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sábado, 14 de julho de 2012

Cada vez gosto mais da SportTV !

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Nada! Nem em directo nem nada!



Quer dizer, nem em diferido a Benfica TV tem autorização para transmitir um simples jogo a "feijões"!? 
Será que estou a ser demasiado exigente? 
Pelos vistos as negociações dos jogos da pré época devem ser de tal forma complexas...
O ano passado aconteceu o mesmo!

Cada vez gosto mais deles! Vou já a correr subscrever o canal do Joaquim!!!!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Balanço das modalidades de pavilhão III

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Portugal, 13 de Julho de 2012

Por último o Andebol. Mas antes um pequeno esclarecimento porque já me apercebi que alguns leitores não conseguem chegar ao fim do texto, local onde este destaque talvez se enquadrasse mais. Esta série de textos vem na sequência de uma análise semelhante que fiz em Junho do ano passado, precisamente com o mesmo título. Foram publicados quer aqui no NovaGeraçãoBenfica quer no Basta (ver nos arquivos respectivos).

O que quer dizer que não estou a escrever para ocupar espaço, mas para continuar essa tradição. E deste modo tenho a mesma atitude: tentar perceber porque se perdeu, para no ano seguinte se poder ganhar. Tentar perceber porque se ganhou, para no ano seguinte não se perder. É uma atitude que expresso com frieza, calculismo e por vezes desprovida de sentimentos, admito. Mas desde que fiz uma cilada aos meus pais, com 10 anos, para descobrir que afinal o Pai Natal não existia, nunca mais passei a confiar no que se diz e no que se conta.

Retomando o tema, o Andebol é uma modalidade que me parece injustiçada pelos “deuses” do desporto. Todos os anos se trabalha bem, percebe-se haver ali uma equipa que é como uma família, os profissionais são bons, mas esta época não se ganhou nada.

Interpreto esta época como um castigo. Um castigo que se seguiu à destituição do treinador que “perdeu a Taça Challenge e ficou em 4º no campeonato”, e tinha ganho a Taça e a Supertaça. É pá, mas falhamos no campeonato, perdemos a final da Challenge e pronto, no Benfica é assim: o treinador perdeu, tem que sair. Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga... diz o povo e com razão.

Se há modalidade onde se comprova que o sucesso nas modalidades amadoras do Benfica acontece por sortilégios mais do que por competência e estratégia adequada de quem lidera (observação não direccionada a João Coutinho), o Andebol é exemplo.
Mudamos quase tudo, reforçamos o plantel com 2 ex-jogadores do FCP, despedimos o treinador, contratamos outro treinador com curriculum conquistado a norte e voltamos a ficar em 4º lugar com a diferença que este ano, não ganhamos qualquer dos troféus que ganhamos na época passada! Foi uma decisão inteligente a mudança de treinador? Para mim não foi.

Qualquer semelhança com o Futebol não é pois mera coincidência. Aqueles que pugnaram durante a época passada pela destituição do treinador Jorge Jesus, pelas mais fúteis razões e motivos, arriscavam-se a ter como herança um resultado pior na época seguinte. Como no Andebol.

É por causa destes paralelismos que sou por regra, contra a destituição do treinador. Porque normalmente não é o treinador o principal factor que explica o insucesso da equipa, como bem se provou no Andebol.

Podíamos dizer que seriam os jogadores, mas também não vou por aí. A qualidade dos jogadores do Benfica é elevada e comprovada pelo número de presenças na Selecção nacional. A questão é que podem meter toda a equipa do FCP no Benfica e levar a equipa do Benfica para o FCP, que quem continua a ganhar é o FCP!

Estou a ser duro? Não! Estou a ser realista. O FCP tem vários factores superiores aos nossos. Desde logo têm “melhores” arbitragens e ganham alguns jogos com isso. Jogos que dão pontos e níveis motivacionais superiores (quem perde pouco tem mais confiança em si próprio e no conjunto, logo torna-se mais forte). Já nós no Benfica não temos boas arbitragens, no sentido de vermos aplicadas as regras de jogo como elas são. Nós temos más arbitragens, como se viu no jogo de Alvalade, a feijões, mas que deu o 3º lugar ao SCP. A forma como Carlos Carneiro foi expulso a 8 segundos do fim, é de bradar aos céus. Só depois o SCP marcou o golo da vitória que lhe deu os 3 pontos. Mas houve mais, as tais coisas difíceis de explicar, nas palavras do treinador Jorge Rito. O “difíceis” aqui deve ser equiparado a uma “figura de estilo”...

Depois há outros factores como sejam a passividade da Direcção perante os atentados de arbitragem que se vêem semana a semana, e o próprio modelo de jogo pouco inspirado nos princípios defensivos mas mais nos atacantes. Somos Benfica e essa opção é quase genético. Um factor que condiciona negativamente, mas são os genes que temos e que poucos querem debater...

Neste contexto ser campeão, só por milagre. Vamos acreditar que os milagres existirão na próxima época...

Chegou mesmo aos 3 MILHÕES!!!

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Muito obrigado a todos os que acompanham e participam no NovoGeraçãoBenfica.
Uma saudação aos nossos companheiros que já fizeram parte da equipa do blog.
Finalmente, um especial e merecido reconhecimento ao fundador deste espaço - o blogger GeraçãoBenfica.

Viva o Sport Lisboa e Benfica!.. 
A razão de tudo.




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quinta-feira, 12 de julho de 2012

O dinheiro não chega para tudo!!

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foto in: Benfica Lovers


É triste o FCP acabar com o basquetebol
principalmente para o grupo de jovens raparigas...





Balanço das modalidades de pavilhão II

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Portugal, 12 de Julho de 2012

Na continuação da apreciação à época das modalidades de pavilhão, hoje abordo o basquetebol e o hóquei em patins.

O Basquetebol teve o ponto alto de uma época marcada por muita inconsistência, na conquista do título de campeão em casa do rival e principal favorito ao título, FCP. Também se venceu a Supertaça, ou Troféu António Pratas. Perdeu-se a Taça de Portugal com o Barreirense e o Troféu Hugo Santos para o FCP.

A conquista do título de campeão em condições tão extremas, levou o Presidente da Direcção a pôr-se em bicos de pés, com a tal demagogia que já referi. O seu discurso ridículo sobre os burros, ficará na história como um mau exemplo de fair-play e algo que não encaixa na tradição desportiva benfiquista. Mas como já tínhamos o episódio de apagar a luz e ligar a água quando, pela incompetência da Direcção, o FCP se sagrou campeão no nosso estádio, este tipo de discurso não pode surpreender. Nem pelo tom, nem pela esterilidade do objectivo.

Tanto mais que não foi Carlos Lisboa – figura principal do discurso do Sr.º Vieira - o principal obreiro dessa vitória, mas sim todo o conjunto de atletas que fazem parte do grupo. Com particular destaque para Tom Scott, o recordista de pontos e assistências. Este incrível jogador foi o garante das nossas vitórias. E também porque nesta época não fomos às competições europeias, ou seja, fizemos menos 14 jogos!

Ou seja, sem Ted Scott e sem a Eurochallenge, Carlos Lisboa teria falhado uma vez mais, como falhou no Benfica de Vale e Azevedo (1ª experiência como treinador), falhou depois no Esgueira ou Oliveirense (não posso precisar) e falhou quando retornou ao Benfica com Vieira, orientando a equipa após despedimento do treinador, creio Norberto Alves.

Se dúvidas houvesse sobre o lado "humano" de Lisboa, a rescisão com um jogador que deu tanto ao clube como Ben Reed, porque a sua lesão não abria boas perspectivas de utilização (comparar com igual situação ao tempo de Henrique Vieira), e a dispensa de Sérgio Ramos e Manuel Minhava, provam que Carlos Lisboa não sabe o que anda a fazer e vai precisar de mais “Ted Scotts” para nos dar títulos. Vieira está comprometido com esta opção, irá também pagar um preço político pelo apoio “cego” que lhe tem dado.

O Hóquei conseguiu (já é definitivo) recuperar o título de campeão, 14 anos e muitos milhares de euros depois. Apuramo-nos para a final de 8 da Euroliga mas fomos amplamente derrotados no 1º jogo, com 7 livres directos ou penaltys falhados! Fomos também derrotados pela Oliveirense na final da Taça, 8 dias depois de termos ganho o campeonato. Sinceramente, acho que a época apenas se salvou porque fomos campeões. Acidentalmente digo eu, já que o nosso título está associado à derrota do FCP na Académica de Espinho, uma derrota que acontece de 10 em 10 anos. Ou mais!

No resto da análise, apesar das mudanças no plantel, dos milhares investidos em reforços, fizemos apenas mais 1 ponto do que na época passada, sendo que na época passada fizemos mais pontos com as restantes equipas, do que este ano. No ano passado ganhamos a Supertaça ao FCP e a Taça CERS, mas claudicamos na Taça perante o Candelária, que este ano eliminamos, sem proveito pois perdemos a Taça na mesma. Ganhamos mais títulos do que este ano, embora este ano tenhamos ganho o título mais saboroso: o campeonato.

Quero com esta comparação dizer que, não basta investir milhões quando alguns jogos se continuam a decidir por decisões erradas de arbitragem. Na época passada apenas não fomos campeões porque perdemos os 2 jogos com o FCP. Se tivéssemos empatado um, se tivessem sido assinalados os livres directos que existiram a nosso favor e não tivessem sido marcados alguns a favor do FCP que não existiram, tínhamos sido campeões com um orçamento inferior ao desta época.

Quero com isto dizer, parte 2, que para o ano, sermos ou não campeões vai continuar a depender de sortilégios e não da capacidade para sermos melhores, que conseguimos mostrar esta época. Como me parece que o principal rival fica a perder com a saída de Pedro Gil e os 7 meses de suspensão do Caio (outra boa história), pode ser que se consiga repetir a façanha principal.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

proença a salvador da pátria

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Não resisto a escrever sobre o assunto, sorry!

Custa-me muito ver que nem todos os Benfiquistas estão de acordo em relação a este assunto e agradeço - desde já - que não cataloguem este post como um "desvio de atenções."

pedro proença provou no Europeu e na Champions apenas uma coisa: é um ladrão e erra de forma intencional. Se é capaz de fazer boas exibições no Europeu e na Champions porque é que em lances iguais ajuizou de forma completamente distinta em prejuízo do Benfica? (a propósito do assunto escrevi isto)

Mais do que isso, arroga-se no direito de pedir escolta ministerial à chegada e ainda comenta orçamentos dos clubes de futebol? Entra no jogo de mandar indirectas ao Benfica? Mas afinal onde estamos?!

Não pode haver um Benfiquista que seja - muito menos aqueles que à custa do Benfica têm um mediatismo público - defensor das qualidades deste ladrão. Não é por ter sucesso em jogos internacionais - aliás, bem sabemos que só o teve porque fez determinados jeitos em Portugal - que se pode escamotear as roubalheiras constantes que aplica ao Benfica.

Malta, dizer que proença é bom porque apitou a final do Euro é a mesma coisa que dizer que, afinal, Vítor Constâncio é um excelente banqueiro por ter chegado ao Banco Central Europeu...

O meu desafio a todos os Benfiquistas é simples, recorrendo a uma frase de Paulo Bento, é preciso criar mau ambiente a esta gente. Quando este ladrão entrar no Estádio da Luz tem de ser recebido como merece, com tantos assobios como rodriguez e com tantos insultos quanto a brilhantina que habita o seu cabelo...

Não há paciência...


Balanço das modalidades de pavilhão I

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Portugal, 11 de Julho de 2012

Por uma conjugação de factores que a Direcção do Benfica, com a demagogia habitual transformou em “competência”, o Benfica teve a melhor época desde a sua fundação, no que respeita à conquista de títulos nas modalidades de pavilhão. Só escapou o de Vólei, estando pendente da decisão sobre o recurso do FCP, a atribuição do título de campeão de Hóquei em Patins.

Por pensar que ainda não se disse tudo sobre esta façanha (sem ironia), decidi alinhavar umas ideias sobre o tema, com perspectiva construtiva. Hoje vou-me debruçar sobre a modalidade mais vencedora, o Futsal, e a modalidade cujos títulos conquistados não tiveram o mesmo destaque das outras modalidades: o Vólei.

Sobre o Futsal há essencialmente que dar os parabéns pelas vitórias na Supertaça, Taça e Campeonato (por esta ordem), proeza digna de registo, mas que tal como todas as proezas teve aqui e ali uma pontinha de sorte que não deve ser esquecida.

As vitórias na Supertaça e Taça foram vitórias da superioridade da equipa, mas o título de campeão disputado à melhor de 5, mostrou facetas demasiado irregulares que um campeão não deve apresentar. Desde alguma sobranceria na abordagem do jogo 2, após a goleada de 5-1 no jogo 1, à estranha coincidência de termos ganho os 3 jogos que Ricardinho não alinhou, ele que é ainda um dos melhores jogadores do mundo. No jogo 5, alguns jogadores não estiveram à altura da calma e concentração que o jogo carecia, como o Davi que fez uma falta desnecessária de onde resultou o 1º golo, e perdeu uma bola fácil de que resultou a 1ª bola ao poste (o SCP teve 3 nesse jogo, é preciso não esquecer). Sortilégios do desporto, melhorou ao longo do jogo e marcou o 5º e decisivo golo.

Melhoramos imenso em relação à época passada, quando perdemos 3-0 na final com o SCP, partindo como vencedores da fase regular. Penso que melhoramos na componente “respeito pelo adversário”, que na época passada foi um fracasso. As afirmações de alguns jogadores antes do jogo 1, isso indicaram. Mas espero que tenham aprendido a lição e que mantenham essa atitude na próxima época.

Sobre o Vólei, depois de se ganhar a Supertaça ao Fonte Bastardo e a Taça de Portugal ao Castelo da Maia, perdemos o título disputado à melhor de 3 com o Sporting de Espinho. A superioridade uma vez mais evidenciada ao longo da fase regular, 2 derrotas apenas e ambas na 2ª fase, mostra que há qualquer coisa errada neste modelo de competição, pois é a 2ª vez que isto acontece (na época passada perdemos 2-0 com o Fonte Bastardo, depois de dominarmos a fase regular com 4 derrotas, 2 em cada fase).

A nossa equipa e acima de tudo os briosos profissionais, não mereciam ter perdido o título principal. E nós deveríamos fazer alguma coisa para evitar mais derrotas fortuitas como estas. A Direcção em particular. Porque digo isto? Porque houve uma alteração ao quadro competitivo, fruto das críticas do nosso treinador, que da época passada para a presente época passou a considerar o transporte de metade dos pontos da 1ª fase para a classificação inicial da 2ª fase. Na época anterior isso não acontecia. Ora se a FPV aceitou esta alteração, porque não fazemos pressão para introduzir a alteração que de facto impedirá que o Benfica perca novamente os campeonatos?

E qual é essa alteração? Simples: o aumento de numero de jogos da final. Uma final à melhor de 3 favorece psicologicamente os que partem em situação de desfavor e que querem mostrar aos que partem em melhor posição, que a fase regular não correspondeu ao seu valor. Ora este princípio funciona com poucos jogos, mas não funciona bem com mais jogos, porque aí a qualidade dos plantéis vem ao de cima. A qualidade a menor pressão. Quem não tem nada a perder tem sempre menos pressão do que quem tem tudo a perder. E aí o Benfica é que tem tudo a perder porque faz excelentes fases regulares. 

Então colocam-se duas hipóteses sem grande aumento de jogos: ou meias-finais (1º com 4º e 2º com 3º) à melhor de 3, ou final à melhor de 5, entre 1º e 2º da fase regular. Não tenho dúvidas que a rotina dos play-offs tem de ser trabalhada de outra forma, no próprio quadro competitivo, para daí tirarmos partido da nossa qualidade e esbatermos a pressão. Para o ano, com o mesmo modelo de competição arriscamo-nos a perder novamente.


terça-feira, 10 de julho de 2012

O clube do Regime

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Maio de 2003

O FCP conseguiu um feito inédito no futebol português ao vencer a Taça de Portugal por um “magro” (os “media” esqueceram de catalogar a vitória tangencial) 1-0, com mais um penalty não assinalado a favor do Leiria e com o habitual perdão aos excessos gestuais e linguísticos dos jogadores do FCP. Com esta vitória na Taça, o FCP ganhou todas as provas em que participou esta época, ultrapassando o Benfica dos anos sessenta, o clube do “regime” como ainda hoje os nossos adversários referem. Esse Benfica que ganhou na mesma época o campeonato e a Taça dos Campeões Europeus, sossobrou na Taça de Portugal, aquela que nos dizeres do elogiado Pinto da Costa, se realiza no estádio de Oeiras.

Temos hoje um novo clube do regime, ou será que o FCP ganha com mérito as provas que antes o Benfica ganhava por ser o clube do regime? Eu penso que o FCP é de facto, aquilo que o Benfica nunca foi: o clube do regime.

Em matéria de futebol já tudo foi inventado: disputa-se com 11 jogadores de cada lado e se o árbitro errar mais para uma equipa do que para outra – a tal história dos campos inclinados – é fácil que uma equipa técnica e tácticamente inferior, vença uma que lhe é superior. E vencendo mais vezes que as demais, aumentam os níveis de confiança individuais dos seus jogadores, dos seus treinadores, dos seus dirigentes e da sua massa adepta, que é também importante no sucesso da equipa.

Ou seja, controlando a arbitragem – por via directa ou indirecta - pode-se construir uma boa “equipa”, esperando que as vitórias adulteradas produzam “efeitos” positivos na equipa beneficiada, e “efeitos” negativos nas equipas adversárias.

Naturalmente temos de contar com a importantíssima comunicação social, que em termos de impacto e fluxo de opiniões, é um motor poderosíssimo sendo dotado do único “termómetro” do meio futebolístico. Termómetro, porque avalia o nível de cada equipa e das competições em geral, estabelecendo níveis hierárquicos em função das subjectivas avaliações dos seus profissionais. Único, porque quem contraria a versão dos factos por ela transmitida é marginalizado.

Assim, um jogo em que o FCP fez uma exibição pouco atraente e pouco interessante, em que a vitória acontece com erros de arbitragem, é retratada como uma vitória do pragmatismo, do querer, da cultura de vitória que existe no clube. Se acontecer algo idêntico ao Benfica, mesmo com menos erros de arbitragem, a vitória será retratada como polémica, com erros de arbitragem a condicionar o resultado e uma pálida exibição da equipa que veste de encarnado.

O adepto nunca fica imune aos que se diz nos jornais, ao que se fala nas rádios e ao que se mostra na TV. Nunca uma equipa teve tanto poder como o actual FCP, fruto da estratégia errada da actual Direcção do Benfica que se limita a endividar o clube e SAD. Porque no final, ganha (quase) sempre o clube do Regime!



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os prémios da Liga do Porto

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Portugal, 9 de Julho de 2012

Foram recentemente atribuídos os prémios instituídos pela Liga de Clubes, sita na cidade do Porto, no que diz respeito ao “melhor jogador”, melhor treinador”, melhor guarda-redes” e “jogador revelação” da época 2011-2012.
Os jogadores nomeados, foram:

“Melhor jogador” – Hulk e Moutinho do FCP, Lima do Braga.

“Melhor treinador” – Vítor Pereira do FCP, Leonardo Jardim do Braga e Pedro Martins do Marítimo.

“Melhor guarda-redes” – Rui Patrício do SCP, Helton do FCP e Artur Moraes do Benfica.

“Jogador revelação” – James do FCP, Melgarejo do Paços de Ferreira e Salvador do Olhanense.

É facilmente perceptível que estas nomeações são uma provocação e insulto à inteligência dos adeptos do futebol e do Benfica em particular. 

De facto não se percebe a indicação de Lima para melhor jogador do ano, em vez de Cardozo que fez o mesmo número de golos, na Liga, com menos jogos, e ajudou o Benfica a ficar melhor classificado do que o Braga (2º vs 3º) e a vencer a Taça da Liga, outra prova organizada pela Liga de Clubes! Também não se percebe a vitória de Hulk (que se chama Givanildo) porque marcou 16 golos e fez – pasme-se – 2 assistências. Dos 16 golos marcados, 8 foram de penalty (Cardozo marcou 20, 5 de penalty) e as 2 assistências são muito pouco para as assistências de Cardozo. De cabeça posso lembrar a assistência contra o Beira-Mar (golo de Gaitan) e haverá seguramente outras mais. Também poderíamos falar de Aimar e só neste, para não sermos polémicos. Mas a Liga preferiu... Lima! De onde se conclui que Hulk venceu a prova não por ser o melhor nos números mas porque (1) está à venda e este prémio ajuda a promovê-lo, (2) havia que branquear os erros dos árbitros e um jogador do FCP encaixa-se melhor no enredo.

A não inclusão de Jorge Jesus na categoria de melhor treinador também não se entende, porque obteve um 2º lugar no campeonato com acesso directo á Liga dos Campeões, venceu a Taça da Liga passando por cima do FCP (treinado pelo treinador vencedor). Nas provas não organizadas pela Liga, fez mais jogos do que Vítor Pereira. Esquecer Jorge Jesus para indicar Leonardo Jardim (1ª época na 1ª Liga) ou Pedro Martins (5º classificado), é um insulto desportivo ao Benfica, que só se entende pela (1) polémica que os “media” criaram à sua volta, levando à divisão dos adeptos do Benfica em “a favor” e “contra”, (2) para tal como com Givanildo, branquear os erros de arbitragem.

Talvez a nomeação mais anedótica seja a de James, uma vez que ele está há 2 anos no campeonato português! Não se percebe como é que um jogador que está em Portugal há 2 anos continua a ser nomeado para jogador revelação e no Benfica, apenas para citar 2 boas estreias, se tenham “esquecido” de Bruno César e Rodrigo. Resta a curiosidade de saber se para o ano, James vai ser indicado pelo terceiro ano consecutivo, como jogador “revelação”.

Por último, na categoria dos guarda-redes, o nosso único nomeado, Artur Moraes, tal como com o SCP (coincidência). Mas tinha de ganhar o guarda-redes do SCP. Porquê? Para não ganharem todos os nomeados do FCP, o que iria causar cepticismo sobre os critérios e também para mostrar a quem anda no meio, que o SCP significa mais para a Liga de Clubes do que o Benfica. Em justiça deve dizer-se que Patrício de facto apresenta melhor média do que Artur Moraes (0.85 golos sofridos por jogo, contra 0.90), mas na época passada Roberto apresentou melhor média do que Patrício, foi o 2º melhor, e contudo não foi seleccionado para este prémio que foi ganho por Helton que tal como este ano, apresentou o melhor registo de golos sofridos por jogo. Talvez porque o critério voltou a mudar. Acho que muda todos os anos para não incluírem jogadores do Benfica.

Perante as evidências da farsa que foi mais uma eleição dos melhores para a Liga de (alguns) clubes, a Direcção do Benfica voltou a não saber actuar, uma vez mais, descaracterizando ou ironizando sobre as nomeações, ridicularizando a qualidade destes prémios, em particular o do “jogador revelação”. Defendendo, ao fim e ao cabo, o seu plantel, por via indirecta!

Em vez disso o Presidente do Benfica afirmou em Peniche “vai começar uma nova época. Não devemos reagir a provocações”. A cassete do “burro” acabou rápido...

Inexplicável

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