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30 maio 2014

Sinais preocupantes da entrevista de LFV.

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A entrevista de Luis Filipe Vieira à RTP deixou muito a desejar, nos assuntos que pretendia ver esclarecidos.

As eleições da Liga e o futuro do Sport Lisboa e Benfica. 

Mais uma vez falou-se do Benfica de 2001/2003, dos que se metem em bicos de pés nas vitórias mas que desaparecem nas derrotas...enfim. Nada mais que o mesmo das entrevistas dos últimos anos. 

E sinceramente, Luis Filipe Vieira não precisa de dar uma entrevistas destas a um portista doente. Será que é proibido ser entrevistado por benfiquistas do coração?

O presidente do Benfica tem méritos claros nesta temporada, em especial quanto à Benfica TV(que tem que partilhar com DSO) e quanto à manutenção do plantel, bem como ao investimento no reforço da qualidade do mesmo.

Aliás, temos assistido com risos piedosos aos que hoje vangloriam a opção pela BenficaTV, quando durante meses essa opção só foi defendida fora do Benfica pelos bloggers do NGB, enquanto outros defendiam renovações com a SportTV por X milhões. Muitos diziam que era insustentável os direitos televisivos do Benfica em televisão própria. Aliás, em 2011 um escriba dessa altura no NGB chamado Darth Vader defendia inclusivé a compra dos direitos da Liga Inglesa para a BTV.

Mas o que me preocupou foi a forma morna como Luis Filipe Vieira abordou o tema 'Joaquim Oliveira' e o tema 'Eleições da Liga de Clubes'. Bem como a forma como defende, como DSo já o tinha feito, a articulação com o FCP.

Não entendo como o presidente de um clube como o Sport Lisboa e Benfica tem que mencionar sempre como o clube é 'grato' a quem nos chulou anos a fio, desviando os lucros gerados pela marca Benfica para norte, quando esse clube de bairro não origina proveitos nem parecidos com o Benfica.

A forma como o presidente do Benfica se refere às eleições, não marcando uma posição clara em oposição às acções de Joaquim Oliveira que procura apenas bloquear o crescimento da BTV(tenham atenção pois esta sigla vai marcar o futuro), é preocupante.

Apoiamos Fernando Gomes, um membro do núcleo duro de Pinto da Costa e de Joaquim Oliveira. 
Vamos agora deixar Fernando Seara servir o seu amo na Liga? Ou vamos ter a coragem de, como maior clube português, assumir o apoio a uma candidatura alternativa, independente, e livre das correias do sistema?

E já agora, vamos negociar com o FCP temas do futebol português? Vamos comunicar com corruptos condenados na justiça desportiva e expostos pelas escutas disponíveis no Youtube?
Quem autorizou a direcção do Sport Lisboa e Benfica a manter relações com o FC Porto? 
A Assembleia Geral foi efectuada quando?

Até quando vamos ver o Benfica encolhido nestes momentos decisivos do futebol português?

Luis Filipe Vieira: num ano em que o senhor tem vários motivos para estar feliz com o seu desempenho, não estrague tudo dando margem ao sistema para se recompor.

2014/2015 é uma temporada vital! Não seja morno.

Fernando Seara é um fantoche. Permitir por inacção que um fantoche tenha um lugar cimeiro no futebol português será mais um erro crasso.

Nota: Dias Ferreira apoia Fernando Seara. Quando um anti-Benfica primário apoia convictamente Fernando Seara...está tudo dito. 

Depois da Entrevista ao SOL... Já nem vejo a outra!

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Eh pah o homem tem o dom de fazer merda a um ritmo alucinantemente alto, quase tão alto como aquele que é capaz de de aplicar em campo tornando as suas equipas nas melhores da Europa a jogar. Reparem bem nalgumas pérolas que podem ler amanhã no jornal SOL:

A sua amizade com Pinto da Costa já lhe criou problemas no Benfica?
Nunca. Nem nunca vai criar.

Como é que se tornaram amigos?
Desde que comecei a treinar no Norte. Partilhei muitas horas com ele, jantámos várias vezes. É um amigo que eu prezo. Estando eu no Benfica e esteja ele onde estiver, se tiver de atravessar a estrada ou uma barreira para o cumprimentar, vou sempre fazê-lo.

Tendo em conta essa relação, como é que nunca treinou o FC Porto?
Porque há momentos em que as coisas não se juntam, só por isso. O tango não se dança sozinho, são precisos dois. Sempre quisemos dançar os dois o tango, só que nunca nos agarrámos.

Mudando de assunto…
Mas ainda em relação ao presidente do FC Porto. No dia em que eu sair do Benfica… Imagine: se eu um dia for treinar o FC Porto ou o Sporting e encontrar o meu presidente Luís Filipe Vieira no jogo, vou cumprimentá-lo. E não haverá nenhum presidente, seja qual for o clube onde estiver, que me proíba de o fazer. No dia em que algum me quiser proibir pergunto-lhe se está a falar com os filhos dele. Porque não deve ser comigo.


Que razões o levaram a continuar no clube no Verão passado? 

Foram dois adeptos que não conhecia. Um é um miúdo que fez um vídeo no YouTube a pedir para eu não sair do Benfica e outro é um adepto com 25 anos de sócio, a idade dele. Encontrou-me, deu-me o emblema de 25 anos de sócio e disse-me assim: 'Jorge, dizem que o Benfica era isto e aquilo, o meu pai conta. Eu nunca vi. Mas vi contigo. Vi o Benfica a jogar, vi o Benfica a ganhar. Eu não quero que tu saias do Benfica, peço-te para não saíres'. Tinha praticamente tudo certo com um clube em Portugal, a ganhar muito mais do que ganho no Benfica, mas aquilo deixou-me a pensar

Está a referir-se ao FC Porto, obviamente. 
Não digo o nome. É fácil perceber, mas não quero faltar ao respeito. O presidente do Benfica convidou-me a continuar e só continuei por ele e por aqueles miúdos. Os meus pais ensinaram-me o que é ser grato. Isto não se aprende na escola. Quando o presidente do Benfica me convidou não lhe podia dizer que não. Se não fosse isso, se calhar não tinha continuado. E também sabia que ia dar a volta. O meu orgulho era tanto que eu disse: 'Ok, vamos para a frente'. Nem discuti condições. Aliás, estou há quatro anos no Benfica com as mesmas condições. Para sair do Sp. Braga para o Benfica paguei 400 mil euros. E fui ganhar 500 mil brutos, portanto, fui para o Benfica de borla. Mas sabia o que estava a fazer. Isto para dizer que, se hoje estou no Benfica, devo-o ao presidente. Contra tudo e contra todos, ele quis que eu continuasse.

29 maio 2014

Jorge Jesus, o especialista em tiros no pé

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Aos poucos o semanário SOL vai libertando excertos da entrevista do Jorge Jesus que sai amanha.

NÃO GOSTO!

Basta irem ao Facebook do SOL. Jesus mostra-se mais uma vez desbocado e senhor do mundo, cheio de si próprio e aborda questões sensíveis para os benfiqusitas com a leveza de quem se sente um ser superior e que a ninguém deve satisfações, esquecendo-se que são estes benfiquistas que lhe pagam os 4M€ por ano.

Lamentável ver que "ond habits die hard"

Será um gigante a sair da Luz pela porta pequena

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Oblak ou Quim? Ia para Oblak.

Siqueira ou Coentrão? Coentrão.

Luisão e Garay ou Luisão e David Luís? Difícil. Futebolisticamente ia para Garay mas David Luís carregava a mística e representava os adeptos no relvado.

Maxi ou Maxi? Eu ia para Maxi com menos 4 anos.

Fesja e Enzo ou Javi e Aimar? Eu iria para a segunda sem pensar duas vezes.

Sálvio ou Ramirez? Ramirez, para mim um dos melhores médios do mundo.

Gaitan ou Di Maria?  Di Maria, mais regular, mais explosivo, mais trabalhador, mais sangue na guelra, muito mais novo quando se revelou.

Rodrigo ou Saviola? O Saviola de há 5 épocas atrás era muito mais completo e decisivo.

Lima ou Cardozo? Eu escolho o Cardozo...

Isto para dizer o quê? Que aceito que o plantel da temporada agora finda tinha um banco bem mais rico do que o de há 5 anos atrás, mas quanto à qualidade do ONZE, aí, para mim, o do penúltimo título era muito mais equipa e rico em individualidades!

Bem sei que levámos com o slogan do melhor plantel dos últimos 30 anos... Enfim, aceito quem defenda esta teoria mas, discordo... O mais caro? Sim, de longe! O melhor, só se for pelo banco, pelas opções. Aliás, jogadores titulares novos em relação à época anterior há apenas Siqueira (emprestado), Oblak (já era nosso), Markovic (porque Sálvio estava aleijado), e Fejsa (que jogou pouco e ainda assim veio substituir um jogador melhor que saiu). Tudo o resto, os grandes obreiros dos triunfos deste ano, já cá estavam.

Isto para ir mais uma vez para Jorge Jesus... Sim, há quem goste e quem não goste do homem, e todas as opiniões são legítimas...

Mas eu mantenho o que sempre disse:

Jorge Jesus, para lutar pelos maiores títulos europeus, ao contrário de outros “grandes” treinadores do mundo, não precisaria de contratações de 30 milhões nem de aniquilar os orçamentos dos magnatas do petróleo do Médio Oriente.

Precisaria apenas de um clube capaz de manter de ano para ano os seus melhores jogadores, e ir reforçando aqui e ali, com outros jogadores que vai descobrindo... Isso sim, é o que se chamaria de projeto de continuidade.

Mais uma vez se voltou a falar do futuro, do sai não sai de Jorge Jesus...

Jorge Jesus ficou, e para mim bem (para o Benfica). Bem, porque acredito que com melhores ou piores ovos, Jesus fará sempre melhores omoletes do que 90% dos treinadores mas...

Numa perspetiva de carreira (e aqui falo da desportiva e não financeira), esta permanência  de Jorge Jesus é um risco enorme para o próprio...

Os mesmos que este ano o levaram em ombros serão os mesmos que ao próximo falhanço não hesitarão em chamar-lhe os nomes mais horríveis... Para aqueles que nunca gostaram dele, o rosto de um eventual falhanço será sempre só um...

E a verdade é que, e mais uma vez, e ao fim de 5 anos, Jorge Jesus vai ter de recomeçar do zero...

Os melhores jogadores continuam a sair... As contratações têm de ser em conta e são jovens ainda verdes... Os miúdos da B reclamam um lugar na equipa principal  e há quem exija ao técnico essa aposta, e é neste contexto, mais uma vez, que Jorge Jesus terá de ganhar tudo no próximo ano..

Sim, porque a exigência aumentou como aumenta sempre a cada vitória...

No próximo ano, ganhar menos do que tudo em Portugal será sempre sinónimo de fracasso e gente a mandar Jesus para Felgueiras, e Benfica menos do que finalista da Liga dos Campeões será sempre sinónimo de treinador sem estofo europeu... E os meios ao dispor do treinador?! Mas alguém se lembrará disso?

Jorge Jesus queria sair? Talvez sim, talvez não mas, ainda que a resposta seja sim, há alguém que no seu perfeito juízo tenha o desplante de o censurar?

Projeto de continuidade? Que projeto? A única coisa que se mantém de um ano para o outro é o treinador e os jogadores em menor destaque... Tudo o resto tem de ser construído de novo! Todos os anos!

Tem de ser assim, dirão alguns, toda a gente sabe que os clubes portugueses têm de vender!

Pois sim, estou de acordo mas, convenhamos que a maior vítima desta politica só poderá ser, mais cedo ou mais tarde, aquele que menos culpa tem: o treinador.

Não saindo agora, em alta, sairá quando? Infelizmente para Jorge Jesus, será mais um grande treinador (dos melhores que tivemos) a sair da Luz pela porta pequena.




De novo a conversa das cláusulas...

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Todos os defesos é a mesma conversa.. Os benfiqusitas acham todos duas coisas:

1. Que não deveria sair ninguém
2. Que quem sai, só pode ser pela cláusula.

Ora, como ja deu para perceber, estão as duas premissas totalmente erradas - salvo uma ou outra excepção e mesmo assim...

O que quero dizer com isto é que em relação ao primeiro ponto, o Benfica TEM OBRIGATORIAMENTE de fazer 50 a 70M€/ano em vendas de jogadores. É assim que está montado o modelo de gestão, ainda que esse conceito possa ser muito discutível, e é.

Isto leva-nos ao segundo ponto: os jogadores, tendo nós que os vender mesmo, valem o que o mercado der por eles e, face às circunstâncias, formos capazes de dificultar a missão dos compradores. E aqui, mais uma vez, acho que poderíamos fazer um melhor trabalho, mas admito que não seja nada fácil.

Dito isto, ja aqui deixei várias vezes a minha convicção que o Benfica vai perder grande parte da "armada argentina", salvando-se o Salvio mas apenas porque teve uma infelicidade com a lesão grave.

Temos que nos mentalizar que vamos perder Garay, Enzo e Gaitan, pois não temos capacidade de sustentar uma massa salarial condizente com o estatuto europeu que os jogadores atingiram futebolisticamente.

E vamos perdê-los portanto porque temos que os perder... E pelo valor que derem por eles, sendo a nossa missão tornar esse processo o mais duro possível para aumentar o mais possível a parada.

Porém, num plantel tão rico em qualidade como o do Benfica há dois factores que temos que ter em conta:

1. Até que ponto esticamos a corda nas negociações.
2. Qual a relevância do jogador em causa e a capacidade de dar à equipa uma alternativa.

Se para o lugar do Garay e do Gaitan eu sou da opinião que há vários jogadores de qualidade que podemos ir buscar para repor - com custo financeiro, claro - no caso do Enzo a missão é muito mais complexa por se tratar do coração desta equipa e de um dos órgãos vitais do plantel.

Portanto, se no caso do Gaitan é aceitável e que saia abaixo da cláusula -  desde que perto dela e com objectivos e eventualmente jogadores envolvidos, até tendo em conta ser um jogador fantástico, mas irregular ao longo do ano.  

No que toca ao Garay e Enzo a minha opinião é diferente, por diferentes motivos:

O Garay tem uma cláusula relativamente acessível para a tremenda qualidade e experiência do jogador. O Enzo tem uma importância excepcional no plantel e na equipa tornando-se um processo de muito longo prazo a sua substituição.

Assim sendo, negocialmente é minha convicção que o Benfica deveria ser instransigente com os valores de transferencia de ambos os jogadores (Garay e Enzo), mas ser mais flexível com o Gaitan - reforço mais uma vez que isto é obviamente tendo em conta o pressuposto de ter de vender e fazer mais valias.

Se isso representar um "esticar a corda" das negociações e acabarem por não se efectivarem, o SLBenfica tem neste momento uma cartada que não tinha: alternativas para venda. Portanto mantendo um desses por inflexibilidade negocial, poderíamos sempre abrir espaço negocial para manter um desses e libertar o Salvio e/ou Markovic, que na minha óptica se irão manter no Benfica.

Nesse caso dever ser proposta aos jogadores uma renovação contratual com revisão em alta do ja pesado salário, porque isso vai implicar menor esforço de novas contratações e, com isso, menores custos com salários nesses jogadores.

Outro caso que ja aqui chamei a atenção que devemos ser intransigentes e até, se possível, rever o contrato e a cláusula com urgência: Jan Oblak.

Afinal a lesão era mais complicada...

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LJUBOMIR FEJSA OPERADO AO JOELHO DIREITO



O médio defensivo sérvio do Benfica Ljubomir Fejsa foi operado, na segunda-feira, ao ligamento cruzado anterior do joelho direito, na Alemanha, tudo apontando para que só regresse à competição em 2015.

Apesar de tudo, há quem trace um cenário, mais optimista, do qual deu conta o empresário do jogador, Nicola Damjanac, apontando para que Fejsa possa regressar mais cedo, no final de Outubro.

Recorde-se que esta é a terceira vez, nos últimos três anos, que o sérvio é operado ao joelho direito. O empresário do jogador afirmou à imprensa sérvia que esta operação foi mais fácil que as anteriores e que deve voltar a jogar no final do mês de outubro.

Não estava á espera desta baixa para a próxima época, e será um jogador de quem se sentirá falta, pois gostei do que demonstrou nos jogos em que esteve em campo na plenitude das suas condições. Lembro que os últimos jogos do sérvio já eram com limitações no joelho. 

E sendo a terceira operação ao mesmo joelho em três anos, é impossível não nos interrogarmos sobre a condição física de Fejsa. Certamente que a equipa médica, nos exames feitos aquando da sua contratação terão verificado que tudo estaria em condições, mas não deixa de ser preocupante esta arreliadora fraqueza do joelho. A ver como vamos colmatar esta "ausência". Chegou-se a falar em Manuel Fernandes nos jornais desportivos, mas ao que tudo indica, sem grande fundamento, pois parece que já terá acordo com um clube russo.

As melhoras ao nosso sérvio, e que recupere rapidamente, e sobretudo a 100%!

Carrega Benfica, Sintam a Mística!

Formamos o que não queremos?

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Porque raio proliferam no Seixal jogadores de elevada qualidade e potencial numa posição que o Benfica não utiliza na equipa principal?

Geração atrás de geração vemos destacarem-se Miguel Rosa, Bernardo Silva, Rochinha, Renato Sanches... Todos se destacam a "10", mas a equipa principal não joga com 10.

Não haverá aqui qualquer coisa a corrigir? Ou vamos depois continuar a dispensa-los?

28 maio 2014

Pinceladas sobre uma época gloriosa e previsões

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Portugal 28 de Maio de 2014

Na linha de raciocínio dos dois textos anteriores e porque fui estimulado por algumas opiniões recebidas, começo por sublinhar o que considero relevante da análise à época desportiva que findou: 1) Jesus não corrigiu nada da época anterior, mantendo-se fiel ao modelo táctico 4-4-2, mais clássico com Matic, André Gomes ou Ruben Amorim, mais losango com Fesja ou André Almeida. 2) Jesus utilizou regra geral, no campeonato, o mesmo 11 base com excepção de lesões e castigos, o que confirma que Jesus tem convicções e não as altera por causa do ruído mediático ou resultados menos conseguidos. 3) Jesus privilegiou o Campeonato e Taça em detrimento da Liga Europa e Taça da Liga. 4) A arbitragem funcionou em alguns jogos – os suficientes – aplicando as leis de jogo ao FCP e com isso resultando grandes penalidades em instantes cruciais das partidas, que ajudaram o FCP a perder 8 pontos. Não quer isto dizer que fomos beneficiados, longe disso, ou que o FCP também não foi aqui e ali ajudado por erros mais ou menos grosseiros de arbitragem. Para a história fica o facto que tendo o melhor ataque e a melhor defesa, o Benfica teve 9 penaltys a favor, contra 10 e 13 de SCP e FCP, e sofremos 4 penaltys (todos convertidos), tantos como FCP (inédito) e SCP. 5) Ficou claro que uma equipa é campeã, em função dos pontos que os adversários fazem, e este Benfica com menos 3 (e não 2 como tinha referido) pontos do que na época do “esteve tudo mal”, menos 19 golos marcados (e não 18) e menos 2 golos sofridos (único parâmetro positivo), foi campeão com 13 pontos de avanço sobre o FCP e 7 sobre o SCP. Porque o factor arbitragem foi distinto para o FCP, do que na época passada, e não porque o Jesus errou quando obteve 85,6% de pontos (contra 82,2% da presente época).
Posto isto, podemos extrapolar sobre as probabilidades que teremos para ganhar títulos na próxima época? Julgo que sim.
Considerando que Jesus não vai mudar o seu modelo de jogo habitual nas 5 épocas que completou no Benfica (4-4-2 mais losango ou mais clássico, consoante jogue A ou B), considerando que Jesus privilegia o campeonato e que precisamos de mais de 80% de pontos para o garantirmos de acordo com as estatísticas dos últimos 10 anos, isto quer dizer que precisamos marcar golos, e precisamos não sofrer golos. Que previsões podem ser feitas?
Podemos começar por debater qual a percentagem de pontos que nos põe a salvo de uma boa prova adversária. Não é fácil. Mas se considerarmos os vencedores de todos os campeonatos que participamos com a gestão Vilarinho e Vieira, o “score” que nos podia garantir o título eram os 93,3% do FCP de Villas-Boas, pontuação máxima neste período e nas últimas décadas. Se considerarmos este valor como irrealizável nos anos mais próximos, podemos considerar os 86,7% do FCP de Vítor Pereira, na época passada. Ora isto equivale a 78 pontos, a 70 golos marcados e 14 sofridos! Como nos podemos aproximar destes números, que nos garantem o título principal?
A época mais próxima que tivemos em golos marcados foi a do primeiro título de Jesus e a época passada, com 78 e 77 golos. Em golos sofridos as épocas mais próximas que tivemos foi esta, 18 golos, e as duas atrás referidas com 20 golos. Nas duas épocas que Fernando Santos participou, com 20 e 21 golos, também nos aproximamos dessa média.
Quer isto dizer que temos de marcar mais golos, e a dupla Rodrigo + Lima tão aplaudida pela critica e pelos adeptos, claramente não serviria, e temos de sofrer menos golos, e aqui a incerteza vai para o rendimento de Oblak com outros centro campistas, com outra dinâmica de jogo por força das entradas e saídas que se avizinham.
No ataque, se mandarem Cardozo embora isso vai enfraquecer o jogo da equipa. Como se viu esta época, não adianta ter 2 “pontas de lança” velozes, quando o meio campo pressiona alto (Matic + Enzo ou Enzo + Ruben) e o adversário se encolhe eliminando as vantagens da velocidade dos nossos “pontas de lança”. Mas em contrapartida, se o nosso meio campo não pressionar alto porque tem um 6 “puro” e que joga mais recuado, então poderemos tirar partido dessa velocidade dos atacantes como bem se viu no período em que Fesja foi titular.
Apostando num meio campo com Enzo e Ruben Amorim, Cardozo seria essencial, como foi na época passada, com Enzo e Matic. O jogo posicional de Cardozo permitiria abrir linhas de passe para outros avançados e médios de ataque poderem marcar muitos golos, como fizeram na época passada. E no inicio da brilhante época que agora terminou (que bom jeito deu...).
A somar a estas considerações, há que ver se os adversários, FCP em particular, terão equipa para aproveitar as benesses que os árbitros irão continuar a dar-lhes. Lopetegui é uma incógnita, o plantel do FCP outra... O SCP de Marco Silva não irá manter a boa percentagem conquistada este ano, descendo uns pontos, pelo que se nós conseguirmos manter no mínimo os tais 82,2% de pontos, não é por aqui que iremos perder o campeonato.
Em resumo, no campeonato há muitos “ses”, função de quem vai sair e quem vai entrar, e tudo se conjuga para termos uma equipa que marque poucos golos mas que pode sofrer também poucos golos. Se o FCP aparecer com jogadores de qualidade (o que não me parece), tudo dependerá de quem perde mais qualidade colectiva, se Benfica, se FCP. As estatísticas jogam contra nós pois não fazemos um bicampeonato há várias décadas...
Quanto à Taça de Portugal, a habitual rotação de Jesus pode dar bons resultados, mas também aqui o sorteio é fundamental, e saídas a Alvalade ou Dragão, poderão ser “fatais”. Idem quanto à Taça da Liga, onde claramente e após 4 vitórias em 5 épocas, JJ não irá apostar muito. Nas competições europeias prevejo mais uma saída para Liga Europa, em face da qualidade dos adversários já escalonados para os potes 2 e 3, e também da falta de visão dos nossos estrategos, JJ incluído, que continuarão a apostar nos 2 pontas de lança.
A correr tudo bem poderemos ganhar um título ou dois, sendo difícil repetir a proeza desta época, ainda para mais com as saídas que se anunciam e o recomeçar tudo de novo. E no meio de tantos “ses” espero que percebam agora porque é que tenho defendido que devemos saborear a história que foi escrita esta época, porque para o ano é outra corrida. O piloto é o mesmo, mas o carro não. E os obstáculos também não...

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