O Benfica visitou e venceu o Gil Vicente. Para a história fica mais um jogo em que o Benfica conseguiu fazer o melhor e o pior no mesmo jogo. Na primeira parte entramos a dividir o jogo e a partir do momento em que definimos e acertámos a pressão, conseguimos estar sempre por cima. Não deixa de ser interessante que mesmo com João Mário, Kökçü e Di Maria em campo a capacidade para criar situações de perigo seja tão baixa. Falta último passe, falta definição no último momento e pelo que dá para perceber tem que ver com a adaptação dos reforços (Cabral e Kökçü) que muita vez ainda não se movimentam no sentido do que vimos o ano passado.
O avançado brasileiro então parece completamente perdido. Ontem ajudou a fechar o corredor esquerdo algumas vezes mas foram poucas as vezes em que tocou na bola perto da área. Ainda assim, num cabeceamento poderia ter marcado.
De resto, Di Maria jogou vários minutos a mais. Tem a qualidade que mais ninguém tem em Portugal mas a verdade é que estava exausto e estava a contribuir muito pouco para as operações do Benfica. Ainda para mais com o jogo partido que em tempos já foi a sua praia, mas hoje já não o é.
No momento defensivo o Benfica ao não saber controlar a bola acabou por passar muito tempo atrás das tentativas do Gil Vicente na segunda parte. Roger Schmidt tentou renovar o meio campo com as entradas de Chiquinho, Neves e Neres mas nem isso resultou e parece que a capacidade de ter bola ainda se perdeu mais.
Neves acabou por assistir para o golo de Musa que estava em campo há apenas 36 segundos. É um verdadeiro Super-Suplente!
Em suma, o Benfica continua com dificuldades em controlar os jogos depois de os estar a vencer. Foi assim com o Gil Vicente e foi assim com o Boavista. Bah está bastante abaixo do que já mostrou ser capaz e Aursnes que não é lateral de raiz acabam por condicionar a manobra defensiva. Kökçü também ainda não está entrosado neste momento do jogo.
Roger Schmidt tem agora de enfrentar a última semana de mercado onde parece vir a existir várias mexidas no plantel. Algumas saídas óbvias e certamente algumas entradas, nomeadamente para as laterais defensivas. A partir daí é trabalhar para estabilizar um 11 que dê dinâmicas certas e vencedoras à equipa.







