nunca tivera um salário em atraso, nem no Vilafranquense. Isto obrigou-me a puxar pela cabeça constantemente, porque tinha de estar do lado da direção um dia e do lado dos jogadores no outro. Tudo com muitas pinças. Mas nós corríamos e trabalhávamos muito e marcámos 140 golos, acho, no primeiro ano; no segundo, houve uma redução orçamental drástica — está visto que estou fadado para isto, para projetos difíceis [no Vitória de Guimarães, Rui Vitória teve de lidar com salários em atraso]. Acabado esse ano apareceram-me duas ou três oportunidades para treinar na segunda divisão, na região de Lisboa. E, então, o Benfica convidou-me para ir para os juniores, mas eu não queria ser rotulado como treinador de jovens. Repensei. “Às tantas, isto é importante para a tua carreira, para perceberes os jovens e conheceres a realidade de um clube grande.” Cumpri dois anos, e no primeiro deles estivemos a 15 minutos de sermos campeões, num jogo contra o Sporting de Paulo Bento, em que houve umas decisões de arbitragem de que, enfim, não vale a pena falar agora. No ano seguinte, as coisas não correram tão bem, e eu decidi — e o Benfica também — que era altura de partir. Sem clube em vista.

Não foi arriscado?
Foi, sim, mas felizmente, na semana seguinte, recebi um convite do Fátima. Foi uma coisa de dias, e levei o Arnaldo [Teixeira, o adjunto] comigo pela primeira vez. Achei que ele tinha o perfil ideal para ser o meu braço-direito, porque já o conhecia da escola onde dava aulas. Cheguei ao Fátima, que fora segundo classificado na II B com o Paulo Torres, e pensei: “Eh, pá, estes agora querem que eu seja primeiro...”

Houve redução orçamental?
[risos] Houve, claro. É a minha sina. Mas fomos campeões e subimos de divisão, à II Liga. É um percurso de quatro anos que fica marcado por aquela eliminatória com o FC Porto, na Taça da Liga, que passámos. E perdemos com o Sporting por causa dos golos marcados fora. Tenho cá para mim que, se tivéssemos passado, a Taça da Liga tinha acabado naquele ano [risos], sem Benfica, FC Porto e Sporting. Foi nessa altura que me armei um bocadinho em treinador, e explico porquê: pedimos umas credenciais para espiar o FC Porto num jogo internacional; um ficou com o processo ofensivo, outro com o defensivo, e eu com o plano geral, armado em catedrático da coisa... Mas acabámos por eliminar o FC Porto com base nos apontamentos que tirámos.

O seu telefone tocou depois disso?
Aquilo criou curiosidade às pessoas, e dei algumas entrevistas, porque teve impacto. Eliminando o FC Porto e batendo o pé ao Sporting, tornei-me conhecido.

No Fátima, o presidente era o padre António Pereira...
Isso é giríssimo, não é?

Confessou-se com ele?
Não, não, nunca. Sou católico, mas não pratico. Mas lembro-me de que ele tinha este discurso: “O que é preciso é que ninguém se aleije, que haja saúde.” Estávamos ali nós, naquela de ir para o jogo, com o discurso agressivo, e vinha o padre e dizia aquilo [risos].

E é supersticioso?
Sou e não sou. Tenho rituais de conforto.

Tais como?
Eu sei lá [silêncio]. Olhe, entrar com o pé direito, usar a mesma roupa da semana passada, em que ganhei. Mas recordo-me daquela eliminatória com o FC Porto para a Taça da Liga em que disse para o meu adjunto: “Arnaldo, quando formos para os penáltis, viro-me de costas para o campo. Já sei que, se ganharmos, isto vai ser notícia.” E correu bem. A partir daí, passei a pôr-me de costas para o relvado nos penáltis. São pancadas que nós temos.

De Fátima foi para o Paços, onde chegou à final da Taça da Liga, e do Paços seguiu para Guimarães. E, no primeiro treino, os adeptos invadem-lhe o campo...
Vou dizer-lhe isto do fundo do coração. Quando vi a invasão, pensei: “Era mesmo disto que eu precisava. Estou num clube grande.” Depois do treino, tinha o telemóvel cheio de mensagens e chamadas, com as pessoas preocupadas com aquilo, pensavam que eu tinha levado uma trepa. Mas foi estranho, porque eu ia atrás dos jogadores, no túnel, para o treino, e ouço alguns deles: “Ó mister, já estão ali a bater no Faouzi [futebolista].” Estava eu a querer entrar no campo e eles a voltarem para trás, porque andava tudo engalfinhado, adeptos com futebolistas. A partir daí, os treinos foram sempre à porta fechada. Eu ouvia muitas histórias de antigos treinadores que foram apertados em Guimarães e pensava: “Isto vai tocar-me um dia.” No primeiro ano, lá está, dá-se o colapso financeiro e aparecem os salários atrasados.

Ainda assim, ganhou a Taça de Portugal ao Benfica de Jorge Jesus...
Foi um percurso difícil, mas fomos criando uma secção chamada “Secção Taça de Portugal”. Utilizávamos as mesmas metodologias e a mesma música sempre que jogávamos as eliminatórias da Taça de Portugal, que fomos passando. Eu sinto que conseguimos ganhar aquilo no dia em que eliminámos o Sporting de Braga, na meia-final, estávamos nós completamente a cair para o lado, esgotados. E chegámos ao Jamor com cinco meses de salários em atraso — os jogadores, aliás, tinham seis meses de salários em atraso.

O Benfica tinha perdido o campeonato e a Liga Europa...
Nas semanas que antecederam a final havia as duas correntes do costume: se o Benfica ganhasse o campeonato e a Liga Europa, ia relaxar no Jamor, e isso seria bom para nós; se o Benfica perdesse tudo, iria querer vingar-se no Jamor, e isso seria mau para nós. Eu preferia que o Benfica fosse derrotado, porque não acredito muito na história das vinganças; acho que uma equipa grande fica sempre mais frágil se perder grandes competições, ainda por cima consecutivas. O que eu transmiti aos meus jogadores foi isto: “Ou matamos ou morremos.” Tinha de aproveitar a fragilidade emocional e física do Benfica. “Vamos entrar com tudo.” Fiz um powerpoint com seis cenários, e num deles abordámos a derrota. Fui o mais transparente possível, porque sofrer um golo do Benfica é normal. E isso aconteceu, num ressalto do Gaitán. E pensámos: “Eh, pá, o Benfica podia ter feito um golinho de jeito, mas, assim, com a bola a bater no pé do Gaitán... Parece que nos querem mandar mais para baixo.” [risos] Ao intervalo, senti os jogadores perdidos. Disse-lhes: “Isto está dentro dos planos. Vocês sofreram um golo e não se desuniram. Continuem da mesma forma, que o Benfica pode fraquejar fisicamente.” Fomos felizes.

Um treinador tem de acreditar sempre no que diz ou está a ser um ator perante os jogadores?
Às vezes, temos de fingir.

Escreveu um livro baseado na “Arte da Guerra”. Leu-o quando?
Fui lendo durante a minha vida. Recebi um convite de uma editora e fiz um transfer do Sun Tzu para o futebol.

Já se sabe que toca bateria, mas quem é que o ensinou?
Comecei a brincar sozinho. Era miúdo, na casa dos meus pais, e as portas faziam um barulho engraçado quando eu batia nelas. E lá vinha a minha mãe: “Para com isso!” Mas eu sempre tive esse ritmo [bate com os dedos no tampo da mesa]. Aos 10, 11 anos, fui aprender bateria com o baterista dos Ferro & Fogo, o Seixas, que tinha uma grande barba e trabalhava em oficinas. Durante uns meses, fiquei ali ao lado dele; depois, deixei-me daquilo, mas sempre que via uma bateria em qualquer lado, mesmo nos estágios, havia uma coisinha dentro de mim, só que eu nunca me chegava à frente, porque era envergonhado. Recentemente, comprei uma bateria elétrica e pus-me a praticar em casa. Em Guimarães, estava sozinho [sem a mulher] e punha os auscultadores. Dava umas pauladas e não chateava ninguém.

Mas tem bandas preferidas?
Não.

E já tocou para os seus jogadores?
Já, claro. Nas festas de Natal do Vitória de Guimarães, eu tocava bateria, o Neno cantava, e um dos vice-presidentes tocava viola. Ensaiávamos duas ou três músicas e pronto. Os jogadores, na primeira vez que me viram, andaram para lá a dizer: “Então, o que é isto? O homem não está bom da cabeça!”

É um bom garfo?
Sou, sim [mexe na barriga]. Ui, como de tudo, menos, talvez, peixe frito. Gosto de cabidela, por exemplo, e lá em cima, em Guimarães, comia muito. Gosto mais de carne do que de peixe, mas costumo dizer que sou um pouco como os peixes: se me derem muito, como muito; se me derem pouco, como pouco. A minha mãe sempre me ensinou que não se deixa nada no prato!

Cerveja ou vinho?
Vinho.

É vaidoso?
Quanto baste. Não gosto que olhem para mim e pensem que estou desmazelado.

E vive 24 horas para o futebol?
Essa história de viver 24 horas para o futebol... Eu trabalho muito para o futebol, mas sei que serei melhor treinador se souber o que se passa no mundo, fora do futebol. Os clubes estão diferentes, os jogadores estão diferentes, este é um desporto globalizado. A hora e meia de treino talvez seja o menos importante. Temos de saber lidar com os jogadores, administração, o projeto do clube, o planeamento da época, etc.

O que é mais importante? O lado técnico-tático da coisa ou o lado psicológico e emocional?
Antes de mais, um jogador é um ser humano. Se conseguir entrar dentro do ser humano, consigo chegar ao jogador; se quiser começar pelo jogador, talvez não consiga chegar ao ser humano e poderei ter problemas. Os futebolistas são bem pagos, OK, mas têm pais que têm problemas, filhos que têm problemas, mulheres, namoradas... Tudo isto tem importância no rendimento deles. Não tenho de andar a coscuvilhar, mas tenho de conhecer o homem; às vezes, damos um abraço; outras, uma marretada nas costas [risos].

Tem alguma coisa a provar aos adeptos do Benfica, depois de seis anos de Jesus?
Nunca gostei de ouvir jogadores e treinadores que dizem não terem nada a provar. Isso, para mim, é sinal de comodismo. Eu tenho sempre de provar alguma coisa, há sempre alguma coisa que podemos mostrar. O passado é história.

A imagem do treinador importa?
Sim. Temos quatro áreas de intervenção. Uma é a nação benfiquista; outra são os acionistas e a administração; a terceira são os recursos humanos aqui dentro; e, por fim, há a área envolvente, saber em que tipo de clube estou, o que me pedem e o que posso dar. Tenho de estar por dentro de tudo, do lado financeiro, comunicacional, etc.

Sente-se mais do que um treinador?
Não sei se sou, mas gosto de pensar que sim.

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