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domingo, 10 de março de 2024

SL Benfica 3-1 GD Estoril Praia: dever cumprido com voto na vitória

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fonte: desporto.sapo.pt

Dever cumprido. O SL Benfica recebeu e venceu o Estoril Paia (3-1) na 25ª jornada do campeonato nacional. De um modo geral a exibição dos encarnados não convenceu e as opções incompreendidas de Roger Schmidt voltaram a levantar uma série de questões.

11 do SL Benfica: Trubin, António Silva, Tomás Araújo, Aursnes, Bah, Florentino, João Mário, Kokçu, Tiago Gouveia, Neres e Marcos Leonardo. 

Finalmente a tão esperada rotação. Di Maria, Rafa e João Neves tiveram o merecido descanso e as peças escolhidas para os seus lugares não desiludiram. Schmidt escolheu um onze que à primeira vista surpreendeu, porém fez todo o sentido. O treinador alemão tem nas mãos um plantel que lhe permite fazer isto mesmo e, portanto, não tem necessidade nenhuma de levar jogadores ao limite. Hoje, neste ponto,  esteve bem.

Marcar e sofrer para voltar a marcar

Entrada positiva em campo, com o conjunto encarnado a conseguir fazer boas combinações e com uma forte aposta na pressão. Juntaram à receita a paciência para desmontar a equipa do Estoril e bastaram 15 minutos para abrir o marcador da Luz com um golaço de Kokçu que hoje, a jogar na sua posição, se mostrou mais confortável, encheu o campo e levou para casa o justo prémio de melhor em campo. 

Com o golo cedo e com o Benfica a continuar a ameaçar ficou a sensação de que rapidamente iam aumentar a vantagem, contudo os encarnados acabaram por sofrer o golo do empate pouco depois e a partir daí fez um jogo nada inspirado. Manteve-se a posse de bola alta, mas faltou tudo o resto. Só na compensação é o marcador voltou a mexer com Marcos Leonardo a fazer o 2-1. E ainda durante esta primeira parte o Benfica mostrou uma tendência que também não é novidade: jogo muito afunilado e concentrado no corredor central, acabando por deixar um pouco de lado o jogo pelas alas. Gostava de ver o contrário.

Embalados pelo golo os jogadores do Benfica regressaram do balneário mais tranquilos, com vontade de voltar a marcar e apresentaram um jogo com mais ritmo e intensidade que culminou no golo de Tiago Gouveia. A partir daqui a equipa de Schmidt foi controlando o jogo e somando oportunidades, mas não voltou a faturar.

A velha questão das substituições

Não é vontade de "bater" no treinador nem um gosto especial em abordar esta questão, mas sim incompreensão. Como é que as primeiras substituições só surgem ao minuto 75 quando o Benfica já se encontrava a vencer por 3-1 desde os 49 minutos? Gostei de ver Rollheiser a ser aposta e só lamento que, apesar de reunidas as condições, não tinha sido chamado a jogo mais cedo. São igualmente incompreensíveis as entradas de Morato para a lateral esquerda e Carreras para direita. O jogador brasileiro já leva uma série de jogos adaptado a defesa esquerdo e em nenhum convenceu, mas ainda assim voltou a ser colocado naquela posição. Posição essa que deveria ter sido ocupado por Carreras: o espanhol deveria ter entrado mais cedo em campo, não só para mostrar mais de si, mas também para dar descanso a Aursnes que tem sido aposta recorrente. Acabou por entrar para render Bah na direita. Um DE de raíz que ainda não se afirmou foi hoje testado a defesa direito. Não faz sentido.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Sporting CP 2-1 SL Benfica: uma águia de voos baixos

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fotografia: SLBenfica

Noite de dérbi em Lisboa com o SL Benfica a visitar o vizinho Sporting CP para disputar a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. E na sua casa foi mesmo o leão quem levou a melhor (2-1).

Mais uma vez Roger Schmidt decidiu ir a jogo sem um único ponta de lança no onze titular. Quando o fez as coisas não correram bem, a não ser no último jogo em casa, frente ao Portimonense (isto se ignorarmos os primeiros 45 minutos). Porém, o treinador alemão achou por bem voltar a repetir a dose. Como se jogar contra o Portimonense fosse o mesmo que jogar contra o Sporting... Resultado? Uma primeira parte de envergonhar com o Benfica completamente apagado em campo e sem um único remate à baliza. Às vezes dava jeito que se estudasse um pouco as equipas adversárias para evitar ser banalizado em apenas 45 minutos. Assim como também seria bastante útil esquecer a ideia do ataque móvel (claramente não funciona) e passar a usar os avançados que se tem no banco. Recordo que o Benfica gastou 40 milhões em avançados que quando chamados até cumpriram para hoje encarar um dérbi com ambos na lista de suplentes. 

A má abordagem ao jogo por parte de Schmidt (espantem-se agora com esta) acaba por dar um avanço de 45 minutos ao adversário. Quantas vezes já vimos isto esta época? Tenho muita pena que o treinador do Benfica seja tão consistente neste aspeto. E se fosse só neste estaríamos nós bem. O problema é que Roger acaba por cometer muitas vezes vários erros. A primeira parte deixou claro que o meio campo do Benfica não estava funcionar e acabou por ser completamente anulado pelo do Sporting. Contudo, o técnico deixou a coisa rolar e a primeira substituição que fez foi para lançar Morato. Não encontro nada que justifique esta aposta. A prestação da equipa até então gritava por um avançado, uma presença na área e um meio campo mais forte capaz de travar o adversário. Schmidt não viu nada disso. Da mesma maneira que não tem visto uma série de falhas em jogos anteriores. Se vê então porque não corrige? É inaceitável estarmos no final de Fevereiro e continuarmos a ver um Benfica sem fio de jogo e com um coletivo fraco. Na minha opinião a pobre exibição da primeira parte é também da responsabilidade dos que estavam em campo, dos erros que cometeram, do desnorte de praticamente todos eles e de uma certa falta de garra. Porém, o maior culpado será sempre quem gere a equipa. E se o treinador ao fim de tantos meses ainda não tem uma ideia de jogo e continua a fazer experiências como se de uma pré época se tratasse então também não há muito que se possa pedir aos jogadores.

Depois de terem dado um avanço de 45 minutos ao adversário e de terem entrado algo adormecidos na segunda parte os encarnados lá acabaram por aparecem no jogo. A equipa do Benfica começou a definir melhor a zona de pressão, ganhou mais bolas e, consequentemente, lá chegou ao golo. Aliás, em apenas 3 minutos o Benfica fez o empate, mas o 2º acabou por ser anulado (mais à frente falarei disso). A partir daqui pouco mais se viu. Lamento que Schmidt não tenha sido capaz de potenciar o crescimento da equipa no jogo através de novas mudanças. As restantes substituições aconteceram já nos minutos finais do encontro. De destacar que o Benfica acabou o jogo com dois avançados em campo depois de ter estado a jogar uma hora sem um...

O resultado não é, de todo, o desejado, mas deixa ainda a eliminatória em aberto e o Benfica tem hipótese de chegar à final. Basta Schmidt estudar o adversário (se já o faz então é necessário fazê-lo melhor), levar os melhores a jogo e parar de insistir no ataque móvel e nas opções que não acrescentam nada de positivo, bem pelo contrário. E pode pôr tudo isto em prática já no clássico de Domingo.

P.S.: Permitam-me desrespeitar a minha própria regra de não falar em arbitragem para deixar aqui uma nota ao golaço anulado ao Di María. Pelas imagens divulgadas é notório que Franco Israel vê a bola a partir e, portanto, Tengstedt acaba por não ter influência no lance. Golo mal anulado ao argentino, na minha opinião. Isto não apaga a má exibição do Benfica, mas sem dúvida que acaba por ter influência no resultado final.



terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Os 120 anos do SLB para os bloggers do NGB: Filipa Claro

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120 anos da história mais bonita que alguma vez me contaram

Perdi a conta ao número de vezes que escrevi sobre o Sport Lisboa e Benfica e aquilo que significa para mim. Ainda assim, por mais que o faça, colocar em palavras um sentimento tão intenso como este continua a ser uma tarefa difícil. 

Como já tive oportunidade de dizer noutras publicações, sabia ainda pouquíssimas coisas sobre o mundo em geral quando tive o meu primeiro contacto com o Benfica. Era uma miúda, com os seus 4 ou 5 anos, que tinha como uma das suas prioridades ver o Benfica. Claro que não tinha ideia do que era o futebol, mas se o meu pai não perdia um jogo do Benfica então é porque era algo importante. Comecei a fazer como ele. Se entendia alguma coisa? Óbvio que não. Mas aqueles 90 minutos a ver o Benfica, ao lado do meu pai, eram incríveis. Já era amor e eu não sabia.

Com o passar dos anos descobri que o Glorioso tem uma das histórias mais bonitas que alguma vez me contaram e que, apesar de ter nascido no Norte, o meu coração sempre esteve em Benfica. Coincidência ou não, acabei mesmo por me mudar para Lisboa e, espantem-se, da janela do meu quarto podia contemplar algo que até então só tinha visto na televisão e em fotografias: o Estádio da Luz. Os astros estavam finalmente alinhados a meu favor. Era o circunstancialismo perfeito para começar a marcar presença em todos os jogos na Luz. E não só. Sozinha no meio da capital, longe da família e dos amigos era na Catedral que encontrava o conforto de casa. Refugiava-me ali várias vezes nos momentos em que precisava de parar, de pensar e tomar decisões, como um crente que procura respostas na fé. É inexplicável a tranquilidade que sentia naquele local. Ele estava vazio, mas o meu coração ficava cheio. 

Durante esses três anos em Lisboa vivi alguns dos momentos mais bonitos da minha vida, como por exemplo, as idas aos jogos, as amizades que nasceram por causa do Benfica e, claro, os festejos na majestosa rotunda do Marquês do Pombal. Recordo com certa nostalgia a chegada do autocarro, com aquele ar imponente de quem nunca neste país encontrou rival e a cidade pintada de vermelho. Não havia sítio no mundo onde eu pertencesse mais do que àquelas ruas repletas de abraços apertados, festejos efusivos e declarações de amor em forma de cânticos direcionadas ao clube que nos envaidece. 

O regresso à minha maravilhosa cidade, Vila Nova de Gaia, fez com que as habituais idas à Luz dessem novamente lugar aos jogos no sofá com o meu pai e a minha irmã. Até que no ano passado, eu e a minha irmã, sem pensarmos muito, decidimos ir a Aveiro ver o clássico para a Supertaça. E aqui tudo mudou. No mítico convívio pré-jogo conheci um grupo de incríveis benfiquistas com quem normalmente trocava ideias na internet e desde então que nos encontramos em quase todos os jogos do nosso Benfica, sejam eles na Luz ou noutro estádio qualquer. Ali nasceu a minha família do Benfica que não parou de crescer (e ainda bem)! Com membros de Vizela, Gaia, Viseu, Braga, Coimbra, Lisboa, Valência…todos juntos por um amor maior: o Benfica. E o que o Benfica uniu ninguém separa. Os 600km que faço ao fim de semana para ir à Luz com a minha fiel companheira da bola, a minha irmã, valem sempre a pena pelo Benfica e o Benfica é o jogo e o encontro repleto de abraços, sorrisos e finos com essa gente boa. 

Foi também graças ao Benfica que me juntei à família NGB e voltei a descobrir a minha paixão pela escrita. Aquilo que para muitos não passa de um simples clube de futebol para mim é bem mais do que isso. A grandeza do nosso Benfica motivou-me a voar mais alto e inspirou-me sempre quando a criatividade me faltou. 

Por tudo isto e por outras tantas coisas que tenho guardadas na memória e no coração levo orgulhosamente tatuado no corpo o ano da tua fundação. 

Parabéns, amor da minha vida. Parabéns, Sport Lisboa e Benfica.

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