Noite de dérbi em Lisboa com o SL Benfica a visitar o vizinho Sporting CP para disputar a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. E na sua casa foi mesmo o leão quem levou a melhor (2-1).
Mais uma vez Roger Schmidt decidiu ir a jogo sem um único ponta de lança no onze titular. Quando o fez as coisas não correram bem, a não ser no último jogo em casa, frente ao Portimonense (isto se ignorarmos os primeiros 45 minutos). Porém, o treinador alemão achou por bem voltar a repetir a dose. Como se jogar contra o Portimonense fosse o mesmo que jogar contra o Sporting... Resultado? Uma primeira parte de envergonhar com o Benfica completamente apagado em campo e sem um único remate à baliza. Às vezes dava jeito que se estudasse um pouco as equipas adversárias para evitar ser banalizado em apenas 45 minutos. Assim como também seria bastante útil esquecer a ideia do ataque móvel (claramente não funciona) e passar a usar os avançados que se tem no banco. Recordo que o Benfica gastou 40 milhões em avançados que quando chamados até cumpriram para hoje encarar um dérbi com ambos na lista de suplentes.
A má abordagem ao jogo por parte de Schmidt (espantem-se agora com esta) acaba por dar um avanço de 45 minutos ao adversário. Quantas vezes já vimos isto esta época? Tenho muita pena que o treinador do Benfica seja tão consistente neste aspeto. E se fosse só neste estaríamos nós bem. O problema é que Roger acaba por cometer muitas vezes vários erros. A primeira parte deixou claro que o meio campo do Benfica não estava funcionar e acabou por ser completamente anulado pelo do Sporting. Contudo, o técnico deixou a coisa rolar e a primeira substituição que fez foi para lançar Morato. Não encontro nada que justifique esta aposta. A prestação da equipa até então gritava por um avançado, uma presença na área e um meio campo mais forte capaz de travar o adversário. Schmidt não viu nada disso. Da mesma maneira que não tem visto uma série de falhas em jogos anteriores. Se vê então porque não corrige? É inaceitável estarmos no final de Fevereiro e continuarmos a ver um Benfica sem fio de jogo e com um coletivo fraco. Na minha opinião a pobre exibição da primeira parte é também da responsabilidade dos que estavam em campo, dos erros que cometeram, do desnorte de praticamente todos eles e de uma certa falta de garra. Porém, o maior culpado será sempre quem gere a equipa. E se o treinador ao fim de tantos meses ainda não tem uma ideia de jogo e continua a fazer experiências como se de uma pré época se tratasse então também não há muito que se possa pedir aos jogadores.
Depois de terem dado um avanço de 45 minutos ao adversário e de terem entrado algo adormecidos na segunda parte os encarnados lá acabaram por aparecem no jogo. A equipa do Benfica começou a definir melhor a zona de pressão, ganhou mais bolas e, consequentemente, lá chegou ao golo. Aliás, em apenas 3 minutos o Benfica fez o empate, mas o 2º acabou por ser anulado (mais à frente falarei disso). A partir daqui pouco mais se viu. Lamento que Schmidt não tenha sido capaz de potenciar o crescimento da equipa no jogo através de novas mudanças. As restantes substituições aconteceram já nos minutos finais do encontro. De destacar que o Benfica acabou o jogo com dois avançados em campo depois de ter estado a jogar uma hora sem um...
O resultado não é, de todo, o desejado, mas deixa ainda a eliminatória em aberto e o Benfica tem hipótese de chegar à final. Basta Schmidt estudar o adversário (se já o faz então é necessário fazê-lo melhor), levar os melhores a jogo e parar de insistir no ataque móvel e nas opções que não acrescentam nada de positivo, bem pelo contrário. E pode pôr tudo isto em prática já no clássico de Domingo.
P.S.: Permitam-me desrespeitar a minha própria regra de não falar em arbitragem para deixar aqui uma nota ao golaço anulado ao Di María. Pelas imagens divulgadas é notório que Franco Israel vê a bola a partir e, portanto, Tengstedt acaba por não ter influência no lance. Golo mal anulado ao argentino, na minha opinião. Isto não apaga a má exibição do Benfica, mas sem dúvida que acaba por ter influência no resultado final.










