Dentro e fora de campo a metodologia é a mesma: protege-se o FC Porto.
Como exemplificou muito bem hoje Mauro Xavier no título da sua coluna semanal no Record, a “Mordaça do Sistema” procura de todas as formas condicionar a liberdade de expressão dos benfiquistas nos órgãos de comunicação social e agora até nos programas de opinião.
A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto também se juntou a este movimento que tenta proteger o FC Porto de ser exposto realmente como é.
A referida Autoridade, perante o sucedido no Estoril – FC Porto, em que um adepto do FC Porto proferiu insultos do mais nojento que há desde o primeiro minuto de jogo contra os adeptos da equipa adversária, resolveu penalizar os adeptos do…Estoril, por terem respondido às ofensas e provocações.
Quanto ao adepto que provocou os distúrbios e que estava acompanhado da filha, nada.
É esta “mordaça” que dá a impunidade ao FC Porto que os andrades tanto gostam.
A mesma “mordaça” fica mais evidente quando assistimos à SIC e ao Expresso que, quanto ao tema da violência no desporto, resolve chamar sempre o mesmo “especialista” de seu nome Daniel Seabra.
Daniel Seabra é um adepto do FC Porto mas tenta passar por antropólogo isento e distante do fenómeno do futebol.
Deve ser por isso que em 1999 escreveu um “estudo” chamado “Mágico Porto, vence por nós”.
Ou ainda em 1995 quando escreveu um trabalho sobre o dia a dia nos Super Dragões.
Nesse “estudo” Daniel Seabra não teve problemas em dizer que era adepto do FC Porto.
Entre outras coisas, destacou o que era importante demonstrar enquanto membro dos Super Dragões usando o termo “fachada pessoal”. Quem quer ser membro desse grupo tem que de forma obrigatória expressar, por atitudes e palavras, o ódio ao SL Benfica.
Daniel Seabra descreveu também que, caso o FC Porto perdesse um jogo, nunca deveria considerar justa essa derrota e que o adepto do FC Porto deve afirmar sem qualquer hesitação de que o clube foi “roubado” pelo árbitro.
O “especialista” a que SIC e Expresso dão voz única sobre o tema da violência no desporto tem desde 1995 que centra as suas publicações nos Super Dragões, a claque do seu coração.
Em entrevista ao Expresso a 24/09/2022, Daniel Seabra culpa os programas de televisão, os dirigentes, o cão e o gato…todos menos os bandalhos da sua claque do coração.
Também culpou toda a gente menos o Famalicão, defendendo até que os benfiquistas tinham que acatar a proibição a usarem a camisola do seu clube noutros estádios!
Curiosamente, em 1995, descrevia a sua experiência dentro dos Super Dragões dizendo que nos bastidores da claque, num sítio onde apenas quem mandava na claque podia entrar e participar dos seus segredos, se escondiam os crimes praticados como furto, agressões ou outros.
Voltando ao que título escolhido por Mauro Xavier, a tal “mordaça” está bem à vista de todos.
Pois é altura de arrancar esta “mordaça” e impedir que a mesma seja o “novo normal”.















