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sábado, 10 de novembro de 2012

Champions: Benfica 4x4

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Portugal, 10 de Novembro de 2012

O título pode sugerir que quero falar de um Benfica “todo o terreno”, mas não. Apenas quero salientar que à 4ª jornada da fase de grupos da Champions estamos com 4 pontos.

Num pequeno balanço das nossas 6 últimas participações na prova dos melhores da Europa, as que foram realizadas basicamente sempre no mesmo modelo de competição, direi que pior, só em 2007/08 quando tínhamos recolhido 3 pontos de uma vitória caseira sobre o Celtic. Iguais à actual participação foram as de 2005/06 e 2006/07 onde também tínhamos 4 pontos em 4 jogos. Na participação de 2010/11 estávamos com 6 pontos, na de 2011/12 estávamos com 8 pontos.

Sem querer enviesar a reflexão acerca do tema, julgo que os piores resultados nesta fase da prova têm estado – regra geral - associados a grupos mais difíceis do que os grupos onde conseguimos melhores resultados a esta data. De facto um grupo com o Manchester United, Villareal (viria a ser semifinalista) e Lille, não será mais acessível do que o actual grupo com Barcelona, Celtic e Spartak. Um degrau abaixo em matéria de acessibilidade, temos o grupo do Lyon, Shalke04 (também viria a ser semifinalista) e Hapoel, e o grupo do Milan, Celtic e Shacktar (acabado de investir 40 milhões em reforços). Outro degrau abaixo coloco o grupo Manchester United, Celtic, FC Copenhaguen. De todos o grupo mais “fácil” terá sido o do Manchester United, Basileia e Otelul.

Faço questão de esclarecer que considero este grupo mais fácil, não para desvalorizar a excelente campanha do Benfica, 1º na fase de grupos e quartos de final onde caímos frente ao futuro campeão europeu, mas porque teve a única equipa a quem conseguimos ganhar os 2 jogos: o Otelul, equipa que este ano não se apurou nem para a Liga Europa.

Dito isto, poderemos concluir então que o melhor ou pior desempenho do Benfica não tem dependido apenas dos bons jogadores, mas sim do grau de dificuldade dos grupos. Ou seja, a “mais valia” trazida pelos tais grandes jogadores não se reflecte em melhores resultados. E não reflecte, porque o nosso modelo de jogo habitual, o estafado 4-4-2 clássico ou losango, é um modelo que exige jogadores com características de mobilidade e qualidade invulgar, na frente, jogadores mais "polivalentes" do que "especialistas" em cada posição no meio campo, e defesas que saibam defender melhor do que substituir-se aos atacantes. Jogadores que por regra não temos, já que a filosofia das contratações é procurarmos “especialistas” em cada posição: um bom extremo, um bom trinco, um bom avançado, etc. Que depois não funcionam como gostaríamos...

Mas como no Benfica ninguém pensa e faz balanços sobre estes aspectos, lá vamos investindo todos os anos. No ano passado o grupo saiu mais acessível, e foi uma maravilha (no ano anterior, com praticamente os mesmos jogadores, mais Fábio menos Coentrão, mais Roberto menos Artur) fizemos no final 6 pontos (o pior pecúlio de pontos nos 6 jogos) e ainda sofremos uma goleada humilhante em Israel....

Bom, mas como há também coisas boas no meio de alguns azares que tivemos este ano, não só com o sorteio mas com lesões e castigos, não me parece que devamos ficar amarrados ao negativismo dos 4 pontos, mas pensar que o Celtic perdeu sempre em nossa casa, já vão 3 seguidas e queremos a 4ª vitória. Mais não seja para desligar essa curiosidade de fazermos sempre os mesmos resultados em casa e fora, a favor de cada uma das duas equipas.

O lado mais positivo que tenho apreciado recentemente, é a espontaneidade e qualidade do nosso jogo com outros executantes normalmente considerados “não titulares”, como André Almeida, Enzo Peres e Jardel. Já tínhamos feito um bom jogo na Escócia e voltamos a repetir na Luz com o Spartak.

Apesar das circunstâncias do nosso apuramento já terem estado melhor do que agora, ainda acredito que é este ano que contrariamos outra curiosidade destas participações: sempre que o Celtic fica no nosso grupo, são eles que passam: foi assim com Fernando Santos e com Camacho. À 3ª tem de ser de vez ...

Não presta... É romantismo com a formação

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Há coincidências fantásticas

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Que clubes estão no topo da classificação:

SCBraga - dispensa explicações das ligações ao FCPorto
P. Ferreira - que adoptou uma estratégia de não querer jogadores da formação do SLBenfica
Rio Ave - treinados pelo Nuno Espírito Santo, ex-FCPorto
Guimarães - que sentiu a travessia de alinhar com o Benfica e voltou ao alinhamento com Sistema.
Setúbal - o eterno braço a Sul do FCPorto

Há coincidências fantásticas...

Até sempre Robert...

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Há cerca de dois anos escrevi aqui um post sobre este livro que tinha lido no Reino Unido, e que recomendava vivamente que todos os Benfiquistas lessem. Hoje, data que marca o terceiro aniversário desde o desaparecimento de Robert Enke, achei que seria um bom dia para lembrar esse homem, especialmente agora em que o livro até já tem edição portuguesa e está por isso acessível a todos.

Se existe algum dos leitores deste blogue que de alguma forma sofra de depressão, nem precisa de ser Benfiquista, simplesmente compre o livro que não se vai arrepender. É esse post que relembro de seguida.

Há dias assim, e hoje, sem esperar passou-me pelas mãos o livro de Robert Enke, ex guarda redes do Benfica que se suicidou em Novembro de 2009, livro esse que será lançado aqui em Inglaterra na próxima semana. Comecei a folhear o livro, sem ler nada em profundidade mas, rapidamente o meu interesse foi aumentando e, a certa altura devorava folha atrás de folha.

Não é um livro escrito sobre a carreira do jogador. É um livro sobre a vida do homem, marcada por momentos fulgurantes dentro do relvado mas, marcada sobretudo pela depressão que sempre o acompanhou desde tenra idade. Tantas vezes idolatramos o jogador A ou B, tantas vezes aplaudimos ou assobiamos, tantas vezes idolatramos ou matamos o jogador esquecendo a pessoa que se esconde por detrás do nome e, esta história, a história de Robert Enke tocou-me vivamente, a forma como alguém que aos olhos do mundo sempre teve tudo mas, que viveu sempre no medo e da forma mais solitária possível de imaginar.

O livro é um relato dos amigos, é um relato da esposa também, transcrevem-se diálogos e, são trazidas a público dezenas de passagens escritas pelo próprio Enke que guardava os seus pensamentos mais íntimos num diário. Pelo meio, claro, contam-se histórias da sua passagem pelo Benfica, e para um Benfiquista, esses capítulos só por si valem o preço do livro. Relatos do seu grande e quase único amigo no balneário encarnado, Moreira, amigo esse que ficou para a vida mesmo quando Enke estava já fora do Benfica, histórias da vontade de Enke fugir imediatamente de Portugal assim que aterrou, histórias do caricato momento da assinatura do contrato em frente à imprensa, com Vale e Azevedo a ficar “azul” com a hesitação do alemão na hora de colocar a tinta no papel, que esteve a milésimos de segundos de se levantar da cadeira e fugir.

Histórias também sobre aquilo que era o Benfica da altura: os pagamentos em atraso, sendo política da altura deixar de pagar salários a jogadores que deixavam de interessar para os forçar a sair (Cliente especial: Carlos Bóssio), os 7-0 de Vigo e como doeu ao guarda-redes esta derrota, a anarquia do balneário, a catadupa de treinadores, a curta passagem de Mourinho pelo Benfica, o caricato de um dia em que o pagamento do salário de Robert Enke foi parar às mãos do sueco Anders Anderson. Fala de algum amadorismo existente, de um treinador de guarda redes chamado Samir Shaker que era o alvo do anedotário do balneario. Tinha um treino que era fazer os guarda redes voar amarrados ao poste da baliza por um elastico. Teve o Enke que pedir ao Moreira para falar com o treinador para colocar colchões à volta dos postes, porque os guarda redes estavam a ir contra os postes como moscas. Fala num treino antes de um jogo com o Nacional em que havia um balde para molhar a bola antes de cada remate, que era para treinar os guarda redes a jogar sob chuva intensa! Algumas histórias felizes, outras nem tanto, mas sempre interessantes, é ler para crer.

Diz o Enke no livro: há 3 coisas que um profissional de futebol nao pode fazer, trocar o Barça pelo Real ou vice versa, o Celtic pelo Glasgow Rangers ou o Benfica pelo Porto. Ainda assim, a Enke chegou um intermediario do Porto a dizer que havia uma oferta das Antas de 10 milhões de euros limpos em 3 anos, já descontados os impostos. Enke achava que era um passo impossivel de ser dado mas, o empresario convenceu o Enke a ir à reunião com Pinto da Costa, só para o ouvir, sem compromisso. A reunião em casa do mafioso foi numa sala às escuras, quase sem luz e com os estores corridos. O Enke esperava pastéis de bacalhau e bolinhos, e esta foi a recepcão que teve, tudo clandestino, reunião da camorra, sem paparazzis do lado de fora, tudo de modo a que nao haja provas de nada e quando se vai a tribunal se possa sair ileso. Afinal os 10 milhões foram só para atrair o alemão à reunião e a oferta era bem menor. Enke saiu imediatamente da casa de Pinto da Costa. Pinto da Costa fez ainda chegar ao Enke uma oferta melhor uns dias mais tarde mas Enke já tinha metido na cabeça que nunca trocaria o Benfica pelo Porto.

Enke chegou a custo zero e partiu também a custo zero. Segundo ele, percebeu que tinha de sair do Benfica quando lhe foi dada a braçadeira de capitão. Entregar a braçadeira a um estrangeiro de 24 anos era, segundo o alemão, sinal da crise de identidade, sinal de que já todos os outros tinham saído, sinal da ausência de bandeiras no balneário, sinal inequívoco de que algo estava muitíssimo mal no clube. Enke era capitão, uma pessoa que sofria de depressão e que só falava com dois ou três jogadores no balneário!! Enke tinha de dar o passo seguinte, tinha de ir para um campeonato mais competitivo. Nessa altura já a depressão controlava a sua vida, queria urgentemente regressar à Alemanha mas, na Alemanha Enke era apenas mais um, alguém que jogava num campeonato periférico da Europa, num clube que acabara em quarto lugar.

Através de Moreira, ficamos a conhecer o homem, que de Portugal só se queixava, aliás, o seu estado mental obrigava-o a queixar-se de tudo: que os portugueses não falavam inglês, que os portugueses eram loucos na estrada, que os portugueses tratavam mal os animais, que os portugueses eram isto e aquilo, enfim, um homem que tinha tudo mas que era como se não tivesse nada, ou pelo menos era incapaz de apreciar a vida.

Robert Enke foi um grandíssimo guarda redes no Benfica. Deixou saudades. Eu, por acaso, tive oportunidade de durante o seu tempo em Portugal, trocar algumas palavras com ele, porque ele ia sempre com os seus sete cães a um veterinário bem perto da minha casa. Muitas vezes o vi por lá, e Enke foi sempre sorrisos e uma pessoa extremamente cordial. Essa simpatia fazia-me ter ainda mais apreço por ele. O seu suicídio foi por isso um choque. Desde que saiu do Benfica, a carreira e a vida de Robert Enke foi sempre a descer. Na cabeça de Robert Enke, ou se era o melhor do mundo ou o pior do mundo, não havia meio termo. E o facto de nunca ter tido oportunidades em Barcelona minou e muito a sua personalidade e a sua confiança. De Barcelona foi para a Turquia e da Turquia para a Alemanha mas a sua depressão nunca mais o largou. A morte da filha foi a estocada final.

No fim do livro, já nos seus últimos capítulos, e sustentado em muito por aquilo que Enke escrevia no seu diário, a confissão, de que os anos mais felizes da sua vida tinham sido passados em Portugal e no Benfica, num clube e num país inigualável. Fala-se num regresso a Lisboa para uma homenagem alguns anos depois de ter saído, das lágrimas de Enke e da esposa ainda no avião, assim que começaram a ver Lisboa pequenina lá em baixo. Era ali, era aquele o lugar onde tinham sido felizes, percebiam agora. Estavam em casa.

Robert Enke já tinha casa em Portugal ali para os lados de Sintra, e aí passara férias nos seus últimos dois anos de vida. Pensava em regressar, de preferência para jogar futebol (nem que fosse no Belenenses) mas também para viver depois de terminada a carreira.

Finalmente Robert Enke tinha um plano e sabia o que queria… Infelizmente já foi tarde demais.

Até sempre Robert…

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Formar é desnecessário... eles aparecem sozinhos

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Antes de mais deixem-me dizer que é um ORGULHO poder fazer parte de um blog onde efectivamente se discutem opiniões, sem medir o tamanho do benfiquismo das pessoas e entendendo que apesar de termos por vezes opiniões diametralmente opostas, isso não faz de nenhum de nós menos benfiquista.

Como sabem, o tema da formação é um segmento que tenho especial carinho. É uma das áreas que estou especialmente grato a Luis Filipe Vieira pela aposta que fez no CaixaFutebol Campus, pelos avanços feitos na disponibilização de elementos complementares de acompanhamento da evolução de jogadores, nas infra-estruturas de apoio, na contratação de recursos especializados, na criação de metodologias de treino e de formação de atletas, na prospecção dos melhores valores em Portugal, etc....

... Mas infelizmente percebi agora que Luis Filipe Vieira mais não fez do que desperdiçar dinheiro. E muito!

Depois de ter ligo o texto do Redmoon, fiquei a saber que ter os jogadores sob estes regimes e metodologias de treino, sob este acompanhamento e infra-estruturas, sob esta integração com jogadores maduros de qualidade acima da média... é indiferente.

Isto porque segundo a teoria do Redmoon, se o jogador tem potencial quando sai do SLBenfica deveria ficar obvio que iria ser um craque noutro sitio qualquer... mesmo que saia para jogar no Rio Ave, Paços de Ferreira ou Salgueiros.


A forma como se desvaloriza os benefícios do CaixaFutebol Campus e a capacidade dos nossos recuros e infra-estruturas transformarem jogadores com potencial em futuras mais-valias é impressionante. Na verdade, aparentemente o SLBenfica limita-se a desperdiçar dinheiro, pois os jogadores quando são bons... são e pronto. E só esses é que interessam ao SLBenfica... e para esses não precisamos de ter formação, pois contratamo-los no Brasil, Argentina, Espanha, etc... até porque pelos vistos para o Redmoon em Portugal há um ou dois, apenas.

A mim que me perdoem estes conhecedores do modelo simplificado de formação, mas eu talvez serei ainda um bocado antiquado nestas coisas e teimo em acreditar que o acompanhamento dos jogadores com maior potencial nos anos-chave do processo de formação, a existência de um modelo de transição para o futebol profissional (onde os empréstimos e as equipas B têm um papel fundamental) e o acompanhamento nos primeiros dois anos de integração na equipa principal, nomeadamente por jogadores-referência do Clube.... tudo isto pode transformar um jogador bom, num grande jogador. 

Mas claro... isso sou eu que acredito que o Danilo Pereira não foi distinguido para o melhor 11 do Mundial S20 por acaso e que acredito que o Mário Rui tem a raça e a qualidade para ser trabalhado talvez para ser um suplente de qualidade, que acredito que o Luis Martins tem potencial para crescer com futuro defesa esquerdo do SLBenfica, que tenho a expectativa de ver o Nelson Oliveira a ser acarinhado pelo Clube para se tornar uma referência do futebol nacional ou que acredito que o Miguel Victor pode ser o nosso raçudo "Puyol" (um defesa todo-o-terreno), ou que o Miguel Rosa tem tudo para ser um futuro capitão do SLBenfica, mas que nem sequer tem oportunidade para jogar na equipa principal, mesmo acumulando distinções sucessivas há dois anos na II Liga em Portugal.

Sou eu também que acredito que estes jogadores não podem ser lançados para a a dimensão de um Clube como o SLBenfica sem que haja muito, mas muito acompanhamento ao nível técnico, físico, táctico e até humano (fundamental).

Isto sou eu que fico irritado quando vejo os adeptos terem toda a paciência do Mundo com jogadores como o Filipe Menezes, Eder Luis, Balboa, Jardel, Mora, Kardec, Julio Cesar, Carole, Fernandez, Weldon, Airton, Sepsi, Shaffer, Keirrison, Bruno Cesar, Melgarejo...

... Por falar em Melgarejo, engraçado como o próprio Jesus contradiz o Redmoon. O rapaz que se destacou em Paços de Ferreira afinal não serve para avançado do SLBenfica, mas serve sim para o que nunca se tinha destacado: Para defesa.

Tal como Luizinho que o próprio Jesus dizia que "partiu o lado esquerdo todo durante a época passada"... afinal para o SLBenfica só... "vai dando".

O mal é que nós entendemos que jogadores da formação têm que entrar na equipa e marcar dois golos, tipo André Gomes e tornarem-se ídolos imediatos. O que invariavelmente representará apagarem-se logo de seguida e possivelmente passarem ao lado das oportunidades por falta de acompanhamento e excesso de exigência a queimar etapas de formação... já vimos esse filme num passado muito recente com o Nélson Oliveira que passou de futuro do futebol nacional... jogador que afinal é só uma promessa e que nem no Corunha joga.



Razão tinha o Vale e Azevedo: Acabe-se com a formação, não há lá nada que se aproveite.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jorge Jesus e o sindroma do jogador português? Vamos a factos!

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Da parte de alguns dos que aqui escrevem e comentam, nasceu uma espécie de estigma de que Jorge Jesus deve ser alérgico ao jogador português. Nasceu a ideia de que o jogador português não é aposta do treinador, não por causa das suas qualidades futebolísticas mas, por causa da sua nacionalidade.

Aliás, antes de Jorge Jesus, era LFV quem era acusado desse feito, de que os planteis de LFV nunca tinham jogadores das nossas camadas jovens. E tudo isto estaria certo se os factos sustentassem a tese. Mas não sustentam, ou melhor, para sustentarem a tese não basta apontar a falta de jogadores da formação no plantel sénior como uma realidade. É preciso sim dizer-se (e isso ainda ninguém fez), quem são os produtos das escolas do clube desaproveitados pelo Benfica nos últimos anos, que se revelaram depois jogadores de topo em outros clubes.

 É que eu, por muito que puxe pela mioleira, não vejo nem um só jogador saído das escolas do clube e desaproveitado na Luz, que tenha singrado depois ao mais alto nível num qualquer outro clube. E já nem falo ao mais alto nível, falemos de médio nível, e mesmo aí só vejo dois: João Pereira e Sílvio. Exclusão óbvia a jogadores que saíram, não por decisão técnica mas por litígio, casos de Manuel Fernandes, Maniche ou Edgar.

E muitos portugueses passaram pelos nossos plantéis ao longo dos últimos anos, casos de Hugo Pereira, Tiago Gomes, Amoreirinha, Manuel Fernandes, Bruno Aguiar, João Pereira, João Vilela, Rui Nereu, Bruno Costa, Hélio Roque, Romeu Ribeiro, Maniche, Roderick, Miguel Vítor, Edgar, Paulo Santos, Nuno Afonso, Abel Silva, Toy, Pepa, Rui Baião, Mawete Júnior, Jorge Ribeiro, Sousa, Kenedy, Pedro Henriques, entre outros. Pois quantos destes jogadores fizeram carreira ao mais alto nível? No Benfica ou em outro clube qualquer? Pois.

E hoje em dia o rótulo mantém-se: Jorge Jesus não gosta de portugueses? Mas o Ruben Amorim não era português? E o Fábio Coentrão também não era português? E o Eliseu, que aparentemente o JJ queria este ano, não é português? E estes dois meninos que começam a entrar devagarinho na equipa principal, o André Almeida e André Gomes não são portugueses?

Ah sim, e então o David Simão, e o Nélson Oliveira, e o Nuno Gomes, o Moreira, e o Danilo, o Roderick, o Mário Rui, o Lassana Camará, o Miguel Rosa? Pois excluindo o Nuno Gomes, eu pergunto: Queeemmmm? Mas algum destes outros jogadores provou alguma coisa em algum lugar? Ah sim, foram Vice-Campeões Mundiais de sub-20. Eeeee......? Querem que diga aqui o nome de alguns jogadores galardoados não há muito tempo como os melhores jogadores dos Mundiais de sub-17, jogadores que nunca vingaram como seniores? Philip Osundo da Nigéria, Wiliam de Oliveira do Brasil, James Will da Escócia, Mohameed Al Kathiri de Oman? Onde andam estes, um dia, craques? Ahh, e o novo Pelé, o Fredy Addu que tão bem conhecemos, onde anda? Emílio Peixe, melhor jogador do Mundial sub-20 em Portugal, lembram-se?

Meus amigos, os números não mentem: Jorge Jesus era um terrorista porque o Nuno Gomes não jogava. Pergunta: E em Braga, com outro treinador, passou a jogar?

Jorge Jesus era um terrorista porque não apostava em Moreira como número 2 preferindo Júlio César por ser Brasileiro. O Moreira saiu e aterrou em Swansea, quantos jogos fez? NEM UM!! No final da época rescindiu por mutuo acordo, e nenhum novo clube aparece na sua ficha do Wikipédia. Terá acabado a carreira? E Júlio César? Pois, um azar do caraças, uma época emprestada ao Granada, 17 jogos jogados e todos a titular.

Nélson Oliveira: outro craque dispensado pelo Messias. Calma, dispensado não, pois foi o jogador a pedir para sair para jogar mais. Ele exigia portanto jogar mais mas, o que fez até agora esta estrela? Em Vila do Conde, 448 minutos em 10 jogos, nenhum jogo completo. Em Paços de Ferreira 1111 minutos em 23 jogos, apenas 4 jogos completos. Em Corunha 333 minutos em 10 jogos, todos como suplente. Esperem lá: E o burro é o Jorge Jesus?! É que até o Kardec, também ele avançado e também ele emprestado (e obviamente segundo alguns beneficiado por JJ por ser brasileiro), também saiu da Luz para jogar mais, 2560 minutos em 44 jogos pelo Santos! Rendimentos bem diferentes, portanto.

E David Simão? Este ano no Marítimo, 507 minutos em 11 jogos, apenas um jogo completo; na Académica o ano passado, 678 minutos em 12 jogos, apenas um jogo completo.

Saná Camará em Servete: 273 minutos em 8 jogos, 1 jogo completo. Valladolid: 35 minutos em 2 jogos.

Danilo Pereira em Parma: 95 minutos em 5 jogos.

Mário Rui nunca jogou no Parma e tem andado emprestado a clubes menores.

Roderick no Corunha, não joga!

Miguel Rosa é exceção em termos de experiência, colecionando já 134 jogos como sénior, ainda assim, na segunda liga portuguesa.

Por fim Miguel Vítor, a quem até reconheço algum potencial mas, com dois senãos: Em primeiro lugar não é o craque que alguns querem fazer dele; e depois Jardel – o concorrente e ódio de estimação de alguns que aqui escrevem - que também não é tão cepo como alguns querem pintar. Analisando o binómio custo/rendimento, foi até uma grande contratação, jogador que chegou à Luz por 490000 euros e hoje está avaliado em 4 milhões de euros, uma valorização de mais de 800%! Fossem todas assim! Também não vou dizer que Jardel é nenhum Pepe mas, foi contratado como terceiro central, e que mais se pode exigir a um terceiro central que chegou pelo custo que chegou, que sempre que seja chamado a substituir um dos titulares, que a equipa não abane e quase não se note a ausência do titular?

Mas calma, afinal estes craques que mal calçam em clubes menores, são incapazes de provar o seu valor em clubes de Mija na Escada mas, no Benfica têm de ter uma oportunidade, e se não a têm, a culpa é do treinador?! Mas aquilo é o quê? O Pátio das Cantigas?

E o Coentrão? Será português arraçado de Soviético? Foi por isso que jogou com JJ? Ou será que foi, como já ouvi dizer, que só ficou no plantel porque LFV convenceu o treinador a deixá-lo ficar?! Mas esperem lá, será que foi isso? Então o casmurro Jorge Jesus, que nunca ouve nem obedece a ninguém, que não apostou em Capdevilla porque não era aposta dele, desta vez, e só desta vez, foi sensível aos apelos do Presidente?! Quando convém, JJ já ouve?!

E podíamos ficar aqui até amanhã, com exemplos atrás de exemplos. E depois o contra-argumento é sempre o mesmo: Pois, mas então e os estrangeiros? Nesses já se aposta, já vale a pena o risco?

Mas esperem lá, que estrangeiros? Será o Dérlis ou outros que chegaram e nunca jogaram na equipa principal, e que andam a fazer um percurso noutras paragens em tudo semelhante ao dos portugueses, com a obrigação de provarem o seu valor, para quiçá, voltarem um dia à Luz? Caso de Melgarejo por exemplo.

Será que falavam do Di Maria, do Gaitan, do Bruno César, do Rodrigo, do Javi ou do Witsel, jogadores que chegaram novos mas por muitos milhões de euros, sinal evidente de que já eram jogadores com nome no mercado?

Ou será que falavam do Menezes, do Kardec e do Carole? Mas esperem, quem eram estes jogadores antes de chegarem à Luz? Jogadores da equipa júnior de algum clube? Suplentes em algum lado? 

Quem era Carole? Chegou à Luz como titular do Nantes, com 1400 minutos em 16 jogos, 14 deles completos.

E Filipe Menezes? Chegou à Luz depois de 1163 minutos em 26 jogos pela equipa principal do Botafogo.

E Kardec? Chegou à Luz depois de 2945 minutos jogados em 53 jogos pelo Vasco da Gama onde marcou 16 golos! E mais, eleito pela France Football como um dos jogadores mais promissores da próxima década.

E depois ainda há quem diga que não se admira que os jogadores das escolas saiam da Luz à primeira oportunidade, sabendo que na Luz não terão oportunidades! Sim, sim. Boa gestão era ter-lhes dado o que exigiam bem antes de mostrarem o quer que seja, contratos milionários e de longa duração a alguns caloiros, para depois todos concluirmos que o seu potencial futebolístico era quase nulo!! Ora aí está a Gestão Rigorosa que alguns apregoam mas que na prática é só para Inglês ver. 

Realçar porém que apesar do que escrevo, continuo a desejar obviamente, que mais craques das escolas do clube apareçam na equipa principal. Mas têm de ser craques, Ruis Costas ou Paulos Sousas e não pseudo-craques sem provas dadas em lado nenhum, rotulados de craques por meras simpatias e só porque um dia vestiram a camisola do Glorioso e dizem sentir o Benfica desde pequeninos.

E àqueles que a esta hora já carregaram a metralhadora e me vão tentar fuzilar de seguida, pois fuzilem, mas comecem por favor por me contradizer com factos. Indiquem-me por favor o nome desses tais “craques” a quem o Benfica ou o Jorge Jesus deitaram pela janela fora, e que se revelaram depois craques noutras paragens. E já nem falo dos últimos 4 anos. Falemos dos últimos 12!!! 


*Dados retirados de www.transfermarkt.co.uk

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A noite de Ola John e Enzo Perez, com amargo no fim.

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Com mais um árbitro muito mau e com algumas adaptações forçadas, o Benfica venceu hoje o Spartak e fez o que lhe competia nesta noite de Champions.

O Benfica, no global, fez uma exibição agradável em especial na segunda parte, com 2 jogadores em grande destaque: Ola John e Enzo Perez.

É caso para perguntar: o que andou Ola John até agora? A resposta esperem sentados.

Gostei da exibição de André Almeida, que mostrou que merece mais chances para poder amadurecer.
Oscar Cardozo entrou muito bem no jogo, não se percebendo porque é que JJ insiste em desperdiçar penalties colocando Cardozo a marcá-los. Sempre para o meio e em força. Nem todos caem nisso.

Mas esta noite fica marcada pelo amargo de boca que foi a vitória do Celtic frente ao Barcelona.
Era um resultado que em nada interessa ao Benfica e que coloca o clube numa situação complicada no que diz respeito à qualificação para os oitavos de final.

Qual foi a diferença? A postura. Quem esteve a vencer no Nou Camp e agora torna a fazer um bom jogo e vencer o Barcelona mostra que há coisas que não vêm por acaso.

Disse JJ no fim do jogo com o Barcelona: "Não adianta tentar controlar, eles não deixam".
Quando foi questionado sobre se os encontros com o Spartak tinham carácter decisivo, Jesus fechou o rosto: “Os outros também jogam com o Barcelona e também perderam.” 
Nem todos, Jorge Jesus.

Disse Neil Lennon hoje no fim da vitória frente ao Barça: "Os meus jogadores são uns heróis. Se queres ganhar ao Barcelona tens que ter um grande guarda redes, estar muito concentrados e ter um pouco de sorte, e hoje seria muito injusto não vencer o Barcelona. Eles na segunda parte meteram o Villa, e eu meti um puto de 18 anos que custou 50.000 libras."

Quando questionado no fim do jogo de hoje sobre as perspectivas do Benfica, JJ responde que os outros também vão jogar com o Spartak. Pois é JJ, mas os outros foram ganhar a Moscovo. E ganharam ao Barcelona.

Tem o Celtic um plantel mais forte e melhor que o Benfica? Claramente que não.

Resumindo, a falta de ambição quer no jogo em Glasgow quer no jogo com o Barça colocam o Benfica mais na Europa League que nos oitavos.

Sport Lisboa e Benfica - Russos que não passarão!

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«É fácil distinguir. No campeonato estamos em primeiro com os mesmos pontos do FC Porto. Na Champions, estão as melhores equipas de cada país. É natural termos mais dificuldade. O nosso grupo tem o Barcelona, daí a dificuldade para estar em primeiro.» - JJ dixit

É dia de jogo. Importantíssimo. Por isso esta opinião de JJ sobre as dificuldades do Benfica na Champions fica para outro dia.

O que interessa é que o Glorioso hoje seja uma equipa concentrada e com a táctica bem estudada.
Não há margem para falhanços. É essencial, quer em termos económicos, quer em termos de prestígio, que o Benfica passe aos oitavos de final da Champions.
 
Lista de convocados:
Guarda-redes: Artur Moraes e Paulo Lopes;
Defesas: Maxi Pereira, Jardel, Garay, Melgarejo, Miguel Vítor e Luisinho;
Médios: André Almeida, Ola John, Enzo Perez, André Gomes, Bruno César, Salvio, Gaitán e Nolito;
Avançados: Cardozo, Rodrigo e Lima. 

Matraquilhos

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Portugal, 7 de Novembro de 2012

Por uma conjugação de factores que não dependeram apenas do Benfica, logo mais temos um jogo decisivo para a nossa continuação em prova na Champions. A derrota em Moscovo na última jornada conjugada com o facto de, nesta edição da prova, termos feito 2 jogos fora na 1ª volta, ambos com os nossos concorrentes directos Celtic e Spartak, assim o ditaram.

Na época passada também tivemos que fazer dois jogos fora na 1ª volta mas em contrapartida, um dos adversários era claramente “outsider”, o Otelul, equipa sem experiência de Champions e até de Liga Europa. O outro era o Basileia que apresentava como maior dificuldade ser uma equipa “sem nome”, mas com uma qualidade invulgarmente elevada, para equipas suíças. Isto é: era daquelas que por cá a critica diz que é para ganhar. Depois eles eliminaram o Manchester United...

Seja pelo grau de dificuldade superior dos adversários que enfrentamos esta época, seja por incompetência na abordagem dos jogos, em particular na Rússia, o que é certo é que uma vitória que, se tudo tivesse corrido conforme o planeado, seria um objectivo normal, passou a ser um objectivo único. Ou seja, a pressão para este jogo, aumentou fruto da derrota em casa deste adversário.

Analisar derrotas é sempre difícil porque os jogos não têm que se ganhar todos. Caso contrário, os outros adversários diriam o mesmo das suas derrotas. Contudo pareceu-me existirem 2 factores que contribuíram para perdermos um jogo, que em princípio, poderíamos não ter perdido, tal como na Escócia onde pontuamos, e onde antes sempre tínhamos perdido. 1) o factor tempo e tipo de relvado, sintético, que à partida favorece quem está habituado a jogar mais vezes nessas condições, 2) o modelo de jogo escolhido, que incluiu 2 pontas de lança ao contrário do jogo da Escócia onde apenas jogáramos com 1.

Do campo e clima, nada mais a acrescentar, excepto que também esses factores deveriam ter condicionado o nosso modelo de jogo. Isto é, se as dificuldades favoreciam o adversário, então não poderíamos ser fiéis à nossa forma tradicional de jogar, porque essa forma de jogar, com 2 avançados, é propensa à dinâmica de ataque. E quando se ataca num contexto que o adversário conhece e se adapta melhor, é óbvio que vamos cometer mais erros e criar condições para permitir mais ataques à nossa baliza, do que a situação inversa.

Para além deste aspecto, o 4-4-2 em losango foi ao mesmo tempo uma burrice e falta de respeito. Burrice porque na Champions, com JJ, nunca ganhamos um jogo fora, a jogar assim (há 2 anos perdemos 2-0 no Shalke04 e Lyon, e 3-0 em Telaviv). Ganhamos ao Otelul, que não entra nestas “contas”. Empatamos em Manchester e ganhamos em Basileia, jogando só com 1 avançado, em Inglaterra, e 2 avançados em Basileia, mas com Rodrigo a fazer de médio ala e não propriamente, de avançado de área. Falta de respeito, porque não medimos a importância e qualidade do adversário, que tem um plantel seguramente mais caro do que o nosso, com qualidade técnica e fomos lá impor a “cor” das camisolas, quando se sabe que é o trabalho com humildade que ganha jogos.

Nesta problemática, há que avaliar a valia do nosso plantel. Não vou falar das vendas de Javi e Witsel, pois compreendo a opção pelas vendas milionárias (?). Há que cobrir os buracos desta gestão mentirosa, que deve quase tudo aos Bancos e nos obriga a pagar dezenas de milhões de juros por ano. Mas estava a pensar no Bruno César que este ano está “tapado” por Sálvio, graças à opção do Sr.º Vieira em dar liquidez ao Atlético de Madrid para que pudessem pagar ao FCP. 

Sálvio é um óptimo jogador, bom carácter, simpático. No binómio custo/qualidade contudo não fazia falta. Para o seu lugar tínhamos (e temos) o Bruno César, o Gaitán e o Enzo Pérez que foi contratado para cobrir a saída de... Sálvio. No ano passado, na fase de grupos, Bruno César marcou 1 golo em Basileia e fez o roubo de bola de que nasceu o golo do empate em Manchester. Foi determinante na conquista do inédito 1º lugar no nosso grupo.

Hoje, relegado para suplente por opção da Direcção na contratação de Sálvio, e tratado como um matraquilho, Bruno César é um jogador que não se tem notado. Porque os matraquilhos normalmente não se notam. Quem pensa que o jogador ganha bem, tem de jogar bem, continua a pensar o futebol como há 50 anos. E isso para um clube como o Benfica é péssimo. Por outro lado Sálvio ainda não marcou golos na Champions e o seu contributo para as vitórias, não se tem notado. 

Em resumo tínhamos um jogador motivado, Bruno César, hoje temos uma despesa de 11 milhões (em período de crise), uma troca de jogadores que não se notou ainda, e a época da Champions em risco. Ajudar os amigos do FCP tem destas coisas. Mas espero sinceramente que seja hoje o dia em que Sálvio faça a diferença. Ou que pelo menos, ganhe o Benfica ...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Conhecem os meninos da Foto?

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Na foto da esquerda estão Mário Rui (defesa esquerdo) e Danilo Pereira (médio defensivo) e na da direita está Lassana Camará (box to box). Na esquerda está também Roderick Miranda (defesa central emprestado ao Corunha).

Os dois primeiros estão em Itália. O primeiro vinculado ao Parma e emprestado a um clube da 2a Divisão, o  Danilo vinculado ao Parma também e emprestado ao Roda e o Saná está agora na Académica depois de uma má experiência em Espanha.

O Roderick depois de um ano parado na Luz, vai para o segundo ano parado, mas agora com mais estilo: Na I Liga Espanhola.

O que têm estes jogadores em comum? São todos jovens na casa dos 21 anos, portugueses, internacionais Sub20 vice campeões do Mundo e.... FORMADOS NO SLBENFICA!

Eu nem vou questionar, porque admiro a qualidade de todos, a decisão de os ter deixado desvincular do SLBenfica, ou de os manter sem jogar (no caso do Roderick). A decisão está tomada e não vale a pena voltar ao tema, pois haverá os que os viram jogar e atestaram a sua qualidade e haverá os que dizem "ah e tal andam pelo Roda, Spezia, Académica ou nem calçam no Corunha".

Os primeiros saberão bem o que sinto quando vejo a saída deles. Aos segundos pergunto apenas: Então mas não pagamos 4M€/ano a um treinador para... potenciar jogadores? Ou será que ele só os potencia se eles apareceram a falar português do Brasil como o Sidnei, Copetti, Filipe Menezes, Eder Luiz, Keirrison, Bruno Cesar, Julio Cesar, etc.? Ou mesmo europeus como Carole e ainda uns espanhois que agora estão na moda?

Lembram-se de onde andava o Coentrão em Espanha? Era muitas vezes suplente, outras nem convocado de uma equipa da II Liga (Saragoça). É facil potenciar um Ramires... dificil, dificil é pegar num jovem Danilo ou Mário Rui e levá-los a superar-se e a melhorarem a cada treino, fruto de um trabalho estruturado com uma equipa técnica interessada em desenvolvê-los.

Não sei se a esta hora a porta do gabinete do Sr. Presidente ainda está aberta, mas fica a sugestão:

Agora que tem uma equipa Sub23, porque não pensar na hipótese de fazer voltar estes quatro meninos "a casa" e potenciar a qualidade de quatro jogadores de qualidade, desenvolver as suas lacunas e pensar em potenciar as suas competências, por forma a obtermos o retorno desportivo do investimento que fizemos na formação deles?

Porque não integra-los em Janeiro na Equipa B, para o início da próxima temporada?

Será que desaprenderam? Será que preferimos caminhos "mais curtos" para a formação de jogadores, como ir buscar jovens ao Brasil, Espanha, Argentina, Peru, Uruguai como o Derlis Gonzalez, Conejo, etc?



Fica a sugestão, Sr. Presidente, se a porta ainda estiver aberta. É que pelas minhas contas, ainda só passaram 11h das 16h que passa diariamente no clube, portanto ainda tem 5h para pensar hoje um bocadinho sobre esta sugestão.

Miguel Relvas nos Dragões de Ouro 2012

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Dragões de Ouro 2012, com Marco António Costa e o Peidoso











"O gabinete de Miguel Relvas retirou a transmissão dos jogos da Liga de futebol da lista de acontecimentos com interesse público. A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) deu parecer negativo, mas, pela primeira vez, a opinião não foi tida em conta pelo Governo." in Publico

"Uma decisão que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, disse, esta quinta-feira, "compreender" em função da crise actual." - da fonte anterior.

Miguel Relvas e Fernando Gomes. Dois dragões, um por equivalência, outro de gema, ambos a zelarem pelo seu FCP e o seu financiador Oliveira.


Nota: Menezes e Relvas. Mais dois grandes sportinguistas com pele de camaleão.

Silvio Cervan..?!?

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Silvio Cervan a representar o clube no sorteio da Taça da Liga?! A sério? A falar sobre futebol?! A sério?!
Ninguém se lembra das sovas que ele levou no 'Dia Seguinte'? Dos telhados de vidro que o G.A. lhe conhece e que o embaraçavam? Que nem para isso ele serviu?!

É esta uma nova cara do futebol do Benfica?
Estão a gozar com quem??

Eh pah, tenham paciência!!

Um Cervan e um Carraça não fazem meia perna de um Shéu.

É com Cervans que se vão conseguir 3 campeonatos em 4?! Deve ser, deve...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Uma semana de mediocridade

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Portugal, 5 de Novembro de 2012

O Benfica venceu o Gil Vicente por 3-0, num jogo que começou caracterizado pelas adaptações que o treinador JJ teve de fazer, devido maioritariamente a castigos e lesões, e que terminou com um bom resultado e com a revelação de um jovem de 19 anos, André Gomes, que surpreendeu positivamente a critica desportiva, mas não a mim e outros adeptos que já o viramos jogar com olhos de ver, e não com o que a comunicação social diz.

Lamentavelmente, dois dias depois, surgiram notícias na comunicação social de que o Benfica estará interessado num médio defensivo, posição 6, francês. São notícias destabilizadoras para o jovem jogador, são notícias que deveriam ser desmentidas pelo Benfica, são notícias que, a serem falsas, demonstram a baixeza e mediocridade desses jornalistas que sempre que podem, criticam o Benfica pelo reduzido número de jogadores portugueses no plantel.

Mediocridade foi o que não faltou na alegada primeira reunião da recém eleita Direcção do Benfica. Tanto quanto me recordo, foi a primeira vez que qualquer clube de topo chamou os fotógrafos e jornalistas para uma descarada manobra de propaganda (e vão 11 anos disto). Se repararam, os pormenores não foram esquecidos: o Sr.º Vieira, em mangas de camisa, os restantes de fato e gravata. Há que cultivar a imagem do “querido líder” e como se vê, a comunicação social põe-se a jeito, ou é obrigada a pôr-se a jeito, pois quem financia o Benfica é também quem financia os grupos económicos proprietários dessa comunicação social.

Mas como o plano não foi perfeito, também vimos um LCD gigante nas costas do Sr.º Vieira, televisor que deve servir para ver os jogos do Benfica e que deve ter sido ligado logo após os jornalistas saírem de cena.

Para juntar à festa, nessa semana também se discutiu a renovação de Jorge Jesus, com a comunicação social a pegar no tema, uma vez mais sem sinal de vida da Direcção do Benfica. O objectivo é sempre o mesmo, dividir os adeptos, pois em cada tema que se pegue, há sempre gente a favor e gente contra. Nunca se pega nos temas que possam dividir os adeptos do FCP ou SCP. Se a comunicação social se preocupasse tanto com o SCP, se calhar não estavam na miserável situação que estão, com 3 treinadores só esta época enquanto nós continuamos com o mesmo defesa esquerdo adaptado. Ainda bem que Jesus é coerente. E percebe do assunto.

Claro que não faltou o toque de mediocridade do Sr.º Gaspar Ramos, que tal como muitos outros, acha que a questão só deve ser colocada se o Benfica for campeão. Estando a falar de um ex-dirigente do Benfica que nos 2 anos que esteve com Damásio apoiou 3 treinadores diferentes, Artur Jorge, Mário Wilson (este por amor ao clube) e Paulo Autuori, não ganhou rigorosamente nada (uma Taça, corrijo) e ainda enterrou financeiramente o clube, com contratações por vídeo que ao primeiro sinal de fracasso eram despachadas (Paulão, o “coice da mula”, por exemplo), como é possível continuar a defender o mesmo tipo de actuação? Atitude medíocre e burra, só pode...

Que saudades de Paulo Bento terão os adeptos do SCP. Os que na altura também lamentavam a conflitualidade do treinador com alguns jogadores, a casmurrice de algumas opções, o facto de só servir para ganhar umas Taças... Hoje, com tanta contratação e despedimento, tomaram esses adeptos do SCP que o Paulo Bento tivesse ficado. O paralelo com Jesus é total...

E porque estou a falar de mediocridade, que dizer da entrevista de Godinho Lopes, quando afirma que está a trabalhar “para criar um SCP mais sustentável financeiramente”? Após mais de 90 milhões de euros de prejuízo, em duas épocas consecutivas, fazer esta afirmação é um atentado à inteligência dos adeptos de todos os clubes. A comunicação social contudo “não” percebeu. Se fosse JVA a fazer uma afirmação destas, tínhamos assunto para o “Prós e contras”...

Para terminar, e porque o Benfica está espartilhado pelo “sistema” que trouxemos para o nosso seio, o mesmo árbitro que expulsou Nuno Gomes, Petit e Manu no Bessa na 1ª jornada de 2006/2007, o mesmo árbitro que inteligentemente mostrou cartão amarelo a Fábio Coentrão no último jogo da Supertaça com o FCP, num lance em que de facto foi derrubado por rasteira e empurrão de Sapunaru dentro da grande área, esse mesmo árbitro que o “sistema” lembra como estando associado a um pedido de Vieira para um jogo da Taça com o Belenenses, esse mesmo árbitro que tal como quase todos os outros está “catequizado” pelas regras de manual de arbitragem à FCP, decidiu expulsar a nova revelação do Benfica, André Gomes, no jogo com o Guimarães. Há que marcar cedo o caminho dos futuros talentos do Benfica.

A Direcção do Benfica para variar, nada disse publicamente sobre o rigor da decisão do árbitro. A ser adoptado este critério temos de perguntar a Vítor Pereira porque razão, o jogador que deu uma cotovelada em Luisinho em Barcelos, não foi expulso. Ou o jogador que no ano passado deu um pontapé em Aimar em Coimbra, dentro da área, não foi alvo do mesmo tipo de critério disciplinar. Ah, Vieira deve estar a aguardar instruções do Dr.º Fernando Gomes...

Cinco em cinco! Campeões dos Campeões!

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Cinco em cinco! É este o registo das modalidades de pavilhão do Sport Lisboa e Benfica ao nível das Supertaças. Neste domingo, dia 4 de Novembro, o Basquetebol juntou o troféu que faltava para conseguir o pleno neste arranque de temporada. 

As conquistas começaram com o Futsal a vencer o Modicus, em Matosinhos, por 5-3, no passado dia 2 de Setembro. No mesmo dia, o Andebol venceu o Sporting por 29-26 e conquistou, assim, a Supertaça da modalidade. 

O Hóquei em Patins, por seu lado, bateu a Oliveirense no passado dia 29 de Setembro, por 9-5. A vitória foi alcançada em Paredes. 

Seguiu-se o Voleibol no dia 5 de Outubro. Em Coimbra, o conjunto da Luz derrotou o SC Espinho por 3-0. 

O Basquetebol colocou este domingo, dia 4 de Novembro, “a cereja no topo do bolo”, ao vencer a Académica de Coimbra, por 68-53. Recorde-se que a equipa da Luz arrecada a segunda prova num curto espaço de tempo, já que ganhou o Troféu António Pratas no passado dia 14 de Outubro.

in Site Oficial SLBenfica

domingo, 4 de novembro de 2012

Rui Vitória - exemplo do cobarde treinador do "Futeluso"!

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«Os treinadores portugueses mais “conceituados” – os que estão mais tempo no activo, nas últimas 3 ou 4 épocas – são do piorio que existe no futebol português. São traiçoeiros, cobardes, manipuladores, reles e arrivistas. Mesmo abaixo do nível de muitos futebolistas e até de grande parte dos dirigentes, que como todos nós sabemos, são intelectualmente “labregos”. 

Quanto aos (treinadores) portugueses, a maior parte está controlada pelo FC Porto através do professor universitário José Neto do ISMAI (Instituto Superior da Maia). Para ter sucesso no “Futeluso” é necessário ser subserviente ao Fruta Corrupção e Putedo e ter a “bênção” do José Neto, formatador dos medíocres treinadores portugueses.» - Alberto Miguéns


F.C. Porto - V. Guimarães, 4-0
Rui Vitória: «Acima de tudo há que reconhecer que defrontámos uma boa equipa e que é muito forte. (...) Fica a amargura do resultado mas estes jogadores têm potencial para evoluir. São apenas três pontos».


Benfica - V. Guimarães, 3-0  
Rui Vitória: O Treinador do Vitória de Guimarães diz que o segundo golo do Benfica foi decisivo. [Sobre o penalty] «O árbitro assinalou e não há nada a fazer. Parece-me que não há intenção de ninguém em tocar em ninguém. É um momento-chave porque, na minha opinião, iríamos dividir mais o jogo com o Benfica, mas agora pouco conta.»




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