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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Questões para Pedro Proença:

47 comentários

Caro Pedro Proença, Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional:

As regras aplicadas ao Vitória de Setúbal vão ser também cumpridas na Primeira Liga Portuguesa?

Se sim, quando essas decisões serão tomadas?

Se não, não fica Pedro Proença sem condições para continuar como Presidente da LPFP, e sem condições morais para ser candidato à Presidência da FPF?

Afinal, os regulamentos são para cumprir ou são para aplicar apenas aos clubes fora do eixo de influência das Associações de Futebol do Porto e Braga?

Pedro Proença tem insistido no tema da Centralização dos Direitos Televisivos como a grande solução para o Futebol Português.

Sabendo que o valor real dos Direitos Televisivos do nosso futebol não corresponde ao que tem sido anunciado pelo próprio Pedro Proença (bem inferior a 300M), e sabendo que o SL Benfica é de longe o “produto” mais valioso do nosso futebol, não lhe parece que a Centralização como a anunciou não tem condições para avançar?

Não lhe parece óbvio que retirar ao SL Benfica (mais) e ao Sporting (menos) para dar ao FC Porto, SC Braga e outros clubes de menor dimensão será apenas retirar capacidade de investimento aos clubes que mais audiências originam, e em consequência, amputar em parte a capacidade de lutar numa Europa do futebol cada vez mais competitiva?

Mais ainda: que sentido faz avançar com uma Centralização sem antes reformular os quadros competitivos dos nossos campeonatos?

Que Centralização e que futebol sobrevivem sem serem rentáveis por si só, antes de receitas extraordinárias?

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Exclusivo: Autoridade Antidopagem de Portugal e Polícia Judiciária unidos contra a batota?

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Consta que a ADOP prepara uma operação especial para as últimas 5 jornadas do Campeonato Nacional de Futebol.

Em causa estarão várias acções surpresa que visam garantir a integridade da competição quando tudo se estará a decidir.

Pelo que sabemos, estas acções vão concentrar-se nos jogos que decidem os 3 primeiros lugares da classificação bem como as subidas e descidas à divisão principal do nosso futebol.

O Sporting também será envolvido nestes controlos surpresa só para não se sentirem excluídos...

O controlo antidoping irá abranger todos os jogadores convocados para os jogos, quer sejam ou não utilizados.

Esta é uma boa notícia para todos os que pretendemos que os jogos sejam resolvidos de forma leal e sem aditivos.

O facto de todos os jogadores convocados serem controlados permitirá evitar que algum jogador “aditivado” pudesse ser uma espécie de joker e não ser controlado porque não tinha sido titular ou jogado menos de 20 minutos.

Penso que todos os que lutamos para fazer do futebol português um lugar melhor só podemos saudar o que vai acontecer.

Ao mesmo tempo, consta que no seguimento de declarações de Paulo Futre à CNN Portugal sobre “malas” e “dinheiros” como incentivo para ganhar jogos, a Polícia Judiciária está também atenta à movimentos anormais de dinheiro para as equipas o que jogarão com o SL Benfica ou o FC Porto.

Quer jogadores quer pessoas próximas poderão ser alvo de investigação mais profunda sobre a origem de valores não especificados e justificados.

A Autoridade Tributária certamente prestará apoio neste campo.

Era uma questão de tempo até estas autoridades perceberem que não chega agir em modo reacção.

É preciso agir preventivamente e fazer todos perceberem que o mundo mudou.

Faltará apenas mudar quem está na FPF.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Escândalo: CM Porto e Rui Moreira beneficiam Liga de Clubes

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Escândalo na CM Porto:

Rui Moreira dá isenção do pagamento das licenças urbanísticas à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), no valor de 1 037 073,24 € na última reunião de câmara. Ou seja, financia a LPFP em 1 milhão. 

Pedro Proença continua ao serviço do FCP e do seu futuro presidente.

Fora o conflito de interesses por Rui Moreira fazer parte dos órgãos sociais do FC Porto!

segunda-feira, 16 de maio de 2022

O real impacto do título do FC Porto

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Qual foi? 

Na verdade, teve mais impacto a subida do Casa Pia no mundo do futebol e dos seus adeptos que o título miserável dos andrades.

Não foi por acaso que precisaram de festejar num sítio atravancado como o redor do estádio do Dragay, ou mesmo a Avenida dos Aliados, que precisaram de autocarros pagos por "alguém" para trazer gente para compor aquilo.

Na verdade, o país dos adeptos do futebol despreza o nosso campeonato e a forma como o FC Porto consegue sucessivamente os seus títulos.

O país dos adeptos do futebol prefere afastar-se do que já foi o desporto rei e virar os seus interesses para outras actividades.

Sim, ao contrário do que acontecia no passado, hoje todos temos "milhentas" actividades alternativas para ocupar o tempo. Por isso a militância quanto aos clubes já não é o que foi no passado.

É isso que os carneiros não entendem, e o que os dirigentes vendidos da FPF e da LPFP não querem saber.

O futebol nacional só terá futuro se puxar os adeptos nacionais.

Ninguém quer comprar direitos televisivos lá fora de jogos previsíveis e sem público.

Muito menos ninguém quererá gastar dinheiro num campeonato manipulado e recheado de clubes da AF Porto e AF Braga.

Portanto, ou a FPF muda de dirigentes ou o nosso futebol não tem futuro.

Ou a FPF cessa de proteger o segundo maior clube da cidade do Porto, a seguir ao SL Benfica, ou teremos um campeonato nacional destinado à bancarrota.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Carta aberta aos adeptos do futebol (e não da impunidade), por Rui Gomes da Silva

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Uma bala perdida no relvado, elementos estranhos ao jogo a saltar para o relvado, indivíduos de colete azul a funcionarem como “armas sem dono” e um ambiente intimidatório que traz à memória os anos 80 e 90 do século XX, a quem tendo, idade, tem também memória e disponibilidade para isso.

Mas já não estamos em 1986, em 1991 ou sequer em 2010. Sim, 2010 quando fomos recebidos no mesmo estádio com bolas de golfe e animais de capoeira.

Na altura, a Comissão Disciplinar multou o FC Porto em 2500 euros porque o guarda redes do SL Benfica não tinha sido vítima de “lesão de especial gravidade” e a bola de golfe não chegou a ser considerado meio susceptível de provocar graves danos.

Aqui reside o principal problema do futebol português: a impunidade de que goza o FC Porto.

Não sei se é devido ao facto de desde o fim dos anos 80 quem mandou e manda na Federação Portuguesa de Futebol ou ser adepto ferrenho do FC Porto ou ser subserviente em relação a esse clube.

Subserviência essa traduzida na benevolência com que a AF Porto, desde então, é tratada pelas restantes Associações de Futebol do país quanto à indicação de nomes para os principais órgãos da FPF.

O que sei sim é que o problema não está na entidade Liga de Clubes nem no seu Presidente, que tem tanto poder para mudar as regras macias que protegem a impunidade como a Rainha de Inglaterra.

Reside no Orgão que tutela o nosso futebol, a Federação Portuguesa de Futebol, e nos dirigentes dos Clubes que compõem a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Enquanto Vice-Presidente do SL Benfica, bati-me contra esse poder e contra os poderes que sustentavam o sistema de ódio que corrói o nosso futebol, quase sempre sozinho.

Enquanto Administrador da SAD do SL Benfica entre 2009 e 2012, bati-me contra a normalização das relações com o FC Porto que alguns (que por lá ainda andam) dentro da SAD procuravam fazer, em nome da “indústria” do futebol.

Enquanto Candidato à Presidência do SL Benfica, bati-me contra esses poderes, mesmo sabendo que estavam de forma implícita a torcer (ou até a fazer mais que isso) para que na cadeira da Presidência do SL Benfica não se sente, nunca, ninguém que honre a memória de Presidentes históricos que lutaram contra esse sistema!

Fico satisfeito que o Sporting, ao fim de tantos anos finalmente pareça entender que o único inimigo que vale a pena combater é o inimigo da verdade desportiva, do fair-play e da festa do futebol.

Sabemos quem trouxe o ódio ao futebol português. Sabemos que até Mário Wilson, um homem bom, honrado e de princípios e valores morais de elevadíssima estirpe, foi vítima de racismo por parte dessa raiz do ódio no nosso futebol.

Para quem não sabe, nasci no Porto.

Por isso dispenso lições sobre o Norte, sobre a minha cidade ou sobre como alguns poderes se relacionam com o segundo clube com mais adeptos na cidade a seguir ao SL Benfica.

O FC Porto não se confunde com a cidade do Porto e muito menos com o Norte de Portugal, região tão respeitável quanto qualquer outra e que não merece que a confundam com uma agremiação fomentadora de ódio.


É lamentável por isso ver a capa de um jornal de hoje em que se recolhem depoimentos que procuram dizer-nos que tudo o que temos visto no Dragão ou que vimos no antigo Estádio das Antas são conspirações ou julgamentos injustos. Ou que procuram confundir esse segundo clube da cidade do Porto com todos os portuenses.

Injusto, meus caros, é ver o SL Benfica gravemente prejudicado nos últimos 40 anos. Quantos títulos nacionais nos foram subtraídos com fruta e café? Demasiados.

Grave é entender que, como clube, não temos feito tudo o que podemos para terminar com este reinado de impunidade do FC Porto.

A impunidade e a batota não se “abraça”. Não se saúda. Combate-se.

É a obrigação do SL Benfica liderar de uma vez por todas um movimento de clubes que queira colocar termo a isto.

É a missão do Presidente do SL Benfica ser a voz dos milhões de adeptos que estão fartos de ver o mesmo clube levado ao colo pelas entidades que gerem o futebol português.

E é o dever de todos os clubes e seus Presidentes que queiram mesmo mudar para melhor o futebol português assumirem essa luta também como sua.

Não chega vir às salas de imprensa queixar-se da arbitragem ou queixar-se dos últimos 40 anos se essas queixas não forem sustentadas com acções concretas que decapitem os poderes podres do futebol português.

Os atuais Presidentes do Benfica e do Sporting têm que fazer muito mais que queixar-se. Têm que agir.

Por isso é inconcebível que qualquer acordo de Centralização de Direitos Televisivos tenha a concordância e assinatura do SL Benfica e Sporting CP enquanto o FC Porto gozar desta impunidade.

Aliás, é dever do SL Benfica bloquear qualquer acordo usando todos os meios disponíveis enquanto durar esta impunidade. Veremos durante quanto tempo o futebol português aguenta sem mais dinheiro, em especial o FC Porto.

É proibitivo apoiar para novo mandato na Federação Portuguesa de Futebol qualquer dirigente que não tenha feito nada para acabar com a impunidade do FC Porto ou de qualquer outro clube que ache estar acima das leis.

O SL Benfica merece mais e nosso futebol e os seus adeptos também merecem mais. Muito mais.

A principal mudança não depende dos outros. Depende de nós.

E de não sermos nós, ou os que temos entre nós e nos representam, a serem os maiores coniventes com tudo o que nos sobressalta, durante umas horas, para depois, aceitarmos como normal.

- Rui Gomes da Silva, sócio 1812 do Sport Lisboa e Benfica

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