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sábado, 23 de junho de 2018

RIP

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Para quem gostava de Pantera e ainda tinha esperança numa reconciliação entre Vinnie Paul e Phillipe Anselmo...isto é uma notícia muito triste.

RIP VP.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Bem vindo Cristian Lema!

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Obrigado Rui Costa por mais esta contratação.
"Cristian Lema. É este o nome do mais recente reforço do Benfica para a temporada 2018/19. O central argentino, oriundo do Belgrano, assinou contrato válido por cinco épocas.

"Espero primeiro uma boa adaptação. Quero adaptar-me bem ao que é o Clube e ao que é o grupo para poder render da melhor maneira. Tenho muita vontade. Para mim, é um salto muito importante na minha carreira. Fiz uma boa época, num campeonato difícil e estava à espera de uma oportunidade como esta. Quando surgiu, tomei a decisão com a minha família, que ficou muito contente", afirmou o defesa de 28 anos (24.03.1990), em declarações à BTV." - SL Benfica.


Ponto de situação: Sport Lisboa e Benfica

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Até agora contabilizam-se as seguintes entradas:
Vlachodimos, Ebuehi, Germán Conti, Yuri Ribeiro, Matos Milo, Erdal Rakip, Chiquinho, João Amaral, Nicolás Castillo e Facundo Ferreyra.

Fala-se que Cristian Lema vai assinar nas próximas horas.

Quanto às saídas: 
Paulo Lopes, Eliseu, Douglas, Jimenez, João Carvalho e Diogo Gonçalves.

Jogadores para vender até 30/06:
Salvio, Pizzi, Grimaldo, Lisandro e Seferovic.

Jogadores que deveriam ficar mas que estão em "perigo" de venda:
Ruben Dias, Samaris e Zivkovic.

Outras situações:
Luisão: O jogador mais caro do plantel. Não se compreende porque até agora não foi anunciada a sua dispensa. O rendimento desportivo já não tem qualquer interesse para o clube. Financeiramente é um peso enorme. 3.5M/ano é demasiado. 

Jonas: O terceiro mais caro do plantel. Problemas físicos que se têm agravado no último ano e meio e a caminho dos 35 anos. Com as contratações que o SL Benfica tem feito e parece ir continuar a fazer, Jonas não terá o mesmo espaço. Talvez a melhor solução seja mesmo uma saída consensual entre jogador e clube. Talvez agora a China seja a opção natural.

Guarda-redes titular: Entretanto ja vi alguns vídeos do Vlachodimos. Confesso que não fiquei entusiasmado. Acho que vamos continuar com o mesmo problema na baliza. Precisamos de um GR com um perfil mais interventivo e seguro.

Svilar:
Querer fazer do belga um GR de futuro obriga a que ele jogue. Não sei se todos se aperceberam que ele chegou ao SL Benfica sem ter feitos jogos como profissional. Para ser um GR de qualidade, precisa de ganhar experiência. Ocupar a baliza do SL Benfica não é tarefa simples. Ou entra e segura o lugar com qualidade ou não tem possibilidade de ficar. Manter este miúdo no plantel principal mais um ano é cortar o seu crescimento. Ele precisa de aprender.

Entre Luisão, Salvio e Jonas temos 10 milhões de euros/ano só em vencimentos. 

Estamos a dia 22/06 e começa a ser preocupante a quantidade de situações por resolver no SL Benfica. Entretanto, as entradas não páram.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Júlio Magalhães e Porto Canal: indignos

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«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social entendeu “reprovar veementemente” o Porto Canal por tornar públicas práticas inaceitáveis nas competições desportivas por parte do Benfica.

E como chegou a ERC a esta original e até criativa decisão, depois de uma queixa do Benfica? Simples, recusando que ao Porto Canal fosse concedido o direito de fazer prova, de ser ouvido, de argumentar, recuperando um estilo de decidir que se julgava erradicado do Portugal democrático.

Curiosamente, a decisão só não contou com o voto do conselheiro Mário Mesquita, que se absteve, ele que é o único que apresenta um currículo extenso e seguro como jornalista, o que não pode deixar de merecer registo.

As denúncias que a ERC entendeu agora “reprovar veementemente” deram início a uma revolução no desporto português, decorrendo atualmente diversas investigações por corrupção desportiva e não desportiva a elementos do Benfica, ou que estavam ao serviço do Benfica, estando inclusivamente um deles detido preventivamente.

O Porto Canal afirma veementemente que continuará nesta luta pela verdade desportiva no quadro do seu direito à informação. E, obviamente, irá impugnar judicialmente esta decisão indigna.

O Diretor Geral do Porto Canal
Julio Magalhães»
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O director do Porto Canal falar em indignidade é uma coisa no mínimo curiosa. 
"Juca" Magalhães, que até convidado para ir a apresentações de livros ao Estádio da Luz já foi, é um expoente de um clube podre e cuja história é que é indigna e uma nódoa para o nosso futebol.

Lamento que o director do Porto Canal não se lembre de utilizar o termo indignidade quando:

- O campeonato nacional foi alargado 2 vezes no passado para evitar que o FCP descesse de divisão

- O FCP pagou à Agência Cosmos de livre vontade uma viagem ao árbitro Carlos Calheiros com o nome na factura de José Amorim, tendo depois alegado um erro 

- O árbitro Jacinto Paixão fez confissão de ter recebido ofertas do FCP para manipular resultados de jogos a favor do FCP

- Tudo o que as Escutas do Apito Dourado revelaram e comprovaram

- Como jornalista não tenha repudiado o episódio entre Pinto da Costa e Tavares Teles

Júlio Magalhães revolta-se por as autoridades não lhe permitirem continuar a revelar conteúdos ROUBADOS. Indignidade? Só para os outros.

Lamento que o director do Porto Canal não se importe com outras indignidades que envolvem o seu FC Porto:

- Centro de Estágio do Olival utilizado pelo FCP quase à borla, tendo custado quase 20 milhões de euros aos contribuintes portugueses

- Utilização do Estádio Jorge Sampaio, em Pedroso, a troco de uma renda simbólica

- Utilização regular do Pavilhão Municipal da Lavandeira sem pagar quaisquer contrapartidas financeiras 

- Complexo da Piscina de Campanhã com usufruto para o FCP, pagos pela CM Porto e pela CCDRN

Indignidade, caro Júlio Magalhães, é um canal como o Porto Canal não ter ainda apresentado lucros desde que o FCP lhe pegou. Só no último exercício(2016/2017), apresentou um prejuízo de 2,571 milhões de euros. 

Mesmo apesar do financiamento descarado que entidades públicas do norte do país fazem ao canal, que nos últimos anos já recebeu mais de 2 milhões de euros em dinheiros públicos, Júlio Magalhães teve a lata de escrever o comunicado acima.

Indignidade é o ladrão querer apontar o dedo a alguém.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O futebolzinho de Fernando Santos no Portugal - Marrocos

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Talvez agora apareçam não sei quantos experts a justificar este jogo de Portugal. 

Talvez seja uma "estratégia" ser dominados do princípio ao fim pela poderosa Marrocos.

O que sei é que se Rui Patrício não tem estado em mais um grande dia Portugal não tinha ganho.

Como é possível que a estratégia de um campeão europeu possa ser marcar e depois entregar-se ao "encolhimento"?

Pode vir Fernando Santos agora desculpar-se ou até colocar nos jogadores a responsabilidade. Só que quem fez o 11 foi ele.

Rafael Guerreiro foi talvez o pior elemento. Errou imensas vezes, foi ultrapassado outras tantos e demasiado faltoso gozando até de alguma impunidade por parte do árbitro. 

E lá vou eu falar do Pizzi de serviço: Moutinho. Sem intensidade, campeão nos passes para o lado ou para trás, teve como única coisa positiva o centro para o golo. Foi pouco? Para a posição que ocupa no campo sim. Muito pouco.

No jogo com a Espanha a desculpa foi o esquema dominador dos espanhóis de posse de bola. Hoje já não é possível desculparem-se. Grande parte do domínio de Marrocos passou pela falta de intensidade e oposição dadas por Moutinho. William andou por ali sozinho. Não dá.

Também Pepe, além das palhaçadas habituais, anda à nora e foram várias as ocasiões em que estava ou na zona de Fonte ou fora da sua zona. Resultado? Problemas. Cada vez mais acredito que Ruben Dias faria uma dupla bem melhor com Fonte.

Depois Fernando Santos baralha tudo. Para acomodar certos jogadores, coloca Bernardo Silva na linha e no pé contrário ao que domina melhor, por exemplo.

Depois mete João Mário de início e qual a substituição que faz no jogo? Mete no seu lugar o jogador que substituiu. Fernando Santos anda baralhado, só pode. Ou então assumiu que erra nas suas opções.

Não acredito que com um futebolzinho destes possamos ganhar segunda vez. Tivemos toda a felicidade do mundo em França. Não podemos é esperar ganhar sempre da mesma maneira.

P.S.: A SIC que pegue no Manuel Machado dos comentadores e o deixe na Sibéria. Não há paciência para ouvir os comentários de João Rosado.

Portugal - Marrocos (com 11 inicial)

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Um jogo importante para ambos. 

Fernando Santos vai apresentar o seguinte 11:
Rui Patrício; Cédric, José Fonte, Pepe e Raphael Guerreiro; William Carvalho, João Mário e João Moutinho; Gonçalo Guedes, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo.

Sai Bruno Fernandes para a entrada de João Mário, mantendo a aposta em Gonçalo Guedes e Bernardo Silva.

Fernando Santos insiste em Moutinho, coisa inexplicável quando se tem um Adrien ou um Manuel Fernandes. 

Moutinho, por muito boa imprensa que tenha, tem um rendimento fraco para a posição que ocupa. Aliás, o jornalista Fernando Guerra descreveu bem a inutilidade de Moutinho após o jogo com a Espanha. Mas Fernando Santos é assim. Só muda quando se vê apertado como aconteceu no Euro 2016.

Também inclusão de João Mário não é muito compreensível quando se tem um Gelson. 

Seja como for, o necessário é vencer o jogo.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Um guarda redes para o SL Benfica? Este era já.

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Exclusivo: A irresponsabilidade de ser demasiadamente responsável e a responsabilidade de ser moderadamente irresponsável

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Obrigado pelo convite para escrever neste espaço. Procurarei ser factual e preciso. 

A atual Direção do Benfica tem vindo a defender uma estratégia para o futebol do clube que assenta na conjugação da consolidação financeira com o êxito desportivo (veja-se a este respeito a mensagem do presidente do Conselho de Administração da SAD (também presidente da Direção do Benfica) que se encontra no relatório e contas da SAD do exercício findo em 3º de junho de 2017. Na referida mensagem justifica-se esta ideia com base em dois factos: um resultado consolidado positivo de 44,5 milhões de euros (que consolida uma tendência já observada nos últimos anos) e o tetra finalmente conquistado em maio de 2017. 

Contudo, estes argumentos e, por inerência, todo o conteúdo da mensagem são falaciosos (e pretendo usar aqui um eufemismo). 

Primeiro, porque o resultado referido atrás não é, ao contrário do que se diz, o culminar de uma tendência que se tem vindo a consolidar. É antes o clímax de uma política de downsizing desenfreado que é tudo menos sustentável… até porque já não há mais ativos para alienar que permitam a obtenção de mais-valias elevadas. 

Segundo, porque o verdadeiro sucesso desportivo é algo de que toda uma geração de benfiquistas (onde me incluo) ainda continua à espera (há mais de três décadas). Para o Benfica só pode verdadeiramente haver sucesso desportivo quando o clube se conseguir voltar a afirmar internacionalmente. Esse tem de ser o desígnio desportivo do Benfica. Vai muito para além da conquista de campeonatos e de taças domésticas e do populismo e folclore que nos últimos anos tem crescido em torno desses acontecimentos. 

A conquista da Liga dos Campeões é o desígnio do Benfica que falta cumprir. Qualquer direção que pretenda servir o Benfica tem o dever para com os benfiquistas de cumprir este desígnio e deverá ser naturalmente julgada pelo quanto contribuiu para a concretização deste objetivo. Ou seja, qualquer direção tem a responsabilidade de ser moderadamente irresponsável para ousar assumir este objetivo. Por outro lado, qualquer direção deve evitar a irresponsabilidade de ser demasiadamente responsável e de não investir o suficiente neste objetivo. 

Alguns exemplos da demasiada responsabilidade da atual direção: 

· Nas últimas 5,5 épocas, a SAD investiu mais de 300 milhões de euros no plantel. Salvo raras exceções (Jonas, Salvio, Fejsa, … não necessariamente as mais caras), foram recursos desperdiçados em muitas apostas arriscadas. Com estas verbas teria sido possível investir em atletas com provas dadas (investimentos com menor incerteza de sucesso) que potenciariam o desempenho na Liga dos Campeões. 

· Nas últimas 5 épocas o Benfica disputou 36 jogos na Liga dos Campeões. Desses, apenas venceu 12, tendo saído derrotado em 16 jogos (quase 50%). Se tivermos em conta que apenas 8 desses 36 jogos foram disputados com equipas de topo do futebol europeu, torna-se evidente a mediocridade da passagem recente do Benfica pela principal montra do futebol mundial. 

· Na época em que o Benfica conseguiu a proeza de não pontuar na Liga dos Campeões (nem o Qarabag conseguiu tal feito) registou-se o maior aumento dos gastos com remunerações (e afins) dos últimos tempos. Nos primeiros 6 meses do exercício a findar em 30 de junho de 2018, a SAD apresentava um total de gastos desta natureza superior a 35 milhões de euros (sem prémios de desempenho desportivo, assim se espera). No exercício findo em 30 de junho de 2017, os gastos com remunerações e afins ascenderam a 74,7 milhões de euros, dos quais 13,4 milhões de euros referentes a prémios (componente variável). Uma massa salarial desta magnitude não é consentânea com a estratégia de consolidação financeira, nem os efeitos da mesma se fazem sentir na vertente desportiva. Urge, assim, explicar aos benfiquistas em geral o porquê deste aumento na base salarial. 

· Urge igualmente explicar aos benfiquistas porque motivo o número de colaboradores da SAD tem vindo a aumentar consistentemente (certamente em linha com a referida estratégia de consolidação financeira). O número de colaboradores em junho de 2015 ascendia a 350. Em dezembro de 2017 já eram 445 (um aumento de quase 30%). 

O plantel já superou a centena de atletas (5 equipas). Pergunta-se, pois, se, com os recursos utilizados nos salários deste vasto plantel, não teria sido possível manter alguns dos atletas que saíram do clube nos últimos anos. Legitimamente, pergunta-se ainda qual o impacto que tal desfecho poderia ter tido no desempenho do Benfica na Liga dos Campeões no período em causa. Afigura-se igualmente pertinente uma explicação sobre porque motivo o número de colaboradores da Benfica TV aumentou de 69 em junho de 2017 para 84 em dezembro do mesmo ano, num contexto de esvaziamento de conteúdos do canal. 

Vários estudos empíricos têm demonstrado que o sucesso desportivo está positivamente correlacionado com o montante dos gastos com remunerações dos atletas e também com o montante investido na sua contratação (o bom senso já nos dizia o mesmo)

Para haver capacidade para pagar remunerações mais elevadas e para investir na contratação de atletas, é necessária a geração de receitas mais elevadas. Contudo, a magnitude das receitas também está positivamente correlacionada com o sucesso desportivo. Trata-se de um ciclo virtuoso que não pode ser quebrado. E é precisamente isso que acontece quando existe um desinvestimento na capacidade competitiva do plantel … revelador de uma miopia estratégica que não se coaduna com a grandeza do Benfica. 

Em próximos posts serão apresentadas diversas deficiências estratégicas da atual Direção do Benfica (e da atual Administração da SAD). 

Sempre que possível, serão apresentadas abordagens alternativas com vista à consecução daquele que deverá ser o principal objetivo do Benfica: SER O MAIOR E O MELHOR CLUBE DO MUNDO.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Um Mundial pobre...

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...em qualidade até agora.

Tirando o Portugal - Espanha e o Alemanha  - México, os outros jogos têm até agora demonstrado mau futebol, muito pobre em alguns casos.

E se não se pode pedir a um Irão ou um Coreia que apresentem grandes trunfos futebolísticos, já uma Argentina, uma França ou um Brasil têm que fazer muito mais. 

Ou uma Inglaterra cheia de putos "maravilha" mas com sobranceirismo e tiques de vedeta que os tornam menos eficazes e concentrados no que têm que fazer.

Olhando para a primeira jornada quase completa, vimos uma Espanha ou uma Alemanha fortes(mesmo apesar da derrota), um Portugal que com este Ronaldo e alguns ajustes também é candidato, e um México que mantendo o nível do primeiro jogo não tem que temer ninguém.

Por outro lado, temos uma Argentina com um treinador inventor e uma "era Messi" que se arrasta penosamente sem que o clube das Pampas ganhe ou brilhe seja em que competição for. Quem viu a Argentina de Maradona ou Valdano só pode achar uma piada esta Argentina de Messi.

Também o Brasil revela os problemas do vedetismo com Neymar demasiado concentrado nas revistas e na publicidade e portanto com um rendimento miserável para o que dizem ele ser. Sim dizem porque um grande jogador faz um mau jogo de vez em quando e não o contrário.

Por fim a França que recheada de jogadores muito bem pagos nas suas equipas achou que as contas bancárias chegavam para ganhar jogos.

Eu diria que Portugal nunca teve tantas condições para discutir o título de Campeão do Mundo.

P.S.: Amanhã teremos um novo blogger no NGB. Não percam.

Exclusivo: "A coisa promete!!" por Rui Gomes da Silva

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1. UMA EXCEÇÃO ... PARA FALAR DE UMA CRISE

Eu sei que não é isso que esperam os muitos ... muitos mesmo (mais de um milhão) que me lêem, todas as segundas feiras!

Um milhão ... apesar do esforço de dois ou três parecerem centenas ... nas críticas que plantam!

Como se fosse para isso que lhes pagam (em boa verdade não é, também, para andarem a prejudicar - e de que maneira - o Benfica ... mas sobre isso falaremos ... mais depressa do que esperam)!

Tudo isto à guisa de introdução, como nota explicativa de um texto que se inicia com um tema que nem de falar gostamos!

Vem isto a propósito da crise do Sporting!

2. LEGITIMIDADE DEMOCRÁTICA 

Uma crise onde se sucedem as surpresas ... apesar de - por aqueles lados - já nada nos surpreender!

No sábado fui - ainda assim - “surpreendido” por mais um episódio de uma telenovela que nos leva a prometer não ver mais nada ... porque julgamos saber os próximos capítulos.

Nada mais errado!

Agora, com alguns amigos por lá, tenho pena de não perceberem - eles, homens da política - um dos ensinamentos mais importantes de quem quer “correr” por projetos.

A da legitimidade democrática!

Sem relembrar aquilo que na política sempre nos vem à memória de cada vez que nos deparamos com uma imagem daquelas - a de uma verdadeira fotografia de uma Junta sul ou centro americana ... anunciando a tomada de poder num daqueles países - a ideia que fica é que, todos eles, sem exceção, se esqueceram desse princípio fundamental: o da força do voto popular!

Por mim ... continuem!

De preferência ... com o Presidente com que todos - sem exceção - se entusiasmaram!

Eu percebi ao que vinha!

E por isso sempre quis que ele por lá continuasse!

Mas tenho pena que os que alimentaram as “feras do circo” ... agora, queiram proibir os animais!
Apenas quero deixar-lhes um aviso: vão ter que enfrentar o “bicho” na jaula ... dele!
A coisa promete!

3. UMA LOUCURA???

Ora, esta crise não tem nada a ver connosco e nós não teremos nada a ver com ela!

Não tivemos e não acredito que tenhamos!

Pela nossa natureza e por conhecer - minimamente - o que pensa quem está, neste momento, à frente do Benfica!

Eu sei que a vingança de 1907 ou de 1993 alimenta muitas das expectativas de quem não tem responsabilidades!

E alguns milhares de mensagens incentivadoras dessa mesma vingança ... dão que pensar!

Mas nem sempre a velha máxima ... “sou o líder deles, tenho que os seguir” ... deve ser o caminho!

Foi, porventura, essa necessidade de arranjar simpatias num momento de balanço de uma época a todos os títulos desastrosa e lamentável - em termos desportivos - que ouvimos falar da possibilidade de ... alguém ... poder cometer uma “loucura”.

Compreendi o anúncio como “publicidade panfletária” ... para uso numa Assembleia Geral que poderia ser problemática! Apenas isso!

Eu sei que alguns dos empresários de alguns dos jogadores em causa ... costumam andar e “almoçar” muitas vezes pela Luz ... bem acompanhados!

Mas isso - o interesse dos empresários e o interesse do empresário (o que, parecendo, não é a mesma coisa) - justificará qualquer loucura?

4. A HISTÓRIA 

Penso que não!
Porque o Benfica não pode ter os seus interesses ligados a ideais de vingança!

Isso bastará para justificar essa atitude? Digo-vos que não!

Eu sei que quem está, hoje, na Luz, não tem memória alguma dos idos tempos de 1993.

Ou não tem memória porque não ligava ao futebol ou - pior do que não ter memória - alguns deles estavam contra nós ... alguns, mesmo, de forma muito empenhada!
Sei do que falo!

Porque vivi de perto essa crise!

No dia das rescisões passei algumas horas na Luz, em conversa com o saudoso Alberto Silveira e com o Francisco Cunha Leal (estando ainda presente, nessa longa “conversa” de quase toda uma tarde, o Pedro Cordeiro) ... com algumas visitas do, então, Presidente da Assembleia Geral do Benfica, Juiz Conselheiro Adriano Afonso, para dar novidades do processo de rescisões.

Novidades que continuariam a ditar as nossas preocupações, na manhã seguinte, um sábado, passada também na Luz, de novo com o Alberto Silveira e com o Francisco Cunha Leal, com uma visita inesperada de Pimenta Machado, então Presidente do Vitória.

Uma crise que o Sporting julgou ter aproveitado ... e de que não se aproveitou (apesar de ter “levado” um dos melhores jogadores do Benfica e quase ter levado o melhor (João Pinto).

Exemplo à Benfica ... talvez o de 1989 ... onde admitimos a possibilidade de que lá voltassem os que de lá tinham saído ... por causa de um Presidente!

Mas dessa história ... outras histórias se contarão!

5. PARA LOUCURA ... ENTÃO QUE SEJA EM GRANDE ...

Estou por isso tão à vontade para defender o que defendo porque vivi de perto uma dessas histórias ... e sei o adicional de alma e de vontade de “vingança” de quem sofre esses golpes!

Sabem - sabemos todos - como acabou essa época, que tinha começado com o roubo de jogadores do Benfica de Jorge de Brito ... pelo Sporting de Sousa Cintra (sim, o mesmo que, tendo saído em 95, voltou anteontem ... de forma tão ... estranha).

6-3 ... a 14 de Maio de 1994, ... em Alvalade, então ... rumo ao 30° ... dos 36 que temos! 

6. ... E QUE NÃO SEJA POR CAUSA DOS INTERESSES DOS EMPRESÁRIOS 

Mas, ainda assim, não sendo esse o meu caminho ... admito que possa ser o de outros!

Apesar de saber que a pressão será enorme para quem vier, ... que a perseguição será gigantesca em todos os campos do País, a eles - enquanto jogadores - e a nós - enquanto clube - e que tudo farão, “os deuses do futebol luso”, para equilibrar as coisas depois de um “roubo” desses, .. se for esse o caminho, ... então que valha a pena.

Não 1, nem 2, nem sequer 3, mas antes 4.
Tudo ou nada!

Porque aí não haverá nada que não ultrapassemos!

Venha quem vier!

E, já agora, ... que não seja só até Janeiro ou por uma época ... porque “parcerias estratégicas” dessas podem ser boas para muita gente, mas não para o Benfica, de certeza!

7. TRÊS NOTAS FINAIS

Só para me recordar - a mim mesmo - que nunca deixei de ter razão ... 

a) quando JJ parecia ser diferente do que sempre tinha sido, ... como voltou a ser na sua saída do Sporting e nas condições que aceitou para deixar de ser treinador do clube de Alvalade.

Quando havia, até, quem lhe visse perfil de Presidente!

b) de elogiar a grande decisão do Presidente da Federação Espanhola de Futebol, ao despedir Lopetegui, não por ele ter treinado quem treinou (talvez tenha sido escolhido para ter estado onde esteve pelo que agora demonstrou ser) mas porque a dignidade e a honra não se vendem nem se compram, independentemente do momento!

E quem não a tem ... merece isto!

Já agora ... não tendo nada com isso ... o Real mereceria muito melhor (como haveremos de ver)!

c) não sou - reconhecidamente - dos veneradores de Ronaldo.

Concordo, até, com os que dizem que ... “quem gosta de futebol, acha Ronaldo melhor que Messi, quem percebe, acha Messi superior a Ronaldo”.

Mas isso não me impedirá - nunca - de concordar com os que acharam soberba a exibição de Ronaldo contra a Espanha (haveria de haver um jogo dele assim, na Seleção, diria eu .. ).

domingo, 17 de junho de 2018

Benfica Made in Benfica ou Milhões Made in Seixal? A mentira mantém-se!

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No seguimento do meu texto anterior sobre as saídas de João Carvalho e Diogo Gonçalves, lanço um ponto para discussão e outro que quero apenas clarificar.

Há mais de quatro anos atrás, quando esta história do Benfica Made in Seixal virou bandeira, escrevi neste blog um texto que se intitulava (julgo eu, porque entretanto há algum tempo que deixei de guardar para mim tudo o que escrevo e se calhar o título não foi exatamente este): “Benfica Made in Benfica ou Milhões Made in Seixal?”

A história tem confirmado as minhas suspeitas, de que o Benfica nunca seria um Benfica Made in Benfica como nos prometeram e como LFV nos engana falaciosamente todos os dias, até porque, como sempre disse, os bons do Benfica continuariam a sair ao fim de 6 meses assim que cheirasse a dinheiro, e os que ficam seriam sempre os medianos que mais ninguém quer.

Se o Benfica quiser manter o Made in Seixal Varela muitos anos, garanto que não há problema nenhum, porque duvido que ele alguma vez chegue a um patamar superior ao Benfica. O difícil é manter um Renato Sanches mais de 6 meses quando cheira a dinheiro e quando o próprio Benfica prefere vender no imediato o jogador ao invés de fazer o esforço de o manter mais um ou dois aninhos que sejam.

Dito isto, e depois de tanta venda e tanto milhão faturado Made in Seixal, a metade do título que eu sugeri há mais de quatro anos atrás: “Milhões Made in Seixal” corresponde à realidade e, mesmo que fosse só por aí, a aposta no Seixal está mais do que ganha e justificada.

Mas está justificada muito mais pelos milhões que entraram do que na tal falácia da mística que ia regressar à equipa principal do Benfica! Há uma aposta sim, para vender no imediato, não existe a aposta no esforço de manter esses jogadores na Luz um mínimo de três anos para que a aposta Benfica Made in Benfica seja uma realidade também para os adeptos.

E estes casos João Carvalho e Diogo Gonçalves são sintomáticos. Passaram um ano na Luz num plantel com 30 jogadores. Diogo Gonçalves por exemplo, importa lembrar, teve à sua frente "apenas" Carrilho, Salvio, Zivkovic, Cervi e Rafa! Digam-me portanto se acham que alguma vez Diogo Gonçalves contou realmente ou se não teria sido bem melhor tê-lo emprestado a um clube de primeira liga onde pudesse jogar para que hoje tivéssemos uma ideia mais aproximada do seu valor.

E é contra isso que me insurjo. Insurjo-me contra a mentira. Contra a mentira de nos quererem fazer crer que o foco é o aproveitamento dos jovens no Benfica (nisso eu nunca acreditei como aqui sempre defendi), quando a prioridade não é essa mas sim os milhões.

Insurjo-me contra a mentira de me terem querido fazer crer que o Cancelo ou o Bernardo não fizeram carreira no Benfica por causa do Jorge Jesus, quando a verdade é que com ou sem Jorge Jesus, a carreira desses miúdos no Benfica teria durado no máximo mais 6 meses e a diferença teria sido vender por 20 em vez de por 15, milhões esses que nunca sabemos bem que parte deles entra realmente nos cofres do clube.

No resto, tudo pacífico para mim. Não acreditava no Benfica Made in Seixal há três anos atrás e não acredito agora. Salvam-se os milhões Made in Seixal nos quais sempre acreditei e esses também dão jeito.

Voltando ao João e ao Diogo, convenhamos, este ano mostraram pouco para justificar a aposta do Benfica mas...

Em primeiro lugar nunca contaram realmente. Ficaram no plantel porque sem putos no plantel como é que LFV continua a vender a sua bandeira?!;

Em segundo, há muitos miúdos em início de carreira que não produzem no início, não tanto por falta de qualidade mas por acusarem demasiado a pressão de um grande clube que não os deixa explanar o seu futebol. E se isso é justificável num Rafa por exemplo, bem mais justificável é em miúdos que estão apenas a começar e que nem metade das oportunidades de um Rafa têm. Às vezes basta libertarem-se jogando num clube menor para de repente vermos jogadores completamente diferente.

O meu ponto é que mais uma vez, ao João e ao Diogo se traçaram diagnósticos finais ao fim de 9 meses e para eles não há segundas chances. E foram, eles como os outros, despachados mais uma vez à primeira oportunidade.

E agora lanço aqui para discussão o seguinte:

Eu entendo que no caso do Bernardo Silva por exemplo, um clube como o Mónaco não recebe um jogador um ano para o valorizar suportando as dores de crescimento todas, para um ano depois voltar ao Benfica e brilhar e o Mónaco ficar a ver os frutos do seu trabalho sem colher dele qualquer benefício. Entendo que com o Mónaco era inevitável haver as tão famosas “Há para lá umas cláusulas quaisquer” que LFV sempre quis contornar MAS...

Haver essas cláusulas com um clube como o Nottingham Forest no caso do Diogo Gonçalves? Isto é um ato de gestão coerente com aquilo que nos querem fazer crer que a aposta no Seixal é para levar a sério?

Um clube como o Nottingham Forest deveria estar felicíssimo por poder ter ao seu serviço durante um ano um jogador do Benfica que não poderia ter de outra maneira. Um clube como o Nottingham Forest não é nenhum Mónaco para exigir cláusulas nenhumas!

Então o Benfica empresta ao NOTTINGHAM, dando ao Nottingham toda a vantagem do negócio (se for bom compram, se não for mandam para trás), e é o Benfica que fica dependente da vontade de um clube como o NOTTINGHAM?!

O que impediria o Benfica de emprestar o jogador ao NOTTINGHAM SEM OPÇÃO DE COMPRA, ficando o Benfica como dono do destino do jogador, e se no final da próxima época o Nottingham quisesse o Diogo, fazer uma oferta que o Benfica poderia aceitar ou recusar?! Ai o Nottingham assim não queria?! Mas e não haveriam clubes do nível do Nottingham que quisessem?!

Eu digo o que penso: Qual é portanto o sentido dessas cláusulas que não sejam o jogador já estar vendido ao Nottingham ou ao Mendes (nestas coisas a gente nunca sabe muito bem a quem é), venda essa que o Benfica não quer assumir desde já porque era muito descarado assumir a venda de mais dois miúdos da formação só de uma vez à Luz dessa mentira que nos continuam a vender todos os dias, de que o Benfica se prepara para dominar a Europa com a prata da casa?!

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