A Benfica SAD lança na próxima segunda-feira, dia 2 de julho, uma emissão obrigacionista a três anos no valor de 45 milhões de euros e com uma taxa de juro fixa de 4% anual, segundo o prospecto divulgado esta sexta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A oferta decorre até 13 de julho e destina-se ao público em geral. O apuramento dos resultados da emissão está agendado para dia 16.
As obrigações têm um valor nominal de cinco euros e o montante de subscrição mínimo é de 100 euros.
Curiosamente, nem uma única referência de destaque à operação no site do clube. Lá a encontramos, enterrada, aqui.
Dinheiro para comissões? Nunca falta.
Dinheiro para contratar uma camionete de jogadores do leste que nunca vestirão a camisola do Glorioso? Nunca falta.
Pelo menos 10% de todas as operações de compra e venda do SL Benfica para Jorge Mendes? Pelo que Luis Filipe Vieira anunciou numa entrevista passada isso também nunca falta.
Dinheiro para criação de equipas masculinas e femininas que não existiam há mais de 20 anos, criação de novas equipas e categorias, contratação de dezenas para a BTV e para a SAD(mais de 100 no total), aumento de gastos com remunerações quando o valor do plantel diminuiu drasticamente (com os resultados desastrosos que sabemos)? Nunca falta.
Mais de 30 milhões de euros (sem derrapagens) para betão e relvados sem fim? Nunca falta.
45 milhões para o SL Benfica não ter que ir ao mercado buscar dinheiro? Não há.
Só no negócio Ederson eram 24 milhões que foram para outros lados.
Ou então antecipam-se receitas que excedem o actual mandato da direcção para pagar dívida bancária (um dia alguém explicará a razão principal pela qual o SL Benfica antecipou receitas de televisão até 2024 e prendeu o SL Benfica a um contrato que em nada beneficia o nosso clube e os benfiquistas). Aposto que nunca resultará em diminuição de passivo que dure, com o ritmo de aumento de custos que se vê no SL Benfica.
"Por outro lado, foram cedidos, sem recurso, créditos futuros relativos aos proveitos do contrato de exploração dos direitos de transmissão televisiva celebrado com a NOS, que são registados como passivo e associados aos proveitos do contrato com a NOS nos prazos normais deste. Esses créditos correspondem a 50% do valor das receitas previstas no referido contrato referentes às épocas 2018/2019 a 2022/2023 e a 25% do valor das receitas da época 2023/2024, totalizando um valor de €108,1 milhões. A Emitente recebeu pela cedência desses créditos um montante de €90,8 milhões."
Centenas de milhões em vendas...para onde foram?

