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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Vídeo árbitro: o debate ( A propósito da Final da Taça) Questões do jornalista Paulo Garcia

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Fizeram-nos chegar ao email do blogue um artigo de opinião publicado pelo jornalista Paulo Garcia(moderador do "Dia Seguinte") sobre a questão do vídeo árbitro.

É extenso mas levanta questões muito profundas sobre a temática em que o Sport Lisboa e Benfica e o Vitória de Guimarães vão ser cobaias.

Leiam e partilhem a vossa opinião, p.f..




Ando há muito tempo a ser desafiado para dar opinião sobre o video-árbitro. Tenho tentado não o fazer porque, até por razões óbvias inerentes ao meu trabalho, tenho tentado perceber as respostas para poder fazer perguntas como é aliás a minha função. Porque elas tardam a ser esclarecidas vou tocar pela primeira vez nisto. Não sei se será a última... 

O vídeo-árbitro é um computador, uma aplicação informática que actua directamente na componente-jogo, sem interferência humana? 

Ou o vídeo-árbitro é humano, utiliza apoio tecnológico, julga, avisa, sugere, influencia as decisões do árbitro? 

Se é assim, quais os critérios utilizados para a sua nomeação? 

A entidade reguladora do vídeo-árbitro exigiu a existência, para memória futura, de uma gravação audio-vídeo, de tudo o que se passar dentro da sala ou centro de operações? 

Quem julga e classifica este video-arbitro? 

As imagens que podem influir na decisão do vídeo-árbitro, chegam a casa das pessoas através da transmissão em direto do jogo? 

Ou o publico no estádio (e telespectadores), podem ver uma decisão do jogo modificada, sem que percebam concretamente o porquê dessa decisão, por não terem acesso a essas mesmas imagens? 

Dessas imagens que fazem parte do dito protocolo, consideradas erros grosseiros, quantas seriam na prática corrigidas pelo vídeo-árbitro no tal conceito de erro grosseiro? 

É exequível e há a garantia da existência das mesmas condições tecnológicas em todos os estádios? Todos os estádios têm condições tecnológicas para as tais 18 câmaras? 

Como é que se oficializa algo de tão importante sem um único teste publico credível? 

Qual o critério de nomeação dos árbitros para a Primeira Liga? 

Refiro-me aos dois: de primeira e segunda categorias, já que os de 1ª categoria também terão, em simultâneo, o estatuto de video-árbitros. 

E há árbitros que cheguem? 

Tudo isto num critério que, a partir de agora, quase obriga a árbitros de 1ª categoria na 1ª Liga e os de 2ª categoria na 2ª Liga, porque o número de árbitros, em especial de 1ª categoria, são limitados? 

E para além destes, quem serão os outros vídeo-árbitros escolhidos e porquê? Seleccionados com que critério? 

Quem são (e de onde saem) os seus observadores? 

Que poder e conhecimentos têm deste tipo de intervenção? Quem os nomeia? O Conselho de Arbitragem? 

Qual é o critério seguido e é baseado em que permissas? E se passa a haver observadores para o vídeo-árbitro, para que é que servem os observadores tradicionais dos árbitros? 

Qual o critério para o conceito do que será o 'erro grosseiro'? 

Das 17 leis que consagram o futebol, 16 dependem do critério do árbitro. Quem julga e decide a partir de agora? 

Que sinais obtidos foram feitos, analisados e ratificados sobre a pressão alta da competição? Das experiências efectuadas até agora, quais delas ajudaram a que se considere estarmos na iminência do 'fim do erro'? Do dito grosseiro e dos outros...

O tal 'protocolo' sugere que os fiscais de linha continuem a ter a mesma conduta na questão do fora de jogo. A mesma postura... 

Então para a sua classificação nos jogos, vão continuar a contar as decisões acertadas e aquelas que não o são? Refiro-me aos lances de fora de jogo bem ou mal assinalados. 

Que sentido é que faz, com o vídeo-árbitro em acção, a regra do fora de jogo continuar a ser controlada e aplicada pelo árbitro auxiliar? 

Então se o 'protocolo' não quer mexidas no desempenho dos árbitros auxiliares, é justo que as equipas possam ser prejudicadas pelas precipitações do fiscal de linha? Não? Então a partir de agora o que é que os fiscais de linha lá estão a fazer? 

E o silêncio dos árbitros sobre tudo isto? Estão calados em nome dos benefícios ou dos prejuízos na sua acção enquanto juízes? 

Por fim, para mim, a pergunta mais pertinente de todas :

- Pode ou não o jogo ser controlado, não pelo árbitro mas pelo vídeo-árbitro? 

Mais claro ainda: 
- Pode ou não o vídeo-árbitro "arbitrar" o jogo desde a sala de operações, influenciando, controlando, interferindo, minuto a minuto e através da escuta, no trabalho do árbitro? Se pode para que é que o futebol precisa do árbitro?

Pensou-se nisto tudo? A evolução que tanto se deseja está nesta nova tecnologia? Era bom que sim. E acredito que seja essa a intenção...

Mas está a soar a: 
- "Metam lá isso e depois logo se vê.."

Ou essa dita evolução tecnológica faz sentido para ajudar, ou então, num efeito boomerangue, pode ser fatídico...

Para fechar gostava de perguntar aos maiores inimigos das novas tecnologias e refiro-me à FIFA e à UEFA, o que os fez passarem a ser defensores acérrimos daquilo que odiavam? 

Atirando para o buraco opiniões de especialistas, entre eles, intervenientes directos do espectáculo que apontavam para a necessidade de mais tempo para estudar a solução. 

Porque que é que a Alemanha recuou - depois de vários testes online - mesmo que muito pressionada para avançar? 

Porque é que quem decide viu no futebol português e holandês os palcos certos para a experiência? A quem serve a dita ligeireza nisto? 

Lembrei-me do enorme prejuízo financeiro de que se revestiu a aplicação da relva sintética em detrimento da relva natural nos estádios, dos milhões perdidos em empresas criadas alegadamente especializadas em relvas de plástico e subsidiadas pela própria FIFA e UEFA, representando um dos maiores rombos financeiros da história do futebol. 

Esperemos que esta ligeireza desta vez seja rentável...

Se assim não for, poderemos estar perante outro embuste. 

Seria o erro humano mais grosseiro da história do futebol.

Tinha (e acreditemos que tem) tudo, para com calma, sem antecipações precoces...dar certo.

Paulo Garcia

44 comentários blogger

  1. Todas as questões do Paulo Garcia são pertinentes e como não sei a resposta a praticamente nenhuma delas não posso formar opinião. Uma coisa é certa. O vídeo-árbitro aplicado a 2 ou 3 situações no jogo, usado criteriosamente e de uma forma isenta só pode melhorar o futebol. Mas todos sabemos que em Portugal e nomeadamente no desporto, a isenção é uma coisa rara.

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    1. E é exactamente isso que me preocupa. As perguntas do PG trazem à atenção a névoa que encobre esta decisão.

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  2. A minha opinião é que mais do que os árbitros, quem tem de estar bem preparado são os JOGADORES.

    Tudo vai ser altamente escrutinado. Este ano já se viu os piscineiros do Porto a tentar ganhar penaltis por tudo e por nada, imaginem agora com VAR.
    Um pequeno agarrão, um toquezinho, um chega pra lá com o braço que pode ser interpretado como agressão etc... os jogadores vão ter de ser autenticos "robots".

    Espero que o Benfica esteja bem alertado para isso.

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    1. Bem observado. O Benfica já realizou uma acção de esclarecimento aos jogadores e penso que se repetirá no futuro. Olhando para o ambiente em Portugal(desportivo) isto só tende a piorar.

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  3. Erros grosseiros são aqueles que direta e inequivocamente influenciam e alteram o resultado final de um jogo.
    O VAR só será aplicado em 4 situações (pelo menos pra já): penaltys, validação, ou não, de golos (quer seja por fora-de-jogo ou dúvidas se a bola ultrapassou a linha de golo), atribuição de cartões vermelhos que passem despercebidos ao árbitro principal e possíveis erros na identificação de jogadores castigados.
    Uma clarificação importante é que o VAR funcionará sempre como um recurso e não como uma norma! Através do sistema de comunicações pode ser recomendado ao árbitro que reveja uma decisão tomada, mas a última palavra será sempre a dele. Ou seja, espera-se que o recurso ao sistema seja apenas excepcional, para corrigir ou impedir erros flagrantes, e não pra usar sistematicamente, o que afectaria a fluidez e o ritmo de jogo, com sucessivas paragens.
    Importa realçar uma situação que os jogadores têm que começar a implementar: com este sistema, qq jogador, em lance duvidoso, deve continuar e terminar a jogada de iminente golo, ignorando o apito do árbitro, quer seja por decisão deste ou do fiscal de linha, por um suposto fora-de-jogo. É que se fôr golo e comprovado que o lance era legal, será corrigida a decisão, mas se desistir do lance, perderá a chance de fazer golo., pq não dá pra "rebobinar" a jogada!
    Há outras muitas situações que tb podem ter interferência no desenrolar de um jogo, tais como a rapidez com que se repõe a bola em jogo (em pontapés do GR em jogo corrido, pontapés de baliza e livres) tentando aproveitar o desposicionamento do adversário. Se houve uma dúvida num lance anterior e se recorre ao VAR, interrompendo a partida, lá se vai a surpresa do lance!
    As polémicas vão sempre existir, mas espera-se que diminuam bastante em intensidade e frequência, e que haja mais justiça em campo!

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    1. "As polémicas vão sempre existir, mas espera-se que diminuam bastante em intensidade e frequência, e que haja mais justiça em campo!"

      Também espero mas...não confio em Fontelas, Fernando, Tiago e Paulo. Os 4 que mandam nisto na FPF.

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    2. Ora esses exemplos que dizes do fora-de-jogo é logo algo fundamental.

      Anular um golo e ver que não estava em fora-de-jogo é uma coisa... marcar um fora-de-jogo, parar a jogada e ver que não estava é outra. Ninguém deve ter pensado nisso. Ninguém sabe as regras.

      E as polémicas não vão diminuir. Basta ver que há muita gente que fala do Benfica vs Sporting e quase todos os especialistas reconheceram que não é intencional e que não marcariam mão e o sporting continua a falar.

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    3. Troza no Benfica vs Sporting quer sejam de uma opinião ou de outra não são erros grosseiros... Não é âmbito de análise! Erro grosseiro é algo que não que o bdc chore... É algo como um golo com a mão do Henry... Algo... Grosseiro! Evidente! Não é difícil.

      Quanto ao fora de jogo o que vai acontecer é que os auxiliares vai começar a deixar seguir mais vezes porque sabem que se der golo o vídeo árbitro corrige... Enquanto um fora de jogo mal assinalado é incorrigível!

      É só ler uma qualquer notícia que essas dúvidas são esclarecidas... Já a parte das nomeações é diferente.

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    4. Ok Nuno Martins.

      Mas o meu ponto era que a polémica não vai diminuir por isto.

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    5. "qq jogador, em lance duvidoso, deve continuar e terminar a jogada de iminente golo, ignorando o apito do árbitro, quer seja por decisão deste ou do fiscal de linha, por um suposto fora-de-jogo."

      Estou mesmo a ver isso acontecer, depois o VAR confirmar o fora-de-jogo, e o árbitro a dar amarelo aos jogadores de umas equipas e não dar aos de outras.

      Isto de se lidar com corrupção numa base diária deixa qualquer um paranóico

      ;)

      ROC

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    6. Anónimo se o árbitro apitar não há volta! Não há seguir e afinal vale porque estava em jogo. O que vai acontecer é que para evitar isso os auxiliares vão se "proteger" e deixar jogar mais vezes.

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  4. As questões que causam polémica e discussões intermináveis são as que dependem da interpretação do árbitro como é o caso da bola na mão dentro de área que só é penalty se for uma acção deliberada.
    estes problemas não serão resolvidos pelo vídeo árbitro. O que se passa é que em vez de chamarmos ladrão ao arbitro passamos também a chamar ao vídeo árbitro.
    O vídeo árbitro permitirá resolver casos factuais como sejam se estava dentro ou fora de área, dentro ou fora de campo, dentro ou fora de jogo e identidades trocadas. Mas estas não são os casos mais polémicos. O vídeo árbitro pode confirmar se houve contacto mas nunca poderá fazer todos concordarem se foi um contacto maldoso ou não, se foi suficiente para fazer cair ou não, se o jogador simulou ou não.... isso depende sempre da interpretação de um ou mais árbitros com a qual todos nós podemos concordar ou discordar.
    Onde penso que o vídeo árbitro pode mudar mais o jogo ( não sei se para bem ou para mal) é no caso dos fora de jogo. Iremos certamente observar cada vez mais os fiscais de linha não assinalar os fora de jogo para se defenderem . Deixarão as jogadas terminar ( excepto os casos flagrantes claro) e depois o vídeo arbitro que decida.

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  5. O vídeo árbitro até agora serviu como desculpa de alguns para o insucesso. Agora vão ter de arranjar outras desculpas.

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  6. Desde já quero aqui expressar o meu apreço pelo Paulo Garcia, para mim de longe o melhor moderador de todos os programas do género, deixa todos os outros a léguas de distancia.
    A minha principal consideração é:
    - Tentaram colar o v.a. do rugby ao V.a para o futebol, são ambos jogados com vários jogadores, um com uma bola, outro com um "ovo", ambos têm o intuito de fazer golo/pontos na baliza/linha adversária, ou entre os postes.
    Só que o rugby é claro e transparente nas suas regras...ou é ou não é...não há cá as intensidades, ou a bola toca no chão depois da linha final em contacto com o braço do jogador ou não toca, não há meias tintas. Agora aplicar isto ao futebol, vai ser desastroso, vamos ter ainda mais casos, vai haver ainda mais polémica, se hj em dia que o V.A. ainda não conta para nada, temos sempre, 3 ou 4 arbitros diferentes e as opiniões sobre o mesmo variam, e pq? Porque no futebol existe a intensidade, a intencionalidade, há o causal e há o propositado, já para não falar na matreirice, coisa que no rugby não ha espaço para existir, no rugby ou é agressão á margem da lei(pescoço, por exemplo) ou é placagem dentro da lei, não há espaço para o "teatro" habitual do futebol.

    O facto de ter sido o nosso campeonato e o holandês os escolhidos, penso que tenha sido para abranger os polémicos latinos e os "moderados" nórdicos...ou então pq são campeonatos considerados inferiores e se der merd*...que se lixe.
    Só pelo facto de os alemães se terem recusado a implementar o V.A. dá que pensar, é pq alguma coisa viram de errado com este conceito.
    No que respeita ás condições tecnológicas, bem aqui então vai ser o bom e o bonito, dizem que o atraso da emissão para o real vai ser de 2 segundos(????)...grd LOL, isso é quase impossivel, mas pronto, acredito que já tenham sido feitos testes para terem chegado a esses valores

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  7. O Paulo Garcia coloca estas questões que são muito pertinentes, mas há uma que falta, já alertei há uns tempos que muito importante e quase ninguém fal dela:

    Os REALIZADORES quem são?

    Os REALIZADORES são os mesmos que colocam as imagens para o publico e para o VAR?

    Vai ser público o nome dos REALIZADORES?

    Vai haver nomeação para os REALIZADORES?

    Quantos REALIZADORES estaram na final da taça?

    Quantos REALIZADORES estaram nos jogos pequenos e nos grandes?

    Há REALIZADORES suficientes para este sistema ou será uma meia dúzia para todos os jogos?

    Será que vão "arranjar à pressa" REALIZADORES proveta sem experiência?

    Os REALIZADORES tem algum nivel de isenção, não terão que ser escrutinados?

    Não vejo ninguém debater este tema ou será que estou a tocar num tema TABU?

    Em consciência sei que os REALIZADORES são uma das partes do espectáculo televisivo que mais conseguem moldar as opiniões públicas e não são debatidos porquê?

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    1. Creio que no video-árbitro, os juízes que estão a monitorizá-lo, têm à disposição ecrãs de todas as câmaras, imagens sem edição, portanto.

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    2. O sistema é disponibilizado por uma empresa que quer é fazer dinheiro e para isso quer que funcione e que mais ligas o usem ;)

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  8. Excelentes as questões feitas por Paulo Garcia, mas ele fazia bem era colocar estas questões ao defensor do Video Arbitro que festejou aos pulos com foguetes e champagne no "Tempo Extra". Como em outras modalidades aonde já existe este sistema ou similares, em algumas situações até se justifica, por exemplo se a bola entrou totalmente na baliza, se num cruzamento feito que origine golo, a bola ao ser cruzada ter ultrapassado a linha de cabeceira, nalguma situação de indisciplina que o arbitro posso não ver e prejudicar o jogador errado com amostragem de cartão, agora tudo que tenha a haver com contactos empurrões continuo a achar que vai ser muito complicado ajuizar corretamente. Vão falar sempre na intensidade com que a falta foi feita, e para mais serão sempre humanos a decidir, e errar é humano. Como acompanho assiduamente o rugby e a NBA aonde existem decisões revistas pelo video arbitro, constato que mesmo assim existem decisões que não são totalmente corretas, e que são explicadas pelos comentadores afetos a esses modalidades. Por ultimo gostaria de colocar um questão que acho que não foi mencionado no post do Paulo Garcia, " Seria o delegado de uma das equipa em caso de duvida a pedir a visualização??? Quantas vezes durante o jogo podiam solicitar a visualização????? Mas sinceramente gostaria era de ver anunciado um programa aonde o Paulo Garcia coloca-se estas questões ao frustrado que nunca conseguiu ser jogador da bola do "Tempo Extra"

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  9. O vídeo-árbitro vai ter a importância para o jogo quanto teve a introdução de árbitros de baliza, ou seja, nenhuma!!
    Em vez do dinheiro que andam a gastar nesta palhaçada seria melhor gastá-lo na formação dos árbitros e na prevenção da corrupção no desporto!

    Avante SLB

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  10. Nem mais.

    Eu adiciono a pergunta ideal de quem sabe mais ou menos as regras da NBA para ver repetições:

    - Que jogadas podem ser analisadas? Ou o que é que o vídeo árbitro pode verificar?

    Começa logo por aí. Até agora nada. Pode ver todas as faltas do jogo, os foras de jogo e tudo? É que na NBA podem ir ver se são dois ou três lances livres em caso de falta no lançamento mas não podem ver se é ou não falta! E é aqui que a porca torce o rabo!

    Depois... até quanto tempo pode o vídeo árbitro marcar alguma coisa ou alterar uma opinião? Ou existirão pausas no jogo para analisar certos lances?

    Só para adicionar mais umas perguntas.

    Eu sempre disse que era a favor disto mas as coisas têm de ser claras na forma como vão ser usadas e as regras bem definidas. Não esta bandalheira. Temos de saber exactamente o que será isto.

    Como está agora, serve exactamente para quê? Se é assim, sou contra. Regras primeiro, aplicação depois.

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  11. Boas questões... Embora as relativas ao protocolo do vídeo árbitro estejam já respondidas. Mas as relativas à organica da arbitragem a partir de agora são relevantes.

    Quem questiona que jogadas vão ser analisadas está completamente caído de para quedas... O protocolo de cooperação entre árbitro e vídeo árbitro está definido e fechado! Aproveitem para ver um tempo extra especial de 6a passada... A intervenção do vídeo árbitro fica bem explica.

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  12. Sou a favor da introdução do vídeo árbitro e ao contrario do que pensam os amantes dragartos, a introdução destas novas tecnologias vai resultar em ainda mais campeonatos ganhos pelo Benfica.
    Mas claro que seria importante ir introduzindo este sistema pouco a pouco com ideias claras e bem fundamentadas sobre esta matéria, mas claro como estamos em Portugal sabemos que vai ser uma salgalhada total.

    Tony Montana

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  13. A meu ver, o VAR pode ter uma grande vantagem em relação aos fora-de-jogo. Diz a lei que em caso de dúvida o fiscal de linha deixe seguir a jogada mas sabemos que é precisamente o contrário que acontece. Quantos golos não foram invalidados porque o juiz de linha marca erradamente um fora de jogo? Nestes casos, o juiz de linha, em caso de dúvida deve aplicar a lei que é DEIXAR SEGUIR! Desta forma até fica protegido porque, se a jogada der em golo e o VAR perceber que está NITIDAMENTE em fora de jogo (e não estou a falar dos centímetros com que se discutem estes lances na TV que são absurdos, andamos a ver o jogo com lupas agora!), então o golo é anulado. Estes são um dos casos mais discutidos no futebol que espero que deixem de existir. Que os juizes de linha se preocupem mais em lances dentro da área, na linha de golo, em serem mais eficazes nos lances de fora de jogo e deixarem de ser muitas vezes responsáveis por alguns resultados.

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  14. Grande Paulo Garcia! Não vejo os seus programas por serem mal frequentados, mas neste texto acertou em cheio nas perguntas...

    E é precisamente pelo subtexto destas perguntas que eu, infelizmente, acho que o VAR não só não vai ser o fim da macacada, como vai ser o multiplicar da macacada em várias camadas...um verdadeiro mil-folhas da macacada.

    Só espero que nem o VAR nem a inerente macacada nós tirem a 26a!

    Carregaaaaaa!

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  15. Já agora, gostava que se utilizasse outra sigla para o vídeo-árbitro que não a «VA». Sempre que me deparo com esta expressão leio Vale e Azevedo. Vade retro!

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  16. A partir de agora os juizes de linha terão de marcar fora de jogo APENAS quando NITIDAMENTE houver fora de jogo porque se der golo o lance será avaliado pelo VA.

    Qualquer lance mal assinalado pelo juiz de linha que interrompa o jogo será inaceitável!

    Mas isto leva a outra pergunta: qual o papel dos juizes de linha a partir de agora?

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  17. Sempre fui da opinião que devia ser adaptado meios técnicos audiovisuais na arbitragem para garantir a verdade e justiça desportiva. Especialmente após tantos anos a assistir, especialmente ao Benfica, entre outros por esse mundo fora, ao prejuizo consecutivo dos resultados por causa da corrupção na arbitragem. Depois de ter lido este post, alguns aspectos pertinentes puseram-me a pensar, e com alguma apreensão.. Há coisas que, de facto, levam a suspeitar de um qualquer movimento de intenções, ainda, indeterminadas e potencialmente ambivalentes. Obrigado pelo importante post. Abraço!

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  18. O Bruxoempatafada (Ferreira Nunes (Coimbra, etc.) desde que o Benfica se sagrou campeão nunca mais apareceu! Ahahah Que melão, seu cobarde demente!

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  19. Eu pessoalmente tenho uma opinião sobre a tecnologia no futebol que é muito pragmática.

    Acho que é não só útil como inevitável a sua utilização.
    Creio no entanto que é apenas válida para lances objectivos e de decisão imediata durante o jogo. O que são lances objectivos e de decisão imediata? Dou exemplos:
    - Bola ultrapassar as linhas finais de jogo, seja a linha de baliza ou outra qualquer;
    - Lances de fora de jogo, onde objectivamente se percebe se há adiantamento ou não;
    - Lances de troca de identidades nos cartões.

    Isto são todos lances em que a decisão é objectiva, não há subjectividade na decisão, e são de decisão imediata (com alerta num relógio do árbitro por exemplo como em Inglaterra já se faz).

    Agora lances em que o árbitro tem de parar o jogo para ir ver numa TV o lance? Isto é absurdo! Já temos paragens suficientes no tempo útil de jogo e ainda vamos introduzir mais períodos de paragem do jogo? Além do risco de se voltar atrás no tempo e "deitar para o lixo" o tempo que se jogou até à decisão ser rectificada.
    O árbitro das duas uma: ou confia na tecnologia e/ou nos árbitros que estão a ver o jogo de fora, aceitando a correcção da sua decisão, ou não confia e esqueçam isto do vídeo árbitro.

    Lances onde se avalie intensidade ou intenção não se resolvem com vídeo árbitro! Vão sempre haver opiniões para todos os gostos (e consoante a cor que defendam). E aqui creio que só alterando as leis de jogo para serem mais objectivas é que se resolve a polémica no futebol (se não me engano, cerca de 90% das leis de jogo são sujeitas a critério do árbitro).

    Por tudo isto, acho extremamente engraçado (ou não) que considerem que o vídeo árbitro vai retirar a polémica do futebol em Portugal (e no resto do mundo). Os lances polémicos NÃO SÃO analisados por vídeo árbitro! Apenas e só os lances onde não há espaço para subjectividade.

    O que eu gostava era que se aproveitasse o futebol e não que se aproveitassem do futebol. Mas receio que isto seja utópico...

    Rola a bola!

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  20. Isto do V.A. começou logo num erro do Rui Santos e do presidente do S.C.P.

    - Se fores a favor do V. A. é porque queres a verdade desportiva
    - Se não fores a favor do V. A. é porque não queres a verdade desportiva.

    Claro que nestas condições foi então óbvio que todos os que tinham dúvidas sobre os benefícios do V. A. passaram logo a dizer que eram a favor.

    O V. A. corrigirá alguns erros e arranjará outros:

    - Quase tudo aquilo que for um erro "objetivo" (fora ou dentro, em linha ou não)será corrigido e o jogo beneficia
    - Quase tudo aquilo que for um erro "subjetivo" (mão na bola ou bola na mão, pouca ou muita intensidade) só aumentará a confusão e prejudicará o jogo.

    Paulo Garcia, jornalista arguto e inteligente, percebeu muito bem que está tudo muito verde para se avançar já para uma final e lança questões muito pertinentes.
    Enfim, os nossos "frentismos" vão servir de ensaios para a Alemanha...

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  21. Mas afinal quem quiz o video arbitro,segundo sei Bruno Azevedo como nao ganha nada e sabendo que por detraz do video arbitro estara Jorge Sousa por exemplo ou outro qualquer afecto as cores azuis e verdes o arbitro valida um golo e bem porque a bola ultrapassou a linha de golo,mas la esta o video arbitro afetco as cores que lhe der mais jeito diz nao foi golo vimos e revimos a bola nao entrou na totalidade isto para dar jeito a quem lhes convem na minha opiniao o video arbitro ainda vem piorar as coisas e fomentar mais odio.

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  22. Bem vindos ao Admirável Novo Mundo do VAR, "metam lá isso é depois logo se vê" , pode matar a magia que tem sido Desporto Rei até aqui, mas realmente ninguém tem a resposta sobre o seu sucesso ou não. Saudações!

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  23. Quando entra o post do GB Benfica, em relação à transferência do Bernardo e ao facto de não ter tido que nascer 10 vezes? Ainda estou à espera.

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  24. benfiquista de gaia26 maio, 2017 19:40

    A tranferencia do BERNARDO foi um roubo de milhoes ao SLB...essa e a verdade ..e para mim so a um responsavel ...e o n:1...o resto sao empregados.....a grande jorge mendes...encontraste uma mina de ouro e joias no SLB....

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  25. Existe um termo técnico para o que vai acontecer ao nosso futebol com o VAR: um grande faralho.

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  26. O SL Benfica apoiou sem reservas esta nova medida, mas tudo isto nasce,e é suportado desde a primeira hora por equipas e pessoas perdedoras, ora desde logo paira no ar a ideia destes clubes e pessoas'' temos que fazer alguma coisa para ver se começamos a ganhar'' também sou muito céptico em relação a esta medida,ainda bem que o Rui Vitória pos o dedo na ferida,quanto mais não seja,deixa questões em aberto para o futuro,o Paulo Garcia e muito bem, elabora um significativo número de questões que por si só deviam fazer pensar os decisores desta medida.Vamos ver como isto pode contribuir para a tal melhoria da verdade desportiva,mas as duvidas subsistem.

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  27. Eh, pá! O homem não é do Benfica, pois não, ó Rui Santos? Já agora: a quem é que caberá, desta vez, aquela maravilhosa taça de «melhor treinador» da época?

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  28. Porra! Acho que o homem disse tudo o que havia para dizer, é que não me lembro de nada para perguntar.

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  29. O VÍDEO-ÁRBITRO dará um contributo para eliminar mais de 90% da conversa de trampa!

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    1. Achas? Eu acho que vai aumentar em pelo menos 90%...é toda uma nova série de camadas de potencial suspeição e alegações de favorecimento/benefício, por parte do clubista faccioso...

      Quanto a mim, grande parte das questões levantadas pelo Paulo Garcia apontam para essas novas camadas, no seu subtexto. É por isso que acho o texto dele tão bom...

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    2. Tambem acho ; a coisa , bem explorada , tem potencial... prevejo que vai ser um passa-culpas ( ou antes desculpas ) ad usum dos suspeitos do costume ...
      Vejamos : no meu tempo o Futebol jogava-se com um árbitro e dois fiscais de linha ; hoje , temos 4º árbitro , árbitro de baliza etc...e por exemplo o Carrilho pode levar a mocada que levou em Setubal
      mesmo nas barbas do árbitro de baliza , ou lá que merda é , e o respectivo penalty ficou no tinteiro ! Poucos verberaram o árbitro e quase ninguem questionou a responsabilidade do dito cujo 4º ou 5º ou
      6º arbitro , tão ladrão como o líder da quadrilha embora mediaticamente menos exposto !
      Vamos passar a ter alguem ( quem ? ) ainda menos exposto , a interferir a seu bel-prazer com o
      decorrer do jogo ( segundo que regras ? ) na Liga dos Oliveiras e Apitos Dourados e devemos estar optimistas ? Quem fornece e controla as imagens ? Que garantia temos de que planos e tomadas de
      imageem comprometedoras não vão ser escamoteadas , como actualmente ? Temo que depois de resultados
      combinados com frutas e chocolate , com putedo e viagens , e respectivo branquemento pela imprensa habitual , passemos a ter "verdade desportiva " fabricada na régie do realizador...

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