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sábado, 26 de outubro de 2013

Rui Moreira, o independente da treta..!

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"Bruno de carvalho dá resposta dura ao presidente da câmara do Porto, Rui Moreira.

Na antecâmara do clássico, Rui Moreira, recém-eleito presidente da Câmara do Porto e portista confesso, alertou para a necessidade de “calar Bruno de Carvalho e o seu populismo”. O líder do Sporting registou e respondeu, elevando o tom.

“Quem tem responsabilidades como as de Rui Moreira não pode fazer crónicas daquelas. Não são feitas no momento, nem a quente. São pensadas e refletidas. Somos livres de emitir opinião mas... Fiquei surpreendido.
Já que o presidente da CM Porto se permitiu falar sobre futebol, vou falar de política. Acho graça quando ouço que ele foi um dos independentes com a vitória mais surpreendente das últimas autárquicas... Antes da candidatura, foi dependente de partidos e figuras partidárias; agora é o mesmo cenário. Não deve ser fácil fazer todas estas conjugações na sua vida.
Para lá de todas estas dependências, já se viu que tem uma subserviência muito vincada ao seu ídolo desportivo.
No meio desta ginástica, não deve ser fácil passar tanto tempo de joelhos.
Depois de ler o que escreveu, aprendi que mais vale ser popular do que hipócrita”, considerou." - Bruno de Carvalho.


"Vou ver o jogo no balneário."

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A Nova Luz.

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O antigo Estádio da Luz marcou todos os benfiquistas que tiveram o privilégio de entrar lá.

Vê-lo desaparecer, ver desaparecer toda aquela envolvência, aquele recinto impregnado de história e glória, erguido pelo amor dos benfiquistas pelo seu clube, foi como perder algo de nós. 

Apesar disso, vi a construção do novo estádio como uma oportunidade de ouro de modernização do clube, de se poder dotar a complexo da Luz de novas estruturas que pudessem originar receitas permanentes e crescentes para os resultados financeiros do Benfica e também para proporcionar aos adeptos condições de conforto inéditas.

A nova Luz, por dentro, é de facto um estádio lindo. Imponente. Com um ambiente fantástico para o Benfica, quando cheio, e atemorizante para os adversários em iguais condições.
Uma aposta ganha, nesse aspecto.

O complexo da Luz nem tanto. Foi criada uma área comercial, mas onde falta a diversidade de espaços como oferecia a antiga Luz.

O complexo da Luz ainda não oferece aos benfiquistas as condições ideais para a convivência diária. É algo a melhorar. A criação de mais espaços gastronómicos, por exemplo, ao alcance da bolsa do português médio, é essencial para que mais gente se desloque à Luz durante a semana como acontecia no passado.
A Catedral da Cerveja já foi um desses locais. Hoje continua a ser, e com qualidade, mas fora do alcance de muitas bolsas.

Também a 'beleza' do betão, embora impressionante, poderia ser melhor composta para que pelo menos em noites de jogo, luzes e côr dessem outro brilho ao Estádio da Luz.
Têm havido várias propostas neste sentido e espero que algumas delas possam ter bom acolhimento naqueles que decidem. Certamente os patrocínios associados a essas propostas cobrirão o investimento inicial.

O Museu do Benfica, embora com um custo exorbitante(13M), contribuirá decerto para que o complexo da Luz possa ter mais diversidade de actividades e continuar a ser um local de 'peregrinação' diária. 

A Nova Luz, a Catedral, é um motivo de orgulho para todos os benfiquistas.

Manuel Vilarinho, Mário Dias e Vítor Santos merecem todo o reconhecimento por essa obra marcante.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Critérios e reflexões

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Portugal, 25 de Outubro de 2013

Concluída a 1ª volta da Champions League, a prova mais importante do calendário futebolístico, com 2 jogos em casa, obtivemos 4 pontos estando empatados no 3º lugar com o último adversário, Olympiakos. Temos os mesmos 4 pontos que na época de Koeman, tínhamos 1 ponto com Fernando Santos, tínhamos 3 pontos com Camacho, 3 pontos também na 1ª vez de Jesus, 7 pontos na 2ª vez de Jesus e 1 ponto na 3ª vez de Jesus. Como se vê, apenas por uma vez tivemos uma pontuação de grande nível. Todas as outras participações deram pontuações baixas e até ridículas (com Fernando Santos e na 3ª vez de Jesus).
Claro está que a comunicação social, com destaque para a sedeada em Lisboa, propagandeou a mensagem que o FCP perdeu mas jogou “bem”, o Benfica empatou mas jogou “mal”. Os habituais critérios, servis ou bota abaixo, que tenho apontado em vários textos...
A imagem de Roberto nas 3 páginas dos 3 diários desportivos (bingo) com títulos que salientam o seu contributo para a “não derrota” do Benfica (foi assim que eles viram o empate), pode ser interpretado como um truque para evitar que os adeptos percebam o que o Benfica teve de trabalhar para merecer esse golo, para que os adeptos não percebam que o árbitro era do mesmo país do treinador da equipa adversária, para que os adeptos não percebam que houve 1 penalty flagrante sobre Siqueira (tal como o nosso golo nasce de 1 canto inexistente) numa altura em que havia muito jogo pela frente para se poder lutar por algo mais que o empate, para que os adeptos não percebam que houve 2 foras de jogo mal tirados ao nosso ataque, quase a fazer lembrar as arbitragens de encomenda que vemos por cá, para os adeptos se levantarem contra a “má” exibição do Benfica.
Ou seja, mais uma vez, e assim será até que alguém da Direcção do Benfica perceba que deste modo não vamos a lado algum, pois estas mensagens da comunicação social põem os adeptos contra a equipa e protegem as equipas que efectivamente fizeram maus resultados, da critica dos seus adeptos (neste caso, o FCP). De forma simples, a comunicação social consegue transformar os adeptos do Benfica numa parte do problema e não numa parte da solução.
A falta de esclarecimento assim criada, por imperativo comunicacional de uma estratégia que é evidente e não uma qualquer fantasia minha, leva os adeptos ao caos e desordem no pensamento. E quando assim é, os seus actos serão a condizer e não ajudarão a equipa a funcionar melhor. Bem pelo contrário.
E assim tem sido desde a derrota com o Guimarães na Taça, pelo que me parece notável o que já foi conseguido em termos desportivos. Sim, porque com arbitragens isentas, o Benfica estava claramente em 1º lugar do campeonato, jogando, ou não, como a critica (e os adeptos hiper exigentes e autistas) mais gostam.
Mas afinal há alguma razão para criticarmos a “exibição” da 1ª parte contra os gregos, já que na 2ª parte com aquela chuvada não foi possível jogar futebol? A pergunta é teórica e tem resposta teórica. Acho que há um motivo sim: porque razão o Benfica jogou em 4-4-2 losango contra os gregos, quando contra os belgas, o adversário teoricamente mais fraco do grupo, jogamos com 1 avançado, em 4-2-3-1, tal como em Paris contra o PSG? Que se passou para JJ mudar de opinião e insistir num modelo que ao longo dos anos, com vários treinadores diferentes, tem dado maus resultados nesta prova tão difícil?
Alguma imbecilidade que campeia por aí nas críticas a JJ (eu acho que é mais “dor de cotovelo” pelo seu ordenado) esquece coisas tão simples como estas. Quando Koeman alterou sistema de 4-3-3 para 4-4-2 (retirando Karagounis para entrar Mantorras) estávamos 0-0 com o Villareal e a seguir perdemos 1-0. Quando Fernando Santos jogou com 2 avançados frente ao MU, perdemos 1-0. Quando Camacho jogou com 2 avançados frente ao Shacktar Donetsk, perdemos 1-0 e levamos um banho de futebol. Tudo derrotas em nossa casa. Quando JJ jogou com 2 avançados fora contra o Shalke04, perdemos 2-0. Com o Hapoel foram 3-0. Já tínhamos perdido 4-1 com o Liverpool. E na final da Liga Europa contra o Chelsea. O Celtic ganhou-nos sempre que lá jogamos com 2 avançados, curiosamente não ganhou quando jogamos lá com 1 avançado, mas também, não por acaso, JJ foi acusado de ter arriscado pouco.
Será que mudamos do 4-2-3-1 dos dois primeiros jogos, para o 4-4-2 losango com os gregos, por causa das críticas de Paris, onde JJ – para variar – foi acusado de ter jogado a “medo” com o PSG? Será que JJ é influenciado pela crítica da Direcção? Da comunicação social? Dos adeptos “ruidosos”, embora não muito inteligentes? Porque mudou afinal de um modelo que privilegia o equilíbrio no meio campo, 4-2-3-1, para um modelo marcadamente ofensivo e facilmente anulável por equipas de gabarito?
Como bem se percebeu, ninguém na comunicação social quis enfatizar este assunto, preferindo o “fait-divers” do Roberto do mn 86, não o Roberto do mn 3 ...

Os adeptos ranhosos.

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"Os adeptos do Paços de Ferreira estão incrédulos com as palavras proferidas pelo presidente Carlos Barbosa no final do jogo com o Dnipro, relativo à Liga Europa.

Em Guimarães, após o encontro, o dirigente mostrou-se indignado com contestação de que foi alvo o treinador Costinha e lançou duras críticas aos sócios.

«A massa associativa do Paços de Ferreira é muito ranhosa. Ainda o jogo mal tinha começado e no primeiro erro já estavam a contestar, em vez de apoiar», declarou, provocando a ira dos adeptos nas redes sociais.

«Para terem esta atitude, mais valia terem ficado em casa. Tudo fizemos para conseguir outro resultado e fomos infelizes», disse ainda Carlos Barbosa, que mantém plena confiança na atual equipa técnica.

Perante palavras tão duras, foi criada hoje uma petição on line para angariar assinaturas a fim de se convocar uma Assembleia Geral para a destituição do presidente. Os adeptos propõem ainda que ninguém compareça na receção ao V. Guimarães, uma medida que apelidam de «greve».

Confrontado com estas posições, Carlos Barbosa reage com naturalidade. «Não estou preocupado nem agarrado ao poder. É meia dúzia de pessoas que nunca fez nada pelo clube. Se não querem apoiar contra o V. Guimarães, então não apareçam, pois é melhor do que se comportarem como contra o Dnipro», salientou, mantendo total confiança em Costinha. «Acreditamos na equipa técnica e o Costinha não está dependente de uma vitória com o Guimarães», assegura." - A Bola.

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"A GNR escoltou a chegada do autocarro do Paços de Ferreira ao seu estádio, na quinta-feira, contendo a revolta dos cerca de 50 adeptos da equipa que esperavam a comitiva.

Os adeptos descarregaram a frustração no treinador Costinha, exigindo a sua demissão, mas também na direção presidida por Carlos Barbosa, gritando: "Sois uma vergonha. O clube é nosso, isto não é o Paços e só queremos que o gajo [Costinha] vá embora".

Os protestos foram vigiados pela GNR, que também escoltou a chegada do autocarro, a partir do nó de Freamunde, precavendo a repetição dos protestos mais quentes verificados em Guimarães, no final do jogo com o Dnipro, para a Liga Europa, mas não se registaram quaisquer incidentes.

O Paços perdeu por 2-0, hipotecando as remotas possibilidades de seguir em frente na competição. Os golos foram sofridos nos derradeiros 10 minutos de um jogo em que fez por merecer melhor sorte, e a derrota "incendiou" os adeptos, que se concentraram na área restrita do treinador, voltando-se, depois do final da partida, para a tribuna presidencial.

A troca de palavras mais acesa entre a direção e alguns dos adeptos só foi serenada pela pronta intervenção das forças de segurança presentes no estádio, prosseguindo, mais tarde, no Estádio Capital do Móvel." - Record.

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Para que servem os adeptos? Para 'apoiar'? Ou serão eles o principal motivo da existência do clube?

Enquanto o presidente do Paços de Ferreira serve outros propósitos exteriores ao interesse desportivo do clube, comprovadamente os adeptos, aqueles que estão sempre com o clube, são apelidados de ranhosos.

O Costinha é que é bom? Veremos.

Cardozo em destaque. Justo ou injusto?

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

UM DIA A ESTRUTURA VEM ABAIXO!

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"O que se está a passar no Benfica, com resultados pobres e exibições confrangedoras, é resultado de uma dependência quase obscena do clube em relação à capacidade do seu treinador para se constituir como factor de equilíbrio na luta pelos títulos com o FC Porto.

É verdade que Jesus cometeu demasiados erros, durante quatro anos, que impediram até que os adeptos se juntassem no Marquês, para festejar, pelo menos, mais dois títulos nacionais. Mas também é verdade que a capacidade demonstrada pela equipa para estender até ao fim essa incerteza no campeonato, deveu-se, em grande medida, ao mérito indiscutível de Jorge Jesus.

Nos últimos dois anos, o Benfica não ganhou os campeonatos, mas objectivamente podia e devia tê-los ganho, porque foi a melhor equipa da competição. Durante quatro anos, a estrutura do Benfica escondeu-se atrás do mérito, do carisma e da personalidade do treinador, suspirando pelos títulos e rezando para que Jesus resolvesse tudo.

Não resolveu e agora Jesus aparece esgotado e sem aparente capacidade para devolver, pelo menos, o bom futebol à sua equipa.

Agora, que o treinador deixou se constituir como o factor de equilíbrio entre o Benfica e o FC Porto, começa a emergir, de novo, a insuficiência de tudo o que rodeia o plantel do Benfica e de todo o ambiente estrutural que devia compensar, como noutros clubes, um momento de fraqueza do seu treinador.

Ou seja, agora devia ser a estrutura a levar Jesus ao colo, como, durante quatro anos, aconteceu precisamente ao contrário.
E é aqui que chegámos ao ponto. Jesus está esgotado e com isso vai esgotar o Benfica, a sua equipa e os jogadores.

Ao contrário de muitos benfiquistas, não creio que o actual problema do Benfica se consiga alterar com a mudança de treinador.

Do modo como estão as coisas, provavelmente Jesus acabará por deixar o Benfica da mesma forma que o encontrou. Amorfo, bisonho, complexado e desorientado. Gosto de recorrer à memória para colocar as coisas em perspectiva. Foi assim que Jesus encontrou o Benfica. Provavelmente é assim que Jesus deixará o Benfica.

Sem que o clube e quem o dirige percebam onde está, efectivamente, o problema, nenhum outro treinador mudará nada de substancial na relação cada vez mais viciada entre o Benfica e o insucesso. É nisso que se devem concentrar os adeptos que, nos dias de hoje, se agitam a pedir a cabeça do treinador.

Não é apenas ele que está esgotado é todo um modelo de governação no clube que, durante quatro anos, se escondeu atrás do sucesso relativo do futebol espectacular e empolgante que Jesus devolveu ao clube.

Tudo o resto é conversa fiada e apenas servirá para adiar a resolução de um problema que se arrasta há mais de vinte anos e que os últimos presidentes do Benfica nunca conseguiram resolver.

José Marinho"

O sonho de Luis Filipe Vieira ou a segunda parte do assalto ao futebol português?

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Dragão de Ouro em 2009
"O FC Porto está a tentar que Rui Pedro Soares se candidate à presidência da Liga, nas eleições que se devem realizar em junho de 2014. Segundo apurou o CM junto de várias fontes com responsabilidade no futebol nacional, o nome do presidente da Belenenses SAD, que recebeu o Dragão de Ouro em 2009 (Sócio do Ano), tem sido sistematicamente referido por personalidades afetas ao FC Porto como o melhor dirigente para substituir Mário Figueiredo. 

Contactado ontem pelo CM, Rui Pedro Soares começou por dizer que não estava a par de tais diligências, mas, passados alguns segundos, reconsiderou e afirmou: "Não quero comentar essa situação neste momento." 

De acordo com as mesmas fontes, se Rui Pedro Soares for candidato não deverá ter o apoio formal e público do FC Porto. "O clube deverá limitar-se a divulgar que em causa está um dirigente de um clube de Lisboa. No entanto, se Rui Pedro Soares avançar, terá a certeza de que contará com o voto do FC Porto e de vários outros clubes", frisou uma das fontes, que pediu para não ser identificada. 


Caso Rui Pedro Soares chegue à liderança da Liga, o FC Porto passará a ter adeptos do clube nos mais altos cargos do futebol nacional. É que na liderança da FPF já está Fernando Gomes, antigo ‘vice’ dos dragões. Além disso, aquele que é considerado o número dois da FPF, Tiago Craveiro, também é conotado com os portistas." - CM.

Depois do 'assalto' à FPF realizado por Fernando Gomes realizado com os cúmplices Vieira e Bettencourt, está agora em marcha a operação 'Liga de Clubes'.
Bettencourt já saiu de cena, mas ainda resta Vieira. 

Certamente que Luis Filipe Vieira não perderá a oportunidade de apoiar mais um amigo para um cargo importante no futebol português.
Um amigo de Luis Filipe Vieira e do FC Porto. 
Serão assim já 2 nas cúpulas do futebol português.
Não são amigos do Benfica, mas o que isso interessa não é? 
'Confiem em mim', dirá concerteza o ainda presidente do Benfica Luis Filipe Vieira.

Certamente que ambos festejarão a ver um jogo da Liga Inglesa.

Até quando irá o Benfica agonizar?

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"Questionado sobre o número de golos sofridos esta época: «As contas fazem-se no fim e, normalmente, no fim da temporada o Benfica tem poucos golos sofridos. Isso é um falso problema. O que importa é marcar mais que o adversário porque marcando golos é que se ganha. Temos que olhar para os golos sofridos mas também para o futebol ofensivo. Normalmente o Benfica marca mais golos do que sofre. Mas é verdade que temos sofrido mais golos que o habitual." - A Bola.

Só não entende quem não quer.
Para o treinador milionário do Benfica, pouco interessa a qualidade da defesa ou as suas rotinas.

'Eles marcam 2? Então temos de marcar 3!!' - é o raciocínio de Jorge Jesus.

Jorge Jesus é hoje um treinador previsível, sem soluções, e com um discurso medíocre tipo clube pequeno.

Coloca em campo jogadores fora de forma e/ou sem estofo para o Benfica, esquemas tácticos repetidos à exaustão que até um treinador da terceira divisão do Vietname saberia contrapôr e falha na motivação e liderança do seu grupo. 
Apresenta desculpas para tudo, menos para a sua incompetência.

O Benfica continua sem vencer um único jogo de grau de dificuldade mais elevado. 
O futebol apresentado é medíocre. Os jogadores não têm chama.  

"Era importante não perder..." - diz Jorge Jesus. 

Não, meu caro. O importante era ganhar e ponto final! Isso é que representa o verdadeiro espírito 'à Benfica'!

Mas é também importante frisar um ponto:
O problema está longe de ser Jorge Jesus.
O problema chama-se 'estrutura de Luis Filipe Vieira'.

O jogo com o Nacional da Madeira será um marco na carreira de Jorge Jesus esta temporada no Benfica.
Se não vencer, dificilmente terá condições para permanecer no cargo de treinador do Benfica.

Mas que não restem dúvidas: 
Com a queda de Jorge Jesus, terá que cair também Luis Filipe Vieira, o principal responsável. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Homens entendam-se!

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Vieira: "melhor plantel dos últimos trinta anos"

Jesus: (contra o Olympiacos em casa) "era importante não perder, o empate foi um resultado positivo, recuperámos um ponto. Nos próximos dois jogos fora com Anderlecht e Olympiacos pelo menos temos que ganhar um"

Um deles está a "ver mal o filme"...

Foi a chuva! Foi o árbitro!

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Ou simplesmente foi a continuação do mau futebol, da má gestão da equipa e do quão fraco tacticamente que é este treinador dos 4 milhões.

Vou mas é beber umas jolas e comer uma bifana que isto deve ser fome.

(Ainda não ouvi ninguém do clube do 'temos é que apoiar incondicionalmente' no estádio hoje.
Como estava a chover devem ter ficado em casa a olhar para a foto do Midas da Gestão.)

Estamos em estágio!

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Chuva? Frio? Quero lá saber. Venham as bifanas, as imperiais e os...

GOLOS DO BENFICA!!!!!!

Guerrilha FCPorto: É possível acabar com isto em Portugal?

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Já alguém parou para pensar no que se tornou esta "guerra" FCPorto / SLBenfica?

Hoje em dia, não se discute desporto entre benfiquistas e portistas. Nada mais passa entre adeptos e dirigentes destes clubes que não seja ofensas, intimidação, agressões, violência ou terror.

A norte estabeleceu-se uma teia de ligações que envolve política, justiça e desporto num triangulo que torna os mentores deste clima pessoas impunes e acima de qualquer lei e ordem.

Aparentemente, parece tudo ser possível, de forma escandalosa até como se assistiu no Apito Dourado ou nas agressões/ataques às comitivas do SLBenfica... e nada acontece. Nunca nada acontece.

O clima dentro do Estádio é de constante terror e intimidação, com circulação de armas para intimidar dirigentes, com ameaças, com bolas de golf, com alusões e ameaças à familia... tudo isto para "vergar" os adversários a um espectro de inferioridade.

Eles não se superiorizam... eles inferiorizam os demais.

Dito isto, qual será então a solução?

1. Olho por olho, dente por dente
ou
2. Mantermo-nos fieis aos nossos princípios de honra e respeito

A tentação de escolher o primeiro caminho é enorme! Fazer acompanhar sempre as comitivas do SLBenfica com gente preparada para retaliar em dobro aquilo que nos fazem pode sempre ser um caminho...

Porém, ponho-me a pensar que lidar dessa forma com uma organização criminosa organizada, implica ter uma estrutura de liderança capaz de lidar com as consequências dessas via: A retaliação feita na medida de ameaças à familia, por exemplo.

Coloca-se aqui a questão: Precisamos então de ter dirigentes "sem nada a perder na vida"? Precisamos de ter dirigentes dispostos a sacrificar a vida para enfrentar uma organização criminosa protegida pela justiça?

... ou simplesmente aceitamos que vamos fazendo o melhor possível pelo nosso clube, na expectativa de o lider dessa organização suja, corrupta, violenta e marginal um dia abandone e fiquem mais frageis, podendo voltar nessa altura o contexto de vitórias de igual para igual e com as mesmas leis?

Será fácil aceitar situações como as que fizeram ao Viega com o processos em tribunal? Será facil receber ameças de morte? Será fácil ouvir ameaças ao bem estar dos nossos filhos? Será fácil lidar com armas apontadas à cabeça?

... Ou seria muito mais fácil Portugal um dia assumir-se como país que quer mudar o conceito de país marginal e corrupto, como disse e bem José Eduardo do Santos, e procurar condenar os que impõem este tipo de leia suja e sangrenta?


Já que falamos de polítiquices, aproveito para partilhar uma posição de António Costa (Pres da CMLisboa) a propósito da crise e da forma como os portugueses são vistos como culpados da mesma... Se repararem, o problema de fundo é o mesmo: Os Lobbys que se protegem ainda que isso represente "perder o país", como tem representado na escala do desporto perder o futebol nacional: 

 “A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar! A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos. Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."




A verdadeira origem do ódio no futebol português.

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No seguimento do post anterior, e para que fique claro o que penso sobre a origem deste ódio e violência no futebol português, reponho aqui um post escrito por mim em 2011.


"José Maria Pedroto: a semente do ódio e pai da corrupção.


José Maria Pedroto foi um treinador e ex-jogador de futebol, nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Almacave, Lamego, e faleceu a 7 de Janeiro de 1985.


Não analiso a sua performance como jogador neste post, mas sim como treinador e estratega do ódio e guerra no futebol português.

Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).

Enquanto treinador, continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores.

Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão.

Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal.

Em 1974, mudou-se para o Boavista.

Volta às Antas em 1976 para vencer dois Campeonatos (1977-78 e 1978-79) e uma Taça de Portugal.

Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve Artur Jorge.

Pedroto regressa ao FC Porto já com Pinto da Costa como presidente. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pedroto e Pinto da Costa criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguíram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, um dos dois treinadores portugueses campeões europeus de clubes, a par de José Mourinho, em 2003/04, também ao serviço do FC Porto.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manha do dia 7 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade, sucumbido à doença que o corroía imparavelmente. Durante a madrugada do dia do seu falecimento, já visivelmente debilitado, tentou satisfazer os seus últimos desejos, bebendo whisky por uma colher e tentando fumar o último cigarro.” – retirado da WIKIPÉDIA

Para a maioria dos portistas, este homem é uma lenda, um herói. Mas para adeptos do futebol como eu, ele foi a semente do ódio e da corrupção dos últimos 30 anos no futebol português.

Como exemplo, relato este episódio contado pelo jornalista Neves de Sousa:

“Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada fotobolistica. 
Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting: 
Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma clausula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.

Como, não percebo?Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem, Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século.

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.”

Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Assina contrato com o FC Porto, após uma investida directa de Pinto da Costa, que estava devidamente autorizado pelo Presidente Américo Sá para contratar a qualquer custo o treinador português. 
José Maria Pedroto apenas colocou uma condição que se verificou: Que Pinto da Costa fosse o Chefe de Departamento de Futebol Profissional. 
Começava assim uma dupla que marcou e marcará inquestionavelmente para sempre uma época no futebol português.

Pinto da Costa e José Maria Pedroto traçaram uma estratégia que visava afrontar todos os poderes instalados no futebol português e de uma vez por todas acabar com a hegemonia bicéfala dos clubes da capital.

A temporada de 1976/77 foi altamente conflituosa. O FC Porto acabou apenas em 3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão a 10 pontos do SL Benfica que foi o Campeão Nacional. Venceu porem a Taça de Portugal numa final onde derrotou o SC Braga por 1-0.

No ano seguinte, finalmente, foi quebrado o longo jejum de vitórias do FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. 
Os azuis e brancos sagraram-se Campeões Nacionais depois de um competição disputadíssima, decidida na “goal average”, com o SL Benfica, que foi 2º classificado, com a proeza inacreditável protagonizada pelo clube da Luz, que não perdeu qualquer encontro na prova e não foi campeão.

Renovou o título de Campeão Nacional na época seguinte de 1978/79 em mais um campeonato extremamente disputado com o SL Benfica. Em 1979/80 perdeu o título para o Sporting CP, quedando-se o FC Porto no 2º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão somente a 2 pontos dos leões de Alvalade.

Depois destes 3 anos a frente da equipa do FC Porto o clima de “guerrilha” no futebol português, envolvendo os principais clubes e os poderes de decisão na FPF, estava extremamente intenso e fortemente acicatado por José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Era um chorrilho de polémicas e um constante ambiente fervente entre os protagonistas.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.

A verdade é que este tipo de discurso era recorrente em José Maria Pedroto. Frases como “temos de lutar contra os roubos de igreja no Estádio da Luz”, ou “passamos de pombinhos provincianos a falcões moralizados”, ou ainda “é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital” eram frequentes no linguajar do técnico.

Depois do FC Porto perder o Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1979/80, não conquistando o tri, José Maria Pedroto foi afastado do cargo de treinador principal do azuis e brancos pelo Presidente Américo Sá que se dizia farto das polémicas e conflitos gerados pela dupla Pinto da Costa e Pedroto.

A saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do FC Porto foi conturbada originando o celebre verão quente de 1980, quando 14 jogadores do FC Porto, onde constavam nomes como o de Costa, Oliveira, Octávio, Sousa, Frasco, Gomes, entre outros, fizeram uma autêntica rebelião não comparecendo aos trabalhos no arranque da temporada de 1980/81.

O Presidente do FC Porto Américo Sá deixava o nome de Pinto da Costa fora das listas concorrentes aos órgãos sociais. Em forma de protesto e demonstrando estar ao lado do actual presidente portista, 14 jogadores não compareceram aos trabalhos de preparação para a nova época sob os comandos do austríaco Herman Stessl, entretanto escolhido para suceder a José Maria Pedroto.

Esses 14 jogadores trabalhavam no Pinhal de Santa Cruz do Bispo às ordens de Hernâni Gonçalves, preparador físico de José Maria Pedroto, enquanto que os jogadores do FC Porto, os apelidados de “alinhados”, prosseguiam a sua preparação em Leiria.

Desempregado, José Maria Pedroto, foi alegadamente seduzido por responsáveis do SL Benfica para assumir o cargo de treinador principal dos encarnados. Esse facto não se consumou porque, dizem, alguns dirigentes benfiquistas vetaram o ingresso do técnico no clube, outros, afirmam que foi o técnico que não aceitou rumar a Lisboa pois pretendia continuar a trabalhar no norte do país.

Para o Sporting CP acabou por rumar o britânico Malcolm Alisson, para o SL Benfica o húngaro Lajos Baroti e José Maria Pedroto permaneceu inactivo no início da época de 1980/81.

Entretanto, em Guimarães, o Vitoria SC arrancava para a época de 1980/81 com enormes expectativas de sucesso. 
O recentemente empossado Presidente da Direcção do Clube vitoriano, o jovem Pimenta Machado, tinha contratado um punhado de jogadores de inegável qualidade, desde os internacionais Damas e Blanker, a jogadores da categoria de Barrinha e Nivaldo, até aos jovens Fonseca e Ribeiro.

Depois de um início de prova algo titubeante o Presidente do Vitoria decide despedir Fernando Peres e Cassiano Gouveia, a dupla técnica que comandava a equipa, à passagem da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão depois de uma derrota frente ao SC Espinho por 3-1.

Diz-se que incentivado por Pinto da Costa, o Presidente do Vitoria, Pimenta Machado, decide contratar tão só a melhor equipa técnica nacional, numa ousadia que espantou todo o futebol português. É desta forma que José Maria Pedroto, coadjuvado por António Morais e Artur Jorge, ingressa no Vitoria Sport Clube.

A entrada do treinador José Maria Pedroto revelou-se importante, pois o Vitoria melhorou significativamente de produção, alcançando resultados bem mais consentâneos com a valia da equipa.

A estratégia de Pedroto, para quando perdia, passava por imputar as responsabilidades pelas derrotas ao exterior. Quando perdia, a culpa ou era do arbitro, ou dos poderes instituídos no futebol português que teimavam em prejudicar a sua equipa.

Após a passagem pelo Vitoria de Guimarães a sua carreira no futebol prosseguiu regressando novamente ao FC Porto, já com Pinto da Costa na presidência do principal clube da cidade invicta.

O Vitoria SC e os seus dirigentes tudo fizeram para manter José Maria Pedroto no cargo de treinador da equipa principal. Os vimaranenses terão mesmo oferecido um salário de 1.500 contos por mês, quantia superior aquela que José Maria Pedroto foi auferir como técnico do FC Porto.

Foi a partir da época de 1982/83 que a dupla José Maria Pedroto e Pinto da Costa começaram a lançar os alicerces do FC Porto moderno.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manhã do dia 8 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade.

Ele e o seu aprendiz, Pinto da Costa, dividiram o país, erigiram guerras sem fundamento, lançaram o ódio, a mentira e o cinismo para cima dos adeptos e do quotidiano desportivo.

Pedroto será talvez a figura, de entre todas as áreas de actividade, que mais mal fez a Portugal e à sua coesão colectiva no último quarto de século, um mal de consequências que só o futuro poderá apurar.

E o seu aprendiz é estranhamente tolerado e branqueado por uma comunicação social imediatista, superficial e reverente para com o poder, por dirigentes desportivos e agentes diversos que fazem do servilismo um modo de vida, e até por uma classe política medíocre e bajuladora, capaz de o receber, ano após ano, a expensas dos nossos impostos, nos luxos da Assembleia da República.

Deve dizer-se, de forma bem clara, que o objectivo de vida de Pedroto e de Pinto da Costa não foi atingido. 
Apesar dos títulos conseguidos pelo F.C.Porto - grande parte deles à custa das mais variadas formas de viciação, muitas delas para além das questões vindas a público no âmbito do processo Apito Dourado -, a verdade é que o clube nortenho nunca foi capaz de se afirmar como referência nacional, nem cativar a simpatia, ou mesmo o simples respeito, da esmagadora maioria dos adeptos portugueses, sobretudo fora das fronteiras da sua delimitada região.

Pedroto e depois Pinto da Costa nunca conseguiram matar a alma benfiquista, nem retirar uma pevide à gigantesca massa adepta do clube encarnado, que semana a semana, em Portugal e no mundo, vibra com os jogos do Benfica.

Mesmo tendo, ao longo deste período, ganho mais vezes, o F.C.Porto nunca venceu por si próprio, mas sim, e sempre, contra alguma coisa
Contra o Benfica, contra Lisboa, contra o Sul, contra os fantasmas dos seus próprios complexos. Mesmo ganhando aos grandes nunca deixou de ser pequeno. Uma pequenez do tamanho do seu presidente, que transformou uma instituição outrora respeitável num antro de rancor e podridão.

O clube do povo continua a ser o Benfica, de Norte a Sul, do Minho ao Algarve, do Continente às Ilhas, e é por isso que o ódio de Pinto da Costa aos encarnados permanece tão vivo.

Pedroto e o seu aprendiz. O primeiro já faz tijolo à anos, e o segundo estrebucha porque sabe que já não tem muito tempo e mesmo com 30 anos de roubos, continua a liderar um clube pequeno, que não soube evoluir, crescer, tornar-se grande.

Por tudo isto, recuso-me a ver em Pedroto alguém de valor. É o responsável e a semente de 30 anos de corrupção, ódio e guerra no futebol português."

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Mantenho todas as linhas deste texto e reforço a ideia que muitos benfiquistas têm passado e partilhado: é a altura de acabar com a paz que esta gente usufrui por esse país fora.

Está na hora de as pessoas de bem deste país os fazerem sentir na pele que podem conseguir a impunidade junto da justiça corrupta, mas não o conseguem perante o povo.

Nota final: o mais engraçado neste recalcamento que os dirigentes do FCP estão a demonstrar perante o Sporting de BdC é que é evidente que apesar dos tempos difíceis que o SCP passou, ainda mantém uma massa associativa bem grande e bem superior ao clube da fruta. 
Nem ganhar de todas as maneiras e feitios o FCP conseguiu deixar de ser um clube pequeno, por culpa dos próprios dirigentes.  

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A habitual vergonha no cenário de guerra que é o norte de Portugal.

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"Bruno de Carvalho e Augusto Inácio serão os dois únicos dirigentes do Sporting que estarão com o habitual ´staff` da equipa de futebol no jogo de domingo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto.
Os dois clubes estão de relações cortadas e, por isso, os leões não se vão sentar na Tribuna de Honra e também abdicam dos restantes bilhetes a que têm direito à luz da regulamentação da Liga.

O presidente do Sporting tinha previsto a presença no terceiro mega-almoço de convívio de sportinguistas do Minho, que se realizaria na manhã do dia do jogo, num restaurante situado na estrada entre Famalicão e Braga, mas o evento foi cancelado, segundo A BOLA apurou, por razões de segurança, pois a PSP desaconselhou Bruno de Carvalho a deslocar-se ao local no dia do jogo, temendo eventuais incidentes, tendo em conta que o ambiente que está a envolver o encontro, sobretudo após a troca de palavras (azeda) entre os presidentes dos dois clubes." - A Bola.

Estamos afinal onde? 
No Iraque? No Afeganistão?

Estamos mesmo dentro do espaço da União Europeia?

A norte, como está comprovado com mais este acontecimento, as autoridades só garantem fornecer informações para o velho do alterne fugir para a Galiza e para os arruaceiros poderem agredir e reprimir seja quem for.
Manifestações públicas só são autorizadas a adeptos do FC Porto.

Tudo o resto está por sua conta e risco.

A PSP do norte, com esta posição, deu mais um sinal de que há uma justiça e postura policial a norte, e outra a sul.

Os adeptos de outros clubes que não o FC Porto, não têm o direito de se juntar num simples restaurante.

A PSP em vez de garantir o policiamento eficaz e a segurança dos adeptos, neste caso do Sporting mas que podiam ser muito bem de qualquer outro clube, mostra que tem medo de uma cambada de foras-da-lei.

Garantir a liberdade dos cidadãos envolve também reprimir quaisquer actos que condicionem essa mesma liberdade.
Não é retirar a liberdade que se garante a paz. 
Muito pelo contrário.
   

O Rascord passou a Record?

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Depois da anunciada parceria do Benfica com a CMtv, do grupo Cofina a que também pertence o Record, este jornal tem-se tornado num desnecessário e consecutivo serviço de propaganda do que de bom faz o SLBenfica.

Reportagens sobre o percurso e afirmação do Bernardo Silva, "segredos" sobre a ascensão do Ivan Cavaleiro, visitas exclusivas ao Caixa Futebol Campus, acesso ao "modus operandi" do BenficaLab, cujo verdadeiro nome desvinculado do MilanLab se chama LORD - Laboratório de Optimização Rendimento Desportivo... É um rol consecutivo que missões de destaque ao SLBenfica.

Isto encerra em si mesmo dois problemas:

1) O primeiro é para os adeptos! Então andaram anos a fio a descredibilizar o CM e o Record... e o SLBenfica afinal escolhe-os para parceiros informativos dos jogos da equipa principal?

Ora, perante isto esses adeptos ficam com um problema: ou alinham com a direcção e deixam de criticar como desacreditadas estas publicações... ou mantém a falta de confiança e nesse caso não percebo a parceria.

2) A segunda questão é de conteúdo e plataforma! Tendo nós a BenficaTV já com quase metade dos assinantes da Sporttv, não seria mais logico que este tipo de conteudos passasse na BenficaTV e no jornal do Clube ao invés de no Record?

O que justificará dias quase consecutivos com peças jornalisticas que destacam o bom trabalho do Presidente do SLBenfica na construção e desenvolvimento do Caixa Futebol Campus e na capacidade de avaliar e segurar Bernardo Silva e Ivan Cavaleiro?

Voltamos então ao... "Artista". Termo carinhoso com que designo ninguém em particular, mas sim todos aqueles que (de dentro ou fora do Benfica) de forma trapalhona arranjam uma "artistadas" de propaganda para os jornais, possívelmente até sem o conhecimento do Presidente muitas delas e outras, na volta, nem sequer o dpt de Comunicação é tido no caso, são as situações do já famoso, porém esquecido, "bufo da SAD".

Será que "o artista" ainda não percebeu que esta defesa e promoção de "boa imprensa" ao Presidente é totalmente contraproducente? Nesta fase sem titulos, os benfiquistas não querem estar constantemente a ouvir estas "lavagens cerebrais". O que os benfiquistas querem é sonhar com a conquista dos titulos em campo, com o regresso da exibições de gala inquestionáveis, etc.

"O Artista" ainda não percebeu que está a seguir uma estratégia muito seguida a norte, com sucesso sim... mas porque lá há titulos e por isso aí o culto do lider é melhor aceite? Será que ninguém no SLBenfica é capaz de dar um murro na mesa e explicar "ao artista" que está a queimar o presidente em lume brando, mesmo sabendo-se que pretendem precisamente o inverso?

O Presidente não precisa destas "artistadas"! O que o Presidente precisa, aliás o Benfica é que precisa, que "o artista", que todos os "artistas" por lá existentes, estejam mais preocupados em promover e potenciar o SLBenfica e ajudar a estruturar os nossos titulos ao invés de estarem preocupados com agendas próprias de protecção de "tacho".

Ainda a fundação do FCPorto

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So para concluir este tema, obviamente que na verdade se é 1893 ou 1906 pouco importa, até porque será apenas mais uma mentira que enche o museu do FCPorto. Há, pelos vistos, quem se orgulhe disso.

Mas esta questão só tem importância numa dimensão:

- na obsessão de Pinto da Costa em ser superior ao SLBenfica em tudo! Até deu as voltas à história para poder ser o clube mais antigo e, portanto, a celebrar mais anos de história.

Isto só vai parar quando ele conseguir a meta pela qual é obstinado: ultrapassar o SLBenfica em títulos de campeão conquistados. Nesse dia ele abdica da presidência e vai viver para o Brasil (porque nos tempos seguintes vai descobrir-se muita coisa).

Infelizmente esse dia tem se aproximado cada vez mais, quer dizer se contarmos com campeonatos vencidos sem ajudas externas aos jogadores que estão no campo, talvez ainda estejam e números muito distantes.

Morte de João Silva Cabral.

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"João Silva Cabral, director do Orfeão do Sport Lisboa e Benfica desde 1996, faleceu no passado sábado, dia 19 de Outubro, e o seu funeral realizou-se, no dia seguinte, domingo, 20 de Outubro, tendo sido sepultado no cemitério de Oeiras.

João Cabral era, para além de director, tenor e a “alma” do Orfeão para onde entrou quando tinha 54 anos de idade. Juntamente com a sua esposa, Maria de Lourdes Cabral, contraalto do Orfeão, dedicou uma vida inteira ao Clube do seu coração.

Nascido a 21 de Setembro de 1934, João Silva Cabral dedicou a sua vida inteira ao Sport Lisboa e Benfica, Clube do qual era o Sócio n.º 1359. No Benfica, desempenhou vários cargos, destacando-se como membro da Comissão de Secretaria - Delegado efectivo da Federação Portuguesa de Cultura e Recreio, entre 1977/79, tendo ainda desempenhado os cargos na Comissão de Estudos e Cultura, entre 1981 e 1990. Em 1992, foi designado pela Direcção do Clube membro da Comissão Central de Propaganda, onde esteve até 1999.

A 6 de Dezembro de 1974, foi-lhe atribuído pela Direcção do Clube a categoria de Sócio de Mérito.

Nesta hora de dor, o Sport Lisboa e Benfica endereça as mais sentidas condolências à família e amigos deste Sócio que em muito dignificou o Clube e o Orfeão, em particular." - SL Benfica.

O NGB associa-se ao Sport Lisboa e Benfica e endereça as condolências à família e amigos de João Silva Cabral.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Uma mentira repetida até ser... verdade!

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Ontem dei-me ao trabalho de ver o Trio d'Ataque da RTP. Não me resta outra opção que elogiar a estratégia do FCPorto, ainda que considere miserável a escolha dos interpretes da farsa.


Miguel Guedes (Trio d'Ataque, RTP), Guilherme Aguiar (Dia Seguinte, SIC), Manuel Serrão (Prolongamento, TVI) fazem semanalmente um serviço de propaganda encenada e encomendada ao serviço dos interesses do seu clube. É engraçado ver um ao Domingo e dois à Segunda a "construir" uma ideia, curiosamente muito igual, que visa levantar suspeitas sobre o Benfica e fazer esquecer factos comprometedores do FCPorto.

É impressionante! Dizem exactamente as mesmas coisas, repetem as mesmas frases, levantam as mesmas suspeitas absurdas... Convenhamos, é demasiada coincidência para não ser algo devidamente preparado com o "obreiro" da palhaçada que hoje deu uma entrevista absurdamente desprovida de interesse ao jornal O Jogo.

E por falar em O Jogo, os desportivos, tal como o DN e JN de Joaquim Oliveira e o seu canal desportivo onde passam os jogos do FCPorto, completam esta linha de propaganda dos interesses do FCPorto.


Como não podia deixar de ser... há depois alguém a fazer de paladino da exigência e do desacordo com o "statu quo". Esse papel é desempenhado pelo plagiador. Engraçado ver o inteligente papel que esse palhaço desempenha, pois quando o clima adensa critica o seu clube, dirigentes, jogadores ou treinador... mas quando muitos andam distraidos, lá está ele nas suas crónicas d'A Bola a alinhar com o discurso dos "propagandistas".

O objectivo desta gentinha é claro: Influenciar a opinião pública e fragilizar os benfiquistas com frases ou ideias que são teoricamente factores de favorecimento do SLBenfica. PURA MENTIRA!

Será que vamos continuar a ser anjinhos o suficiente para não saber fazer contra-fogo a esta estratégia?
Será que vamos mesmo continuar, ainda por cima, a tentar minar o terreno, dentro do clube, ao único que não vira a cara a luta e os enfrenta de igual para igual e os obriga a vergar, devolvendo na mesma ou pior moeda?

A Selecção e os erros...

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Portugal, 21 de Outubro de 2013

As sofríveis exibições da Selecção Nacional ante oponentes de menor valia, Israel e Luxemburgo, veio tranquilizar-me sobre aquilo que está banalizado por esses lugares de reflexão e debate apaixonado, e que é o “não jogamos nada”. Afinal, há quem tendo um plantel mais valioso, treinado por alguém que não é “teimoso” nem “inventa”, consegue exibir-se a muito pior nível do que o Benfica. Uma Selecção que não tem árbitros em contra... imagino se tivesse...
Para além da estreia de André Almeida na Selecção, fruto do trabalho paciente e orientação que Jesus tem feito com os jovens da Formação do Benfica, pouco mais se aproveitou dos dois jogos da dita Selecção Nacional que mais não é, que um emaranhado de interesses, onde se destaca a preponderância de Jorge Mendes, o empresário que representa a maior parte dos jogadores seleccionados. E que representa também o Seleccionador.
No jogo com Israel, fizemos um jogo esforçado, muita entrega dos jogadores (como pedem comentadores e adeptos) traduzida também em muita velocidade mas transições ofensivas (como gostam comentadores e adeptos), e muitos remates, muita posse de bola e no final um empate oferecido pelo habitual protegido da comunicação social, Rui Patrício.
Naturalmente que no dia seguinte a esse jogo que equivaleria a um Benfica – Santa Clara (onde não faltaria quem lembrasse que só um jogador do Benfica paga todos os salários do adversário), não vi, não li, não escutei nada sobre o treinador Jesus e o guarda-redes Roberto. Isto é, sobre o treinador Paulo Bento e guarda-redes Patrício, ambos representados por Jorge Mendes....
Só pode ser por coincidência que os argumentos do tipo “Roberto comprometeu”, desapareceram das páginas dos jornais. E a oferta de Patrício a 4 mn do final do jogo (!) foi vista pelo jornal A BOLA: “a culpa não foi só de Patrício!” Pois não. Foi do Roberto...
Também não vimos aquela “cândida” capa do mesmo jornal A BOLA quando o FCP venceu na Luz com 1 golo quase 2 metros fora de jogo, que “erros de arbitragem de Jesus, de Artur e Emerson não retiram mérito à vitória do FCP”. Gostava que nessa altura a capa de A BOLA fosse mais do tipo: “erros de Jesus e Artur não explicam tudo”... Como foi essa capa que protegeu Patrício... Ah, mas eles nem são representados por Jorge Mendes nem jogam no FCP ou SCP...
No meio de tanto erro que na comunicação social “ninguém” viu, o árbitro decidiu bem um golo de Hugo Almeida em fora de jogo, que seria o 2-0, quase igual ao que valeu esse tal golo do FCP na Luz. Há árbitros e árbitros, bem sabemos, e não deu jeito nenhum que o árbitro decidisse bem. Se tivesse validado o golo, ganhávamos 2-0 possivelmente, e eu não estava aqui a escrever sobre o assunto... a importância que uma simples decisão de um árbitro pode ter...
Quem não se faz rogado em falar de erros de arbitragem é o presidente do SCP. Em resposta a mais uma pergunta de um jornalista, Bruno de Carvalho disse que “se não fosse pelos erros da arbitragem, o SCP estava em 1º lugar”. Tal e qual! A mesma pessoa que antes afirmara após o jogo com o Rio Ave que, “é verdade que o árbitro errou mas nós fizemos a pior exibição da época”, já se esqueceu que tinha considerado que nesse jogo o SCP não mereceu ganhar.
Convenhamos que os sportinguistas andam sempre a ensinar-nos e nós não conseguimos aprender.
Não aprendemos a parte positiva da lição, porque parece não interessar a ninguém das cúpulas do Benfica, que o Benfica ganhe campeonatos com arbitragens justas e isentas. Parecem preferir a via mais difícil e se calhar mais lucrativa. De reforçar (entenda-se: contratar) a equipa todos os anos, esperando que o treinador faça “milagres”.
Para chegarmos ao nível do Bruno de Carvalho teríamos de ter um presidente que após o jogo com o Belenenses afirmasse que “o Benfica não está em primeiro por erros de arbitragem”, e que a comunicação social a seguir não viesse dissertar se o Benfica jogou bem, ou não, nesses jogos. Porque no caso do Presidente do SCP todos se esqueceram de lembrar os erros de arbitragem (grosseiros) que beneficiaram o SCP com interferência na pontuação. Dois em particular: o 1º golo marcado ao Olhanense em fora de jogo, golo que motivou o SCP e fez o adversário abrir-se na procura do empate, e o penalty aos 83 mn a favor do Benfica em Alvalade, que com Cardozo em campo tinha fortes probabilidades de ser convertido em golo e numa derrota do SCP.
Entretanto a Selecção vai jogar com a Suécia, um castigo merecido pela medíocre fase de apuramento que fizeram, e o Montero do SCP marcou mais 1 golo em fora de jogo, desta vez na Taça. Não pretendo tirar créditos ao jogador, mas isto está a tornar-se um hábito... No ano do nosso último titulo, os jornalistas contavam o número de penaltys que eram assinalados a nosso favor, foram 12 tantos como o FCP na época seguinte sem ninguém ter feito referência.
Estamos muito longe de FCP e SCP, para a comunicação social....

Sugestão a Humberto Coelho e João Vieira Pinto:

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Não se deixem envolver mais nessa direcção da FPF.

Neste momento, todo o vosso trabalho está minado pelos interesses de Jorge Mendes e de Fernando Gomes.

Não tem nada a ver com o facto de serem ou não benfiquistas.

Tem sim a ver com o facto de serem pessoas de bem e não terem nada a ver com essa gente que serve o FC Porto, esteja onde estiver.

Se o Paulo Bento prefere ser permeável aos interesses instalados, é problema dele.

Demitam-se e demonstrem que não se confundem com o sistema, meus caros.
 

A mentira tem a perna tão curta...

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Querem ver que em 1933 e em 1952 não sabiam que afinal o FC Porto tinha sido fundado em 1893??







domingo, 20 de outubro de 2013

Edifício Rua Jardim do Regedor - pedaço do Benfica ao abandono.

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Um edifício que foi durante anos o ponto de encontro dos benfiquistas na baixa de Lisboa. 
Um local onde o benfiquismo podia e deveria continuar a ser celebrado todos os dias.

Mas como não dá votos nem comissões, está assim, ao abandono.

Os espaços comerciais ao nível da rua estão todos ocupados, sendo um deles a loja da Adidas/Benfica. Um espaço minúsculo e que não está à altura do que deveria ser uma megastore na Baixa de Lisboa, onde circulam milhares de turistas todos os dias e que levam com eles a imagem do clube.

As promessas têm sido algumas sobre o destino do edifício. A Fundação Benfica, por exemplo.

Mas na prática, a única intervenção que o edifício sofreu nos últimos anos foi a retirada do símbolo do Glorioso, que orgulhosamente se erguia a todos os que passavam por ali. 
Dizem que foi para restaurar. Deve ter sido.

O Edifício tem que voltar a estar ao serviço dos benfiquistas. Fazer-lhe as remodelações necessárias e torná-lo num ponto de encontro para todos os que gostam do Benfica era honrar a sua história, que é também a nossa história.

Para quem não sabe, este edifício era o destino de dezenas e dezenas de benfiquistas. Jogavam às cartas, dominó, damas, bilhar...enquanto miúdos como eu admirávamos a galeria notável de fotos da história do clube.

Entravam os sócios com quotas em dia. 

Em 2009, no seguimento de um mail de um benfiquista, respondia a presidência do Benfica aqui:

"Exmo. Senhor Gaspar Costa - Prezado Consócio,

Incumbe-me o Presidente do Sport Lisboa e Benfica de acusar a recepção e agradecer o seu e-mail sobre o assunto em referência, cujo conteúdo mereceu a melhor atenção.

Em resposta informamos que o Edifício da Rua Jardim do Regedor continua a ser pertença do Sport Lisboa e Benfica, onde, possivelmente, num futuro próximo, irá funcionar a “Fundação Benfica”. 

O Edifício sofreu algumas obras de restauro, dado o estado um pouco degradado em que se encontrava. Parte de um dos andares esteve durante algum tempo arrendado a uma Empresa de restauração mas, por morte do arrendatário, o respectivo contrato foi cancelado, continuando alugadas as lojas que circundam o prédio.

Com os melhores cumprimentos, as mais cordiais Saudações Benfiquistas.

Olga Loiola
Presidência"


O futuro próximo deve ser quando o edifício cair de podre.

Este local tem que ser devolvido aos benfiquistas.

Quem gastou 13 milhões de euros a instalar o museu não gasta 1 ou 2 para que este edifício possa voltar a estar ao serviço dos benfiquistas?   



Formação: Vieira vai vencer o Jesus

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As palavras de Jesus não enganam: andam a apertar com ele para apostar nos jovens.

Jesus já fala hoje dos jovens como poucas vezes ou ouvimos falar. Mas não chega!

Ontem o Ivan Cavaleiro mostrou que não deixa nada a dever aos que têm sido opções para alternativa a Salvio e aos que têm jogado na esquerda. Aliás, mesmo pensando nas suas características de avançado móvel... Rodrigo que se cuide porque o Ivan ainda vai crescer mais.

O Bernardo Silva jogou pouco mais de 10 minutos mas entrou desinibido, sem medo de ter a bola no pé e igual a si próprio. Djuricic em 10 minutos talvez não fosse capaz de mostrar mais que ele... Ou seja, também ele, numa fase menos avançada que o Ivan, poderá ter uma palavra a dizer já este ano.

Oblak tem uma imagem clara de "segurança e tranquilidade". Eu acredito claramente que este menino deveria ter mais oportunidades e ser aposta forte para a titularidade definitiva no próximo ano.

Nestes três jogadores está um futuro brilhante para o SLBenfica e, seguramente, estarão muitos milhões a espera de entrar na Luz para os levar embora. Oxalá seja possível resistir algum tempo.

Vieira percebe dos números e sabe que para o SLBenfica é melhor vender um dia o Bernardo por 20M do que o Djuricic por 30M. O saldo financeiro será muito mais vantajoso com o português... E posso estar enganado mas na próxima temporada o "Bernas" não vai ficar a dever nada ao sérvio. O mesmo se aplica ao Ola John ou ao Gaitan em relação ao Ivan Cavaleiro... Seja como for, a idade deles e a seu imenso potencial deixam entender que possivelmente valerão no futuro tanto ou mais que os estrangeiros que nos custaram muitos milhões em transferências e custam outros tantos em salários.

Vieira percebe isto! As palavras de Jesus deixam isso claro e sem margem para duvidas. O treinador não me parece que vá ter outra opção senão apostar nestes três na próxima temporada.

Noutra linha, mas igualmente a reclamar serem opção para o plantel da próxima época estarão Victor Lindelof (muito nervoso ontem, com muito receio de errar), João Cancelo e Nelson Oliveira.

O sueco tem muita qualidade e pode ser claramente uma solução na linha do perfil de jogador de Matic: possante no desarme e com boa capacidade de sair a jogar.

Os casos de João Cancelo e Nelson Oliveira precisam, na minha opinião, de... Luís Filipe Vieira, como em tempos precisou Coentrão.

Ao contrario do que muitos dizem, a aposta em Coentrão foi feita, em primeira análise, por Luís Filipe Vieira. No início dessa temporada Jesus não queria manter o jogador que vinha de uma época no Saragoça absolutamente desastrosa e uma segunda metade no Rio Ave que fora modesta. Nessa época, rezam as histórias, do próprio Fabio, que o Presidente terá chamado Coentrão e lhe pedido outra dedicação, mais profissionalismo e mais "cabeça". 

Começou, na altura como médio esquerdo na sombra de DiMaria e nem representava qualquer opção face aos lugares de Shaffer e Peixoto como defesas esquerdos. A lesão do segundo e a incapacidade do primeiro fizeram com que fosse Coentrão a aposta num jogo na Luz que ele agarrou com unhas e dentes.

João Cancelo e Nelson Oliveira têm a mania que são já jogadores feitos e Jesus não tem de todo o perfil pedagógico para fazer esses meninos descerem à terra e tirarem o melhor partido da sua imensa qualidade, sem duvidas (para mim) com capacidade para serem titulares no SLBenfica.

Contudo, a ideia que ambos têm de serem já um produto acabado e superiores ao mundo inteiro, fá-los serem penalizados na relação com Jesus e faz com que acabem por errar em campo e não aproveitarem todo o seu potencial e capacidade. 

Esses dois rapazinhos precisam de ajuda! Claro que podemos sempre por as coisas pelo lado do copo meio cheio: quem tem a responsabilidade de "assentar" são eles. Certo! Não é incorrecto, mas não é menos verdade o Clube também pode ajudar nesse processo e assumir a liderança dessa situação para assim poder tirar todo o partido desses dois activos que poderão vir a ser dos melhores da Europa nas suas posições.

Oblak, Cancelo, Lindelof, Bernardo, Ivan e Nelson... São seis jogadores que, na minha perspectiva, deveriam ser alvo de um trabalho físico, tecnico, táctico e, especialmente, mental durante esta temporada de modo a serem claramente apostas válidas para integrar o plantel da próxima época, não apenas como mais uns, mas definitivamente como soluções para o plantel.

A estes há ainda a juntar Andre Almeida, não foi formado no Benfica como muitos dizem, pois quando chegou do Belenenses já tinha até experiência de primeira divisão. Juntar também Mika que tal como o André não foi formado no Benfica mas é um jogador português com muitíssima qualidade na sua posição. André Gomes, com sinceridade, não me entusiasma nem o vejo (ainda) como um jogador que seguramente se irá afirmar, mas dado que pareço ser o único a pensar assim, dou o benefício da dúvida a quem tem a opinião diferente e mantenho-o como solução para o plantel da próxima época.

No total, seriam não apenas seis mas nove os jogadores com capacidade para fazerem parte do plantel da próxima época. Isto dava capacidade ao SLBenfica para ter um conjunto de opções muitíssimo válidas, com muita muita qualidade e juventude, podendo assim poupar investimento em novos jogadores ou, em alternativa, investir em jogadores de qualidade inquestionável e que complementam de forma indiscutível o potencial dos jovens da formação ajudando no seu crescimento sólido.

Teríamos o orgulho de ter sete jogadores portugueses (Oblak e Lindelof são estrangeiros) aos quais poderíamos juntar ainda Steven Vitoria, Amorim e Pizzi - se bem que com o André Gomes, poderíamos eventualmente abrir a porta a novas oportunidades fora da Luz ao Amorim.


E eu que ainda alimento a esperança de deixar sair Rodrigo (não que não seja um craque, mas tarda em mostrar!) e preencher essa vaga com Eder (SCBraga), quem sabe  mandando para lá o Amorim, o Martins e o Djaló como "pagamento".

Um plantel com nove/dez portugueses, sete jogadores directamente da formação (os seis que indiquei acima mais o André Gomes) e vários com capacidade para ao longo do ano serem solução válida para titulares e/ou boa opção de rotatividade do plantel em todas as competições.
Acredito que seja este o plano de Luís Filipe Vieira e para o qual já não dará mais espaço a Jesus para que não a assuma também está estratégia e tudo faça para a potenciar... Já chega, até porque não há dinheiro, de potenciar estrangeiros apenas e a custarem milhões.

Estes meninos misturados com a experiência de jogadores com Luisão (ainda não esqueci o que fez aos sócios, mas não tenho duvidas da sua importância), Fesja, Enzo ou Lima e com a qualidade jovem também de Rodrigo, Djuricic ou Sulejmani terá tudo para ser uma solução de sucesso desportivo e um caso sério financeiro.

Até lá... "ladys and gentleman, meet Mr Cavaleiro, Ivan Cavaleiro":

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