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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mais umas palavras ocas de Luís Filipe Vieira.

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“Quem me conhece sabe que sempre coloquei as Casas do Benfica como uma das prioridades da nossa estratégia, porque é da soma das muitas Casas do Benfica espalhadas pelo país que conseguimos manter a dinâmica de crescimento de um clube que é nacional, que une o país, que se afirma como símbolo de Portugal em todo o mundo.”

Concordo com o presidente. Daí que as Casas do Benfica tenham passado a ter 50 votos na mão do seu presidente, que só precisa de ser sócio do Benfica há um ano.

“O Benfica não é, nem está, em Lisboa. O Benfica está onde estiverem os seus Sócios e adeptos, e a vossa presença nesta sala é o melhor exemplo disso mesmo!”

O Benfica é um clube de todos os seus adeptos, estejam onde estiverem. Mas o clube é de Lisboa, teve a sua origem em Lisboa e o Estádio da Luz faz todo o sentido onde está. Nada disso desmerece ninguém ou achincalha qualquer outra cidade ou pessoa.

“O Clube mudou muito na última década. Ao contrário do que era prática no passado, o Benfica pensa a médio e longo prazo, e isso tem sido fundamental e um fator diferenciador que explica a nossa recuperação enquanto clube e enquanto referência a nível global.”

A ladainha típica do director de conteúdos. Pena que os números não entrem nesta análise, como por exemplo o facto de em 14 anos à frente do futebol do Benfica, só ter ganho 4. O clube foi pensado e cresceu dominador até à chegada dos Damásios e dos Vales. E não foi com Vieira que recuperou nada, como os números do futebol demonstram e o passivo não deixa mentir. Está tudo por pagar e o futebol está longe de ter uma estrutura, uma estratégia.

“Nunca fui – enquanto presidente do Benfica – nem demagógico, nem ligeiro. Como em tudo na vida, tem de haver ambição, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio e bom senso nas decisões. Por isso e por outras coisas, conseguimos trazer o Benfica até aqui. E há uma coisa que quero deixar bem clara para todos os Benfiquistas: entre a demagogia e a realidade, vou sempre decidir com seriedade e pragmatismo. Decido sempre em função do interesse e do benefício do Clube.”

A sério…?!

“Quero deixar uma palavra de admiração em relação ao caráter e à história de Luisão no Benfica. 12 anos não são 12 dias. Se há jogador que acompanhou a mudança e a transformação do Benfica, esse jogador é Luisão, testemunha única do Clube que encontrou quando aqui chegou e do Clube em que o Benfica se transformou!”

Já chega de bater no Luisão. Não vou relembrar que nesses 12 anos, ameaçou umas 10 vezes que se ía embora se não lhe melhorassem o contrato.

Resumindo, palavras de circunstância para a sua corte. Vieira igual a si próprio.

 

Parabéns puto!!

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Aproveita e evolui.

Conta com o nosso apoio!!

Os chorões hoje andam tristes...

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...porque aquele por quem tanto choram e que vai ganhar a Champions assim que sair de Portugal, ontem deu mais uma prova da sua pequenez.

É a romaria ao Muro das Lamentações no Campo Grande.

As Finanças dos 3 Grandes (2000 - 2015)

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As Finanças dos 3 Grandes (2000 - 2015)
Fonte: (Dados obtidos dos Relatórios & Contas dos 3 Grandes de 2000 a 2015 - CMVM)


Nota 1: Desta Análise foi removido um Proveito Extraordinário de 65M€ da Sporting SAD, considerado em 2005, que foi anulado pelas normas contabilísticas IFRS em 2007, e que estava relacionado com a venda dos direitos televisivos de diversas épocas por parte da SAD a outra empresa do Grupo Sporting, e a consideração desse proveito numa única época na Sporting SAD.

Nota 2: Esta "nova" análise já considera a época inteira de 2014/2015.

Análise dos 3 Grandes (2010 - 2015) (5 épocas)
Benfica: A Benfica SAD é a SAD dos 3 Grandes que mais facturou em Portugal, de 2010 a 2015. Em 5 anos o Benfica facturou 768M€, superando os mais de 750M€ que tinha previsto há 6 meses, o que representou uma média superior a 150M€/Ano.
Os Proveitos Operacionais representaram 470M€ (batendo certo com a previsão de há 6 meses) e os Proveitos com Atletas + Financeiros chegaram aos 298M€ (já incluindo a venda de Bernardo Silva e João Cancelo, mas ainda não considerando as vendas de Ivan Cavaleiro e Lima).

Em termos de Resultados Operacionais a situação tem melhorado, e está praticamente equilibrada com -5M€ de Resultados acumulados desde 2010. O Resultado Líquido do Exercício também ficou praticamente equilibrado com -8M€, de 2010 a 2015, recuperando dos fortes investimentos no início da década passada com a aposta nas Infra-estruturas (Estádio, Pavilhões e Centro de Estágio).

Através desta análise percebe-se claramente que neste momento, com uma aposta na valorização comercial e patrocínios, direitos televisivos, presenças na Champions League e Mais-valias com venda de jogadores, o Benfica consegue ser o clube que mais factura em Portugal e que tem a situação mais equilibrada entre os proveitos e os custos.
Porto: A Porto SAD de 2000 a 2010 foi a SAD portuguesa que mais faturava, no entanto desde 2010 até 2015 foi a 2ª SAD no ranking de facturação, estando 87M€ atrás da Benfica SAD (considerando as 5 épocas). Sem venda de jogadores no 2º Semestre de 2014/2015, a Porto SAD poderia ter alcançar os 100M€ de prejuízos nas últimas 5 épocas consideradas (2010-2015), mas com as vendas de Danilo e Jackson Martinez conseguiu reduzir o prejuízo acumulado para 35M€. A Venda de Alex Sandro apenas será considerada em 2015/2016.

Em 5 anos, a Porto SAD facturou no total 681M€, uma média superior a 135M€/Ano. Os proveitos Operacionais representaram os 407M€, e os Proveitos com Atletas + Proveitos Financeiros representaram  274M€, quando há 6 meses apenas estavam nos 205M€ (período 2010 - 2015 1º Semestre), antes da venda de Danilo e Jackson Martinez.

Em termos de Resultados Operacionais a situação tem-se agravado, e já representa 73M€ de prejuízos (407M€-480M€), em parte compensados pela venda de jogadores, que acabaram por não ser suficientes já que a Porto SAD apresentou 35M€ de prejuízos acumulados de 2010 a 2015.

Através desta análise percebe-se claramente que a Porto SAD já não consegue ser a SAD que mais factura em Portugal, mas ainda tenta ter orçamentos elevados, apresentando maiores dificuldades para manter tais orçamentos, o que tem levado a prejuízos elevados em algumas épocas, e que colocaram o Porto em risco no Fair-Play financeiro da UEFA, situação que foi temporariamente resolvida com a passagem de 47% do Estádio para a SAD de forma a cobrir prejuízos.

Sporting: A Sporting SAD é claramente a 3ª SAD do Ranking financeiro, e a diferença de facturação face a Benfica e Porto agravou-se imenso, tendo acumulado 114M€ de prejuízos de 2010 a 2015.

Em 5 anos, a Sporting SAD facturou 313M€, aproximando-se da previsão feita há 6 meses, tendo a facturação representado uma média superior a 60M€/Ano. Os proveitos operacionais chegaram aos 202M€ e os Proveitos com Atletas + Financeiros chegaram aos 111M€ no período considerado (2010-2015), pelo facto de o Sporting ter registado proveitos "questionáveis" com a venda de Rojo, e que deveria ter entregue à Doyen.

Em termos de Resultados Operacionais a Sporting SAD acumulou 77M€ de resultado operacional negativo (202M€-279M€), e ao nível dos Resultados Liquidos do Exercício é claramente a SAD dos 3 grandes em pior situação, tendo acumulado 229M€ de prejuízos desde 2000, e 114M€ de prejuízos desde 2010.

Através desta análise percebe-se que a Sporting SAD tem perdido muita competitividade nas últimas épocas. Apesar de nas 2 últimas épocas o Sporting ter baixado imenso o seu orçamento para estancar os prejuízos, a realidade é que a Sporting SAD apresenta um prejuízo acumulado brutal, e tem receitas muito baixas, já que o Porto obteve receitas 2 vezes superiores ao Sporting, e o Benfica obteve receitas 2,5 vezes superiores às do Sporting. Devido aos 114M€ de prejuízos a Sporting SAD também tem estado em risco no fair-play financeiro da UEFA, e teve de ser “salva” pela Banca com a emissão de 135M€ de VMOC’s que poderão levar à venda da Sporting SAD a terceiros.
Análise dos 3 Grandes (2000 - 2015) (15 épocas)

Período 2000-2005: Este período ficou marcado pela “era Mourinho” que permitiu ao Porto tomar a dianteira financeira, com os prémios das conquistas europeias e as vendas-milionárias de jogadores que se seguiram. Nesse período o Benfica ainda tentava resolver os graves problemas do passado e investia a sua capacidade de investimento no novo Estádio da Luz, o que condicionou a sua capacidade de investimento no futebol. O Sporting era o 3º clube em termos financeiros, mas nessa altura estava muito próximo do Benfica. Em termos desportivos este período ficou marcado por grande equilíbrio (Porto 2 campeonatos, Benfica 1 campeonato, Sporting 1 campeonato, Boavista 1 campeonato).

Período 2005-2010: Este período ficou marcado pela “era Paulo Bento” no Sporting e aliança anti-Benfica, que tinha como objectivo impedir o Benfica de alcançar a Champions League, ficando de 2005 a 2009 o Sporting sempre em 2º lugar e o Porto em 1º lugar. Em 2009 dá-se o fim da “era Paulo Bento” e o início da “era Jorge Jesus” no Benfica. Apesar dessa aliança "Anti-Benfica", o Benfica conseguiu aumentar a sua facturação em cerca de 70% aproximando-se do Porto que ainda estava na liderança das finanças dos 3 Grandes. Em termos desportivos este período ficou marcado pela aliança Anti-Benfica (Sporting & Porto) (Porto 4 campeonatos, Benfica 1 campeonato).

Período 2010-2015: Este período ficou marcado pela “era Jorge Jesus no Benfica” que foi também a era de fortes investimentos do Benfica no Plantel do futebol (devido ao Benfica Stars Fund e outros mecanismos financeiros) e o início da “era Benfica TV Premium” e o consequente final do contrato da Olivedesportos, tendo estes factores resultado num aumento de competitividade nacional e internacional do Benfica, que permitiu alcançar a dianteira financeira em Portugal. A Benfica SAD mais do que duplicou a facturação (de 2010-2015) face à facturação que alcançou nas 5 épocas anteriores (2005-2010). Em termos desportivos tem existido um enorme equilíbrio entre Porto e Benfica (O Porto conquistou 3 campeonatos, e o Benfica conquistou 2 campeonatos, sendo que 2 das conquistas do Porto foram alcançadas apenas nas 2 últimas jornadas).

Como conclusão, comprova-se claramente que o poderio financeiro é uma enorme “arma” para aumentar a competitividade desportiva, e alcançar a conquista de títulos. Se o futebol português ficou mais equilibrado entre Porto e Benfica isso deveu-se claramente a um maior poderio financeiro do Benfica, apoiado em 4 vectores diferenciadores (contratos comerciais e de patrocínio, mais-valias com transacções de jogadores, boas presenças europeias e a Benfica TV Premium com o consequente afastamento da Olivedesportos).

Perspectivas de Futuro (2015 a 2020): É expectável que o Benfica continue a negociar grandes acordos de patrocínio internacionais para as camisolas, estádio e centro de estágio, que continue também a valorizar jovens talentos mundiais como tem feito nas últimas épocas, e que continue com a BTV Premium (de preferência longe da Olivedesportos), entidade que andou a prejudicar o Benfica nos últimos longos anos, ao nunca pagar o justo valor pelos direitos televisivos. É expectável que nesse período (2015-2020) o Benfica possa continuar a ser o clube que mais factura em Portugal com receitas que poderão superar os 900M€ (média superior a 180M€/Ano), no período de 2015 a 2020, e para tal objectivo ser alcançado continuará a ser fundamental a valorização e posterior venda de jogadores, bem como as performances desportivas nacionais e performances desportivas na Champions League.


Análise 2015/2016:
Finanças: Análise dos 3 Grandes (1º Trimestre 2015/2016)
Finanças: Análise dos 3 Grandes (1º Semestre 2015/2016)
Finanças: Análise dos 3 Grandes (3º Trimestre 2015/2016)
Finanças: Análise dos 3 Grandes (Época 2015/2016)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As contas que nos preocupam.

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Antes de mais, quero louvar o trabalho enorme que o Benfica Eagle teve a compilar e comparar os valores dos 3 grandes no post “Finanças: Os 3 Grandes (Época 2014/2015)”.

Numa blogoesfera muitas vezes pobre de conteúdos, os trabalhos apresentados pelo Benfica Eagle são um sinal claro de que há gente muito capaz que gasta do seu tempo para esclarecer os adeptos do futebol.

No campo do adversário, o trabalho de análise apresentado no “Artista do Dia” revela também tempo e vontade de esclarecer.

Claro que cada um, consoante a sua visão e cor clubística, apresentará uma interpretação dos resultados.

O que fica dos números apresentados é que os 3 grandes estão na miséria.

Por muitas voltas que se dê, os R&C são exercícios de representação pouco credíveis. São fruto de ginásticas contabilísticas que visam mascarar os passivos gigantescos, completamente desadequados à realidade financeira do país e dos próprios clubes.  

A realidade que me interessa, a do Benfica, é reveladora de que apesar dos muitos milhões de vendas tão pomposamente publicitados nos últimos anos, dos patrocínios e da BTV, a verdade é que o passivo continua bem acima dos 400M€.

A política de aquisição de atletas para o futebol continua errática e duvidosa e sem critério desportivo.

Basta olhar para as carências do plantel sucessivamente ignoradas e para jogadores contratados por valores claramente inflacionados como o caso de Jimenez(9M€ por 50%) ou Pizzi que tem um custo final de quase 15M€. São 2 de muitos outros exemplos.

A verdade é que o Benfica não tem as suas grandes obras pagas, não tem o seu passivo restruturado, paga uma enormidade em juros e a sua capacidade de investimento como demonstraram as duas últimas temporadas está reduzida ao universo dos favores a Jorge Mendes e ao universo Doyen.

Daí que não partilho o optimismo de alguns com as contas do Sport Lisboa e Benfica.

Pelo contrário, preocupa-me muito que o Benfica não tenha conseguido emagrecer substancialmente a sua dívida numa altura de vacas gordas.

Se não o fez com essas circunstâncias, como o fará agora em altura de vacas magras? Sacrificando o quê e quem?

Assim sim, oh PAN!

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ESCLARECIMENTO DO PAN SOBRE A ÁGUIA VITÓRIA

As notícias que têm surgido relativamente à águia Vitória não correspondem à verdade nem reflectem com exactidão os comentários que o deputado André Silva prestou à imprensa. Em nenhum momento foi dito que o PAN quer acabar com a águia Vitória. Pelo contrário, foi feito um “apelo” à responsabilização pelo bem-estar não só da águia vitória – que não foi sequer especificamente mencionada nos comentários do PAN –, mas de todos os animais selvagens que estão fora do seu habitat natural. 

Apesar de não ser novidade para os portugueses o facto de o partido não se rever na domesticação de animais selvagens e na sua utilização para entretenimento – visto que sempre fez parte do programa eleitoral do PAN –, o que o PAN defendeu vai precisamente de encontro à defesa do bem-estar da águia, uma vez que os animais que são hoje utilizados para fins lúdicos não estão em condições de sobreviver na natureza, nem o país tem ainda políticas que assegurem o acolhimento ou encaminhamento desses animais para refúgios ou centros de recuperação de vida selvagem. 

Posto isto, esclarecer que a posição do PAN em relação a este tema foi descontextualizada tendo em vista a abordagem sensacionalista de um assunto que não foi direccionado para um ser ou entidade em particular, mas para uma visão geral do partido sobre a forma como devemos tratar os animais que connosco partilham o planeta. 

Reforçar ainda que nem o deputado nem o partido poderiam em algum momento estar contra qualquer animal. Não existindo legislação nacional que defina os requisitos de bem-estar para animais selvagens em cativeiro, caberá a cada entidade tomar consciência sobre o impacto da escolha destes animais como ícones e assegurar-lhes condições de vida dignas da sua natureza, conforme acreditamos que aconteça neste caso específico. 

Lamentamos desde já a discussão distorcida que este artigo gerou, reforçando que o PAN não se revê no radicalismo nem no exagero, havendo uma explicação razoável para cada medida que defende. Continuaremos disponíveis para diálogos constructivos, desde que bem intencionados. Já recorremos ao direito de resposta com o meio que originou estas notícias para que sejam rectificadas e correctamente enquadradas."

O Novo Paradigma - Continuação

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aqui tinha escrito que o paradigma que mudou no Benfica não foi o desportivo, mas sim o financeiro.

Esta notícia de hoje só vem mostrar que este é apenas mais um passo para substituir a banca pelos investidores externos:

Os acionistas da Benfica SAD votam a 26 de novembro, em assembleia geral ordinária e extraordinária, a transferência para resultados acumulados do lucro consolidado de 7,1 milhões de euros, obtido no exercício de 2014/15.
Na assembleia geral, cuja convocatória foi hoje enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), será ainda votada uma alteração dos estatutos da sociedade que prevê que a emissão de obrigações – deliberada pelo Conselho de Administração, com o parecer favorável do Conselho Fiscal -, deixe de depender da prévia autorização da assembleia geral.
Nos termos da proposta a votar pelos acionistas, esta alteração visa “implementar um procedimento mais expedito no contexto de emissões que venham a ser realizadas no futuro”, uma vez que “a emissão de obrigações constitui um importante e regular instrumento de captação de financiamento por parte da sociedade”.
(…)

Que façam mais roadshows para promover o Clube e venham de lá esses investidores. Esta é a minha área, se o Benfica precisar… :)

Site já temos (quase) preparado:

PT: http://www.slbenfica.pt/pt-pt/clubeesad/investidores/investidores/informa%C3%A7%C3%A3o.aspx (seria bom a inclusão de uma apresentação mais… comercial do clube)

Mais uma área em que a comunicação precisa de melhorar…



Isto tem que acabar.

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" Num momento, em que muito se fala das ofertas feitas aos árbitros, Júlio Mendes esclareceu hoje que o Vitória não segue essa via: «O Vitória não coloca prendas na cabine dos árbitros. Nós recebemos bem toda a gente, seja os árbitros ou as equipas adversárias.»

O presidente do emblema vimaranense referiu ainda não acreditar que a oferta de objetos às equipas de arbitragem os possa influenciar: «Não me parece que isso possa influenciar o trabalho de um profissional e no dia em que tiver essa suspeita saio do futebol. Se tem outro tipo de influência não sei, alguns podem fazer essa análise melhor do que eu. Nós não o fazemos por opção, forma de ser e estar, mas não acredito que os árbitros profissionais, e em Portugal existem alguns dos melhores a nível mundial, se deixem influenciar por questões dessas.» - A Bola.

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Este assunto não vai desaparecer até o Benfica clarificar o mesmo.

As palavras de circunstância já não chegam.

Ninguém pode acreditar que é um voucher de refeição que vai corromper um árbitro. Mas o princípio é o mais importante e o nome do Benfica não pode estar misturado em confusões típicas do clube da fruta e dos cafés.

Finanças: Os 3 Grandes (Época 2014/2015)

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Fonte: Relatórios e Contas da Benfica SAD, Porto SAD e Sporting SAD (CMVM)


Benfica: A Benfica SAD aumentou a sua facturação face a 2013/2014, subindo dos 184,7M€ para os 186,0M€, tendo os custos igualmente subido dos 170,5M€ para os 178,9M€, devido à aquisição do Benfica Stars Fund e aumento dos gastos com transações de jogadores. O lucro em 2014/2015 situou-se no 7,1M€.

Seguindo as boas práticas de gestão, a Benfica SAD tem mantido os proveitos operacionais próximos dos custos operacionais (102,0M€ vs 106,5M€), e os proveitos com a venda de jogadores (78,8M€) permitiu cobrir o investimento em jogadores + custos com a transacção de jogadores (43,9M€), e também os custos financeiros e custos de investimentos (28,8M€). Esta época, com a aquisição do Benfica Stars Fund existiram custos de investimento "líquidos" a rondar os 6M€ que estão considerados nesta última rúbrica.

Uma SAD em Portugal tem de vender sempre jogadores para pagar as contratações e os custos com os juros da Banca, e é isso que o Benfica tem feito. A Benfica SAD obteve 78,8M€ essencialmente com proveitos nas transacções de Enzo Perez, Bernardo Silva, João Cancelo, Oblak, Markovic e Cardozo. As vendas de Ivan Cavaleiro e de Lima só serão registadas em 2015/2016. Tal como já escrevi há alguns dias a Benfica SAD tem de começar a ser mais criteriosa nas Contratações que realiza, investindo apenas nas posições-chave da equipa titular, e dessa forma poderá evitar investir em "suplentes/emprestados" caros e dispendiosos.

Em termos de Activo e de Passivo, o Benfica tem a sua situação equilibrada com um Activo de 430,2M€ e Passivo de 429,6M€, sem ter necessidade de recorrer aos VMOC's como a Sporting SAD fez, ou sem recorrer a Interesses sem Controlo como aconteceu com a Porto SAD. Os 2 rivais tiveram de recorrer a aumentos de capital das SAD's, nos últimos meses, para cobrir prejuízos que têm vindo a acumular.


 
Porto: A Porto SAD viu a sua situação financeira e patrimonial agravar-se imenso nos últimos meses, devido aos prejuízos das últimas épocas. Sem o Aumento de Capital da SAD poderia ter corrido o risco de ficar de fora das Competições Europeias, devido aos prejuízos acumulados. Em 2014/2015, a Porto SAD vendeu muitos mais jogadores do que na época passada e essa política ajudou a inverter a situação da Porto SAD, que apresentou 186,8M€ de proveitos e 166,8M€ de custos.
 
No entanto os 20M€ de lucro só foram possíveis porque a Porto SAD, de uma forma pouco transparente, anunciou a 1 hora da "época" terminar um princípio de acordo para a transacção de Jackson Martinez, por 35M€, mas essa transferência só foi oficializada pelo Atlético de Madrid 2 semanas após o exercício económico 2014/2015 ter terminado. Sem essa operação a Porto SAD teria tido tido prejuízos superiores a 10M€.

Em termos de Proveitos Operacionais, a Porto SAD alcançou 93,6M€ e teve Custos Operacionais de 110,3M€, tendo um saldo negativo "crónico", mas esse saldo ainda é mais negativo do que aparenta ser porque a Porto SAD registou nesta época o prémio de participação na Champions League que normalmente registava no final da época passada, já que costumava fazer o registo no exercício económico em que o apuramento acontecia.

A Porto SAD na época 2014/2015 gastou 70M€ de custos de pessoal, tal como já tinha sido previsto que aconteceria nas análises anteriores, o que originou um aumento de 20M€ nos custos de pessoal em apenas 1 época.

Em termos de Venda de Jogadores a situação também não estava "famosa". Segundo o orçamento previsional do início da época, a Porto SAD necessitava de 66M€ de mais-valias com venda de jogadores para equilibrar as suas contas e tiveram de registar a venda de Danilo nos últimos dias de Março, para equilibrar o orçamento dos Primeiros 9 meses do ano, e também anunciaram a transferência de Jackson Martinez a 1 hora de terminar o exercício de 2014/2015 e conseguiram dessa forma "salvar" as contas nos últimos momentos da época terminar. Mais uma vez confirmou-se o que tinha anunciado há 6 meses, ao prever a venda de Jackson e de Danilo. A venda de Alex Sandro só será considerada em 2015/2016.

Em termos de Activo e de Passivo, a Porto SAD tinha capitais próprios negativos que apenas foram resolvidos com a incorporação de 47% da EuroAntas (detentora do Estádio do Dragão) nas contas da Porto SAD, tendo o Porto realizado a consolidação segundo o método integral, considerando 100% dos Activos e 100% dos Passivos dessa empresa, eliminando operações intra-grupo e considerando os Interesses Sem Controlo (58,3M€) que dizem respeito ao Porto Clube.
 


Sporting: A Sporting SAD facturou quase metade da Benfica SAD e da Porto SAD e gastou menos de metade da Benfica SAD e da Porto SAD, apresentado 100,5M€ de proveitos e 81,2M€ de custos.

Para estes resultados, muito contribuíram 5 situações GRAVES e pouco TRANSPARENTES, que terei de voltar a analisar:
 
1ª situação (Caso Rojo/Doyen): Para esses resultados muito contribuiu o registo a 100% da venda do Rojo, e novamente reafirmo que é pouco compreensível como é que os auditores da Pwc (pricewaterhousecoopers) permitiram registar a totalidade da mais-valia do Rojo, sem a realização de uma provisão, tendo em conta o litígio da Doyen com o Sporting no TAS (Tribunal Arbitral do Desporto). Só nesta operação existem mais de 15,75M€ de proveitos questionáveis, que por norma não deveriam ter sido registados da forma que o foram. A Doyen só recebeu 3M€ e reclama pelo menos 18,75M€ + juros de mora.

2ª situação (Caso BES/BCP): Para o resultado positivo apresentado, a Sporting SAD está a beneficiar de um perdão de juros atribuído pelo NovoBanco e Millenium Bcp, que terá rondado os 10M€/Ano a 15M€/Ano, além de proveitos financeiros considerados devido à "reestruturação" com a banca, que superaram os 10M€ registados em 2014/2015.

Ou seja, sem a influência destas 2 situações "anormais" (Caso "Rojo/Doyen" e Caso "BES/BCP"), os Resultados com Atletas deveriam ter sido agravados em 15M€ e os Resultados Financeiros deveriam ter sido agravados em mais de 20M€. Ou seja, a Sporting SAD teria facturado cerca de 75M€ e teria tido custos a superar os  90M€, apresentado mais de  15M€ de prejuízos em 2014/2015, em vez dos 19,3M€ de lucros apresentados.

Em 2015/2016 poderá acontecer exactamente o contrário. Não poderão considerar os mais de 10M€ de proveitos financeiros "anormais" por causa da reestruturação, e se perderem o caso Doyen, em vez de terem os 15M€ de proveitos registados em 2014/2015, poderão ter 15M€ de custos "extra" registados em 2015/2016. Quanto ao perdão de juros, parece que essa situação de "concorrência desleal" está para durar.

 
Ao nível dos Activos e Passivos, surgem outras 3 situações igualmente "graves" face às 2 situações que referi anteriormente sobre os Proveitos e Custos (caso Rojo e caso BES). 

3ª situação (VMOC's): A Sporting SAD teve de recorrer a uma reestruturação financeira que envolveu um aumento de capital da SAD, passagem da SPM para a SAD (empresa detentora dos direitos de superfície do Estádio de Alvalade), e recorreu a 127,9M€ de VMOC's, que são obrigações (financiamento) que serão obrigatoriamente convertidas em acções dentro de menos de 1 Ano (1ª emissão) e 10 Anos (2ª emissão). Quanto às VMOC's das 2 uma: ou o Sporting dentro de 3 meses arranja 55M€ "brutos" e 47,9M€ "líquidos" (1ª emissão de VMOC's) e dentro de 10 Anos arranja 80M€ (2ª emissão de VMOC's) para adquirir as duas emissões de VMOC's, ou então a Sporting SAD passará a ser detida maioritáriamente pela Banca, ou por "investidores externos", no espaço de 3 meses ou de 10 anos. Apesar de as VMOC's não serem registadas contabilisticamente como Passivo, na prática são responsabilidades que o Sporting terá de assumir se quiser manter o controlo maioritário da SAD.

4ª situação (Direitos de Superfície): Com base na informação do R&C, sabe-se que o Sporting "valorizou" os direitos de superfície do Estádio de Alvalade em 208,9M€ "brutos" e 146,1M€ "líquidos", e passou-os para a Sporting SAD! Esta é uma mera operação de "cosmética" para tornar mais bonito o R&C da SAD, já que se trata de uma operação intra-grupo, sem qualquer reflexo no R&C Consolidado do Grupo Sporting.

5ª situação (Ocultação de Passivo em outras entidades do Grupo Sporting - Clube e SGPS): Tal como avisei, em 1ª Mão e em "Exclusivo", neste Blog há mais de 1 ano, a situação do Grupo Sporting é muito "grave". Essa situação foi confirmada  pelo próprio Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, na AG do Sporting realizada a 28 de Junho de 2015:

174,7M€ de Activo consolidado
487,1M€ de Passivo consolidado
(312,5M€) de capital próprio negativo
 
... e Prejuízos acumulados de 357,5M€
(situação a 30 de Junho de 2013)

Link: Finanças: Grupo Sporting com 174M€ de Activo e 487M€ de Passivo (em 2013)

Considerando as 5 situações relativas ao Sporting: 1) "Caso Rojo", 2) "Caso BES", 3) VMOC's que poderão levar à venda do Sporting à Banca ou a Investidores Externos, 4) Operação de "cosmética" com os direitos de superfície do Estádio de Alvalade, 5) Ocultação de Passivo em outras entidades do Grupo Sporting (Clube e SGPS), é fácil de perceber a "péssima" situação em que o Grupo Empresarial do Sporting se encontra.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Calma aí, oh PAN!

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O PAN  tem sido um dos partidos mais comentados, desde que conseguiu eleger um deputado por Lisboa. E, uma das posições assumidas pelo PAN, foi a de serem contra a utilização de animais para entretenimento.

Questionado pelo i sobre a situação da águia Vitória, mascote do Benfica, que costuma sobrevoar o Estádio da Luz, em Lisboa, sempre que a equipa joga em casa, André Silva deixa claro que não constitui uma excepção à regra e que, por isso, o partido é contra a sua utilização para entretenimento.

“O PAN não se revê na domesticação de animais selvagens, pois são afastados do seu habitat, ficam impedidos de expressar o seu comportamento natural e de interagir com outros animais que integram o seu próprio ecossistema”, começa por explicar o deputado do partido.

“O PAN defende a não utilização de animais para entretenimento. Os animais que são hoje utilizados para fins lúdicos, não estão em condições de sobreviver na natureza, nem o país tem ainda políticas que assegurem o acolhimento ou encaminhamento desses animais para refúgios ou centros de recuperação de vida selvagem, por isso, estas transições devem ser feitas com alguma ponderação. Da nossa parte e, porque acreditamos que o ser humano tem responsabilidade sobre estes animais, o caminho passa pela criação de condições apropriadas para acolher estes animais”, sublinha.

Uma outra medida defendida pelo PAN desde o início é a abolição dos espectáculos com sofrimento ou morte de animais, nomeadamente, touradas, circos ou até caça desportiva.

 “Acompanhando a evolução civilizacional e ética que acredito que Portugal exige, iremos sempre mostrar a nossa total rejeição em relação à existência das touradas e eventos semelhantes. Os portugueses têm o direito cultural de se divertirem, mas não à custa de sofrimento e morte de animais. Não havendo legislação que proíba as touradas, urge um trabalho cada vez maior de sensibilização da sociedade, trabalho que o PAN tem tomado como prioritário”, defende André Silva.

Até porque, como sublinha, em questão estão aspectos económicos que deveriam envolver todos os portugueses. “É importante que os portugueses saibam também que, para além da questão cultural, a actividade tauromáquica tem impactos financeiros brutais, num momento em que tanto se debatem as opções económicas mais viáveis e sustentáveis para o país”, sublinha o porta-voz e deputado do PAN.

Recorde-se que recentemente o Parlamento Europeu aprovou o fim dos subsídios para as touradas, com propostas que pediam o fim das subvenções comunitárias a serem aprovadas por maioria.

“A tauromaquia portuguesa também é financiada indirectamente por fundos europeus. O IFAP, Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas, atribui anualmente subsídios no valor de 10 milhões de euros às empresas e membros das famílias da tauromaquia. É-lhes atribuído este valor porque têm uma actividade de ganadaria que pode ter cabeças de gado para fins alimentares e também tauromáquicos.

Ao receberem subsídios por cabeça de gado, indiscriminadamente, são financiados e ajudados indirectamente na criação de touros de lide”, explica, acrescentando: “Ao nível dos municípios, os valores são incomensuráveis, mas não estão calculados nem sistematizados. Trata-se de subsídios atribuídos pelas Câmaras Municipais a grupos de forcados, grupos tauromáquicos, tertúlias tauromáquicas, escolas privadas de toureio, compra de bilhetes para corridas, aquisição de edições, recuperação de praças de touros, manutenção de praças de touros, pagamento de policiamento corridas, pagamento de divulgação e publicidade (cartazes, imprensa, eventos e outros)”.

Para André Silva, um exemplo da utilização de fundos para a manutenção de praças de touros é o de Estremoz. “A recuperação da Praça de Touros de Estremoz, por exemplo, teve um investimento de cerca de 2 milhões de euros e foi co-financiada em 85% por fundos comunitários através do programa in Alentejo. A utilização de fundos europeus para a reabilitação desta praça de touros é irregular pois contraria as normas europeias, nomeadamente nas suas disposições relativas ao bem-estar animal”, salienta."

- in Jornal I.

O cúmulo do azeite.

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Como disse já alguém hoje, é impossível não sentir vergonha alheia.

Para arrumar o Benfica - Galatasaray.

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Felizmente não houve rebentamento de petardos. Uma vitória para as pessoas de bem e para que gosta do Benfica.

Um casal de meia idade inglês vibrava na bancada com o jogo, filmava o ambiente do Estádio da Luz e saltou tanto quanto nós nos golos do Benfica. Um exemplo da força da marca Benfica e da sua imagem construída ao longo de 111 anos de história.

A quantidade de turcos espalhados pelo estádio.Festejaram à vontade o golo da sua equipa e conviveram pacificamente com os benfiquistas. Também aqui um bom exemplo.

Conforme tenho deixado claro ao longo dos tempos, são raros os jogadores que merecem mais que a consideração mínima. A honra, salvo raras excepções, é para eles vestirem a camisola do Benfica e não o clube em tê-los cá.

Daí que jogadores sobranceiros ou com a mania dificilmente receberão da minha parte qualquer  tipo de compreensão por uma noite menos bem conseguida. O caso ontem de Jonas.

Perante os aplausos dos adeptos aquando da sua saída por lesão/cansaço, Jonas nem sequer olhou para as bancadas ou fez um gesto a agradecer o apoio. E recebeu palmas das 3 bancadas que cruzou enquanto se dirigia para o banco. E já não é a primeira vez.

Podem dizer que estou a embirrar com o Jonas…porque de facto estou. Não suporto vedetas. Muito menos no Benfica. Até porque o Jonas nunca teve tanto destaque ou notoriedade como está a ter no Benfica. Assim como foi com Enzo Perez, Witsel ou outros tantos.

Farto de benfiquistas de pacotilha como Maxi Pereira que não tem perdido uma oportunidade de alfinetar o Benfica. Sinal de algo que daqui a uns dias abordarei.
Exactamente o oposto de Gaitan que agradeceu o apoio, como sempre faz.

Para finalizar, a arbitragem.
Uma lição para todos os que acham que lamber as botas a Fernando Gomes serve de alguma coisa, quer internamente, quer nos jogos europeus.

A preocupação do árbitro em carregar a equipa do Benfica com cartões amarelos bem como a sua postura incrível de pressionar os jogadores substituídos a correrem para saírem do campo mais depressa.

Um sinal claro de que o respeito pelas equipas portuguesas é nulo e de que a sua boa performance geral, com reflexo directo no ranking da UEFA e no número de equipas na Champions, está a provocar comichão aos amigos de Fernando Gomes.

Vamos voltar a ver o Benfica a apoiar este cúmplice do que se passou no Apito Dourado? Ou será que ele deu bilhetes para as “deusas” sem saber para que serviam?

 

Bruno de Carvalho denuncia FCPorto

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O que fica do jogo de ontem.

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O jogo de ontem ficou marcado pelo bom resultado e pelo empenho demonstrado pela equipa em conseguir o objetivo da vitória.

Destaque para o inevitável Gaitan, cada vez mais líder e maduro, e para o Gonçalo Guedes que está em todo lado, não tem medo da bola e revela uma franca progressão jogo após jogo.

Esta campanha da Champions está a ser o que nunca foi desde Koeman: tranquila e capaz de nos fazer acreditar numa prestação mais de acordo com a história do Benfica.

No entanto, nada disto disfarça a realidade deste plantel e que ontem tornou a ser evidente.

Falta quem pegue no jogo, além de Gaitan. Muitas vezes parecia que Talisca ou André Almeida fugiam da bola.
Ontem já vimos 2 minutos de Cristante. Talvez possa ser desta que o italiano possa ter alguma oportunidade.

No ataque, Jonas é um peso morto para esta equipa durante grande parte do jogo. Por muita qualidade que tenha, e tem, a estratégia não pode estar refém de ter Jonas em campo. Se não está a produzir então tem que haver coragem de o tirar até porque um elemento a mais na zona do 10 mas que ao mesmo tempo possa descer e apoiar o meio campo é mais útil em jogos desta natureza.

Jimenez é mais um caso desta direcção. Não vale 18M de euros e apesar de ser esforçado o Benfica precisa é que ele marque golos, coisa que não faz.

Para o final fica a defesa. Eliseu e Sílvio são dois desastres à espera de acontecer. E devido às suas fracas prestações os centrais andam aos papéis. Eu não digo, como o anteriormente adorado Manuel Sérgio, que Luisão está acabado. Mas insisto em que já não pode dar ao Benfica aquilo que uma equipa com as nossas ambições precisa. Nem ele nem Jardel.

A história da treta de que faltam as rotinas defensivas serve para disfarçar a realidade. Será que jogadores pagos a peso de ouro e com anos de clube não acumularam experiência e rotinas? Ou não passam de autómatos que precisam do "chip com o input"?

Como equipa, estiveram bem e mereceram os nossos aplausos por um resultado positivo.

Mas não hajam ilusões quanto à valia individual de muitos dos nossos jogadores.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Respect!

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Vitória importantíssima, vitória merecidíssima, vitória de raça, contra uma equipa... acessível... mas de Liga dos Campeões, que nos coloca numa posição privilegiadíssima para passar o grupo.

Sem termos feito exibição de grande nível (longe disso) fomos superiores a este Galatasaray, como diga-se, já o tínhamos sido na Turquia, excetuando 20 minutos desse jogo, que nos valeram uma derrota que no meu entender não merecíamos.

Mas de facto, ver este Benfica a jogar, e ouvir alguém que considero conhecedor do jogo a comentar a partida (Pedro Henriques), vamos confirmando impressões que vamos adquirindo ao longo do tempo, de que esta equipa tem muito para melhorar, e que comete em vários momentos do jogo erros primários, que contra equipas de um nível superior, serão seguramente muito mais penalizadores.

Evidentemente que aceito que é facílimo comentar à distância, e debitar umas larachas, sem ter verdadeiro conhecimento do que se passa na realidade mas...

Apesar de tudo, apesar da opinião quase consensual de que este plantel não é grande coisa e não permite grandes sonhos, ainda assim não deixo de ficar sempre com a impressão de que haveria matéria prima para construir um “onze” mais forte e mais consistente e mais perigoso do que temos visto...

Mas era preciso abdicar deste 4-4-2, porque de facto, o grande problema do Benfica é o meio campo, onde falta classe, consistência, mas sobretudo maturidade e conhecimento do jogo, para tomar sempre a decisão certa nos 90 minutos da partida...

Com Renato Sanches, com Cristante, com Djuricic, com Pizzi, com o próprio Taarabt se ganhar juízo, juntando a Talisca, Samaris e André Almeida, seria possível, julgo eu, tornar este Benfica mais consistente e mais perigoso, ser mais eficaz nas transições e gerir o jogo de outra maneira, que beneficiaria a equipa julgo eu, mas também os próprios jogadores que têm jogado e que não parecem confortáveis com um sistema que coloca ainda mais a nu algumas das suas fragilidades.

A mim o que me parece, é que neste esquema de jogo, Djuricic, Taarabt ou Pizzi serão sempre jogadores a menos e nunca vão ter lugar ou ser capazes de mostrar o que valem... Só nestes três está muito dinheiro por rentabilizar!

Mas repito, é apenas uma opinião pessoal, vale o que vale, eu não estou lá e não os vejo a treinar, são apenas os meus dois cêntimos... 

Continuo de facto sem saber (e juro que adorava saber) se foi Rui Vitória que pediu Jiménez... O que eu acho é que não foi... Que foi um capricho da Direção, mas que na prática obrigou o treinador a adotar um sistema de dois avançados, que julgo eu, nunca foi o seu favorito, e eventualmente nunca o terá utilizado em nenhum clube...

Mas com Jonas, Mitroglou e Jiménez, de facto, que pode Rui Vitória fazer? Deixar dois deles de fora? Também aqui, acho que Rui Vitória foi de certa forma “empurrado” para esta maneira de jogar, e se calhar é o menos culpado de várias das lacunas que temos visto...

Até porque na frente, tem havido golos em alguns jogos, mas o entrosamento entre quem joga está longe de ser o ideal, parece um pouco ainda cada um por si, tudo à  molhada a atacar o mesmo poste, e estamos todos (julgo eu) ainda longe de perceber bem a função de cada um no campo...

Jiménez teve uma noite infeliz mas louvo-lhe o esforço...

Quero acreditar que é muito melhor do que temos visto, que também ele é ainda vítima de uma certa “anarquia” tática da equipa, e que poderá vir a ser um jogador importantíssimo quando vier o golo e ganhar confiança...

Uma última palavra para Luisão... Respect, foi o que pediu... E de facto, e como ele diz, são 12 anos e não 12 dias... E ele, ainda hoje e 12 anos depois, continua a ser um exemplo de dedicação, e a viver o jogo com a mesma paixão e a mesma entrega de sempre...



P.S. O Rui Vitória deve andar a ler este blogue. Então hoje entrou o Cristante e não o Sanches? De facto se assim era, e se o Cristante entrava nas contas para este jogo (Samaris estava de fora), mais uma razão para ter dado ao italiano minutos de jogo com o Tondela depois de tanto tempo parado.

Benfica 2 - Galatasaray 1

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O que acharam do jogo?

Armando Jorge Carneiro: A Demonstração de Inteligência Empresarial de Vieira

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Num momento em que se decide apostar a sério na formação, despedir o Diretor Geral da formação nos últimos anos teria sido, no mínimo, estranho. Essa situação levaria muitos jornais a procurar investigar a situação e, porventura, encontrar o mesmo que o Correio da Manhã encontrou e foi lançando nos jornais sobre alegadas "negociatas" que se foram dando a conhecer levadas a cabo por AJC.

Inteligentemente, Luis Filipe Vieira mostrou para fora uma saída em grande de Armando Carneiro, quando na verdade (isto na minha opinião), o ex-funcionário do SLBenfica foi então despedido das suas funções. Eu já aqui tinha escrito isto e volto a referir.

A nota oficial era:

A saída de Armando Carneiro acontece face a uma proposta que o mesmo recebeu de Inglaterra, razão pela qual o Benfica entendeu que "não lhe devia condicionar a hipótese de aceitar esse convite"
in DN

Pus a referência do DN, mas basta uma busca rápida num motor de busca e encontram DN, Jogo, Record, Bola, MaisFutebol... todos com a mesma informação sobre Inglaterra...

Porém, hoje ficamos a saber que Armando Jorge Carneiro será o diretor de futebol do tal colosso mundial Orlando City, para onde curiosamente o Benfica tem mandado jogadores da formação e face a quem, alegadamente, o SLBenfica castigou jogadores (o terá sido Armando Carneiro) por não terem aceite irem para lá.



Ficamos agora a saber que este protocolo com o Orlando, que permitia fazer sair jogadores do Benfica - já agora gostava também de saber o que o Benfica ganhou com isso -  não foi mais, à falta de informação adicional, do que mais um "protocolo de Armando".

Como sabem, não sou propriamente o maior entusiasta da gestão desportiva do Presidente do SLBenfica, mas manda a honestidade reconhecer quando as medidas tomadas são para o bem do SLBenfica e não para proteger os amigos de colegas de Administração da SAD, o Armando era um desses amigos.

Não sei se AJC fez tudo aquilo de mau que lhe atribuíram (alguns) jornais e alguns profissionais do SLBenfica que falavam dele "à boca pequena". O que eu sei é que foi corrido, despachado do SLBenfica a toda a velocidade e que isso, a ser verdade o que veio escrito nos jornais, representa uma demonstração de inteligência e de liderança de Luis Filipe Vieira e uma claríssima perseguição aos "tachos" dentro do SLBenfica.

Se pode acabar com eles sozinho? Não... Mas espero que o(s) companheiro(s) de Administração da SAD, e que agora até é orador em eventos tecnológicos, saiba perceber a mensagem desta saída do Armando Jorge Carneiro... ainda que tenha sido rapidamente colocado num clube "protocolado" com o SLBenfica... espero que isso não lhe mantenha uma porta aberta para continuar o que, alegadamente, lhe atribuíram os jornais.

Para a escumalha:

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A altura dos apelos e da complacência já passou.

A escumalha que insiste em prejudicar o clube tem hoje a oportunidade de ficar em casa.

Sim, não merecem outro nome porque mesmo depois do que se passou em Madrid e da ameaça que paira sobre o clube, no jogo com o Sporting não deixaram de acender tochas e de rebentar petardos.

Apelo à direcção do Benfica que permita à PSP que se instale dentro do estádio junto à escumalha e que se rebentar um petardo que seja, que esse sector seja imediatamente evacuado.
Só assim o clube se poderá demarcar desta gente.

O Estádio é para gente de bem e não para escumalha que não se importa com nada nem ninguém.
 

O Novo Paradigma segundo LFV

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Talvez muita gente vá na cantiga do presidente sobre a mudança de paradigma no futebol do Benfica, mas eu… não vou. “Agora é que é a vez da formação.”, “Agora é que, o que eu LFV construí no Seixal, vai dar frutos.” Agora é que o presidente decidiu que era a melhor altura para acabar o ciclo JJ e dar oportunidades aos nossos jovens atletas. TRETAS!

Passo a explicar o meu ponto de vista. LFV é, inegavelmente, um empresário por excelência. Um empresário do betão. Um empresário que, como qualquer outro empresário de sucesso, não se compadece com emoções. Um empresário que, para se manter bem-sucedido, tem de manter determinados contactos disponíveis (por mais indesejados que possam ser para os benfiquistas). LFV é um empresário que percebe como poucos o poder da marca Benfica. Mas o que lhe corre nas veias, infelizmente, não é o amor ao clube. É o amor à margem de lucro em cada negócio que concretiza. Ponto final.

Ora, porque foi possível LFV manter-se 12 anos no poleiro? Porque efetivamente os benfiquistas foram vendo obra feita (betão) fazendo jus à expressão de que “os olhos também comem”, porque LFV soube sempre eliminar a concorrência que foi surgindo esporadicamente, e porque realmente nunca surgiram verdadeiras alternativas. Pelos resultados do futebol profissional é que não foi de certeza… Os benfiquistas não querem ganhar de vez em quando.

Mas voltando ao “Novo Paradigma”, eis a razão, na minha opinião, pela qual eu acho que LFV está a tentar tirar o crédito de uma situação que não é da sua autoria. Assim por alto, os clubes portugueses têm três fontes de financiamento:

  1. o financiamento bancário; 
  2. as receitas que geram pela sua atividade (bilheteira, quotas, marketing…);
  3. investidores externos;

A primeira morreu. LFV sabe disso há muito tempo. Nenhum banco português, quanto mais estrangeiro, vai voltar a investir no futebol português para financiar aos milhões as contratações infindáveis de jogadores. Este é um dado adquirido, e quem pensar o contrário é simplesmente ingénuo, para não dizer outra coisa.

A segunda é a que LFV sempre reconheceu, e bem, como sendo essencial para o desenvolvimento e vitalidade do clube. Exemplos disso são a postura à Paulinho-das-feiras a percorrer as Casas do Benfica e a constante referência à necessidade de angariar sócios. Isto aliado ao potencial da Marca SLB, usando a BTV como base de divulgação, é o que LFV tenta explorar para conseguir manter o clube a crescer o suficiente que lhe permita manter a contestação interna a níveis… geríveis. E verdade seja dita, não há clube em Portugal que tenha a capacidade de gerar proveitos operacionais como o Benfica. No entanto, com a “morte” da primeira fonte de financiamento, a terceira fonte de financiamento surge agora como fundamental. Repito: fun-da-men-tal!

Os investidores externos, são aqueles que estão dispostos a injetar fundos no clube, com a perspetiva de receber uma remuneração em troca. Não foi à toa que os 3 grandes emitiram obrigações este ano… Mas neste capítulo, os patrocinadores são um aspeto muito particular. A internacionalização da marca Benfica faz-se com patrocinadores estrangeiros, tendo a Fly Emirates sido uma grande vitória. E aqui é que está o grande problema de LFV - O Empresário. Por muito que ele tente, por muito potencial que tenha a Marca SLB, vai estar sempre refém da liguinha da treta, conflituosa e suspeita de práticas de corrupção. Os discursos inflamados dos nossos rivais têm o grande efeito negativo de afastar investidores. Aliás, as declarações recentes de LFV vão no sentido de alertar para a dificuldade da própria liga em arranjar patrocinadores, quanto mais os clubes… Isso é o que preocupa LFV. Vai daí, mais uma razão para diminuir o investimento.

Conclusão: o paradigma que mudou não foi o desportivo. Foi o financeiro. E por isso, não foi LFV que descobriu a roda com a nova aposta na formação. Ele não teve escolha! Desengane-se quem pede investimentos fortes para o clube: ISSO É PASSADO! Felizmente o Benfica está numa posição (bicampeão nacional) que permite não ter que arriscar financeiramente como os seus rivais fizeram. LFV percebeu isso e logo fez da formação uma necessidade urgente e tomou-a como sua iniciativa. Percebam isto de uma vez: ELE NÃO TEVE ESCOLHA! O "Novo Paradigma" não passa de uma consequência mais do que natural da conjuntura onde o Benfica está inserido. Não é uma ideia ou iniciativa de LFV.

“Porquê?”, perguntam alguns de vocês. “Porque não investir à grande outra vez?” Porque não existindo financiamento bancário, insistir no modelo antigo iria por em causa a estabilidade financeira do clube, algo que impossibilitaria LFV de manter o clube a crescer em paralelo com a sua carteira. Além disso, isso obrigaria a utilizar uma hipotética quarta fonte de financiamento, ao estilo guiné-equatorial…

Assim, em ano que antecede as eleições, ele apenas tinha um caminho a seguir: tomar como sua a “ideia” de mudança de paradigma. Se repararem, ele não tem como perder: se ganhar títulos é o maior; se perder, defende-se com a necessidade de proteger as contas do clube. É a chamada win-win situation.

LFV é de facto um excelente empresário. Atrevo-me até a dizer que LFV deve ser um bom jogador de xadrez. Quem joga xadrez sabe que a chave para ganhar o jogo é antecipar o máximo de jogadas possível do adversário. LFV tem vindo nos últimos anos a falar da formação, sem nunca ter tomado esta posição. Fê-lo antecipando o que aconteceu. A banca caiu, as regras mudaram e ele antecipou-se a um cenário em que não poderia contar com esse tipo de parcerias. É, de facto, de se lhe tirar o chapéu. Não estou a dizer que ele sabia exatamente que o BES iria ruir, mas o que é certo é que com esse discurso, dá para perceber que o homem sabia que esse era uma cenário possível.

O meu problema com LFV é que ele não é benfiquista a sério. Eu até daria de barato ele enriquecer à custa do Clube, mas desde que defendesse o Benfica com todas as suas forças. Coisa que não faz. E isso é o que me faz não apoia-lo, mesmo reconhecendo as suas vitórias e os seus méritos. Eu não quero apenas um presidente empresário. Quero um presidente benfiquista e empresário.

No entanto, até eu que não sou seu apoiante tenho que reconhecer uma coisa. As modalidades estão num ponto em que nunca estiveram, e prova disso é a época passada, histórica para o nosso clube pelo número de título que ganhámos, e a referência que os respetivos treinadores fazem sempre ao presidente na hora das vitórias. Isso é sem dúvida sinal de que LFV os apoiou até atingirem ao sucesso que têm vindo a atingir, e eles reconhecem-no. O que nos leva ao último ponto neste post: Rui Vitória.

O pior que pode acontecer é dispensar Rui Vitória. Primeiro, porque para LFV representaria reconhecer o fracasso da sua aposta. Segundo, porque dispensar o treinador em novembro seria um erro estúpido, tanto porque não se deu tempo para ele mostrar o seu valor, como isso representaria dar como certo um ano perdido. E por último, seria caminhar no sentido que os outros traçaram para nós: o da instabilidade.

Rui Vitória, já o admiti aqui no blogue, era o meu preferido para substituir JJ no SLB, já desde a “crise” de 2013. Para mim, já basta ter um presidente pouco benfiquista. Ao menos que tenhamos um treinador da casa, que sofre com o clube, que conhece o clube, e que já demonstrou ser capaz de pegar em miúdos e potenciá-los. É esse o caminho agora, certo sr. presidente?? Então não vejo ninguém melhor, independentemente da tática atual não agradar ou dos resultados não aparecem no imediato. O que ele precisa, também já o disse aqui, é do apoio dos adeptos. Da confiança da Direção. Mas mais do que tudo: TEMPO e PACIÊNCIA! Mas isso… é algo que infelizmente não está no ADN da esmagadora maioria dos benfiquistas… infelizmente.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

André Gomes revelou a farsa há 21 meses atrás

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Não que signifique grande coisa mas, lembro-me bem de lamentar a venda de André Gomes neste blogue no post "Benfica Made in Benfica?! Parvo é quem ainda vai nestas cantigas!"... E fui, e desta orgulho-me, aquele que a seguir à Final da Liga Europa perdida com o Sevilha, uma final em que vi muitos Benfiquistas varrer André Gomes de alto a baixo, aquele que escreveu “O dia em que vi nascer um grande jogador de futebol!

Ok, André Gomes tinha falhado alguns passes que deram origem a contra ataques perigosos, mas ver um jogador da sua idade, que raramente era aposta, a assumir as despesas do jogo da maneira que o fez, a partir sempre para cima do adversário, a não acusar o ambiente, a pedir sempre a bola no pé, a assumir a responsabilidade de levar a equipa para a frente num jogo em que as ausências por castigo deixaram a equipa coxa e sem soluções, foi de craque em perspetiva... Foi uma exibição de raça e de caráter, que são atributos que analiso sempre em todos os jovens e reveladores do seu pedigree.

Quando o venderam por 15 milhões (5 meses antes), muitos celebraram a sua venda. Eu não, eu achei que o Benfica tinha perdido um grande talento... Como perdeu.

Mas também aqui escrevi, e isto na sequência desta venda de André Gomes de que não gostei "Benfica Made in Benfica?! My arse!!", que essa venda era para mim sintomático do que viria a seguir e que hoje reafirmo, cada vez mais convicto e ainda com mais veemência.

Eu sei que foi fácil (diria até conveniente) culpar Jorge Jesus pelas vendas do Bernardo e do Cancelo (já lá vamos)... Mas os sinais foram dados antes, e podíamos começar logo pela venda do André Gomes, porque esta venda é a prova provada de que o Benfica Made in Benfica era de facto uma treta...

André Gomes de facto, jogou pouco com Jorge Jesus. Mas convém também dizer que no Benfica havia Matic a tapar-lhe o lugar, e Matic para Jesus era peça absolutamente fundamental... E ainda havia Fejsa... e Enzo!

Mas para aqueles a quem convém deitar as culpas das vendas de Bernardo e Cancelo sempre no mesmo, importa lembrar que a venda de André Gomes (POR PARTE DA DIREÇÃO DO BENFICA) acontece escassos dias a seguir à venda de Matic...

Ou seja, quando André Gomes iria ter finalmente mais espaço na equipa, (e que se confirmou, pois foi entre Janeiro e Maio desse ano que André Gomes jogou mais vezes quase sempre nas Taças e na Liga Europa, e aquele grande golo na Taça frente ao Porto), foi quando a Direção o decidiu vender.

E na altura aqui escrevi:
“Se o argumento daqueles que defendem esta venda é pois os 15 milhões por um jogador da equipa B, o argumento será o mesmo se amanhã derem 15 milhões pelo Bernardo e ele sair, pelo Cancelo, pelo Joaquim ou por todos os bons produtos que saiam da equipa B. Para esses pois, as vendas, desde que haja milhões estarão sempre bem e justificadas...”

Trazendo tudo isto para a realidade encarnada 22 meses depois, acho que tem batido tudo certo e não tenho razões para me arrepender de nada que tenha escrito...

Se o Benfica Made in Benfica fosse de facto um projeto para ser levado a sério e não apenas a propaganda barata que acredito que é, André Gomes não teria sido vendido numa altura em que Matic também saíra... Simplesmente não faz sentido no âmbito daquilo que LFV anunciava! E deste é oficial: Jorge Jesus contava com ele, como o próprio comentou quando se anunciou a sua saída!

Se o argumento a favor da venda era o de que por 15 milhões é bem vendido, então meus amigos, comprova-se o que há muito digo, entre nós só ficará o refugo, e se o Guedes e o Semedo forem aquilo que deles esperamos, não tarda nada teremos mais 30 milhões nos cofres da Luz mas os dois jogadores já eram, e na Catedral terão ficado apenas as dores de crescimento... O brilhantismo será exibido noutro lado qualquer.

E isto é pois em suma, a razão pela qual nunca acreditei, não acredito e nunca acreditarei nesta treta do Benfica Made in Seixal. E se não acredito, não é porque na Luz não haja talento...

Se o meu clube fosse o Barcelona, eh pá, aí sim a música era outra... Temos Messi? Temos Iniesta? Então vamos tê-los para toda a vida! Todas as dores de crescimento valerão a pena!

Mas o meu clube é o Benfica meus caros, e no Benfica, ou por necessidades económicas do clube ou por vontade dos jogadores, Messis, Iniestas ou Eusébios nunca farão parte da nossa mobília!

O que eu sempre aqui disse e volto a dizer foi:

Para o Benfica Made in Seixal poder vir a ser uma realidade (e não a propaganda que acredito que é), não basta ser capaz de produzir bons jogadores e de apostar neles!

Não! O Benfica Made in Seixal só será uma realidade no dia em que formos capazes de produzir bons jogadores, MAS FORMOS TAMBÉM CAPAZES DE OS MANTER ENTRE NÓS PELO MENOS TRÊS OU QUATRO ANOS!

E é essa a garantia que LFV nunca deu, nem nunca explicou como se reestrutura o clube para que esse anúncio seja executável na prática e possa dar o rendimento DESPORTIVO que ambicionamos.

LFV nunca explicou como irá criar condições para segurar os nossos craques quando de Madrid ou de Londres vier a primeira oferta que deixará a cabeça dos jogadores a andar à roda.

Até agora, o que LFV fez de facto de Benfica Made In Seixal foi:

Vender, vender e vender… Aproveitar não aproveitou nada... Mas dinheiro já fez, e muito, à conta do Seixal!

Vendeu talento em que acreditava piamente (segundo ele), jogadores emprestadados com opção de compra (sim, há para lá umas cláusulas)… Culpado?! Jorge Jesus pois claro, mas espera lá, afinal o plano não era mandar o Jesus embora? E sendo esse o plano coloca-se lá as clausulas na mesma?!

MAS ALGUÉM ACREDITA (OU ME QUER FAZER ACREDITAR) QUE CLUBES COMO O MÓNACO OU VALÊNCIA IAM CONTEMPLAR SEQUER ESTAR A VALORIZAR JOGADORES PARA O BENFICA, E QUE ESTES NÃO ESTAVAM JÁ VENDIDOS LOGO À PARTIDA?

E o Cavaleiro?! E o Helder Costa?! Também são culpa do Jesus?

E no final desta época, quando for preciso vender vai-se vender quem? Evidentemente, os da formação, assim alguém os queira levar!

Ah sim, mas espera lá, se nos dão quinze milhões, são bem vendidos!

E voltamos pois à mesma lenga lenga de sempre e ao vira o disco e toca o mesmo, se os 15 milhões justificam as vendas, o Benfica Made in Seixal nunca terá qualquer hipótese de existir! Só se for o Benfica Made in Seixal dos medianos que mais ninguém quer!

É isto que me faz ser contra a formação? Evidentemente que não! Bons jogadores hei-de sempre gostar de ver com a camisola da águia ao peito, venham eles do Seixal ou da China!

O que eu não acredito é no projeto da forma que mo querem vender, porque sei que um Guedes ou um Semedo não são na sua essência diferentes de um Markovic ou de um Witsel… Jogadores com guia de marcha anunciada, assim valor exista, simplesmente num estágio evolutivo muito mais atrasado, o que em termos de rendimento penaliza a equipa!

E qual é o preço a pagar por isto tudo? É aquilo que vemos neste momento, um Benfica fraco como há muito não víamos, um Benfica titubeante em campo à procura de uma identidade, à espera de um futuro risonho que na minha opinião nunca virá da maneira que muitos Benfiquistas acreditam.



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