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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Os Fantoches Mudam. O Poder Permanece

1 comentário

Em 2015, avancei no NGB em primeira mão que estava a ser preparada uma candidatura de Fernando Gomes à FPF, tendo Fontelas Gomes e Paulo Costa como referências para o sector da arbitragem.

Ao longo dos anos, fui diversas vezes alertando para aquilo que considerava ser a realidade: Fontelas Gomes nunca passou de uma figura sem verdadeira autonomia, condicionada pelos interesses que gravitavam em torno do FC Porto e da estrutura de influência então dominante.

Paulo Costa, atualmente Diretor Executivo da Liga Portugal e responsável pela área das competições, foi, à época, uma escolha directa de Pinto da Costa.

Foi necessária a divulgação das gravações envolvendo Pedro Proença para que muitos percebessem, finalmente, onde residia uma parte significativa do problema. A ideia de que Fontelas Gomes era quem verdadeiramente decidia ou comandava a arbitragem sempre foi, para quem acompanhava estes bastidores, pouco mais do que uma ilusão.

Na prática, o futebol profissional português continua condicionado por protagonistas que nunca esconderam em campo a sua hostilidade ao SL Benfica: Pedro Proença e Paulo Costa.

O SL Benfica falhou ao não assumir a liderança na construção de uma alternativa credível a estes poderes instalados. Esse erro estratégico, contudo, não serve para relativizar nem legitimar as sucessivas decisões que quase todos consideramos prejudiciais ao clube.

Podemos discutir a qualidade do futebol praticado, as opções técnicas ou os resultados desportivos. O que não pode ser aceite é que tais fatores sejam utilizados para desvalorizar erros de arbitragem com impacto directo na verdade competitiva, incluindo aqueles que tiveram consequências gravíssimas para os objetivos europeus do clube.

Enquanto o Benfica não assumir um papel ativo na criação de uma alternativa institucional forte e mobilizadora, dificilmente veremos mudanças de fundo no ecossistema do futebol português.

As gravações de Pedro Proença reforçaram a percepção de que determinados processos foram utilizados como instrumentos de pressão sobre o SL Benfica, alimentando a convicção de que existiu uma tentativa deliberada de fragilizar o clube em várias frentes.

Tudo parece servir para enfraquecer o Benfica, ao mesmo tempo que se procuram salvaguardar interesses instalados, desde a centralização dos direitos televisivos até modelos de negócio cuja sustentabilidade tem sido amplamente questionada como a SportTV, considerada esta semana um buraco financeiro.

Ninguém pode afirmar estar satisfeito com o estado atual do futebol português. Mas aquilo que menos se compreenderá é a incapacidade de defender o SL Benfica perante quem, dentro e fora das instituições, atua sistematicamente contra os seus interesses.
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1 comentários

  1. O elo mais fraco será o mais forte aliado da verdade e nas investigações do Ministério Público.

    Neste momento tem todas as motivações e conhecimentos para poder desmantelar o futebol corrupto Português.

    Essa pessoa é FONTELAS GOMES

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