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sábado, 18 de outubro de 2014

O banco formado no Benfica...

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Jorge Jesus convocou seis jogadores formados no Benfica para actuarem contra o Sp. Covilhã, da II Divisão. Estão todos no banco para o jogo desta noite...

Achas que fez bem?

Eu deixo a minha opinião: tendo em conta que este jogo, antes de uma oportunidade para os jogadores da formação, deve ser uma oportunidade para "rodar" os que menos têm jogado, penso que Jorge Jesus fez bem em privilegiar os do plantel principal e só no decorrer do jogo premiar alguns da formação.

E assim me calam por ter criticado o Proença

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Eu tinha avisado... Confirma-se!

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Lindelof, Renato Sanches, Rui Fonte, Helder Costa e Gonçalo Guedes nos convocados para o jogo de hoje e arrisco já dizer que deverão ser todos utilizados, alguns no decorrer do jogo. Nota para a chamada de dois meninos de 17 anos

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Como se pode ver a arbitragem do lado de um parasita?

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Se é com iniciativas destas que se pretende credibilizar a arbitragem, os árbitros ou incentivar jovens a abraçarem a carreira de árbitro...



O que poderá trazer Fernando Madureira, o macaco, de positivo à discussão sobre a arbitragem? O fornecimento de fruta? O fornecimento de "pó de talco"? Como condicionar os outros usando de violência?

Mais um momento ridículo do futebol português.

Benfica... Porto... Corrupção... Os últimos 20 anos... Uma reflexão

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Eu não cresci com um Benfica ganhador e dominador... Eu não sou Benfiquista por culpa de dezenas de vitórias a que tenha assistido... Eu comecei a apreciar futebol na década de 80, altura em que Benfica e Porto dominavam e repartiam os títulos do futebol português... 

O princípio dos anos 90 teve ainda résteas de um Benfica forte, que se esfumou em 1993/1994 com o nosso título de campeão nacional, obra de João Vieira Pinto, numa altura em que o Benfica revelava já muitas fragilidades e a queda se anunciava próxima.

Nos 15 anos seguintes, assisti a um Benfica fraco, a um Porto bastante mais forte, ajudado por sinais evidentes de corrupção. Hoje é fácil falar no apito dourado, mas quem se lembrar mais para trás lembra-se seguramente de um famoso programa televisivo chamado “Os Donos da Bola”, que quase todas as semanas trazia à baila o nome FCPorto associado a muitas jogadas escuras que à imprensa da época ainda era permitido publicitar, e que Pôncio Monteiro se via às aranhas para refutar.

Por isso, quando o apito dourado explodiu, não foi surpresa para mim nem para ninguém. Mas nunca me agarrei demasiado a isso. Aos meus olhos, aquela década de 90 e primeira metade da década 2000, podia ser marcada por corrupção e campeonatos azuis garantidos à partida. Mas foram também anos de um Benfica demasiado fraco, vulgar, perdido, a dar tiros nos pés todos os anos, a nunca acabar a menos de 15 pontos do primeiro... O Porto podia ter os campeonatos “apalavrados” à partida, mas com ou sem corrupção, nunca nesses tempos o Benfica se pode desculpar com a corrupção para o facto de nunca ou quase nunca ter conseguido ser campeão.

Eu sei que há muitos benfiquistas que preferem sempre olhar para fora e não para dentro. Há benfiquistas que preferem sempre olhar para os pecados alheios para desculpar as nossas falhas. Há benfiquistas para quem a nossa caminhada no deserto nunca foi demérito nosso mas sim culpa de toda a gente que fez tudo para nos lixar. Bem, eu não penso assim... Em primeiro lugar é preciso sermos competentes naquilo que fazemos, e depois sim, podemos reclamar pelas injustiças que nos são feitas.

Acho que hoje, finalmente, voltámos a ser um Benfica mais competente (ainda que não perfeito). Com um bom treinador, com uma academia do melhor que há no mundo, com Rui Costa como cabeça de uma equipa de prospeção que tem sido capaz de descobrir talento por esse mundo fora, e com um presidente que tem sido capaz de criar condições financeiras para que jogadores de qualidade possam chegar à Luz.

E quando há competência a corrupção pode continuar a tentar jogar a sua parte, mas estaremos sempre mais próximos do sucesso, aliás, como se tem verificado nos últimos anos.

Também não faço parte do grupo dos que, sempre que olham os nossos adversários, só vêm as coisas más, incapazes de ver também o que fazem de bem, e que justifica TAMBÉM grande parte do sucesso que as suas equipas conseguem ter.

Por exemplo, eu discordo totalmente, daqueles que dizem que  o campeonato português está cheio de ex-treinadores do FCPorto, por tudo isto ser uma manobra do sistema e o FCPorto tenha com as equipas treinadas por ex-portistas vários pontos garantidos logo à partida.

Se na altura fui lendo quem isso insinuava e desconfiei do que lia, o que tenho vindo a verificar mostra-me que não, a história não mostra isso. Pedro Emanuel por exemplo é responsável por muitos pontos tirados ao FCPorto nos últimos anos, incluindo até eliminações de Taça de Portugal. Sérgio Conceição na última semana, mostrou que apesar de ex-jogador do FCPorto, não teve medo de dizer com todas as letras que o Braga não pontuou no Dragão porque não deixaram. E jogou para ganhar! E mais, nunca vi nenhum desses supostos treinadores do sistema e ex-jogadores do FCP chegar a treinador do FCP.

E já nem vou por aí. Quem já jogou à bola e partilhou balneários durante 30 jogos por ano, sabe perfeitamente que no dia em que um treinador chegar ao balneário e pedir aos seus jogadores para facilitarem certo jogo, não mais esse treinador terá qualquer hipótese de ter os jogadores do seu lado. Finito! Isto para além do risco óbvio de haver no plantel um jogador com coluna vertebral, alguém mais caladinho que não se vende, e sem pejo em denunciar nos jornais as maroscas que se cozinham.

Porquê então tantos treinadores na Liga Portuguesa ex-jogadores do FCPorto? No meu entender, porque um dos méritos do FCPorto durante muitos anos foi saber escolher para os seus planteis, jogadores de futebol com personalidade. Verdadeiros líderes. Não bastava ser bom jogador.

Quem se lembra de elementos como Jorge Costa, Fernando Couto, Sérgio Conceição, Pepe, Costinha, Lucho, Paulinho Santos, Lizandro, Fernando, Nuno Espírito Santo, Bruno Alves ou Pedro Emanuel, reconhece que para além de jogadores de futebol, houve a intenção de recrutar verdadeiros líderes, homens de luta e sem medo da linha da frente, homens de canela até ao pescoço!

E isto da liderança, num campo de futebol joga muitas vezes a sua parte. Não me custa reconhecer, que muitos dos Benfica X Porto jogados nessas décadas de 90 e 2000 (e alguns ainda hoje), foram vencidos inquestionavelmente por questões anímicas, uma crença que os jogadores do FCPorto carregavam para dentro do campo e que os do Benfica muitas vezes não tinham, como se entrassem em campo já derrotados e dele saíssem muitas vezes sem ter sequer entrado no jogo.

O Benfica perdia, não APENAS por causa da corrupção, não apenas por aspetos tácticos e técnicos, mas porque a parte anímica da equipa do FCPorto fazia a diferença, e nos jogos a doer, nos jogos de homens eles diziam sempre presente! E os nossos não.

Não tenho dúvida por isso que muitos Presidentes de clubes portugueses apostaram nessa irreverência e força mental de alguns ex-jogadores do FCporto, como solução para os problemas das suas equipas. Apostaram na força mental que lhes reconheciam em detrimento do brilhantismo tático, acreditando que uma equipa guerreira e forte psicologicamente pode vencer qualquer batalha. Uma estratégia como qualquer outra.

Ao Benfica de hoje, reconheço bons jogadores com uma personalidade forte também. Jogadores como Luisão, Enzo, Maxi, Cardozo, Di Maria, Javi Garcia, Gaitan, Matic, são, não só bons jogadores de futebol mas jogadores para não se intimidarem em ambiente nenhum.

Quando vejo Jorge Jesus pedir a Jardel para jogar com uma cabeça partida ou Júlio César jogar com um traumatismo craniano, isto são casos extremos e obviamente casos sensíveis e discutíveis, mas faz parte de uma mentalidade que Jorge Jesus percebe ser essencial numa equipa de futebol, mentalidade essa que durante muitos anos me pareceu arredada da Luz. Havia alguns bons jogadores, mas não jogadores dos grandes momentos, não jogadores dispostos a morrer em campo!

Há corrupção no futebol português? Evidentemente que sim e só um cego pode acreditar no contrário. Mas hoje é mais difícil ao FCPorto ganhar apenas por causa disso, porque o Benfica foi capaz de igualar os corruptos numa série de outros atributos que uma equipa de futebol também precisa de ter.

Curiosamente, se me pedissem hoje para elaborar um critério de escolha de um jogador de futebol, acho que a parte técnica viria em último lugar:

Em primeiro, a mental;
Em segundo, a física;
Em terceiro a tática;
Em quarto, a técnica. Acho que é assim no futebol moderno.

Nos tempos do Sabry e do Roger é que a técnica vinha primeiro, esse era, aliás, quase o único critério, sinal evidente de um mundo ilusório em que o Benfica vivia!

Felizmente para todos, o Benfica de hoje está muito mais perto daquilo que idealmente deve ser uma equipa de futebol profissional, com defeitos evidentemente, com erros que volta e meia vamos lembrando, mas dificilmente o FCPorto voltará, com ou sem corrupção, a ter no futebol português a hegemonia que teve há 10 ou 15 anos atrás!


Caixa de Segurança no Dragão?

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Onde anda agora o "aqui del Rei" que adversarios (muitos deles portistas) e jornalistas fizeram quando o Benfica adoptou isso como MEDIDA DE SEGURANÇA E PROTECÇÃO de adeptos adversários?

Isto é como tudo na vida, há os líderes e os seguidores! É que já nem desafiadores conseguem ser

O Jesus surpreende quem gosta de formação

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Aguardem pela convocatória e pelo jogo com o Sporting da Covilhã... É minha convicção que é o momento de Jesus para apostar e para ter resultados. É cá um feeling... ;)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Votação jornal "L'Equipe" para o estádio mais bonito!

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Tinha a sua piada que uma votação com a visibilidade desta fosse ganha pelo Estádio da Luz.

Quem ainda não votou no Estádio do Glorioso pode fazê-lo AQUI.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A evolução que nos enche que esperança

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Duas noticias que têm tudo para nos deixar entusiasmados com o futuro:


1. Depois da participação de enorme dimensão europeia e distinção (o aproveitamento é o que falta - sempre) na Youth Cup Sub19, o SLBenfica vai agora participar com a equipa B em mais uma grande iniciativa europeia: 1.ª edição da Premier League International Cup.

É uma competição destinada aos Sub21 e que irá decorrer em Inglaterra, contando com a participação de Benfica (e FCPorto), Manchester City, Chelsea, PSV, Schalke, entre outros.

Uma grande oportunidade de dar dimensão europeia aos nossos jovens da equipa B com mais competências, ao mesmo tempo que é uma grande montra do trabalho que fazemos na formação. Se não aproveitarmos cá... pelo menos venderemos bem.

2. Também nesta linha, há dias eu apresentei o tópico: Formar? Não é só isso, Jesus onde apareciam também alguns nomes ainda pouco falados pelos benfiquistas, mas que terão invariavelmente que entrar no radar, dado que a qualidade deles assim o "exige". 

Nem de propósito, ontem contra o Irão foi com muito prazer que além do que já começa a ser um habitué Gonçalo Guedes, vi serem utilizados nos lugares dos mais utilizados (ausentes na selecção) o Nelson Semedo e o Renato Sanches (além do João Amorim e Helder Costa).

São dois jogadores fantásticos, o Renato é "apenas" um craque em potencia, um diamante em bruto que deve ser trabalhado e que tem já muito valor com 17 anos (um ano mais novo que o Guedes), o Nelson (20 anos) tem muita qualidade técnica e defensiva e pode perfeitamente ser alternativa a qualquer momento pois tem já muita maturidade no jogo - o que não quer dizer (longe disso) que é um jogador acabado ou alternativa aos titulares.

Não quero ser injusto e "esquecer-me" do João Amorim e do Helder Costa, porém sem desprimor para a sua efectiva qualidade e relevância que ambos têm na equipa B, são dois jogadores que na minha opinião (e espero obviamente estar enganado) não vão "chegar lá", tal como o Ruben Pinto, por exemplo. Em sentido inverso a "recuperação" do Rochinha e a recuperação (mesmo) do Nuno Santos são excelentes noticias e principalmente este último tem tudo para dar certo.

Vamos a isso Benfica! Mais uma competição para vencer... e mais miúdos de qualidade a despontar. A "fornada" este ano é fantástica (Renato, Guedes, Nuno, Nelson, Teixeira... vamos a isso, mister)

Paulo Bento na Luz? Please don´t!

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Assumo que futebolisticamente falando, não nutro qualquer simpatia por Paulo Bento...

Não simpatizo com a sua leitura tática;

Não simpatizo com o ritmo do discurso;

Não simpatizo com o nunca dizer nada de novo;

Não simpatizo com a forma como precisa sempre de embirrar com alguém só para mostrar ser ele que manda!

No dia em que Paulo Bento, como defendem alguns benfiquistas, for treinador do meu clube, não deixarei de apoiar o Benfica, mas passarei seguramente a mudar de canal sempre que o ouvir falar, com a mesma falta de pachorra com que o evitei ouvir enquanto serviu a seleção nacional.

Passámos a ter uma seleção de top mundial por causa de Fernando Santos? Não, claro que não, nem ontem Portugal fez uma exibição de encher o olho, apesar de ter ganho...

Mas jogadores como Ricardo Carvalho, Tiago, Danny, Cédric ou Quaresma, deviam ter feito parte da seleção portuguesa nos últimos tempos... Tínhamos sido melhores com eles.

Se lá não estiveram, é porque houve erros nas escolhas do selecionador, e falta de vontade em resolver situações pendentes...

Podem dizer que ontem não mudou nada, que foi apenas um jogo com um final feliz...

De acordo até certo ponto... Mas ouvir o relato de Nuno Matos no momento do golo de Cristiano, faz-me sentir que seguramente com Fernando Santos já mudou qualquer coisa...

A alegria está de volta, e num abrir e fechar de olhos, a seleção pode voltar a ser a equipa de todos os portugueses.










Bernardo Silva: agora a sério

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Tenho pena que os leitores não tenham percebido que a "utilização" do Talisca na conversa não era mais que uma "provocaçãozinha" aos nossos leitores. Na prática até se trata de um elogio ao brasileiro porque o que fiz foi escolher o jogador que mais se tem destacado pela positiva para provocar os que menos gostam da formação.

Lamento que perceberam essa "provocação" num nível que não faz sentido: desvalorizar o Talisca que está cada vez melhor.

Comparações e esclarecimentos à parte, voltemos aos factos: o rapaz está a jogar muito!!!

A questão do Talisca que usei como exemplo, foi no sentido de que o Jesus terá visto do brasileiro (e de muitos outros) menos que isto e ainda assim justificou investimentos e apostas. Se o Bernardo continuar assim há duas coisas que não se vão entender:

1. Isto não estava à vista do Jesus que o tinha no plantel todos os dias?

2. Deverá o Benfica vender ou ceder um jogador em explosão e que irá, salvo lesoes, ainda render muito mais que já valerá no fim da época?

Sobre o ponto 1. deixo para os maisnsensiveis defensores do treinador comentarem - eu defender, defender só o Benfica e não é de si próprio, só de terceiros, dado que no caso do Jesus não sou seu defensor, mas sim admirador das suas imensas qualidades.

Já relativamente ao ponto 2., reparem na curiosidade da notícia já posta a circular:

Peter Lim quer Bernardo Silva

Ora, todos sabemos que o Bernardo Silva era a jóia do cabaz dos três miudos no alegado negócio com o fundo Meriton. Aliás o próprio Monaco vem referir que tem opção de compra sobre p jogador (valor não revelado) numa operação que - a confirmar-se a aquisição pelo fundo - representa logo uma mais-valia para o empresário.

O que eu quero dizer com isto é uma de duas hipóteses:

A. Se o jogador já faz parte de um acordo com o fundo Meriton, tal como deu a entender o Valencia quando este foi para Espanha e como dá a entender a tal opção de compra referida pelo Monaco, esta notícia agora do interesse do Peter Lim não é mais do que "preparar terreno" para o que aí vem. Terreno esse que já tinha começado a ser preparado quando o presidente disse que "há lá umas cláusulas" e que "se derem 15M€ por um jogador que nunca sequer chegou ao plantel, não podemos recusar".

Neste ponto em que o Benfica escolhe não falar a verdade e andar a "contar histórias" aos sócios, reside um profundo ponto de divergencia entre a minha forma de pensar e a forma de actuar da direcção, muito lestos a defender-se dos sócios, pouco hábeis a defender-se e a atacar os adversários.

B. Mas eu admito que apesar de todos os sinais apontarem no sentido da opção A., que tal seja imaginação coletiva de jornais e clubes (é um bocadinho rebuscado andar tanta gente enganda, mas pronto!), e nesse sentido olhando para estas competências do Bernardo Silva não creio ser aceitável ver o jogador partir da Luz por 15 ou 20M€ antes de realizar o seu sonho, mas acima de tudo, antes de mostrar essas competências e qualidade com a nossa camisola e transformar, sendo campeão, esses 15 ou 20M€ se calhar no dobro disso, tendo o Benfica um maior proveito financeiro e tendo proveito desportivo.

Ou seja, se está vendido ou apalavrado ou lá o que possa ser, olhando para esta capacidade não consigo entender que o tenham vendido por valorizar. Se não está vendido, também não percebo porque não teve mais oportunidades enquanto cá esteve, e menos entenderei uma eventual saída agora que pode render desportiva e financeiramente.

Uma utopia? Se calhar... Mas se os melhores não podem sequer valorizar-se com a nossa camisola porque são vendidos ainda a tempo de virem a dar dinheiro a terceiros, então para que investimos em formação? Formemos antes a equipa C, como tem o Real Madrid e façamos um entreposto de compra barata e venda com mais valia.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Velhos são os trapos

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Novos, velhos, por nascer ou já mortos, não interessa, são os melhores que temos... E os que têm de jogar!

Quem deixou o "velho" de fora da seleção portuguesa durante tanto tempo, devia responder por crime de lesa-pátria!

Ah sim, a indisciplina, quando a verdade é que já antes da fuga do estágio da seleção, Ricardo Carvalho era carta fora do baralho de Paulo Bento!

Houve indisciplina? Houve. Mas o caso não se resolveu porque Paulo Bento não quis. Não foi porque o caso não tivesse solução, nem porque ambas as partes não tivessem já hipótese de sair dele dignificadas.


És enorme "Messi do Seixal"

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Parabéns pelo golo fantastico e por teres ajudado a fazer história....

Por que valor pode sair? NENHUM!

Imaginem que o golo era marcado pelo Talisca... Pronto! Agora acordem! Génio é o Bernardo! (Sem desprimor para um cada vez melhor Talisca)

Luis Filipe Vieira, Bruno de Carvalho e os poderes do futebol. Parte II.

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Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting, foi recebido pelos sportinguistas e por alguns adeptos de outros clubes com entusiasmo e esperança de que o segundo maior clube português pudesse retornar à luta pelos troféus, e mais importante, pela verdade desportiva no futebol português.

O Sporting da dinastia "Roquette" foi um clube ao serviço do FC Porto, cuja única motivação parecia ser o anti-benfiquismo de alguma da sua classe dirigente e por isso contentavam-se em tentar vencer o "campeonato" da Segunda Circular. Foram anos de sossego para Pinto da Costa que gozou tudo o que conseguiu com o Sporting e com os seus patéticos dirigentes.

Daí que observar que o Sporting tinha rompido com essa linha de diigentes e escolhido "sangue novo" era de saudar. A paixão pelo seu clube e a relativa juventude do novo presidente do Sporting parecia conter todos os ingredientes necessários para restaurar a verdadeira rivalidade que construíra o futebol português  e ofuscar o clube regional que mesmo com batota não tinha dimensão para lutar ao mesmo tempo com Benfica e Sporting.

O problema é que Bruno de Carvalho tem feito um esforço gigantesco em se descredibilizar, sendo por vezes brejeiro, mal educado e sem o nível que se exige de um presidente do segundo clube do país.

Essa sua postura, em vez de agregar outros em torno das muitas propostas válidas que o Sporting já tinha apresentado, não só afastou os outros bem como começa já a afastar os sportinguistas do próprio presidente.

O que para mim como benfiquista interessa mencionar é que também Bruno de Carvalho falha em perceber que um entendimento com o Benfica era vital para estrangular os poderes que viciam o futebol.
Que ambos os clubes têm muito mais a ganhar com uma estratégia concertada do que em separado. 
De que o FC Porto não sobrevive com um Sporting e Benfica fortes, a lutar pelos títulos.

Bruno de Carvalho parece um índio. Um "puto" estúpido que não sabe quando falar, quando estar calado e que revela uma ausência tão grande de classe que já começa até a envergonhar os adeptos do seu clube.
Bruno de Carvalho, ao contrário do que ele próprio julga, está a contribuir para um novo isolamento do Sporting e demonstra uma ausência de inteligência na forma de expor o que realmente o futebol português é.

A culpa do "à vontade" com que Pinto da Costa e Joaquim Oliveira reconstroem o seu poder é também do Sporting e de Bruno de Carvalho. 

É trágico que os maiores clubes portugueses, por diferentes motivos, não tenham a vontade ou a inteligência necessárias para formarem uma alternativa. Para serem eles os promotores da mudança.

Ao Sporting e em especial ao seu presidente isto vai custar bem caro. Em especial se o nome que se comenta em surdina se confirmar na Liga de Clubes. 
Será uma estaca no orgulho de Bruno de Carvalho, Será o preço da estupidez de alguém que age como um chico-esperto e não como presidente do segundo clube de Portugal.  

Luis Filipe Vieira, Bruno de Carvalho e os poderes do futebol. Parte I.

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Joga-se neste momento o campeonato que definirá os próximos anos no que toca aos poderes que decidirão muito do que acontecerá no futebol português.

De um lado o "velho futebol" onde estão todos aqueles que se alimentam da paixão dos portugueses pelo jogo e da clubite aguda para se eternizarem a si e às suas "cortes" de interesses e comissões, movimentando milhões de euros entre Portugal, Suíça e alguns paraísos fiscais muito populares entre os fundos "detidos" por testas de ferro.

Do outro lado...bem, do outro lado não se sabe bem quem está. Ou à boa maneira portuguesa, não estará ninguém com coragem ou frontalidade para assumir uma alternativa credível.

É o que se tem visto no que toca à Liga de Clubes, cujos poderes parecem já tão reduzidos mas que curiosamente têm levantado tanto interesse por parte de tanta gente.

Os "lados" estão bem visíveis e a almoçarada da passada semana clarificou para quem ainda tinha dúvidas.
Os poderes instituídos nos últimos 30 anos cimentaram a sua posição e arregimentaram para o seu lado os fracos de espírito, ansiosos por comerem as migalhas que cairem da mesa do Senhor, e com muita pena minha, o Benfica.

E aí entra o presidente do Benfica. 
Uma das grandes críticas que faço a Luis Filipe Vieira é NUNCA se ter assumido como líder na construção de uma alternativa aos poderes que dominam o futebol português.

Tem tido tempo, pois está no Benfica desde 2003(como presidente) e tem tido oportunidades, que preferiu desperdiçar.

O Apito Dourado foi uma oportunidade única para desmantelar o "aparelho" que estava instalado nas estruturas do futebol português. Mesmo com a justiça civil a demonstrar a razão da visita de muitos dos seus "decisores" à tribuna do Dragão, a justiça desportiva devia e podia ter feito muito mais.

Perante tudo o que se passou, o que fez o presidente do Benfica? Aproveitou para, como líder do maior clube português, lançar um caminho de renovação e promover novos nomes para as estruturas do futebol português? Não. 
Apoiou um dos nomes chave do FC Porto do Apito Dourado: Fernando Gomes.
Aconteceu na eleição para a Liga de Clubes e repetiu-se na eleição para a FPF. Não há motivo que se possa inventar para justificar tais decisões.

Aliás, nos primeiros 3 anos de Fernando Gomes foram claras as ajudas ao FC Porto dentro de campo a que o Benfica aliou a sua incompetência em gerir as vantagens pontuais  Os habituais "tiros nos pés" a que o Benfica nos habituou desde os tempos do pai da seca de títulos do Benfica de seu nome Manuel Damásio.

A que assistimos agora? No primeiro round do assalto à Liga de Clubes, Luis Filpe Vieira apoiou Fernando Seara(o homem de Joaquim Oliveira) nos bastidores e depois roeu a corda quando se apercebeu de que esse apoio tinha sido tornado público pelos seus telefonemas para vários presidentes de clubes. 

Na segunda parte do assalto ao poder na Liga, cujo único objectivo é atacar o conseguido pelo Benfica com a Benfica TV e proteger a posição de Joaquim Oliveira, Luis Filipe Vieira deixou já claro pelos seus actos que apoiará o candidato que vai ser indicado pela lista da "unanimidade". 
A lista emanada das indicações de Joaquim Oliveira e Pinto da Costa que terá como principal tarefa devolver o poder total a um dos principais financiadores do FC Porto, senão o principal.

Ver o papel subalterno e seguidista do maior clube português, que é sem qualquer dúvida a principal marca comercial do nosso futebol, face aos interesses de quem retirou ao mesmo Benfica milhões de euros do seu valor durante 10 anos de um contrato miserável para os entregar ao clube condenado por corrupção é trágico.

Luis Filipe Vieira falha, por razões que só ele conhecerá, em formar uma alternativa. Em liderá-la. 
Prefere, por razões que só ele conhecerá, continuar a "fazer negócio" com os amigos de outrora,  alguns deles primeiros responsáveis pelo ódio ao Sport Lisboa e Benfica. Alguns deles mentores das agressões a atletas e adeptos do clube no norte do país. Gente corrupta e corruptora cujos objectivos continuam a ser os mesmos.

Luis Filipe Vieira falha em entender que o FC Porto só procura aliados em Lisboa porque sem os ter está mais que comprovado que não vence. Falha em ser o líder de que o futebol português precisava e que o seu estatuto como presidente do maior clube português o exigia.

Mas a responsabilidade do ressurgimento do sistema não é só de Luis Filipe Vieira. É também do Sporting e do seu presidente, Bruno de Carvalho, que abordarei no post seguinte. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Jorge Jesus elegeu Di Maria... E tu?

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A pergunta foi-lhe feita: 

Qual foi o jogador vendido pelo Benfica na era Jorge Jesus, que Jorge Jesus escolheria para poder ter mantido no plantel. 

Jorge Jesus elegeu Di Maria, e eu vou concordar com ele nesta análise... 

Por ser um desequilibrador nato;

Por ser exímio no 1X1;

Por não ter medo de ir para cima dos adversários;

Por ser capaz de resolver sozinho um jogo enguiçado;

Por ter o tipo de mentalidade que aprecio, completamente imune a assobios ou berros do treinador;

Por não conhecer muitos como ele no futebol moderno.


Mas há outros craques que deixaram saudades: 

Garay... David Luíz... Matic... Rodrigo... Cardozo... Witsel... Javi... Ramirez... Fábio Coentrão... Cortês (este aqui é brincadeira minha!) 

Jorge Jesus escolheu Di Maria... Quem escolhias tu e porquê?


P.S. 
GB, o Bernardo não consta da lista!:) 

Não se explica, sente-se!

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Podem dizer o que quiserem do Benfica, podem chamar-nos de bairro ou do regime, podem até desvalorizar porque não temos adeptos seguidistas e burros...

Mas o nosso clube é único!

Estava agora a ver uns vídeos no YouTube, não sobre golos ou jogadores, presidentes ou treinadores... Mas sobre nós! Sim, sobre o verdadeiro Benfica feito por mim e por ti e por ele... É ARREPIANTE!

Podemos todos até pensar no clube à sua maneira, mas quando os nossos atletas entram nos campos, pavilhões, piscinas, pistas ou seja onde for... Só o Benfica é capaz de fazer DE TODOS UM.

Que orgulho!

domingo, 12 de outubro de 2014

Três ideias de Jesus ao encontro do que aqui defendo há anos

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Bem, e pois aqui estamos a falar mais uma vez de Jorge Jesus, no rescaldo de mais uma brilhante entrevista. Aqueles que não gostam do homem encontrão sempre algo por que pegar. A fanfarronice está sempre lá (eu próprio reconheço isso), mas também não tanta como às vezes se quer fazer crer.

Por exemplo, os críticos de Jorge Jesus, leem a entrevista, mas não à procura de sabedoria. Quando chegam a uma parte em que Jorge Jesus diz por exemplo "Não há treinador do mundo que faça isso"param aí. Toma lá, sabia que ia encontrar fanfarronice e encontrei. O que eu não percebo (ou até percebo muito bem), é porque não há por exemplo destaque a uma frase como esta, e que também foi dita: “O que ensino não vem nos livros. Não estou a dizer que sou melhor do que os outros, ensino é à minha maneira. E sei que não é igual à dos outros.” Fanfarronice? Alguma, sim. Mas não tanta como se diz.

Mas em suma, eu gosto de entrevistas com Jorge Jesus, escritas ou faladas. Em primeiro lugar porque me estou nas tintas para a personalidade do homem, alguém que não conheço e não priva comigo. Gosto porque aprendo, e eu gosto de aprender com quem sabe. E Jorge Jesus sabe, inquestionavelmente, muito mais de futebol do que a maioria dos que trabalha na industria do futebol.

Pessoalmente, de cada vez que vejo uma entrevista com Jorge Jesus, percebo a importância que ele tem no Benfica. Percebo a razão pela qual não é fácil a LFV mandar embora um braço direito destes. Percebo o sentimento de orfandade que PODERÁ ficar na Luz após a saída de Jorge Jesus. Eu quero acreditar que o futebol do Benfica, com todas as suas virtudes e defeitos, é neste momento muito mais gerido por Jorge Jesus do que por Luís Filipe Vieira. E essa é uma excelente notícia para todos.

Eu, que aqui escrevo há uns bons aninhos, e que opino baseado naquilo que acredito  saber (mesmo que não saiba), e sempre com a independência que espero que me reconheçam (bem mais do que concordarem ou não com o que escrevo – do  meu lado nunca houve agendas nem ódios de estimação), fico feliz quando vejo alguém como Jorge Jesus falar e suportar algumas das ideias que defendo há anos.

     
     1. Uma delas, a ideia que Jorge Jesus defende, que para ser campeão europeu (ou lutar taco a taco por esse título) precisa de uma equipa em que possa construir 3 anos seguidos sem ter de vender ninguém.

Óbvio, claro, claríssimo, algo que só não entende quem não quer perceber. É bem mais fácil vir, na hora dos falhanços, com a conversa dos milhões que o homem ganha, como se o ordenado obrigue, não só fazer-se uma bom trabalho, como até, imagine-se, a fazer milagres! Ou seja, o Benfica tem de ser campeão europeu porque o treinador ganha ao nível de um campeão europeu, e não porque o clube seja capaz de gastar um quinto sequer do que gasta um clube campeão europeu!

     
     2. Outra ideia que há muito defendo: Quem compra por 20 milhões erra muito menos. Óbvio evidentemente. Tal como é óbvia a explicação de Jorge Jesus para os casos de jogadores que chegam à Luz e nunca vingam.

Como eu sempre aqui defendi, o mercado onde o Benfica joga é um mercado de muito erro e alguma lotaria. O treinador conhece o jogador tecnicamente, conhece-o fisicamente, mas não o conhece nem taticamente (já que vêm de campeonatos menos exigentes), e muito menos psicologicamente.

E então se é assim, o Benfica arrisca e compra porquê? Porque evidentemente, muitos deste lote nunca vão dar em nada, mas alguns vão chegar ao topo. E o Benfica se quer conseguir apanhar os poucos que vão chegar ao topo, tem de apanhá-los num estágio de evolução muito precoce, porque assim que eles deem sinais mais sólidos, não mais o Benfica tem oportunidade de contratá-los. Como é que se distingue um David Luís de um Sidnei aos 18 anos? Existe alguma forma de ver logo aquele que vai dar jogador e o que não vai?!

     
     3.  Outra ideia de Jorge Jesus, e que há muito defendo, e que tem originado algumas discussões com quem pensa de maneira diferente:

O Benfica e os clubes portugueses conseguem competir internacionalmente e ter boas equipas a nível europeu, porque vivem num campeonato muito particular em que não há cotas de estrangeiros e se permite aos clubes portugueses chegar primeiro a alguns futuros craques do futebol mundial.

No dia em que passar a haver cotas de estrangeiros, e os portugueses passarem a jogar, não por serem melhores que os outros mas porque as leis assim obriguem, o futebol português perderá toda a sua competitividade! E perderá porquê? Porque os bons jogadores portugueses continuarão a sair muito novos lá para fora, e o que ficará em Portugal a fazer carreira serão aqueles sem qualidade para jogarem a um nível mais alto.

O GB, alguém com quem já troquei dezenas de posts acerca deste assunto, assume (e legitimamente), que se está marimbando para os rankings europeus, já que de uma forma ou de outra, os clubes portugueses nunca poderão discutir os títulos.

Legítima a sua ideia, mas mais uma vez discordo totalmente. Os clubes portugueses têm de existir a nível europeu, e no dia em que os clubes portugueses deixarem de competir a nível europeu, não mais o futebol português será atrativo para alguns bons jogadores estrangeiros que ainda vamos conseguindo pescar, e cujas competições europeias é a única montra que têm.

Repito mais uma vez algo que muitas vezes aqui escrevi: os jogadores do campeonato português são conhecidos na Europa apenas pelos observadores. O público em geral não os conhece, e se conhece é de um ou outro jogo de competições europeias ou internacional que tenham visto na TV. E sei do que falo, e sei como onde moro os jogadores do Benfica são quase todos perfeitos desconhecidos para as pessoas com quem discuto futebol.

No dia em que o futebol português tiver cotas de estrangeiros e perder toda a sua competitividade, continuaremos a não ter os Andrés Gomes muito tempo, mas também deixaremos de ter os Sálvios. Os Andrés continuarão a sair ao fim de meia dúzia de bons jogos; e os Sálvios nunca quererão participar num campeonato fechado em si próprio, só que para alguns putos da formação sem grande qualidade possam encontrar o seu espaço.


Em suma, três ideias chave da entrevista de Jorge Jesus, e que me deixam feliz por irem ao encontro daquilo que vou escrevendo e que defendo há anos.

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