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24 outubro 2013

O sonho de Luis Filipe Vieira ou a segunda parte do assalto ao futebol português?

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Dragão de Ouro em 2009
"O FC Porto está a tentar que Rui Pedro Soares se candidate à presidência da Liga, nas eleições que se devem realizar em junho de 2014. Segundo apurou o CM junto de várias fontes com responsabilidade no futebol nacional, o nome do presidente da Belenenses SAD, que recebeu o Dragão de Ouro em 2009 (Sócio do Ano), tem sido sistematicamente referido por personalidades afetas ao FC Porto como o melhor dirigente para substituir Mário Figueiredo. 

Contactado ontem pelo CM, Rui Pedro Soares começou por dizer que não estava a par de tais diligências, mas, passados alguns segundos, reconsiderou e afirmou: "Não quero comentar essa situação neste momento." 

De acordo com as mesmas fontes, se Rui Pedro Soares for candidato não deverá ter o apoio formal e público do FC Porto. "O clube deverá limitar-se a divulgar que em causa está um dirigente de um clube de Lisboa. No entanto, se Rui Pedro Soares avançar, terá a certeza de que contará com o voto do FC Porto e de vários outros clubes", frisou uma das fontes, que pediu para não ser identificada. 


Caso Rui Pedro Soares chegue à liderança da Liga, o FC Porto passará a ter adeptos do clube nos mais altos cargos do futebol nacional. É que na liderança da FPF já está Fernando Gomes, antigo ‘vice’ dos dragões. Além disso, aquele que é considerado o número dois da FPF, Tiago Craveiro, também é conotado com os portistas." - CM.

Depois do 'assalto' à FPF realizado por Fernando Gomes realizado com os cúmplices Vieira e Bettencourt, está agora em marcha a operação 'Liga de Clubes'.
Bettencourt já saiu de cena, mas ainda resta Vieira. 

Certamente que Luis Filipe Vieira não perderá a oportunidade de apoiar mais um amigo para um cargo importante no futebol português.
Um amigo de Luis Filipe Vieira e do FC Porto. 
Serão assim já 2 nas cúpulas do futebol português.
Não são amigos do Benfica, mas o que isso interessa não é? 
'Confiem em mim', dirá concerteza o ainda presidente do Benfica Luis Filipe Vieira.

Certamente que ambos festejarão a ver um jogo da Liga Inglesa.

Até quando irá o Benfica agonizar?

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"Questionado sobre o número de golos sofridos esta época: «As contas fazem-se no fim e, normalmente, no fim da temporada o Benfica tem poucos golos sofridos. Isso é um falso problema. O que importa é marcar mais que o adversário porque marcando golos é que se ganha. Temos que olhar para os golos sofridos mas também para o futebol ofensivo. Normalmente o Benfica marca mais golos do que sofre. Mas é verdade que temos sofrido mais golos que o habitual." - A Bola.

Só não entende quem não quer.
Para o treinador milionário do Benfica, pouco interessa a qualidade da defesa ou as suas rotinas.

'Eles marcam 2? Então temos de marcar 3!!' - é o raciocínio de Jorge Jesus.

Jorge Jesus é hoje um treinador previsível, sem soluções, e com um discurso medíocre tipo clube pequeno.

Coloca em campo jogadores fora de forma e/ou sem estofo para o Benfica, esquemas tácticos repetidos à exaustão que até um treinador da terceira divisão do Vietname saberia contrapôr e falha na motivação e liderança do seu grupo. 
Apresenta desculpas para tudo, menos para a sua incompetência.

O Benfica continua sem vencer um único jogo de grau de dificuldade mais elevado. 
O futebol apresentado é medíocre. Os jogadores não têm chama.  

"Era importante não perder..." - diz Jorge Jesus. 

Não, meu caro. O importante era ganhar e ponto final! Isso é que representa o verdadeiro espírito 'à Benfica'!

Mas é também importante frisar um ponto:
O problema está longe de ser Jorge Jesus.
O problema chama-se 'estrutura de Luis Filipe Vieira'.

O jogo com o Nacional da Madeira será um marco na carreira de Jorge Jesus esta temporada no Benfica.
Se não vencer, dificilmente terá condições para permanecer no cargo de treinador do Benfica.

Mas que não restem dúvidas: 
Com a queda de Jorge Jesus, terá que cair também Luis Filipe Vieira, o principal responsável. 

23 outubro 2013

Homens entendam-se!

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Vieira: "melhor plantel dos últimos trinta anos"

Jesus: (contra o Olympiacos em casa) "era importante não perder, o empate foi um resultado positivo, recuperámos um ponto. Nos próximos dois jogos fora com Anderlecht e Olympiacos pelo menos temos que ganhar um"

Um deles está a "ver mal o filme"...

Foi a chuva! Foi o árbitro!

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Ou simplesmente foi a continuação do mau futebol, da má gestão da equipa e do quão fraco tacticamente que é este treinador dos 4 milhões.

Vou mas é beber umas jolas e comer uma bifana que isto deve ser fome.

(Ainda não ouvi ninguém do clube do 'temos é que apoiar incondicionalmente' no estádio hoje.
Como estava a chover devem ter ficado em casa a olhar para a foto do Midas da Gestão.)

Estamos em estágio!

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Chuva? Frio? Quero lá saber. Venham as bifanas, as imperiais e os...

GOLOS DO BENFICA!!!!!!

Guerrilha FCPorto: É possível acabar com isto em Portugal?

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Já alguém parou para pensar no que se tornou esta "guerra" FCPorto / SLBenfica?

Hoje em dia, não se discute desporto entre benfiquistas e portistas. Nada mais passa entre adeptos e dirigentes destes clubes que não seja ofensas, intimidação, agressões, violência ou terror.

A norte estabeleceu-se uma teia de ligações que envolve política, justiça e desporto num triangulo que torna os mentores deste clima pessoas impunes e acima de qualquer lei e ordem.

Aparentemente, parece tudo ser possível, de forma escandalosa até como se assistiu no Apito Dourado ou nas agressões/ataques às comitivas do SLBenfica... e nada acontece. Nunca nada acontece.

O clima dentro do Estádio é de constante terror e intimidação, com circulação de armas para intimidar dirigentes, com ameaças, com bolas de golf, com alusões e ameaças à familia... tudo isto para "vergar" os adversários a um espectro de inferioridade.

Eles não se superiorizam... eles inferiorizam os demais.

Dito isto, qual será então a solução?

1. Olho por olho, dente por dente
ou
2. Mantermo-nos fieis aos nossos princípios de honra e respeito

A tentação de escolher o primeiro caminho é enorme! Fazer acompanhar sempre as comitivas do SLBenfica com gente preparada para retaliar em dobro aquilo que nos fazem pode sempre ser um caminho...

Porém, ponho-me a pensar que lidar dessa forma com uma organização criminosa organizada, implica ter uma estrutura de liderança capaz de lidar com as consequências dessas via: A retaliação feita na medida de ameaças à familia, por exemplo.

Coloca-se aqui a questão: Precisamos então de ter dirigentes "sem nada a perder na vida"? Precisamos de ter dirigentes dispostos a sacrificar a vida para enfrentar uma organização criminosa protegida pela justiça?

... ou simplesmente aceitamos que vamos fazendo o melhor possível pelo nosso clube, na expectativa de o lider dessa organização suja, corrupta, violenta e marginal um dia abandone e fiquem mais frageis, podendo voltar nessa altura o contexto de vitórias de igual para igual e com as mesmas leis?

Será fácil aceitar situações como as que fizeram ao Viega com o processos em tribunal? Será facil receber ameças de morte? Será fácil ouvir ameaças ao bem estar dos nossos filhos? Será fácil lidar com armas apontadas à cabeça?

... Ou seria muito mais fácil Portugal um dia assumir-se como país que quer mudar o conceito de país marginal e corrupto, como disse e bem José Eduardo do Santos, e procurar condenar os que impõem este tipo de leia suja e sangrenta?


Já que falamos de polítiquices, aproveito para partilhar uma posição de António Costa (Pres da CMLisboa) a propósito da crise e da forma como os portugueses são vistos como culpados da mesma... Se repararem, o problema de fundo é o mesmo: Os Lobbys que se protegem ainda que isso represente "perder o país", como tem representado na escala do desporto perder o futebol nacional: 

 “A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar! A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos. Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."




A verdadeira origem do ódio no futebol português.

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No seguimento do post anterior, e para que fique claro o que penso sobre a origem deste ódio e violência no futebol português, reponho aqui um post escrito por mim em 2011.


"José Maria Pedroto: a semente do ódio e pai da corrupção.


José Maria Pedroto foi um treinador e ex-jogador de futebol, nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Almacave, Lamego, e faleceu a 7 de Janeiro de 1985.


Não analiso a sua performance como jogador neste post, mas sim como treinador e estratega do ódio e guerra no futebol português.

“Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).

Enquanto treinador, continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores.

Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão.

Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal.

Em 1974, mudou-se para o Boavista.

Volta às Antas em 1976 para vencer dois Campeonatos (1977-78 e 1978-79) e uma Taça de Portugal.

Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve Artur Jorge.

Pedroto regressa ao FC Porto já com Pinto da Costa como presidente. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pedroto e Pinto da Costa criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguíram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, um dos dois treinadores portugueses campeões europeus de clubes, a par de José Mourinho, em 2003/04, também ao serviço do FC Porto.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manha do dia 7 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade, sucumbido à doença que o corroía imparavelmente. Durante a madrugada do dia do seu falecimento, já visivelmente debilitado, tentou satisfazer os seus últimos desejos, bebendo whisky por uma colher e tentando fumar o último cigarro.” – retirado da WIKIPÉDIA

Para a maioria dos portistas, este homem é uma lenda, um herói. Mas para adeptos do futebol como eu, ele foi a semente do ódio e da corrupção dos últimos 30 anos no futebol português.

Como exemplo, relato este episódio contado pelo jornalista Neves de Sousa:

“Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada fotobolistica. 
Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting: 
“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma clausula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.”

“Como, não percebo?” Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem, Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século.”

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.”

Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Assina contrato com o FC Porto, após uma investida directa de Pinto da Costa, que estava devidamente autorizado pelo Presidente Américo Sá para contratar a qualquer custo o treinador português. 
José Maria Pedroto apenas colocou uma condição que se verificou: Que Pinto da Costa fosse o Chefe de Departamento de Futebol Profissional. 
Começava assim uma dupla que marcou e marcará inquestionavelmente para sempre uma época no futebol português.

Pinto da Costa e José Maria Pedroto traçaram uma estratégia que visava afrontar todos os poderes instalados no futebol português e de uma vez por todas acabar com a hegemonia bicéfala dos clubes da capital.

A temporada de 1976/77 foi altamente conflituosa. O FC Porto acabou apenas em 3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão a 10 pontos do SL Benfica que foi o Campeão Nacional. Venceu porem a Taça de Portugal numa final onde derrotou o SC Braga por 1-0.

No ano seguinte, finalmente, foi quebrado o longo jejum de vitórias do FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. 
Os azuis e brancos sagraram-se Campeões Nacionais depois de um competição disputadíssima, decidida na “goal average”, com o SL Benfica, que foi 2º classificado, com a proeza inacreditável protagonizada pelo clube da Luz, que não perdeu qualquer encontro na prova e não foi campeão.

Renovou o título de Campeão Nacional na época seguinte de 1978/79 em mais um campeonato extremamente disputado com o SL Benfica. Em 1979/80 perdeu o título para o Sporting CP, quedando-se o FC Porto no 2º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão somente a 2 pontos dos leões de Alvalade.

Depois destes 3 anos a frente da equipa do FC Porto o clima de “guerrilha” no futebol português, envolvendo os principais clubes e os poderes de decisão na FPF, estava extremamente intenso e fortemente acicatado por José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Era um chorrilho de polémicas e um constante ambiente fervente entre os protagonistas.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.”

A verdade é que este tipo de discurso era recorrente em José Maria Pedroto. Frases como “temos de lutar contra os roubos de igreja no Estádio da Luz”, ou “passamos de pombinhos provincianos a falcões moralizados”, ou ainda “é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital” eram frequentes no linguajar do técnico.

Depois do FC Porto perder o Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1979/80, não conquistando o tri, José Maria Pedroto foi afastado do cargo de treinador principal do azuis e brancos pelo Presidente Américo Sá que se dizia farto das polémicas e conflitos gerados pela dupla Pinto da Costa e Pedroto.

A saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do FC Porto foi conturbada originando o celebre verão quente de 1980, quando 14 jogadores do FC Porto, onde constavam nomes como o de Costa, Oliveira, Octávio, Sousa, Frasco, Gomes, entre outros, fizeram uma autêntica rebelião não comparecendo aos trabalhos no arranque da temporada de 1980/81.

O Presidente do FC Porto Américo Sá deixava o nome de Pinto da Costa fora das listas concorrentes aos órgãos sociais. Em forma de protesto e demonstrando estar ao lado do actual presidente portista, 14 jogadores não compareceram aos trabalhos de preparação para a nova época sob os comandos do austríaco Herman Stessl, entretanto escolhido para suceder a José Maria Pedroto.

Esses 14 jogadores trabalhavam no Pinhal de Santa Cruz do Bispo às ordens de Hernâni Gonçalves, preparador físico de José Maria Pedroto, enquanto que os jogadores do FC Porto, os apelidados de “alinhados”, prosseguiam a sua preparação em Leiria.

Desempregado, José Maria Pedroto, foi alegadamente seduzido por responsáveis do SL Benfica para assumir o cargo de treinador principal dos encarnados. Esse facto não se consumou porque, dizem, alguns dirigentes benfiquistas vetaram o ingresso do técnico no clube, outros, afirmam que foi o técnico que não aceitou rumar a Lisboa pois pretendia continuar a trabalhar no norte do país.

Para o Sporting CP acabou por rumar o britânico Malcolm Alisson, para o SL Benfica o húngaro Lajos Baroti e José Maria Pedroto permaneceu inactivo no início da época de 1980/81.

Entretanto, em Guimarães, o Vitoria SC arrancava para a época de 1980/81 com enormes expectativas de sucesso. 
O recentemente empossado Presidente da Direcção do Clube vitoriano, o jovem Pimenta Machado, tinha contratado um punhado de jogadores de inegável qualidade, desde os internacionais Damas e Blanker, a jogadores da categoria de Barrinha e Nivaldo, até aos jovens Fonseca e Ribeiro.

Depois de um início de prova algo titubeante o Presidente do Vitoria decide despedir Fernando Peres e Cassiano Gouveia, a dupla técnica que comandava a equipa, à passagem da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão depois de uma derrota frente ao SC Espinho por 3-1.

Diz-se que incentivado por Pinto da Costa, o Presidente do Vitoria, Pimenta Machado, decide contratar tão só a melhor equipa técnica nacional, numa ousadia que espantou todo o futebol português. É desta forma que José Maria Pedroto, coadjuvado por António Morais e Artur Jorge, ingressa no Vitoria Sport Clube.

A entrada do treinador José Maria Pedroto revelou-se importante, pois o Vitoria melhorou significativamente de produção, alcançando resultados bem mais consentâneos com a valia da equipa.

A estratégia de Pedroto, para quando perdia, passava por imputar as responsabilidades pelas derrotas ao exterior. Quando perdia, a culpa ou era do arbitro, ou dos poderes instituídos no futebol português que teimavam em prejudicar a sua equipa.

Após a passagem pelo Vitoria de Guimarães a sua carreira no futebol prosseguiu regressando novamente ao FC Porto, já com Pinto da Costa na presidência do principal clube da cidade invicta.

O Vitoria SC e os seus dirigentes tudo fizeram para manter José Maria Pedroto no cargo de treinador da equipa principal. Os vimaranenses terão mesmo oferecido um salário de 1.500 contos por mês, quantia superior aquela que José Maria Pedroto foi auferir como técnico do FC Porto.

Foi a partir da época de 1982/83 que a dupla José Maria Pedroto e Pinto da Costa começaram a lançar os alicerces do FC Porto moderno.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manhã do dia 8 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade.

Ele e o seu aprendiz, Pinto da Costa, dividiram o país, erigiram guerras sem fundamento, lançaram o ódio, a mentira e o cinismo para cima dos adeptos e do quotidiano desportivo.

Pedroto será talvez a figura, de entre todas as áreas de actividade, que mais mal fez a Portugal e à sua coesão colectiva no último quarto de século, um mal de consequências que só o futuro poderá apurar.

E o seu aprendiz é estranhamente tolerado e branqueado por uma comunicação social imediatista, superficial e reverente para com o poder, por dirigentes desportivos e agentes diversos que fazem do servilismo um modo de vida, e até por uma classe política medíocre e bajuladora, capaz de o receber, ano após ano, a expensas dos nossos impostos, nos luxos da Assembleia da República.

Deve dizer-se, de forma bem clara, que o objectivo de vida de Pedroto e de Pinto da Costa não foi atingido. 
Apesar dos títulos conseguidos pelo F.C.Porto - grande parte deles à custa das mais variadas formas de viciação, muitas delas para além das questões vindas a público no âmbito do processo Apito Dourado -, a verdade é que o clube nortenho nunca foi capaz de se afirmar como referência nacional, nem cativar a simpatia, ou mesmo o simples respeito, da esmagadora maioria dos adeptos portugueses, sobretudo fora das fronteiras da sua delimitada região.

Pedroto e depois Pinto da Costa nunca conseguiram matar a alma benfiquista, nem retirar uma pevide à gigantesca massa adepta do clube encarnado, que semana a semana, em Portugal e no mundo, vibra com os jogos do Benfica.

Mesmo tendo, ao longo deste período, ganho mais vezes, o F.C.Porto nunca venceu por si próprio, mas sim, e sempre, contra alguma coisa. 
Contra o Benfica, contra Lisboa, contra o Sul, contra os fantasmas dos seus próprios complexos. Mesmo ganhando aos grandes nunca deixou de ser pequeno. Uma pequenez do tamanho do seu presidente, que transformou uma instituição outrora respeitável num antro de rancor e podridão.

O clube do povo continua a ser o Benfica, de Norte a Sul, do Minho ao Algarve, do Continente às Ilhas, e é por isso que o ódio de Pinto da Costa aos encarnados permanece tão vivo.

Pedroto e o seu aprendiz. O primeiro já faz tijolo à anos, e o segundo estrebucha porque sabe que já não tem muito tempo e mesmo com 30 anos de roubos, continua a liderar um clube pequeno, que não soube evoluir, crescer, tornar-se grande.

Por tudo isto, recuso-me a ver em Pedroto alguém de valor. É o responsável e a semente de 30 anos de corrupção, ódio e guerra no futebol português."

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Mantenho todas as linhas deste texto e reforço a ideia que muitos benfiquistas têm passado e partilhado: é a altura de acabar com a paz que esta gente usufrui por esse país fora.

Está na hora de as pessoas de bem deste país os fazerem sentir na pele que podem conseguir a impunidade junto da justiça corrupta, mas não o conseguem perante o povo.

Nota final: o mais engraçado neste recalcamento que os dirigentes do FCP estão a demonstrar perante o Sporting de BdC é que é evidente que apesar dos tempos difíceis que o SCP passou, ainda mantém uma massa associativa bem grande e bem superior ao clube da fruta. 
Nem ganhar de todas as maneiras e feitios o FCP conseguiu deixar de ser um clube pequeno, por culpa dos próprios dirigentes.  

22 outubro 2013

A habitual vergonha no cenário de guerra que é o norte de Portugal.

55 comentários

"Bruno de Carvalho e Augusto Inácio serão os dois únicos dirigentes do Sporting que estarão com o habitual ´staff` da equipa de futebol no jogo de domingo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto.
Os dois clubes estão de relações cortadas e, por isso, os leões não se vão sentar na Tribuna de Honra e também abdicam dos restantes bilhetes a que têm direito à luz da regulamentação da Liga.

O presidente do Sporting tinha previsto a presença no terceiro mega-almoço de convívio de sportinguistas do Minho, que se realizaria na manhã do dia do jogo, num restaurante situado na estrada entre Famalicão e Braga, mas o evento foi cancelado, segundo A BOLA apurou, por razões de segurança, pois a PSP desaconselhou Bruno de Carvalho a deslocar-se ao local no dia do jogo, temendo eventuais incidentes, tendo em conta que o ambiente que está a envolver o encontro, sobretudo após a troca de palavras (azeda) entre os presidentes dos dois clubes." - A Bola.

Estamos afinal onde? 
No Iraque? No Afeganistão?

Estamos mesmo dentro do espaço da União Europeia?

A norte, como está comprovado com mais este acontecimento, as autoridades só garantem fornecer informações para o velho do alterne fugir para a Galiza e para os arruaceiros poderem agredir e reprimir seja quem for.
Manifestações públicas só são autorizadas a adeptos do FC Porto.

Tudo o resto está por sua conta e risco.

A PSP do norte, com esta posição, deu mais um sinal de que há uma justiça e postura policial a norte, e outra a sul.

Os adeptos de outros clubes que não o FC Porto, não têm o direito de se juntar num simples restaurante.

A PSP em vez de garantir o policiamento eficaz e a segurança dos adeptos, neste caso do Sporting mas que podiam ser muito bem de qualquer outro clube, mostra que tem medo de uma cambada de foras-da-lei.

Garantir a liberdade dos cidadãos envolve também reprimir quaisquer actos que condicionem essa mesma liberdade.
Não é retirar a liberdade que se garante a paz. 
Muito pelo contrário.
   

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