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sábado, 13 de dezembro de 2014

Com Zidanes ou Pavones, desinvestir nunca será a solução

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O anúncio por parte de LFV da integração de 4/5 elementos da formação na equipa A no próximo ano é o tipo de declarações que não deviam acontecer, salvo numa única exceção: Se os alvos estiverem já identificados, pelo presidente sim mas, principalmente, pelo treinador, e se essa aposta for já uma certeza.

Se não estão, se Jorge Jesus não estiver com o Presidente neste reconhecimento que este faz às capacidades de alguns elementos das camadas jovens da Luz, são afirmações erradas e despropositadas, porque como todos bem sabemos, em Agosto há muito boa gente que vai cobrar essa promessa, e nessa altura também, se a promessa não for cumprida, as contas serão pedidas injustamente ao treinador (seja ele JJ ou outro qualquer) e não a quem andou a vender sonhos de papelão.

Ao Presidente reconheço visão e total mérito nesta aposta do Seixal. Aquilo que não lhe reconheço é capacidade de avaliação dos “produtos” que saem da nossa “Universidade da bola”. Essa avaliação compete ao treinador fazer, e quanto menos poeira se levantar, melhor para todos.

Agora, numa visão nua e crua, e como disse anteriormente, não deixando de reconhecer o mérito e o acerto do Presidente nesta aposta do Seixal, para mim essa aposta não muda nada:

          1. Não devia garantir só por si elementos da formação na equipa A todos os anos;

          2. Não garante qualidade do “produto” final, como nenhuma Universidade do mundo o faz, apesar do possível brilhantismo dos processos;

          3. No Benfica continuarão a ter de jogar os melhores, sejam eles da formação do Benfica, do Penãrol ou da lua;

A única coisa que esta aposta cria é muito melhores condições para que os jovens do Benfica cheguem a uma idade de passagem para o futebol profissional melhor preparados do que os jovens do passado. Apenas isso. Terão obrigação de serem melhores jogadores, mais capazes, mais habilitados a discutirem um lugar ao sol com os melhores. E isto tem de ser positivo, obviamente.

O meu receio no entanto é que esta aposta que nos é vendida como uma Fábrica de Sonhos, seja na verdade o retrocesso do Benfica em termos de qualidade, e o abandono de uma política de recrutamento e venda de jogadores dos últimos 5/6 anos, que tem sido acertada no plano desportivo, mas também, acertadíssima no plano financeiro.

O meu receio é que esta aposta Benfica Made in Seixal sirva para diminuir em vez de acrescentar. Acrescentar será somar elementos de grande qualidade do Seixal a um plantel já com a qualidade dos Gaitans e dos WItsels. Diminuir será abdicar dos Gaitans e dos Witsels, para apostar nos Cancelos e nos Fontes.

Porque aquilo que alguns vão escrevendo, esta história do passivo monstruoso como razão para alteração da política desportiva, e do Seixal que virá então milagrosamente resolver este monstruoso problema financeiro, é algo que ultrapassa a minha compreensão.

O problema do passivo pode ter imensas explicações, mas nenhuma delas poderá ser a politica de aquisições/vendas do Benfica nos últimos 6 anos. Nunca o Benfica gastou tanto como agora em termos de aquisições, mas também nunca o Benfica vendeu tanto como hoje nem gerou tanto lucro no diferencial entre compras e vendas! Quem quiser ler mais sobre este assunto, sugiro um post meu de 2012 que demonstra exatamente isso: “Nunca se gastou tanto como com Jorge Jesus? Vamos aos factos.

Talvez aqui alguns entendam a importância de Jorge Jesus no Benfica. Obviamente importante no aspeto técnico e tático, mas se calhar mais importante ainda no aspeto financeiro, permitindo resultados positivos todos os anos que em muito têm suportado financeiramente todos os projetos em que o Benfica tem estado envolvido. Mais do que um treinador? Sem dúvida alguma!

Mesmo alguns dos elementos menos brilhantes das nossas aquisições pagaram-se a si próprios em empréstimos e cedências, como por exemplo Mitrovic e Fariña. Em resumo, não pode pois ser a politica de aquisições do Benfica a explicar o passivo. Pelo contrario, essa politica atenua o número. E em face disto, aquilo que eu não vou aceitar é se a politica dos Zidanes (à escala do Benfica) passar à politica dos Pavones, sem razão aparente, o que seria no meu entender um crasso erro estratégico.

Aquilo que pode explicar grande parte das dificuldades de sustentabilidade do futebol profissional do Benfica será sim a massa salarial do plantel, que no caso do ano passado por exemplo, foi brutal. Manter um Luisão 10 anos na Luz ou um Gaitan 5 anos custa obviamente muito dinheiro. Mas também como já vimos, este são os custos do sucesso, e os planteis que mais gastam em massa salarial são os que ganham quase sempre.

Obviamente, num plano financeiro, esta seria a altura certa para vender Enzo e Gaitan, com 28 anos e 26 respetivamente. Não vendendo agora, as possibilidades de venda mais tarde diminuem drasticamente. Esta seria a altura de realizar 60 milhões com essas vendas e investir 20 milhões em dois novos Enzos e Gaitans, e confiar na capacidade do treinador que temos para que esses 20 milhões possam render outros 60 num futuro próximo.

Esta é a única politica de sustentabilidade do Benfica, sem grande prejuízo da sua competitividade desportiva. A verdade é que por muito bons jogadores que tenhamos na formação, não tendo resultados desportivos e sem estarmos nas grandes montras do futebol europeu, o valor desses ativos diminui drasticamente. Desinvestir nunca pode ser a solução!

Será que a aposta no Seixal servirá para diminuir a massa salarial, tendo nós já visto que em matéria de compras/vendas, a politica seguida tem dado lucro? Espera-se portanto pagar menos ao Gonçalo Guedes e ao Cancelo do que ao Maxi e ao Rodrigo?

Se é esta a ideia, nada mais errado, pois também os portugueses, ao fim de um bom ano na Luz estarão a pedir para sair ou a exigir ao Benfica um ordenado equivalente àquilo que lhes oferecem lá fora. Também aqui pois, não vejo em como a alteração de filosofia alterará em muito o paradigma financeiro atual.

Ou há algo que me escapa no meio disto tudo, ou andará por aí muita boa gente a lamentar a breve prazo esta excitação toda pelo Benfica Made in Seixal que se anuncia. Inevitavelmente, se esta politica vem para substituir em vez de acrescentar (como parece ser), o resultado só poderá ser um Benfica muito mais fraco desportivamente, e um Benfica fraco desportivamente reduz em muito a sua capacidade de angariação de receitas, com prejuízo obviamente da sua saúde financeira.

Se vem para acrescentar, aqui sim, estou de acordo. Mas também aqui, voltamos ao velho paradigma que muitos não gostam de ouvir, de que no Benfica continuarão a ter de jogar os melhores... E será que num Benfica com os melhores, à semelhança de todos os grandes clubes de topo europeu, haverá alguma escola do mundo capaz de lançar todos os anos 5 Pavones na equipa principal?!



Rui Pedro Soares. Novamente.

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"Presidente da SAD do Belenenses confirma ligações empresariais a amigo de Sócrates. Carlos Santos Silva financiou em dois milhões compra de direitos da liga espanhola e é ainda sócio noutra empresa de Rui Pedro Soares.

Rui Pedro Soares confirmou ao Económico que a compra de direitos da Liga de Futebol espanhola, em 2011, foi financiada pelo empresário Carlos Santos Silva, que se encontra em prisão preventiva no âmbito da operação Marquês que investiga também o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.

Através de uma outra empresa de Santos Silva, as ligações a Rui Pedro Soares estendem-se a outros negócios do futebol que são liderados pelo ex-administrador da PT.

Rui Pedro Soares, que esteve envolvido nas alegadas escutas do caso "Face Oculta" e no caso TagusPark, confirma ainda que, além da Worldcom, empresa que comprou os direitos da liga espanhola e que tem como accionistas familiares seus e Santos Silva, também outra sua empresa, a Codecity Players Investment, que se decida à compra de passes de jovens promessas de futebol, tem como accionista a Walton Grupo Inversor, do empresário e amigo de Sócrates.

"Sim, o dinheiro [financiamento de dois milhões à Worldcom] é do Engº Carlos Santos Silva. Não tenho a mínima dúvida", avançou ao Económico Rui Pedro Soares, confirmando ainda que o empresário e amigo de José Sócrates era sócio da Worldcom, empresa que em 2011 adquiriu os direitos da Liga de futebol espanhola, a par do seu irmão Carlos Soares, da sua mulher e do advogado Albano Sarmento. O valor da compra destes direitos, diz Rui Pedro Soares, rondou os três milhões de euros.

Posteriormente, a empresa Worldcom foi vendida ao empresário Miguel Pais do Amaral por seis milhões de euros, onde "foi pago um sinal de cerca de meio milhão de euros". Segundo o próprio Rui Pedro Soares, apesar de Pais do Amaral ter desistido do negócio, já em 2012, este sinal não foi devolvido, pois tal não estava previsto no contrato de venda da Worldcom.

O actual presidente da SAD do Belenenses, empresário e também próximo de Sócrates, tem ainda outra empresa, a Codecity Sports Management, que comprou aquele clube de futebol.

O Diário de Notícias publica hoje que o Ministério Público suspeita que Carlos Santos Silva tenha usado dinheiro de José Sócrates para investir no negócio de direitos televisivos da liga espanhola. De acordo com este jornal, tudo aconteceu entre 2011 e 2012, um ano depois de Carlos Santos Silva ter transferido 23 milhões de euros da Suíça para Portugal ao abrigo do Regime Especial de Regularização Tributária (RERT). Dinheiro que os investigadores acreditam pertencer a José Sócrates.

Através da Walton Grupo Inversor, Carlos Santos Silva entrou no capital da Worldcom, em 2011, tendo o empresário efectuado posteriormente um financiamento a esta última empresa de dois milhões de euros para compra dos direitos de transmissão da Liga espanhola. Segundo o Diário de Notícias, já depois da Worldcom ter sido vendida a Pais do Amaral, terá sido depositado mais um milhão de euros noutra conta do BES e que, de acordo com a investigação, terá sido utilizada para financiar as despesas de Sócrates."
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Espero que Rui Pedro Soares não tenha financiado todos os direitos de transmissão em que interveio da mesma maneira.  

"Rui Pedro Soares, ex-administrador da Portugal Telecom (PT) e que actualmente lidera o grupo de investidores que tomou conta do Belenenses, terá sido um actor central na negociação entre o Benfica e a Premier League para garantir os direitos da competição, sabe o PÚBLICO. Algo que, de resto, terá estado na base da sua saída definitiva da PT, consumada no mês passado.
- Público, 01/03/2013.
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Dizia Octávio Ribeiro em 2013 sobre a eventual candidatura de Rui Pedro Soares à Liga de Clubes:

"Se Rui Pedro Soares, atual homem-forte do Belenenses, antigo menino de ouro de José Sócrates na PT, fosse eleito presidente da Liga de Clubes, teríamos todas as condições para se desencadear uma tempestade perfeita. 

Na mesma pessoa cruzam-se fortes laços ao "Apito Dourado" e à "Face Oculta", dois processos que deixam corado de vergonha qualquer sentido de justiça que ainda exista em Portugal.

Se a Liga de Clubes não está de boa saúde com um desmedido presidente, sempre em luta contra moinhos de vento ou televisões por cabo, pior ainda ficaria com um regresso à ética do major Valentim Loureiro, mas servida por muito menos habilidade e nenhum sentido de medida.

De autor desconhecido, aqui fica uma imagem bem apropriada para o que escrevo: "Se por acaso vir um cágado em cima de uma árvore, não pense que foi ele que subiu - alguém o lá pôs". 
Rui Pedro Soares é um destes cágados que chega do nada e, sem qualquer currículo relevante, aparece no cimo das árvores pela mão de alguém. Assim foi durante o pesadelo do socratismo. Assim parece voltar a ser neste mundo do futebol indígena que sempre parece negar um futuro melhor.

Rui Pedro Soares sempre foi próximo de Joaquim Oliveira. Quem visse a sua postura face à figura de Joaquim Oliveira, facilmente o passaria por um seu empregado devoto.

Se Rui Pedro Soares chegasse a presidente da Liga, seria o longo braço de Oliveira regressado ao centro das decisões do futebol profissional. Fortaleceria o poder de Oliveira contra o Benfica ou contra qualquer clube que se pretenda libertar do atual abraço de jiboia que estrangula as finanças dos clubes por via de uma péssima redistribuição das receitas televisivas.

Rui Pedro Soares não é um homem de projetos ou convicções. O menino de ouro de Sócrates limita-se a ter ambições. E a escolher a mão certa para chegar ao cimo da árvore. De qualquer árvore. Das patacas.

Que nos líderes dos clubes, mesmo os mais próximos do FC Porto, ainda haja uma ponta de bom senso e que os homens de bem, que os há no futebol, encontrem uma solução que não empurre a Liga para uma terrífica era de "Apito Oculto". - Record através de Planeta Benfica.
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Portanto, qualquer ligação ou acordo que envolva o Benfica e Rui Pedro Soares preocupa-me e muito.
Espero que o Benfica não seja envolvido no turbilhão Sócrates, mesmo que indirectamente. 

Em Defesa do Benfica.

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O blogue "Em Defesa do Benfica" na pessoa do ímpar e fantástico historiador e benfiquista Alberto Miguéns torna a prestar mais um serviço precioso ao benfiquismo e à veracidade das informações com que se vai escrevendo a história do clube.

Recomendo a leitura do post "Cosme Damião: Princípio e Fim".


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Domingo haverá Respeito ou Fantasia?

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O Benfica vai ganhar ao Dragão! Ponto final! Essa dúvida eu não tenho...
A dúvida que efectivamente eu tenho é onde o nosso Presidente vai assistir a essa vitória?

Em Maio de 2013, o Presidente do SLBenfica viu o jogo do SLBenfica no Dragão aqui:


Apesar de discordar do modo e da forma, é fácil entender que Luis Filipe Vieira não se quisesse misturar com gente que sempre caracterizou desta forma:

Porém, ninguém esconde que agora a realidade é outra e até já ouvimos o doce e leal Pinto da Costa a falar pelo SLBenfica e pelo Presidente do SLBenfica que, diga-se em abono da verdade, não comentou (nem desmentiu) ainda nunca nada relacionado com o FCPorto - ao contrário do seu homólogo e o "status quo" actual é que:

Dito isto, seria perfeitamente normal vermos Luis Filipe Vieira ao lado de Pinto da Costa, de forma respeitosa, a assistir à vitória do SLBenfica (repito: não tenho qualquer dúvida que vamos vencer de forma incontestável) no Estádio do Dragão.

Será, no mínimo, ridículo ver os dois Presidentes de costas voltadas em público quando, em privado, toda a imprensa (e o próprio Pinto da Costa) tem referido que se sentam à mesma mesa para se entenderem sobre temas do interesse de ambos, alegadamente.

Além disso seria a oportunidade de o Presidente assistir ao desalento do "amigo" Joaquim Oliveira perante os golos do SLBenfica:

Por fim, mas não menos importante, quando o Presidente se sentar ao lado de Pinto da Costa na tribuna - espero que não caiam os dois no ridículo de fingir que está tudo como sempre esteve - é bom que o Presidente do SLBenfica tenha em mente a estratégia de Pinto da Costa, desde sempre e que agora não é diferente:

É que todos já vimos estas uniões/negociações/cimeiras no passado e vimos os resultados posteriores:

Resumindo tudo:

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E de acordo com vários comentários dos últimos dias, a verdade desportiva defende-se não permitindo que um jogador emprestado pelo FC Porto ou pelo Sporting jogue contra eles, mas que depois o rapaz jogue contra nós e marque o único golo da partida!

Claro que se for ao contrário, a coisa já serve, na linha de pensamento dos mesmos comentários. 

Para este "tipo" de verdade desportiva, não contem comigo.

O futebol deve-se decidir dentro do relvado, com os melhores em campo e não com regras criadas fora de campo para condicionar o resultado final.

Se um jogador está num clube, tem que poder jogar todos os jogos sem condicionamentos.

Se acham que um jogador, por estar emprestado, não vai ter o seu rendimento normal ao jogar contra o clube que detém o seu passe então acabe-se com os empréstimos.

Um clube que tenha um jogador emprestado pelo SLB, um pelo SCP e três por outros clubes...estamos a falar de 5 jogos em que o treinador vai condicionar o rendimento da sua equipa, caso houvesse uma norma que impedisse a sua utilização. 

A verdade desportiva tem que ser defendida em especial pelo Benfica que passou tantos anos a ser prejudicado pelos esquemas do FC Porto. 
O espectáculo do futebol tem que ser defendido. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Duas notas importantes do jogo de 3ª feira

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Na 3ª feira houve duas notas importantes do jogo:

1. O trabalho "made in Jesus" que está a ser feito com Pizzi, um jogador que talvez lhe tenhamos visto o melhor jogo dele em muitos anos, mesmo quando era aposta regular em Braga ou Paços Ferreira, mas agora noutra zona do terreno. Jesus está a formar um jogador, não "made in Benfica" mas claramente "made by Jesus"...

2. A demonstração, porventura a outra dimensão (ou não) e em muito pouco tempo que há dois jogadores não têm sido aposta - um pelo menos ainda vai jogando na B - que mostraram poder ser claramente uma solução, no mínimo, de rotatividade. No mínimo.

Falo obviamente de João Teixeira e Nelson Oliveira. O jogo do Nelson pode ter sido surpresa para algumas pessoas que o criticam porque virou moda dizer que o jogador é preguiçoso ou egoista. Agora, não tendo esse argumento dizem que 15 minutos não dá para ver nada, o azar do rapaz é não se chamar Cristante (não desfazendo), que em 10 minutos que jogou pela primeira vez, havia logo várias linhas de comentários a dizer que "vê-se logo que tem qualidade".

Estes miudos têm muita qualidade, como li há pouco num forum, a esta bofetada de luva branca de deram ao Jesus, espero que este não lhes responda com uma "cuspidela". E traduzindo para os mais sensíveis, espero que o Jesus não opte agora por voltar a pô-los na sombra e na penumbra para que não tenha que assumir do alto da sua teimosia que os rapazes afinal poderiam estar as ser solução desde o início da época. Depois do que vi do Nelson Oliveira e do que temos visto do Lima, cada minuto em campo do brasileiro com o Nelson de fora, será uma "cuspidela" na desejada aposta na formação.

Empréstimos de jogadores: uma questão de transparência.

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Muito deu que falar a não utilização dos jogadores do Belenenses frente ao Benfica. Mas na realidade esses jogadores não estavam emprestados. O que esteve por detrás dessa não utilização já foi por demais entendido.

O que isto deixou à vista foi a dificuldade que os clubes têm em propor e votar normas para o futebol que o tornem mais transparente, mais atrativo.

Li várias opiniões de que os jogadores emprestados não deveriam poder jogar contra o clube mãe. Pergunto onde está aí a defesa do espectáculo e dos jogadores? Onde está aí a defesa do clube onde o jogador trabalha no momento? Onde está aí a defesa da verdade desportiva?
Se o jogador impedido for o melhor jogador da equipa?

A questão principal, no meu ponto de vista, é que os empréstimos servem para manter a influência dos clubes mais fortes financeiramente. E são claramente um meio de adulterar a verdade desportiva. Ou será que andamos todos a dormir estes anos enquanto certo clube emprestava dezenas de jogadores?

Eu sou contra empréstimos a clubes da mesma divisão. Aliás, muito me surpreendeu quando a 28/06/2012 foi aprovada pelos clubes(19 a favor, 9 contra e 1 abstenção) essa proibição. Pela primeira vez em muitos anos eu via uma medida que iria beneficiar a transparência no futebol português.

O que esperava? Que o clube que usava esse estratagema lutasse contra essa norma que o iria limitar tanto.

O que aconteceu na realidade? Foi o Benfica que meteu o recurso na FPF contra a aprovação dessa norma. E o resultado veio a 19/07/2012 com o Conselho de Justiça da FPF a dar razão ao Benfica.

Perdeu-se aí (mais) uma oportunidade de terminar com um expediente usado pelo clube condenado por corrupção. E (mais) uma vez não foi esse clube que deu a cara pela sua luta. 

Como já disse antes, sou contra os empréstimos de jogadores a clubes do mesmo escalão. Os clubes portugueses, em especial os grandes, que deixem de ter sob contrato mais de 100 jogadores ao mesmo tempo. Que gastem o que as suas carteiras realmente comportam e quando comprarem jogadores que seja para apostarem neles e não para impedir que esse jogador vá para um rival como tantas vezes vimos.

Na pior das hipóteses, um clube poderia emprestar 3 jogadores a clubes do mesmo escalão e com um máximo de 1 por clube.

Se os clubes estivessem interessados num futebol transparente, teriam seguido um caminho não necessariamente igual a este mas parecido.

Curioso é que o novo presidente da Liga de Clubes, Luis Duque, tem-se remetido ao silêncio neste tema dos últimos dias. 
Aquando da aprovação pelos clubes da norma que impedia os empréstimos em 2012, Luis Duque na altura na SAD do Sporting, defendeu esta norma e disse que se o Nacional não a tem proposto teria sido o Sporting a avançar com ela. 

O que será que o presidente da Liga de Clubes defende hoje? 



Qualquer semelhança com outras situações é pura coincidência

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Texto de João Vieira Pereira, Expresso Diário



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Afinal já estou mais descansado!

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No dia que já havia muita gente a preparar-se para vir dizer que o aniversário da BenficaTV era o culminar da apresentação do novo projecto que nascia da negociação superiormente conduzida pelo SLBenfica perante uns vergados Pinto da Costa e Joaquim Oliveira, afinal foi a entrevista do Jesus!

É verdade que nunca esperei que os benfiquistas alguma vez na vida aceitassem negociações (há muita gente que fica irritada quando escrevo "Alianças") com gente que tem um ódio visceral ao SLBenfica e que, acima de tudo quer sempre ver o SLBenfica a perder, a ser humilhado e espezinhado, não olhando a meios para atingir esses fins.

É verdade que parece que o livro da Carolina Salgado e as escutas do Apito Dourado afinal talvez tenham sido apenas uma fase menos boa de pessoas que, na verdade, sempre demonstraram esta preocupação com o futebol português e não com os seus objectivos sem olhar aos meios para os atingir.

Mas depois de muito me terem explicado (eu também sou um bocadinho tonto) lá percebi que o que está em causa é que o FCPorto está na rua da amargura e o Joaquim Oliveira também. Sem esta aliança, perdão, negociação o futebol português implodia e o futuro estaria em causa para todos.

O SLBenfica também seria atingido porque, de tão fracos que estariam, ao Joaquim Oliveira e ao Pinto da Costa já só restaria o desespero de apontar uma arma do SLBenfica a AG da Liga para nos obrigar a alinhar pela centralização dos direitos televisivos...

MAS NÃO! Houve visão do Presidente e agora estão todos a trabalhar para um bem comum, consta no Porto que o Pinto da Costa até já vai à missa e ontem já assistiu a dois programas da BenficaTV, tendo um plano para em Janeiro já ver 4 horas seguidas de emissão.

O SLBenfica está sólido! Tudo sólido... só vendemos os jogadores, porque eles pressionam, pois há dois anos que o Presidente nos avisou que já não precisavamos de vender jogadores. Isto do BES que andou a ser falado foi tudo boato... eles têm todo o interesse em financiar o SLBenfica e continuar a financiar o SLBenfica, em terem activos como acções do Benfica e continuarem a fazer obrigacionistas, em grande parte subscritos pelo banco e que são galopantes (começou em 20 e o último já foi de 80).

A BenficaTV sólida! Já tem mais de 20M€ em receitas e a crescer, segundo as estimativas, lá para 2018 um modelo de centralização que seja aceite pelo SLBenfica tem que render ao SLBenfica a quantia de 35 a 40M€ ou então não tem interesse...

(Nota: Será que é neste próximo RC que saberemos quanto destes milhões é subscrições do canal, quanto são direitos, quanto é pagamentos dos operadores para ter a plataforma, quanto é publicidade? talvez fosse interessante)

Hein? Espera... 40M€ no modelo de centralização?! E o FCPorto tem quanto? Uns 35M€? Ou será que porque estão desesperados e nas lonas agora já não têm poder para ter contratos a exigir ganhar nunca menos de 80% do que ganha o Benfica? Que grande golpada que lhes demos, pah!

Portanto o futebol é viabilizado porque nós estamos fortes e os outros fracos... então aliamo-nos a quem nos quer mal, ou melhor a quem nos quis mal porque entretanto agora já nos querem bem. Ou será que ainda alguém acredita que quem dominou o futebol de forma corrupta durante 30 anos... não mudou em 30 dias para se aliar ao SLBenfica e nos reconhecer a nossas dimensão superior?

Portanto, se o Pinto da Costa não o faz para obter títulos, se não o faz para tentar sobrepor o FCPorto ao SLBenfica como foi o mote da sua reles existência, então é para quê?

Eu fico mais descansado com tudo isto porque sei essencialmente uma coisa... 

Que esta aliança vai rebentar quando um dos lados (Vieira ou Joaquim Oliveira / Pinto da Costa) passar a perna ao outro. E quem perder o campeonato este ano vai já para o espeto dos respectivos adeptos. O meu unico problema com este ponto é que o "track record" de Vieira em vitórias a estes dois é muito curtinho... oxalá eles estejam assim tão mal e fracos como querem fazer querer enquanto se fazem de mortos.

E até sei outra...

Eles podem andar a procura, um de fugir do caos do BES/NovoBanco e outro de encontrar forma de garantir a continuidade do monopolio daquele é agora o seu unico negócio que financia os títulos do seu grande aliado... mas tanto uns como outros sabem que o que conta para os adeptos são as festas no Marquês de Pombal. Se o Benfica festejar, como espero e desejo, os adeptos portistas que odeiam de morte o Benfica vão cobrar tudo com juros ao Pinto da Costa, obrigando-o a passar a perna a esta negociação em três tempos. Se o FCPorto festejar, e teremos já um indicador da capacidade que tenham para tal no Domingo em virtude do tipo de ajuda habitual que possam ter, então estarão cá os benfiquistas para cobrar esta aliança num momento em que se perde uma oportunidade única do bi-campeonato...

... bom, se calhar não cobramos!

PS- Desculpem o bom português, mas "Pu#a que pariu" o Pinto da Costa e o Joaquim Oliveira. Quero é vê-los a definhar, longe e sozinhos perante os títulos do Benfica. Negócios? Alianças? Só com gente séria e honesta.

Jorge Jesus mostra quem manda!

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Ontem Jesus queria ganhar não um jogo, não uma equipa, mas novas e mais soluções para o futuro - e esse futuro é já Domingo e não termina, vai para lá de Maio.

Quando fiz a minha sugestão para o jogo, arrisquei que num jogo apenas "a dinheiro" era o momento para vermos Jesus a dar espaço a jovens da formação com potencial para serem solução. 

Enganei-me! Acreditei que Jesus estaria alinhado com o desígnio do Presidente e teriamos pelo menos dois jogadores, entre o Teixeira, Oliveira e Guedes entre os titulares. Pois assim não foi...

O primeiro entrou a 13' do fim, o segundo a 5' do fim e o terceiro, e porventura o mais promissor, nem entrou...

Acreditaria o Jesus que ambas as equipas estariam contentes com o empate e já anda aconteceria. Tal como eu me enganei... Também o Jesus se enganou.

O Teixeira entrou e mexeu com o meio campo, arrancando uma expulsão ao capitão do Leverkusen. O Oliveira arrancou um punhado de lances de qualidade e, espantem-se os que o chamam egoísta e pouco inteligente, duas (pelo menos) tentativas de assistência de grande qualidade e potencial de perigo.

Jesus lá disse no final que jogaram bem, mas não evitou dizer que "estiveram num período mais fácil do jogo".

O treinador, e bem (reforco: e bem) demonstrou que ele é que manda. Ele é que decide, ele é que sabe quando e se há apostas na formação, se são um, dois ou dez.

Ontem, quando todos pensavam que era agora, ele mostrou que não e deu antes espaço ao Derley, Lima ou Bebé que, não tendo estado mal, não justificaram de todo face a esses jovens da formação. 

Em tese, penso que Jesus está certo. Quem decide se é ou não o momento é se tem ou não os recursos da formação para o plantel do Benfica que apontará aos objectivos definidos. Cabe ao Presidente decidir se quer o Jesus que tem tido e abandonar a pressão e estratégia direccionada para a formação... Ou se pretende encontrar quem queira corporizar essa pressão superior e essa estratégia com os recursos actuais. 

Do lado de QUALQUER treinador jamais aceitaria, por exemplo, um modelo de apatia na formação onde o líder da formação está na linha de reporting do Administrador financeiro e não na estrutura do futebol. Isto só para começar...

O balanço da Champions.

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Fonte: UEFA Champions League

É sem qualquer dúvida um balanço fraco, insuficiente para o investimento que o Sport Lisboa e Benfica tem feito no futebol, quer em aquisições de jogadores quer no vencimento milionário do seu treinador.

Curioso que o grupo seja ganho pelo treinador que tem sido mais menosprezado pelos benfiquistas nos últimos 2 anos: Leonardo Jardim.

Curioso é que o "colosso" Zenit cujo orçamento foi tantas vezes usado como justificação para as derrotas do Benfica com o clube de Vilas Boas tenha ficado fora da Champions.

A prestação do Benfica foi igual a tantas outras com Jorge Jesus. Fraca, insuficiente e marcada por uma série de erros repetidos vez após vez pelo treinador do Benfica. 
É preocupante que após anos a fio a chegar à Champions, um treinador que se faz pagar como os melhores demonstre esta incapacidade.

Ou vamos acreditar que o Mónaco de Leonardo Jardim é melhor que o Benfica? Pois eles conseguiram 11 pontos e o Benfica de Jesus...5.

O problema foram as saídas ou é o treinador? É que na época passada o "melhor plantel dos últimos 30 anos" estava lá e o resultado foi o mesmo. A eliminação da Champions.

O jogo de hoje foi agradável pela boa prestação de alguns jogadores com menos tempo em campo costumeiramente. Pizzi ou Cristante foram exemplos disso. 
Mas continua a não se entender como João Teixeira só merece míseros minutos ou Nélson Oliveira está atrás de Bebé ou Derley. 

Ah! E André Almeida. Mais uma vez um senhor. Um jogador que é fiável, concentrado e acima de tudo um exemplo de trabalho. Um jogador à Benfica que comprova jogo após jogo a sua competência e utilidade.

Agora as competições europeias estão encerradas para o Benfica esta temporada. A concentração de esforços passa pelas 3 competições nacionais com uma prova de fogo já este domingo.

E caro Jesus...não se admitem mais falhanços. É que em jogos com equipas de outro nível, o senhor ainda não ganhou um esta temporada. Vamos mudar isso domingo? Bora lá!!

Quem ganhou Jesus esta noite?

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Eis as minhas apostas:

Cristante, Ola John, Pizzi, Teixeira e Oliveira.

Todos a bom nivel, os dois últimos em muito pouco tempo a "mostrarem serviço".

Jesus queria "ganhar quatro ou cinco jogadores" estes são os que eu acredito que ele, sem estigmas, pode ter ganho (se alimentar teimosias é que não).

E vocês?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jesus está certo: Um jogo para "ganhar novos jogadores"

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Guarda-redes: Artur Moraes e Paulo Lopes;
Defesas: Lisandro López, César, Jardel, Sílvio, André Almeida e Benito;
Médios: Gonçalo Guedes, Ola John, Talisca, Pizzi, João Teixeira e Cristante;
Avançados: Derley, Lima, Tiago e Nelson Oliveira.

O 11 para mais logo poderia bem ser em 4-3-3:

Artur
André Almeida, Lisandro, Jardel e Benito
Cristante, Teixeira e Pizzi
Guedes, Oliveira e Ola John

Apresentação Oficial da 360S - Tecnologia Benfica!

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O caso Miguel Rosa/Deyverson: mais uma pedrada na verdade desportiva

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O caso da jornada é mesmo a ausência de Miguel Rosa e de Deyverson do jogo Benfica/Belenenses.
Ninguém sério pode afirmar que este caso não é uma machadada na verdade desportiva.

Uma machadada dada por Rui Pedro Soares e em que, infelizmente, o Sport Lisboa e Benfica é envolvido e em que o presidente do nosso clube NÃO protegeu o nome do clube.

Começo por Rui Pedro Soares, o presidente da SAD do Belém e a quem os adeptos do mesmo clube chamaram em pleno estádio da Luz de "vergonha".

Ele é quem impede a utilização dos jogadores. As suas justificações são pobres e demonstrativas de um chico-espertismo que costuma fazer sucesso em Portugal. Um chico-espertismo que acha que todos os outros são meros analfabetos e que qualquer coisa que "debite" será aceite como inquestionável.

A decisão de Rui Pedro Soares coloca em causa os jogadores. Questiona o seu profissionalismo e a sua entrega ao clube por não ter a certeza de que fariam o melhor em campo. 
É uma falta de respeito enorme pelos 2 jogadores responsáveis pela esmagadora maioria dos golos do Belém esta temporada. 2 jogadores chave cujo profissionalismo é atacado com esta decisão.

Além disso, não conheço nenhum outro presidente de clube/sad que num dos jogos mais importantes da temporada escolha não alinhar com 2 dos seus melhores jogadores. Um caso só possível num país pouco habituado à transparência como Portugal.

Mas com os males do Belém posso eu bem, embora não fique satisfeito que 2 jogadores com uma ligação emocional ao Benfica sejam atacados desta forma.

O que me preocupa é como o nome do Benfica é arrastado para esta confusão e em que, mais uma vez, não é protegido por ninguém. Em especial pela pessoa que tem essa missão: Luis Filipe Vieira.

Felizmente, nunca o Benfica na sua história foi envolvido em histórias de favorecimento por terceiros como outros clubes em Portugal. Nem o tal caso "Calabote" o fez, pois é uma invenção do FC Porto e como tal como mentira que é não pega.

O que poderia ter feito o Benfica neste caso?
Assim que se vê que o tema da semana de jogo seria a utilização ou não dos jogadores mencionados, o departamento de comunicação do clube teria logo como missão aconselhar o presidente a clarificar publicamente a situação, seja por comunicado ou por declaração. 

É o normal no dia-a-dia de qualquer grande empresa. Zelar pelo seu bom nome.
O Sport Lisboa e Benfica não poderia ser conotado com as mesmas acções que outro clube condenado por corrupção tinha perpetrado durante anos a fio. 
E quantas vezes nós os benfiquistas não criticamos esse clube por essas machadadas na verdade desportiva!!!

O que fizeram o departamento de comunicação do Benfica ou o seu presidente? Nada.
Mais uma vez, falou um colaborador sem funções executivas/administração, ou seja, Jorge Jesus. Não era claramente a sua área de decisão e apenas contribuiu para mais confusão neste assunto.

Qual é o problema do silêncio do Benfica? É que isso deu como verdadeiro o propalado acordo que a imprensa passou a semana a divulgar. O tal acordo verbal e contra as regras do jogo que dizia que os jogadores não podiam jogar frente ao Benfica.
Se o Benfica não podia falar sobre o tema, é porque tinha o rabo preso. É o que qualquer pessoa séria acha.

O que está em causa? É que como nem o Benfica nem o seu presidente desmentiram isto e os jogadores realmente foram impedidos de jogar, o Benfica mais uma vez fica conotado com os mesmos métodos do FC Porto. 

Para benfiquistas de gema, isto é preocupante. 
Assim como já era preocupante a concertação de posições com o FC Porto em assuntos de organização do futebol português, assim como já era preocupante a escolha sucessiva de gente ligada ao FC Porto para lugares de destaque no futebol português.

São coincidências? Talvez. Mas o nome do Benfica é que ficou no centro do debate. Qualquer declaração a desmentir restrições na utilização dos jogadores tinha logo morto este assunto.

Alguém pode dizer que a verdade desportiva ficou defendida? Acho que não.

Há só uma coisa em que concordo com o Jorge Jesus: acredito que apesar de ser um jogo difícil, o Benfica venceria de qualquer das formas. 

Finanças: Benfica TV "rouba" 25% do negócio à Sport TV (36M€/Ano)

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O tema do momento no futebol português está ligado aos direitos televisivos, e aos 2 "players" do sector: Sport TV e Benfica TV.

Após o surgimento da Benfica TV como canal "premium", confirma-se que a Sport TV perdeu 9M€ de receita por Trimestre, tendo passado de 37M€/Trimestre para 27,4M€/Trimestre, ou seja, a perda da Sport TV é um valor semelhante ao valor que a Benfica TV tem facturado nos últimos trimestres (cerca de 8M€ a 9M€/Trimestre).




Relativamente à Benfica TV, é possível saber a evolução das receitas do Benfica com os direitos televisivos, desde que o canal passou a ser "pay-per-view":

Domingos Soares de Oliveira, confirmou recentemente num Congresso em Zurique (Suiça) que a BTV está a facturar 3M€/mês e que esta época as receitas da BTV podem "crescer significativamente". Pelo Relatório e Contas do Benfica de 2013/2014 sabe-se que a Benfica TV tem despesas a rondar os 11M€ por época.

Enquanto que a Sport TV poderá perder este ano receitas de 36M€/Ano face ao período anterior à Benfica TV "pay-per-view", a Televisão do Benfica poderá alcançar uma facturação idêntica à perda da Sport TV (36M€/Ano, 9M€ em média por Trimestre, 3M€ em média por mês) alcançando 25% de quota de mercado do canais desportivos "pay-per-view", em apenas 2 épocas.

Já na época de 2013/2014, a BTV facturou em média 7M€/por Trimestre (28M€/Ano) e a perda da SportTV foi de 7M€/por Trimestre (Passou de 37M€/Trimestre para 30,1M€/Trimestre).

Por outro lado, o lucro da Sport TV reduziu-se em cerca de 25M€/Ano face a 2009, sendo que a Benfica TV poderá gerar em 2014/2015 receitas "liquidas" a rondar os 25M€ esta época (36M€ de receitas e 11M€ de despesas).

Durante vários anos fui um dos principais defensores do projecto da Benfica TV e também da saída dos direitos televisivos da Olivedesportos e da Sport TV, pelo facto de Joaquim Oliveira não ter pago o justo valor durante muitos anos, ter prejudicado imenso o Sport Lisboa e Benfica, e também pelo facto de a Sport TV ter mantido uma linha editorial "Anti-Benfica".

O tempo e os factos acabaram por dar razão a quem defendia esta opção, que acabou por ser bem sucedida.


Relativamente a uma possível Centralização dos direitos televisivos na Liga em 2018, como é óbvio, o Benfica só poderá aceitar tal situação se receber o mesmo valor que recebe com os seus jogos na Benfica TV, e também se a Benfica TV puder adquirir um dos pack de jogos da Primeira Liga, disponíveis para comercialização. Em muitos dos principais campeonatos europeus, onde há Centralização da Negociação, existe mais do que 1 pack de jogos disponíveis para serem negociados com vários canais "pay-per-view".

Se em 2014/2015 a Benfica TV terá 25% de quota de mercado (36M€/Ano "brutos" e 25M€/Ano "liquidos"), em 2018 a quota de mercado pode subir para 33%, o que poderá representar 48M€/Ano "brutos" de receita.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

Ainda Rosa e Deyverson: Não basta parecer sério...

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Recuemos a 2005... O SLBenfica fez uma exposição à Liga de Clubes porque Jorge Jesus não pôde utilizar o jogador Maciel, emprestado pelo FCPorto, num jogo contra estes devido ao que Jesus chamaria de "acordo de cavalheiros".

O SLBenfica, que recentemente deixou cair uma medida que impedia empréstimos a clubes da mesma divisão (e bem!) na altura considerava incorrecto que Maciel, o único totalista da equipa de Leiria, não pudesse actuar frente ao seu clube, pois isso ia contra os regulamentos da Liga.

Porém, é um desses "acordos de cavalheiros" que impediu o Rosa e o Deyverson - que se saiba nenhum deles é jogador do SLBenfica, sequer - de jogarem contra o SLBenfica, sendo que um é o jogador mais influente do Belenenses e o outro tem apenas menos um golo marcado que Talisca e mais golos marcados que Lima, por exemplo.

Como disse, e muitíssimo bem, Jorge Jesus o SLBenfica ganhou bem sem esses jogadores em campo, como ganharia na mesma como eles em campo, não havendo por isso qualquer necessidade de o SLBenfica se expor a si próprio a este tipo de situações... E logo duas semanas depois de a equipa que mais vezes utilizou este expediente no passado, ter perdido dois pontos precisamente com um golo de um jogador cedido nas mesmas circunstâncias.

Não me venham com tretas de "proteger os jogadores" porque estes são profissionais e tenho muitas duvidas que o Miguel ou o Deyverson não tivessem vontade de defender o seu clube com todo o profissionalismo e determinação. Se não o fizessem, também não mereciam ser protegidos porque não são bons profissionais, não são homens.

Para mim, ser benfiquista não é procurar as boas desculpas para estas trapalhadas que nos envergonham, mas sim ser sério nesta hora como somos quando são os outros, e deixar quem manda no Clube com a certeza que não é isto que nós queremos do SLBenfica. Somos diferentes dos outros, somos Benfica!

Algumas "notas mentais" sobre este tema dos Direitos Televisivos

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O que escrevo e tenho escrito da minha autoria sobre o tema é a minha opinião, não é nenhuma previsão, nem nenhuma informação privilegiada. Entendam isso! As notícias que vão saindo que confirmam a minha opinião não sei a origem que têm e na prática não confirmam nada... até porque para muitos, todas as publicações que escreverem isso passam de credíveis a pasquins, como é o caso do Expresso, que chegou a jornal nacional de referência por isso mesmo... é a tal teoria do "mundo contra o Benfica".

Dito isto, passemos às notas mentais que sustentam a minha opinião sobre a questão dos direitos televisivos, para as quais terei muito gosto em ter da vossa parte os comentários devido que alterem estes pontos e me deixar mais optimista face à "Santa Aliança":

1. Ponto principal: JO é o maior polvo do futebol português. Com a crise que o obrigou a sair das empresas que tinha, tendo agora apenas posicões sem poder, todo o seu futuro empresarial é dedicado à exploração de direitos televisivos e à Sporttv.

2. Tendo em conta o ponto anterior, e com o domínio (nunca se esqueçam desta palavra) que JO tem em todos os vectores de poder do futebol nacional, jamais ele sairá prejudicado do único negócio que fez questão de preservar face às suas dívidas: os direitos televisivos e a Sporttv.

3. O investimento da ZON na Sporttv foi para "dar a mão" a Oliveira no tempo do Rodrigo Costa. Até porque não tiram qualquer benefício disso, não é um investimento estratégico, daí terem tido todo o interesse em reduzir a posição para abrir espaço à entrada da PT, entretanto vetada pela concorrência.

4. Manter JO com acesso a recursos financeiros é fundamental para quem tem beneficiado das teias de poder do futebol português nos últimos anos, como é o caso do FCPorto e de PdC. Jamais este defenderá alguma solução que prejudique JO, porque isso vai prejudicá-lo directamente.

5. FG é presidente da Federação em total alinhamento com JO e PdC. LD é agora presidente da Liga em total alinhamento com JO e PdC. Em ambos os casos, o Sistema (JO e PdC) conseguiram sempre que Luis Filipe Vieira apoiasse tanto FG (por duas vezes) como LD. Estranho, não?

6. LD e FG sempre assumiram a vontade de avançar para a centralização dos direitos televisivos, com o objectivo de que daí resultasse uma mais equitativa divisão das receitas para os clubes. Luis Filipe Vieira, nunca recusou a centralização, desde que fossem garantidas condições em que o SLBenfica fosse remunerado de acordo com a sua dimensão nacional.

7. A única forma de haver mais receitas, sem que JO saia prejudicado é haver mais alguém a investir nos conteudos. De outra forma, se hoje em dia JO investe 140M€ por todos os clubes e o objectivo é que no futuro todos ganhem mais... então só é possível fazendo aumentar o bolo dos 140M€... ou então se alguns ganharem menos do que ganham hoje.

8. Só há um canal, à partida, com capacidade e posicionamento para entrar no contexto dos direitos televisivos, e esse canal é a BenficaTV.

9. Porém, só há seis tipos de conteudos de interesse de share nas ligas nacionais: Jogos do SLBenfica (fora e em casa), FCPorto (fora e em casa) e Sporting (fora e em casa). Tendo em conta que nenhum dos dois clubes rivais à partida aceita passar a ser transmitido na BenficaTV, para esse canal sobram 2/6 dos conteudos... dos quais 1/6 já tem (os jogos em casa).

10. No entanto, abdicar para a BenficaTV dos jogos fora do SLBenfica, representaria uma desvalorização de cerca de metade dos subscritores da Sporttv e talvez outro tanto das receitas de revenda de conteudos, pelo que dificilmente o JO vai abdicar dessa parte.

11. Ora, pelos dois pontos acima percebemos que dificilmente o SLBenfica, entre os conteudos efectivamente relevantes para o share e, por consequência, para publicidade e subscritores, o SLBenfica dificilmente poderá obter mais do que já tem neste contexto de centralização.

12. Se houver centralização, o SLBenfica tem que ceder os seus direitos à Liga a troco de xM€ e depois recomprá-los por yM€, em que o valor nominal de Y terá sempre que ser superior a X senão a Liga estará a financiar os operadores de conteudos. Logo o SLBenfica perderia receitas com a centralização.

13. Os últimos numeros referem que o SLBenfica ganha cerca de 20 a 30M€ em receitas com a BenficaTV. Ora, haverá algum modelo de centralização que beneficie a BenficaTV e o SLBenfica em mais do que esse valor na revenda dos direitos televisivos?

14. Dizem os jornais que a centralização só pode avançar em 2018 que é quando os contratos em vigor acabam! Ai sim? E quem tem todos esses contratos? JO, pois claro... então quem decide se a centralização pode ou não ser antecipada, facilitando a resolução desses contratos... a troco de algo?

15. Que cenário pode beneficiar o SLBenfica neste contexto todo? Manter os seus direitos televisivos autonomos e poder adquirir os direitos fora, clube a clube. Mas isso é impossível na medida em que o SLBenfica negociará um jogo com cada clube e a Sporttv, no mínimo, negoceia três de cada vez (os três grandes) fora outros que acaba por transmitir.

16. O que fez Luis Filipe Vieira fora do SLBenfica para, legitimamente, acreditar que consegue passar a perna a JO e PdC em benefício do SLBenfica? ZERO! Quem tem, nos últimos anos, enriquecido às custas do SLBenfica e financiado o Sistema? JO! E quem tem beneficiado desportiva e financeiramente desse Sistema? PdC! E quem tem, ano após ano, perdido as lutas de bastidores? O Benfica, claro.


Se houver quem quem me consiga explicar como é que Joaquim Oliveira perdeu influencia no futebol, quando na verdade tudo o que fez foi focar-se no futebol aliviando o "lastro" de todas as apostas empresariais que o asfixiavam para se fixar na sua zona de conforto... eu estou disponível para tentar perceber

Direitos Televisivos: Será este o plano da Aliança?

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A 11 de novembro, Luís Duque enviou um comunicado à Lusa a dizer ao que ia quando aceitou ser candidato à presidência da Liga: a centralização dos direitos televisivos. Ou seja, Duque quer que os dinheiros das transmissões dos jogos sejam negociados em pacote e não clube a clube com a Olivedesportos, como se faz hoje em dia. As palavras são dele, as ideias são de outros. 

Luís Duque é o homem que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, e Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, escolheram para liderar este processo — e mais tarde neste texto perceberemos porquê. 

Com a Liga falida e a dívida instalada, Vieira e Pinto da Costa uniram-se para tentar salvar o futebol português — e, em última instância, salvarem-se a eles

Adiantaram dinheiro para que, entre outras coisas, os árbitros recebessem os salários em atraso e para que o spray que delimita a barreira e a zona de marcação dos livres enfim aparecesse. Isto deu ao Benfica e ao FC Porto a dianteira nas negociações para os direitos televisivos. 

Ao que o Expresso apurou, benfiquistas e portistas propõem um modelo de centralização baseado na notoriedade e na perceção do clube. Ou seja, o futebol português seria dividido por regiões e os dinheiros distribuídos por ordem de importância: número de adeptos e força social na dita zona. 

Obviamente, há dois beneficiados: FC Porto, o emblema mais representativo no litoral norte; e Benfica, o mais ‘poderoso’ na Grande Lisboa. 

Obviamente, há um derrotado: o Sporting. E foi isso que o presidente leonino deixou no ar no programa semanal no canal de Alvalade — a de que os rivais estavam a cozinhar um ‘esquema’ que deixasse o Sporting fora do bolo televisivo. [Entre portas, na Luz, há quem diga, em surdina, que o mercado português é pequeno para os três grandes e que afastar Alvalade das decisões beneficiaria o futebol]

Este modelo, a ser implementado, só poderá ser exequível a partir de 2018, ano em que cessam todos os contratos da Olivedesportos com os clubes. A centralização dos direitos televisivos fora uma das bandeiras de Mário Figueiredo, o presidente da Liga, que deixou de o ser quando Benfica e FC Porto tomaram as rédeas.

A direção de Mário Figueiredo propôs o seguinte modelo: do total de €140 milhões, 35% seria distribuído em partes iguais, 25% pela classificação da época anterior, 10% pela classificação das últimas cinco épocas, 5% pela classificação desde 1934/35, 15% pelo número de títulos e 10% pelo número de presenças. Nestas contas, o Benfica (1º) receberia €17 milhões e o Penafiel (último) chegaria a quase €4 milhões. 

Fonte da direção de Figueiredo assegura que este modelo reduz a diferença entre os grandes e os pequenos, que “era de um para oito para um para quatro”. “Foi isso que Benfica e FC Porto não gostaram e portanto partiram para outra realidade”, dizem ao Expresso. 

Na Luz espera-se pela centralização dos direitos televisivos e a posição oficial (e pública) será a de que o Benfica foi um dos que sempre agitou esta bandeira — a BTV surgiu num contexto de contestação contra os valores propostos por Joaquim Oliveira. 

“Mas o clube não esquece o que o Joaquim fez pelo Benfica”. Neste cenário, a BTV, que tentou comprar os direitos da Liga dos Campeões, manter-se-ia como um canal desportivo (a ideia é renovar a parceria com a Premier League, que finda em 2016) mas sem transmitir os encontros do Benfica. Na Luz, fazem-se contas à vida.

Benfica - Belenenses : vitória limpa. Mas...

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- Empenho e atitude dos jogadores inatacável

- JJ feliz nas substituições e avisado no resguardo a Enzo

- resultado justo

No entanto,  não deixo passar em claro mais uma situação que passamos anos a criticar o Fc Porto e em que hoje o Benfica infelizmente imita.

A não utilização dos 2 melhores jogadores do Belém não tem explicação.  Será por isto que esta direção acabou por bloquear a iniciativa que na temporada passada impediria o empréstimo de jogadores a clubes da mesma divisão?

Os adeptos do Belém levaram um cartaz
a chamar vergonha a Rui Pedro Soares.

Como benfiquista de gema, repugna-me qualquer método que imite os corruptos.

Espero que o Benfica desminta qualquer acordo ou influência que tenha impedido os jogadores do Belém de jogar.

A luta pela verdade desportiva exige isso.

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