É já nesta terça-feira, 2 de Abril, que o Benfica vai ter o seu primeiro grande teste nesta reta final de temporada. Dali a dias terá novamente o Sporting CP como adversário num jogo que poderá ser decisivo para a luta do campeonato e depois virá o Marselha para a Liga Europa. Entramos a altura das decisões e por isso, agora mais do que nunca, o Benfica terá de dar resposta. Querer estar em momentos grandiosos é também querer estar sujeito a este tipo de pressões e momentos importantes. Vamos então focar na análise do jogo mais próximo: a segunda-mão da Taça de Portugal frente ao Sporting.
Para começar, Roger Schmidt tem até agora 2 empates, 1 vitória e 1 derrota frente a Ruben Amorim. É praticamente um empate técnico sendo que a vitória foi num momento importante e decisivo da época passada.
Depois, Schmidt prepara a sua equipa numa linha tradicional de 4 defesas protegidos por 2 médios de trabalho (ultimamente, Neves e Florentino). Na frente, tem havido muitas mudanças e a estabilidade está resumida a Rafa e Di Maria. Na esquerda, ora joga João Mário ou Neres e como ponta de lança é sempre complicado adivinhar quem entra, contudo, percebe-se que Schmidt não abdica do seu 1-4-2-3-1.
Já Amorim, tem o seu 3-4-3 bem definido e que será bem mais facil de prever quem joga, porém, o grande destaque vai para a dupla trabalhadora do meio campo e claro... para Gyökeres.
No jogo da 1ª mão António Silva fez uma das melhores exibições da época frente ao avançado sueco (que acabou por marcar após um erro de abordagem de Otamendi).
Pessoalmente não olho tanto para as individualidades. Acho que o Benfica consegue de uma forma ou outra equilibrar nesse sentido, o que me parece que faz mais diferença é a qualidade do jogo coletivo. O treinador do Sporting tem conseguido criar superioridades nos corredores laterais da defesa do Benfica (as laterais é uma lacuna reconhecida por qualquer adepto do Benfica) e também no meio campo. O que seria um encaixe de Hjulmand e Morita frente a Neves e Florentino, quase nunca é. E isso acontece porque Edwards/Paulinho (veremos quem joga na ausência de Pote) e Trincão baixam sempre para criar os tais 3 para 2. Já no Benfica, Di Maria, Rafa e Neres, não são talhados para essa missão de equilibrio e por mais que queiram ajudar, acaba sempre por não ser constante e falha muitas vezes.
Um aspeto interessante deste jogo vai ser analisar a prestação dos guarda-redes. Trubin já provou que é um jovem cheio de potencial mas com esta queda de rendimento, também se tem afundado na segurança que outrora já deu. Do outro lado, Israel está longe de transmitir confiança e já é um dado praticamente certo que o Sporting irá ao mercado por um guarda-redes. Pode estar aqui um fator importante. Esperemos que seja Trubin a apresentar um grande nível.
Outro aspeto muito interessante de ver vai estar no meio campo. Na 1ª mão, o Benfica entrou com João Mário e Neves e apesar de JM até ter estado bem no jogo, não tem a capacidade de trabalho, de recuperação e de estancar as transições adversárias que Florentino tem. Vamos ver quem entra em campo, mas a julgar até pelas últimas exibições de Tino, diria que seria uma aposta para manter.
De resto, já sabemos que Rafa, Di Maria e Neres podem resolver num lance de génio e do lado do Sporting, Gyökeres, Edwards e Trincão estão também com a confiança em alta.
Certo é que se vai decidir o apuramento para a final da Taça de Portugal 23/24 e o Benfica tem sempre a obrigaão de estar presente apesar de nos últimos 20 anos não corresponderem a essa tradição. Roger Schmidt tem de ceder na questão de não perder muito tempo a analisar os adversários e preparar estes próximos jogos como se calhar ainda não fez (dito por ele). Tem de perceber tudo o que o Sporting faz em campo. As projeções dos alas, as superioridades criadas e... sobretudo, tem de saber ferir o Sporting nas costas dos seus alas (como fez o Rio Ave, e bem). Está na hora de todos darem o máximo!















