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quarta-feira, 28 de maio de 2025

A Exigência tem que começar em quem quer entrar!

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Tenho lido muita gente escolher o nivelamento por baixo, justificando as falhas e omissões dos candidatos anunciados com "até parece que os que lá estão fazem isso".

Meus amigos, não estamos a decidir se os que lá estão são melhores: Vamos avaliar para a mudança.
Se queremos mesmo a mudança - e queremos todos - parem de fazer constantes comparações com a mediocridade do passado.

Não chega fazer melhor do que quem lá está. O que queremos é olhar para o futuro e entender como vai ser, com quem vai ser, como se se vai fazer...

Desenganem-se, os programas eleitorais vão ser todos bonitos e maravilhosos. Vai ser impossível discordar de algo que esteja nos programas eleitorais. Alguém no seu perfeito juízo vai apresentar um programa que não agrade aos benfiquistas?

No Twitter ou nos grupos de WhatsApp vamos ver muita gente que pensa da mesma forma a relativizar tudo - se gostar - ou a atacar tudo (muitas vezes de forma absurda) - se discordar. Algumas (ou todas) as campanhas a adoptar modelos de "voluntários" para popular a mensagem pelas redes sociais.

Vamos ver canais de comunicação mais alinhados com uns - se repararem poucos têm chamado o candidato João Diogo Manteigas e ouvir as suas ideias, porém hoje não hesitaram "por causalidade" estar num evento onde João Noronha Lopes foi convidado.

Entrevistas de jornal onde muitas perguntas ficarão por fazer, entrevistas televisivas idem.

Daí que considero que o mais fundamental a partir do momento em que se apresentem como candidatos, aceitem fomentar o contraditório sobre as suas ideias. Discutir as ideias com quem os vai apoiar por definição vai ajudar pouco.

É aqui que as Casas vão desempenhar um papel fundamental.

A partir dos anúncios, muitos candidatos descobrem finalmente as Casas... Até lá ficavam-se pelas palmadinhas nas costas... mas vendo o copo meio cheio, é hora das Casas deixarem de servir para desfiles de candidatos e convidarem elas próprias os candidatos para mesas redondas... Não precisam ser debates, mas estas mesas redondas vão permitir:

1. Que os candidatos deem um exemplo de respeito entre todos, respeito pelas ideias de cada um, pelo benfiquismo de cada um e pela honorabilidade de cada um. Para também os adeptos seguirem o exemplo dos seus candidatos e projectos com quem mais se identificam.

2. Que os candidatos apresentem as suas ideias e as sujeitem ao contraditório dos demais e possamos concluir que ideias são bonitas e bem apresentadas e que ideias são, por outro lado, mesmo possíveis de executar.

3. Que os vice Presidentes tenham "palco" para expressar os seus compromissos, ideias, valores e até plano de acção. Lembrem-se que vamos remunerar pelo menos 10 vice presidentes que ao serem eleitos, não podem ser demitidos por incompetência, como acontece em qualquer entidade que remunera o trabalho. Portanto, vão ter que mostrar ao que virão, que competências têm para as funções que irão desempenhar e o que pretendem executar e como.

4. Para os benfiquistas que não estão nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp (se fosse por esses nem era preciso gastar dinheiro nas campanhas, os favoritos estão escolhidos por definição) - teremos oportunidade de conhecer os candidatos à presidência e vice presidentes de forma mais ponderada em vez de ser naquele "shot de marketing" das campanhas onde tudo parece lindo e maravilhoso...

Temos oportunidade de mudar! De melhorar... mas não simplifiquemos, nem alinhemos no discurso habitual de desresponsabilização por escolher por "felling" e por "crença em alguém" - como muitos no passado com Vieira, Rui Costa ou até Vale e Azevedo. 

Ganhe quem ganhar, que seja o melhor Presidente de Sempre do SLBenfica e que seja o Presidente dos que votaram nele e dos que, respeitando as suas ideias, escolheram outras.

A minha ambição é que daqui a uns meses tenhamos todos a certeza que temos dois, três, quatro - os que sejam - excelentes candidatos, com excelentes ideias (umas mais executáveis que outras, uns mais sonhadores que outros), mas todos grandes benfiquistas, respeitados por ter um projecto para o Clube.

E mais ainda, que todos se coloquem no final ao dispor de quem ganhou e coloque as suas ideias ao dispor de quem ganhou para que - quem os sócios escolheram - possa aproveitar o melhor de todos Pelo Benfica. Que haja humildade para ficar ao dispor e para explorar essa ideias abertamente e em colaboração à vista de todos.

Que seja uma campanha na primeira pessoa e sem esquemas de comunicação "à Vieira"!!!

terça-feira, 27 de maio de 2025

Tempo de ruptura, por Mauro Xavier

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"Há coisas que ultrapassam todos os limites", disse ontem Rui Costa aos jornalistas, depois da derrota na final da Taça de Portugal. Sim, ultrapassaram-se todos os limites. Mas não apenas no campo. Este domingo, o Benfica não perdeu apenas uma final. Perdeu-se, também, a última réstia de esperança numa presidência que chegou ao fim sem deixar obra feita. O que vimos foi a confirmação de um ciclo falhado, marcado pela ausência de liderança e de rumo.
 
É difícil escrever isto. Difícil porque, como qualquer benfiquista, habituei-me a ver Rui Costa como símbolo de talento, entrega e mística. Mas o respeito pelo passado não pode justificar a continuação de um presente sem direção. E exige-se, a quem ocupa esse lugar, muito mais do que esforço ou boas intenções. Nestes últimos quatro anos, em que lhe foram oferecidas condições únicas para governar, Rui Costa tornou-se, ele próprio, um fator de instabilidade. Ora vejamos: o clube passou a estar ainda mais dependente da venda de jogadores para alcançar a sustentabilidade financeira. Teve mais treinadores do que títulos. E mais administradores da SAD a sair do que conquistas alcançadas. Manteve-se refém de interesses externos e de circuitos que deveriam ter sido cortados. Não reteve muitos dos seus principais quadros internos. Não lançou uma única infraestrutura relevante.
 
Ao longo dos últimos anos, tentei contribuir de forma construtiva para o clube, com ideias, propostas e com o livro A Nossa Camisola, onde procurei pensar o Benfica de forma exigente e ambiciosa. Infelizmente, o modelo de clube estagnou. Os erros repetem-se. Os discursos sucedem-se. E o Benfica continua entregue à inércia.
 
Tal como defendi em A Nossa Camisola, o problema vai além do Benfica. É também do futebol português. Depois de uma das finais mais escandalosas da história das competições nacionais, o clube não protestou o jogo nem exigiu a erradicação do VAR, Tiago Martins. E, quando o maior clube português não age, o sistema agradece. Não podemos continuar a tapar os olhos.
 
O futebol em Portugal está capturado por vícios estruturais e poderes instalados que bloqueiam qualquer tentativa de modernização. Os regulamentos são aplicados de forma desigual. As decisões disciplinares carecem de critério. A arbitragem permanece opaca e sem responsabilização. A centralização dos direitos televisivos está parada. As instituições que regem a modalidade são geridas sem rumo, tornando-se meros espaços de acomodação, onde se protegem equilíbrios e se evitam conflitos.
 
Este sistema não serve o futebol. Muito menos serve o Benfica. O clube não pode continuar a competir em competições sem credibilidade. E tem de agir perante a erosão da verdade desportiva.

Faltam ideias. Faltam reformas. Falta coragem. E o Benfica, que deveria ser protagonista dessa mudança, tem sido cúmplice por omissão. Hoje, mais do que nunca, é claro: se não formos nós a liderar esta transformação, não será ninguém.
 
O que está em causa é uma ruptura. E essa ruptura exige coragem e visão. Não se trata de um gesto impulsivo, mas de uma exigência institucional. Se o Governo continuar ausente, se a Liga e a Federação persistirem na opacidade e na conivência com o imobilismo, então o departamento jurídico do Benfica terá de analisar todas as hipóteses, incluindo ponderar a continuidade do clube nas competições nacionais. Liderar também é saber dizer basta. Com firmeza, com clareza e com autoridade.
 
Chegou o tempo da coragem. E essa coragem começa por reconhecer aquilo em que se falhou. Não há tempo a perder com dirigentes da velha guarda nem com candidatos que têm medo de incomodar. A ruptura não se faz com conciliadores, nem com perfis de diplomata. Faz-se com quem está disposto a enfrentar interesses, a incomodar poderes instalados e a liderar com firmeza. Chegou o momento de romper com o que falhou e construir, com exigência, um novo ciclo.
 
Competência, ambição, coragem, exigência e respeito. São estas as cinco condições essenciais para voltar a vencer. Quando estão presentes, constroem-se equipas, instituições e campeonatos. Quando faltam, colecionam-se desculpas. Rui Costa teve tempo, teve legitimidade, teve meios. Faltou-lhe o essencial: visão estratégica e capacidade de ruptura. Quem ama o Benfica, como ele ama, terá sempre lugar no clube. Mas não é à frente dos seus destinos.
 
Neste momento, a melhor decisão que compete à atual direção é apenas uma: demitir-se em bloco e permitir que o clube avance, de imediato, para eleições. O Benfica já perdeu tempo demais.
 
Precisamos de um Benfica capaz de se modernizar por dentro e de transformar o futebol por fora. Um Benfica que lidera sem hesitar, que protege os seus interesses sem medo e que constrói o futuro com seriedade. Esse é o compromisso que hoje se exige — um compromisso à altura do amor à nossa camisola, que deve estar sempre acima de qualquer agenda pessoal ou ciclo dirigente.
 
O Benfica tem de estar sempre em primeiro."

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Alguns pontos sobre o jogo de ontem

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Alguns pontos sobre o jogo de ontem:

1)      Arbitragem

Na antevisão à partida, o árbitro e a sua equipa apareceram para dar um ar modernaço. No final do jogo, alguém os viu?

Luciano Gonçalves e Pedro Proença continuam o legado de Fernando Gomes, Fontelas Gomes e Paulo Costa. A única coisa que mudou foi que do outro lado deixou de estar uma equipa vestida com toldos de praia. O resto está igual.

Nos momentos chave do jogo, o SL Benfica não teve uma única decisão a seu favor. Todas foram para o lado do Sporting.

Reparem que mantenho o que defendi desde os tempos do Apito Dourado: não quero ganhar um único jogo com “erros” de arbitragem. O que também é inaceitável é sermos sucessivamente prejudicados.

Responsabilidade? Não é apenas de Rui Costa. É de Luís Filipe Vieira e de todos vós que lhe deram força ao longo dos 20 anos que liderou o clube e que fez e apoiou quem lhe apeteceu. Lágrimas de crocodilo e dedos apontados exclusivamente a Rui Costa não resultam, meus caros. Ele foi e é ainda parte do problema mas durante muitos

2)      RTP

Não tinha saudades nenhumas das transmissões da RTP.

Desde os tempos da famigerada RTP Porto que o desporto invariavelmente era entregue a fanáticos do FC Porto. Pouco mudou. Repetições selectivas, piadas secas e análises ao jogo básicas.

A única diferença é que alguns jornalistas sportinguistas perderam a vergonha e já assumem a sua tendência, não é Gonçalo Ventura?

3)      Racismo

Samuel Soares passou a primeira parte a ser insultado, o que no futebol não é invulgar. Infelizmente, alguns preferiram não usar os insultos comuns no futebol e seguiram o caminho do insulto à cor de pele do Samuel. Depois de muito alertar o árbitro e quem de direito, o GR do SL Benfica dirigiu-se aos anormais em causa. O árbitro deu-lhe cartão amarelo. O Samuel não seguiu o caminho da vitimização, o que só abona a seu favor. Os anormais que o insultaram terão que viver com a sua estupidez permanente.

4)      Adeptos de SL Benfica e Sporting CP

Deram uma lição de civismo e convívio aos lunáticos que planearam a operação de segurança do Jamor. Aconteceu “Festa da Taça” antes do jogo.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Quem vira as costas ao SL Benfica não merece mais oportunidades

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Ninguém serve um prato requentado a quem preza muito. O SL Benfica merece mais que isso.

O SL Benfica não é o plano B para quando os negócios correm mal.

Quem virou as costas ao SL Benfica duas vezes (2001 e 2021) não merece uma terceira oportunidade.

Quem vira as costas ao SL Benfica não merece mais oportunidades

domingo, 18 de maio de 2025

Aprender com os erros e erguer a exigência ao máximo!

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No SLBenfica somos o espelho da sociedade: Extremismos e discurso polarizados onde vale tudo e tudo parece uma batalha pessoal... e onde os moderados se sentem a mais. Diariamente as redes sociais enchem-se de insultos e tentativas de silenciar quem discorde.

Em Agosto do ano passado, neste mesmo blog, defendi que Rui Costa convocasse eleições para Outubro, perante o ruído imenso que havia, porque entendia que só ia aumentar. Em Janeiro voltei a defender eleições para Abril e no início de Março, defendi a antecipação para o final de Abril. Agora é tarde.

Com Mundial de Clubes daqui a um mês, com 3a Pré Eliminatória da Champions na primeira quinzena de Agosto e o Playoff na segunda quinzena... ou as eleições ocorreriam até dia 10 de Junho (daqui a menos de 25 dias) ou é totalmente inviável que ocorram até final Setembro.

Rui Costa e esta direcção tentaram, terão dado o melhor que quiseram ou souberam, mas tal não foi suficiente. Foi muito insuficiente. Insistir nessa preparação para a próxima temporada é como repetir erros que já sabemos que vão ter que ser corrigidos... e essa correcção tem um preço elevado e acabará a hipotecar mais uma temporada e a condicionar (pelo timing) várias decisões.

O que eu gostaria mesmo era que a Direcção actual se demitisse, com conversas prévias com quem vai avançar - eles já sabem todos quem são porque andam nos bastidores a trabalhar - com o propósito de viabilizar e se porem todos de acordo num calendário que, sendo agressivo, ia ajudar o futuro do SLBenfica. Mas acho que isso será impossivel de acontecer.

Até porque temos menos de 25 dias para tudo o que tem que acontecer e que mesmo até Outubro o meu pessimismo leva-me a que acho que muitos pensem que se deve atalhar caminho em algumas delas:

- Aprovar um Regulamento Eleitoral
- Apresentar candidaturas
- Apresentar Programas Eleitorais
- Realizar pelo menos 3 debates entre os candidatos a Presidente
- Realizar pelo menos 3 debates entre vice presidentes candidatos em função das suas areas de actuação
- Apresentar elementos de áreas-chave na SAD em caso de eleição
- Tomar Posse

O regulamento eleitoral é fundamental para que deixe de haver suspeitas e não se repitam e arrastem suspeitas como ainda hoje alguns fazem sobre as eleições de 2020 (curiosamente o candidato é o unico que nunca o fez).

A apresentação das candidaturas fará com que parem os "jogos de bastidores" tão característicos de Luis Filipe Vieira. Onde armadas de "voluntários" andam pelas redes sociais a "preparar caminho", onde se planeiam "tropeções" em jornalistas para parecerem casualidades etc. Isso são tacticas antigas.

Os programas eleitorais são a base de tudo, mas é precisamente aqui onde gostava que aprendessemos com os erros e erguessemos a exigência ao máximo:

- Há mais de duas decadas que ou 1) não temos programas/compromissos eleitorais sequer; ou 2) quando os temos são generalidades impossíveis de discordar, sem compromissos mas também na sua maioria sem sequer serem possíveis implementar

Os debates multiplos são absolutamente críticos e é preciso que ocorram vários, não só entre candidatos a presidentes, mas também a vice-presidentes, porque se vão ser eleitos e remunerados, então é bom que saibamos a que se vão dedicar e ao que se comprometem.
Não vale agora, sem Vieira, recuar e dizer que basta um debate para todos verem o óbvio. NÃO!

A apresentação antecipada dos elementos das SAD é algo de que não devemos abdicar. Pelo menos os responsáveis pelas áreas mais fundamentias como Futebol e Finanças. E não me venham com o argumento de que são profissionais que estão em empresas, porque isso é mentira de quem não tem nada preparado.

Muito se tem enchido a boca para falar de exigência para com os resultados desportivos do SLBenfica... e com toda a razão. Então saibamos colocar essa mesma exigência na hora de eleger quem queremos no SLBenfica.

Chega de olharmos para o mal que os actuais têm feito. Isso não pode ser desculpa para normalizar a mediocridade e nivelar por baixo. Se insistirmos em fazer como em 2020 e 2021 onde o argumento era que era melhor do que quem la estava... estaremos sempre mais perto de voltar a escolher mal e voltar daqui a um ano ou dois a todo este ruido... mas agora contra outro nome.




Nem Roma nem o SL Benfica pagam a traidores

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Quando em Janeiro defendi que era bem mais importante ter eleições antecipadas imediatas no SL Benfica e que a questão dos estatutos era secundária perante a perspectiva de mais uma temporada preparada e decidida pela atual direção, os "exigentes" preferiram defender interesses pessoais relacionados com os candidatos que apoiam e dizer que eleições era para Outubro.

Agora a próxima Direção vai entrar com um treinador que não quer e um plantel desajustado. 

Mas há uma coisa que é verdade: nem Roma nem o SL Benfica "pagam" a traidores e abutres.

Os sócios sabem bem quem defendeu o SL Benfica e quem se quer aproveitar dele.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Câmaras do Norte usam dinheiro público para financiar e salvar Porto Canal da falência

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Câmaras do Norte usam dinheiro público para financiar e salvar Porto Canal da falência

Mudou o presidente do FC Porto mas os métodos continuam os mesmos.

As Câmaras Municipais do Norte continuam a estoirar dinheiros públicos para salvar o canal falido do FC Porto, que também é um clube falido.

Só nos últimos meses, o Porto Canal foi financiado em cerca de 190 mil euros, fora o que ainda não sabemos.

Mais ainda: para camuflar estes gastos no Porto Canal, o FC Porto e as Câmaras Municipais do Norte usam 3 entidades distintas para celebrar os contratos: a “Avenida dos Aliados”, a “FC Porto Media” e a “PortoComercial”.

Esta injecção de dinheiros públicos é feita num canal que não tem audiências sequer para constar nos 30 canais mais vistos. Entre outros, o Porto Canal tem menos audiência que canais como o TLC, o Panda ou Disney Junior.

Então o que justifica estas centenas de milhares de euros desperdiçados num canal sem audiências? Uma coisa apenas: FAVORECIMENTO DE UM CLUBE DE FUTEBOL, SUSTENTANDO O SEU CANAL COM O DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS.

O FC Porto tem centro de estágio pago com dinheiros públicos, tem piscinas pagas com dinheiros públicos e tem o seu canal privado de televisão sustentado pelos dinheiros públicos.

Até quando será permitido às entidades do Norte do país continuarem a financiar o Porto Canal?

terça-feira, 13 de maio de 2025

Vai ficar pior antes de melhorar!

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Deixando de depender apenas de nós para conquistar o título, é evidente que a época 24/25 não foi positiva. Embora seja popular nas redes sociais criticar severamente, é importante analisar com equilíbrio: não alcançar o título não é o único indicador de fracasso de um mandato.

As conquistas desportivas são o que marcam um mandato e não ter ganho pelo menos o mesmo que os rivais juntos coloca este mandato numa negativa. Se este fosse um primeiro mandato, poderíamos considerá-lo um período de aprendizagem. No entanto, com esta equipa de gestão que vem do passado, não há essa tolerância. Infelizmente, enfrentamos vícios do passado, erros recorrentes, e uma falta de estratégia que nos colocaram em desvantagem perante os poderes estabelecidos no futebol português.

É compreensível (porque não dizer mesmo - desejável) que muitos associados desejem a saida da atual gestão, é também legítimo que estes queiram recandidatar-se, todos têm o direito democrático de se candidatar. No entanto, após mais de 15 anos com resultados decepcionantes e um alto nível de descontentamento, é fundamental dar espaço a novas ideias para o futuro do clube.

Na minha opinião - muito por culpa do extremismo que se vive no Clube - é bem possível que o caminho vá ficar pior (com um novo Presidente) antes de melhorar (com outro ainda), mas se isso significar que o Sport Lisboa e Benfica se recupere dos erros do passado, então que assim seja... ooruqe dificilmente a história será melhor se não houver mudanças.

As novas gerações muitas vezes são rápidas em idolatrar e criticar, movidas por informações instantâneas que podem distorcer a realidade. É crucial que avaliemos propostas não apenas pelo carisma de seus proponentes, mas pela viabilidade e execução concreta das ideias apresentadas. É precisamente esta falta de sentido de execução que se deixa toldar pelo excessivo populismo que me leva a acreditar que o próximo Presidente irá piorar a coisa (com a melhor das intenções, é certo) porque se deixará levar pela necessidade de agradar a esse populismo antes de entender que afinal a realidade é muito mais complicada do que as redes sociais e os grupos de whatsapp de apoio ditam.

Acredito firmemente que devemos escrutinar as ideias propostas, focando no que é melhor para o clube em vez de alimentar divisões baseadas em personalidades que entusiasmam. Todos os candidatos têm o serão sem dúvida grandes benfiquistas, mas o verdadeiro mérito deve ser avaliado pela consistência das propostas e pela capacidade de implementação. Há muitas ideias das quais é impossível discordar... mas não é menos verdade que é tão impossível implementá-las.

Precisamos de debate construtivo e ideias pragmáticas, conscientes das complexidades e desafios que enfrentamos. Não podemos permitir que as práticas do passado obscureçam a visão de um futuro melhor para o Benfica. Infelizmente, temos assistido a muito jogo de bastidores, muito "emissário" ou "voluntário" a preparar terreno e que acima de tudo ganhou vida depois do empate do passado fim de semana. Meus amigos, desenganem-se... isso são apenas técnicas do passado, mas levadas a cabo por gente que quer fazer parte do futuro.

Viva o Sport Lisboa e Benfica!

domingo, 11 de maio de 2025

O que fica do Derby

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O que fica do Derby:

1) A equipa não esteve ao seu melhor nível, em especial no último terço do terreno 
2) A arbitragem continua uma vergonha. A pressão feita no Pinheiro surtiu efeito 
3) Lage continua a não ser uma mais valia quando é preciso mexer no jogo

E finalmente: há uma fatia de benfiquistas que babam por uma oportunidade para falar mal de tudo.
Vão do 80 ao 8 num ápice.

Nunca defendi as capacidades de Rui Costa como gestor e sempre achei que não tem estofo para ser Presidente do SL Benfica como escrevi dezenas de vezes, mas não me lembro das elites terem apresentado um único candidato em 2021. Foram cobardes.

sábado, 10 de maio de 2025

SL Benfica - Sporting CP

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Que comece o jogo!!

Rumo ao 39!!! 🦅🦅🦅

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Lage é dos nossos - e talvez por isso seja o certo, por Simão Santana

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(Artigo da autoria do Sócio Simão Santana)


Escrevo esta crónica a cinco dias da decisão do sucesso ou insucesso da época e por isso mantenho esta reflexão livre de condicionamentos momentâneos. É uma condição importante para atestar da nossa coerência - e sabemos bem que, no futebol ,a coerência muitas vezes depende de uma bola ao poste ou de um golo inesperado.

 Olhando já para o dia seguinte ao derby de sábado, e independentemente do que vier a acontecer, devo dizer que o trabalho realizado por Bruno Lage e pela atual equipa técnica do Benfica merece a minha avaliação positiva. Bruno Lage tem sido - convém dizê-lo claramente - um treinador com pouca sorte - e isto não serve de desculpa antecipada para insucessos. Na realidade, com a exceção do Wolves, nunca teve uma época inteira para construir e concluir um projeto. Nem mesmo no Benfica, na sua primeira passagem, onde saiu antes da época terminar - e quem sabe vencer a Taça de Portugal, se lhe tivessem dado essa oportunidade.

Essa instabilidade pode parecer um pormenor, mas não é. Sobretudo quando nos lembramos que, anos antes, o Benfica segurou Jorge Jesus após três temporadas sem vencer o campeonato. E fê-lo bem - porque o sucesso estava à vista. Chegou em 2013/2014, com um triplete inesquecível e presenças consecutivas em finais Europeias. Bruno Lage regressou ao Benfica com o mesmo cenário que encontrou em janeiro de 2019: uma equipa sem alma, sem identidade, sem chama competitiva. Nos três meses seguintes focou o seu trabalho na reconquista dos adeptos e dos próprios jogadores. O seu discurso e atitude puxaram a equipa para cima e quando finalmente alcançámos a liderança, tornou-se evidente que a equipa ainda estava frágil para ser capaz de assumir e manter a liderança do campeonato. Muitos viram nas derrotas com o Braga e com o Sporting as “machadadas finais” nas aspirações da temporada. Mas Bruno Lage não. E menos de um mês depois vencíamos esses mesmos adversários, com nota distintiva e levantávamos o primeiro troféu da época - a Taça da Liga. Foi aqui que Lage demonstrou uma qualidade essencial no desporto de alta competição e na vida profissional: a resiliência. Perdeu, caiu - mas não desistiu.

Na Europa, é verdade que houve jogos em casa abaixo do exigido, como o empate com o Bolonha. Ainda assim, o Benfica foi capaz de competir com os melhores — e sinceramente, não vi muitas equipas a conseguirem o que nós conseguimos frente ao incrível Barcelona. Talvez com mais tempo e estabilidade, Bruno Lage pudesse ter ganho pelo menos um desses três confrontos com os catalães.

E cá estamos nós em maio, como sonhamos a cada época: a disputar o campeonato, a depender apenas de nós para o vencer, e ainda com a possibilidade real de conquistar um triplete — 11 anos depois do último.

Bruno Lage é o melhor treinador que passou pelo Benfica? Provavelmente não. Mas é, sem dúvida, um dos nossos. Sente o clube como nós, vive-o como qualquer benfiquista apaixonado.

Em 2015, defendi que o clube devia manter Jorge Jesus a todo o custo (e fui contra o seu regresso em 2020 pelas razões que explico aqui). O Benfica precisava de uma linha desportiva estável, especialmente no desenvolvimento da academia. Um modelo de jogo que fosse ensinado desde os escalões de base até à equipa principal. Uma identidade tática “à Benfica”, que resistisse às trocas de treinador.

Na altura, esse projeto ainda não existia. Mas em 2025 temos, finalmente, a oportunidade de o construir. Com Bruno Lage, com contratações que sirvam este modelo e com aposta firme na formação.

Mesmo que sábado fiquemos afastados do título, mesmo que a Taça de Portugal escape no dia 25, para mim o essencial está claro: o futuro passa por manter este rumo. Trocar de treinador só servirá para adiar o inevitável: sem uma estratégia desportiva clara e contínua, não se constrói nada.

 

Rumo a tudo.

Viva o Benfica.

Simão Santana

Sócio n.º 23.549/1

SL Benfica: Dá-me o 39!! Contra tudo e todos, mesmo alguns benfiquistas

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A jornada do fim de semana terminou da maneira que mais queria: empate em pontos para o jogo do ano, e quem sabe, do Séc. XXI em Portugal.

O único Derby, o jogo com mais rivalidade e entusiasmo, que decidirá o Campeão Nacional 2024/2025, será no Estádio da Luz, a Catedral do Futebol Português.

Para ser mesmo uma Final épica, o cenário ideal era este: igualdade de pontos e ambos terem que dar o máximo para vencer.

Depois do que foi o início da temporada, acho que poucos benfiquistas adivinhariam que estaríamos a depender apenas de nós para sermos Campeões Nacionais.

Mas além do Título, está em causa muito provavelmente o único lugar de acesso garantido à Champions League da próxima temporada. Também nesse aspecto é um jogo muito importante.

Ambos os jogos de SL Benfica e Sporting CP foram sofridos, em especial para os sportinguistas que com a “caga” que lhes tem sido comum marcaram duas vezes e acabaram por arrecadar os 3 pontos.

Percebemos que a Arbitragem continuará a 10 de Maio a “enganar-se” para o mesmo lado.

Provavelmente o VAR continuará cego para com alguns lances do Sporting a defender ou para lances no ataque do SL Benfica.

Mas o futebol português é isto.

O SL Benfica na globalidade faz uma temporada que pode ser considerada muito positiva, caso o Campeonato e a Taça de Portugal fiquem na Luz. Mesmo que seja só o Campeonato, e depois de tudo o que o Alemão enterrou, será muito bom, mediante a realidade do que foram os últimos meses.

Esta semana todos temos uma missão como benfiquistas: apoiar o clube sem rodeios!

Mesmo aqueles benfiquistas que andavam meio aziados com o facto de o SL Benfica estar perto do 39 e do triunfo no Jamor não terão opção esta semana.

Mesmo o tipo do frango sem osso, que anda a adiar desde Janeiro a entrevista do “caos no SL Benfica”, aposto que vai mandar (ou ler) a sua posta de pescada com a hipocrisia que lhe reconhecemos.

Por isso vamos lá defender o SL Benfica das pressões das arbitragens, do condicionamento ao árbitro que comentadores tentarão fazer, ou até mesmo dos ataques às capacidades da equipa do SL Benfica que o Farinha ou o Diogo Luís tentarão fazer na CNN.

Sábado temos o 39 ao alcance das nossas mãos.


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