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sábado, 16 de junho de 2012

A persistência da estupidez

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Noticiou o “O Record” e o “CM” que Pinto da Costa efetuou, a convite da Assembleia da República ou dos Deputados, ou dos Deputados portistas - não sei bem - a sua tradicional visita àquela instituição pelos vistos já inscrita no protocolo deste órgão de soberania há cerca de vinte anos.

Como se trata de uma pessoa respeitável e respeitadora, para nos tranquilizar, Pinto da Costa, apressou-se a declarar que o motivo da visita se limitara à saudável confraternização com os adeptos portistas e que não se falara de futebol. Confirmando a sua notória capacidade de reconhecimento do mérito alheio, apressou-se, desinteressadamente, a tecer encómios à coragem da Presidente do órgão anfitrião por ter tido a suprema audácia de declarar a sua condição de adepta do “grandioso” clube azul. Não se contendo, demonstrando profundo conhecimento das vicissitudes dos Portugueses e de Portugal, informou-nos, do alto do seu lamacento pedestal, que “o número estúpidos não diminuiu”, provocando em nós uma profunda tristeza pois que, se não houvesse estúpidos em Portugal, todos aplaudiríamos euforicamente felizes, a visita de tal exemplar figurão ao segundo órgão de soberania da Nação. Da Nação que, dizem, descobriu as virtudes Democráticas em Abril de 1974!

Para surpresa de todos vós, colegas Benfiquistas, declaro desde já a minha concordância com Pinto da Costa! É uma evidência que a estupidez continua a comandar esta moribunda IV república!

A estupidez de todos os que ousam instrumentalizar um órgão de soberania que deveria ser o pilar do regime, promovendo a união entre Portugueses, para ostentar, prepotentemente, o sucesso desportivo, sustentado na intolerância, na violência, na descriminação desportiva e social e em todas as trafulhices que as escutas do Processo do Apito Dourado sugerem a quem as ouve.

A estupidez dos que, representando a Nação, participam nesta encenação circense, promotora o desmérito - Pinto da Costa e o FCP foram condenados na Justiça desportiva no âmbito do processo do Apito Final - e do insulto a todos os Portugueses adeptos de clubes adversários derrotados pela “suprema sapiência” dos que disputam as provas desportivas condicionando o desempenho dos adversários através de inúmeros artifícios extradesportivos.

A estupidez dos que, covardemente, a tudo assistem sem um protesto, temerosos das lestas e nefastas consequências de que seriam alvo!

A estupidez de todos os que creem na incapacidade de perceção e de revolta dos vilipendiados perante as repetidas afrontas de que são alvo!

Não se falou de futebol e os deputados anfitriões ofereceram ao convidado um livro comemorativo da vergonhosa vitória no passado campeonato nacional?

A confraternização clubista não se pratica nos órgãos de soberania da Nação, mas em locais apropriados para o efeito.

De todo o modo, estou convicto de que, os deputados portistas, na defesas dos supremos intereses da Nação trataram de se informar junto da personagem mefistofélica, o significado dos termos dfinidores da estratégia de tão grado sucesso, como sejam "a fruta", os chocolatinhos, o "café com leite", os "rebuçadinhos", os quinhentinhos, o aconselhamento matrimonial e todos os outros eventualmente, ainda não revelados.

Quanto à qualidade de adepta portista da Presidente da Assembleia da República, é minha inamovível convicção que foi precisamente por isso que foi escolhida para o cargo, à semelhança de muitos outros exemplos, revelando, tal como já referi noutras crónicas, uma influência dominante do lóbi azul na atual maioria e até nas oposições.

Portanto, efetivamente, é minha convicção inabalável, que a visita de Pinto da Costa à Assembleia da República, trata-se de um ato político que visa promover a crescente influência nos bastidores dos variados poderes públicos, das entidades associadas direta ou indiretamente ao clube de futebol que Pinto da Costa dirige, que o usam para promover os seus interesses económicos e políticos, nomeadamente, da criação da região porto, atualmente em curso.

Esta visita, demonstra à saciedade, que o clube que Pinto da Costa, aparentemente, dirige, é, na verdade, e tal como já disse antes, uma organização económico-política da qual tal personagem não passa de um “testa de ferro” inimputável.

Enquanto os dirigentes do Benfica teimarem em ignorar esta realidade, como ficou claro na recente entrevista de RGS ao NG, o Benfica não só não ganhará, como estará condenado à regressão.

É portanto necessário levantar bem alto, e resolutamente, a bandeira da revolta, unindo todos os Benfiquistas contra a colonização azul.

Todos sabem que sou um admirador do atual Presidente do Benfica, mas, volto a dizer-lhe; ou tem coragem para assumir esta luta sem tréguas e sem condições, unindo todos os Benfiquistas, ou terá que dar lugar a quem esteja disposto a fazê-lo.

Caso contrário, teremos que ser nós Adeptos a fundar uma organização para fazer frente a todos os "bandidos" que se queram apoderar do país para subjugar a população aos seus espúrios interesses.

Não é apenas o Benfica que está em causa, mas Portugal Livre e Democrático!

Rua com os sociopatas!

Viva Portugal Livre!

AB

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A maré a subir no campeão de pré-época

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Fazendo uma análise da AG de ontem há muitos factores que têm que ser equacionados pela Direcção do Benfica e pelos sócios do clube.
Começando pelo óbvio, os resultados, que servirão de ponto de partida para esta análise. O orçamento do clube foi aprovado com 4499 votos a favor, 2294 contra e 784 abstenções. Ora isso dá um número total de votos de 7577 votos o que indica que percentagem de votos a favor do orçamento foi de 59,4%. O número de votos contra e abstenções chegou aos 41%.

O que isto demonstra é que a base de apoio desta Direcção está a sofrer uma forte erosão. Compare-se estes números com os que esta Direcção obteve em AGs anteriores e o que se verifica é que os "abutres" e "papagaios" já perfazem pelo menos 41% dos votos do Benfica.
E digo que perfazem 41% dos votos, porque em termos de número de sócios não tenho dúvidas que, pelo menos ontem, houve mais sócios a votar contra o orçamento que a favor. Qual teria sido o resultado da votação de ontem se tivesse decorrido segundo os antigos estatutos??

Porque é que o orçamento foi aprovado então? Graças aos novos estatutos anti-democráticos aprovados á três anos.
Segundo esses estatutos sócios com mais de 25 anos de filiação têm direito a 50 votos. Logo possuem um poder totalmente desproporcional comparativamente com sócios (comprovadamente benfiquistas) que têm mais de 15 anos de filiação. Estes estatutos promovem a desigualdade entre benfiquistas e permitem que uma minoria tenha um poder desproporcionado sobre os destinos do clube. Ora satisfazer uma minoria é muito mais fácil do que responder perante a maioria de benfiquistas claramente descontentes com o rumo do clube.
O que salvou efectivamente a Direcção ontem foram uns estatutos, que mais do darem estabilidade ao clube ofereceram protecção a quem pretende perpetuar-se no clube e se mostra claramente reticente em ser avaliado pelos seus resultados.

Porque é que digo isto? Porque se estes estatutos tivessem sido construídos para conferir estabilidade ao clube então:
- Não havia a mínima necessidade de conferir 50 votos a esses sócios, nem ás casas do clube, 
- Nem definir que só sócios com mais de 25 anos de filiação se possam candidatar á Presidência do clube (são precisos mais anos de filiação do que anos de vida para se poder candidatar á Presidência da República),
- Definir que a data para as eleições de uma nova Direcção aconteça em Outubro já com o campeonato a decorrer. Faz isto mais sentido do que definir eleições para Maio/Junho onde se pode fazer o balanço de um mandato e dando tempo a uma nova Direcção para preparar a época?

Para compreender que estes estatutos não foram construídos com o intuito de conferir estabilidade mass servem para a perpetuação de quem lá está (ao bom estilo venezuelano) basta somar os votos da brigada do reumático e o facto de que as casas do Benfica apoiam Vieira numa recandidatura (quando como orgãos que representam o Benfica deviam era ser imparciais nas eleições ou manifestarem o seu voto contra ou a favor de Vieira conforme uma votação dos seus associados e isto se aparecer uma candidatura alternativa).

Quanto á data das eleições torna-se mais do que óbvio o motivo para tal escolha: basta analisar as capas de jornais que têm saído desde que o Benfica perdeu o campeonato sempre preenchidas com as próximas vedetas que o clube vai contratar para se compreender que o propósito será anestesiar os sócios com mais uma pré-época de sucesso carregada de muitos troféus em torneios que não contam para nada e novas estrelas como Ola John que custou 8 milhões, ou De Jong que pelos vistos custa 15 milhões. Onde é que um clube com mais de 400 milhões de passivo e pagando 21 milhões de juros vai buscar este dinheiro não faço ideia mas isso não interessa para manter o tacho.
Junte-se a isto os habituais começos de época bons de Jesus e temos a receita pronta para os benfiquistas ignorarem todos os erros e tiros nos pés neste mandato.

Voltando á AG de ontem, gostava de salientar o benfiquismo fervoroso dos atletas da secção de boxe do clube. Estavam lá claramente para demonstrar o seu apoio pelo clube.

Se a Direcção continuar a seguir por este caminho de hostilização dos sócios do clube vai chegar eventualmente a um ponto de não retorno (um ponto que não está longe). Um ponto que levará inevitavelmente a um afastamento de um número demasiado grande de sócios que mesmo os "fiéis" dos 50 votos não chegarão para contrariar a maré de benfiquistas descontentes.
Por isso mais do que andar a recrutar os atletas de boxe para actividades extra-desportivas, mais do que andar com truques estatutários para se manterem no tacho o que é necessário é uma limpeza dos parasitas profissionais e uma mudança de postura para uma postura de diálogo e negociação com os sócios descontentes. O verdadeiro inimigo está no Norte e o rival no outro lado da Segunda Circular, por isso ataquem esses em vez dos benfiquistas.

Alguém dúvida que se em vez de uma AG se as eleições tivessem decorrido ontem e com o consequente influxo de sócios descontentes esta Direcção já não estaria lá?

Parlamento: o Tide da corrupção

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Ontem lá se achincalhou mais uma vez as instituições de soberania deste tétrico País.
Uma absurda vergonha a recepção por parte da segunda figura de Estado da República Portuguesa de um indivíduo condenado por corrupção na Justiça Desportiva, se não na (in)Justiça Portuguesa.

Então agora o Parlamento recebe criminosos condenados?? A Presidente da Assembleia da República, em total desrespeito pelo cargo que ocupa atreve-se a receber na Assembleia - orgão de soberania - uma figura destas?
Concordo perfeitamente que se respeite os gostos pessoais de cada um, mas figuras com esse grau de responsabilidade têm que separar as águas entre os seus gostos pessoais e os orgãos de soberania que representam.
Ou o Parlamento é como o Tide? Serve para branquear os crimes cometidos por essa figura nas lides da agremiação que defende?

Mais respeito por este País, se faz favor.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Manto Sagrado 2012/2013

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ADORO!!!! ADORO!!! ADORO!!!

Parabéns ao Benfica e à Adidas por estes belíssimos equipamentos!!!

FANTÁSTICO!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lanças Apontadas. Um bom programa !!!

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Vi há pouco na nossa BENFICA-TV, o programa Lanças Apontadas em que intervêm os nossos prezados e ilustres Benfiquistas Manuel dos Santos e Manuel Seabra.
(espero e desejo que Vieira, tenha a peregrina ideia de cooptar o Manuel dois Santos para a nova Direcção)

Aqueles dois Benfiquistas de pura cepa, não se furtam a falar das coisas boas e menos boas do nosso Glorioso, sem qualquer espécie de tabus.

Esta noite falaram nas vendas de jogadores que podem ser transaccionados, muitos deles abaixo das cláusulas, e em fim de ciclo,  e dos que no seu entendimento, têm de ficar porque não só o Benfica deles precisa para as campanhas que aí vêm, como ainda têm mais margem de progressão e que, se soubermos esperar, podemos colher deles melhores proventos no futuro.

Sobre o alegado "oferecimento" do Simão Saborosa e do Miguel deram um rotundo não, um porque não vem acrescentar nada ao clube - Simão já com 32 anos - e outro (Miguel) porque saiu da maneira como saiu do Benfica, em claro conflito e cuspindo claramente no prato da sopa que de bom grade lhe tínhamos oferecido.  Parece que ainda corre uma contenda em tribunal do Benfica contra este artista da noite e dos tiros, que é defendido pelo Palitos Ferreira (quem mais podia ser?).

Falaram também dos números das Sads dos 3 grandes, sabendo que o Ceportém já está a dar o passo em frente no abismo, - já nem é passo, é mesmo queda -  que os CORRUPTOS apesar de deverem menos que nós, têm no entanto um saldo de apenas 1 milhão entre os teres e haveres  -  veja-se que nem com as grandes vendas da década (400 milhões) saíram do buraco -  e que, o nosso activo de 402 milhões em comparação com o passivo de 400 não é nada agradável, apesar do nosso Clube ser o único dos 3 grandes que tem mais capacidade para INVENTAR e arrecadar receitas, não deixam de serem números assustadores, mais agora que os tempos estão difíceis e o acesso ao crédito bancário está muito mais difícil.

Depois de ver este soberbo programa, superiormente conduzido pelo sócio 10.763 e  Director da Benfica-TV Ricardo Palacim, surgiu-me a ideia de vos  expor esta minha prosa, com a seguinte pergunta?

O que diriam os nossos "fregueses" Benfiquistas, nomeadamente aqueles que dizem que este blogue é do bota-abaixo, do anti-Viera que quer dizer Anti-Benfiquista,  mas que fazem o favor de frequentar este blogue, se metade do que dizem aqueles dois Benfiquistas a céu aberto  em plena Benfica-TV, fosse escrito aqui por um dos nossos escribas???


terça-feira, 12 de junho de 2012

EXCLUSIVO: Entrevista a Fernando Tavares (cont.)

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"O Futebol"

Comecemos por dois temas de fundo:
O que acha do apoio desta Direcção a Fernando Gomes para a Liga e Federação? Que justificação pode ter, olhando ao passado de Fernando Gomes e ao seu demonstrado envolvimento no Apito Dourado?

Acho que o apoio que o Benfica manifestou ao presidente da Federação foi uma decisão de convicção de Luís Filipe Vieira. O presidente acredita que Fernando Gomes pode ser um fator de mudança no futebol português. Eu não posso criticar o presidente do Benfica quando ele decide pela cabeça dele e decide em função do que acredita que é melhor para o Benfica. Eu critico-o é quando ele deixa que outros tomem as decisões por ele. E é bom não esquecer que Fernando Gomes não está sozinho na Federação, está acompanhado de Hermínio Loureiro, que era o presidente da Liga quando o Benfica foi campeão, pela última vez. E tem Humberto Coelho, sobre o qual não recai, nem deve recair a mínima suspeita.

E relativamente aos direitos televisivos? Joaquim Oliveira é mesmo o único caminho? Ou como defendemos no blog, a cisão completa (incluindo a saída deste da SAD e Multimédia) seria um passo decisivo na credibilização do futebol português?

Sobre a questão dos direitos televisivos a minha posição é muito clara. O Benfica deve ter uma posição negocial de força. O Benfica não deve fechar qualquer acordo por menos de 30 milhões de euros por época desportiva. Esta verba permitirá ao Benfica criar condições para estabilizar o seu projeto desportivo e as condições financeiras que o sustentem. Tenho informações que este valor não é irrealista e existem no mercado opções que podem eventualmente satisfazer este objetivo. Se é a Olivedesportos ou outro operador, francamente, para mim, é irrelevante. O que já não é irrelevante é que o Benfica tenha um contrato com a Olivedesportos, que garante a esta companhia o direito a igualar a melhor oferta.

A justiça obliterou o 'Apito Dourado', mas foram evidentes os sinais de promiscuidade na arbitragem beneficiando sempre o mesmo clube. Acha que faz sentido gastar enormes somas de dinheiro em contratações com as óbvias repercussões a nível financeiro, se não se garante que outros com alguns milhares (ou quinhentinhos) destruam todo esse trabalho?

Acho que faz sentido o Benfica apostar na competência. E a competência no futebol leva sempre aos melhores resultados. O Benfica, nos últimos anos, não tem ganho mais vezes porque se desleixou, porque apostou em pessoas que não acrescentaram valor ao clube e à SAD. Isto faz toda a diferença. Há três anos o Benfica apostou em qualidade, num bom treinador e não houve nenhum árbitro que conseguisse evitar aquilo a que se designou de “rolo compressor”. Além do mais, não é verdade que o nosso principal rival não faça o mesmo. O FC Porto também investe muito na sua equipa de futebol e isso é o que os torna mais fortes. No dia em que o Benfica se preocupar menos com o FC Porto e mais consigo próprio, estará mais perto de vencer. O FC Porto não é imbatível, mas criou no clube uma cultura de vitória.

O Benfica perdeu essa cultura, no Benfica deixou de haver exigência, passou a haver conformismo. Aquilo a que as pessoas chamam de sistema, existe há muito tempo e, de facto, durante tempo demais, mas foi o Benfica e as suas mais recentes direções que permitiram que o clube entrasse em auto - destruição. Por exemplo, Eriksson foi, durante cinco anos, treinador do Benfica. O sistema já existia e nessa altura com muito menos controlo mediático. No entanto, o Benfica venceu três campeonatos, duas taças de Portugal, uma das quais em pleno estádio das Antas, foi a duas finais europeias, venceu uma Taça Ibérica. Isto é o Benfica histórico, dominador e inigualável. O que temos hoje é uma caricatura desse Benfica e a culpa não é do sistema, é da propaganda que sistematicamente anestesia os benfiquistas, que já se habituaram a conviver com a derrota como se isso fizesse parte do nosso ADN. Não está, pelo menos, não devia estar. Eu não desconheço a existência do “sistema”, mas também não esqueço as nossas responsabilidades nas sucessivas vitórias do FC Porto. Eu só conheço um caminho para acabar com o “sistema”. É o Benfica ganhar no campo, e ganhar de forma repetida e não de cinco em cinco anos, quando existe uma mudança de ciclo no FC Porto.

A SAD do SLBenfica, como disse em tempos o Presidente, teria um responsável para o futebol: Rui Costa. Apesar de todas as tentativas de justificação, Rui Costa não faz parte da face visível da SAD apesar do cargo que o Presidente lhe anunciou. Que leitura faz desta situação?

O que penso sobre o papel que cabe ao Rui Costa é muito simples. Se, realmente, está condicionado, como parece, na sua intervenção, deve demitir-se e explicar porque o faz. Eu fi-lo, por isso, estou à vontade para o dizer. Ainda assim, é preciso perceber porque é que Rui Costa desapareceu de cena. Mas quem deve responder a isso é o presidente do Benfica. Foi ele que o contratou como diretor desportivo e foi ele que, aparentemente, o afastou do circuito. Este é um processo que devia ser melhor explicado aos benfiquistas.

Na sua perspetiva, já existe no futebol do SLBenfica uma estrutura capaz de "blindar" os treinadores e os jogadores, colocando fim ao conhecido "cemitério de treinadores e jogadores"? Já atuamos com capacidade de antecipação? em caso negativo, porque acha que não acontece?

O mais curioso é que a estrutura continua a engordar mas continua a falhar no essencial. Sobretudo na antecipação dos problemas. As pessoas entram e saem e a partir de uma certa altura parece que as pessoas se atropelam umas às outras. Não há uma orientação. Acho que a estrutura não precisa de tantas pessoas, ou melhor, se calhar precisa é de pessoas mais qualificadas. Por exemplo, porque é que o diretor da Academia é um antigo empresário FIFA? Isto é transparente no Benfica? Porque é que o Benfica não ataca o problema da formação de uma outra forma? Todos sabem que a França é o país com a melhor formação do Mundo. Porque é que o Benfica não investe na contratação de um formador em França, para formar os nossos formadores, durante três anos? Porque é que se continuam a contratar pessoas que aparentemente não têm capacidade para exercer determinadas funções? O que se passa na formação é gritante. O Benfica é o clube com mais internacionais, atualmente, no conjunto dos vários escalões etários, mas isto não significa que se esteja a trabalhar bem na formação. Estão a trabalhar bem na deteção, mas a formação é muito mais do que detetar talentos. É sobretudo criar condições para que esse talento seja canalizado para a equipa principal, mais tarde ou mais cedo. E isso continua a não acontecer.

O que falta, na sua perspectiva, ao SLBenfica para por fim à hegemonia (corrupta ou não, existe) do FCPorto? Que mudanças defende na estrutura do futebol do Benfica?

Falta recuperar uma cultura de vitória e estendê-la a todas as pessoas que diariamente trabalham no Benfica e pensam o Benfica. Desde logo, mudar as pessoas que não executam em função do Benfica mas sim em função do seu “tacho”. É preciso acabar com este “tachismo” no Benfica. É necessário criar novas competências na SAD, trazer pessoas que pensem mais no Benfica do que nelas próprias e sobretudo que possam enfrentar os desafios desportivos com uma lógica de vitória. O adversário não é imbatível, está longe de ser imbatível, mas uma das suas forças é exatamente esta, a de não permitir que em cargos executivos, esteja alguém que não se identifique com o clube e com a sua sede de vencer. E sobretudo que não se identifique com a cultura vigente no clube de ódio ao Benfica. Este é o adversário, esta é a sua cultura e isto apenas se combate com mais benfiquismo na SAD, com pessoas que tenham coragem para ir à luta e sobretudo tenham vontade de ir à luta, porque não é mais possível tolerar este estado de coisas, em que o Benfica é enxovalhado, achincalhado pelo nosso adversário sem uma resposta à altura dos nossos valores e da nossa história. Mas, para isso acontecer, é preciso conhecer os nossos valores e a nossa história. E há muita gente na SAD que não conhecem e por isso não estão disponíveis para travar esta luta em nome do Benfica.

"O Futuro"

Já disse que não é candidato às eleições, também já disse que apoiaria Bagão Félix, que por sua vez já disse que não avança. Há pouco tempo vimos as eleições do rival Sporting bastante concorridas, com ampla discussão do projeto desportivo e empresarial. O que impede de acontecer o mesmo no SLBenfica, com gente a aparecer com projetos e a querer discutir o SLBenfica?

Em primeiro lugar o Sporting não é exemplo. Um clube que cooptou um presidente em vez de o eleger não pode ser comparado com o Benfica, o clube com uma história de democracia interna que antecede a própria democracia no país. E convém recordar que nas últimas eleições do Sporting, apareceram muitos candidatos porque se criou uma situação de vazio de poder, com a demissão do presidente cessante. Se isso se verificasse no Benfica, creio que teríamos também uma pulverização de candidatos. Mas é verdade, também, que, hoje em dia, no Benfica se criou um ambiente de quase perseguição aos benfiquistas que não concordam com a atual direção. O que está a tornar-se perigoso, porque ameaça dividir o Benfica. Há uma coisa que já nem a atual propaganda vigente no clube consegue esconder, que é o crescente afastamento de milhares de benfiquistas que não deixaram de se rever no atual Benfica. O que vamos fazer com todas essas pessoas? Vamos atacá-las, vamos afastá-las ainda mais do Benfica? Vamos criar um novo Benfica, só para os benfiquistas que apoiam Vieira? É que a força que resta ao Benfica, como elemento de grandeza e de diferenciação é a sua base social de apoio. Se isso se perder, o Benfica corre riscos. É que há uma coisa que certas pessoas que rodeiam o presidente do Benfica ainda não perceberam, é que os adeptos e sócios que estão fora do controlo da propaganda é cada vez maior. E isto não se combate chamando-lhes abutres, isto combate-se dando-lhes vitórias no campo. É isto que Vieira tem de perceber rapidamente, sob pena de sair do Benfica pela porta pequena, o que até eu reconheço seria uma injustiça, para quem, apesar de tudo, já fez tanta coisa boa no clube, especialmente no primeiro mandato, quando esteve rodeado de melhor gente.

Já aqui defendemos uma solução de unidade que passaria por uma Direcção de união, capaz de congregar a continuidade Luis Filipe Vieira e alguns vice presidentes como Rui Gomes da Silva ou Rui Cunha, mas também trazer de volta ao SLBenfica outros como Cunha Leal, Fernando Tavares, Gaspar Ramos, Fernando Seara, Bagão Félix, José Eduardo Moniz, enfim... Acha isto possível? Porquê?

A unidade, assim descrita, é possível e até desejável embora não seja absolutamente essencial porque o Benfica não é um cube em reconstrução. Mas isso depende também do atual presidente, ser sensível às preocupações de pessoas que se cansaram de ver o Benfica entregue a um conformismo e a uma cultura de derrota que é incompatível com a grandeza do clube. O atual momento do Benfica dispensa grandes convulsões e se as pessoas, de um lado e do outro, estiverem disponíveis para colocar o Benfica acima dos seus interesses pessoais, então creio que se pode constituir uma boa solução. Até porque o atual presidente já demonstrou, no seu primeiro mandato, que quando está bem rodeado, consegue apresentar melhores resultados.

Considera que as eleições deveriam ser em Outubro, com 1/5 da época já decorrido, ou deveriam ser antecipadas para o período da pré-temporada?
Acho que não se trata de uma discussão essencial. O Benfica não está parado por causa das eleições. Tem um treinador, tem um plantel, tem uma direção e francamente essa discussão é irrelevante comparado com a importância dos temas que interessa discutir sobre o futuro do clube.

Um projeto capaz de colocar como prioridade a conquista de títulos deve prevalecer sobre as recentes abordagens de exploração da marca Benfica (à margem dos títulos), tal como a aplicação do numero de sócios, construção de infra - estruturas, etc?

O Benfica é um clube desportivo não é uma empresa. Isto não quer dizer que não existe uma estratégia de marca. Claro que sim, mas tem de estar subordinada a uma estratégia de produto. Primeiro os resultados, depois sim, a exploração da marca. O descontentamento generalizado dos adeptos provam isto, ninguém quer saber se o Benfica vendeu muitas camisolas ou fez grandes receitas. O que move os benfiquistas é saber se o Benfica ganha muitos, poucos ou nenhuns títulos. Atualmente a estratégia de marca está a sufocar o produto. Foi a estratégia de marca que fez com que o Benfica se distraísse do seu principal objetivo, que era ganhar o campeonato. Todos nós ficamos satisfeitos por ver o Benfica chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões mas quem decide tem de ter a lucidez de perceber que o grande objetivo é ganhar o campeonato. Uma, duas, três vezes. E só depois de recuperar a hegemonia do futebol português se pode pensar em ganhar algo na Europa.

O que considera que seria um projeto ganhador para o SLBenfica? Estaria disposto a integra-lo? Em caso afirmativo que área considera que poderia ser uma mais-valia?

Um projeto ganhador seria um projeto que devolvesse o Benfica às vitórias e recuperasse a hegemonia do desporto nacional. Estou sempre disponível para ajudar o Benfica. A questão é saber se o presidente quer ser ajudado. A outra questão diz respeito aos sócios do Benfica. Há uma coisa que, para mim, é essencial. Se um dia voltar ao Benfica quero fazê-lo porque sou eleito, não quero escapar ao escrutínio dos sócios. Quero que os sócios tenham sempre na mão a capacidade para decidir a minha entrada e, mais importante, possam também decidir a minha saída. Porque isto é que é o Benfica e, hoje em dia, há gente que tem uma agenda escondida de poder no clube que está sempre a escapar ao escrutínio dos sócios do clube. Também é verdade que não podiam candidatar-se, porque se tratam de benfiquistas de aviário, que aprenderam a gostar do Benfica pela relação que o clube mantém com as suas contas bancárias. Eu não quero isto para mim. Eu quero servir o Benfica, não pretendo servir-me do Benfica. E uma mudança no clube tem de começar por aqui, por esta limpeza interna.

entrevista PARTE I




EXCLUSIVO: Entrevista a Fernando Tavares

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Fernando Tavares é licenciado em gestão de empresas pelo ISE (atual ISEG - Universidade Técnica de Lisboa). MBA em Inglaterra e várias pós graduações de gestão em universidades europeias e americanas. Uma vida profissional com vários cargos de direção, de administração e de docência em Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Bélgica e Estados Unidos.

Antes de abraçar o seu atual projeto profissional, como acionista e CEO da MAKEFOOT, uma empresa de Marketing e Comunicação no Desporto, o gestor que era estranhamente acusado por Domingos Soares de Oliveira de “não saber fazer contas”, foi com sucesso Administrador Financeiro para a Ibéria de uma empresa multinacional que faturava 12 biliões de euros por ano.
Gestor com formação desportiva.
Para além de ter estado envolvido na seção de basquetebol do Benfica durante 2 anos, impedindo o encerramento da modalidade, foi Vice-Presidente responsável pelas modalidades durante 5 anos e Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol durante 1 ano.
Atualmente, para além de CEO da MAKEFOOT, onde colabora com diversas organizações desportivas, preside ao Comité de Desporto do LIDE (Organização de Lideres Empresariais) e por convite do Secretário de Estado do Desporto e Juventude é embaixador da Ética no Desporto colaborando com o Plano Nacional de Ética no Desporto. Neste momento, prepara o processo de internacionalização da MAKEFOOT, assim como a seleção da universidade entre as diversas opções em Portugal e no estrangeiro para se lançar no próximo passo académico:
Doutoramento em Gestão Desportiva ou Marketing Desportivo. Com 52 anos, casado e com dois filhos é o sócio número 8396 do Sport Lisboa e Benfica. Sócio Fundador do novo estádio e o ADN do Benfica corre-lhe nas veias.

"Regresso ao Passado"

Comecemos pelo passado. Há quem diga que Fernando Tavares "virou as costas" ao SLBenfica. Era importante esclarecer, quais os motivos que levaram a que abandonasse a Direcção do Benfica?

Ao Benfica nunca se vira as costas. Quando saí, não meti o Benfica na gaveta. Saí por imperativos de consciência e por considerar que já não conseguia influenciar positivamente o presidente do Benfica em relação à minha intervenção no clube. Tinha ideias claras sobre o caminho que as modalidades em particular e o Benfica em geral deviam seguir. O presidente decidiu não me dar cobertura institucional e eu saí. O presidente tinha toda a legitimidade para o fazer e eu total legitimidade para entender que a demissão era, naquele momento, a melhor solução para o Benfica. Não tenho feitio para ser peça decorativa, só porque isso me dá um estatuto especial. Não fazia sentido continuar, já que as minhas decisões não se sobrepunham às decisões de membros não eleitos do Benfica. E isso, num clube como o Benfica, não me parece tolerável. Em rigor sinto que a minha saída permitiu uma maior proximidade do presidente à realidade das modalidades e isso no fundo beneficiou o Benfica. Tenho pena que essa proximidade não tenha existido durante a minha governação. Recuando no tempo considero que podia ter feito as coisas de forma diferente criando uma desejável plataforma de envolvimento por parte do presidente. No entanto, orgulho-me de ter servido o Benfica e depois da minha saída a militância continuou como um simples sócio que não exerce funções de governação.

Ponderou alguma vez aceitar a hipótese de rever o seu modelo de gestão e aceitar fazer as coisas como queriam que fizesse, ao invés de sair por não se rever?

O problema não teve a ver, em rigor, apenas com modelos de gestão. Teve igualmente a ver com a interferência de pessoas que atuam na área de influência do presidente e que, desde há muito tempo, têm uma estratégia clara de tomada de poder no clube e na SAD. Eu era um membro eleito pelos sócios, portanto, a minha soberania no clube devia ser total em relação a essas pessoas, que são profissionais do clube e que nunca se submeteram a sufrágio. Também não podiam, já que algumas delas nem sequer são benfiquistas.

Mas também teve a ver com modelos de gestão. Por exemplo no Benfica confunde-se instrumentos com finalidades. Em qualquer organização de excelência um orçamento é um instrumento ao serviço da gestão e não uma finalidade em si mesmo. Se para ganhar um campeonato de uma determinada modalidade necessito, a meio da época desportiva, de fazer a troca de um jogador que vai ter um impacto orçamental de 20,000 euros anuais e por questões orçamentais não posso fazê-lo então eu digo que o orçamento passou a ser a finalidade. Para mim a finalidade é ganhar. Apesar de tudo cabe-me a responsabilidade de tentar mitigar esse impacto criando receitas extraordinárias. Mas não posso, dentro dos limites da razoabilidade, estar condicionado até ao último euro por um orçamento de 700,000 euros alocado a uma modalidade e deixar de ser competitivo por causa de 20,000 euros. Estou a dar um exemplo real. Podia dar muitos mais. Isto é um problema de gestão após a aprovação de um orçamento e já com a época desportiva a decorrer. Podia dar outros exemplos que têm que ver com a fase de construção orçamental na pré-época. Os financeiros do Benfica não conhecem a noção de investimento marginal. Eu questiono o que será melhor: gastar X euros e correr o risco de perder ou gastar X mais 3% (o tal investimento marginal) criando mais opções na fase de construção de uma equipa e aumentar significativamente a probabilidade de ganhar?

Tem conhecimento de outros dirigentes ou ex-dirigentes cuja autonomia tivesse sido colocada em causa, mas que tenham optado por permanecer, mesmo contra os respectivos modelos de governação para o qual foram eleitos pelos sócios?

Não posso falar pelas as outras pessoas. Falo por mim. Se outras pessoas se sentiram alguma vez desautorizadas no Benfica e seguiram o caminho de se manterem é um problema que não me diz respeito. Pessoalmente no lugar do presidente valorizaria quem dentro do Benfica sempre atuou com a convicção das suas ideias do que em alternativa estar rodeado por quem sistematicamente me diz que eu tenho razão. Os projetos crescem e desenvolvem-se na diversidade e no debate de ideias. Enquanto responsável das modalidades sempre preferi estar rodeado por pessoas que, de uma forma aberta, questionavam as minhas posições.

Na equipa de gestão que integrou apareceram pela primeira vez os "profissionais". Aqueles que foram apresentados aos sócios como mais-valias profissionais, independentemente da sua afinidade clubistica. Alguma vez sentiu que eles estivessem a mais no SLBenfica ou que poderiam vir a tornar-se um problema?

Antes de mais afirmar que nunca fui contra a profissionalização do Benfica. Pelo contrário, tive oportunidade de profissionalizar as modalidades. Seria impossível governar o Benfica sem profissionais. Por outro lado, direi que é possível profissionalizar com benfiquistas. Outra questão é o modelo de governo, ou seja, que tipo de interação tem que ser criada entre os órgãos eleitos e os profissionais. Senti esse problema a partir do momento em que passaram a condicionar o presidente do Benfica nas suas decisões e sobretudo quando essas decisões não eram as que mais defendiam os interesses do clube. E repito, decisões tomadas por pessoas sem filiação ao clube, sem uma relação emocional com o Benfica e que passaram a ter uma influência decisiva na tomada de decisões no clube e na SAD.

Muitos lhe apontam algumas decisões polémicas e, á primeira vista prejudiciais, como o despedimento de dois treinadores campeões: Beto Aranha e Alexander Donner. Quer comentar?

Quando as pessoas, por má-fé ou desconhecimento, pretendem menosprezar o trabalho que deixei feito no Benfica, atiram-me com essas decisões de ter prescindido com dois treinadores campeões no clube. O que posso dizer, a esta distância, é que voltaria a fazer o mesmo. Em ambas as situações fui confrontado com situações muito difíceis de gerir, em que, de um lado está um plantel inteiro e do outro está o treinador. Perante situações semelhantes de radicalismo, tive de optar entre manter as equipas de andebol e de futsal ou manter os treinadores. Optei por manter as equipas. Especialmente no caso de Donner, porque se trata de uma pessoa com imenso prestígio nacional e internacional não direi nada que possa manchar esse prestígio. Fui responsável pela contratação do treinador e responsável por não ter renovado o seu contrato. Com a informação que tinha naquele momento senti que aquele ciclo tinha terminado e o Andebol do Benfica necessitava de uma mudança mais orientada para um modelo de construção onde a formação tivesse um papel crucial. Foram muitas as pessoas que tiveram igualmente responsabilidade na conquista daquele campeonato principalmente os jogadores que em momentos de grande dificuldade souberam superar os problemas. Isso aconteceu porque existia uma retaguarda por mim liderada que foi essencial para a conquista do campeonato. Essa retaguarda desapareceu com a minha saída e o Professor José António que sucedeu ao treinador campeão esteve sozinho no leme para além dos problemas profissionais que teve com a Universidade onde lecionava e que são do conhecimento público. Será que Rito, treinador atual de Andebol, não está à altura do Benfica? Claro que está pois trata-se de um dos melhores treinadores portugueses. Mas Rito não pode atuar sem uma estrutura que o apoie. Esse é um dos problemas atuais das modalidades. Apesar do elevadíssimo investimento não ganham mais porque esqueceram-se de profissionalizar a estrutura de apoio às equipas de alta competição. Sobre Beto Aranha foi tudo tão mau que me recuso a falar. A propósito ninguém questiona porque razão André Lima que tudo ganhou ao serviço do Benfica como jogador e treinador foi dispensado apesar de ter conquistado a mais importante competição de futsal (UEFA CUP)?

Como chegou à Direcção do SLBenfica?

Cheguei à direção do Benfica, porque o presidente do clube conhece-me há mais de quarenta anos, porque havia uma cumplicidade muito grande entre nós e porque ele reconheceu que eu podia ajudar no seu projecto de tornar o Benfica, de novo, a maior potência desportiva do país. E depois do primeiro mandato, tudo levava a crer que iriamos conseguir o nosso objectivo.

Quais as decisões mais marcantes do seu percurso de dirigente do SLBenfica? Arrependeu-se de alguma?

Quando servimos o Benfica todas as decisões são marcantes. Todas as decisões que tomei foram no sentido de defender os superiores interesses do Benfica e com a informação que dispunha em cada momento. Não me arrependo de nada porque as mesmas foram tomadas com sentido de responsabilidade. No entanto, gostaria de referir uma das decisões mais críticas que foi a retirada do Benfica da Liga de Basquetebol. Na altura as pessoas não compreenderam – aliás, para surpresa minha, algumas pessoas continuam a não compreender – mas que se revelou decisiva para fazer implodir a Liga, que estava montada para prejudicar o Benfica. Eu sabia que o Benfica voltaria à principal competição da modalidade. Era uma questão de tempo conforme se provou. Lembro-me bem da conversa que tive na altura com alguns dos jogadores que optaram por ficar por terem a convicção que aquela era a estratégia correta e o Benfica voltaria rapidamente ao convívio dos grandes. Foi essa polémica decisão que permitiu que o Benfica tivesse ganho três campeonatos nas últimas quatro edições do campeonato nacional.

A propósito, acho caricato que os mesmos que me criticam não façam qualquer referência à minha intervenção para viabilizar na altura a Liga de Andebol e colocar o Benfica a jogar na principal competição. Lembro que quando fui eleito o Andebol do Benfica encontrava-se a disputar a segunda divisão do andebol português. Com a minha intervenção foi possível juntar à principal competição clubes como o Sporting Clube de Portugal, o Sporting da Horta e o São Bernardo em conjunto com o Benfica. A Liga de Andebol era dirigida por um grande homem (António Salvador) e não tinha “truques”. Ganhava-se e perdia-se competindo. O Benfica perdeu na primeira edição da “nova” Liga e teve a felicidade e a honra de ganhar a segunda edição contra um grande ABC, depois de 17 anos desde a conquista do último campeonato.

"As modalidades"

Que balanço faz do trabalho feito nas modalidades amadoras no Benfica desde a sua saída do clube?

Acho que o Benfica devia ter ganho mais do que ganhou com o investimento que tem feito nas modalidades. Ganhámos pouco para o que devíamos ganhar. E repare-se, nesta altura, é mais fácil fazê-lo, porque clubes que distorciam toda a lógica financeira do mercado desinvestiram nas respetivas modalidades. Clubes como Ovarense, Oliveirense, Hóquei de Barcelos, ABC, Espinho, Guimarães, Freixieiro e muitas outras operam com orçamentos muito mais baixos. Hoje, devia ser mais fácil ao Benfica ganhar nas modalidades do que era há alguns anos atrás. Há mais investimento do clube e, pelo contrário, mais desinvestimento dos outros.

Na sua opinião o que devia ser feito para terminar com a hegemonia do Porto no hóquei (conseguida com estratégias semelhantes ás usadas para conseguir hegemonia no futebol)? Concordaria com o terminar da modalidade, ou a descida da divisão durante os anos para estrangular financeiramente o "Sistema" estabelecido no hóquei tal como fez no básquete?

O caso do hóquei é diferente. Enquanto a decisão no basquetebol empurrou o principal quadro competitivo para a esfera da federação no hóquei isso não seria possível a não ser que a opção passasse pelo abandono definitivo o que eu não recomendaria. Quando fui eleito o hóquei do Benfica jogava para não descer. Optei por recrutar os jogadores que considerava representarem a próxima geração de vencedores. Apesar da primeira época ter dado excelentes indicações sobre o crescimento competitivo das jovens promessas o tempo veio a demonstrar que algumas das apostas não se afirmavam ao nível esperado. Com o regresso de Carlos Dantas ao Benfica tentámos em conjunto fazer os ajustamentos necessários que permitissem não desperdiçar o investimento anteriormente feito. O que se passou é que não tive a cobertura necessária do Benfica para o fazer. Com as decisões por mim e pelo Carlos Dantas preconizadas o Benfica teria recuperado a hegemonia da modalidade. Estranho que após a sua saída algumas dessas medidas tenham sido implementadas. Tenha que reconhecer que algo positivo foi feito nos últimos dois anos e neste momento o nível competitivo do Benfica equiparou-se claramente ao do Porto e o Benfica tem todas as condições para ganhar o campeonato nacional.

Na sua opinião, a que se devem os insucessos constantes no Andebol, com um orçamento galopante?

Este é um exemplo que conheço bem e tenho de reconhecer que o nosso adversário está muito adiantado ao Benfica no andebol. Têm um projecto de formação que será, talvez, o mais avançado de Portugal, em todas as modalidades, que os faz estar muito à frente do Benfica e do resto dos clubes. Aliás, todos os anos o FC Porto faz questão de libertar jogadores para o Benfica, que lhes paga muito bem, enquanto o nosso adversário os substitui por outros jogadores ainda melhores. Conclusão, o Benfica continua a investir e o FC Porto a ganhar. E eles divertem-se a fazer isto. O problema, no andebol, ataca-se com mais formação e menos investimento. Para além da questão da profissionalização da retaguarda desportiva anteriormente referida. O caso particular do andebol sofre igualmente com a interferência de alguns financeiros do Benfica que pensam tudo saber sobre a modalidade e nada sabem.

Qual a sua opinião sobre o João Coutinho, o seu sucessor, e sobre o seu trabalho?

Eu apenas o posso avaliar em função dos resultados. E os resultados do Benfica, nas modalidades estão aquém do que seria exigível para o nível de investimento. No entanto, esta época poderá ainda ser bastante positiva face à possível conquista dos campeonatos de hóquei e de futsal.

Fomos recentemente campeões nacionais de basquetebol, em mais um episódio lamentável com o FCPorto. Quer comentar esta conquista e os episódios que a envolveram?

A conquista foi mais do que merecida. Os acontecimentos foram lamentáveis, contudo e a bem da modalidade não deviam ter sido excessivamente dramatizados. E nestes episódios não há inocentes. Um clube que não assegura que o seu adversário consiga receber a taça de campeão no recinto de jogo, não tem moral para atacar a atitude que pode ser considerada irrefletida do nosso treinador mas que pode ser explicada pela carga emocional que sempre envolvem estes jogos. Conheço bem o Carlos Lisboa. Trata-se de um campeão e agora alguns mensageiros tentam destruir a sua imagem. Para mim, o que é mais grave de tudo, nesses episódios, é que aos campeões não lhes tenha sido dada a oportunidade de receber o troféu no recinto do jogo. Tudo o resto é folclore e mau perder. O presidente do Benfica, apesar do discurso inflamado, que era na minha opinião evitável, defendeu o nosso treinador e fez bem, mas, mesmo assim, se eu fosse vice-presidente já teria dado uma resposta cabal aos moralistas de algibeira que têm atacado o Carlos Lisboa.

"Estatutos e comunicação"

Segundo declarações prévias suas, considera que o clube atravessa um período de venezuelização. Pode explicar esta afirmação?

A expressão pode ser considerada excessiva. Não pretendi atacar pessoalmente o presidente do Benfica, mas tão só a estratégia vigente no clube de personalizar tudo na figura do presidente. Aliás, é rara a entrevista de um atleta ou de um treinador do Benfica que não elogie o presidente, porque, de facto, tornou-se um elemento central da comunicação do clube, o elogio do presidente, quer faça ou não sentido. Esta estratégia é redutora do próprio Benfica e perigosa para Luís Filipe Vieira, porque leva a uma situação de extremos. Quando o Benfica ganha, o mérito é de Vieira, quando o Benfica perde, a culpa é de Vieira. Não há debate sereno sobre o Benfica, porque o ruído à volta do presidente sobrepõe-se a tudo.

Qual a sua opinião sobre os estatutos do Benfica aprovados após as eleições de 2009? Considera que os novos estatutos contribuem para essa venezuelização do clube?

Foram um golpe institucional que prejudicou gravemente a imagem do Benfica, como clube democrático. Não se entende que a elegibilidade de uma candidatura a presidente do Benfica seja mais restritiva que a de Portugal em relação ao Presidente da República. Por outro lado, como assegurar que com esta restrição não afastamos do caminho figuras com capacidade para assumir a governação do Benfica?

Como se sente, na qualidade de ex-dirigente, um benfiquista que quando dá voz a um crítica ou desacordo face ao statu quo, é logo apelidado de abutre, papagaio, oportunista...? Como acha que foi possível chegar-se a este ponto de "com o Presidente ou contra o Benfica"?

Tem a ver com a excessiva personalização do poder em torno do presidente. É uma estratégia errada que divide os benfiquistas. Se o clube ganha, está tudo bem, mas se o clube atravessa dificuldades nos resultados, esta estratégia vira-se contra o presidente. É uma espécie de feitiço que se vira contra o feiticeiro e espanta-me como o presidente do Benfica ainda não percebeu que não ganha nada em hostilizar outros benfiquistas. É a estratégia dos não-benfiquistas da SAD, que encurralam o clube numa guerra sem sentido e impedem que se crie um ambiente de unidade e concórdia no clube. E sobretudo, impede que todos percebam que o verdadeiro adversário do Benfica não está entre os benfiquistas.

Acredita que com os estatutos blindados como estão será possível o aparecimento de candidaturas alternativas a uma linha de continuidade? Seguramente que uma lista liderada por um benfiquista com mais de 25 anos de sócio e cujos membros de Direcção têm que ter mais de 15 anos de sócio será uma alternativa sólida.

Será sólida do ponto de vista do seu benfiquismo. Mas terá de ser escrutinada do ponto de vista da competência. Uma das coisas que acho horrível, hoje em dia, no Benfica é que se tenha estabelecido uma espécie de “ou eu ou o caos” à volta do atual presidente do Benfica, por causa do medo que os sócios do clube têm que apareça um novo Vale e Azevedo. Pois bem, isto é quase um ultraje à história do Benfica, porque o nosso clube tem mais de cem anos de história e Vale e Azevedo apenas houve um. Como todos sabemos, o presidente do Benfica não é eterno e ele próprio saberá reconhecer isso mesmo. E posso garantir, não será o caos no clube depois de Vieira. O Benfica continuará a ser o maior clube português, o clube que já teve presidentes como Borges Coutinho, Fezas Vital, Ferreira Queimado, Fernando Martins e João Santos.

Nunca teve receios de se afirmar defensor do projeto de José Veiga para o futebol. Talvez tenhamos oportunidade de o questionar um dia diretamente, mas até lá, o que o faz acreditar que José Veiga seria uma mais-valia para o SLBenfica?

O conhecimento que tem do futebol, das forças que o dominam, e que não deixam que o Benfica tenha maior protagonismo, pela liderança, pelo carisma, pela disciplina e, por fim, pelo seu benfiquismo. Continuo a pensar que seria a pessoa ideal para liderar o processo de transformação do futebol do clube e digo isso porque o conheço pessoalmente e porque o vi trabalhar no Benfica. Ao contrário da esmagadora maioria das pessoas que fala sobre José Veiga sem o conhecer, eu não. Conheço-o bem, vi-o trabalhar e vi sobretudo uma pessoa que se dedicava 24 horas por dia e sete dias por semana ao Benfica. Trabalhar com José Veiga no Benfica é desistir de ter vida própria e vida familiar, porque ele sacrifica tudo ao seu trabalho. Esta é a pessoa que o Benfica precisa de ter para liderar o futebol.

Se é para nós uma vergonha ter um Presidente com 24 anos de sócio do FCPorto, não considera que o passado de José Veiga ligado à Casa do Porto do Luxemburgo, as distinções que foi alvo, etc são igualmente pouco condizentes com o cargo de dirigente do SLBenfica?

Conheço há mais de quarenta anos o presidente do Benfica e posso garantir o seu benfiquismo. Conheço pessoalmente José Veiga e posso garantir, também, a sua predileção pelo Benfica. Aliás José Veiga é sócio do Benfica e não tenho conhecimento que seja ou tenha sido sócio do Porto ou do Sporting. O que move José Veiga no Benfica não é uma vingança pessoal contra Pinto da Costa. Pelo contrário, eu sei que o presidente do FC Porto ocupa uma parte irrelevante na vida de José Veiga. Eu sei que ambos são motivados pelo desejo de ver o Benfica a ganhar, tanto como qualquer outro sócio ou adepto do clube. Foi uma lástima que outras pessoas tivessem conseguido minar a relação entre Vieira e Veiga, porque a esta hora o Benfica já teria recuperado a hegemonia do futebol português. E não seria necessário desonrar o clube, como não foi necessário em 2005, quando vencemos o campeonato.

No nosso blog temos apontado várias vezes caminhos mal escolhidos, na nossa opinião, na comunicação do SLBenfica. Concorda que é uma das áreas onde o SLBenfica estará, possivelmente, mais desajustado dos desafios que se impõem?

Já disse e repito. O Benfica não tem comunicação, tem propaganda. E creio que o próprio presidente do clube já se começa a sentir incomodado com isso, porque essa estratégia não tem resolvido os problemas do clube, pelo contrário, arrasta mais problemas. Eu acredito que o presidente do Benfica se sinta, atualmente, cansado e uma das razões desse cansaço tem a ver com a desastrosa política de comunicação que tornou Vieira a sua peça central. Neste contexto torna-se urgente transformar a política editorial da Benfica TV. Uma plataforma de comunicação também usada para atacar benfiquistas. Existe um claro desalinhamento entre a política editorial e a grandeza do clube, com uma falta de elevação na abordagem dos conteúdos, uma linguagem pouco institucional e uma fraca expressão visual quando comparado com outros canais como o do Real Madrid ou o do Manchester United.

O que defende que deveria de ser feito de diferente na Comunicação do clube?

Quase tudo. A comunicação do Benfica é um desastre maior do que o seu futebol. Aliás, parece consensual que o Benfica começa a perder o campeonato após uma entrevista de Luis Filipe Vieira a um canal televisivo quando afirma que tudo está bem com a arbitragem. O presidente do Benfica devia ter sido aconselhado a não dar essa entrevista e a não ter dito algumas das coisas que disse e que o tornaram, mais tarde, refém de si próprio. É assim que a comunicação do Benfica tem tratado o seu presidente e o clube, por tabela. E principalmente todos percebem que muito do que diz o presidente do Benfica não é escrito pelo seu punho nem sai da sua cabeça. E isso traz um grande desconforto a Vieira e um prejuízo à imagem institucional do clube. E, claro, o Benfica é o único clube do Mundo onde o seu diretor de comunicação é protagonista, em vez de ser discreto. Por outro lado, esta forma evidente de pretender controlar as notícias que saem nos órgãos de comunicação social, próprio de políticas totalitaristas, não credibilizam nem honram o Benfica.

(CONTINUA DA PARTE DA TARDE)  AQUI


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Bi-Campeões Nacionais de Atletismo

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Ana Oliveira: “Somos a força do Atletismo em Portugal”



Resultados:

100 metros – 1.º Ricardo Monteiro, 10s53

110 metros barreiras – 1.º Rasul Dabó, 13s62

200 metros – 2.º Arnaldo Abrantes, 21s38

400 metros – 2.º Jorge Paula, 48s81

400 metros barreiras – 1.º Jorge Paula, 50s88

800 metros – 1.º Miguel Moreira, 1m52s45

1.500 metros – 1.º Miguel Moreira, 4m01s57

3.000 metros – 2.º Rui Pinto, 8m46s04

3.000 metros obstáculos – 1.º Alberto Paulo, 8m46s02

5.000 metros – Rui Pinto (desclassificado)

5.000 metros marcha – 2.º Pedro Isidro, 20m58s34

Salto em Altura – 1.º Paulo Gonçalves, 2m12

Lançamento do Martelo – 2.º António Vital e Silva, 65m69

Lançamento do Disco – 1.º Marco Fortes, 50m18

Triplo Salto – 1.º Marcos Caldeira, 16m84

Salto em Comprimento – 1.º Marcos Chuva, 7m69

Salto com Vara – 2.º Diogo Ferreira, 5m20

Lançamento do Peso – 1.º Marco Fortes, 19m47

Lançamento do Dardo – 1.º Tiago Aperta, 70m55


4x100 metros masculinos – 1.º, 40s25

4x400 metros masculinos – 1.º, 3m15s04

O nosso querido Querido Manha, é que sabe...

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Normalmente aos sábados, não olho a gastos e compro o Correio Manhoso, porque o nosso querido QUERIDA MANHA  bem merece aquele euro e trinta cêntimos, até porque além de o ler, também me deleito com a prosa da nossa doce Leonor no,  caderno sport.


E o que nos diz o nosso querido Querido Manha, no Correio da Manha ? Muita coisa, mas mesmo muita coisa a respeito do respeito que têm os APAFES ante o nosso Glorioso.

Olhem só para estes requintes:

 ««Equipa de Jorge Jesus mais punida do que os adversários e particularmente em jogos e jogadores importantes»»
... disso já nós sabíamos desde há muito...mas é boa essa lembrança meu querido Querido Manha.

«« O Benfica não só passou a sofrer mais expulsões após a conquista do titulo de 2010, como viu a maleita atingir sobretudo as figuras principais. Só na liga foram 17 expulsões em três anos de Jorge Jesus, o maior numero de sempre em qualquer ciclo da história encarnada»»
....é o xistrema meu querido Querido Manha...é o xistrema que funciona e de maneira cirúrgica.



««Nos últimos 10 anos, o fcporto teve 36 cartões vermelhos (ena, ena... tantos!!!) e o Benfica foi contemplado com 55 (ena, ena tão poucos !!!) »»



«« No ano do  último título, o Benfica teve apenas 3 jogadores expulsos, enquanto que os adversários somaram 18 cartões vermelhos, para um total de mais de 400 minutos de jogo em superioridade numérica»»

...e mesmo assim, caro e querido Querido Manha, só fomos campeões a 15 minutos do fim...o xistrema persegui-nos até ao fim.



««Os jogos do Benfica ao longo do século XXI registam mais 40% de expulsões do que os do FC PORTO »»  
... é para estes pequenos detalhes que serva a gaveta da cómoda, a fruta, as viagens e os envelopes vazios...

   

««Este ano o Benfica acabou com 10 os dois dérbis com o Sporting e o jogo do titulo com o fcporto em casa. Só no dragão conseguiu terminar um dos 4 clássicos sem baixas disciplinares, totalizando 45 minutos em inferioridade numérica frente a dois principais adversários (12,5% do tempo total)

...o jogo do titulo deveu-se a um espectacular golo do Proença...aquele 3º. foi uma obra prima...a tal ponto que lhe valeu ser seleccionado para o Europeu...


«« Nenhum campeão consegue sê-lo sem contar com menos expulsões do que os adversários e mais tempo de jogo em superioridade numérica. O fcporto de Vitor Pereira totalizou 181 minutos ( 3 horas) a jogar com mais um, ou melhor, contra 10. Um recorde na história do clube.
...elementar meu caro e querido Querido Manha...elementar...naquela casa Iluminada, foi tudo tratado e abençoado pelo Papa,  ao pormenor !!!

««O PROENÇA após 145 jogos na primeira liga, expulsou o primeiro jogador do fcporto, Fernando, que saiu em festa do campo no final do jogo contra o Sporting»»»
...mas que cuidadoso e bem comportado é este Proença que só o expulsou já no fim do jogo...que esmero...bem merecida a ida ao Europeu.


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domingo, 10 de junho de 2012

Orgulhoso dos nossos adeptos

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Há bem pouco tempo todo o Mundo desportivo andava indignado porque Lisboa teria "incendiado" o ambiente lá no caixote dos corruptos com um gesto onde apontava para o seu traseiro. Foi uma semana de troca de comunicados indignados dos corruptos onde justificavam os actos violentos dos seus adeptos com o gesto de Lisboa. Portanto, o gesto justificou tudo o que se passou depois. Ao ver esta imagem, penso que perdemos uma oportunidade única de "limpar o cebo" á comitiva dos corruptos de forma merecida e justificada, pois o gesto da besta Eddo justificaria tal acto. Poderíamos, sobre a justificação do manguito do Eddo, entrar em campo e cometer um autêntico massacre. Mas como nós Benfiquistas somos diferentes dessa escumalha, mantivemo-nos nos nossos lugares e o máximo que aconteceu foram uns insultos. Aliás, segundo os comentadores da BTV, esta besta já teria tirado uma luva e mexeu nas suas partes intimas em direcção aos adeptos do Benfica.

Parabéns aos adeptos do Benfica, que além de encherem o pavilhão, tiveram um comportamento á altura da história e dos valores do Sport Lisboa e Benfica!!!





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