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sexta-feira, 11 de março de 2016

Os paladinos da verdade.

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Vivemos um tempo de lobos em pele de cordeiro no futebol português, recheados de hipocrisia.

Não me recordo de ver um presidente de um clube agir de forma tão irresponsável como o presidente do Sporting.

A figura presidencial de qualquer instituição quer-se incisiva, afirmativa mas recatada q.b., sendo sempre o último reduto de defesa da honra e da integridade da instituição.

O presidente do Sporting tem agido como um rapaz que pega pela primeira vez numa pistola. Dispara sem controlo, para todo lado, e é incapaz de reconhecer o caminho errado que está a seguir.

Ao contrário de outros, eu não dou mais que um ano para que BdC tenha a sua sentença lida no Sporting, e com consequências muito graves para si e para o clube de Alvalade. Melhor que ninguém, o próprio BdC sabe disso daí o desespero que evidencia.

Só que isso é um problema…dos sportinguistas e do Sporting.

As figuras de índio e de atrasadinho mental do presidente do Sporting é o menos dos problemas do futebol português.

O que acho muito curioso neste momento do futebol português é que parece que todos no Benfica estão obcecados com o presidente do Sporting e com o próprio clube de Alvalade.

O Benfica venceu os últimos 2 campeonatos, supostamente está pujante e cheio de saúde financeira portanto capaz de pensar só em si, mas parece que a obsessão é o Sporting. Tudo porque o tiro de Vieira lhe saiu pela culatra. Jorge Jesus não foi para fora do país mas ficou por cá e foi para o Sporting.

As figuras miseráveis do inenarrável Guerra na TVI24, de José Nuno Martins e de outras vozes do dono tornam incompreensível esse “terror” com a figura de BdC e com o Sporting.

Aliás, gostava que perguntassem ao João Gabriel, ao Pedro Guerra (e ao seu cão de estimação), a outros no Benfica E AO SPORTINGUISTAS o porquê denunca terem feito uma campanha tão grande contra o principal inimigo do clube e a quem REALMENTE PREJUDICOU o Benfica, o Sporting e o futebol português DURANTE 30 ANOS!!

Porque estão tão preocupados com um clube que não é campeão desde 2002?

ONDE ANDARAM OS PANFLETOS, OS CARTAZES, AS CAMPANHAS contra quem roubou campeonatos, quem corrompeu árbitros, quem manipulou as estruturas do futebol português, quem mandou agredir e violentar, quem conseguiu ter na sua mão todos os principais atores do futebol português?

Os valentões de hoje, cheios de força e coragem para enfrentar um badameco como o presidente do Sporting, andaram escondidos e AINDA SE ESCONDEM quando toca a falar do FC Porto e de Jorge Nuno Pinto da Costa.

Onde andaram estes paladinos da verdade quando Vieira apoiou o director financeiro do FC Porto no Apito Dourado, com mais gente implicada no mesmo processo nas suas listas?

Onde andaram os paladinos da verdade quando Godinho Lopes e outros vermes andavam a lamber as botas ao FC Porto e a fazer negócios brilhantes como o de Moutinho ou o de Miguel Lopes?

Onde andavam os paladinos da verdade quando Vieira e Pinto da Costa escolheram Luis Duque para a Liga? Quando Pedro Proença sai directamente de árbitro para dirigente?

Qual a razão pela qual todos se calaram quando Pinto da Costa revela o sentido de voto de Lucílio Batista e de José Guilherme no Conselho de Arbitragem?    

Onde estão as vozes corajosas contra a entrada no Conselho de Arbitragem de um instrumento do FC Porto chamado Paulo Costa?

Onde anda a coragem para denunciar a composição que está a ser cozinhada nas listas de Fernando Gomes para os órgãos disciplinares da FPF?

Não há. Anda tudo preocupado com um cabeça de vento obcecado com textos no Facebook.

[Manuel Sérgio] Carta Aberta ao Rui Vitória

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Meu caro Rui Vitória: Como venho dizendo, sempre que me refiro aos meus antigos alunos: o meu Amigo nada me deve, no que ao futebol diz respeito. Nas minhas aulas, nunca falei de microciclos de treino, nem nunca realcei qualquer modelo de jogo ou o modo de treiná-lo. Nestes assuntos, o Rui Vitória é o Mestre e eu o discípulo. Não passo de um velho espectador do futebol e um estudioso insaciável do desporto e sua circunstância.

E porque sou um espectador e um estudioso (estou velho, mas procuro não envelhecer, nem na prática, nem na teoria) não escondo que o Rui, para além de conhecedor dos mínimos segredos do seu ofício, como o revela no livro de que é autor, A Arte da Guerra para Treinadores (Topbooks, Lisboa, 2014) tem um comportamento que não posso deixar de aplaudir. E não o faço tão-só pelos impulsos das “razões do coração” (servindo-me das palavras de Pascal) mas porque a ética é “conditio sine qua non” de liderança. Aliás, o seu livro assim o confirma: “Os valores mais importantes que devem reger a carreira de qualquer treinador são, acima de tudo, valores humanos.

Qualquer treinador que comande uma equipa deve pensar que, ao tratar os seus jogadores, está a lidar, antes de mais, com seres humanos. Pessoas únicas, com características diferentes uma das outras. Esta noção de respeito pelo próximo, de educação e de humildade deve estar sempre presente. Não estou a dizer que um treinador tenha de ser um santo, mas acredito que devemos ser bem formados, acima de tudo, para sermos bons formadores” (p. 19). Palavras estas que, repetidas aos jogadores, se transformam em palavras de confiança, de exortação, de coragem, de estímulo à transcendência.

Volto ao que o meu Amigo escreveu: “os valores mais importantes que devem reger a carreira de qualquer treinador são, acima de tudo, valores humanos”. E “vemos, ouvimos e lemos” nós tanta gente a comentar o futebol, com o pensamento circular da tática e dos pretensos erros dos árbitros, mostrando desconhecer que o mais importante, na preparação de uma equipa de futebol, são... os valores humanos!

Sim, eu também sei que o futebol é essencialmente tático. Só que a tática não é tudo, nem no meu modesto entender (e não estou só) o mais importante. O mais importante, diz o Rui Vitória que destas coisas sabe mais do que eu – o mais importante são os valores humanos! E porquê? Por esta razão muito simples: não há jogos, há pessoas que jogam! Ou seja, o ser humano é anterior aos jogos e o seu fundamento! Quem joga o jogo no jogo é uma pessoa. Quem não treina a pessoa não treina a tática. Como há 40 anos bem medidos, que venho adiantando uma determinada tese, por aqui me fico.

Se me permite, relembro o que Vítor Serpa escreveu, com o talento que faz dele um grande jornalista: “O Benfica garantiu ontem em S. Petersburgo, muito mais do que uma importante presença nos quartos de final da Champions. Conquistou, para o futuro próximo do futebol português, a manutenção de dois lugares de acesso direto, na época de 2017/2018; conquistou um renovado respeito internacional pelo nome do clube histórico; conquistou ainda um recorde de receitas na prova, já muito perto dos 30 milhões de euros; e, por fim, e não menos significativo, conquistou o legítimo orgulho em si próprio e nesta equipa que Vitória transformou em ganhadora” (A Bola, 2016/3/10).

Por seu turno, o Dr. Rui Gomes da Silva, com a sua galhardia sentimental de um ardente benfiquismo, escreveu no mesmo jornal: “São Petersburgo mostou a dimensão europeia do Benfica. Ao sucesso na Champions iremos por certo buscar forças, para todas as provas em que continuamos envolvidos. Sem nos deslumbrarmos, sempre de pés bem assentes no chão, com humildade. À Benfica”. A propósito do Dr. Rui Gomes da Silva, sempre aquecido ao fogo de um franco e genuíno polemista, está a nascer um estudioso do futebol, com um rigor e uma seriedade que me apraz registar...

No célebre Verdade e Método, Hans-Georg Gadamer esclarece: ”o jogar só cumpre a finalidade que lhe é própria, quando aquele que joga entra no jogo”. E, porque aquele que joga é o mais complexo de todos os seres que se conhecem, tudo é sistema no treino. “Tudo está interligado, mesmo nos momentos teoricamente mais simples, como o aquecimento, que tende a ser visto como uma mera preparação para o treino. Já não faz sentido ver as coisas assim. Desde o momento do aquecimento que os jogadores estão a treinar de forma estrutural.

Depois, vamos intensificando ou introduzindo complexidade no treino, à medida que avançamos. Há sempre uma interligação, seguindo um sentido lógico, de progressão, não são fases estanques, que se sucedem abruptamente. O treino deve ser uma transição sistémica, mais do que uma sucessão de etapas, sem relação entre si” (Rui Vitória, A Arte da Guerra para Treinadores, p.72). O livro que mais me ocupa atualmente intitula-se A Biologia da Crença (Sinais de Fogo, Lisboa, 2015). É da autoria de Bruce H. Lipton, professor de biologia celular em várias universidades norte-americanas. Foi-me oferecido por um amigo querido: o Prof. José Neto. Neste livro, colhi o seguinte: “A ciência da epigenética, que significa literalmente “controle sobre os genes”, altera profundamente o nosso entendimento de como a vida é controlada (…). Na última década, a investigação nesta área estabeleceu que os diagramas de ADN, passados através dos genes, não eram definidos em concreto à nascença. Os genes não são o destino! As influências ambientais, incluindo a natrição, o estresse, e as emoções podem modificar esses genes, sem alterar o seu diagrama básico”.

Se assim é, como negar, meu caro Rui Vitória, que o seu humanismo (e o seu saber especializado do futebol, como é lógico) têm um contributo inapagável, no desempenho da equipa de futebol do Benfica? O Lindelof, o Renato Sanches, o Gonçalo Guedes(e cito só os mais jovens, os mais inexperientes) praticam a altíssima competição desportiva agarrados a princípios e ideais que os fazem integralmente atletas, porque antes os fizeram integralmente humanos!

Em todo o atleta, como em todo o ser humano, há o inato e o adquirido. Segundo a epigenética, o adquirido pode transformar, e muito, o inato. Portanto, o inato dos jogadores do Benfica, em contacto com o Rui Vitória e a sua equipa técnica e os dirigentes do Clube e o BenficaLab, etc., etc., ou seja, o adquirido, que lhes é dado fruir, transforma-os na equipa que vimos em S. Petersburgo. Está a fazer-se história, hoje, no S.L.Benfica. Um abraço fraterno do seu Manuel Sérgio
in A Bola

quinta-feira, 10 de março de 2016

"Cheira a poder! "

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Cheira a “poder”. É o que se costuma dizer nos meios políticos quando as clientelas partidárias se excitam com a proximidade de eleições.

Vive-se o mesmo no Benfica.

Até à semana passada, um bom resultado em Alvalade era “não perder por muitos” ou empatar“porque os lagartos acabarão por perder pontos”.

Também “aquilo na Rússia vai ser mau porque eles têm o Vilas Boas e o Hulk”.

Como afinal as coisas não correram assim, todos querem demonstrar solidariedade e proximidade com o trabalho de Rui Vitória.

Já não se lê o termo “chouriço” ou “derrota” associado ao treinador do Benfica, mesmo que ainda não tenhamos vencido nenhuma competição.

Claro que a euforia dos últimos dias que invadiu a cabeça dos que ainda ontem chamavam de “chouriço” ou “derrota” o treinador do SL Benfica faz com que de repente achem que tudo está bem e que os milhões espatifados em jogadores inúteis, sem valor para vestirem a camisola do clube ou claramente inflacionados foram muito bem empregues.

Ler que o Pizzi vale 14M, que o Jimenez já justificou a contratação e o valor absurdo pago pelo seu passe, que o Talisca é o maior e que até o Eliseu agora é um defesa esquerdo de topo é o mais recente discurso da propaganda oriunda dos gabinetes de João Gabriel e de Pedro Guerra.

Curiosamente são os mesmos que defendiam Jorge Jesus quando este humilhava os nossos jovens no Seixal e que insultavam quem colocava em causa o caracter do azeiteiro.

Enquanto Rui Vitória andou a “levar porrada” na imprensa e de alguns adeptos, ninguém deu a cara na sua defesa. Tudo a fugir das câmaras e das declarações públicas.

Não me lembro de  ninguém defender oportunidades para os nossos miúdos fora do universo deste blogue. Ninguém.

Curiosamente, esta semana lá se inventou à pressão uma inauguração de uma Casa do Benfica para que os “colas” apareçam todos a associar-se ao Rui Vitória com Luis Filipe Vieira à cabeça do pelotão dos colas.

E a malta que é especialista em cheirar o “poder” (ou neste caso títulos) lá se vai querer colar ao momento positivo da equipa e em especial do treinador Rui Vitória.

Não faltará o discurso a lembrar Vale e Azevedo, de como o clube estava falido com 86M€ de passivo e hoje está pujante com mais de 400M€ do mesmo item, em como isto estava tudo previsto e delineado ao pormenor e que o grande timoneiro que adora futebol já sabia que ía dar certo.

Isto cada vez faz lembrar mais um certo clube do norte.

Está tudo dito!

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"Porque temos de estar sempre a falar, escrever e a informar: porque a pressão e a manipulação resultam."

E não fui eu que o disse. Foi alguém, no seu 93.513.213-ésimo post de Facebook.

Calendários... estranhos!

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Reparei hoje, quando vi que depois de receber o SCBraga, vamos jogar a primeira mão dos 1/4 final da Champions, que este ano já tivemos:

- Astana: 5 dias depois o FCPorto
- Galatasaray: 4 dias depois o Sporting
- Astana: 5 dias depois o Braga
- Zenit: 4 dias antes o FCPorto
- Zenit: 4 dias antes o Sporting
... e agora 4 dias antes do próximo adversário da Champions teremos o SCBraga.

Que curiosidade ver os slots de calendário em que teimam em nos aparecer os três adversários mais fortes. Os seis jogos com os três adversários mais competitivos... calham sempre no calendário da Champions antes ou depois.

Coincidências? Sim... só pode!

A força dos resultados.

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Curioso que hoje os que chamavam Rui Vitória de Derrota são os mesmos que se colocam em bicos de pés a fazer-lhe elogios sem reconhecerem que o enxovalharam em nome do azeiteiro que atravessou a Segunda Circular.

Também um sinal dos tempos é que os que diziam que não se ía a lugar nenhum a colocar miúdos na equipa hoje defendem essa estratégia de Rui Vitória como se tivesse sido sempre sua.

Os mesmos que choraram semanas a fio pelo azeiteiro hoje afinal já o renegam.

No NGB desde o primeiro momento que exigimos resultados à altura da história do clube mas defendemos que Rui Vitória precisava de tempo para trabalhar, mesmo que no meu caso eu defendesse a contratação de Marco Silva.
Mesmo assim pedi esse tempo para Rui Vitória.

O nosso treinador encontrou nos miúdos as soluções que Vieira lhe negou.

O presidente do Benfica mentiu aos adeptos e a Rui Vitória e disse-lhe para se safar. Pois o nosso treinador safou-se.

Rui Vitória é o principal responsável por este momento da temporada.
Aprendeu de forma dura, aguentou-se à bronca quando os resultados faltaram, e soube motivar miúdos sem experiência a acreditarem em si mesmos e no seu valor.

Agora imaginem que Rui Vitória tinha tido a sorte de usufruir dos investimentos dos 6 anos anteriores.

Que tinha tido um Garay, um Witsel, um Enzo, um Di Maria, um Bernardo Silva, um Siqueira, um Maxi e outros como estes.

De facto, Rui Vitória é humilde. Soube dizer que se fosse mais fácil provavelmente não seria ele o contratado.

A noite de sábado passado e a de ontem foram merecidas.

Não venham é os hipócritas do costume branquear os erros de Vieira no planeamento da temporada, nas contratações falhadas e demasiado caras, e na falta de proteção a Rui Vitória.

Estes resultados não apagam a incompetência recorrente da estrutura do Benfica nem a incapacidade de Vieira em gerir o futebol.

O que de bom está a acontecer tem apenas um nome: Rui Vitória.

Para azar de alguém, que se furtou a viajar pois não queria ficar associado à eliminação do Benfica e tinha mais que fazer, o nosso clube passou.

Tributo ao Imperador

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Há jogadores cuja PURA CLASSE, por vezes passa despercebida. Ljubomir Fejsa é um desses craques. O meio campo do SLBenfica ganha uma classe que não tem a exuberância de Renato Sanches, mas que porventura se torna até mais relevante que a asfixia proporcionada pelo nosso menino.

Devemos estar muito felizes pelo regresso do Imperador do meio campo do SLBenfica, o nosso pêndulo de classe e dimensão de um "operário" de valor digno da Champions.

A ele juntaram-se (mais uma vez) um monstro em potencia na nossa baliza! Meu Deus, só mesmo Julio César e toda a sua dimensão global poderiam tapar um "novo Oblak".

À frente de Ederson, um centralão! Victor Lindelof, depois de ter posto Slimani no bolso, faz mais uma exibição irrepreensível, desta vez com o nosso Nelsinho de volta ao 11.

Impressionante ter visto os 18 do SLBenfica com 6 jogadores formados no SLBenfica, tendo quatro deles feito parte do 11 - e nem estou aqui a incluir o Sílvio.

quarta-feira, 9 de março de 2016

28,5M ja estão...

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... E o outro é que gerava receitas!

Pela boca morre o peixe, caro Zyryanov.

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"No Benfica, quando souberem que iam jogar com o Zenit, provavelmente choraram". - Zyryanov, jogador do Zenit.

Razão tinha o companheiro de blogue Rolo Compressor quando escreveu o seu post a 14 de Dezembro  de 2015.

Foi o triunfo do trabalho, da capacidade de sofrimento e sacrifício e da forma inteligente como se abordou o jogo.

Nada mau para uma equipa "humilde", que joga "à equipa pequena" e que tem um treinador que está a milhas do génio das transições e da tactica.

Parabéns Rui Vitória pois este triunfo é muito teu.

Todos queriam estar lá!

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Chamem-lhe humildade, chamem-lhe jogar à equipa pequena,  chamem-lhe o que quiserem.

A verdade é que quem está hoje nesta fase da Champions é o Benfica treinado por Rui Vitória.

Quem é líder da campeonato é o Benfica.

Tudo o resto são manobras de gente invejosa que tudo fez para que Rui Vitória e o Benfica não estivessem neste momento na temporada.

Logo até podemos não passar, mas a prestação na Champions numa temporada em que o plantel tinha tantas lacunas e em que afinal se provou que há soluções internas na nossa juventude só pode ser positiva.

Boa sorte rapazes.

Boa sorte Sport Lisboa e Benfica!!!

Para quando um post sobre a forma como limpa o rabo?

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O "tolinho das aldrabices" voltou ao Facebook, que infelizmente esteve indisponível no dia a vitória do SLBenfica sobre o Sporting. Desta vez para fazer queixinhas à mãe (deve ser o Mustafa) que os meninos maus (jornais) dizem que ele não foi ao balneário...

E lá está, é tudo mentira no "wonderland" dos estarolas de AlvaLIDL. Está tudo numa perfeita harmonia entre o Tolinho das Aldrabices, o catedrático, o 4ª escolha, etc... e até com o Pina da TVI.

Dado que o "tolinho" reage a tudo o que escrevem os jornais e o nosso companheiro benfiquista Hugo Gil, sugiro a estes que escrevam sobre a forma como o tipo limpa o rabo. Ia ter a sua piada ver o "tolinho das aldrabices" a fazer queixinhas ao Facebook e a esclarecer a forma verdadeira como limpa a bunda.

PS- Esta fobia de queixinhas ao Facebook por parte do "tolinho das aldrabices" apontando até ao Hugo Gil, um adepto que tem um blog, já valeu que este rapaz - boa ou má pessoa pouco importa - já teve familiares ameaçados e propriedades vandalizadas.

Parabéns Bruno. Um dia morre alguém e de certeza que te vais sentir melhor nesse teu cérebro de galinha... esse alguém há-de ser pai e filho de alguém. Pensa no que andas a fazer, tu também és pai... pai é quem cria...

terça-feira, 8 de março de 2016

Discurso de (Rui) Vitória, à Benfica

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"Já ganhámos o jogo com o Sporting e amanhã esperamos levar daqui a passagem aos quartos de final"

Sem bazófias, nem caganças, sem vitórias por decreto nem confiança excessiva... um discurso de determinação, à Benfica.

Há benfiquistas a precisar de perceber que não são do Sporting...

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E eis que reparei que há uma minoria muito pequena de benfiquistas que pensa que agora é seguir até ao título e está feito. Que raio de mania essa de se portarem como sportinguistas com o rei na barriga...

Vamos lá ver se nos entendemos, o Benfica tem um enorme desafio pela frente e que, visto jogo a jogo, começa amanhã com a luta pelos 1/4 de final da Champions League, algo que não se consegue por sorte, como se viu nos últimos seis anos...

Alias, a sorte dá imenso trabalho e é desse trabalho e esforço que tem sido feito este percurso. Foi esse trabalho e esforço que nos ajudou a recuperar 9 pontos para o primeiro classificado, mas tem que ser esse mesmo trabalho e esforço - e não a bazófia - que nos pode ajudar a continuar esse caminho.

Esta luta tem sido feita, ao contrário de outros, com imensas contrariedades, e mesmo assim... conseguimos aqui chegar. Mas nada disso faz com que possamos estar certos do que ainda temos pela frente.

Uma coisa sabemos, as dificuldades não acabaram, nem perto disso, a tendência é ficarem cada vez maiores à medida que o tempo passa, que aumentam fora de campo as pressões dos que têm vivido de bazófia, à medida que a ansiedade invariavelmente vai aparecer nas bancadas.

Por isso, meus amigos... já celebraram uma vitória especial porque foi num derby, porque foi contra quem muito nos tem desprezado e tentado "cagar em cima". Mas essa vitória foi sábado... já passou!

Hoje já há jogo com o Real Madrid, nos juniores que vão tentar as meias finais da Youth Cup. Amanhã há Champions, de onde infelizmente todos os que encheram o peito já saíram. Depois destes dois jogos, se o trabalho árduo der frutos, teremos pelo menos mais nove jogos que temos que vencer. Não há volta a dar... e desejavelmente pelo caminho vamos juntar-lhe mais uns desafios na Youth Cup e mais um ou outro jogo na Champions, onde não podemos baixar a ambição, mas na certeza que temos que reconhecer que já chegámos onde podemos... daqui em diante é mérito e valor acrescentado de quem nos conduz em campo e fora dele.

HUMILDADE, meus amigos!
MUITO TRABALHO E DETERMINAÇÃO!
APOIO INCONDICIONAL ATÉ AO FIM!
ACREDITAR mesmo que aconteçam contrariedades.

O resto... deixem no baú para mais tarde, se puderem vir a usar.

Carta de amor a Lisboa!

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Subscrevo tudo. É o que dá colocar como presidente da Câmara de Lisboa alguém de fora, que não sente a cidade, e permitir que esteja acompanhado por um Manuel Salgado qualquer que se orienta à custa da destruição da cidade de Lisboa.

Todos os que gostam, amam Lisboa têm a obrigação de partilhar isto tudo até à exaustão. Está na hora de lutar contra isto.

Retirado daqui.

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"Normalmente não gosto de colocar aqui publicações do facebook mas esta notícia supera-me. Ainda tive uma vaga esperança que fosse mentira. Não é.  Vivo em Lisboa desde sempre. Os meus pais iam ao Jamaica. A minha mãe ainda vai. Ainda há uns meses estive no Europa.

O Diogo Faro tem toda a razão. A Lisboa que eu amo não é esta Lisboa dos hostels, dos tuk-tuk, dos rankings, dos mercados, do diabo a quatro mais um hamburguer gourmet. Não é que os hamburguers gourmet não sejam bons mas eu posso comer um hamburguer com um ovo, bacon e compota de frutos silvestres em qualquer sítio do mundo. O que não posso é ir ao Bairro Alto em qualquer sítio do mundo e sentar-me nos degraus das casas com um copo de plástico. E lá ficar pela madrugada dentro já depois dos bares terem cumprido a hora do fecho.

O que não posso é ir ao Europa ou ao Jamaica em Londres, está bem? Não posso ir aos alfarrabistas da Baixa em Berlim. Não posso ir a Nova Iorque e passar à porta de uma tasca e ouvir um marmanjo invariavelmente bêbado embrulhado num fado vadio. Não posso ir ás Catacumbas no Rio de Janeiro. Não posso ir ao Japão comer ameijoas no Baleal.

Não posso pagar uma renda altíssima e desajustada ao nível de vida dos Portugueses só porque vivo no Castelo ou em Alfama. Na Suécia eu não posso ver a placa do Eça mesmo por cima do Nicola. Não posso sentar-me nos degraus do Dona Maria à espera que a peça comece enquanto vejo a malta a brincar nas fontes do Rossio.

A Lisboa que eu amo é a Lisboa das tascas, dos eléctricos vazios às oito da noite ou oito da manhã (A única hora em que se apanha lisboetas no eléctrico) das discotecas na Rua Nova do Carvalho, daquele kiosque no Príncipe Real, a Lisboa dos putos a empoleirarem-se nos coretos, é a Lisboa em que o dono de um salão de cabeleireiro para homens sabe a que horas acaba a hora de almoço do alfarrabista do lado e da modista em frente, é a Lisboa em que os bairros são pequenas aldeias onde toda a gente se conhece, onde há donos de restaurantes que já vinham do tempo dos nossos pais, dos nossos avós. A Lisboa que eu amo é a Lisboa do Galeto, do Stop, do Jesus (Do Goês). 

É a Lisboa dos casais a namorar na rua do Alecrim enquanto estorvam quem quer passar. A Lisboa que eu amo é a Lisboa em que se grita na Bica “O Bairro Alto é que é!” e sai um insulto de uma janela porque só um lisboeta é que sabe onde acaba a Bica e começa o Bairro Alto.

A Lisboa que eu amo é a Lisboa das lojas empoeiradas e despretensiosas, com bustos do Eça e do Herculano. A Lisboa dos miúdos – e miúdas – a andarem à “boleia” na porta de trás dos eléctricos. A Lisboa do Bairro onde se encontra toda a gente. A Lisboa que eu amo é a Lisboa dos prédios antigos, mal pintados, todos diferentes e desalinhados, a Lisboa descuidada, que parece que acabou de acordar, a Lisboa da calma do café ao fim da tarde ali nas Arcadas do Martinho ou no Miradouro da Graça. A Lisboa que eu amo é a Lisboa que se galga e conhece a pé, com muito esforço, e não numa coisa acolchoada que só faz barulho.

A Lisboa que eu amo merece mais do que este planeamento ridículo, do “dá dinheiro então faz-se”, sem visão, sem futuro, sem nada. Uma visão que só pretende tornar Lisboa, a minha Lisboa, numa cidade genérica, igual ás outras que foram ganhando fama à custa de rankings e restaurantes com estrelas michelin. Uma Lisboa sem lisboetas. E não me lixem, mas os lisboetas fazem Lisboa, os lisboetas são Lisboa. Ignorantes, curiosos, mal-dizentes, bairristas, mal-educados ou educados de mais, doidos por novidades mas detestando a mudança, com um respeito indiferente pela diferença. Isto são os lisboetas. Lisboa é deles. É nossa. É minha. E estragarem-ma é que não permito. Nem admito."

segunda-feira, 7 de março de 2016

A polémica com as crianças equipadas à Sporting.

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Diz o CM, conforme destaquei no post sesta tarde, que o Benfica recusou entrar em campo com as crianças equipadas à Sporting.

Parece que afinal é costume os clubes fazerem isso pois na primeira volta o mesmo aconteceu mas com o Sporting.

Lamento que os facciosos nas suas guerras mesquinhas não tenham problemas em colocar crianças à mistura.


Oh Bruno faz duas queixas em vez de uma

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O "Tolinho das Aldrabices" quer fazer queixa do Renato. A minha sugestão é que se poupe papel e ele faça logo também queixa do Slimani... mais uma:
 
 
Porém, ao contrário deles, o puto Lindelof não faz a fita que os meninos do Lumiar fazem... antes pelo contrário:
 


Crónica do Derby, ou como abrir o caminho para a felicidade.

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O Derby parou o país. Não se esperava outra coisa.

O Derby representa mais de 2/3 dos adeptos de futebol em Portugal.

O resultado foi o que queríamos. A vitória num momento chave do campeonato. Assim como as derrotas nos anteriores Derbys e clássicos também tinham sido assacadas a Rui Vitória, é merecido que este resultado de sábado lhe seja creditado.

Desta vez Rui Vitória soube ler e mexer no jogo. Fez o jogo que o Benfica podia fazer nestas circunstâncias e foi mais inteligente que “o cérebro”.

De facto, o mérito de Rui Vitória neste resultado prende-se sobretudo com o colectivo que o Benfica foi no sábado.

O mérito de Rui Vitória está também em ter conseguido encontrar e aplicar soluções em miúdos que até ao ano passado tinham que “nascer” várias vezes até poder terem minutos na equipa principal.

Renato Sanches e Lindelof são dois exemplos dessa aposta. Jogam com confiança na sua qualidade, ainda em desenvolvimento, mas também com a confiança de Rui Vitória e isso nota-se na sua prestação em campo.

Faltam ainda Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e outros que estão cheios de ganas para crescer dentro do Benfica. Como devia ter sido sempre nos últimos anos.

O futebol do Benfica não foi brilhante. Não foi uma exibição de “encher o olho”. Foi sim uma exibição pragmática em que o Benfica, com a excepção do lance falhado por Bryan Ruiz, deu a iniciativa de jogo ao Sporting mas sempre controlando os movimentos atacantes da equipa de Jorge Jesus. Foram serenos!

Foi o jogo necessário para um jogo quase decisivo.

A alegria que nos foi dada no sábado à noite valeu a pena!!

Quero destacar, mais uma vez, Mitroglou. Quem deu 9M por meio Jimenez CERTAMENTE DARÁ 7M por este grego que mais uma vez foi decisivo.

Também uma palavra ao Jonas, que sabem que não é um jogador que eu aprecie. Fez uma primeira parte de muito trabalho e luta. Merece esse reconhecimento, embora o jogo tenha…90 minutos. Mas foi a primeira parte que permitiu chegar à vitória final.

Renato Sanches, com a sua disponibilidade física e a forma como olha com a bola nos pés é já fundamental no onze do Benfica. Tem ainda coisas para rectificar como soltar a bola quando demasiado apertado pelo adversário, mas não me lixem! Não há ninguém para o seu lugar e com as suas características!

Ederson muito bem também! Como colectivo a equipa esteve bem, por isso hoje não vou tecer comentários sobre outros jogadores.

Falando no adversário, como estou contente de que o cérebro esteja noutro lado qualquer que não no Benfica!!!!

Vi as declarações de um sportinguista já de certa idade que disse o fundamental: “Abdicamos das outras competições para isto?”

Jorge Jesus foi igual a si próprio! Medroso, incapaz de motivar a equipa para um jogo decisivo, e com muitas desculpas para o resultado final.

Muito bem esteve Rui Vitória ao lhe responder ao comentário miserável de chamar “equipa pequena” ao Benfica.

O que fez o Benfica de JJ frente ao FC Porto na Luz na temporada passada? Fazer um remate à baliza durante 45 minutos, em casa e de estádio cheio, num jogo decisivo e perante o adversário directo, é ser “grande”?

Malcriado também na conferência de imprensa para o jornalista da RTP com a história das perguntas. Pena é que em Portugal os jornalistas, na sua esmagadora maioria, não tenham coragem de responder à letra quando são desrespeitados.

Não deixo de me rir quando hoje vou lendo que afinal, tanto dentro como fora do Benfica, tantos dão hoje razão ao que eu dizia de Jorge Jesus ainda ele estava na Luz.

O campeonato está longe de estar decidido. Não há razão para euforias ou festas antecipadas.

O que não impede de que, por estarmos em primeiro, o 35 está mesmo mais perto.

P.S.: Espero que a notícia do CM sobre a pretensa recusa do Benfica em entrar de mãos dadas com crianças só porque iam equipadas à Sporting seja mentira.
Isso é uma atitude à FCP. Não quero acreditar que já chegamos a isto.

Um desafio ainda maior que o Zenit

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Rui Vitória vai a jogo com um adversário já em si muito complicado com estes bravos para a defesa: sçSemedo, Lindelof e Ruben Dias (da formação) a quem se juntam Grimaldo vindo da 3a divisão de Espanha e o unico experiente, Eliseu.

João Alves, fortíssimo! LOL

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"Rui Vitória jogou em determinados períodos à equipa pequena porque o Sporting tem perdido pontos com equipas pequenas"

domingo, 6 de março de 2016

TRIBUTO À FORMAÇÃO DO BENFICA

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Cinco jogadores da formação nos 18 convocados!

Três em campo:

 
 
 
E ainda mais dois entre os suplentes:

Vai andar em ombros no Marquês, e merece ser lançado bem alto

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O Benfica está na frente. Sim, o Benfica... Há um ano seria o Jorge Jesus quem iria à frente, este ano não, é o Benfica, treinado por Rui Vitória...

Dá gosto falar assim? Dá, é muito mais saboroso do que ouvir certa verborreia que ouvimos o ano passado e noutros... Incomodava-me essa verborreia verbal? Às vezes sim, outras vezes não, em suma, tentei sempre retirar do contexto aquilo que para mim era o mais importante: o Benfica ir na frente e ganhar, algo que já não acontecia há muito.

A conferencia de imprensa de Jorge Jesus ontem é mais um momento baixo do ex treinador, revelador do desespero em que se encontra neste momento... Repare-se, Jorge Jesus nunca esperou que este Benfica pudesse andar sequer nesta luta do campeonato por esta altura...

Aliás, a certa altura, nem os Benfiquistas acreditaram, eu, confesso, não acreditei, e sou da opinião de que esta época tem até agora dois momentos chave que permitiram a reviravolta: a vitória do Benfica em Braga (se o Benfica perde pontos, GAME OVER), e a conferencia de imprensa de Jorge Jesus na qual chamou a Rui Vitória o “não treinador”.

A partir daí, julgo eu, não foram só os jogadores e a estrutura a colocar-se ao lado do seu treinador... Foram também os adeptos, o tom da crítica que baixou, o um por todos e todos por um que veio ao de cima, com aqueles mais céticos (como eu), a desejar, agora mais do que nunca, que o “não treinador” desse a provar ao supra sumo da tática um pouco do seu próprio veneno.

E esse é o risco pois, e o fantasma que atormenta Jorge Jesus todas as noites: como é que o auto intitulado “dos melhores treinadores do mundo” vai justificar perder um campeonato para um “não treinador” que poderá ficar à sua frente com a aposta na formação, nos jogadores que para ele não contavam?

Na verdade, a ironia deste campeonato é a ideia que passa de que há um Super Sporting. Na verdade não há. Este Sporting vive do talento de 4 ou 5 jogadores que chegam a esta altura da época completamente espremidos (Ruiz, um jogador que no passado nunca foi regular e foi sempre propenso a lesões) está sempre em campo e é a pedra nuclear da equipa.

Daquilo que eu vejo, e feitios à parte, Jorge Jesus continua a ser um excelente treinador mas, sem matéria prima para fazer muito mais... O Sporting, sem dinheiro e com um orçamento que continua a ser menos de metade do que o de Benfica e Porto, comprou refugo do quinto mercado europeu, perdeu Nani e Carrilho (os dois melhores), contratou experiência (mas muita dela já fora do prazo), em suma, Jorge Jesus não chegou a Alvalade para ter projeto de futuro, chegou para ganhar no imediato e sair, e foi contratar armas que revelam perfeitamente essa urgência...


O reverso da medalha é a ironia disto tudo... Do contentor de jogadores que chegou a Alvalade este ano por tuta e meia (mas naturalmente todos eles a receber ordenado e a custar muito dinheiro), quantos deles cabiam no onze do Benfica deste ano, um onze como sabemos, dos mais fracos dos últimos anos? Arrisco-me a dizer que talvez apenas Ruiz, e mesmo este duvido pois há Gaitan. Tudo o resto, no 11 do Benfica não entrava seguramente...

E o que fica pois deste Sporting sem reforços de qualidade?... Fica aquilo que já havia antes, o Sporting eterno terceiro classificado mas, sem o Nani e o Carrilho... e fica a ironia, a ideia do milagre, do Salvador, do Deus na Terra, de todos acharem que de repente era apenas um bom treinador a chegar a Alvalade que ia disfarçar todas as outras insuficiências... E tem disfarçado, diga-se, mas não ao ponto de as erradicar de vez!

E a juntar a isto, não há, como sabemos, um Super Porto... Este é um campeonato em que não há de facto uma super equipa, em que não há um Grande a jogar muito acima dos outros Grandes...

Arrisco-me a dizer que tivesse Jorge Jesus ficado no Benfica, e este teria sido o título de campeão mais fácil de conquistar da sua carreira...

Mas isto não é retirar mérito nenhum a Rui Vitória...

Confesso que ainda não vi até hoje nenhum rasgo de génio de Rui Vitória: Acho que este Benfica vive na verdade da boa atitude que tem e de um Super Renato Sanches... Vejo jogos em que Rui Vitória tira Fesja ou Samaris durante o jogo para meter Talisca, o Renato passa a jogar a 6 mas, continua a ser ele, o 6, a pegar na bola e a levá-la até à área adversária, saindo da sua posição e muitas vezes deixando a equipa em desequilíbrio (não há outro jogador para fazer esse trabalho)

Continuo a achar que Rui Vitória não tem discurso de clube grande e tem de melhorar esse aspeto (especialmente nos maus momentos que chegarão mais cedo ou mais tarde)...

MAS...

Rui Vitória tem o mérito de ter encontrado soluções para as deficiências que desde cedo demonstrámos...

Renato Sanches: o jogador que faltava. NOTA 20;

Os jogadores que estão inquestionavelmente do lado do treinador: o não mexer em equipa que ganha, o manter André Almeida no 11 depois do regresso de Semedo são as provas de confiança que um jogador precisa. Será assim com Lindelof, não tenho dúvida nenhuma;

Pizzi é hoje melhor jogador do que era há um ano e tem sido peça fundamental;

A dupla Jonas – Mitroglou, a melhor...

A insistência em Eliseu – para mim certíssima, um jogador que falha por vezes mas com uma atitude competitiva que inspira toda a equipa;

Jiménez e Talisca figuras secundária, aquilo que os adeptos já sabiam e que Rui Vitória cedo percebeu;

A aposta ganha da prata da casa, miúdos que entram mas não tremem, e uma aposta que premeia o talento, uma aposta que não é gratuita e que também não impede Rui Vitória de tirar Guedes da equipa se não corresponde ao que dele se espera...

Treinador que soube sempre colmatar lesões prolongadas de jogadores nucleares, lesões essas que os adversários não tiveram.

Em suma, um Benfica bem lançado para o Tri com muito de Rui Vitória (mas ainda com um longo caminho duro pela frente), o ex-treinador perto do vexame e de cair com estrondo do pedestal em que a si próprio se colocou, e o treinador Rui Vitória que teve um início dificílimo na Luz e se viu bem cedo só a lutar contra o mundo, com tudo para ser herói no fim, numa daquelas histórias épicas que só se vêm nos filmes, em que David derrota Golias, salva a sua honra e uma nação, sem nunca abdicar dos seus mais nobres princípios.


Da minha parte só posso desejar que esta história tenha o final feliz que Rui Vitória merece... Vai andar em ombros no Marquês, e merece ser lançado bem alto.

A enorme dimensão tática de Rui Vitória (até face a Jesus)

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Novo resultado negativo do Sporting... novamente Jesus a deixar de falar na primeira pessoa do singular para passar para a primeira pessoa do plural. É um clássico, sempre foi das coisas que mais odiei nesse tipo: Ele ganha, a equipa perde. Aliás, aproveito para deixar aqui um braço honesto ao Bryan Ruiz que é muito bom jogador e tem o azar de ser treinado por um atrasado mental que ontem referiu mais de cinco vezes que foi culpa dos lances inacreditáveis do Bryan terem perdido.

Mas a história é outra, e Jesus sabe-o. O que se passou em Alvalade foi de uma dimensão tática que vai muito para lá da magra vantagem do SLBenfica. Em Alvalade Rui Vitória fez do jogo o que quis...

... na primeira parte retirou totalmente o jogo ao Sporting. O "mestre da tática" não conseguiu uma única bola em profundidade e a única oportunidade de golo que teve foi aquele remate à trave do Jefferson de fora da área num lance inusitado.

A equipa do SLBenfica soube limitar totalmente os espaços e as principais armas de jogo do Sporting estiveram sempre sob controlo enquanto se jogava maioritariamente no meio campo do visitado. O golo foi um a questão natural.

Tudo isto se passou com mais uma contrariedade pelo caminho: Ederson aos 21 anos tem que assumir a baliza num jogo que mexe com o topo da classificação... e Rui Vitória teve mais uma vez a arte e engenho de fazer entrar um jogador da formação com a confiança a 100%. À frente dele estava outro... Victor "Patrão" Lindelof, que assumiu mais um jogo de classe pura. Volto a referir que retirar o miúdo da equipa quando Luisão e Lisandro regressarem será um crime.

Na segunda parte Rui Vitória fez apenas o que Jesus sempre fez em 6 anos que visitou o seu adversário mais temido, o FCPorto, e que várias vezes lá deixou pontos, numa delas deixou lá 5 golos! Rui Vitória fez o que fez Jesus no ano passado em Alvalade enquanto lutava para não perder.

Mas Rui Vitória não fez o que Jesus habitualmente fez quando "montava" a equipa assim: Rui Vitória não perdeu.

A grande diferença que causou toda aquela azia ao treinador do Sporting é que Rui Vitória fez o que quis durante todo o jogo... e fez bem, Rui Vitória fez o que quis durante todo o jogo... e venceu.

Rui Vitória soube mexer no jogo na forma e momento certos... e melhorou a equipa, já Jesus falhou das três vezes que mexeu... e piorou a equipa. Se podia haver quem acreditasse durante 30min da segunda parte que o Sporting pudesse marcar, Jesus encarregou-se de nos últimos 15 mostrar que isso não ia acontecer.

Pelo caminho, Rui Vitória soube orientar a equipa com confiança, soube manter-se fiel ao seu plano, mesmo quando a inabilidade de Jesus o "convidou" a matar o jogo. Não interessava matar, não faria sentido mudar o plano. O objetivo era a vitória... estava feita.

Jesus nunca teve plano B quando estava no Benfica e continua a não ter... Se há duas coisas que justificam Jesus nunca sair de Portugal para clubes de dimensão é precisamente o facto de não saber lidar com as contrariedade e não ser um condutor de homens, mas sim um ditador de ideias pré-concebidas.

Rui Vitória, mais uma vez mostrou que tivesse Luis Filipe Vieira permitido outra pré-epoca e não tivesse que suportar tantas lesões prolongadas ao longo da temporada de jogadores nucleares (Salvio, Semedo, Luisão, Fejsa, Lisandro, Gaitan e agora Julio Cesar) e possivelmente estaríamos bem mais próximos do Marquês.

Mas não estamos! Estamos ainda longe! E como dizia ontem Rui Vitória, de nada servirá esta vitória se não vencermos os próximos 9 jogos. Pelo mesmo diapasão alinhou Gaitan que referia que vamos continuar a lutar até ao fim, que ainda falta muito.

Quanto ao Sporting, foi bonita a festa de campeão antes do jogo... Só falta mesmo conseguirem o título, que a julgar pelos festejos antecipados, talvez seja melhor repensarem um bocadinho a postura e dedicarem-se mais ao jogo em campo.



Estatistica de equipa pequena...

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Diz o catedrático que jogámos como equipa pequena. Essa equipa pequena, que durante a semana tem jogo para a Champions, é que tem mais vitorias no campeonato (20 contra 17 do segundo classificado), a que perdeu pontos em menos jogos (5 contra 7 segundo classificado) e a que tem mais golos marcados (66 contra 49 do segundo classificado).

Há duvidas da justiça da classificação atual da Liga? Peca por escassa, apenas...

Derbys não se jogam... Ganham-se!

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... E o Benfica ganhou e Rui Vitória levou o Benfica a ganhar...

Como disse Luis Franco Bastos no seu Facebook, podemos perder quatro jogos com os grandes num ano... desde que ganhemos o jogo grande que interessa.

De uma desvantagem de 7 pontos a uma vantagem de 2 pontos, com todos os clássicos já "cumpridos", com lesões prolongadas de Salvio, Semedo, Luisão, Gaitan, Fejsa, Lisandro e Julio César ao longo do percurso. Nenhum, repito, nenhum adversário teve que lidar com este tipo de contrariedades, nenhum treinador conseguiu resultados positivos neste contexto.

Rui Vitória vem de uma caminhada de sucesso e quando chega ao jogo contra o rival, com toda a carga que trazia... fica sem o guarda-redes titular, tendo que lançar um suplente formado no SLBenfica (ainda que já com experiência de primeira Liga, mas nunca de jogos desta dimensão e com esta camisola).

E GANHOU! Ganhou como tinha que ganhar... partindo para cima do adversário que jogava em casa e que liderava o campeonato... ganhou como muitas vezes Jesus enfrentou o FCPorto e mesmo o Sporting... sem ganhar. Ganhou como, por exemplo, Mourinho chegou longe na Champions depois de eliminar o Barcelona. Simplesmente... GANHOU!

O karma de Jesus é tão danado que Rui Vitória ganhou "nas asas" de dois jogadores da formação que fizeram exibições de enorme dimensão: Victor Lindelof e Ederson Moraes. Estes tiveram uma dimensão irrepreensível em todo o jogo, tendo a companhia de Renato Sanches, especialmente na primeira parte.

Iniciámos o jogo com três jogadores da formação em campo e com quatro portugueses. Coisa rara no passado e a diferença é que vencemos. Sem Luisão, sem Julio Cesar, com Salvio no banco e com Gaitan a meio gás.

Como o Benfica mostra nos balneários por onde passa... vamos Rumo ao 35:

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