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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Chamem a POLICIA, JÁ!

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Surreal. Eis a palavra que Pepa encontrou para analisar o sucedido no FC Porto-Tondela desta noite. Em causa estão os lances polémicos dos instantes finais da primeira parte, nomeadamente o penalti sobre Soares e expulsão de Osorio.


"Vou ser directo, muito claro e objectivo. O jogo ficou estragado. Só agora vi as imagens e não quis acreditar no que vi. É surreal! Mas não me vou alongar mais. Há imagens, há profissionais desse lado, para analisar e ver as coisas. É surreal a expulsão. É surreal o penálti. Antes do penálti há falta. Antes do segundo golo há falta. O Johny vai isolado e é amarelo. O Kaká à primeira falta vê amarelo...", elencou o técnico dos tondelenses, recordando depois a conversa com os seus pupilos ao intervalo.
"O que lhes disse foi para se lembrarem do brio, do facto de serem profissionais. Independentemente do que tinha acontecido, temos de ir lá para dentro e lutar pelos pontos. Não conseguimos... Mas custa muito andar atrás da bola. Andámos praticamente toda a segunda parte atrás da bola. Fisicamente e emocionalmente... Sinceramente tenho de dar os parabéns aos meus jogadores, por ninguém ter perdido a cabeça. Há jogo para a semana, fomos profissionais... E mesmo assim ainda perdemos os dois centrais. Mas a nossa luta continua e não pensem que é com este tipo de situações que vamos baixar a cabeça ou desistir", acrescentou.

O presidente do Tondela, Gilberto Coimbra, considera que o árbitro Luís Ferreira não esteve bem na derrota frente ao FC Porto (0-4).
«Vocês (Jornalistas) também viram o jogo e estávamos a discutir o jogo. É óbvio que uma equipa como o FC Porto ao não marcar ia para intervalo intranquilo e depois não sei qual seria o resultado. Existiram três lances capitais. Felipe fez falta e o nosso jogador ia isolado, pelo que deveria ser expulso. Depois, o lance do penalti e a expulsão de Osório, onde o meu jogador é que foi agredido. É preciso mais calma e clubes pequenos como o Tondela não devem ser tratado pelos árbitros desta forma», afirmou Gilberto Coimbra.



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ver a jogada aqui.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

"Apito Desesperado" em curso no Dragão. Avisei quantas vezes?

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Mais que muitas. Mas no Benfica anda tudo muito entretido a olhar para o próprio umbigo e para o espelho.

Já agora, porque é que o Osorio foi titular(só tinha jogado 3 vezes até então) e não o Rafael com mais de 1300 minutos como titular?

O serviço está feito para esta noite.

Ao cuidado da ADoP: Danilo de fora?

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"Danilo não foi convocado para o jogo frente ao Tondela, marcado para esta sexta-feira.

Nuno Espírito Santo, sabe O JOGO, vai descansar o médio para o jogo frente à Juventus, uma vez que Danilo é um dos jogadores mais utilizados no plantel portista, acumulando mais de 2500 minutos em todas as competições esta época.

A 22.ª jornada da I Liga arranca esta noite com o FC Porto-Tondela, com o pontapé de saída marcado para as 20h30." - O JOGO.

As lesões e "cansaços" de última hora são vulgares no FC Porto. 

Curiosamente, a RTP noticiava no passado dia 15/02/2017 que Alex Telles, Marcano e Danilo regressavam aos treinos depois de terem feito gestão de esforço.

O que aconteceria se a Autoridade Antidopagem de Portugal fizesse um controlo surpresa a Danilo? Provavelmente nada. Todos sabemos que a poção do druida Povoix é um mito urbano.

Bom descanso Danilo. Até porque faz todo o sentido poupar-se um jogador vital do plantel na única competição em que o FC Porto luta para vencer...

As idiossincrasias de um benfiquista

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O ano passado foi duro. Para mim foi duro e desgastante. Sofri como nunca tinha sofrido com os jogos de futebol do Benfica. Nem no auge do domínio corrupto azul eu sofri tanto como na época passada. Os picos de ansiedade e stress foram tais que sentia palpitações e tinha medo de me dar qualquer coisinha má. “Que estupidez” pensava eu na altura. “É só um jogo!” e “Isto não pode ser!” eram frases que repetia dentro de mim constantemente. Mas felizmente, ou infelizmente, a paixão pelo clube e pelo futebol é irracional. Incontrolável. Nunca me apelidei de “doente da bola”, ou fanático do Benfica, mas tive que admitir que aquilo eram reações mais próprias dessa condição.
Assim, no início desta época, dei por mim a pensar e a analisar as razões para tão grande stress:
1. Seria dos ataques constantes do Sporting? Sim, fazia sentido que fosse isso. Mas depois recordei os anos da fruta e pensei: “Mas os de lá de cima passaram anos a fio a destilar ódio contra o Benfica e inclusivamente contra Lisboa, e eu não me senti assim…”. Não, não era só isto.
2. Seria da mudança do JJ para o Sporting? Não. Isso de certeza que não era motivo. Eu nunca fui um defensor acérrimo de JJ, e Rui Vitória sempre foi uma das minhas preferências. Escrevi-o aqui no NGB naquele maldito verão em que perdemos tudo e LFV segurou (e bem) o treinador. Gostei da passagem do “mestre da tática” pelo Glorioso, mas estava realmente na hora de sair.
3. Seriam questões pessoais? Talvez fosse isso. A sucessão de alguns problemas de saúde (felizmente nada de grave) tornou-me algo vulnerável a ansiedade e a stress. Sim. Definitivamente isto ajudou.
4. Seria eu que, no meu papel de pai, tentava suprimir o que antes de ter filhos deitava cá para fora com berros e agitação? Agora controlo-me ao máximo e filtro as minhas emoções, com relativo sucesso, para não deixar passar este stress para os putos e acabo por pagar a fatura. Sim. Também faz sentido.
Tudo isto eu considerei e acabei por concluir que não era isto. Ou pelo menos não era só isto.
Tudo o que escrevi foram fatores importantes, mas pensado bem o que é que mudou em relação aos anos anteriores? O Sporting. Poder-me-ão dizer que estou a atribuir demasiada importância aos nossos rivais, mas a questão é precisamente essa. Eles são os nossos rivais. Os outros ganharam como toda a gente sabe, e não lhes atribuo grandes créditos pelas suas conquistas. Mas o Sporting no ano passado, se excluirmos os ataques cerrados fora de campo e nos cingirmos apenas ao que se passa dentro de campo, foi um verdadeiro rival. No entanto, e voltando a incluir tudo o que se passou fora das 4 linhas, foi um rival que se portou mal. Arruaceiro, venenoso, rasteiro e reles.
Num ano em que ambos os clubes batem os seus recordes de pontos no campeonato, e em que tanta coisa mudou nos dois lados, o ressurgimento de um verdadeiro rival mexeu comigo. Mas criou um sentimento misto. A rivalidade dentro de campo com o nosso único verdadeiro rival, coisa positiva, esbarrou com a postura desprezível desse mesmo rival fora de campo. Acho que nunca verdadeiramente sofri como sofri no ano passado. Nem mesmo naquele Benfica-Sporting em que o Luisão voou para tirar a bola ao Ricardo e metê-la lá dentro. Eu assisti a tudo isso na Catedral. Vivi aquele ambiente de euforia naquele dia, mas nem aí a ansiedade atingiu os níveis que atingiu no ano passado. E essa é a prova que não foi apenas por ser “o” rival Sporting. O que me realmente afetou foi um Sporting… reles.
Dei por mim a irritar-me, a ter sentimentos que, cultivados pelo constante bate boca, não são os mais corretos. Aquilo estava a puxar pelo meu ódio. Não podia deixar que isso acontecesse. E vir aqui desabafar também não era solução, pois corria o risco de fazer o que os “comentadeiros” televisivos de todas as cores fazem: responder com ódio ao ódio que recebem. Vai daí, afastei-me. Afastei-me para me proteger. Sim, admito a minha fraqueza. Afastei-me das conversas com sportinguistas, deixei de brincar/picar amigos no Facebook, parei de escrever no NGB. Mas nunca consegui fazê-lo totalmente. O ritual de ver as capas dos desportivos logo pela manhã, e de acompanhar os posts do NGB e restante blogosfera não consegui apagar. É-me impossível afastar da realidade do Benfica. Das notícias, do dia-a-dia.
Li algures na net que: “Idiossincrasia é uma característica de comportamento peculiar de um indivíduo ou de determinado grupo. O termo tem vários sentidos, variando de acordo com o contexto em que é empregado, sendo também possível ser aplicado para símbolos que significam algo para uma pessoa em particular.
A idiossincrasia é responsável pela criação de estereótipos no caso dos grupos sociais. Por exemplo, dizer que todos os brasileiros gostam de futebol e samba, como uma característica particular do povo, é uma idiossincrasia dos brasileiros. No entanto, existem brasileiros que não gostam de futebol ou samba e não deixam de ser considerados brasileiros por isso.”
Será que tudo o que senti é só “meu”, ou haverá quem se identifique com este texto?

PS: Ficam aqui as minhas desculpas ao Shadows, que me convidou para aqui escrever há já alguns anos, por não ter cumprido com o que ele me pediu. Tive para lhe dizer em privado tudo isto que escrevi, mas preferi transformar isto em post para perceber quantos benfiquistas há como eu… :)

Ederson "é para continuar" e Balakov regressa ao Sporting?

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- Diz Luis Filipe Vieira que Ederson tem um contrato de 5 anos e "é para continuar". Eu posso classificar este comentário sobre o cidadão Ederson de várias formas mas nunca utilizando termos que vão de encontro ao que propagandeou Vieira. 

Ainda sobre Ederson, dizia "O Jogo" a 13/05/2016 que 50% dos direitos económicos do brasileiro estavam no Rio Ave. Só que, como lembrou hoje o Papoila, a 30/06/2016 lemos isto:

Pelo que apuramos, neste momento o Benfica continua "apenas" com 50% dos direitos de Ederson, estando os restantes algures entre Jorge Mendes e o Rio Ave. Ou seja, o cidadão sairá e mais uma vez há quem lucre tanto ou mais que o clube que o promoveu. Muito transparente e benemérito este Benfica.

- Não me quero meter nas eleições do Sporting mas consta que Bruno de Carvalho anda muito nervoso com a perspectiva de Madeira Rodrigues poder apresentar Krasimir Balakov como o seu director desportivo. 

Um nome lendário em Alvalade que poderá fazer a diferença na recta final da campanha eleitoral e obrigar Bruno de Carvalho a mudar de cuecas nesse dia.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

«Apito Desesperado» O que impede Filipe Vieira ou Fernando Gomes de combaterem o FCPorto?

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O «Apito Desesperado» em acção!

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A nomeação de Tiago Martins para o Braga-Benfica revela, acima de tudo, falta de bom senso.

Tendo em conta o episódio recente com Rui Vitória, o bom senso mandava que Tiago Martins não fosse escolhido para um jogo do Benfica tão depressa. Mas pedir bom senso a dirigentes do futebol português é o mesmo que pedir a um cego para descrever o horizonte.

O tal “Apito Desesperado” que anunciei desde o final da temporada passada aqui no NGB está em plena execução.

Está de volta o clima de medo no futebol português. Para quem ainda não está convencido disso, relembro a vergonha do que se passou ontem à entrada do tribunal improvisado em Guimarães. Mas não só isso:

- A subserviência do sub-comissário da PSP que cria ali uma excepção para que Pinto da Costa se liberte dos jornalistas e desdiz o agente que cumpria o estabelecido pelo tribunal.

- A forma miserável como 99% dos jornalistas se comportaram perante a postura de Pinto da Costa que simulava que vinha a falar ao telemóvel. Apenas a jornalista da CMTV fazia perguntas mas todos estendiam o microfone. Ninguém teve a coragem de fazer o mesmo, ou seja, questionar Pinto da Costa.

- A reveladora subserviência dos jornalistas que cobrem o FCP e até mesmo da PSP que não agiu apesar do sucedido à equipa de reportagem da CMTV. Até se dão ao luxo de publicar vídeos com o produto do roubo.

- As nomeações dos árbitros à medida dos interesses do FCP.

- O silêncio de Fernando Gomes e Pedro Proença.

- As ameaças feitas aos árbitros, mesmo até nas suas residências. Aliás, será que mais alguém tem acesso antecipado à lista de nomeações?

As evidências estão aí. Só não vê quem não quer.

A minha pergunta é: o que anda a fazer o Benfica para combater estes métodos do antigamente? Eu respondo: nada.

Mantenho o que sempre defendi: um futebol português imparcial, justo e honesto. 

Se o Benfica tiver que perder o campeonato que o seja porque não foi o melhor em campo. Aliás, prefiro perder campeonatos que os ganhar como fez o FCP durante tantos anos. 



Era esta a arbitragem que eles queriam?

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Durante semanas e semanas andámos a ouvir FCPorto e SportingCP a chorar, inventar e mentir sobre a arbitragem e um alegado benefício do Benfica que seria levado a cabo por um controlo total dos árbitros e de quem os dirige.

CORTINA DE FUMO E ESTRATÉGIA ANTIGA!

A ideia sempre foi esta, o SportingCP deu jeito porque serviu para fazer mais barulho contra o Benfica e deixar a ideia que interessava na opinião pública: o Benfica manda na arbitragem e no futebol português.

Até que o corruptor habitual decide o momento da viragem: o final da primeira volta! Agenda a reunião que ele quis secreta mas que o Benfica tornou pública sem nunca se associar a essa fuga e todos ficaram a saber que ele fora à Cidade do Futebol para acordar com a equipa que ele pusera antes na arbitragem que estava na hora de colocar o FCPorto em primeiro lugar... e o Sporting ia ter que beneficiar também para se manterem calados, mas sem colocarem em causa as ambições do clube presidido por uma pessoa assumidamente corrupta, porém que escapou à condenação como todos vimos.

Essa reunião, que se queria secreta, que teve um episódio inesperado - os Super Ladroes foram visitar os árbitros e apertar com eles com ameaças a eles e às famílias, demonstrando a capacidade que têm de fazer acontecer acidentes - diz quem viu que até exemplos reais foram dados.

Este episódio deu uma visibilidade inesperada ao caso. O Benfica sabendo de tudo isto já nem compareceu na reunião da arbitragem, pois ia ser apenas fachada.

Desde essa altura, ao Benfica já foram espoliados vários pontos e ao FCPorto oferecidos tantos ou mais... o treinador já foi expulso por muito menos do que já fizeram outros, como Nuno Espírito Santo, tendo sido expulso na única semana possível em que um castigo de 15 dias apanharia 3 jogos do campeonato: a semana antes da Champions.

Pelo caminho já ficou uma competição também da forma que se viu... e o FCPorto desde essa reunião parece que encontrou as soluções tácticas que faltavam. Será que foi isso que Fontelas Gomes explicou a Pinto da Costa nessa reunião? Será que a incapacidade técnico-táctica de NES foi solucionada nessa reunião bebendo do cálice mágico da Cidade do Futebol, a taça dos Campeões Europeus?

Curiosamente, desde essa reunião e desde a visita dos SD, o Benfica perdeu pontos, o Benfica foi eliminado da Taça da Liga e o Porto recuperou e agora até inventam que joga bem... para o bem do futebol português, agradeçamos todos a Pinto da Costa por essa reunião, dado que depois dela nunca mais houve razões de queixa da arbitragem

Obrigado Pinto da Costa
Obrigado Apito Dourado II
Abençoado país onde tudo isto acontece aos olhos de todos e ninguém faz justiça.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Já faltou mais para se tornar um adepto de futebol num Fundamentalista Religioso

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Se o Sporting está fora da luta do título é por causa dos árbitros. Se o Porto se atrasou na luta pelo título é por causa dos árbitros. Se o Benfica perdeu a vantagem que tinha no campeonato é por causa dos árbitros.

Se o Porto ganha campeonatos é por causa do Apito Dourado mesmo quando o Benfica acaba a mais de 20 pontos. Se o Benfica os ganha é por causa do Estoril Gate ou do Túnel da Luz. Já o Sporting, bem, este não ganha campeonatos mas um dia que os ganhe será por causa dos 20 penalties do Jardel ou do depósito do Pereira Cristóvão.

Para um portista só os estúpidos falam de árbitros. Para um Sportinguista falar de árbitros não é estúpido quando se é SEMPRE prejudicado. Para um Benfiquista, bem, os Benfiquistas nem sequer falam de árbitros e muito menos o seu treinador... Exceto, claro, quando perde dois ou três jogos, e aí está o caldo entornado e os nervos à flor da pele e o treinador castigado e a ver os jogos da bancada.

Para um Benfiquista, quando os outros perdem sem jogar pevide dizemos para não se queixarem do árbitro e jogarem mas é à bola. Para o mesmo Benfiquista quando é o Benfica a perder sem tocar no berlinde, é difícil aos jogadores resistir a tanta provocação arbitral e tanto sopro no apito a empurrar-nos para trás. Para os Sportinguistas só em 2017 já há 10 penalties por assinalar a seu favor, para os Benfiquistas há 15 e os Portistas contabilizam 20. Quanto aos penalties contra, nenhum dos três achou relevante fazer essa contabilidade.

Um Sportinguista NUNCA fala do Benfica, o Benfica é que provoca e os Sportinguistas limitam-se a responder, mesmo que não façam mais nada do que falar do Benfica. Já um Benfiquista também NUNCA fala do Sporting, não pode é ficar calado quando é constantemente provocado, mesmo que, contas feitas, também não faça mais nada do que falar do Sporting.

Para um Sportinguista o Jorge Jesus era MUITÍSSIMO mau e hoje é MUITÍSSIMO bom! Para um Benfiquista o Jorge Jesus era MUITÍSSIMO bom e hoje é MUITÍSSIMO mau, mesmo que, claro, nas virtudes e nos defeitos, o Jorge Jesus do antes e do depois seja exatamente o mesmo. Salva-se o portista, para quem o Jorge Jesus era MUITÍSSIMO mau antes e continua a ser MUITÍSSIMO mau agora... Já para o mesmo portista, Maxi Pereira era caceteiro na Luz, no Dragão é raçudo e jogador à Porto.

Para um Benfiquista o Jesus ERA aquele que ganhou três campeonatos depois de duas décadas a caminhar no deserto. Para o mesmo Benfiquista o Jesus é HOJE aquele que perdeu três campeonatos quando tinha tudo para ganhar 6 em 6.

Para um Benfiquista o Slimani devia ser expulso e irradiado quando entrou de sola ao joelho do Júlio César. Para o mesmo Benfiquista é um escândalo a expulsão do Éderson por entrar de sola ao joelho de Mateus. Se um pode o outro também tem de poder.

Para um Benfiquista o árbitro do Benfica X Sporting esteve bem nos lances das mãos do Pizzi e do Semedo, porque a UEFA, a FIFA, o Papa e a NASA já vieram dar-nos razão. Já na expulsão do Éderson o Benfica foi ESCANDALOSAMENTE roubado, mesmo que a mesma UEFA, a FIFA, o Papa e a NASA também já tenham dito que o lance foi bem ajuizado. 

Para o adepto em geral, um golo a nosso favor deve ser validado mesmo que antes tenha havido uma falta contra nós não assinalada, porque não se pode compensar um erro com outro erro. Já o mesmo lance contra nós deve ser prontamente invalidado porque resulta de lance irregular, mesmo que a irregularidade tenha acontecido 30 segundos antes e antes até da marcação de um livre.

Para os treinadores, jogadores e Direções em geral, quando se perde por causa de um penalty mal assinalado, perdemos por causa dos árbitros. Quando ganhamos com um penalty a favor mal assinalado temos a cortesia de não comentar arbitragens e nunca ganhamos por causa deles.

Para um Benfiquista é um escândalo os jogadores emprestados pelo Porto aparecerem sempre constipados na semana em que essas equipas tinham de jogar contra o Porto. Já para o mesmo Benfiquista não é escândalo nenhum que jogadores como Miguel Rosa e Deyverson desapareçam miraculosamente da convocatória do Belenenses no seu jogo contra nós, mesmo já não tendo sequer qualquer vínculo contratual com o Benfica.

Para um Benfiquista o Pôncio Monteiro dos anos 90 representava aquilo que de pior o futebol português tinha. Para o mesmo Benfiquista, Pedros Guerras são precisos porque temos de estar sempre na linha da frente nas lutas do futebol português, mesmo que tantas vezes se usem as mesmíssimas armas da calúnia, da insinuação e da mentira.

Já a nível de Direções o Benfica é impoluto e NUNCA comenta árbitros nem casos nem casas alheias nem alimenta a intriga. Quem o faz são Pedros Guerras, Andrés Venturas e Ruis Gomes da Silva que, como sabemos, não têm nem nunca tiveram nada a ver com o Benfica pelo que qualquer confusão entre o Benfica da ficção e o Benfica institucional só pode vir de mentes doentes. Já o Sporting condena estes subterfúgios e estes modos operandi do Benfica, mas diz que o que lhes falta é este mesmo exército e tenta convocar os seus militantes a fazer o mesmo.

Para o Benfiquista DE HOJE a prova provada de que se é mau treinador é alguém perder um campeonato para um rival de quem se chegou a ter oito pontos de avanço e recebendo-o em sua casa no jogo da segunda volta, e depois de se gastar 11 milhões de euros em reforços. Para o Benfiquista DE AMANHÃ o discurso será outro se o nosso treinador de hoje tiver o azar de perder este campeonato na mesmíssima situação e depois de ter gasto 39 milhões de euros em reforços.

And it goes on and on and on and on and...

Já aqui disse, mais do que uma vez, para caírem na real aqueles que ainda acham que Benfiquistas, Portistas e Sportinguistas são feitos de massas e moralidades diferentes, e que perante situações semelhantes têm comportamentos totalmente distintos. Somos todos muito mais parecidos do que admitimos ser.  

Eu sei que para alguns o BOM Benfiquismo (ou Portismo ou Sportinguismo), é ser cego quando convém, só ter opinião em situações favoráveis e nunca contra, e comportarem-se tantas vezes como qualquer fanático Fundamentalista Religioso. São como cameleões adaptando-se constantemente às circunstâncias, tentando sempre desesperados encontrar o melhor ângulo de entrada, o único que convém às suas cores que estão acima de tudo, bem acima das suas convicções, da SUA verdade, e das coisas em que realmente acreditam ou um dia acreditaram.

Também sei que não é um texto que vai erradicar toda a incoerência, insensatez e descontrolo dos adeptos quando é o próprio futebol que é isso tudo, mas é importante estarmos cientes dessa manipulação informativa de que somos constantemente alvo e que depois faz de nós também manipuladores, das nossas incoerências, maleabilidade e inconstâncias opinativas, e da nossa falibilidade enquanto “Opinion Makers”.



Vitória não esconde as lacunas de Rui Vitória e da equipa.

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Foi um bom resultado frente a uns alemães que foram traídos pela sua sobranceria e por mais uma exibição soberba de Ederson. Muito inteligente na defesa do penalty.

Quem tem Ederson na baliza e tem um homem de área como Mitroglou tem muitas possibilidades de ser feliz. As dificuldades estão no espaço entre os 2 craques.

Rui Vitória repetiu um erro que não custou o jogo logo na primeira metade por felicidade e qualidade de Ederson: ir com um meio campo apenas com Fejsa e Pizzi. Quantas vezes já não se concluiu que frente a equipas fortes na Champions não podemos jogar com um miolo tão fraco? É que apenas Fejsa sabe defender mas não pode estar em todo o lado. Resta Pizzi que é uma nulidade a defender por não ter poder de choque, teve perdas de bola que não comprometeram por grande felicidade nossa e mesmo a atacar é facilmente anulado como aconteceu. Um jogador banal que nestes jogos é facilmente metido no bolso.

No restante 11, a inclusão de Salvio tem virtudes como o seu poder de choque frente a uma marcação mais apertada mas deixa Semedo sozinho pois não defende e a este nível temos que ter alguém mais disponível fisicamente como esteve Carrillo no lado esquerdo, claramente a apoiar Eliseu mas do lado errado do campo pois joga do lado direito.

Rafa continua a ser um flop, não justificando minimamente o valor pago por si. Preferia ter visto outro jogador a entrar em vez de Rafa.

A segunda parte trouxe mais equilíbrio embora as oportunidades para o Dortmund tenham acontecido até ao final do jogo.

Rui Vitória entregou o domínio de jogo no Estádio da Luz e isso não me agradou. A equipa pode fazer mais. Será que RV também pode?

Uma nota para Luisão que merece os parabéns não tanto pela exibição mas pela marca de 500 jogos pelo Benfica. 

Uma nota também para Mitroglou: não é fácil para um jogador ser o ponta de lança mais produtivo do plantel, marcar golos a todas as equipas não importa a sua valia, e ainda assim ser sempre o sacrificado nas substituições. A sua atitude perante as substituições é de elogiar. Um pouco mais de coragem não lhe fica mal, caro Rui Vitória.

Na segunda mão o Benfica tem que corrigir o que não funcionou neste jogo para conseguir eliminar os alemães e seguir em frente. 

Terá coragem de jogar só com Mitroglou na frente e com um meio campo mais combativo ou cederá às vacas sagradas?

Bonito e Merecido - Parabéns Luisão

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REDMOON - 16 de Setembro de 2011 A Luz será sempre a tua casa, Capitão


Vivo em Inglaterra, e por isso este último Benfica X Man Utd (Night para Jorge Jesus), era mais do que um jogo de Champions League para mim.

Era um jogo de honra, já que convenhamos, por estes lados o futebol inglês é rei, toda a gente é do Manchester, do Chelsea, do Arsenal ou do Tottenham, e falar-se do Benfica ou do Porto ou do futebol português é falar do desconhecido. Só se lembram do futebol português quando algum jogador do nosso campeonato aterra em Inglaterra, que é então quando me vêm perguntar quem é David Luís, Ramirez ou Vilas Boas

Por isso, eles julgavam realmente que o Benfica era o Bolton e que iria ser acima de chapa 5, e eu lá andei a semana toda a levar com eles e a dizer-lhes que talvez tivessem uma surpresa.

E tiveram essa surpresa. Não uma surpresa completa porque essa seria a vitória mas, pelo menos nestes últimos dias sinto o respeito dos ingleses que parecem admirados por o Benfica ter uma equipa que tem bons jogadores e que sabe jogar à bola.

Sim, já tinham algum conhecimento de anos anteriores, do massacre que o Everton sofreu há dois anos nas nossas mãos numa eliminatória da Liga Europa, eliminatória essa que preferi ver na televisão inglesa em vez de na portuguesa e onde ouvi os comentadores referirem-se ao Benfica como a equipa mais parecida ao Barcelona em termos de futebol jogado mas, convenhamos, é diferente medir forças com o Everton ou com um colosso como o United.

E à parte a exibição, que sem ser brilhante meteu o United em sentido, gostei como tanta gente me veio perguntar nos últimos dias quem era aquele “pretinho” que jogava na nossa defesa e que tinha metido o Rooney no bolso. E eu respondi-lhes cheio de orgulho: “Ah esse esqueçam, se pelo David Luís pagaram 25, pelo "pretinho" têm de pagar pelo menos 35!”

E este post é por isso mas não só, a minha homenagem a Luisão, não apenas pelo jogo grandioso que fez na última quarta feira mas, por tudo o que tem feito ao serviço do nosso clube nas últimas oito épocas. 

Luisão é um defesa central fabuloso, a quem muitos de nós não mostramos o devido reconhecimento, porque olhamos para ele quase como prata da casa, como um dado adquirido. É mais fácil idolatrarmos outros, Di Marias e David Luíses por exemplo, porque sentimos que, esses sim, nos podem fugir, aliás, como fugiram.

Mas o capitão Luisão tem forçosamente de figurar no grupo restrito dos notáveis jogadores que passaram pelo Benfica ao longo da sua história. Alguns têm pelo Luisão um misto de sentimentos. Não lhe perdoam algumas declarações, alguns momentos em que mostrou vontade de sair.

Pois sinceramente aqui digo: Luisão é daqueles que porventura teria merecido pisar outros palcos ao longo da sua carreira. Eu, se fosse o Luisão, das duas uma: ou ficava realmente melindrado e perguntava se era por ser preto; ou então só me restava rir da situação. É que eu não tenho a mínima dúvida em afirmar que o Luisão é bem mais jogador do que o David Luís e o David é que vai para o Chelsea; tal como não tenho dúvida que o Luisão é bem mais jogador do que o Garay e o argentino é que veio do Real Madrid.

Em oito anos de Benfica a verdade mantém-se: O parceiro vai mudando mas, o patrão, a trave mestre todos sabem quem é e tem um só nome: Luisão. 

E é por isso que no devido contexto compreendo algumas das declarações menos felizes do brasileiro. É que Luisão não chegou ao Benfica por ser do Benfica desde pequenino. Chegou ao Benfica como chegaria ao Porto ou a Londres, aprendeu a gostar do clube mas sem esquecer a ambição que legitimamente tinha de ir o mais longe possível na sua carreira.

O tal salto que se calhar merecia ter dado não aconteceu, e a recente renovação de contrato mostra que preferiu a estabilidade e o tornar-se num dos símbolos do clube encarnado, a troco de um salto mais pequeno para um clube que pouco ou nada acrescentaria à sua carreira. Luisão ganha bem? Pois ganha mas merece-o. Merece-o bem mais do que quase todos os outros. Estes não sao tempos de pagar amor com palavras bonitas. Luisão é profissional de futebol e merece que o Benfica, ao não o deixar sair, se aproxime pelo menos dos valores que outros clubes se propõe a pagar-lhe.

E por tudo isso aqui deixo o meu “Obrigado Luisão”. Eu próprio me esqueço por vezes que vestes a nossa camisola há oito épocas, e muitas mais vezes me esqueço de elogiar o que fazes, preferindo elogiar outros que fazem menos que tu, se calhar por saber que és daqueles que estás sempre lá e, surpresa surpresa é quando não cumpres.

Ainda a época passada, com a defesa do Benfica a meter água por todos os lados nos jogos de pré-época, com um David Luis à deriva e toda a gente a desculpar-se com o mundial e a falta de férias, pois tu chegaste, fizeste dois treinos e pegaste de estaca, sem desculpas de presenças em mundiais, falta de férias nem falta de pré-época. Sem desculpas, como é timbre daqueles que nao fogem às responsabilidades.

Quando justificaste há poucos dias atrás as tuas declarações menos felizes do último defeso com algum descontentamento que sentiste no final da última época, acredita que te entendo. Porque tu foste daqueles que na final da taça da liga do ano passado foste à bancada entregar a tua camisola aos adeptos no final do jogo, e essa mesma camisola te foi humilhantemente devolvida, juntamente com os piropos de que eras uma vergonha.

Luisão, uma vergonha?! 

Tu, meu caro, da minha parte, todo o respeito do mundo. Grande jogador e grande homem. A Luz será sempre a tua casa.

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