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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Viva o Sport Lisboa e Benfica!!

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A 28 de Fevereiro de 1904 começava uma história fantástica!

Uma história de paixão que mistura milhões de pessoas de todas as classes sociais, de todas as origens, nacionalidades e credos.

Uma história que permite que nos abracemos de alegria à pessoa da cadeira ao lado, mesmo que nunca a tivéssemos visto antes.

Uma história que, como todas as outras histórias, tem altos e baixos, sucessos e insucessos, alegrias e tristezas.

Uma história que tem zangas, pessoas desavindas, paixões, opiniões e discussões.

Mas uma história que, por mais difícil que fosse o desafio ou o momento, nunca foi interrompida.

Uma história ímpar feita, não só pelas vitórias, pelos dirigentes mas acima de tudo construída na base dos milhões de benfiquistas que tornam o Sport Lisboa e Benfica na maior instituição nacional e num dos maiores clubes do mundo.

O Sport Lisboa e Benfica viveu a passagem da Monarquia para a República, atravessou a Ditadura e entrou na República novamente, sempre a crescer, a ganhar e sustentado pelos seus adeptos, sem distinções.

Tivemos Presidentes que marcaram a história do SL Benfica pelo que venceram ou pelas condições que criaram para outros vencerem. Nenhum deles se achou mais que os outros.

Durante o período em que o país não vivia em democracia, o Sport Lisboa e Benfica nunca deixou de a viver.

A vontade dos benfiquistas tem DITADO SEMPRE o rumo e o timoneiro do clube.

Hoje, 28 de Fevereiro de 2025, continuamos todos ao mesmo nível, sem elites ou predestinados. Sem especiais ou mais benfiquistas que outros.

Hoje, 28 de Fevereiro de 2025, honramos todos os benfiquistas que já partiram e que nos deixaram o Sport Lisboa e Benfica para cuidarmos e o transmitirmos aos nossos filhos e netos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Os estatutos nunca estiveram em causa, nem a democracia no SL Benfica

30 comentários

 A Democracia no SL Benfica é uma realidade, reconfirmada em 2021 com um novo recorde de participação, numas eleições consideradas transparentes e imparciais por todos.

O SL Benfica não precisa atualmente de lições de democracia de ninguém, muito menos de gente que contamina o ambiente com ódio entre benfiquistas, exibindo um desconforto enorme em cada vitória do futebol pois isso não é compatível com a narrativa da desgraça.

No meu caso, publiquei anos a fio a minha opinião sobre o Rui Costa “gestor”. Não mudou, mas nunca o insultei como muitos fazem.

Publiquei e republiquei a minha opinião sobre Bruno Lage como treinador. Não mudou, mas nunca o insultei como muitos fazem.

Raios me partam se alguma vez vou ficar triste com uma vitória do SL Benfica! Nem com Vieira ficava quanto mais agora!

Durante semanas a fio ouvimos que se deveria aprovar o quanto antes os novos estatutos.

A aprovação dos novos estatutos nunca esteve em causa.

Mas ler coisas como “os estatutos são mais importantes que eleições” ou “aprovar os novos estatutos vale mais que ser campeão nacional” são frases que denunciam um desespero enorme. Porquê? O que escondem?

Hoje já não querem aprovar os estatutos porque só leram o que lhes interessava e deixaram passar um artigo que poderá conter uma ilegalidade. Culpam todos menos a si próprios, porque a responsabilidade fica sempre do lado oposto. Seria assim se algum dia chegassem ao poder no SL Benfica?

Sabem o que o sócio comum quer mesmo? Ver o SL Benfica no topo, a vencer.

Não quer saber da cor dos calções, das AGs ao sábado ou de segundas voltas. Muito menos aprecia que lhes digam que são maus benfiquistas porque não vão regularmente a uma AG. Temos praticamente 400 mil sócios. Será que apenas 1000 e tal são os predestinados, os iluminados por uma força superior? São melhores que os outros?

Enquanto não aprenderem que o SL Benfica profundo é um estado de alegria e orgulho por sermos parte de um clube tão especial e único, nunca vão sair do estado de amargura em que permanecem mergulhados.

Diz a música de Piçarra:

Do Sol que lá no céu, risonho, vem beijar

Com orgulho muito seu

As camisolas berrantes

Que nos campos a vibrar

São papoilas saltitantes

Leram? O SOL, RISONHO… ser benfiquista é alegria e amizade. E é…vencer no campo!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Novos Estatutos: Conspiração ou Falta de Humildade?

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Fomos ontem a noite confrontados com (mais) uma inconsistência dos novos Estatutos a aprovação em breve pelos sócios. Depois de as Filiais e Delegações viraram um "bicho esquisito"... onde clubes (muitos deles sem qualquer ligação ao Benfica mantiveram direito de voto, agora somos confrontados com o facto de se terem aprovado medidas que vão contra a lei.

Depois de um processo, como tem que ser, conduzido totalmente em função do interesse dos sócios, onde - a partir da base da proposta de consenso - foram propostas alterações a todos os artigos que os sócios quiseram... era de esperar que por esta altura a nossa posição fosse a de nos penitenciarmos por "ter deixado passar" uma redação ilegal.

Mas não, o que os sócios erradamente fazem é colocar as culpas na Direcção, no Presidente da Mesa da AG, na Comissão do Estatutos... em todos... menos nos sócios que votaram. 

Quer dizer, durante todo o processo tivemos - e bem - alguns sócios que usaram da sua condição de advogados para ajudar os benfiquistas e esclarecer os benfiquistas sobre vários artigos, sobre processos e afins... mas perante uma ilegalidade que passou a todos e uma aberração (as filiais), resolvemos apontar a teorias da conspiração?

Somos muito rápidos a apontar os erros dos outros, mas quando erramos ou mostramos que se calhar isto da "gestão do clube passar mais pelos sócios" tem os seus riscos que pelos vistos não estamos disponiveis para assumir... nesse caso já não somos capazes de dizer "presente"'?

A melhor posição que os sócios podem ter agora é recolher assinaturas - e nesse caso sim a Direcção devia ajudar a divulgar a incentivar à assinatura - para uma nova AGE para:

1. Submeter aos sócios a votação de novo da proposta de consenso e dos artigos votados e aprovados na ultima AG.
2. Submeter um requerimento para não votar o ponto anterior e votar apenas estes dois com "problemas"
3. Votar os dos artigos (Filiais e Conselho Fiscal)

Se o ponto 2 não passar, também não será o fim do mundo. Tendo sido todos os artigos votados anteriormente, a probabilidade de se repetir o processo sem alterações e as votações serem um proforma legal é elevadissima e provavelmente conseguimos ter tudo fechado numa mesma AG, assim as pessoas vão para lá para solucionar o problema e não para os criar.

Seja como for, o foco agora deve estar na solução e não no problema, mas a postura dos sócios deve estar em assumir também as suas responsabilidades neste caso e não andar à procura de fantasmas.

Só para terminar, para os que pensam que isto serve a direcção... serviria melhor se não se soubesse, se eles deixassem isto chegar ao fim e depois "bater na trave" no MP. Assim temos tempo para solucionar e resolver a tempo de deixar o processo aprovado como deve de ser antes das eleições.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

SL Benfica - Mónaco

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Hoje está em causa parte do sucesso da temporada.

A primeira mão mostrou que em condições normais somos superiores ao Mónaco.

No entanto, nada está garantido.

Por isso, esperamos uma noite europeia à SL Benfica.

Foco, empenho e noção de que vencer é o único resultado aceitável.

Vamos lá!!!

Pinto da Costa: um bandido nunca será um beato ou santo

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Querendo encerrar o tema “falecimento de Pinto da Costa”, há uma série de coisas que ainda têm que ser ditas.

Começo pelos ataques a SL Benfica e Sporting CP.

Lamento que benfiquistas tenham escolhido atacar o seu clube em vez de o defenderem. E não foram poucos. Se não é por estupidez, foi por quererem estar alinhados com o sistema, o que ainda é mais grave. Gente ligada ao futebol que ataca o seu clube neste momento, é quase imperdoável.

Não incluo aqui alguns benfiquistas que, não estando tão por dentro do que realmente foi este personagem, pensam sem essa noção da realidade dos meandros do Sistema que PdC implementou. Esses compreendo quando esperavam uma declaração de condolências, mas espero que percebam que isso era impossível.

Outro aspecto da tentativa de branqueamento do bandido que foi Pinto da Costa prende-se com a presença e declarações do Primeiro Ministro Luís Montenegro e do Ministro Pedro Duarte.

Como sócios/adeptos do FC Porto, tinham todo o direito de estar presentes….mas calados.

Como governantes, as suas declarações branqueando tudo o que Pinto da Costa foi e fez, e até tentando tornar o bandido como uma espécie de “líder” (que nunca foi) de uma região independente e imaginária chamada “Norte” são de uma desonestidade imensa.

Luís Montenegro fez parte, durante anos, do Conselho Superior do FC Porto. Foi e é, portanto, conivente com tudo o que foi feito, inclusive o ataque ao SL Benfica com o roubo dos emails, realizado durante a sua presença no Conselho Superior do FC Porto.

Como Primeiro Ministro de TODOS os portugueses, Luís Montenegro ontem vinculou-se a todo o mal que Pinto da Costa fez ao futebol português. Não sei se vai conseguir voltar a limpar a sua imagem.

Um terceiro ponto tem a ver com a Comunicação Social.

Parte dela participou na tentativa de fazer de um bandido um beato, nestes últimos dias.

Um dos sinais exteriores de poder de Pinto da Costa em vida era o seu controle dos jornalistas, profissão que ele tão maltratou como lembrava ontem e bem um antigo jornalista da SIC.

Foram inúmeras agressões, algumas delas transmitidas em directo na TV, mas que nunca mereceram uma posição conjunta de condenação por parte das TVs ou do Sindicato dos Jornalistas.

A dedicatória que a RTP Porto ontem fez a Pinto da Costa merecia, num país sério, um despedimento colectivo.

Finalmente, a despedida.

Pinto da Costa partiu, escoltado e protegido já morto, pelos mesmos que escolheu que os escoltassem e protegessem em vida.

Bandidos como ele, como o homicida que o escoltou quando voltou de Vigo. Ontem, lá estava ele, já de pena cumprida, a escoltar pela última vez um seu similar.

Pinto da Costa partiu.

Os seus “milagres” foram fraudulentos, fajutos.

Fora da “Igreja do FC Porto” nunca passará de um santo de pau oco, sem beatificação e sem canonização possível.

Bandidos nunca serão beatos ou santos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

As Filiais e Delegações viraram um "bicho esquisito"...

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O SLBenfica tem, obviamente, diversas Filiais (e Delegações) fundadas ao longo dos anos na altura em estreita relação e orgulho com o Clube, mas que muitas delas do Clube hoje em dia só guardam o nome - como é o exemplo maior, o Santa Clara. 

No total serão umas 33... que sempre tiveram direito de voto nas assembleias do SLBenfica... mas que curiosamente - por erro e desatenção dos sócios  - continuarão a ter 20 votos em qualquer Assembleia Geral do SLBenfica.

Isto porque se lutou, gritou e esperneou pelo fim dos votos das Casas (que valeram 1,9% na ultima eleição se tivessem votado todas e se tivessem votado todas no mesmo candidato)... mas deixámos que os cerca de 33 clubes que representam essas Delegações e Filiais continuassem a ter direito de voto.

Ora, se há coisa que é uma aberração são os votos das Delegações e Filiais... muito mais ainda que o direito de voto das casas que faz sentido retirar, mas que olhando aos numeros a frio, dá-me mais receio que a mobilização das casas pela atitude de lhes retirar algo (por insignificante que seja) do que o impacto que isso tinha.

... O SLBenfica normalizou, como tinha que o fazer e bem, e face à ausência de votação dos sócios que quiseram passar à frente do ponto das Delegações, manteve o voto destas...

Ora, agora estamos perante a situção de retirar os votos às casas e manter aos clubes que são delegações.

Curiosamente, somos todos muito rápidos a criticar os outros quando erram e quando não agem em conformidade... mas temos alguma dificuldade em assumir os nossos próprios erros e falhas que levam a situações obtusas nuns estatutos acabados de definir.

Não tem, (repito, não tem) objectivamente qualquer materialidade. tal como as casas não o tinham. Porém quisemos, e bem, resolver coisas eram erros de base dos estatutos... mas depois metemos estas argoladas (repito, não materiais - se fossem admito que não passaria em claro) e não somos capazes de dizer "eh pah errámos..."

Pedroto e Pinto da Costa: que repousem eternamente sobre o ódio que semearam

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A lavagem de imagem que se estão a esforçar por fazer a Pinto da Costa é parecida com a que fizeram a José Maria Pedroto, quando faleceu.

Mas, como escrevia alguém, a morte não apaga registos criminais, escutas comprometedoras, nem transforma gente má em santos.

Por isso, nada mais apropriado que dar uma lição de futebol português a todos os que criticam o SL Benfica e o Sporting CP.

Em especial aos benfiquistas que criticam o nosso clube. Ganhem juízo e tenham respeito É PELO SPORT LISBOA E BENFICA, PAH!

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"José Maria Pedroto: a semente do ódio e pai da corrupção.


José Maria Pedroto foi um treinador e ex-jogador de futebol, nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Almacave, Lamego, e faleceu a 7 de Janeiro de 1985.

Não analiso a sua performance como jogador neste post, mas sim como treinador e estratega do ódio e guerra no futebol português.

“Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).

Enquanto treinador, continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores.

Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão.

Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal.

Em 1974, mudou-se para o Boavista.

Volta às Antas em 1976 para vencer dois Campeonatos (1977-78 e 1978-79) e uma Taça de Portugal.

Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve Artur Jorge.

Pedroto regressa ao FC Porto já com Pinto da Costa como presidente. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pedroto e Pinto da Costa criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguíram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, um dos dois treinadores portugueses campeões europeus de clubes, a par de José Mourinho, em 2003/04, também ao serviço do FC Porto.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manha do dia 7 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade, sucumbido à doença que o corroía imparavelmente. Durante a madrugada do dia do seu falecimento, já visivelmente debilitado, tentou satisfazer os seus últimos desejos, bebendo whisky por uma colher e tentando fumar o último cigarro.” – retirado da WIKIPÉDIA

Para a maioria dos portistas, este homem é uma lenda, um herói. Mas para adeptos do futebol como eu, ele foi a semente do ódio e da corrupção dos últimos 30 anos no futebol português.

Como exemplo, relato este episódio contado pelo jornalista Neves de Sousa:

“Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada fotobolistica.

Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting:

“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma clausula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.”

“Como, não percebo?” Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem, Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século.”

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.”

Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Assina contrato com o FC Porto, após uma investida directa de Pinto da Costa, que estava devidamente autorizado pelo Presidente Américo Sá para contratar a qualquer custo o treinador português.

José Maria Pedroto apenas colocou uma condição que se verificou: Que Pinto da Costa fosse o Chefe de Departamento de Futebol Profissional.

Começava assim uma dupla que marcou e marcará inquestionavelmente para sempre uma época no futebol português.

Pinto da Costa e José Maria Pedroto traçaram uma estratégia que visava afrontar todos os poderes instalados no futebol português e de uma vez por todas acabar com a hegemonia bicéfala dos clubes da capital.

A temporada de 1976/77 foi altamente conflituosa. O FC Porto acabou apenas em 3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão a 10 pontos do SL Benfica que foi o Campeão Nacional. Venceu porem a Taça de Portugal numa final onde derrotou o SC Braga por 1-0.

No ano seguinte, finalmente, foi quebrado o longo jejum de vitórias do FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

Os azuis e brancos sagraram-se Campeões Nacionais depois de um competição disputadíssima, decidida na “goal average”, com o SL Benfica, que foi 2º classificado, com a proeza inacreditável protagonizada pelo clube da Luz, que não perdeu qualquer encontro na prova e não foi campeão.

Renovou o título de Campeão Nacional na época seguinte de 1978/79 em mais um campeonato extremamente disputado com o SL Benfica. Em 1979/80 perdeu o título para o Sporting CP, quedando-se o FC Porto no 2º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão somente a 2 pontos dos leões de Alvalade.

Depois destes 3 anos a frente da equipa do FC Porto o clima de “guerrilha” no futebol português, envolvendo os principais clubes e os poderes de decisão na FPF, estava extremamente intenso e fortemente acicatado por José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Era um chorrilho de polémicas e um constante ambiente fervente entre os protagonistas.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.”

A verdade é que este tipo de discurso era recorrente em José Maria Pedroto. Frases como “temos de lutar contra os roubos de igreja no Estádio da Luz”, ou “passamos de pombinhos provincianos a falcões moralizados”, ou ainda “é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital” eram frequentes no linguajar do técnico.

Depois do FC Porto perder o Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1979/80, não conquistando o tri, José Maria Pedroto foi afastado do cargo de treinador principal do azuis e brancos pelo Presidente Américo Sá que se dizia farto das polémicas e conflitos gerados pela dupla Pinto da Costa e Pedroto.

A saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do FC Porto foi conturbada originando o celebre verão quente de 1980, quando 14 jogadores do FC Porto, onde constavam nomes como o de Costa, Oliveira, Octávio, Sousa, Frasco, Gomes, entre outros, fizeram uma autêntica rebelião não comparecendo aos trabalhos no arranque da temporada de 1980/81.

O Presidente do FC Porto Américo Sá deixava o nome de Pinto da Costa fora das listas concorrentes aos órgãos sociais. Em forma de protesto e demonstrando estar ao lado do actual presidente portista, 14 jogadores não compareceram aos trabalhos de preparação para a nova época sob os comandos do austríaco Herman Stessl, entretanto escolhido para suceder a José Maria Pedroto.

Esses 14 jogadores trabalhavam no Pinhal de Santa Cruz do Bispo às ordens de Hernâni Gonçalves, preparador físico de José Maria Pedroto, enquanto que os jogadores do FC Porto, os apelidados de “alinhados”, prosseguiam a sua preparação em Leiria.

Desempregado, José Maria Pedroto, foi alegadamente seduzido por responsáveis do SL Benfica para assumir o cargo de treinador principal dos encarnados. Esse facto não se consumou porque, dizem, alguns dirigentes benfiquistas vetaram o ingresso do técnico no clube, outros, afirmam que foi o técnico que não aceitou rumar a Lisboa pois pretendia continuar a trabalhar no norte do país.

Para o Sporting CP acabou por rumar o britânico Malcolm Alisson, para o SL Benfica o húngaro Lajos Baroti e José Maria Pedroto permaneceu inactivo no início da época de 1980/81.

Entretanto, em Guimarães, o Vitoria SC arrancava para a época de 1980/81 com enormes expectativas de sucesso.

O recentemente empossado Presidente da Direcção do Clube vitoriano, o jovem Pimenta Machado, tinha contratado um punhado de jogadores de inegável qualidade, desde os internacionais Damas e Blanker, a jogadores da categoria de Barrinha e Nivaldo, até aos jovens Fonseca e Ribeiro.

Depois de um início de prova algo titubeante o Presidente do Vitoria decide despedir Fernando Peres e Cassiano Gouveia, a dupla técnica que comandava a equipa, à passagem da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão depois de uma derrota frente ao SC Espinho por 3-1.

Diz-se que incentivado por Pinto da Costa, o Presidente do Vitoria, Pimenta Machado, decide contratar tão só a melhor equipa técnica nacional, numa ousadia que espantou todo o futebol português. É desta forma que José Maria Pedroto, coadjuvado por António Morais e Artur Jorge, ingressa no Vitoria Sport Clube.

A entrada do treinador José Maria Pedroto revelou-se importante, pois o Vitoria melhorou significativamente de produção, alcançando resultados bem mais consentâneos com a valia da equipa.

A estratégia de Pedroto, para quando perdia, passava por imputar as responsabilidades pelas derrotas ao exterior. Quando perdia, a culpa ou era do arbitro, ou dos poderes instituídos no futebol português que teimavam em prejudicar a sua equipa.

Após a passagem pelo Vitoria de Guimarães a sua carreira no futebol prosseguiu regressando novamente ao FC Porto, já com Pinto da Costa na presidência do principal clube da cidade invicta.

O Vitoria SC e os seus dirigentes tudo fizeram para manter José Maria Pedroto no cargo de treinador da equipa principal. Os vimaranenses terão mesmo oferecido um salário de 1.500 contos por mês, quantia superior aquela que José Maria Pedroto foi auferir como técnico do FC Porto.

Foi a partir da época de 1982/83 que a dupla José Maria Pedroto e Pinto da Costa começaram a lançar os alicerces do FC Porto moderno.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manhã do dia 8 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade.

Ele e o seu aprendiz, Pinto da Costa, dividiram o país, erigiram guerras sem fundamento, lançaram o ódio, a mentira e o cinismo para cima dos adeptos e do quotidiano desportivo.

Pedroto será talvez a figura, de entre todas as áreas de actividade, que mais mal fez a Portugal e à sua coesão colectiva no último quarto de século, um mal de consequências que só o futuro poderá apurar.

E o seu aprendiz é estranhamente tolerado e branqueado por uma comunicação social imediatista, superficial e reverente para com o poder, por dirigentes desportivos e agentes diversos que fazem do servilismo um modo de vida, e até por uma classe política medíocre e bajuladora, capaz de o receber, ano após ano, a expensas dos nossos impostos, nos luxos da Assembleia da República.

Deve dizer-se, de forma bem clara, que o objectivo de vida de Pedroto e de Pinto da Costa não foi atingido.

Apesar dos títulos conseguidos pelo F.C.Porto - grande parte deles à custa das mais variadas formas de viciação, muitas delas para além das questões vindas a público no âmbito do processo Apito Dourado -, a verdade é que o clube nortenho nunca foi capaz de se afirmar como referência nacional, nem cativar a simpatia, ou mesmo o simples respeito, da esmagadora maioria dos adeptos portugueses, sobretudo fora das fronteiras da sua delimitada região.

Pedroto e depois Pinto da Costa nunca conseguiram matar a alma benfiquista, nem retirar uma pevide à gigantesca massa adepta do clube encarnado, que semana a semana, em Portugal e no mundo, vibra com os jogos do Benfica.

Mesmo tendo, ao longo deste período, ganho mais vezes, o F.C.Porto nunca venceu por si próprio, mas sim, e sempre, contra alguma coisa.

Contra o Benfica, contra Lisboa, contra o Sul, contra os fantasmas dos seus próprios complexos. Mesmo ganhando aos grandes nunca deixou de ser pequeno. Uma pequenez do tamanho do seu presidente, que transformou uma instituição outrora respeitável num antro de rancor e podridão.

O clube do povo continua a ser o Benfica, de Norte a Sul, do Minho ao Algarve, do Continente às Ilhas, e é por isso que o ódio de Pinto da Costa aos encarnados permanece tão vivo.

Pedroto e o seu aprendiz. O primeiro já faz tijolo à anos, e o segundo estrebucha porque sabe que já não tem muito tempo e mesmo com 30 anos de roubos, continua a liderar um clube pequeno, que não soube evoluir, crescer, tornar-se grande.

Por tudo isto, recuso-me a ver em Pedroto alguém de valor. É o responsável e a semente de 30 anos de corrupção, ódio e guerra no futebol português."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Noronha Lopes de novo candidato?

64 comentários

 

Portanto, supostamente é uma boa notícia Noronha Lopes recandidatar-se.

Vejamos se é:

1)      Virou costas ao SL Benfica em 2001 para ir tratar da vidinha dele, segundo o próprio

2)      Esteve quase 20 anos sem vida associativa, resumindo a sua presença no SL Benfica a 3 ou 4 jogos

3)      Regressou em 2020 mas recusou debates, recusou contar o voto físico na noite das eleições e recusou escrutinar o sistema de voto electrónico

4)      Virou as costas ao SL Benfica e aos 30 e tal % de 2020, quando em 2021 recusou ser candidato mais uma vez por “motivos pessoais”

5)      Durante 4 anos apareceu em 2 AGs para ler discursos escritos pelo secretário

6)      Torna a avançar em 2025 quando o negócio em que apostou em 2021 está em maus lençóis, sem dinheiro sequer para pagar os empréstimos aos sócios

Fora outros pecados graves de que falaremos na Campanha Eleitoral.

Quero uma nova gestão e um novo capítulo no SL Benfica e não oportunismos.

Além disso, já vem tarde pois João Diogo Manteigas ocupou, com mérito próprio, o lugar que Noronha Lopes desprezou.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

SL Benfica vence no Mónaco

28 comentários
Vencemos fora e na Champions não há como isso não ser muito bom.

Mas vendo o que os franceses valem, o tempo que jogamos com um a mais... Não deixa de saber a pouco.

Como treinador, Lage não consegue resolver nada, demora a mexer e quase sempre mexe mal.

É com ele que temos de contar...mas custa.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

A voz aos benfiquistas: "Vamos ao 39!" por Manuel Boto

68 comentários

Este é o primeiro artigo enviado por benfiquistas, no seguimento da abertura do NGB e repto que regularmente lançamos a todos para darem a sua opinião sobre a atualidade do clube.

Os textos são publicados sem qualquer edição e/ou alteração, mantendo integralmente o que os autores enviam. Cada texto reflete única e exclusivamente o pensamento do autor.

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No final do habitualmente designado mercado de inverno e logo a seguir ao final da 1ª fase da Champions, creio ser momento adequado para fazer um pequeno balanço desta metade inicial da época.

Como se costuma dizer, podia ser melhor e podia ser pior. Melhor, se estivéssemos em 1º lugar no campeonato como já estivemos a seguir ao Natal, e pior, se tivéssemos sido eliminados da Champions. Balanço feito, como estamos em todas as frentes possíveis (Rui Costa dixit), vamos lá para a segunda metade da época, à espera das grandes decisões.

A janela das transferências deixa os adeptos com enorme curiosidade sobre qual será o rendimento de, fundamentalmente, Belotti e Bruma. Experientes, habituados a grandes palcos, não tremem por pisar a Luz nem qualquer outro e podem ter rendimento imediato. Dahl, um jovem como era Carreras (que felizmente não saiu apesar do United ter cláusula muito favorável de opção que não exerceu) parece ser aposta inteligente de futuro. Quanto a Manu, as primeiras impressões não poderiam ser melhores, pelo que poderemos voltar a ter esperanças no campeonato e de chegar longe na Champions. Obviamente que destas entradas resultam uns quantos excedentários, pelo que se torna urgente serem colocados nos mercados ainda em aberto, em nome do interesse coletivo (também financeiro).

Pelo meio destes eventos desportivos, sucederam recentemente outros episódios que obviamente nos devem trazer preocupações. Seara e a sua inexplicada demissão na Assembleia Geral, em que desautorizado por um associado reagiu a quente (ou premeditadamente?). Nunca o saberei, mas de uma coisa tenho a certeza – faz falta! Por muito extemporânea que fosse a sua demissão, a sua ponderação, inteligência e sabedoria fazem falta a Rui Costa (que ali tinha um aliado que lhe poderia ser imensamente útil).

Depois Jaime Antunes, figura controversa que igualmente “bateu com a porta” há dias. Admirado e verberado, como se viu nas assembleias gerais da aprovação dos Estatutos (em cuja elaboração teve um papel relevante como representante da Direção), tem mantido e bem o silêncio, com o inconveniente de gerar especulações.  Diz-se isto (não se dava bem comos outros elementos e estaria marginalizado) e aquilo (ligações, por via de amizade, com antigos dirigentes), a verdade é que não conhecemos as razões da sua saída, mas sendo gestor experiente e pessoa inteligente, o Benfica não terá ficado melhor.

Entretanto, as eleições já mexem e bem com o quotidiano. Aprazadas para outubro, exatamente para não colidirem com os fiais de época e preparação das seguintes, já trouxeram à ribalta diversos putativos candidatos, imaginando-se que Rui Costa se candidate como incumbente. Marco Galinha, João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Cristóvão Carvalho, Mauro Xavier, são nomes anunciados e alguns destes até já se “mostraram” para ir a jogo. Veremos quantos irão sobrar para “irem mesmo a jogo”, um momento absolutamente determinante para o futuro do Benfica até pela plêiade de interessados, porque isto com 6 alternativas parece demasiado.

Pouco ainda se sabe sobre as ideias de cada um, para além da indómita vontade de alguns destes em melhorar e engrandecer o “nosso” Benfica, o que não é pouco. Manteigas tem sido o mais ativo, dado que vai expressando nas redes sociais as suas alternativas à atual gestão e que, pelo seu mérito, deveriam ser escutadas. Infelizmente, por escassez de acesso a meios de maior notoriedade, permanecem publicamente desconhecidas.

Marco Galinha tem sido aquele que tem tido maior notoriedade. Uma recente entrevista na CMTV vem marcar de imediato o período eleitoral, depois de um evento em Rio Maior cujo sucesso desconheço. Nesta entrevista vem referir a possibilidade de abrir o capital da SAD a “empresários nacionais”, financeiramente abastados, embora mantendo a maioria do capital no Benfica. Na minha opinião, nunca poderia ter começado pior. Este modelo de SAD, tipo Bayern, cujo modelo de abertura de capital até defendo dado que que 30% pertencem a grandes e prestigiadas empresas internacionais, é por ele copiado, mas substituindo estas organizações por “empresários nacionais”. Devo confessar que pessoalmente nada me agrada esta solução, pelo que seguramente a partir daqui uma certeza eu tenho: dificilmente neste irei votar. Aguardemos as ideias dos restantes.

Uma palavra ainda para o famoso áudio em que ouvimos um Lage, o nosso treinador, desabafando de forma destemperada e desabrida com adeptos. Teve sorte, porque lhe poderia ter custado o lugar. Como se costuma dizer, desta vez passou, mas não se esquece. O balneário ajudou o Benfica a suplantar em Turim a infelicidade do seu treinador. Veremos se ele também se ajuda a si próprio na condução da equipa, de forma sagaz e sem olhar a nomes, sobretudo durante os jogos, até porque tem imensas alternativas.

A terminar, vêm aí as grandes decisões e, no Benfica, se queremos conquistar alguma coisa, é tempo de esquecermos as divergências e apoiar a equipa e a sua equipa técnica. A gestão estará encarregue de assegurar que não haverá problemas financeiros, apesar de uma estrutura demasiado pesada e das amadoras já andarem certamente acima dos 30 milhões de euros que o futebol sustenta. Uma coisa é certa: este plantel tem todas as condições de garantir o 39, só faltando recuperar 6 pontos que tão mal desperdiçámos.

PS. Entretanto, as eleições na FPF. Com pompa e circunstância, Pedro Proença anunciou a sua candidatura. Já uma vez o referi – surpreende-me o apoio que o Benfica lhe decidiu dar. Sinceramente, acho que Rui Costa “deu um tiro no pé” porque isto será tema de campanha eleitoral e creio que o comum dos benfiquistas pensa como eu.

Manuel Boto

Antigo dirigente

Sócio nº 2.794

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

“Os Perdedores” por Manuel Fúria – um texto sobre Noronha Lopes

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Escreve o músico no Expresso que é preciso “reeleger” alguém que na verdade perdeu a eleição. Como ser “reeleito” afinal?

O Fúria, criando uma fábula típica  e reveladora de alguém cujo conhecimento sobre o SL Benfica é curto, diz que de um lado estava o “anti-Benfica” e de outro estava o “benfiquismo”, referindo-se a Vieira e a Noronha.

Conotando Noronha com benfiquismo como faz o músico da banda “Os Perdedores”, custa a entender que “benfiquismo” represente alguém como Noronha que desde que se tinha demitido em 2001, resumiu a sua presença na vida do SL Benfica a 3 ou 4 jogos, um deles uma final da Taça de Portugal.

Noronha em 20 anos teve zero Assembleias, zero artigos de opinião, zero críticas ao “anti-Benfica” Vieira. Algures no tempo, até conseguiu declarar para a BTV o seu apoio a Vieira numa das reeleições.

Mas segundo o artista Fúria (cujas intervenções nas AGs do SL Benfica e a voz pública a defender o nosso clube devem ter sido apagadas dos livros da história) “Noronha era demasiado Benfica”. Tanta falta de noção só faz sentido por também ele, como Noronha, publicar um texto que outro lhe definiu as linhas mestras.

O que Manuel Fúria, da banda “Os Perdedores”, encarna é o espírito com que os fãs de Noronha procuram fazer corroer o SL Benfica desde 2020:

- Querem vitórias em Assembleias Gerais pois as do campo não legitimam as suas aspirações

- Não respeitam quem não gosta do seu projecto

- Fugiram em 2021 pois o ambiente não era propício a projectos baseados no ódio

- 5 anos depois de 2020 voltam a querer meter sócios contra sócios

O que não entendem?

É que SL Benfica é alegria!

Por isso os benfiquistas vão em massa aos estádios e não às Assembleias Gerais!

Ser benfiquista não é guerrilha interna sem fim contra todos os que não são a seu favor.

Quem quer ser opção que apresente projecto e equipa e vá a votos!

Não se refugie em ódios e em estatutos como desculpas.

Ser benfiquista é ter na alma a chama imensa!!!

Novos Estatutos: Lobo em Pele de Cordeiro

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O incompreensivel atraso na marcação da AG para votar definitivamente os novos estatutos tem gerado muito ruído em torno do tema. Eu desconheço o que possa justificar tanto tempo de interregno entre a última AG, a publicação da versão final e a respectiva votação. 

Todo este atraso deixa a que o PMAG, elogiado por muitos por como conduziu o processo, pareça agora um "Lobo com pele de Cordeiro" por ir atrasando o tema ao ponto de o tornar incontornavelmente perto das eleições de Outubro, funcionando isso até como "maquina eleitoral".

Não obstante, parece que o PMAG não é o único a parecer um "Lobo com pele de Cordeiro".
Num dos discursos de Miss Universo muito bem escrito mais uma vez pelo seu asessor, João Noronha Lopes leu uma coisa muito importante numa das AG: "Os novos estatutos não podem ser contra ninguém, nem porque aconteceu algo no passado".

Muitos estão a ver estes estatutos como uma oportunidade (eu diria antes ilusão) de passarem a tomar decisões no SLBenfica, de passarem a condicionar as decisões que as Direcções eleitas tomem no Clube. Não obstante, poucos são os que estão disponíveis depois para serem responsabilizados por essas suspostas decisões.

Exemplo? Em breve o SLBenfica vai renegociar o seu contrato com a Adidas, se os valores baixarem/baixassem, estamos disponiveis para reconhecer que as nossas decisões tiveram impacto? ou vamos dizer que será quem o negociar que não teve arte? Se depois outros contratos baixarem? Vamos dizer que quando foi o da Adidas está justificado porque fomos nós mas outros já não porque não tivemos a ver?

Depois continua a escolher-se um "caminho apertado" de dizer que a votação ser massiva (fala-se em dia de jogo, ou mesmo no dia das Casas em que "virão todas à Luz") será um problema. Então mas temos estatutos para servir apenas os que acham que deve ser aquele o caminho ou queremos estatutos para todos?

Já anteriormente o referi na Carta Aberta a Rui Costa: Parar, Reunir e Seguir mais Forte! e insisto: O modelo de votação deveria idealmente ser o mais abrangente e amplo possível. Têm que ser os estatutos aprovados por "todos" e não por alguns mais "interessados".

Eu por exemplo não concordo com várias coisas que estão nos novos estatutos e penso que irão penalizar a vida futura do Clube, mas na ponderação face aos que estão em vigor, considero serem positivos. Não obstante, não sou dos fundamentalistas... acho que o SLBenfica não leva lições de democracia de ninguém e não serão os Estatutos que farão do SLBenfica um clube sério, serão as pessoas com intenções sérias, com experiência e capacidade para ter um projecto de transformação, transparência e crescimento.

Por isso mesmo, penso que a Direcção - volto a insistir - deveria permitir que a próxima época (mas acima de tudo o próximo exercócio económico) devesse ser já levado a cabo por uma nova Direcção empoderada para os próximos 4 anos, seja ela qual for.

Idealmente, que houvesse estatutos novos antes, não havendo que haja um processo eleitoral sério, honesto e transparente como houve em 2021. NADA, ABSOLUTAMENTE NADA dos actuais Estatutos podem impedir que tal aconteça. Os votos das casa foram menos de 2% em 2021 (não é assunto), a distribuição de votos (se fosse com a distribuição dos novos estatutos, 2021 era exactamente a mesma decisão), etc etc etc.

Se não forem aprovados a tempo de eleições em Abril, a nova direcção pode aprovar imediatamente assim que entrar em funções. Se, como esperamos, houver mudanças sérias na Direcção, quem vier não precisa de um papel dos Estatutos para se comportar como tal. A não ser que depois de lá estar escolham mudar de discurso e, como os anteriores, esconder-se atrás dos Estatutos. Nesse caso teremos errado totalmente na escolha, outra vez.

Para que não restem duvidas:
- Prefiro "matar" o tema dos estatutos antes de eleições, desde logo para que não sirvam de desculpas para nada, mas também porque resolve erros do passado.
- Mas acima de tudo quero um novo exercício económico e desportivo preparado sem estes comportamentos erráticos que temos assistido. 

Não podemos criticar o passado e depois ter um comportamento semelhante... sacrificar a próxima temporada (e por ventura outras) apenas porque nos centramos num cavalo de batalha que queremos que nos dê (a ilusão de) poder (que, recordo, tem que trazer responsabilidade).

Se o problema com a aprovação dos estatutos for outro, então se que diga claramente. Se o que os sócios querem é que os estautos sejam aprovados para poder contar na eleição com sócios como o Marco Galinha, que com os actuais não pode, e assim assegurar que também "aquele lado" mais continuista é ouvido - e desejavelmente vencido - é um sentimento nobre, mas que se assuma que é por isso e não pelos estututos em si,

O Benfica dos benfiquistas, o Benfica dos homens sérios não precisa de uns estatutos para ser o Benfica (mas tem que os ter e o mudá-los para o melhor o quanto antes). 

Pelo Benfica e não pelo Poder!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Carta Aberta a Rui Costa: Parar, Reunir e Seguir mais Forte!

37 comentários

Caro Rui Costa,

Por definição, o meu Pai sempre me ensinou a não ter ídolos - talvez para não ter desilusões porque mesmo os ídolos são humanos e acabam por fazer algo que diferente do que pensávamos. Não tenho, por isso, qualquer ligação emocional ao passado que teve como jogador, não sinto que tenha que lhe estar grato (quanto muito o contrário) e por mim foi muito fácil não votar no Rui Costa para Presidente porque simplesmente (tal como a outra lista) não creio que reunisse as condições para tal.

Entrámos há pouco no ano em que vamos novamente a eleições. Comparamos muitas vezes a eleição do Presidente do SLBenfica com a do Presidente da República... e mesmo nessa os candidatos já estão todos perfilados a um ano da eleição, para que os portugueses os conheçam e já vinham todos dando-se a conhecer há muito porque não é numa campanha cheira de "tacticismos momentâneos" que se escolhe um futuro de, no minimo 4 anos.

O anterior presidente achava que as eleições deviam ser em Outubro para prevenir os "paraquedistas" eas "promessas de jogadores". Mas a mim a um factor que me preocupa muito mais que isso:

Uma eleição em Outubro, nos dias que correm, condiciona fortemente todo um primeiro exercício de uma Direcção e ao cabo de tanta trapalhada que os ultimos 3/4 anos nos trouxeram do lado financeiro, ao desportivo, passando pelo organizacional e comunicacional... acho que é hora de mudar isso.

Depois de mais um mercado de Janeiro errático com entradas e saidas que ninguém consegue entender nem justificar em termos desportivos e menos ainda financeiros, com vários episódios rocambolescos, com jogadores que chegam como apostas de futuro e nem são apostas... e parecem ter cada vez menos futuro... queria fazer um pedido ao Presidente da Direcção:

- DEMITA-SE COM O OBJECTIVO DE REALIZAR ELEIÇÕES ANTECIPADAS E ASSEGURAR QUE A PRÓXIMA DIRECÇÃO - SEJA ELA QUAL FOR - PREPARA A PRÓXIMA ÉPOCA DESPORTIVA E O PRÓXIMO EXERCÍCIO ECONÓMICO.

Não o faça porque não tem condições ou legitimidade... porque sinceramente, podemos discordar ou não da gestão, mas foi eleito e tem toda a legitimidade.

Claro que o ideal seria fazer isto depois dos estatutos aprovados. Mas se a aprovação dos estatutos colocar em causa que seja a nova Direcção a preparar a nova época e exercício, então que seja com os actuais e que se assegure / acorde um processo eleitoral sério, honesto e transparente.

Sobre a aprovação dos estatutos, se é certo que são um marco importante para o futuro do clube e a correção do golpe de 2012 é fundamental, mais importante ainda é que sejam estatutos de todos e não apenas de quem tem a cultura (e possibilidade de estar presente nas AG).

Contrate-se uma empresa externa para forneceder um sistema de voto eletrónico independente onde o mecanismo de autenticação seja presencial, por video chamada ou por Chave Movel Digital e permita-se uma votação em massa através do site do clube. Que sejam os estatutos aprovados pelos mais de 300.000 sócios (quer dizer pelos maiores de idade entre os 300.000 sócios).

Estes mecanismos são legamente aceites para abrir contas bancárias e aceder a serviços do Estado e serviços financeiros... não me digam que não são validos para atestar a idoneidade de um sócio do SLBenfica.

Em resumo:

- Demissão nos próximos dias com vista à antecipação das eleições até aos 60 dias sucessivos ao processo de demissão (até final de Abril).

- Realização da AG de Estatutos com carácter urgente já nos próximos 15 dias para ir a eleições com os Estatutos aprovados. Se algo o impedir (não deveria) então vamos a votos sem eles e acorde-se entre os candidatos um mecanismo transparente, porque o SLBenfica não leva lições de democracia de ninguém.

- Processo de Votação Eletrónica, por sistema totalmente independente do Clube e auditável no final com respectivo relatório disponibilizado a consulta dos sócios exclusivamente, que permita votação no website do Clube por autenticação digital, forte e de modo a que o maior numero de sócios possa votar.

Pelo Benfica, nunca pelo Poder!

Mercado - saídas e entradas

49 comentários

 

Belotti já chegou. 

Bruma dizem ir chegar.

Rolheiser diz-se que vai sair.

Até ao fecho do mercado, tudo pode acontecer.

Sinceramente, mais que as entradas, acho uma péssima decisão dispensar Rolheiser. 

Faz lembrar a primeira passagem do Lage pelo SL Benfica em que certos jogadores não jogavam porque...sim.

Espero que quem venha acrescente.

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