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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

28 de Fevereiro de 2014.

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Passam hoje 110 anos desde a fundação do Sport Lisboa, hoje conhecido internacionalmente como Benfica.

A história do clube, desde o dia 1, fez-se sempre de um acreditar profundo na honestidade e no trabalho e com compromissos profundos com estes valores por parte de todos os que vinham servir o Benfica.

Tivemos tempos gloriosos, outros menos bons, mas a matriz do clube nunca mudou: entramos para ganhar em tudo em que participamos.

A história recente do clube tem sido mais complicada.

Sempre tivemos adversários com uma rivalidade mais ou menos vincada, mas os últimos 30 anos viram chegar ao futebol em Portugal uma inveja e ódio profundos ao Benfica, à sua matriz popular e ao seu sucesso sem paralelo em Portugal lá fora.

No entanto, discordo de quem diz que o problema do Benfica dos últimos 20 anos tem sido o FCP ou o sistema.
O problema do Benfica tem sido mesmo os tiros nos pés dados por si mesmo.

Como o sucesso da BenficaTV tem demonstrado, o problema do Benfica nunca foi falta de apoio dos adeptos. A qualquer lado que o clube se desloque tem sempre a sua massa associativa bem perto.

O problema do Benfica tem sido o alimentar da paixão pelo clube com aquilo que é o verdadeiro combustível de tudo: as vitórias, o sucesso, os títulos.

O clube demorou a largar aquele hábito dos mecenas, das injecções de dinheiro por parte de benfiquistas que davam o que tinham para que o clube fosse mais além. Demorou a modernizar-se.
Dentro tantos que contribuiram para a construção do estádio antigo ou para outros momentos marcantes da vida do clube, destaco aquele que de mais perto acompanhei: Jorge de Brito.
A sua paixão pelo clube era enorme. Enquanto lhe foi possível, deu tudo ao Benfica.

Depois dele, vieram os presidentes que não foram os homens certos para o que o Benfica precisava.

Damásio ficará sempre lembrado como um capacho de Pinto da Costa, que até para a Liga de Clubes apoiou, e que permitiu que se destruísse um plantel forte, campeão nacional.
Recebe um clube com umas finanças debilitadas, mas desbaratou o plantel, estoirou o dinheiro em jogadores sem valor e deixou o clube na miséria.

Vale e Azevedo teve 2 iniciativas muito positivas: colocar em causa o monopólio da Olivedesportos e terminar com a pouca-vergonha que era termos 25 mil pessoas no estádio e apenas 4 ou 5 mil teram pago bilhete. Despachar os porteiros e colocar uma empresa de segurança foi iniciativa sua.

Mas nada disso apaga tudo o resto pelo qual já foi condenado. E o facto de que fora do futebol, era já alguém pouco recomendável.

A seguir veio o actual presidente, Luis Filipe Vieira.

Tem vários méritos: é a sua direcção que finalmente moderniza o clube, adaptando-o aos tempos modernos.
De facto, o Benfica hoje é um clube que está na linha da frente na comercialização da sua marca, da sua imagem e sem dúvida que a BenficaTV com os jogos do Benfica é uma das jóias dessa coroa de mérito da direcção de Luis Filipe Vieira.

O novo estádio com o naming das bancadas foi algo também inovador em Portugal.

Temos também um centro de estágio que é algo de que Vieira se deve orgulhar. Embora o projecto tenha nascido com Vale e Azevedo, foi Vieira que ultrapassou os problemas legais e que o construiu.

Mas nem tudo são rosas com Vieira.

O endividamento do Benfica está em níveis preocupantes. Alguém disse recentemente que 'os passivos não são para ser pagos mas sim renegociados'. Então não sei o que andamos a fazer com os nossos impostos à Troika.

Vieira recebeu um passivo de 86 milhões e neste momento está nos 500 milhões.
Há obra feita como o estádio ou o centro de estágio, mas nada disso justifica estes valores.
As vendas de jogadores estão no máximo que alguma vez fizemos, mas mesmo assim a dívida não diminui. Aumenta.

Temos um plantel forte a nível nacional, mas com falta de provas dadas lá fora para que justifique os salários pagos ao plantel e ao treinador actual. Basta olhar para a performance na Champions nos últimos 4 anos.

Hoje, que passam 110 anos da fundação do Sport Lisboa, o que falta ao Benfica?

O que, na minha opinião, falta neste momento ao Benfica presidido por Vieira é a paixão.
Os benfiquistas estão divididos entre o apoio incondicional a tudo o que Vieira faça e os que embora lhe vejam alguns méritos não lhe reconhecem o mesmo benfiquismo de paixão.

O envolvimento de Vieira com Pinto da Costa, o apoio a figuras do sistema como Fernando Gomes, as amizades acima do Benfica com António Salvador ou Joaquim Oliveira que são serviçais do sistema, o ter sido sócio do FCP durante quase meio século, de ter sido homem de confiança de Pinto da Costa, de ter sido visita frequente da tribuna das Antas enquanto o Benfica era enxovalhado, não o tornam numa figura simpática para muitos, nos quais eu me incluo.

Não consigo olhar para Vieira e encará-lo como um dos nossos. É inconcebível para mim que um benfiquista se misture com aquela gente corrupta e odiosa.

Não ponho em causa que o verdadeiro clube de que goste seja o Benfica. Mas duvido que face a relações pessoais coloque o Benfica em primeiro lugar.

Esse parece-me o principal problema que muitos benfiquistas como eu vislumbram em Vieira. E porque ele não faz qualquer esforço em unir os benfiquistas, ainda vinca mais essa opinião. 
Quantas vezes Vieira já compareceu junto de um grupo anónimo de benfiquistas? 
Quantas vezes saiu do seu gabinete e foi à entrada de segurança cumprimentar e enfrentar os sócios? 
Quantas vezes discursa fora do ambiente controlado das Casas?

Eu acho que a Vieira falta a mesma paixão pelo clube que tenho desde que o meu tio me deu a conhecer o Benfica, ainda eu estava no berço. Acho inconcebível ser sócio do FCP ou amigo de um corrupto. Acho inconcebível ser benfiquista e ter relações comerciais com o FCP, esteja onde estiver.

Vieira tem até ao fim da temporada para mostrar que os benfiquistas não devem continuar a sonhar com tempos gloriosos. Que de facto eles finalmente estão aí para ficar.
Acima de tudo, Vieira tem que comprovar com actos de que a sua paixão pelo Benfica está acima de tudo o resto. Senão o estádio continuará por encher e a glória de outrora continuará por vir.

Mário Coluna e Eusébio não se colocavam acima do Benfica. Para eles o Benfica era uma entidade superior, completamente acima deles. É o que falta a Vieira e até mesmo a Jorge Jesus.
E enquanto assim for, os adeptos continuarão longe, comparecendo apenas em massa em alturas excepcionais.

A gloriosa história do Benfica não morreu com eles

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Um ano difícil no 110º aniversário, com o desaparecimento de dois dos maiores símbolos da nossa história, que lembram a todos da forma mais cruel, o quanto esse passado glorioso do grande Sport Lisboa e Benfica, é uma memória cada vez mais longínqua. 

O que fica pois, do legado de Eusébio e Coluna é o exemplo para os heróis de hoje, para que nunca esqueçam a grandeza mítica da camisola que envergam. 

 Lembrar o passado sim, mas focar-nos no presente. Ganhar ontem, hoje e amanhã. 

 A gloriosa história do Benfica não morreu com eles.
 

Olha olha... Quem domina a convocatória?

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Eis a lista completa de convocados da selecção Sub21 para a próxima partida de qualificação para o Campeonato da Europa República Checa 2015: 

Guarda-redes: Bruno Varela (Benfica), Daniel Fernandes (VFL Osnabruck) e José Sá (Marítimo);

Defesas: João Amorim (Vitória SC de Guimarães), Luís Martins (Gil Vicente FC), Miguel Rodrigues (CD Nacional), Raphael Guerreiro (FC Lorient), Paulo Oliveira (Vitória SC de Guimarães) e Rúben Vezo (Valencia CF); 

Médios: André Gomes (Benfica), Tó Zé (FC Porto), Bernardo Silva (Benfica), João Mário (Vitória FC de Setúbal), Luís Gustavo (Rio Ave FC), Marcos Lopes (Manchester City), Ricardo Horta (Vitória FC de Setúbal), Rúben Pinto (Benfica) e Sérgio Oliveira (FC Paços de Ferreira); 

Avançados: Tó Mané (Vitória SC de Guimarães), Mané (Sporting), Gonçalo Paciência (FC Porto), Ricardo Pereira (FC Porto) e Ricardo Esgaio (Sporting). 

A Selecção Sub21 tem nada mais nada menos que quatro atletas do SLBenfica (e mesmo assim ainda perdeu um que foi para os AA - Ivan Cavaleiro) e sem contar com o Luis Martins que ainda mantém ligação ao SLBenfica...

O SLBenfica é, precisamente, o clube que mais atletas tem nesta convocatória. Deve ser da fraca qualidade dos jovens jogadores do SLBenfica...

Parabéns Ivan

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O "nosso menino" estreia-se numa convocatória para a selecção A de Portugal. Parabéns Ivan...

Muito merecida a chamada de Ruben Amorim que mostra cada vez mais também ter uma palavra a dizer na substituição de Matic.

Bom trabalho, rapazes. Há que agradecer também ao mister...

O que aí vem agora na Champions dos pequeninos.

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AZ Alkmaar - FC Anji Makhachkala
PFC Ludogorets Razgrad v Valencia CF
FC Porto - SSC Napoli
Olympique Lyonnais - FC Viktoria Plzeň
Sevilla FC - Real Betis Balompié
Tottenham Hotspur FC - SL Benfica
FC Basel 1893 - FC Salzburg
Juventus - ACF Fiorentina

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A antiga equipa do grande Gary Lineker é o próximo adversário do Benfica no caminho para Turim.
É uma equipa mais forte desde que AVB saiu de lá, mas está longe de ser um tubarão da Europa. Não deixará de ser um adversário difícil.

Do jogo de ontem, fica a ideia de que era inevitável a passagem, embora a primeira parte do Benfica tenha sido menos conseguida, apesar de oportunidades claras, e dando algumas abébias ao PAOK. 

O Artur foi a tremideira que antevi e que comprovou logo no início com um quase pato incrível. Tomara eu que o Artur correspondesse, mas o que se prova cada vez que ele ocupa a baliza é que transmite uma grande insegurança e isso pode prejudicar a prestação do resto da defesa. Não há razão para um Oblak em forma partilhar a baliza com um Artur claramente em baixo.

Gaitan esta temporada tem sido muito constante e parece mais maduro. O seu potencial merece um Gaitan amadurecido que lhe permita abrir o livro como foi naquele livre notável.

O jogo, na minha opinião, só abriu quando o Katsouranis foi(correctamente) expulso. O PAOK, equipa com poucos argumentos, ficou aí com a sentença lida.
Lima de penalty(viste Cardozo?) e Markovic pé quente também assinam golos nesta noite que acabou muito tranquila.

Jorge Jesus esteve bem na forma como olhou para o jogo na segunda parte. Também passou pelas suas opções a chave do jogo. Muito bem.

Já a ideia de que o resto da competição da Europa League é 'uma autêntica Champions' só mesmo na cabeça de Jorge Jesus. 

Cada jogo deve ser encarado como uma final e será por aí que passará parte do segredo do sucesso.

E já agora: 
Caro Jorge Jesus, todos sabem que a minha simpatia por si, treinador, é nenhuma. 
Se está à espera de estar a levar 3-0 em qualquer lado e que eu adepto ainda lhe bata palmas e dê vivas às equipa, pode esperar sentado. É que no Sport Lisboa e Benfica a única ambição é vencer, é ganhar.
Essa coisa de ficar satisfeito com feitos menores ou encaixar derrotas com aplausos é para outros clubes.

O senhor está no maior clube português, no clube de futebol com mais sócios no mundo, que lhe paga um vencimento que o coloca entre os 11 treinadores mais bem pagos do mundo, com um investimento gigantesco no plantel nos últimos 5 anos. Por isso peço-lhe que fale menos e tenha um discurso mais adequado com estas circunstâncias, embora reconheça que esta temporada está mais moderado.

Leve lá a equipa às decisões todas que o povo benfiquista nunca regateará o apoio que a equipa merecer.   

Quando me preparo para o elevar... ele rebaixa-se!

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Na minha cabeça já estava a "carburar" um tópico para elogiar a mestria com que Jesus aparenta ter aprendido a lição com os desaires das ultimas temporadas. O SLBenfica chega aos momentos de decisão a jogar um futebol em função dos objectivos e não apesar dos objectivos... Não tenho qualquer dúvida que vamos ser campeões e veremos até onde conseguimos ir nesta Liga Europa, mas este Benfica consolidado de Jesus deixa-me carregado de esperança.

Mas Jorge Jesus não resiste!

Não resistiu àquela palhaçada, em jeito de recado aos adeptos do Benfica, de dizer que os adeptos do PAOK são um orgulho de ver para os adeptos de futebol porque aplaudem a equipa a vencer, mas na Grécia a perderem 1-0 e hoje na Luz a perderem 3-0 continuavam a apoiar...

... Bom, nem vou tecer comentários sobre eventuais comparações entre o PAOK e o Benfica. A isso responde José Mourinho -  ainda bem cedo na carreira dele:



Prefiro falar apenas da brilhante conclusão do Jorjuz: "Isto é que é sentimento e paixão por um clube". Concordo em absoluto, é a paixão por um clube que nunca ganhou nada, nunca chegou a lado nenhum e que é quase uma vitória perder 1-0 com o Benfica, o tal onde Mourinho diz que a exigência não é a mesma que no PAOK.

Não sei se o Jorge Jesus sabe, mas o melhor que o PAOK fez na vida foi vencer dois campeonatos gregos, um em 76 e outro há quase trinta anos (1985).

Se eu fosse adepto do Belenenses da Grécia, "apenas" ir à Liga Europa e poder visitar um estádio de um clube emblemático como a Luz também seria motivo de festa...

Mas não! Eu felizmente não sou adepto do Belenenses da Grécia... SOU SÓCIO DO SPORT LISBOA E BENFICA, Bi-Campeão Europeu e 32 vezes vencedor do campeonato nacional de Portugal, vencedor de 24 taças de Portugal... etc.

Para mim estar a perder 1-0, ou 1/2 a zero não é opção... Aliás, duvido que os adeptos do PAOK festejassem assim se pagassem 4M€/ano ao Huub Stevens e tivessem jogadores a ganhar 2, 3M€/ano...

No dia que Jesus quiser fazer comparações, comparem os melhores adeptos do Mundo aos dos clubes com história como o SLBenfica. Quer falar de adeptos e de possíveis modelos a "aprender" onde as vitórias, mesmo com uma história imensa, nunca aparecem à frente do Clube...? Então:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Venham os ingleses!!!

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O que vos pareceu o jogo? Os ingleses serão um adversário difícil?

Situações entre portistas.

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"A determinado momento do Conselho de Presidentes que se realizou na passada 3.ª feira, Antero Henrique levantou-se e começou também ele a falar, mas logo António Fiúsa tomou a palavra para informar o CEO do FC Porto – que acompanhou, como sempre Pinto da Costa – que só os presidentes de clubes tinham direito a fazer intervenções, pois estava a decorrer um Conselho de Presidentes no qual apenas estes, segundo o respetivo regulamento, podem intervir.


Posto o que Antero Henrique, respeitosamente, acatou a “ordem” do sócio portista Fiúsa." - Record.

Sport Lisboa e Benfica - PAOK

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Lista de convocados:
Guarda-redes – Artur Moraes e Paulo Lopes;
Defesas – Maxi Pereira, Luisão, Garay, Siqueira, Steven Vitória e Sílvio;
Médios – Djuricic, Salvio, Fejsa, André Gomes, Ruben Amorim e Nico Gaitán;
Avançados – Cardozo, Markovic, Lima e Rodrigo.

O Oblak de fora não é surpreendente. Apenas demonstrativo de que só está na baliza no campeonato porque não tem dado hipótese e porque a defesa com ele está muito mais tranquila. Bastava ter levado mais uns golinhos e Artur já estaria de volta, concerteza. O mestre odeia estar errado!!

Isto revela que Jorge Jesus confunde o principal objectivo da rotação. Essa situação deve proporcionar aos melhores jogadores e em melhor forma descanso em jogos menos exigentes. Ora aqui está em causa a passagem de eliminatória numa competição europeia. Mexemos na defesa que tão boa conta tem dado de si nos últimos jogos...porquê? Por capricho de Jorge Jesus.

Surpreende-me também não ver Jardel na convocatória. Segundo muitos entendidos que nos honraram com os seus comentários Jardel estava dado como apto para jogar pelos médicos. Ora se pode jogar de testa aberta com um corte profundo, agora que está suturado e tratado já não pode? 
Espera lá! Não tínhamos substituições para fazer! Ou tínhamos? 
Espera lá, o Jorge Jesus não podia fazer logo uma substituição de início e estragar a estratégia! Central por central dá cabo de tudo, bem sabemos. E realmente...foram só 18 pontos. 

Duvido é que os entendidos saibam o que ter 18 pontos ou mais na cabeça. Ou ter um ferimento desses. Eu sei, e por isso digo-vos que o Jardel não tinha condições para ficar em campo. Permitir isso foi um risco demasiado grande. E sem necessidade nenhuma. 

Mas como o seguidismo de alguns não lhes permite olhar para o jogo sem pensarem que estão a ver um filme e que tudo 'vai sempre acabar bem', depois esquecem que quem está em campo são homens de carne e osso. Não 'robots' a quem se diz 'joga até caíres para o lado', tipo Júlio César.

Espero um bom jogo do Benfica, a passagem à fase seguinte e que esta época possa ser aquilo que todos esperamos e que nos causa já um friozinho na barriga só de pensar nisso. Precisamos disso!!!

Espero que os jogadores possam ter delineado a estratégia de forma a nos darem essas alegrias imensas!

É que se Jorge Jesus, o homem dos 4 milhões, não é responsável por decidir quem marca os penalties e por quem fica ou não em campo, duvido que seja ele a dar a estratégia! 

Força rapazes!!!!!     

"Pinto da Costa: um reflexo dos portugueses"

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"Eu sei que não há youtube na margem norte do Douro, mas convém relembrar que Pinto da Costa não é um menino de coro. Além destas escutas eternizadas na net, ninguém esquece o guarda Abel, a mania de empestar o balneário alheio com creolina e, acima de tudo, o constante clima de guerrilha; o Porto nunca perde por mérito do adversário, o Porto só perde por causa do sistema lisboeta, por causa dos árbitros sulistas, o Benfica só ganhou o campeonato por causa do túnel, etc., etc. 

Dizem-me que Pinto da Costa nasceu na alta burguesia do Porto. Não digo que não, mas o cavalheiro Jorge Nuno sempre precisou de umas aulinhas de cavalheirismo. Mas, verdade seja dita, Pinto da Costa é apenas o reflexo ampliado de Portugal, o país sem cavalheiros. Há um Pinto da Costa em cada português, o nosso clube nunca perde por mérito do adversário, os outros só ganham por causa de esquemas. "Há sempre um esquema" deve ser a expressão mais portuguesa.

Culpar o árbitro é mais fácil do que assumir defeitos. Somos assim na bola, somos assim no trabalho, a encomenda só falhou por causa do colega do lado, somos assim na escola, o puto só é mal educado por causa das companhias, somos assim na estrada, só bati porque tive azar e não porque ia a 150km/h. 

Todos nós, portugueses, temos este mecanismo que evita a responsabilização e que envia o fracasso para o campo da magia, fracassamos devido à acção de um esquema malévolo que escapa ao nosso controlo, o "fado", o "destino", a "choldra". Não é por acaso que o povo diz "eles é que sabem", "eles estão a roubar-me", "eles é que têm o dinheiro". Este "eles" é uma entidade omnipresente que lixa o português e que, no fundo, funciona como álibi: não vale a pena ser melhor, porque isto é uma "choldra", porque "eles" não deixam. É assim no país dos árbitros. 

Agora parece que o grande Pinto da Costa está em queda. A imprensa fala em divisões na estrutura directiva do FC Porto que projectam um turbulento período pós-Pinto da Costa. Cheirando o caos no campo do adversário, muitos benfiquistas já preparam o banquete, já afiam as facas, já compilam piadas, já se preparam para pisar o rival na hora da fraqueza. Não é bonito. Sim, eu sei que Pinto da Costa fez o mesmo. 

Durante décadas, o líder do Porto gozou com os mouros moribundos e esteve sempre mais interessado em comemorar as derrotas do Benfica do que em comemorar as vitórias do Porto. Sim, eu sei que Pinto da Costa volta a ser um espelho da pátria: nós gostamos mais de comemorar as misérias alheias do que comemorar os nossos triunfos, gostamos mais de espezinhar a fraqueza do rival do que polir as medalhas do nosso mérito, a galinha da vizinha tem de ser pior do que a nossa. Mas não devia ser assim, não tem de ser assim. Eu quero um Benfica forte, não um Porto fraco. Ganhar pentas contra cadáveres é coisa que não me interessa."  - Expresso.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"Entre nós" vão-se superiorizando...

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O Benfica venceu o Áustria de Viena por 4-1, no Seixal, e confirmou o apuramento para os quartos de final da UEFA Youth League, a Liga dos Campeões dos mais novos.

A equipa orientada por João Tralhão saiu para o intervalo a perder por 0-1, mas deu a volta na segunda parte com golos de Ricardo Carvalho, Romário Baldé, Nuno Santos e Gonçalo Guedes.

O Benfica fica à espera do resultado do encontro entre o Atlético Madrid e o Manchester City para saber qual o adversário na eliminatória que decide o acesso às meias-finais.

Jogaram pelo Benfica: Graça, Rafael Ramos, Ricardo Carvalho, Alex Alfaiate, Rebocho, Estrela, Raphael Guzzo, Filipe Nascimento (Rochinha, 46), Nuno Santos (Gilson Costa, 83), Gonçalo Guedes e Romário Baldé (Hildeberto Pereira, 88).

In A Bola

O futuro pertence-lhes. Mas será entre nós?

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Há aquela teoria que diz que nos escalões de formação, o importante não é ganhar, mas sim formar jogadores.

Concordo com esta teoria em parte. Formar jogadores é, claro, fundamental. Mas ganhar também é muito importante.

E se ganhar foi importante por exemplo em 1989 e 1991 para duas gerações de jogadores portugueses que viram um sem número de portas serem-lhes abertas depois da conquista de dois mundiais de sub-20, também hoje, e hoje mais do que nunca, ganhar é de facto imprescindível!

De salientar que em 1989 e 1991 não havia Lei Bosman, sendo que, fruto da limitação de estrangeiros por equipa, a ascensão do bom jogador português estava de certa forma facilitada, em tempos em que chegar a um grande clube português era quase o máximo que os jogadores portugueses poderiam alcançar. Hoje, como sabemos, os sonhos são outros e não têm fronteiras!

Basta lembrar João Vieira Pinto, que andou a pastar pelo Atlético Madrileno, porque as vagas de estrangeiros do Atlético A estavam preenchidas por Paulo Futre, Donato e Schuster. Se fosse hoje, João Pinto não teria sido muito provavelmente o nosso menino de ouro.

Nos tempos de hoje porém, fruto do mercado global, no Benfica e nos outros clubes jogam os melhores, independentemente das nacionalidades. Essa é a realidade e não há como fugir a isso. Ter um bom defesa central português no Benfica B é muito bom e pode ser um bom prenúncio, mas se houver um central paraguaio que é melhor que o nosso da B, eu sou apologista que se tente contratar o paraguaio para a nossa equipa A. No Benfica, os melhores, comigo há-de ser sempre assim.

E é por ser assim nos dias de hoje, não só no Benfica mas em quase todos os grandes clubes europeus, que ganhar, mesmo nos escalões jovens, é de facto fundamental. Fundamental, porque ganhar abre portas, e porque nos permite acreditar que se ganhamos, é porque se calhar temos cá dentro os melhores jogadores, melhores do que aqueles que andamos a pensar em contratar lá fora. E acreditar, nestas coisas, já é meio caminho andado para que as coisas corram bem e se mudem mentalidades.

E isto para realçar a grande vitória do Benfica Sub 19 na UEFA Youth League no dia de hoje sobre um grande Áustria de Viena, e a passagem aos quartos de final da competição. Uma exibição de classe, de garra, de querer, com 4 golos na segunda parte, quando, ao intervalo perdíamos por 1-0. 7 jogos na competição, 5 vitórias, 2 empates, 19 golos marcados! Brilhante!

É isso garante de um futuro de sucesso para estes jogadores? Claro que não. Terão na mesma de provar serem melhores que os paraguaios, que os sérvios, que os brasileiros, melhores que os do mundo inteiro, se querem jogar nas melhores equipas. Mas ajuda. Queima etapas no seu desenvolvimento, traz visibilidade, crença, oportunidades, estampa de campeão, um ambiente positivo à sua volta. Permite-lhes iniciar a sua carreira profissional um bocadinho à frente dos outros.

Indiscutível também que o Benfica tem trabalhado muito bem o seu futebol de formação. Prova-o, não só este Benfica Sub 19, mas todas as convocatórias das seleções nacionais dos escalões mais jovens. Acho que a parte mais difícil do projeto Benfica Made in Benfica está feita. As bases estão lançadas. O futuro terá forçosamente de passar por ali, visíveis que são as dificuldades financeiras dos clubes e que não deixam outra solução que não seja o recrutamento de talento a baixo custo. O Porto está em dificuldade. O Benfica também. O futebol está a mudar. Mas talvez o Benfica tenha na sua Academia um melhor plano B.

Mas falta pensar agora a outra parte do projeto. A parte em que tem de se criar condições (e aqui também entra a saúde financeira do clube) para manter estes jogadores no clube por 4 ou 5 anos, e resistir às ofertas dos colossos europeus quando dão os primeiros pontapés na bola aos 18 ou 19 anos.

Um Benfica Made in Benfica, da forma como eu entendo, significa jogadores a nascer na Luz, a desenvolverem-se na Luz, a construírem uma história na Luz, a ganharem na Luz, a chegarem à seleção jogando na Luz, e depois sim, saírem aos 23 ou 24 anos já como jogadores feitos, com estatuto e muitíssimo valorizados. 

Se é para ser assim, vale a pena a paixão dos adeptos por este projeto e cá estarei para apoiar e disposto a criar esse vinculo emocional extra com os nossos jogadores.

Se é para saírem assim que o telefone toca a primeira vez com o primeiro camião de euros, será talvez um projeto bom para os cofres encarnados mas, para os adeptos, terá falhado na sua essência.

A venda de André Gomes arrefeceu o meu entusiasmo e fez-me inclinar mais para a segunda hipótese, a não ser que dentro do Benfica se seja da opinião que o André nunca será jogador de topo.

O futuro parece, de facto, pertencer-lhes. Mas será entre nós?

Vou repetir: Nós temos o "nosso Aurélio Pereira"

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Há três nomes na formação que criaram escola: Aurélio Pereira (Sporting), Vitor Frade (Porto) e António Fonte Santa (Benfica).


Qualquer um deles, na minha óptica é bastante desaproveitado nos respectivos clubes, mas para mim o que se passa nas duas outras casas é-me igual... Olhemos ao Professor Fonte Santa.

O imenso capital de conhecimento que o professor tem está, nos dias que correm, imensamente desaproveitado ao estar "apenas" a liderar o projecto desportivo e pedagógico das escolas de animação GeraçãoBenfica.

Volto a reforçar a minha sugestão/ideia de que seria uma excelente opção do SLBenfica para liderar o processo de acompanhamento dos jovens valores do SLBenfica maior potencial desde os Juvenis até à transição para a Equipa Principal, com todas as etapas que se considerarem adequadas.

A criação deste pelouro, a reportar ao Director Geral da Formação (Armando Carneiro) é absolutamente vital para o sucesso do modelo desportivo e de formação do SLBenfica, nomeadamente no que diz respeito ao aproveitamento e confirmação do potencial dos principais valores da formação, bem como no acompanhamento e apoio aos casos mais sensíveis onde muitas vezes a atitude mental não acompanha o potencial desportivo, perdendo-se assim possíveis activos que o SLBenfica formou e investiu, portanto, em todo o processo.

Fica, mais uma vez, uma ideia/sugestão: Melhorar a nossa formação através da criação do Gabinete Estratégico de Acompanhamento (GEA - até tem nome e tudo eheheh) liderado pelo professor Fonte Santa e uma pequena equipa escolhida por ele, que poderá ser complementada com recursos externos ao SLBenfica que, pela sua relevância, historial e mística podem funcionar como tutores não dedicados.

É apenas uma ideia...

O Monstro Sagrado

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Portugal, 26 de Fevereiro de 2014

O ano de 2014 está a ser madrasto para o Benfica, com o desaparecimento das nossas antigas glórias campeãs europeias, Eusébio, ou bicampeãs europeias, Coluna.
Tal como muitos, não vi jogar Mário Coluna. O que sei dele hoje resulta de conhecimentos adquiridos na última dezena de anos. E apenas na última dezena de anos porque Coluna para mim sempre esteve “distante” do Clube e da sua vida associativa, talvez porque sempre tenha vivido na penumbra da fama de outros, aceitando esse lugar com a humildade e carácter que o caracterizavam.
Coluna foi um exemplo dentro e fora de campo. O eterno capitão, como assim foi chamado (uma vez capitão, para sempre capitão, escrevia-se à época), foi um acidental centro campista, dotado de invulgar inteligência e habilidade técnica, qualidades que marcaram todo o seu percurso na equipa. Coluna era o seu “motor” e o seu “esteio”.
Fomos bicampeões com Coluna. Na terceira final, contra o AC Milan, uma entrada assassina (não sancionada pelo árbitro) partiu-lhe o pé. Como não havia substituições, Coluna aguentou estoicamente até ao final do jogo. Estávamos a ganhar 1-0 e acabamos por perder 2-1. A primeira derrota na final dos Campeões das 3 que tivemos na década de 60 (as outras foram contra Inter, onde acabamos com 10 por lesão de Costa Pereira, e Manchester, ambos jogando nos seus estádios, e uma delas no prolongamento).
A história recente do Benfica não lhe fez a devida justiça, apesar de homenagens mediáticas, com o seu quê de oportunismo, nas Galas do Benfica. Seria bom que se pensasse melhor no que se passou nessa gloriosa década de 60 e se avaliasse de outra forma a simplicidade e a importância de Mário Coluna nos dois títulos de campeões europeus que conquistamos.
A este propósito, não sei porque razão nunca se pensou em perpetuar Mário Coluna com uma estátua no recinto desportivo do Benfica, como possivelmente mais 1 ou 2 grandes jogadores do passado também merecem. Reduzir o Benfica a Eusébio é limitar os horizontes e grandiosidade da nossa história.
É (mais) um momento triste que estamos a viver, mas infelizmente não poderia deixar passar dois apontamentos politicamente incorrectos, mas que devem ser colocados para fazer reflectir que caminho estamos a trilhar:
1) Se o Sr.º Presidente do Benfica vai pagar uma pensão vitalícia de 15 mil euros mensais à viúva de Eusébio, qual vai ser o valor da pensão a pagar à viúva de Mário Coluna (se é que lhe vai pagar alguma coisa)? Esta última não tem os direitos que tem a viúva de Eusébio, por estar longe, ou por Mário Coluna não se ter metido na vida associativa do Clube com abraços que valeram votos?
2) Em 10 de Abril de 2002 foi inaugurada a Academia de Futebol da Namacha, localizada 70 km a sul de Maputo, e que foi baptizada de Academia Mário Coluna. Nessa cerimónia estiveram presentes Joseph Blatter, presidente da FIFA, bem como representantes do governo moçambicano. Porque razão o Benfica não se fez representar nessa cerimónia à qual a própria FIFA conseguiu arranjar um tempinho para estar presente?
A hipocrisia de uns quantos devia ter limites...
Obrigado Mário Coluna. Um dia a história do Benfica encontrará a forma adequada para enaltecer tudo que deste para que a história do Benfica fosse tão bonita como hoje é. RIP.

Absurdo e injustificável.

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A fotografia não precisa de legendas. 18 pontos foi o que Jardel levou.

Ter permitido que um jogador com um 'lenho' destes ficasse em campo é um absurdo e injustificável. 

Como escrevi na noite de terça-feira, 'A quente:', a postura abnegada e o exemplo dado por Jardel foram de louvar. Aliás quem o conhece sabe que para ele o importante é jogar, seja na equipa principal ou na equipa B, e nem reclamou quando até no banco da B esteve.

Mas não era a Jardel que cabia a decisão de ficar em campo. 
Essa decisão é exclusivamente de Jorge Jesus, o líder da equipa. Como a fotografia mostra, não só Jardel não estava apto para jogar, como foi um desrespeito pela sua integridade física não o retirar imediatamente de campo. 
Nenhum médico no seu perfeito juízo dava como 'apto' alguém com a testa aberta desta forma.

O Benfica tinha substituições para fazer, tinha um central no banco. Não fez a substituição de Jardel porquê? 
A atitude do Jardel foi louvável e o seu rendimento em campo foi bom. Mas isto não é um 'filme do cinema'. Isto é a vida real e na vida real não se brinca com a saúde de ninguém.

Uma péssima decisão que felizmente para o Jardel não teve mais implicações.  

Eternizar o Senhor Coluna

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Mas uma vez, sem desprimor para Eusébio, talvez nunca tivesse havido o Eusébio sem o Senhor Coluna a orientá-lo, talvez nunca tivesse havido aquela brilhante equipa bi-campeã europeia superiormente orientada pelo Senhor Coluna.

Sem nos desviarmos do devido reconhecimento e eternização do Pantera Negra, não creio que seja justo dar menor dimensão ao Senhor Coluna, que escreveu parte da história do SLBenfica e é nossa obrigação deixá-lo registado na história para sempre.

Da minha parte fica a sugestão (uma entre muitas possíveis):

Academia CGD Mário Coluna (ou algo do género - este nome não me soa bem à primeira) e uma estátua do "Monstro Sagrado" junto à entrada do edifício principal na Academia.

Mário Coluna não é apenas uma glória do SLBenfica, é o nosso Eterno Capitão, um "Monstro Sagrado" que representava dentro e fora de campo os valores do SLBenfica.

O senhor Coluna respeitado por todos.

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Nascimento: 6 de Agosto de 1935
Falecimento: 25 de Fevereiro de 2014 (78 anos)

Médio e Avançado
16 Épocas: 1954/55 a 1969/70
Dia de estreia: 5 de Setembro de 1954
Último jogo: 8 de Fevereiro de 1970
Festa de Homenagem: 8 de Dezembro de 1970
677 Jogos
150 Golos
328 vezes capitão
21 Troféus oficiais:
2 Taças dos Clubes Campeões Europeus
10 Campeonatos Nacionais
6 Taças de Portugal
3 Taças de Honra de Lisboa
(Retirado de 'Em Defesa do Benfica')

O senhor Mário Esteves Coluna, o capitão do Sport Lisboa e Benfica e da Selecção Nacional, faleceu.

Sem querer de forma alguma diminuir outros grandes jogadores, ele foi talvez o verdadeiro pilar do sucesso da década de 60 do futebol do Benfica e da selecção.  

O capitão era discreto fora do campo, mas basilar dentro do balneário e do campo. Os holofotes ficavam para os outros e ele não os queria. 

Personificou os valores intemporais que fundaram o Sport Lisboa e Benfica em 1904: humildade, empenho, zelo, respeito por todos e altruísmo.

Mas era ele o jogador charneira, quem pautava a equipa. Um jogador completo e quem o viu jogar dezenas de vezes diz que era um jogador à frente do seu tempo.

Com o desaparecimento de Mário Coluna e Eusébio de facto parte do Benfica 'místico' e hegemónico passa para o lado cósmico, para o domínio do 'Olimpo'.

Recupero aqui a ideia de que estes símbolos intemporais do que realmente é o Sport Lisboa e Benfica possam ficar imortalizados no exterior do Estádio da Luz, à vista de todos. Quem passe na 2ª Circular que veja um enorme Coluna, um gigante Torres, um galáctico Águas ou o Rei Eusébio como que a sustentarem o Estádio da Luz.

Significam aquilo que é o verdadeiro Sport Lisboa e Benfica.

O senhor Mário Coluna ficará para sempre na memória do futebol português e mundial. O português mais moçambicano ou o moçambicano mais português.

Ficará para sempre na memória dos que verdadeiramente apreciam o futebol, como os exemplos seguintes claramente demonstram:

"Um dos maiores nomes do futebol mundial de todos os tempos, ganhou a alcunha de «Monstro Sagrado» pelo respeito que impunha tanto a companheiros como adversários. Médio de grande capacidade física e técnica, jogava de área a área, defendendo, atacando, e marcando golos soberbos mercê do seu remate forte e colocado. Sabia impor o ritmo do jogo. Um dos grandes «capitães» da história, talvez o mais carismático, liderou uma equipa extraordinária que dominou o futebol europeu." 

"Até sempre, Grande Capitão. Comanda a equipa do Benfica, ai no Olimpo dos Deuses do futebol." - Benfica World.


"A devoted, dexterous and highly respected servant for club and country, it was not for nothing that the tree-climbing kid from Mozambique became known as O Monstro Sagrado (The Sacred Beast) toBenfica fans, O Didi Europeu to Brazilian football writers, and, memorably, as Mr Coluna to the one and only Eusebio."
FIFA.

"O Benfica do 4º anel já tem fundadores e presidente, já há muito tinha treinador e “carregadores de piano”, recentemente recebeu o reforço do Rei, mas ainda lhe faltava um Grande Capitão, um Grande Senhor." 


"Driblaste os mesmos que te ignoraram e deixaram cair no esquecimento, só porque preferiste voltar ao teu país que tanto amavas, para ajudar os teus. Mas, felizmente, esta geração tem meios para ver o que jogavas, e para desejar incessantemente alguma vez ter visto um jogo teu.

Obrigado por tudo, grande Capitão."
Vitto Vendetta  - 'Cabelo do Aimar'

"Mário Coluna foi único para mim. Pelo fantástico e incomparável futebol que sempre exibiu, e acima de todo o seu ímpar talento como atleta, pela sua postura de profunda e inatacável respeitabilidade." 


"Ainda muito miúdo, tive o privilégio de o ver jogar ao vivo, na recta final da carreira. Num tempo em que sportinguistas e benfiquistas sabiam confraternizar e admirar jogadores de outras equipas sem perder a saudável rivalidade clubística. E em que considerávamos cada jogador da selecção também um dos nossos.

É com o profundo respeito que sempre mantive por ele, e que foi crescendo com o rodar dos anos, que me inclino perante a memória de Mário Esteves Coluna. Um dos maiores nomes de sempre do desporto lusófono. Moçambicano, português, cidadão do mundo."
Pedro Correia - 'És a nossa fé'

"Brinde de respeito, só para desejar boa viagem a Mário Coluna."

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Voltemos à formação: Haverá coragem?

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Há dois nomes que vos gostaria de trazer para pensarmos:

- Helena Costa - quem não conhece ver aqui
- Prof. António Fonte Santa

O segundo é mentor da primeira... e de muitos outros. Uns que integram a estrutura de formação e prospecção do Benfica, outros que já sairam e um ou outro ainda que integra a estrutura de scouting da equipa profissional.


A Helena Costa é, sem dúvida, "o José Mourinho de saias". Infelizmente teve o "azar" de ser mulher neste mundo de homens e com isso viu fecharem-se as portas das principais equipas de formação do SLBenfica, onde cresceu para o futebol e, consequentemente, fecharem-se as portas do futebol profissional.

Eu não tenho qualquer dúvida que a Helena Costa deveria ser um valor tremendo a ter em conta para a formação do SLBenfica e, porque não um dia, a curto/médio prazo, para a equipa B.

Há mais gente de muito valor na formação do SLBenfica, ou com origem na formação do SLBenfica, como tivémos o Bruno Lage, irmão do também excelente treinador Luis Nascimento. E há mais...

Mas quis apenas recordar aqui uma aposta que merece ser feita na professora Helena Costa, até porque infelizmente teve que regressar a Portugal por motivos extra-futebol, depois de treinar a selecção feminina no Irão e antes disso no Qatar.

Na génese da professora Helena Costa, como de muitos outros treinadores que entraram no SLBenfica pela sua mão, nas camadas mais jovens e nos escalões de iniciação, está o Professor António Fonte Santa.

Quanto eu há tempos falava na importância de termos um rosto operacional a "cuidar" dos nossos principais valores disse que teria que ser alguém com sensibilidade, conhecimento, experiência, valores, passado, etc... O professor António Fonte Santa tem tudo isso e tem ainda mais uma coisa: Passaram pela mão (ou pelos olhos) dele, possivelmente, grande parte dos meninos que agora atingem os 16, 17, 18 anos. Muitos dos que estão há muitos anos no SLBenfica conhecem o professor e têm já uma relação de amizade e gratidão com ele. Os que não têm, rapidamente iriam ficar com uma grande admiração pelo seu imenso conhecimento e pedagogia. O Bernardo Silva, por exemplo, passou pelas mãos dele e da Helena Costa... só para terem uma ideia.

Actualmente o Professor Fonte Santa é o responsável pela GeraçãoBenfica Estádio, e pela coordenação de todo o projecto pedagógico e técnico das escolas GeraçãoBenfica. Estando, há muitos anos, a fazer um trabalho fabuloso nesta área, o Professor está claramente subaproveitado na estrutura do SLBenfica - Não ser um "yes man" não ajuda...

Talvez fosse interessante pensar no rejuvenescimento da liderança do projecto GeraçãoBenfica - Temos na estrutura actual da equipa do professor Fonte Santa pessoas com capacidade para tal - e pensar na hipótese de o professor assumir um gabinete de acompanhamento dos atletas da formação com maior potencial desportivo, representando uma função de "tutor" do processo evolutivo destes atletas, ajudando-os no processo de transição para os seniores, aconselhando-os na forma como encaram e lidam com este desafio, com enfrentam as contrariedades, etc.

A reportar directamente ao Armando Jorge Carneiro, eu penso que é vital termos este Gabinete de Acompanhamento, que se apoiaria no trabalho que já hoje é feito pelo Team Manager da Equipa B, pelo Laboratorio de Optimização do Rendimento Desportivo (o que alguns chamam pomposamente de BenficaLab), etc.

Obviamente que mais importante que o nome da pessoa que o lidera, será o resultado do trabalho deste Gabinete. O nome do professor Fonte Santa é apenas uma sugestão, que poderia por exemplo integrar antigos jogadores/referências do SLBenfica como o Nené, Nuno Gomes, Veloso, ou mesmo ter "mentores" nomeados fora do clube e que hoje em dia têm carreias que não estão ligadas ao Benfica como Vitor Paneira, Mozer, Rui Águas, etc e que poderiam trabalhar em conjunto com  o Gabinete para os nossos jovens se sentirem apoiados, para terem uma referência a seguir, para serem ajudados a não entrar por caminhos que não lhes trarão benefícios, a não desmotivarem perante as contrariedades... enfim...

A crise dos euros no Dragão não resolve tudo.

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O episódio de domingo com o jornalista Pedro Monteiro da TVI deixou claro a quem ainda não tinha percebido o desespero em que está não só Pinto da Costa como a sua trupe de velhos das 'boites'.

Afinal o 'mestre' das conversas com a imprensa perdeu a calma apenas com a palavra 'pertinente'.

O que revolta mais Pinto da Costa é aperceber-se da contínua perda de 'respeito' pelos jornalistas mais novos. Nos tempos dos 'Trindades Guedes' as perguntas chegavam por encomenda e em mais nada se falaria. As imagens mostram depois um Adelino Caldeira de cabeça perdida tentando ainda chegar ao referido jornalista.

É um facto que, como se ouviu na conversa audio da reunião do CD da FPF, o FCP tem gente chave nos lugares chave do futebol. Mas fora daí, a coisa já não é o que era. Faltam acima de tudo...os euros que abundavam noutros tempos.

A 7 e 8 de Fevereiro abordamos esse tema nos posts Salários em atraso no futebol do FC Porto. e Salários em atraso no FC Porto. Confirma-se?.

A 'super-estrutura' nunca passou de um conjuntos de provincianos ressabiados com muito dinheiro nos bolsos que procuravam incitar o ódio entre os adeptos do futebol a fim de tirarem proveito financeiro.
Perguntem à ex-mulher de Pinto da Costa o que está na terra dos chocolates suíços, além dos ditos chocolates.

Hoje que as torneiras estão quase fechadas, as malas não circulam com a mesma facilidade.

Deixar o FCP a grande distância no final do campeonato será uma estocada importante mas não decisiva.
A verdadeira estocada neste FCP e no seu poder bafiento será o derrubar de Fernando Gomes e Tiago Craveiro da FPF. 

Isso sim retirará ao FCP o seu último bastião de defesa, que como se viu nos últimos anos, o livra de todos os castigos.

Sabem quando entramos na recta final de uma corrida e parece que vamos buscar forças aonde pensamos não ter? É isso mesmo que o Sport Lisboa e Benfica terá que fazer para ser campeão.

Com um Benfica campeão e um Sporting que deixe o FCP atrás no 3º lugar(ou pior), teremos um momento de fraqueza do sistema para forçarmos as associações à queda da direcção da FPF.

Mas não se enganem: eles não estão mortos e usarão de tudo ao seu alcance para minarem o caminho até ao jogo no Dragão.

Nota: Já que falei no Fernando Gomes da FPF, falo também no Fernando Gomes do capachinho que entrou esta semana na SAD do FCP. Será no mínimo questionável se a GALP assinar qualquer renegociação de acordos publicitários com o FCP nos próximos tempos. Estaremos atentos.

RIP Sr. Coluna

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Não era por acaso que mesmo grandes craques de sempre chamavam ao nosso capitão, bi-campeão europeu... SENHOR Coluna.

Não quero estar agora, nesta hora, a estabelecer comparações ou criar diferenças... mas apesar de não ser um nome Mundial, infelizmente, o Sr. Coluna era tanto como Eusébio parte da história do SLBenfica.

Tenho a certeza que o SLBenfica e especialmente o Presidente que é alguém muito sensível a estas questões, saberão dar ao Sr. Coluna a homenagem que merece.

Fica o aviso: Infelizmente, muito infelizmente, estão a desaparecer os maiores ícones vivos da história do SLBenfica. Está fechar-se cada vez mais o ciclo de grandes ídolos que fizeram o SLBenfica ser "o Glorioso".

Temos, pela honra e entrega destes grandes Homens, de recuperar esse lugar na história de Portugal e do Mundo do desporto. É hora de recuperar essa hegemonia.

É este o caminho, pois claro...

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Quem ler o que escrevi no início da temporada e ao longo dos últimos meses, verá que há três jogadores sobre os quais passava bem sem eles: Jardel, Siqueira e Fejsa.

... no último mês, curiosamente numa fase crítica da temporada, os três revelaram-se jogadores importantíssimos por motivos diferentes ao ponto de me "obrigarem" a mudar de opinião face à sua importância na estrutura da equipa.

Ora, eu posso ver isto sob duas perspectivas:

- A óptica "lambe-cus": Aquela que diz que devemos sempre ser compreensivos com os jogadores, dar-lhes tempo para crescerem, mostrarem o seu valor, ser pacientes com os seus momentos de forma, etc etc etc. 

- A óptica "do campo para a bancada": Aquela na qual me revejo e que diz, como muitos jogadores de topo sabem e repetem várias vezes, que são os jogadores que devem entusiasmar os exigentes adeptos e não o inverso.

A primeira perspectiva é típica de clubes pequenos que gostam de ser grandes, assim tipo SportingCP. Há que dar muito amor e carinho e com sorte lá chegarão...

A segunda via é a que me habituei a viver desde sempre no que foi apelidado de Inferno da Luz!

No Estádio da Luz, por defeito, os jogadores eram de desconfiar... depois de um primeiro grande jogo... era sorte... depois de um segundo grande jogo... pode ser um suplente de jeito... depois de um terceiro grande jogo... se calhar pode ir jogando... e ao cabo de vários bons jogos merecia os aplausos e o reconhecimento dos adeptos em dia de treinos no trajecto a pé dos balneários do Estádio para o campo 3.

Não fico minimamente aborrecido comigo mesmo por "dar o braço a torcer" em relação a estes jogadores. Aliás, se há coisa que me deixa feliz são situações como as de Matic, Enzo, Siqueira, Fejsa ou Jardel onde Jorge Jesus mostra que sabe de futebol a rodos e que é precisamente essa sua capacidade e competência que transformam estes jogadores - banais numa primeira fase - em jogadores com excelente performance e relevância em campo.

Se Enzo já não há muito a dizer, Siqueira e Fejsa (tal como Jardel) nunca serão jogadores "de destaque", ou seja, não são decisores de jogos... mas demonstram nos últimos jogos ser "decisivos nos jogos" - o que não é menos importante.

Jardel ontem não só fez um jogo tremendo, como o fez em condições de tremendo sofrimento e bravura - se não é uma atitude à Benfica, então não sei o que é! 

Quando temos um plantel formado por jogadores com este "espírito de corpo" como Jardel, Enzo ou Maxi... temos que estar optimistas, pois são estes "operários" que protegem as costas dos brilhantes jogadores de cristal (por muito que as defesas tentem parti-los) como Rodrigo ou Markovic.

Estou entusiasmado com este Benfica! Por mim haveria jogo já hoje outra vez, porque ver este nosso Benfica alimenta a alma e o coração... Estão guerreiros, unos, determinados... enfim, estão À BENFICA!

E estou entusiasmado não com os resultados, não temos assistido a goleadas, ou com as exibições, não têm sido de gala... estou entusiasmado com o que eles emanam do campo para as bancadas e que nos "faz entrar em campo com eles", lutar aquela luta.

VAMOS A ISTO BENFICA!
Rumo ao título...

7 Pontos de vantagem... 7 Pecados Mortais....

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QUEM ANDA À CHUVA MOLHA-SE... CERTO?


Suspirei de ALÍVIO assim que o árbitro apitou para o final do encontro...Era daqueles jogos onde era preciso ganhar, nem que fosse com um roubo de igreja!! E digo não apenas pela importância da vitória, mas sim e sobretudo porque era preciso cravar ainda mais o punhal no antro do Dragay! O Tsunami Fonseca que tem assolado o lado azul e branco, começa a ter efeitos devastadores, e era preciso capitalizar e ampliar mais ainda o seu castigo! Se o Benfica não ganhasse hoje,ok continuaríamos líderes mas não seria a mesma coisa. A malta do dragay suspiraria fundo porque afinal de contas, não tinha sido assim tão mau. E nós infelizmente, nos últimos tempos, quando podemos dar a estocada de morte no touro... geralmente tropeçamos na capa.... Mas desta, foi na mouche!!!

Com toda esta "carga emocional" à mistura, conseguiu-se gerir um jogo complicado, pois o Guimarães deve ter trazido uns cheques assinados só à espera de poder descontá-los no banco mais próximo. Um Benfica não exuberante, mas seguro, e seguro de querer capitalizar! 

Agora, não posso ficar indiferente ao ENORME Jardel, que fez um bom jogo exibicional, mas TREMENDO de raça e querer! Fez-me lembrar Javi Garcia que em épocas passadas, fez um jogo inteiro com a cabeça coberta de sangue, e sempre de dentes afiados e punhos cerrados! Mas nesse tempo, substituir Javi... não dava! Hoje, substituir Jardel, IMPUNHA-SE!! O Benfica deu-se ao luxo de ter o central fora das 4 linhas mais de 11 minutos, entre assistências e correcções ao curativo! Como diz o ditado, quem anda à chuva molha-se, e JJ bem que andou ali tipo o Sinatra, "singing in the rain" tentando relembrar uma máxima de nuestros hermanos : no pasa nada! Bem que deu tempo ao Guimaraes, numa bola de sorte capitalizar a superioridade numérica, mas valeu o colectivo do glorioso que não permitiu veleidades. Steven Vitoria é um bom central, e merece confiança! Num jogo quase de sentido único e com Luisão em grande forma, seria assim tão arriscado lançar Steven? Mais arriscado do que manter Jardel em campo, que com toda a coragem e raça poderia comprometer até a sua integridade física ao agravar a sua lesão num lance fortuito? Arriscar perder um central com uma paragem prolongada por um capricho? Ou mesmo que jogador e equipa técnica jurassem a pés juntos que tudo estava bem, vamos poder confiar no destino? O jogo estava mais do que feito para a substituição... Mas enquanto ninguém cai no chão desmaiado, não se faz nada ( Julio Cesar, Enzo...) Só depois de caírem pedaços da cobertura, é que se chega à necessidade de vistoriar e corrigir a manutenção por parte da Martifer   ( lá foi o rolo voltar a mexer no assunto pá! isto já estava morto e enterrado, e lá vai ele desenterrar as ossadas....). Resumindo, só depois de casa roubada, trancas à porta! 

Louve-se a vitória, finalmente, já não me lembro de ter 7 pontos de avanço para os macacos, e espero que venham a ser ainda mais! Markovic em grande, e Rodrigo a mostrar que não foi ferido de morte por Bruno Alvggrrr..., Bruno Allllggg.... desculpem, mas não consigo dizer o nome desse monte de .... enfim.  Gostei de tudo do que hoje colocámos em campo, a força, o querer, a determinação. E não atacámos com o coração, foi um jogo pensado. Pena é e lamento apenas que continuemos a criar situações que podem degenerar em problemas futuros, como convencer Steven Vitoria de que não tem a confiança do treinador, de que afinal não temos um plantel que pode rodar sem estragar a estrategia da equipa, nao contam os nomes mas sim o modelo que respeitam... tenho até aqui uma lista que passo a publicar, de 7 pecados mortais, que atribuo a JJ e LFV, um por cada ponto de vantagem sobre a nação dragay:

1 - Cobiça: Não deves cobiçar o destaque dos teus jogadores, mas sim ter alegria pelo seu desempenho. Tu, Jesus, continuas a chamar a ti qualquer mérito que resulte em campo.
2 - Avareza: É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os sobre a conquista dos títulos! JJ refere sempre quando confrontado com a falta de títulos, que já projectou e promoveu muitos jogadores e mais valias para o clube.
3 - Luxúria: Entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Ora, quer LFV quer JJ, escolhem os piores momentos para aparecerem e levados pelo momento, tecerem comentários "poucos felizes"... Algo a rever...
4 - A Ira: O intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança! JJ e Cardoso, algo que ainda continua e sempre vai continuar na ordem do dia, e claro, o modo como JJ descarregou nos seguranças em Guimaraes, para "salvar" o adepto...
5 - Soberba: Conhecida também como orgulho, é a vontade de querer ser e mostrar que se é melhor do que os outros, falta de humildade, arrogância. Algo que JJ ainda não aprendeu a controlar...
6 - Preguiça: Preguiça de JJ aprender a falar Português correctamente! Brincadeira!... ou não! Mas sobretudo preguiça de ver que tem um plantel disponível para usar quando é necessário, e não apenas mudar uma equipa completa: isso não é rotação, é poupança dos titulares! Rotação é outra coisa...
7 - Vaidade: Ter um presidente que aparece sempre que acontece uma vitória, a reclamar os louros de uma formação quando alguém assina um contrato de profissional com cláusulas milionárias para serem dispensados na época seguinte, afirmar que salvou o Benfica dos oportunistas e que devolveu a grandeza europeia e que ninguém nos pára... se ao menos fosse verdade Luis Filipe... se ao menos fosse verdade...

O que quero dizer com esta publicação de pecados mortais, é que se pelo menos alguns destes pecados forem trabalhados até ao fim, acredito que manteremos uma vantagem pontual para sermos campeões, que é isso que todos queremos!! Por isso, VAMOS BENFICA, EU ACREDITO!!

Já sabem como é: Carrega Benfica, Sintam a Mística!!


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A quente:

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- Vitória saborosa num momento vital! Muito bem bravos!

- Boa primeira parte do Benfica.

- Markovic e Rodrigo...fantásticos!

- Luisão num momento de forma incrível!

- Jogar para 'defender o resultado' demasiado cedo no jogo.

- Vantagem pontual importantíssima!

Uma nota final sobre Jardel. Parabéns pela sua abnegação hoje. Excelente exemplo.

Já Jorge Jesus mostrou hoje o porquê de lhe terem sido proferidas as seguintes palavras no balneário:
"Respeito-te como treinador, mas como homem vales zero."

É injustificável o Jardel ter sido obrigado a jogar tanto tempo naquelas condições. O Benfica tinha várias soluções para substituir o Jardel, quer adaptações quer um substituto directo. Foi obrigado a jogar com várias lesões que lhe afectavam inclusivé a visão e a capacidade de cabeceamento. 
Num central isso é VITAL.

Tinha Jorge Jesus problemas em colocar em jogo Steven Vitória? Pelo visto é mesmo um problema para Jorge Jesus.

Jorge Jesus já nos tinha habituado a isto que na situação lamentável de Júlio César em Liverpool, quer em outros momentos em que jogadores já sem condições foram obrigados a estar em campo até se atirarem para o chão como Enzo ou Salvio.

Parabéns Benfica! Parabéns aos jogadores e treinador pelo resultado importante de hoje!

Mas situações como a de Jardel não podem acontecer. Não há justificação.

Lição n.º 2

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Portugal, 24 de Fevereiro de 2014

A poucas horas de um jogo que pode ser decisivo no definir das condições com que vamos atacar o último terço da prova (10 jogos), importa reter algumas conclusões da jornada que se vai encerrar com o Benfica - Guimarães.
O facto indiscutivelmente mais marcante da jornada foi a 4ª derrota do FCP, algo que só estranham os crentes na teoria do “super balneário” do FCP. E como se vê nas rádios, jornais, blogues e televisões, estão em larga maioria.
A derrota do FCP tem uma explicação mais “terra a terra”, mais própria da gente simples que percebe que o futebol é um desporto com 3 equipas. E basta que uma dessas equipas esteja ao nível que as leis de jogo impõem, e lá se vai a teoria do “super balneário” do FCP. O FCP sofreu a 2º derrota consecutiva porque sofreu 1 penalty numa fase em que o jogo estava empatado 0-0! Tal como na Madeira contra o Marítimo!
Por muito que não queiram os “filósofos da bola”, os “analistas que nunca treinaram” e todos aqueles “especialistas nas tácticas depois dos jogos terminarem”, o FCP é uma equipa como as “outras”: se forem assinaladas as infracções às leis de jogo, como são às outras equipas, também o FCP se transforma numa equipa igual a elas.
2º penalty com 0-0, 2ª derrota, 6 pontos a voar.
Ora, e porque a história é que nos faz perceber o que fomos para projectar para o que vamos ser, o que aconteceu na época passada? Pela 2ª vez volto a enfatizar que aconteceu um conjunto de 3 jogos em que o FCP não sofreu o penalty que de facto os seus jogadores tinham cometido com resultados de 0-0. Sendo que o jogo em Braga foi aquele onde com mais probabilidade o FCP perderia pontos, caso isso tivesse acontecido (e claro, o penaly tivesse sido convertido).
Mas, podem perguntar, se o FCP continua a controlar as arbitragens porque razão este ano se marcam penaltys contra o FCP (e pasme-se, em sua própria casa) e no ano passado não? Deixo este tema para os tais filósofos especularem. A minha explicação é que quando a equipa não joga bem, e disso dá conta a comunicação social a toda a gente, é possível que os árbitros, mesmo que condicionados, estejam mais à vontade para analisar os lances difíceis e decidi-los de acordo com aquilo que de facto vêem, e não de acordo com os interesses do FCP. Terá sido o caso do árbitro Vasco Santos (CA Porto), depois de ter passado70 mn a prejudicar o Estoril sem que o FCP conseguisse marcar? É possível que somado ao factor da “má qualidade de jogo”, se tenha somado uma espécie de “compensação”. Do tipo: prejudiquei-vos até aqui, agora vou ser correcto... (na Luz contra o FCP, aconteceu algo semelhante, indo até mais longe pois o FCP foi prejudicado, para “compensar” os erros anteriores).
A marcação dos penaltys é que está a marcar este campeonato. O FCP sofreu 3 penaltys, e em todos os jogos que os sofreu (Estoril é o feliz contemplado com 2), perdeu pontos: 1 empate e 2 derrotas. O Benfica sofreu 1 penalty, fora na Madeira e também perdeu. O SCP sofreu 2 penaltys, em casa com Marítimo e fora no Dragão, ganhou 1 (no jogo em que também teve 1 penalty a favor) e perdeu 1.
Dizer-se que os penaltys “ah e tal podem não ser convertidos, etc.” não é pois um argumento que possa ser levado em conta. Todos os 3 ditos “grandes” em 6 jogos esta época, onde sofreram penaltys contra, apenas ganharam 1 e se calhar por pouca coincidência, porque também tiveram 1 penalty a favor.
Ficando assim provada a importância que tem o penalty no definir do resultado de um jogo, na classificação geral e no campeão como na época passada, podem-se colocar questões tais como: será que os 3 grandes sofreram os penaltys que fizeram? Não vou entrar em grandes detalhes, mas a mim parece-me que o Benfica é a equipa mais prejudicada neste critério.
Adiante porque o que quero sublinhar é que no ano passado o FCP apenas sofreu 1 penalty, dos vários que aconteceram em campo, e foi na recta final, estádio do nacional da Madeira, quando ganhavam por 3-0 e já tinham sido beneficiados com 1 penalty a favor.
Há 2 anos, se não me falha a memória, o FCP apenas sofreu 2 penaltys, ambos contra o Gil Vicente, 1 em casa e 1 fora, perderam 1 jogo e ganharam outro, onde por coincidência tiveram 1 penalty a favor. Há 3 anos, o primeiro penalty que sofreram foi na 2ª volta quando estavam a ganhar ao Leiria 4-0. Como é que o Villas-Boas não havia de ser um grande treinador?

Entalar o Porto e projetar o futuro

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Depois do valente trambolhão que o Estoril causou ao FC Porto, os Corruptos entraram numa crise que seria difícil de prever há meio ano atrás.
Na minha opinião, o Benfica podia começar a trabalhar já numa forma de entalar os Corruptos neste seu estado de fraqueza ao mesmo tempo que projetam um novo ciclo para o futuro do clube.

O ponto que quero fazer depende essencialmente da teimosia de Pinto da Costa em segurar Paulo Fonseca no lugar de treinador até ao final do campeonato e que este acaba-se num cenário perfeito para os nossos lados (campeões nacionais - mínimo).


Prevendo este cenário acredito que o Benfica deveria encetar conversações com Marco Silva para ser treinador do Benfica na próxima época independentemente de Jesus ser ou não campeão. No caso de se confirmar a vitória no campeonato, a saída de Jesus do Benfica seria facilitada e permitiria a este desenvolver novos projectos noutro futebol para provar que de facto é um treinador de classe mundial e não apenas alguém que se deu bem apenas num país. Jesus sente-se atraído pelo futebol inglês e o tipo de futebol lá praticado assenta que nem uma luva ás equipas de Jesus.
Dessa forma Jesus sairia em glória do clube, este ficar-lhe-ia grato e não haveriam saídas em zangas e crises de resultado que se querem evitar a todos os níveis.

A entrada de Marco Silva afastaria por consequência este treinador dos Corruptos, obrigava-os a procurarem uma segunda alternativa de qualidade inferior ao mesmo tempo que se garantia para o Benfica um treinador que sabe trabalhar os jovens e que iria potenciar as camadas jovens do clube numa altura em que se vai ter que diminuir os investimentos avultados em jovens de outras paragens e para consolidar a aposta nas camadas jovens do clube preconizada por Vieira.

Ao mesmo tempo projectava-se o futuro do clube e agudizava-se a crise nos corruptos.

A desvantagem era a gestão da saída de Jesus e como este iria reagir a toda essa situação.

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