Dever cumprido. O SL Benfica recebeu e venceu o Estoril Paia (3-1) na 25ª jornada do campeonato nacional. De um modo geral a exibição dos encarnados não convenceu e as opções incompreendidas de Roger Schmidt voltaram a levantar uma série de questões.
11 do SL Benfica: Trubin, António Silva, Tomás Araújo, Aursnes, Bah, Florentino, João Mário, Kokçu, Tiago Gouveia, Neres e Marcos Leonardo.
Finalmente a tão esperada rotação. Di Maria, Rafa e João Neves tiveram o merecido descanso e as peças escolhidas para os seus lugares não desiludiram. Schmidt escolheu um onze que à primeira vista surpreendeu, porém fez todo o sentido. O treinador alemão tem nas mãos um plantel que lhe permite fazer isto mesmo e, portanto, não tem necessidade nenhuma de levar jogadores ao limite. Hoje, neste ponto, esteve bem.
Marcar e sofrer para voltar a marcar
Entrada positiva em campo, com o conjunto encarnado a conseguir fazer boas combinações e com uma forte aposta na pressão. Juntaram à receita a paciência para desmontar a equipa do Estoril e bastaram 15 minutos para abrir o marcador da Luz com um golaço de Kokçu que hoje, a jogar na sua posição, se mostrou mais confortável, encheu o campo e levou para casa o justo prémio de melhor em campo.
Com o golo cedo e com o Benfica a continuar a ameaçar ficou a sensação de que rapidamente iam aumentar a vantagem, contudo os encarnados acabaram por sofrer o golo do empate pouco depois e a partir daí fez um jogo nada inspirado. Manteve-se a posse de bola alta, mas faltou tudo o resto. Só na compensação é o marcador voltou a mexer com Marcos Leonardo a fazer o 2-1. E ainda durante esta primeira parte o Benfica mostrou uma tendência que também não é novidade: jogo muito afunilado e concentrado no corredor central, acabando por deixar um pouco de lado o jogo pelas alas. Gostava de ver o contrário.
Embalados pelo golo os jogadores do Benfica regressaram do balneário mais tranquilos, com vontade de voltar a marcar e apresentaram um jogo com mais ritmo e intensidade que culminou no golo de Tiago Gouveia. A partir daqui a equipa de Schmidt foi controlando o jogo e somando oportunidades, mas não voltou a faturar.
A velha questão das substituições
Não é vontade de "bater" no treinador nem um gosto especial em abordar esta questão, mas sim incompreensão. Como é que as primeiras substituições só surgem ao minuto 75 quando o Benfica já se encontrava a vencer por 3-1 desde os 49 minutos? Gostei de ver Rollheiser a ser aposta e só lamento que, apesar de reunidas as condições, não tinha sido chamado a jogo mais cedo. São igualmente incompreensíveis as entradas de Morato para a lateral esquerda e Carreras para direita. O jogador brasileiro já leva uma série de jogos adaptado a defesa esquerdo e em nenhum convenceu, mas ainda assim voltou a ser colocado naquela posição. Posição essa que deveria ter sido ocupado por Carreras: o espanhol deveria ter entrado mais cedo em campo, não só para mostrar mais de si, mas também para dar descanso a Aursnes que tem sido aposta recorrente. Acabou por entrar para render Bah na direita. Um DE de raíz que ainda não se afirmou foi hoje testado a defesa direito. Não faz sentido.



