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segunda-feira, 26 de maio de 2025

Alguns pontos sobre o jogo de ontem

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Alguns pontos sobre o jogo de ontem:

1)      Arbitragem

Na antevisão à partida, o árbitro e a sua equipa apareceram para dar um ar modernaço. No final do jogo, alguém os viu?

Luciano Gonçalves e Pedro Proença continuam o legado de Fernando Gomes, Fontelas Gomes e Paulo Costa. A única coisa que mudou foi que do outro lado deixou de estar uma equipa vestida com toldos de praia. O resto está igual.

Nos momentos chave do jogo, o SL Benfica não teve uma única decisão a seu favor. Todas foram para o lado do Sporting.

Reparem que mantenho o que defendi desde os tempos do Apito Dourado: não quero ganhar um único jogo com “erros” de arbitragem. O que também é inaceitável é sermos sucessivamente prejudicados.

Responsabilidade? Não é apenas de Rui Costa. É de Luís Filipe Vieira e de todos vós que lhe deram força ao longo dos 20 anos que liderou o clube e que fez e apoiou quem lhe apeteceu. Lágrimas de crocodilo e dedos apontados exclusivamente a Rui Costa não resultam, meus caros. Ele foi e é ainda parte do problema mas durante muitos

2)      RTP

Não tinha saudades nenhumas das transmissões da RTP.

Desde os tempos da famigerada RTP Porto que o desporto invariavelmente era entregue a fanáticos do FC Porto. Pouco mudou. Repetições selectivas, piadas secas e análises ao jogo básicas.

A única diferença é que alguns jornalistas sportinguistas perderam a vergonha e já assumem a sua tendência, não é Gonçalo Ventura?

3)      Racismo

Samuel Soares passou a primeira parte a ser insultado, o que no futebol não é invulgar. Infelizmente, alguns preferiram não usar os insultos comuns no futebol e seguiram o caminho do insulto à cor de pele do Samuel. Depois de muito alertar o árbitro e quem de direito, o GR do SL Benfica dirigiu-se aos anormais em causa. O árbitro deu-lhe cartão amarelo. O Samuel não seguiu o caminho da vitimização, o que só abona a seu favor. Os anormais que o insultaram terão que viver com a sua estupidez permanente.

4)      Adeptos de SL Benfica e Sporting CP

Deram uma lição de civismo e convívio aos lunáticos que planearam a operação de segurança do Jamor. Aconteceu “Festa da Taça” antes do jogo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Curtas: Liga Europa, Defesas centrais, Rui Costa, Ataques internos e racismo

34 comentários

 

Liga EUROPA:

O SL Benfica vai defrontar o Arsenal de Londres na Liga Europa. Bom sorteio, dizem uns, mau sorteio dizem outros.

Ora, eu ainda sou do tempo em que o SL Benfica torcia para apanhar os mais fortes e assim ter uma oportunidade de demonstrar a todos a sua qualidade. Agora assistimos ao inverso. Parece que a maioria dos benfiquistas só quer jogar contra os "mija na escada", na linha do que Jorge Jesus fez na Libertadores em que só nas meias finais defrontou uma equipa de (alguma) qualidade.

O Arsenal não está nos seus melhores dias, mas tem argumentos financeiros fortes para se reforçar em Janeiro e para contratar um treinador que traga outro ânimo e qualidade à sua equipa.

Do nosso lado, temos um treinador medíocre, que nos vai brindando com exibições de "qualidade" contra os "Vilafranquenses" achando que é com isso que ficamos satisfeitos.

Enquanto isso, os falidos estão nos Oitavos de Final da Champions. Com 100 milhões investidos nem passamos da pré-eliminatória. Com mais de 100 milhões de prejuízo, eles lá estão. O que está mal neste cenário?

Defesas centrais:

Todibo e Ferro parecem mesmo não contar para Jorge Jesus. É o novo normal no SL Benfica dos últimos anos. Contratar jogadores para assim que chegam os ostracizar ou dizer que não prestam. Então para que se contrataram?

Como se não bastasse, Jorge Jesus diz que Jardel é o central mais rápido que temos. A piada (tristemente) faz-se sozinha.

Rui Costa:

Depois de todo o folclore típico do período eleitoral, em que Rui Costa apareceu como figura de proa para este mandato, eis que parece ter regressado à condição de "silent partner". 

Não compreendo a dificuldade em compreenderem de que os sócios e adeptos querem que exista um interlocutor entre o clube e todos nós. 

Não é um treinador que tem que assumir esse papel, muito menos um Jorge Jesus qualquer.

Rui Costa tem que assumir a dianteira, a não ser que Luis Filipe Vieira não o queira. E se mais uma vez Rui Costa se prestar a esse papel de pau de cabeleira, mais vale demitir-se.

Já agora, a SAD já anunciou deixou de pagar vencimento a Rui Costa desde 28 de Outubro, como exigem os estatutos? 

Ataques internos:

Como se não tivessemos problemas suficientes, eis que há um pequeno grupo que se auto-nomeou defensor dos estatutos e uma espécie de "AG Constituinte".

Negadas as pretensões de contagem de votos, que não exigiram em devido tempo até 28/10/2020, agora querem mexer nos estatutos sem discussão prévia e alargada a todos os sócios. Sem debate aprofundado e sem que exista uma vaga de fundo que valide um movimento de revisão de estatutos.

Tivemos eleições ainda não fez 2 meses, os resultados foram o que foram, aceites pelas 3 listas concorrentes.

Isto não é ajudar o SL Benfica ou os benfiquistas. É apenas querer aproveitar os maus resultados do futebol para agitar as águas. Mas o efeitos será o mesmo de uma pena a agitar o Atlântico.

Racismo:

Quem não é racista não olha para A ou B pensando que é branco ou preto. São todos pessoas, seres humanos.

Dito isto, tenho muitas dificuldades em compreender o ódio que uns e outros procuram incitar invocando raças ou cores de pele. 

Mais ainda: acho perigoso quando essa discussão tóxica é trazida para o futebol. Daí que achar que o precedente aberto no jogo da Champions da semana passada vai custar muito caro ao futebol e à própria UEFA.

Lideranças fortes não permitem decisões ou julgamentos tácitos sem uma análise cuidada e séria dos acontecimentos. Ter-se permitido que o jogo não continuasse apenas com base numa acusação sem julgamento provou ser uma decisão errada e perigosa.

O aproveitamento imediato de jogadores como Neymar ajoelhando-se em campo, que como pessoas não são exemplo para ninguém, quebrou a regra da própria UEFA de não permitir manifestações ideológicas ou políticas dentro do recinto de jogo.  

Mais grave é o silêncio que caiu sobre este incidente quando no dia a seguir foram divulgadas evidências com relatos e imagens do suposto ofendido ter ele próprio proferido palavras que alguns podiam entender como racistas chamando ciganos aos árbitros desde o segundo minuto de jogo.

Sou do tempo em que as pessoas eram mais tolerantes, menos sensíveis e mais adultas. Em que a liberdade de expressão era um direito e não um privilégio.

Infelizmente, vivemos em tempos em que as pessoas não procuram o consenso mas a conflitualidade.

Lamentável é que profissionais do futebol, muitos deles ganhando num ano o que um comum cidadão não ganha numa vida inteira de trabalho, se queixem de ser discriminados. 

O racismo não ter cor. Nem devia existir.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O racismo do politicamente correcto está a corroer a sociedade

64 comentários

Os tristes acontecimentos de ontem, infelizmente, pouco farão pelo combate ao verdadeiro racismo. 

O verdadeiro racismo observa-se no dia a dia um pouco por todo lado. Felizmente em Portugal é residual quando comparado com outros países do mundo e mesmo europeus. Aliás, o racismo tem várias formas e por vezes não reflete a cor da pele mas sim o país de origem.

Daí que quem quer fazer do povo português um povo racista não é melhor que os que vomitam o tal ódio racista. 

Não vejo quotas na Assembleia da República para deputados negros, por exemplo. Quem vê certos partidos andarem sempre com a “raça” na boca depois olha para as suas bancadas e não vê um deputado negro. Ou vê…um. Para amostra. E só agora… 

Querer pegar no episódio de ontem e aplicá-lo como radiografia dos adeptos de futebol não só é perigoso como incendeia a sociedade civil. 

Basta olhar para o que se passa em França ou na Inglaterra para entender o perigo de discursos de ódio de cada uma das barricadas. Nada mais errado! 

Basta comparar com certos movimentos de adeptos de futebol em Itália, por exemplo, em que atacam qualquer tentativa de contratação de um jogador negro. 

É o Vitória comparável? Ou qualquer clube português? Não me parece. 

Como escrevi no meu post de ontem à noite, a única forma de combater o racismo é condenar todo e qualquer ato nesse sentido e não apenas parte deles. 

A hipocrisia do FC Porto e dos seus dirigentes e adeptos “notáveis” é nesse ponto incrível. Em Setembro passado o que aconteceu no Estádio do Dragão com o Young Boys não mereceu por parte do FCP qualquer condenação ou acto de contrição. 

Muito menos os crimes de ódio observados entre algumas claques com cânticos miseráveis ou com publicações do tipo desta abaixo têm merecido indignação geral de ninguém. 


Pelo contrário, o treinador do FCP, um exemplo de boa educação e postura correcta, afirmou que não havia racismo em Portugal. 


Nem ninguém veio pedir medidas quanto ao ódio exibido aos árbitros e adeptos do SL Benfica na semana passada. Se o boneco fosse negro, com uma forca no pescoço, seria mais grave?


Mas por vezes, a melhor forma de combater o racismo é ignorá-lo. 

Por isso é que, percebendo que Marega podia estar ofendido e não ter condições psicológicas para continuar, teria feito muito mais pelo combate ao racismo que estaria a ser alvo se tivesse continuado em campo. Isso sim seria uma derrota para todos os que professam ser de uma raça melhor ou mais pura que outra. 

Nelson Semedo, no mesmo estádio, foi assim que enfrentou esse problema. Não me recordo na altura de ninguém se preocupar com racismo em Portugal. Não li declarações de nenhum ministro, do presidente da FPF ou sequer do presidente da República. 

Também quando Renato Sanches foi enxovalhado na praça pública com acusações de “martelar” a sua data de nascimento com o pretexto da raça, não li grandes indignações quanto a isso. Foi preciso publicarmos no NGB um documento oficial que encerrou essa mentira e esses ataques miseráveis. 

Além do mais, olhar para o episódio envolvendo Marega como puro racismo é não saber o historial de ofensas entre o jogador e a claque do Vitória. É desconhecer que o que estava ali em causa não seria o facto de os adeptos serem propriamente racistas mas terem encontrado na ofensa racista a forma mais acutilante de insultarem alguém com quem têm uma relação de ódio. 

Isto não desculpa minimamente a forma encontrada para ofender Marega, mas enquadra como tudo culminou em ofensas relacionadas com raça. Ódio clubístico que encontrou numa expressão racista a forma para atingir o “inimigo”. 

O racismo que existe em Portugal, residual como me parece ser comparado com outras realidades, não poderá ser combatido enquanto se considerar que só um tipo de racismo merece ser combatido. O racismo é um crime de ódio tão grave como qualquer outro crime de ódio contra qualquer outro ser humano. 

Se querem combater o ódio, então assumam esse combate total. Enquanto insistirem em apagar o fogo apenas de uma das divisões da casa, então nada farão por esse combate. 

Uma nota final: 

É lamentável como alguns estão a querer conotar o Sport Lisboa e Benfica com terceiros, só para atingirem objectivos políticos. Henrique Raposo do Expresso, que já ameaçou sair da internet no passado(que pena não ter saído), em vez de combater todos os fenómenos de ódio preferiu atacar o Sport Lisboa e Benfica. 

Parece que todos temos de olhar da mesma maneira para os acontecimentos, como se de uma realidade única se tratasse. 

Não os vejo combater o discurso de ódio contra brancos, amarelos ou negros noutras situações. 

Muito menos pedir penas exemplares para outros crimes de gravidade extrema. 

Tão importante como combater o verdadeiro racismo é combater a pedofilia, a violência contra as mulheres ou a pobreza miserável de muitos dos nossos idosos. 

Ou será que uma mulher violada ou assassinada, uma criança abusada e filmada, ou um idoso a ter que passar fome um mês inteiro para pagar renda, luz e água é menos grave para estes notáveis que um jogador de futebol?

Será que para um partido político um jogador de futebol que tem a máquina de comunicação de um clube atrás de si vale mais que uma família destroçada por uma mulher assassinada? Ou uma criança abusada que vê o seu violador cumprir pena suspensa?

Grave, caros políticos, é ver as imagens de miséria de centenas de angolanos a viverem entre o lixo e os dejectos, fruto das acções de alguém que os senhores andaram a beijar o rabo anos a fio. Para isso não há coragem de pedir nada! Hipócritas caça-votos.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O clube que segue a cartilha deixada por José Maria Pedroto tem a coragem de falar de racismo?

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Sobre José Maria Pedroto e verdadeiro racismo:

"Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. 

Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.”"


Quem recorda o senhor que Mário Wilson foi certamente não terá dificuldades em perceber também a escumalha que José Maria Pedroto era e as bases que deixou ao seu aprendiz.

Quem quiser saber o que é uma cartilha com décadas, pode ler o post de 2015 com o título José Maria Pedroto e Pinto da Costa - refrescar a memória dos esquecidos.



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