O Novo BlogGeraçãoBenfica é agora um espaço aberto a outros bloggers benfiquistas. Um espaço de opinião individual, alheio a quaisquer interesses individuais ou colectivos.
Os autores dos textos serão os únicos responsáveis pelos mesmos, não sendo definida qualquer linha editorial ou obrigatoriedade. email: novogeracaobenfica@gmail.com


Qual vai ser o resultado do Derby?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Avatar

Era escrever sobre as eleições nos EUA ou sobre mais um protocolo inexplicável do SL Benfica.

 ●  + 49 comentários  ● 
Prefiro não me chatear e escrever algumas palavras sobre a eleição de Trump. Assim também irrito quem não gosta que se fale de outros temas no NGB. "Win,win".

Como escreveu e bem o Papoila no seu blogue: “E o mundo mudou”.

Só ficou surpreendido com o resultado das eleições americanas quem prefere andar a assobiar para o lado e ignorar o que se passou no processo do “Brexit”, no que provavelmente poderá vir aí em França e em tantos outros países da Europa.

Desde a explosão da internet no ínicio dos anos 2000 e das “sinergias” que as grandes fusões entre empresas supostamente iriam criar que muitos julgavam que o mundo fosse entrar numa era de prosperidade sem paralelo.

A abertura da China ao comércio externo e ao investimento fora de portas, as deslocalizações em massa para o Oriente, para o Leste ou para a América do Sul da produção de grandes empresas, a orientação das políticas económicas para o benefício dos grandes grupos económicos com a abolição de taxas e limites à circulação de mercadorias foi mascarado com o acesso fácil ao crédito e sustentou artificialmente pessoas e empresas.

Até que em 2008 tudo desmoronou. 

Desde então, pede-se aos contribuintes na Europa e nos EUA que paguem cada vez mais impostos sem sentirem de volta os benefícios desse sacrifício tremendo. O tempo passa e os sacrifícios mantém-se. Olha-se para as elites partidárias que, sem excepção, prosperam em torno do aparelho de estado, em torno dos dinheiros públicos e cada vez mais sem qualquer pudor ou vergonha de o fazer.

Quer nos EUA quer na Europa, o sentimento de que partidos ou organizações de elites dominam os estados a seu bel-prazer fizeram muito do trabalho necessário para que alguém como Trump pudesse ser eleito presidente do país mais poderoso do mundo.

Clinton representava elites, cúpulas do poder e até interesses que afirmava ir atacar. Dizia defender as mulheres mas recebia milhões de dólares de estados cujos direitos e liberdades das mulheres são interditos.

Afirmava ir atacar “Wall Street” mas tinha amealhado nos últimos anos 154 milhões de euros em recebimentos por discursos dela e do marido em…Wall Street.

Recebia antecipadamente da imprensa perguntas que lhe seriam colocadas mais tarde em debates. Em especial a CNN, que foi rebatizada de Clinton News Network por muitos dos seus pares, não olhou a meios para inquinar quer a decisão do partido democrata em escolher Hillery em detrimento de Bernie quer o lançamento de perguntas com armadilha a Trump como a de Anderson Cooper no último debate. 

Não tem sido por acaso que sondagens e estudos de opinião deixaram de bater certo com a realidade do voto. 

As eleições na GB eram apelidadas de uma disputa renhida. Deu maioria absoluta para Cameron. O Brexit iria ser derrotado. Afinal venceu. Clinton conseguiria cerca de 300 e tal votos eleitorais. Nem pouco mais ou menos.

O voto em Trump será, entre outras coisas, um cartão vermelho a esses políticos de carreira com discursos politicamente correctos e redondos, uma rejeição de políticos que gostam de agradar a comentadores e jornalistas por trazerem na ponta da língua as minorias, mas que na realidade têm desprezado a tal maioria silenciosa que se afastou dos políticos e que não vê a luz ao fundo do túnel.

Hillary Clinton era tão odiada nos EUA como Trump. Ou como Obama. Só na Europa é que olham para Obama como o tal herói do povo. Em 2012 já não o era. 

Venceu o candidato que mobilizou o descontentamento com o sistema político. Os políticos que preferirem continuar a ignorar o descontentamento da chamada classe média ou instauram uma ditadura ou preparem-se para mais surpresas.

Eram os dois maus? Claro que sim. Venceu o que tinha o penteado de capachinho e clones como filhos em detrimento da enfermeira de hospício com o olhar vidrado e o sorriso de joker.

49 comentários via blogger

  1. Dizer que eram os dois maus é como dizer que Hitler e Pedro Dias eram os dois maus : verdade, mas em graus diferentes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Qualquer comparação com homicidas é claramente exagerada, meu caro. Quem a fez não tem a noção do que diz.

      Eliminar
    2. Se fosse igual, não era uma comparação. Mas não deixa de ser válida. Quanto a ser exagerada, o tempo o dirá.

      Eliminar
  2. Bom post, visão apurada do que está a acontecer e por acontecer.

    A minha visão, se me é permitido, é esta:
    http://toc2009.blogspot.pt/2016/11/tempos-da-trumpa.html

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bom post. Se pensares em escrever regularmente no teu blogue, avisa que colocaremos na barra lateral. Abraço.

      Eliminar
    2. Obrigado! O tempo é escasso, mas se conseguir faze-lo com alguma regularidade aviso :)
      abraço

      Eliminar
  3. Águia Preocupada09/11/16, 22:30

    Ui! Ui! Que tema! Li enviezadamente o texto. Já cansa o tema... Hoje são as rádios, os canais de tv´s, os analistas que se desdobram em opiniões expondo as mais variadas razões para o que aconteceu. Algumas delas demasiado simplistas e redondas!
    Falas nas diversas "corrupções" da Sra. Clinton... Mas omites as do Sr. Trump! Como será que ele conseguiu toda a fortuna que possui? Entre elas está a contratação de "empregados" em países vizinhos, dotando-os de vistos falsos para depois os explorar como escravos.
    Na minha modesta opinião, ambos são maus. Mas Trump não é só mau! É um perigo para a Humanidade!
    Estas eleições vieram confirmar duas ideias que tenho:

    1 - Há muito que considero os americanos incultos, estúpidos e desenraizados. Falta-lhes história... E essa não se compra!
    2 - Um país que pretende ser moderno, evoluído e sempre na vanguarda mas que não passa de hipocritamente conservador e bacoco ao ponto de não estar preparado para ter uma mulher na presidência!
    O mundo mudou! Mas com um louco e incompetente nos Estados unidos e um egocentrista ambicioso e perigoso na Rússia, temo que estejamos perante uma mistura demasiado explosiva!
    A ver vamos o que o futuro nos reserva!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Meu caro, eu não tomei partido por ninguém. O que fiz foi um exercício sobre as razões que penso terem levado à escolha de Trump por muitos americanos.

      A realidade é que as pessoas estão fartas dos políticos e isso abre caminho a tudo o que apareça.

      Eliminar
  4. Uma coisa é votar contra o sistema como os islandeses que votaram num comediante de profissão, outra é votar num idiota com discurso fascista na campanha que na realidade é uma pessoa completamente impreparada e que diz que se identifica com os americanos mas é bilionário e não paga impostos, é o american dream que toda a gente almeja não percebendo que é impossível chegar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Paulo, e o que é "estar preparado"? É conhecer o sistema por dentro? É ter sabido utilizá-lo durante muito tempo em seu proveito? Repara que o discurso "fascista" não foi assim entendido por muitos que nele votaram.
      Além disso, enxovalharam o homem por ele dizer que não sabia se aceitaria os resultados e afinal tens gente do lado contrário na rua a manifestarem-se...contra os resultados.
      ISto não é uma situação de preto/branco.

      Eliminar
  5. shadows, nunca comentei neste blog e provavelmente nunca mais vou comentar, mas acho que neste post está bem explicado o porquê de isto não ter sido um choque para ninguém, excepto os portugueses politicamente correctos e que não estavam habituados a ver alguém a abordar temas tabu (quem acendeu a primeira chama foi o Nigel Farage) de uma sociedede desenvolvida que devem ser debatidos.

    A desindustrialização maciça do ocidente e o posterior empobrecimento fizeram acelerar o processo que está agora a acontecer, e como dizes e bem, a seguir vem a frança e provavelmente a seguir a europa toda. Basta olhar para os estados rurais (muitos deles hoje têm cidades fantasma) onde a indústria era a fonte de riqueza principal e depois da ida para o oriente dessas indústrias instalou-se uma crise económica e social profunda.

    A Hillary só ganhou nos estados mais urbanos, onde a crise económica não bateu tão forte. Nós em portugal temos o mesmo problema e a qual fechamos os olhos. Lisboa e Porto não foram tão afectados (nem de perto) pela crise como o interior do país, onde está a existir uma extensa desertificação e com isso fecho de centros de saúde, escolas, etc, etc.

    O ocidente já não é o que era e os países aglo-saxónicos perceberam mais cedo do que o resto dos países ocidentais. As nossas economias estão à beira da morte e espero que depois do brexit e do brexit*10 como trump lhe chamou, haja um abrir de olhos nas sociedades da europa do sul.

    Abraço

    PS: Gosto de ouvir que o Trump é o Bruno de Carvalho americano, e se assim for, bom para eles, pois vai fazê-los crescer e dar-lhe uma nova vida

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. abreosolhosóvasco10/11/16, 01:16

      Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

      Eliminar
    2. Óbvio que este habitual usar do artista do dia, sempre em defesa e "lambe-botismo" de sua sumidade (aquele que some após resultados negativos) sr dr licenciado e afunda empresas bdc, tinha de aqui vir defender o seu "amo"...
      Comparar Trump com bdc... Dahhh... Obvio, são iguais!
      Apenas dizer que um é milionário e bem sucedido, e outro é falhado e desesperado!

      Eliminar
    3. Misoginia, racismo, xenofobia, e outros adjectivos não são temas tabu, são estupidez, as propostas do Trump são em tudo estupidas e completamente desajustadas, vai construir o muro como? deves achar que vão ser os mexicanos a pagar como ele dizia? e industrializar os EUA, como se foram os empresários americanos que moveram as fábricas para locais onde a mão de obra é mais barata, sabes a percentagem de lucro de um iphone? Olhem para a alemanha, a alemanha não desindustrializou e é ocidente, o problema nunca foi a globalização, mas sim a falta de regulação e a ganancia, veja-se a queda do Goldman Sachs e a queda da economia que veio atrás, ou como um articulista americano faz "sniping" económico em países como portugal.
      Cá aconteceu o mesmo, tinhamos um governo mau, mas que não foi a causa de entrarmos em falência pois as ordens anteriores da europa eram para investir, aconteceu a crise de 2009 e fomos dar as chaves de casa a um idiota neo liberal que defendia o que causou o problema em primeira instancia.
      Como é possível que o segundo país mais poluidor do mundo neste momento da história tem um presidente que não acredita em ciência, numa altura onde uma subida de 2ºC não tem retorno e mesmo 1ºC vai ser terrível, que legado deixamos para os nosso bis-bis-netos, umas guelras?

      Eliminar
    4. Estas duas primeiras respostas são o fiel retrato daquilo em que o adepto do futebol se tornou: um cão raivoso que sai a terreiro mal se fala no seu anticristo. Ou se tem visão diferente. Uma vénia a vieira pela excelência da prole que criou.

      Com gente como esta, de QI quase negativo, qual é o espanto de trump ter ganho umas eleições?

      Os benfiquistas são pessoas tal e qual como as outras: há por aqui dezenas de pidás, de macacos, de mustafás. Nem melhores, nem piores. Iguais. Especialmente na cegueira.

      Enfim...

      Eliminar
    5. Diogo Marques, obrigado pelo teu comentário com o qual concordo inteiramente.

      Eliminar
  6. Boa Shadows tens mais jeito para escrever sobre politica do que sobre futebol.

    Organiza um blog sobre politica internacional que tens futuro.

    Estás a tocar em temas importantes.

    A seguir desvenda lá a historia do Predro Dias !!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estás a ver? :)

      Sobre o Pedro Dias, poderia referir-me à actuação da RTP...mas não merecem.

      Eliminar
  7. Caro Shadows,

    Excelente post. Parabéns!
    A realidade nem sempre é fácil de compreender, mas está aqui perfeitamente retratada.
    Claro que para os pseudo-intelectuais europeus este resultado está relacionado com falta de cultura dos americanos ... enfim!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado Pedro!

      E se reparaste, muitos desses intelectuais da treta continuam a não perceber. Se comparares a discussão do tema nas tvs americanas e nas de cá, as diferenças são enormes.

      Eliminar
  8. Benfica patrocinou TRUMP?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Trump era o vermelho e a Hillary a azul.

      Eliminar
  9. 'o lançamento de perguntas com armadilha a Trump como a de Anderson Cooper no último debate.' - que perguntas foram essas? (não vi o debate)
    fiquei até às 8 da manhã a ver esta noite eleitoral. o discurso do mandatário da Clinton no final foi miserável. as eleições (essas sim) aldrabadas de 2000 levam a que agora se aponte baterias para uma recontagem eleitoral, caso haja suspeita de que se possa avançar até ao Supremo para tal.
    é um facto que aqui na Europa a opinião sobre Obama é muito melhor do que a que a América tem. só me apercebi disso durante estes últimos meses com a subida do Trump nas sondagens, sinalizando a vontade que as pessoas (e muitas foram as que o disseram aos microfones) tinham de 'mudança'. ainda não consigo perceber porquê: Obama fez uma recuperação económica e social fantástico!
    esta eleição do Trump, a gritante diferença de opinião sobre Obama entre a Europa e os EUA, tudo isto merece ser bem estudado.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quando a outra moderadora ía prosseguir o debate com outro tema, o Anderson Cooper interrompe e pergunta ao Trump se ele podia afirmar que nunca tinha assediado ou abusado sexualmente de nenhuma mulher? Na segunda feira seguinte, o Cooper apresenta um exclusivo com uma mulher que denuncia um suposto assédio e abuso por parte de Trump.

      No emails divulgados pelo WIKILEAKS, aparecem várias trocas de emails com ele, com o Wolf Blitzer e com a Donna Brazile desmascarando que havia um claro conluio com a campanha de Clinton.

      Olha que a percepção que temos aqui da "recuperação" feita pelo Obama não corresponde à realidade dos EUA. Nem o tal Obamacare que é apresentado como um "milagre" aqui na Europa serviu pois tem prémios de seguro enorme, crescentes e que as pessoas não conseguem pagar.

      O Trump falou sempre nas "inner cities" referindo-se em grande parte aquela cintura industrial do Midwest que sofreu e sofre bastante com a crise.

      Eliminar
    2. desconhecia esses e-mails divulgados pelo WikiLeaks. já a FOX News estava de conluio com o Bush Jr. a CNN estar de concluio com a Clinton não me surpreende. 'business as usual' nos EUA.
      é certo que desconheço em pormenor o que levou ao desmantelamento de várias indústrias, especialmente em Detroit, assim como desconheço em pormenor o ObamaCare. o 'Sicko' do Michael Moore falava dos seguros de saúde como se aquilo fosse aterrorizante... e por acaso até era. faz-me impressão, eu que nasci em 1989 e sempre co-existi com o nosso SNS.
      de qualquer modo, continuo a achar que os indicadores económicos, nomeadamente taxa de desemprego e crescimento do PIB, são muito bons, tendo em conta o ponto de partida.

      Eliminar
  10. Estas eleições foram ganhas por um candidato multimilionário à pala da especulação imobiliária, a escapar aos impostos, e ás "costas" dos eleitores pobres, brancos e sem formação universitária, que são a maior fatia eleitoral nos Estados Unidos.

    Um demagogo perigoso, manipulador,machista, racista, homofóbico !

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho piada a essas caracterizações curiosas, idênticas às do Brexit: quem apoiou é porque é iletrado e burro. Quem não apoiou é instruído e inteligente.

      Parece que só votaram no Trump desdentados e burros...

      Eliminar
  11. Boa análise, faltou-te fazer referência à distribuição dos lucros da actividade económica, e de como cada vez menos é dado a quem ganha rendimentos via trabalho e cada vez mais a quem ganha rendimentos via ganhos do capital. E dado que as acções de empresas que distribuem bons dividendos estão caras, quem ganha dinheiro do seu trabalho nunca consegue poupar o suficiente para fazer competição por essas mesmas acções, fazendo com que quem é rico fica mais rico, e quem não é fica cada vez mais pobre, e a receber um salário que não cresce, e onde a nova geração já recebe um salário bem menor em termos reais do que as gerações anteriores pelo mesmo trabalho.
    Em 1970 um CEO Americano ganhava cerca de 14 vezes mais do que o salário médio na sua empresa. Hoje andam entre 200 a 400 vezes mais. E esta política salarial tem sido copiada pelo mundo inteiro, para infelicidade dos assalariados.
    Isto é um problema político, e as massas têm de abrir a pestana. Ainda por cima já se acertou quando o Franklin Delano Roosevelt lidou com a grande depressão e uma guerra mundial ao mesmo tempo. Basta copiar, e sem guerra mundial ainda custa menos chegar a uma economia mais equilibrada. E era isto que o Bernie Sanders queria fazer. E foi precisamente isto que não lhe deixaram fazer, custe o que custasse. A realidade é que o partido Democrata preferia perder a eleição do que ir contra os interesses dos seus financiadores de Wall Street. O irónico é que os financiadores do partido Republicano, o Big Oil, preferem dar cabo do planeta antes de aceitarem pagar impostos à taxa de 38% (que é a taxa de IRC nos EUA).

    F. A.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora nem mais!

      Clap Clap Clap

      Benfiquista Primário

      Eliminar
    2. Excelente comentário. Obrigado F.A..

      Eliminar
  12. Ainda bem que a Hitllary nao ganhou.#FeeltheBern #JillStein #GoGreen #NeverHillary

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também vi chamarem-lhe isso...qualquer deles seria mau.

      Eliminar
  13. Tecnicamente venceu o não-establishment. Qual capachinho ou enfermeira....se os resumes a isso mostras bem que nao sabes do que estás a falar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Manuel, leste o que escrevi antes...? Faz lá um esforço pah!

      Eliminar
  14. Bem...no post do Papoila, escrevi:

    Espero que só mude, não acabe...

    Até agora todos os presidentes do país mais poderoso do mundo, melhores ou piores, pelo menos pertenciam à espécie Homo Sapiens...agora com o acesso dos códigos nucleares concedido a este humanóide mentecapto, com uma ervilha a fazer de cérebro e um esquilo a fazer de cabelo, receio o pior.

    A minha única esperança é que os contrapoderes do complexo sistema norte-americano - os que tornaram impossível ao Obama fazer 90% do que queria...- o consigam controlar...

    Aqui, acrescento: percebo perfeitamente o descontentamento com o sistema e os políticos, mas escolher o Trump para resolver isso é como escolher um incendiário para resolver uma crise nos bombeiros...

    Com o Putin, o Brexit e o Trump, o pior, mais que possível, é o mais provável...

    E logo agora que vamos a caminho do hexa 2019 ;)

    Benfiquista Primário

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Num sistema bipolarizado como o americano só podia ser entre eles. Além disso viste os outros candidatos republicanos? Eram só xoninhas ou outros como a Clinton.

      Eliminar
    2. Claro que só podia ser entre eles. E eu, achando abjectos os outros candidatos republicanos, acho que isso se torna relativamente irrelevante quando a alternativa é este mentecapto humanóide com seis anos de idade mental. O Tiririca teria sido menos grave...

      Benfiquista Primário

      Eliminar
    3. Uma das razões da vitória de Trump, para além da insatisfação da população com o sistema politico foi o facto da concorrente ser a Clinton. A mulher tem um passado vergonhoso, como o Shadows refere e bem no post, e é demasiado "politicamente correta".

      No entanto, concordo que a vitória da Clinton seria um mal menor para o mundo, mais do que para os EUA propriamente.

      "Better the devil you know than the devil you don't".

      Eliminar
  15. Algum exagero que vai por aqui. Por alguma coisa Clinton venceu os votos populares - isto é, a vitória de Trump apesar de tudo não é "completa" nesse sentido, não há uma "mobilização", o que há é uma "certa" mobilização.

    A classe média alta e os mais ricos dividiram os seus votos pelos dois lados - é verdade que a parcela da Clinton cresceu bastante em relação a Obama, mas o resultado final dos dois lados é equivalente. Não é por aqui que há diferenças.

    A classe média com poder de compra votou mais em Trump, é certo, mas é preciso dizer este facto, que Trump até perdeu votos em relação a 2012, quando mais de 50% deste grupo tinha votado em Romney - os resultados de Clinton são parecidos aos de Obama. Trump aqui perde 3-4% em relação a Romney. Há uma classe média que se revia mais em Romney do que em Trump. Em termos gerais, entre a classe média com poder de compra e os ricos, Trump e Clinton estão praticamente empatados, talvez o primeiro tenha 1% a mais.

    A população até aos 45 anos, as mulheres, e todos os que completaram o ensino superior, deram os seus votos maioritariamente a Clinton. A classe média "nova" dividiu-se pelos dois lados. No campo do ensino superior completo nem há comparação possível, Romney teve resultados incomparavelmente melhores do que Trump.

    Portanto onde Trump ganha as eleições e vai buscar essa maior diferença não é pela classe média "normal", que mantém os seus votos nos dois lados, mas sim à classe média baixa até aos pobres. É aqui que Clinton perde cerca de 10% e Trump ganha 5%.

    Trump ganha a nomeação é pela mobilização da "working class", que dá a percentagem necessária para a vitória, que tem estudos ao nível do Secundário, uma parte tem estudos superiores mas não completos. Têm mais de 45 anos, são brancos e homens. É uma certa classe média que nasceu no princípio dos anos 1970 que dá a vitória a Trump, não é "toda" a classe média. É este o sector que perdeu o poder de compra nas últimas décadas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Meu caro, 200 mil votos de diferença em 120 milhões é nada...

      Trump ganha porque mobilizou aqueles a quem se dirigia. Clinton não mobilizou os democratas mas sim as elites e por isso perdeu.

      Eliminar
    2. Claro que a diferença é pequena, apenas quis dizer que é apenas o 5º presidente americano que não ganhou o voto popular. Isto é, mesmo ganhando a eleição, é inegável que o país está dividido.

      Em relação a essa questão das elites, não é verdade,há um empate técnico entre os dois. É certo que a houve mais elite a votar em Clinton do que em Obama, e menos em Trump do que em Romney, mas o resultado final de ambos é igual, é um empate. Não foi por aí.

      Sim, é verdade que Trump ganhou porque fez um discurso apelativo e mobilizou uma parte de uma geração que ficou fora da revolução tecnológica. Mas Trump perde completamente nas gerações abaixo dos 45 anos, por alguma coisa foi.

      A questão é que não se pode dizer que Trump ganhou apenas por causa da classe média, isso não é verdade.
      A elite votou em massa em Trump. Metade da elite económica americana votou nele. A diferença foi ter conseguido obter os votos dessa América interior, com estudos secundários, que não consegue competir com os mercados emergentes.

      Eliminar
    3. "Por alguma coisa Clinton venceu os votos populares"

      400 mil votos a mais porque a republiqueta socialista da Califórnia lhe dá mais 2,5 milhões de votos. No resto do país perde.

      Eliminar
  16. Para mim Donald Trump ganhou as eleições muito por causa dos Democratas terem "desvalorizado" o adversário, nunca pensariam que um homem desbocado, bruto na sua forma de se expressar, por vezes direto demais e muito agressivo e ofensivo , pudesse ser considerado sequer adversário...resultado final..Trump Presidente!
    Num país em que ganha mais vezes a imagem que se passa do que as ações que se tomam, os Democratas foram de um amadorismo atroz, leveram a Hillary como candidata, das duas uma, ou levavam um candiato(a) com provas dada na vida politica e publica do país ou levevam um candidato que cativasse as massas, quer por charme ou por oratória, o que não foi nenhum dos casos, preferiram levar, como o Shadows lhe chamou, a enfermeira de hospicio, tudo pq não souberam valorizar o oponente.
    Quanto ao futuro, duvido que ele faça tudo o que disse, mais ao nivel da politica interna do que externa, na politica interna, só erguer o tão falado muro, custará muitos mil milhões, mais do que ele anunciou, visto querer correr com os imigrantes hispanicos (grd maioria da mão-de-obra barata na construção civil)., que diz o muro diz todas as obras que diz que vai fazer...ou seja o aumento do custo será exponencial.
    Acho que se está a exagerar, ah e tal é o fim do mundo em cuecas, 3ª guerra mundial e etc e tal...opá ele disse aquilo para cativar votos, ele disse o que vai na cabeça de muito americano, tocou numa franja da sociedade que se viu empobrecida pelo deslocamento de capitais para o estrangeiro e todos sabem que quando a vida nos corre mal a culpa é sempre de outros e não nossa, neste caso dos estrangeiros, quer sejam eles imigrantes quer sejam os paises para onde a fábrica onde trabalhávamos se mudou...
    Creio que para a economia americana ele será bom...agora para o exterior já ponho muitas duvidas.

    ResponderEliminar
  17. O Trump neste momento pode muito bem acabar com a UE se assim bem entender. Os Estados Unidos são "só" o maior exportador da UE (17.1%). São também o maior exportador da Alemanha (9.6%). No fundo, quem eles verdadeiramente precisam não se encontra na Europa.

    Aliás, todo o ocidente está em declinio. Não se consegue de maneira alguma competir com o mercado asiático. Basta olhar para o crescimento da China, que representa cerca de 15% da economia mundial e prevê-se que venham a ultrapassar os EUA e se tornem na maior economia do mundo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A China há muito que é a maior economia do mundo.

      Eliminar
    2. Ainda não (são os EUA com um PIB de aproximadamente 17,9 triliões US$). Mas não dou mais de uma década até isso acontecer.

      Eliminar
    3. Meu caro, se tirar Wall Street à América, eles nem em terceiro ficam na economia mundial.
      A China há mais de uma década que é a maior economia do planeta. Claro que é uma bolha que irá rebentar, mas têm margem de manobra como os EUA não têm e muito biliões (e não bilhões) de dívida americana. É só eles quererem e lá se vai o dólar por água abaixo...

      Eliminar
    4. Isso é verdade... Quanto ao dólar tem os dias contados e basta a China estalar os dedos para rebentar de vez.

      Eliminar

Se não estiver registado, assine sempre o seu comentário. Se não o fizer, não se queixe se não for publicado.

Seja moderado na linguagem. Se não o for, não se queixe se o seu comentário não for publicado.

artigos recentes