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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Partilha da opinião de Bruno Lage?

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"Jogamos em 4x4x2, um guarda-redes, quatro defesas, quatro médios e os outros dois não têm de ser dois pontas de lança, podem ser dois avançados e temos cinco no plantel que podem fazer essa posição. E a vantagem é que são todos diferentes, oferecem coisas diferentes. Cada jogo tem a sua estratégia, história e podemos optar por cada uma das soluções".

Partilha da visão de Bruno Lage? Temos tantas soluções assim que valham, acima de tudo, golos?

Já lhe podem chamar “hacker do FCPorto”?

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Visados pelo “herói” Rui Pinto foram: Benfica, Doyen (que tinha conflito financeiro com o FCPorto), advogados do Benfica... e portanto isto é tudo normal num tipo que até se assume adepto do FCPorto?


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Portugal prepara-se para se humilhar à escala mundial...

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Ninguém tem duvidas que Julien Assange e Edward Snowden são criminosos porque utilizaram meios ilícitos não para denunciar práticas ilícitas, mas para definirem eles os meios sob os quais seriam destruidos os seus alvos.

Nunca Assange ou Snowden quiseram levar a cabo aquilo que defendiam, ou seja, a idoneidade e justiça equitativa.

Qualquer um deles optou por violar a privacidade individual e coletiva para expor organizações na tentativa não de as levar à justiça, mas sim de destruir pessoas e práticas que eles, individualmente, consideravam ilícitas e/ou contra os seus principios.

Se é verdade que nunca pediram dinheiro a ninguém - o que tenho duvidas porque daí em diante nunca mais trabalharam nem o podem fazer e alguém tem que pagar a vida que levam - não é menos verdade que nunca começaram por contratar advogados de top mundial (como entretanto tiveram) para chegar à justiça e denunciar cada caso com provas provadas... ainda que isso significasse expor-se eles próprios ao crime cometido.

O caso do aprendiz de feiticeiro Rui Pinto é muito diferente. O rapaz, como aqui já escrevi, cometeu diversos crimes e quis extorquir dinheiro dos visados com isso... Agora os seus advogados credenciados dizem que o fez  "como brincadeira e só para ver o valor que tinha para os visados". Depois destes visados lá fez o esquema na Hungria com o expurgado para que as informações de Sporting e FCPorto "desaparecessem" e TODA a informação sobre o SLBenfica lhes fosse disponibilizada.

Ora, olhando para o que tentou fazer com a Doyen... é muito fácil entender o que aconteceu para o "milagre" da informação do SLBenfica ser libertada.

... porém, a pobre vítima, que já aproveita o discurso da eurodeputada crónica (pudera, os 8 mil euro por mês devem saber-lhe muito bem) e diz que "agiu em nome do interesse público". Claro que sim, é de total interesse público conhecer os contratos de jogadores, de patrocinadores, ter acesso a toda a lista de scouting de jogadores, conhecer dados e comunicações pessoais, etc etc etc.

Diz agora o rapaz que tem medo de voltar a Portugal porque tem receio do que possa acontecer e que de Portugal temem o que ele sabe. Mas esperem lá? Então ele não sabe so coisas de interesse publico? A que horas é a condecoração pelo Marcelo?

A estratégia de comunicação está a ser muito bem pensada... fazer dele um herói e vitimizá-lo aos olhos da justiça, enquanto sustentam isso numa alegada informação que pode interessar ao Estado português.

Objetivo? Evitar a extradiçao para Portugal, evitar qualquer tipo de acusação em Portugal (sabem que o Benfica o pretende acusar assim que pisar o território nacional) e evitar a prisão, a troco de exactamente o que fez com quem lhe "comprou" a informação do SLBenfica: Um acordo que o beneficie e dê acesso à informação pelos interessados, enquanto ele recebe dinheiro, proteção e salvaguarda do resto da vida.

Portugal prepara-se para mostrar ao mundo que somos um país de terceiro mundo ao nível da justiça e que no final o crime compensa.

Os números não enganam

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Plantel atual e ano da contratação:

Vlachodimos(2018); Svilar (2017); Zlobin (2016)

A. Almeida (2011); Corchia (2018)

Rúben Dias (Equipa B- 2017); Jardel (2011); Conti (2018); Ferro (Equipa B - 2019)

Grimaldo (2016); Yuri Ribeiro (Equipa B - 2018)

Fejsa (2013); Samaris (2014); Florentino (Equipa B - 2019)

Gabriel (2018); Gedson (Equipa B - 2018)

Pizzi (2013); Rafa Silva (2016); Salvio (2012); Cervi (2016); Jota (Equipa B - 2019)

João Félix (Equipa B - 2018); Zivkovic (2016); Krovinovic (2017)

Jonas (2014); Seferovic (2017)

(Plantel publicado pelo Benfica Eagle no seu post de hoje)
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Quase cerca de 110 jogadores contratados desde 2011, só para o plantel principal… 

Quase cerca de 80 jogadores contratados só para a Equipa B desde 2011...

Quase 800 milhões de euros em vendas desde 2011…

Estamos reduzidos a um plantel que, com algumas excepções, está recheado de segundas escolhas e lesionados crónicos.

Estamos dependentes e desejosos que os putos sejam mesmo estratosféricos e façam as maravilhas de todos que andamos atrás do SL Benfica para todo lado.

Isto apesar da frase de que "o Benfica não tem falta de dinheiro".

Abdicamos de 2 dos melhores guarda-redes do mundo por 26 milhões de euros (valor líquido recebido nas contas do SLB). Vlachodimos está muito longe dessa segurança e qualidade.

O último central de qualidade contratado foi o Garay, vendido por 2,4 milhões(valor líquido recebido pelo SL Benfica).

O último defesa direito contratado foi o Maxi Pereira(e nem veio como defesa mas meio campista direito).

O últimos defesas esquerdos de jeito que tivemos foram Coentrão(saiu em 2011) e Siqueira(saiu em 2014 por recusa de Vieira em exercer a claúsula de compra. Dias depois estava no Atlético de Madrid).

Despachamos um avançado que marcou 52 golos(sem penaltys) em 2 temporadas por 7,1 milhões(valor líquido recebido nas contas do SLB) e agora oferecíamos quase 15 milhões + comissões por um avançado do Braga. 

Não temos um substituto natural para Fejsa.

Jogamos num sistema com 2 avançados e despachamos 2 ficando com 3, um deles com cada vez maiores dificuldades físicas.

Renovamos (com prémios de assinatura) 4 contratos depois de uma temporada com resultados e prestações miseráveis: Luisão, Jonas, Salvio e Pizzi. Destes, o único que tem sido utilizado regularmente, e com exibições sofríveis, é Pizzi. Juntos, custarão ao SLB mais de 20 milhões/época.

Não tivemos reforços de inverno em Janeiro na temporada do Penta e não os tivemos esta na temporada da Reconquista.

Não me digam que isto é de quem joga para ganhar...

4 contratações muito inteligentes!

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A ascensão de Zoblin, Ferro, Florentino e Jota aos seniores em definitivo nada tem que ver com o facto de Lage ter sido o seu treinador, tem sim que ver com uma política responsável e inteligente - que defendo de forma intransigente há muito tempo.

Imagine-se que o Jota era vendido por 20 ou 30M€ agora em Janeiro! Não faltariam os analistas de bancada a dizer que era "mais uma prova da propaganda fútil" de aposta na formação, mais um jogador que saía sem nunca ter rendido desportivamente.

Mas como o SLBenfica decide apostar num jogador pelo qual outros pagariam 20M ou 30M - dinheiro que nenhum clube em Portugal pode pagar por um jogador - já se trata de uma aposta tímida na capacidade desportiva e na total ausência de reforços. Vejamos se é mesmo assim:

Comecemos pela baliza, o Zoblin (que só recentemente me obrigou a dar o braço a torcer pela sua imensa qualidade) é um guarda-redes da formação e que tem feito jogos de tremenda qualidade pela equipa B. Num momento em que ficamos sem o terceiro guarda-redes, faria algum sentido ir comprar um guarda-redes quando temos um jogador de tremenda qualidade? No entanto, face à posição em causa, espero contudo que o guarda-redes continue a jogar pela equipa B apesar de treinar sempre com os seniores.

Na defesa, o SLBenfica tem dois defesas em má forma a titulares, tem um Conti que tem qualidade e continua a crescer e um Lema que não não justificou a aposta. Perante isto, o SLBenfica precisava de um central. Há muito que quem conhece os jogadores de perto diz que Ferro é melhor jogador que o Ruben Dias, mas que este teve a "sorte do momento" (de ser lançado - o que é muito importante, que o diga Cristiano Ronaldo). A ser assim, ainda não tenho a certeza, trata-se de uma excelente aposta - por agora para quarto central - para o futuro e rotação.

No meio campo é incontestável que Fejsa não tem alternativa. Supostamente deveria ser Alfa Semedo (Samaris é um 8 e não um 6), mas este nunca chegou a confirmar o potencial. Nesse sentido, e perante o facto de um 6 de qualidade é - efectivamente - um jogador muitíssimo caro, nada melhor que apostar num jogador que tem realizado duas temporadas fantasticas, que tem demonstrado muita maturidade e crescimento, podendo - dentro de pouco tempo - ser uma alternativa de rotação ao Fejsa libertando o Samaris para ser, finalmente, um 8 - o que impõe outro problema que é haver Samaris, Gabriel e Pizzi para um único lugar.

Na frente, como já referi acima... parece-me inquestionável. Jota, sendo um jogador que tem apresentado um nivel de jogo muitíssimo acima da média, que se tem destacado em todos os escalões e perante todos os desafios... só pode ser aposta, num momento em que o SLBenfica precisa de assegurar uma alternativa na posição de segundo avançado - ou também de médio ala. Um jogador que vale 20 ou 30M no mercado, jamais pode ser ignorado e ou ser preterido por outro qualquer estrangeiro que por muita qualidade que possamos comprar... na melhor das hipóteses seria a mesma qualidade que temos com o Jota.

Atente-se no exemplo do Zivkovic. Inquestionavelmente um excelente jogador... mas tem consigo revelar-se mais influente (ou tão influente) e já agora constante, como o João Felix de apenas 19 anos e vindo da formação? Claro que nao... Isso não retira a qualidade ao Felix, mas o SLBenfica não pode contratar nem ter todos.

Se fosse hoje, com as opções que tem o SLBenfica, talvez o Zivkovic nunca tivesse sido contratado (o que não quer dizer que seja um jogador excelente).

O que dizer?

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O que dizer de um presidente que não só não reforça a equipa nas posições mais carenciadas como ainda enfraquece o que já não era forte?

O que dizer de um presidente que enche as estruturas de decisão do clube de adeptos do Sporting e do FC Porto? Quantos benfiquistas estão em posições de gestão nos outros clubes?

O que dizer, por exemplo, dos negócios em torno de Alfa Semedo? Cedido a custo zero em 2017 ao Moreirense , resgatado 1 ano depois por 2,5 milhões e agora emprestado?

Ou de Castillo e Ferreyra, contratados a peso de ouro, e que na realidade nunca foram aposta ou tiveram espaço para mostrar seja o que for? Ou será com meia dúzia de minutos em campo que se fazem maravilhas no futebol? Quem lucrou com as comissões pagas em especial no caso de Ferreyra?

O que dizer de um presidente que afirmava querer ser pentacampeão mas boicotou a equipa em Janeiro e que andava a mandatar um empresário para desestabilizar o então treinador, pedindo que não dissessem que ele sabia?

O que dizer de um presidente que, perante o que todos viam, preferiu que a equipa agonizasse mais um mês em vez de promover a mudança técnica?

O que dizer de um presidente que contrata jogadores sem fim para as camadas jovens mas ignora a principal razão de o SL Benfica ser tão grande que é a equipa principal de futebol?

O que dizer de um presidente que promove obras sem fim que custarão mais de 40 milhões de euros ao SL Benfica e não contrata um jogador de qualidade para o plantel principal?

O que dizer de um presidente que pelo segundo ano consecutivo dá a melhor contribuição possível para ver o FC Porto campeão nacional?

O que é preciso mais acontecer para perceberem que Luis Filipe Vieira não tem como objectivo o sucesso desportivo do clube?

#SLBsabotado

(Quantos negócios já fez a nova empresa de intermediação de jogadores de Paulo Gonçalves? Já fez negócios com o SL Benfica?)

Um tubo de ensaio à espera que o milagre aconteça

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Se o Benfica chegar, como ainda espero, a Maio e conseguir promover mais uma vez a grandiosa festa do Marquês, o herói será só um: Bruno Lage.

Que me poupem depois aqueles que na hora de distribuir os louros da vitória quiserem vir aqui lembrar os méritos do seu Presidente e do seu projeto... LFV não passará de um passageiro que por sorte entrou na carruagem certa comandada pelo homem certo.

Ah e tal que foi ele que apostou em Lage?! Tretas! Apostou porque foi o que lhe restou, apostou porque depois de lhe dar dois jogos à experiência que acabaram em vitória, Lage acabou por ser o homem que os Benfiquistas queriam, e LFV, mais uma vez, entrou no comboio que o protege (para já).

Mas apostou convictamente? Apostou no pressuposto de “Vamos ajudar o Lage a ter sucesso? Vamos dar-lhe armas para poder atacar o título ainda este ano?” Isso não, isso não fez.

Não fez em suma o que faria com qualquer treinador com estatuto que tivesse chegado nesta altura: dar-lhe reforços.

Mas não só não deu como tirou. Tirou craques? Isso também não, porque para isso era preciso que o Benfica tivesse comprado craques no verão passado quando enfrentou o ano da #reconquista com reforços que se vissem.

Pois desses reforços, Castillo, Ferreyra e Semedo já foram despachados, Lema para ser despachado está, Conti não joga, os dois laterais direitos também não, e o que sobre desse contentor de craques que vinham ajudar a emendar a péssima época passada são o Gabriel que tem 4 ou 5 jogos nas pernas e Odysseias, este sim o único que pegou de estaca.

Foi esta a política desportiva que LFV encontrou para devolver a alegria aos Benfiquistas na hora da reconquista e depois do desastre a que se assistiu antes e do qual ele foi o maior culpado! Tudo despachado 6 meses depois!

Mas chegados a Janeiro, na hora de poder fazer acertos, com Lage a começar bem e apenas a 5 pontos do primeiro e com os adeptos a acreditar, o que vemos?

Vemos que todos parecem ainda acreditar... menos o Presidente! Que já não sei se não acredita, se não quer mesmo ganhar, porque se calhar o que acontece é não querer mesmo para poder depois ter argumentos para ir buscar o treinador que realmente quer!

O Porto, 5 pontos à frente, não dá a coisa como adquirida e reforça-se nas posições que acha frágeis, sempre na procura dos limites da competitividade, da força física e da exigência! O Sporting em dificuldades e com a época praticamente perdida, reforça-se também, e o que faz o Benfica?

O Benfica arruma a casa do “entulho” que comprou como se fossem ovos da Páscoa embrulhados em papel de ouro há seis meses atrás. E substituto para Fesja, há? Já sei, não faz falta que há Florentino!

Substituto para Almeida há? Não faz falta claro. Há o Corchia que ainda anteontem com o Arouca fez exibição muito boa. Almeida, jogador à prova de lesões e sempre com exibições elevadíssimas durante 50 jogos da época! Pau para toda a obra!

Avançados fazem falta? Claro que não! Temos Seferovic e Félix, Jonas no estaleiro mas, no Benfica B há outro “craque” de nome Saponjic prontinho a explodir. Ironia aqui! Se houver lesões, quando houver sobrecarga de jogos com a Taça Uefa, desemerdem-se!

E é este o Benfica de Vieira meus caros! O mesmo erro cometido duas épocas seguidas, e quando nem ele acredita, como podemos nós acreditar?

E repito mais uma vez, nada contra a formação, a formação encarnada tem sido uma aposta de ENORME sucesso sobretudo ao nível financeiro, e nem que fosse só por isso estaria já mais do que justificada!

Mas o Benfica que ambicionamos não pode ser só isso: Um tubo de ensaio onde se vão fazendo experiências várias à espera que num momento ao acaso os astros se alinhem e um milagre aconteça. Não, o Benfica precisa do complemento desta política, jogadores com traquejo que ajudem os miúdos a crescer em vez do oposto que é esperar que sejam os miúdos a puxar a mediocridade para cima, e que sejam os miúdos aqueles que não podem atravessar momentos menos bons durante a época (algo altamente improvável, pois é parte natural do seu crescimento)!

A diferença entre o Porto e o Benfica é a de uma equipa que sabe o quer, que tem o foco no único objetivo que interessa e que tudo fará para o alcançar, ao contrário de outra que continua refém dos fetiches do seu presidente, e que com erros atrás de erros vai ainda conseguindo miraculosamente enganar o seu eleitorado!

Até quando Benfiquistas? Até quando?


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O mercado quase a fechar e até agora...

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ONDE ESTÃO OS REFORÇOS?

O médico Frederico Varandas precisa de uma transfusão urgente

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Parecidos não? (Best movie ever!)

Sim, Frederico Varandas passou muito tempo com estes senhores...em silêncio
O presidente do Sporting resolveu insistir nas referências ao Sport Lisboa e Benfica e ao seu presidente no mais recente editorial do jornal do seu clube.

Entre muitas referências lida em A Bola destaco esta:

"O Sport Lisboa e Benfica, em resultado de um tipo de dirigismo que há muito devia ter sido erradicado do Futebol Português, carece de uma transformação, mas não de personificar em Paulo Gonçalves todos os males e toda a vergonha (…) Ainda na última semana, o seu presidente veio publicamente transmitir o que pretende de imediato para o "seu" futebol: condicionar, limitar, impedir e penalizar a liberdade de atuação de árbitros e de órgãos independentes como o Conselho de Arbitragem deve ser."

Os erros e os vícios de Vieira e da sua direcção são conhecidos e cabe aos benfiquistas resolvermos esses temas no futuro, próximo ou não.

O que tenho muita dificuldade é que um presidente supostamente reformador e unificador...só tenha como prioridade produzir um discurso igual ao do seu antecessor: anti-Benfica.

Frederico Varandas poderia produzir as mesmas declarações se, em primeiro lugar, se tivesse referido quem já apodrece o nosso futebol desde os anos 80 do século passado.

Na verdade, seria o lógico pois nunca o FC Porto venceu ou lucrou lutando com SL Benfica e Sporting CP ao mesmo tempo. Precisou sempre de uma muleta em Lisboa.

É essa clarividência que, para já, falta ao presidente do Sporting. Perceber que o grande beneficiado com o ocaso do Sporting nos últimos 40 anos foi o FC Porto e não o SL Benfica que, com mais ou menos dificuldade, tem continuado a ser campeão.

Poderemos daqui a uns tempos concluir algumas coisas sobre os últimos anos do futebol português.

Por exemplo, quem esteve por detrás da substituição de Vitor Pereira por Fontelas Gomes. 

Por exemplo, quem esteve por detrás da queda súbita de Hermínio Loureiro na Liga de Clubes, dinamitando as consequências do revelado pelo Apito Dourado.

Também iremos perceber porque os dirigentes do 3 grandes protegem Fernando Gomes ou Tiago Craveiro, nunca pedindo responsabilidades aos 2 dirigentes que conduzem o nosso futebol.

Ou porque ninguém, com tantas críticas aos árbitros e ao VAR, parece interessado no afastamento de Fontelas Gomes.

Eu diria que o presidente do clube em que um plantel inteiro foi agredido barbaramente em Maio tem mais coisas com que se preocupar.

Um clube que tem as finanças prisioneiras de um simples espirro tem muito mais com que se preocupar.

Um clube que ignora quem é que os tem canibalizado nos últimos 30 anos é um clube estúpido.


Eu diria que um presidente que se diz não condicionado por ninguém teria toda a preocupação em relembrar o legado de João Rocha e marcar uma nova posição face aos últimos 20 anos, pelo menos.

Xô Tor Frederico Varandas: se quer ser um presidente à moda do Roquette, então está claramente a precisar de uma transfusão de sportinguismo pois neste momento só lhe corre o anti-Benfica nas veias...e isso vai fazer o mesmo que fez aos seus antecessores: matá-lo.

E essa experiência de vender os bilhetes para Alvalade exclusivamente online?

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Já ouviram falar em testes antes de colocarem em prática uma solução destas e para um jogo destes?

Que amadorismo...!

E que falta de respeito pelos sócios!

ATUALIZAÇÃO:

Finalmente lá funcionou! Custava muito terem antecipado que são milhares de sócios a entrarem ao mesmo tempo, Benfica?!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Curtas: Lage, Jonas, banco do FC Porto, Sérgio Conceição e Paulo Gama(ou Paulinho)

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Bruno Lage: é evidente a empatia que Bruno Lage está a criar com os adeptos do SL Benfica bem como com o próprio plantel.

A atitude em campo em nada tem a ver com o período Rui Vitória. Também algumas mexidas que fez na equipa foram bastante positivas.

No entanto, desconfio sempre destes "entusiasmos" vindos de jogos menores como o de ontem. Mal de nós se não ganhassemos a uma equipa tão fraca e sem alguns dos seus melhores jogadores.

Por isso, há que ter e dar a tranquilidade à equipa necessária para poderem executar o seu trabalho da melhor forma. Não podemos esquecer que os próximos jogos são vitais para as nossas aspirações esta temporada.

Rapidamente deste "céu" podemos passar ao "inferno" caso as coisas corram menos bem nos jogos com o Sporting ou na Liga Europa por exemplo.

Bruno Lage tem mostrado estar focado em meter a equipa a funcionar e portanto, mesmo discordando com uma ou outra opção, continua a usufruir do benefício de lhe ter caído nas mãos sem ele ter qualquer escolha no modo ou no tempo.

Jonas: como já escrevi várias vezes, ontem inclusive, a questão de renovação do contrato de Jonas arranjou um problema enorme ao invés de resolver.

Quem está no balneário lembra bem o lobby da picanha e a sua influência nefasta no trabalho de Rui Vitória, juntamente com a sua própria falta de qualidade como treinador de futebol.

Daí que a questão levantada ontem e que Bruno Lage não apreciou vai surgir mais vezes. Acho que Bruno Lage esteve mal na forma como reagiu e acabou por justificar a importância da questão em vez de dar uma resposta breve e despreocupada.

Jonas não tinha condições para fazer uma época ao nível que habituou os adeptos e muito menos ao nível da renovação de contrato milionária que lhe fizeram.

Quem está no balneário sabe bem as expressões utilizadas num passado bem recente referindo-se ao trabalho dos colegas enquanto estava lesionado.

Jonas é um problema que provavelmente só se resolverá com a mesma solução de Luisão. Arrancar(do balneário) pela raiz.


Banco do FC Porto: tem sido (mais) um sinal de total impunidade o que se passa jogo após jogo no banco do FC Porto. Qualquer lance mais "rasgadinho", qualquer situação mais polémica, todos se levantam pressionando todos os agentes desportivos presentes.

Árbitro, fiscais de linha, 4º árbitro...todos são pressionados. Parece que todos no banco têm a missão de pressionar a pessoa X.

Não se compreende como não há mais expulsões, tirando a ocasional expulsão, para inglês ver, de Luis Gonçalves.

Não se compreende como não há suspensões por reincidência e multas pesadas. Olhamos para o que se passa em Inglaterra e percebemos a palhaçada de disciplina que há em Portugal.

Muito do "colinho" do FC Porto esta temporada passa também por isto. Não deixar passar em claro é uma das formas de pressionar os árbitros de campo a agir com a mesma bitola que utilizam para os outros.

Sérgio Conceição: um dos seres mais cínicos que está no futebol português. Infelizmente para ele a natureza de cada um revela-se nos momentos mais críticos.

Por isso é que continuarei a defender que com o FC Porto de Pinto da Costa ou de qualquer das suas "criações" não devemos esperar nada de bom mas sim sempre a mesma batota e os mesmos esquemas.

Não há qualquer boa intenção ou honestidade na postura do clube que destruiu o ambiente de fair play no futebol português.

Pinto da Costa e Pedroto são os pais do ambiente de ódio. Sérgio Conceição é um dos "filhos" desse ódio.


Paulo Gama (ou Paulinho): tive o privilégio de conhecer o Paulo Gama no princípio dos anos 90. Digo privilégio porque não é comum conhecer alguém que seja tão fanático de um clube como ele é do Sporting mas ao mesmo tempo detentor de um fair play gigante. Algo cada vez mais invulgar no futebol.

Eramos vários jovens que, nos cruzando com ele vestido sempre com as cores do Sporting, puxavamos a picardia Benfica/Sporting. Ele, percebendo que não passava de uma picardia sem má intenção, brincava e respondia enquanto equilibrava a bola atrás do seu pescoço. Mesmo com limitações físicas dava mais toques na bola que muitos totalmente aptos. :)

Na realidade, o Paulinho nunca foi um privilegiado pela vida durante muito tempo. Quem conhece a sua história sabe bem disso. Mas teve a sorte merecida de o clube a quem dedicou a vida ter retribuido a sua entrega, profissionalismo e postura.

Numa época em que muitos escolhem o ódio aos rivais como caminho preferencial, felizmente temos muitos para quem a rivalidade é para resolver de forma justa dentro das 4 linhas.

Por isso ver que ele celebra meio século de vida feliz e realizado com o que a vida lhe deu é sempre uma boa notícia para todos os que querem um futebol português sadio e em que "rivais" podem conviver sem violência verbal.

Que mais se poderia exigir de Bruno Lage nesta altura?

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Bruno Lage tinha duas opções quando pegou na equipa: Ou apostava no 4-4-2 e sacrificava Krovinovic e Gedson, ou apostava no 4-3-3 e sacrificaria a melhor versão de João Félix e, como se está a verificar, o melhor Seferovic de sempre.

Convém recordar que o grande problema deste plantel é precisamente esse e já vem de trás: Rui Vitória quis apostar num 4-3-3 e formou o plantel nesse sentido, mas o plano foi “estragado” por Luís Filipe Vieira quando à última da hora manteve Jonas, o melhor jogador da equipa, mas que por sinal não é talhado para o 4-3-3.

E foi nesta indecisão que o Benfica viveu grande parte da época: Jonas ficou mas esteve muito tempo aleijado, o Benfica nunca definiu o seu sistema de jogo por completo, Ferreyra e Castillo perderam espaço até porque o Benfica acabou a trabalhar uma solução desenrascada de um 4-3-3 com Jonas ou Seferovic sozinho na frente, os quais, embora fossem marcando golos nunca deram à equipa a dinâmica que ela precisava.

Curiosamente o Benfica de Lage tem um problema parecido: Já não se chama Jonas até porque o novo menino bonito da equipa chama-se agora João Félix, mas percebe-se que para termos o melhor Félix temos de jogar em 4-4-2 e a equipa é formada em função dele.

Bom, só que Bruno Lage tem aqui um mérito enorme: Ao contrário de Rui Vitória pegou na equipa e assumiu o seu sistema de jogo... Não andou aqui com experiências e a jogar com jogadores fora do sítio ou em má forma só para manter alguns indiscutíveis satisfeitos.

Não, Lage assumiu o seu sistema de jogo, tirou da equipa quem tinha de tirar, assumiu claramente que o seu Joker se chamava João Félix, e não há razão para alguém achar que não está a tomar as decisões corretas. Gabriel tem sido uma carta consistente também, e até Grimaldo subiu o nível das suas exibições muitíssimo.

Isto apesar, das vítimas do sistema: Desde já Krovinovic, que para mim não cabe no 4-4-2, e aparentemente Gedson, este último a custar-me um bocadinho a aceitar porque acho que está ali um jogador com uma qualidade bem acima da média.

Falta saber ainda o que se vai fazer quando Jonas estiver disponível, falta também apenas confirmar que Zivkovic é uma carta cada vez mais fora do baralho, e já não falta prova nenhuma de que Sálvio é para ser vendido se alguém o quiser.

Ou seja, em pouco tempo, Lage tem filtrado o plantel à sua medida, tem assumido que tem ideias e que são os jogadores que têm de se adaptar a ele, e que é com elas que bem ou mal, irá até ao fim... E ou os jogadores fazem o que o treinador pede ou vão ter, como já se percebeu, vida difícil!

E para mim, convenhamos, que mais poderia eu pedir a Lage nesta altura? A um treinador à experiência, a um treinador que herdou um plantel com deficiências várias, a um treinador sem estatuto para pedir reforços, a um treinador que sabe que provavelmente até terá gente dentro do clube a desejar que as coisas lhe corram mal para justificar trazer de volta o treinador que se quer desde o início?

Nada meus amigos, não lhe posso exigir mais nada quando, com menos armas que qualquer outro treinador com estatuto que tivesse chegado nesta altura (porque aí os reforços já cá estariam), e com margem de erro tão curta, se predispõe desde logo a pegar o toiro pelos cornos e se assume aos olhos de todos, com a vantagem de o ver fazê-lo 100% comprometido em colocar os interesses do Benfica bem acima de qualquer nome.




terça-feira, 29 de janeiro de 2019

SL Benfica - Boavista FC: 11 inicial e acompanhamento do jogo

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Onze do SL Benfica: Odysseas; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Samaris, Gabriel, Pizzi e Rafa; João Félix e Seferovic.

Onze do Boavista: Helton; Edu Machado, Neris, Cardoso, Talocha; Idris, Tahar, Rafa, Matheus Indío; Mateus e Perdigão.

Banco do SL Benfica: Zlobin, Conti, Cervi, Zivkovic, Salvio, Ferreyra e Gedson

Banco do Boavista: Bracali, Raphael, Carraça, André Claro, Falcone, Samu e Gabriel.

Árbitro: Rui Costa, irmão de Paulo Costa do Conselho de Arbitragem.

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VENCER, VENCER, VENCER!!

Ir a Alvalade com tudo a ganhar!

SL Benfica - Boavista: convocados. Não temos problemas de dinheiro...? Então onde estão os reforços?

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Guarda-redes: Zlobin e Odysseas;

Defesas: Conti, Grimaldo, Rúben Dias, Jardel e André Almeida;

Médios: Gabriel, Cervi, Alfa Semedo, Zivkovic, Salvio, Pizzi, Samaris, Rafa, Florentino Luís e Gedson 

Avançados: Seferovic, Ferreyra e João Félix

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Vários pontos a assinalar:

- Entrada de Zlobin para o banco por lesão de Svilar

- Krovinovic fora por opção

- Castillo fora por opção

- Florentino nos convocados

O mais preocupante é que estamos a 2 dias do fecho de mercado e reforços para atacar o título...(e os 40 milhões que vale a entrada directa na Champions) ZERO.

Além disto, e infelizmente para as nossas ambições, a gestão errática de Vieira está aí a penalizar a equipa:

- Jonas: só esta temporada o brasileiro já passou 74 dias lesionado, perdendo assim 16 jogos(hoje será o 17º). Renovar e pagar o maior salário do plantel a um jogador que já se sabia que ía passar metade do tempo no estaleiro é penalizar a equipa.
Com o mesmo salário milionário que se paga a Jonas poderíamos ter contratado alguém mais novo e sem propensão a lesões. (Sem falar nos problemas no balneário...)

- Fejsa: os problemas físicos de Fejsa são conhecidos. Quando um jogador não pode sequer treinar todos os dias para poder estar apto...mas até hoje continuamos a não contratar um trinco de raiz para ser alternativa. Preferimos estar com invenções e adaptações.
Fejsa esta temporada já esteve lesionado 16 dias. Isto depois dos 48 dias lesionado na temporada passada ou dos 78 dias na anterior. É assim que se gere um clube de topo?

- Lema: o único jogo em que foi opção inicial foi contra o FC Porto na Luz. Fez uma boa exibição, não deu espaços ou chances. Vencemos o jogo. Com um Jardel insuficiente, um Ruben Dias que precisa de alguém bom ao lado para evoluir e um Conti com potencial mas muito verdinho...vamos todos acreditar que Lema não tinha lugar nesta equipa?

- Ferreyra: foi incinerado na fase inicial da temporada. Rasgaram um jogador sem ele sequer ter tempo para se adaptar. Foi preferível deixar Rui Vitória e a turma da picanha deixarem este plantel de rastos com guerras para agora tentarem fazer alguma coisa do rapaz. Mas fica a pergunta: a dificuldade de Ferreyra em render é só da táctica? Ou há algum problema físico desconhecido dos adeptos em geral...? Se sim, quando é que foi detectado? Antes ou depois da contratação do argentino?

Depois de uma temporada passada miserável, a prioridade de Vieira foi renovar com Jonas, Luisão, Salvio e Pizzi.

Jonas já falamos, Luisão já na temporada passada não tinha condições para jogar, Salvio tem boa imprensa(talvez pelas fotos da mulher) mas é o terceiro mais bem pago do plantel e quando joga é olhos no chão, correr para a frente e...perder a bola. O último, Pizzi, é relativamente bom em jogos com os "mija na escada" mas uma inutilidade nos restantes. Outro dos mais bem pagos...mas qualidade superior zero.

É preocupante ver Krovinovic de fora(depois do que mostrou antes da lesão) ou ver Zivkovic empurrado para o banco quando era claramente o jogador com mais qualidade em campo.

É preocupante ver que André Almeida ou Grimaldo serão as nossas melhores opções para as laterais ou que, estando Lema proibido de jogar, temos de acreditar que Jardel é um grande central(e capitão).

É preocupante ver que a administração da SAD acha que Seferovic tem qualidade para ser o nosso titular em vez de uma opção secundária.

Ver que em menos de um mês chegam 6 ou 7 jogadores para o Seixal mas ninguém para a equipa principal.

ONDE ESTÃO OS REFORÇOS?

Depois digam que o termo SABOTAGEM é exagerado... 


Record tenta usar Florentino para atacar Benfica! (VERGONHA!)

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Além dos dirigentes corruptos e que se aproveitam dos adeptos, a imprensa portuguesa é - talvez - a gente mais estupida do futebol português. Estes atrasados mentais ainda não perceberam que a sua missão diária de tentar atacar os clubes e gerar polémicas, destroi o valor do futebol nacional.

Já muitos foram despedidos, outros andam perto disso. Os jornais e outros meios estão cada vez mais pobres mas esta gente continua a deriva avençada de destruir o futebol português.

Hoje o ataque é a Krovinovic. Quer o Record convencer os adeptos do SLBenfica que, como ainda não teve oportunidade de regressar depois da lesão... Krovi (um dos médios mais criativos do SLBenfica) não conta para Bruno Lage.

Já o tentaram com Gedson, que hoje aparece nos jornais como alvo do PSG, agora com Krovinovic... e aposto que o próximo será Zivkovic.

A ideia é criar desestabilização interna e tentativas de "ataques internos dentro do balneário.

SÃO UMA MERDA DE GENTE ESTES AVENÇADOS!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Chupar limões

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Crónica de Nuno Amado, do blogue Entre Dez, publicada a 26\01\2019 no jornal Record:

"O treinador português, diz-se por aí à boca cheia, é dos melhores do mundo. 

A afirmação, já de si bizarra ao relacionar a competência de alguém para ser bem sucedido em determinada área com a contingência de ter nascido em determinado território, é de um chauvinismo impressionante. De tão acostumados que estamos a ouvir falar elogiosamente dos portugueses sempre que algum compatriota se notabiliza no estrangeiro a descascar uma noz, nem prestamos a devida atenção a este tipo de coisas. 

A verdade, porém, é que se tornou normal falar do treinador português como se fosse muito especial. E o que o torna especial, de acordo com os chauvinistas dos nossos tempos, é a sua competência estratégica. Por quaisquer razões insondáveis, só ao treinador português foi concedido o dom de saber preparar estrategicamente uma partida de futebol. Um treinador que tenha tido o azar astral de ter nascido em Badajoz pode pois queixar-se de má sorte; nunca na vida conseguirá perceber que pode ferir um adversário que se desequilibra quando ataca defendendo em bloco baixo e atacando em transição. 

O treinador estrangeiro é, para todos aqueles a quem a afirmação inicial comove e arrepia, pouco mais que um idiota. Se, em vez de treinador de futebol, tivesse sido pugilista, não saberia que uma boa altura para atacar é quando o adversário baixa a guarda. E, se tivesse sido calceteiro, não saberia que com uma pedra da calçada numa mão e um martelo na outra está pronto a calcetar. Sejamos frontais: o melhor que o treinador estrangeiro consegue fazer é babar-se.

O parágrafo anterior é injusto tanto para o treinador português como para o treinador estrangeiro. Assim como o último não tem culpa de ter nascido tantã, o primeiro não tem culpa de ser tão amado pelos deuses. 

Alguma coisa deve haver, contudo, que assim o faça tão apetecido, até porque além dos deuses há toda uma classe de comentadores, analistas e palermas em geral que lhe procura as partes com a língua de fora e os joelhos esfolados. Do Jorge da Cândida ao Hernâni dos números, o deboche é generalizado. Uma substituição banal de um extremo por outro, cujo fito seja apenas refrescar o corredor, não é menos decisiva para esta gente do que a descoberta da penicilina. 

O treinador português não faz nada ao acaso; todas as suas acções fazem parte de um grande plano que levou meses a elaborar e tornam visível a sua sabedoria estratégica. Mesmo que tenham ideias de jogo completamente diferentes, todos os treinadores portugueses são magníficos estrategas. Na verdade, pouco interessa que tenham ideias bem definidas acerca do que é jogar futebol; o importante é que tenham ideias estratégicas para cada jogo. 

Em Inglaterra, as melhores equipas da actualidade têm todas uma ideia de jogo clara. No Manchester City de Guardiola, no Liverpool de Klopp, no Tottenham de Pochettino e no Chelsea de Sarri, o futebol é de autor: em todas estas equipas é possível fazer coincidir o modo de jogar com as ideias, as convicções e a personalidade do seu treinador. Há malucos que defendem que é precisamente por isso que são as melhores equipas da actualidade em Inglaterra. Para aqueles a quem nada desvaira como o aroma suave de uma virilha lusitana e o creme viscoso que nela se aloja, não há nada melhor, no entanto, do que um treinador que adapte semanalmente a sua equipa dando atenção exclusiva ao adversário particular que tiver intenção de derrotar. 

Só de pensar nisso, o quanto não se lamberão os grandes construtores de equipas campeãs, o Bonacheirão das Dialéticas, o Kaká de Gondomar, o Lunetas... E, quando um treinador assim não consegue ter sucesso contra equipas de valia idêntica, como foi o caso de José Mourinho nos últimos anos em Inglaterra, logo todos eles saem à rua, agitando com subserviência o ramo de palmeira para refrescar as faces ao amo rubicundo, a dizer que os rivais tinham melhores orçamentos, que o dono do clube não lhe deu o que pretendia ou que o plantel era fraco e os jogadores indisciplinados. Da qualidade do futebol apresentado não dizem nada, porque para isso precisavam de ter a boca desocupada.

Abel Ferreira diz que não gosta de falar de arbitragens, mas perdeu um jogo e logo subiu ao altar da sua moralidadezinha para gritar contra tudo e contra todos. Os seus olhos faiscavam, e proporcionou um espectáculo memorável. Savonarola não faria melhor. E, tal como o iracundo pregador florentino, também Abel apela a uma reforma. 

A acusação é tão original que não me parece que estivéssemos preparados para ela. É a seguinte: o que vai mal, segundo o treinador do Braga, é a arbitragem. A arbitragem não é séria, o futebol não é credível e as pessoas mais tarde ou mais cedo fartar-se-ão de ir aos estádios. O raciocínio não é mau, se acharmos que ir ao futebol é como ir ao casino. 

Mas as pessoas, quando vão ao futebol, não vão apenas ver se calhou vermelho ou preto. Para isso, apareciam apenas no período de descontos, para festejar a vitória ou para chorar a derrota, ou ficavam os 90 minutos especados a olhar para o placard electrónico do estádio. 
A afirmação seguinte é capaz de ser uma surpresa para muita gente, mas durante os 90 minutos as pessoas querem ver futebol. 

E sobre o futebol que a sua equipa pratica, que pouco ou nada fica a dever à banalíssima generalidade das outras equipas em Portugal, Abel não diz muita coisa. Confessa-se orgulhoso, pelo que considerará que o Braga joga bem. É pena que não jogue. Aquilo que o Braga faz em campo é tão original como as desculpas de que o treinador dos minhotos se serve para justificar o fracasso. 

Sérgio Conceição tem uma personalidade vincada e um estilo contundente, consegue passar a mensagem aos seus atletas e comprometê-los com a missão colectiva, e é sistematicamente frontal. Mas também acha que quem quiser ver um espectáculo fará melhor em ir ao teatro. E também acredita que, quando o adversário preenche o espaço central, a sua equipa deve circular por fora. A primeira ideia sugeriu-a há uns meses; a segunda proferiu-a há poucos dias, mais ou menos por estas palavras. É um pensamento estratégico típico, mas é também um sintoma de cobardia táctica e de preguiça mental. Achar que muitos jogadores adversários no centro do terreno obrigam a equipa em posse a circular por fora do bloco defensivo adversário é como achar que o caminho marítimo para a Índia é demasiado perigoso e mais vale ir por terra. O futebol do Porto é pobre, e só em Portugal é que tanta pobreza poderia traduzir-se em títulos. 

Rui Vitória gostava muito de falar de honradez, só se exaltava quando lhe punham em causa os valores de pai de família, e não se sentia desconfortável com a fraquíssima qualidade colectiva da equipa que orientava. Falava jogo a jogo, e geralmente quando ganhava era porque tinha estudado bem o adversário e porque os jogadores tinham executado na perfeição a estratégia montada pela equipa técnica para aquele jogo em particular. Foram três anos e meio de agonia prolongada, e só as conquistas fortuitas e as vergonhas históricas ficarão para a posteridade. 

De José Peseiro talvez baste dizer que achava que Acuña podia ser médio-centro. São estes, ou foram estes, num passado recente, os treinadores portugueses das principais equipas portuguesas. O que lhes é comum é a obsessão com o próximo jogo e a crença de que o treinador pode interferir em tudo o que se passa dentro das quatro linhas. 

Todos eles estão convencidos de que os jogadores são marionetas, e de que o treinador é um marionetista de muitas mãos puxando de longe os cordelinhos com habilidade suprema; todos eles estão convencidos de que aquilo que as equipas fazem em campo é pôr em prática as intenções do seu treinador, e de que uma equipa está mais perto do sucesso quanto mais próximos dos comportamentos imaginados pelo treinador no banco forem os comportamentos dos jogadores no terreno de jogo; e todos eles estão convencidos de que um treinador é sobretudo um estratega a quem não compete senão enganar o estratega adversário. 

De Bruno Lage talvez ainda seja cedo para falar, mas quer o discurso quer o que tem apresentado em campo parecem indiciar mais do mesmo.

Em termos gerais, o treinador português é medíocre. Mas não o é por comparação com o treinador estrangeiro. Guardiola é espanhol, Klopp é alemão, Pochettino é argentino, Sarri é italiano. Não é uma questão de nacionalidade. Há bons treinadores, há treinadores razoáveis e há maus treinadores. E, regra geral, os bons são uma minoria. Em Portugal não é diferente. Estrategas todos são, qualquer que seja a nacionalidade e desde o mais fraco ao mais forte. É aliás fácil sê-lo. 

Qual é o treinador que, sabendo por exemplo que o lateral esquerdo adversário é lento, não pense que pode explorar essa fragilidade colocando aí o seu extremo mais rápido? Há decerto chimpanzés capazes de chegar a essa conclusão. Mas que impacto é que essa estratégia terá se a equipa não souber fazer lá chegar a bola em condições? E que consequências terá essa estratégia no resto da arrumação da equipa? O que distingue os bons treinadores dos outros não são as ideias estratégicas, que mudam semanalmente, consoante o adversário que tiverem pela frente; são as ideias próprias, que não mudam como um cata-vento nem se arrumam na gaveta quando as dificuldades aumentam, e é também a forma como essas ideias são operacionalizadas e se reflectem em campo semana após semana, nos comportamentos regulares dos jogadores.

O treinador português em geral é muitíssimo admirado, por exemplo, naqueles lugares infectos onde até a mais solicitada das meretrizes pode contrair doenças que não tinha, e onde actualmente o cérebro só predomina sobre o físico na porta de entrada. O que, aliás, não é de admirar: há doenças venéreas que degeneram em meningites. 

Até meados do século XVIII, os marinheiros que ficavam muito tempo no mar geralmente adoeciam: começavam por sangrar das gengivas, depois caíam-lhes os dentes, apareciam chagas, febre, icterícia e perdiam o controlo dos membros. O escorbuto vitimava muita gente porque a dieta a bordo de um navio era pobre em vitamina C. A causa da doença foi descoberta quando, em 1747, um cirurgião escocês chamado James Lind decidiu dividir em vários grupos os marinheiros afectados pela doença a bordo do HMS Salisbury, e instruiu um dos grupos para ingerir citrinos. A consequência notável da descoberta de James Lind, que surpreendentemente não era português, é que para evitar o escorbuto basta chupar limões. A receita é ainda hoje seguida por inúmeros portugueses, que se automedicam chupando todos os limões que puderem. 

Como mais vale prevenir do que remediar, quase todos os que em Portugal se dedicam ao comentário futebolístico procuram tratar preventivamente o "mal de Angola" (era assim que os marinheiros portugueses nos séculos XV e XVI chamavam ao escorbuto) chupando muitos limões. 

E é por haver tanta gente a chupar limões, e não por qualquer razão intrínseca, que o treinador português hoje em dia goza de tão boa reputação na opinião pública. Sempre que o leitor ouvir entoar loas a um treinador português, ou ler num jornal, num blogue ou numa rede social qualquer um comentário lisonjeiro, desconfie. É bem possível que o único motivo para tal seja a nacionalidade portuguesa do treinador e que o louvaminheiro de serviço não esteja senão a chupar deliciado um limãozinho. É que isto é gente que receia em demasia o mal da Angola. 

Já viu o leitor o que era se esta gente começasse um dia a sangrar das gengivas e não tivesse a ampará-la qualquer amiguinho? Mal por mal, mais vale encher a boca de aftas a chupar limões."

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