O tema “João Neves” tem sido o principal foco de debate dentro do SL Benfica nesta pré-temporada.
Com a saída praticamente certa, é altura de colocar alguns “pontos nos is”.
É inadmissível a forma como um pequeno grupo bem organizado tem insultado e atacado todos os que preferem colocar o interesse do SL Benfica à frente de qualquer outra prioridade.
A forma como trouxeram para o SL Benfica a baixeza das tricas da política, habituados que estão a esse lodo, só mostra que o clube para esses é mais um meio de promoção pessoal e não uma paixão como para os restantes de nós.
Mas o que dizer deste negócio?
Primeiro, o básico que eu e o Benfica by GB andamos a defender HÁ ANOS aqui no NGB com dezenas de artigos publicados: Jogadores oriundos da formação e que se destaquem no imediato como o caso do João Neves devem ser alvo de um acompanhamento especial por parte do clube e temos de conseguir dar condições para o jogador ficar na equipa principal por um período de 2/3 anos antes da tal venda milionária.
É um risco? É sim, mas sem isso continuaremos a não sair do pensamento tipo “fábrica de salsichas” onde o único objectivo é produzir, embalar e vender.
O valor de 60 milhões (mesmo que seja mais um pouco) era “recusável”? Na minha opinião não era. Pelo menos para uma posição como a que João Neves ocupa no campo.
Financeiramente o SL Benfica está em condições de recusar ofertas deste calibre? Não está.
Mais que isso, o SL Benfica tem tecto salarial capaz de competir com a oferta de salário que o PSG faz ao puto? Não tem.
Mas então o que se podia fazer? Todos têm opinião e ideias. Alguns acham que é a chamar nomes ou a rasgarem as “vestes do benfiquismo” que vão conseguir alguma coisa.
Teremos alguma vez capacidade de competir “mano a mano” com um Real Madrid ou o PSG na questão dos vencimentos? Não, por razões distintas. Mas podemos fazer bem melhor, na gestão financeira e na gestão dos recursos humanos.
Por exemplo o caso de António Silva. O estúpido do irmão achou que mandar bocas nas redes sociais iria ser positivo. Numa organização profissional, o António estaria a ser chamado já hoje à SAD e provavelmente não escaparia de uma sanção, servindo de exemplo para o restante plantel e familiares. Numa família em que o objectivo é proteger a carreira de um miúdo com grande valor como o António, o parvo do irmão já tinha levado umas chineladas.
Mais ainda: depois da péssima temporada do António Silva, o irmão deveria era estar calado em vez de enterrar o irmão.
Além disto, acho sempre piada a quem nunca pagou um vencimento ou geriu nada mas acha que pode dar lições de gestão.
A solução passa por uma Direcção que tenha um plano de médio/longo prazo.
Que reoriente os gastos e os investimentos e que tenha como objectivo a construção de um plantel mais curto mas com mais qualidade.
Temos no SL Benfica muito por onde cortar em termos de despesas do “dia a dia” e de funcionamento, muitas delas vindas ainda do tempo de Vieira.
A gestão do futebol precisa de outro pulso, sensibilidade e profissionalismo.
Mas digam-me sinceramente:
A um ano de eleições no clube, a 6 meses de eleições na FPF, no momento em que estão a tentar comer o SL Benfica na questão da Centralização dos Direitos Televisivos para alimentar o falido FC Porto, acham mesmo que é com a política da gritaria e do insulto que se defende o SL Benfica?
Acham mesmo que andar de tochas na mão a reclamar contra tudo e todos ajuda o SL Benfica em quê?
Gerir o SL Benfica não é mesmo que passar discos numa rádio e dar umas larachas para o ar.
Gerir o SL Benfica não é o mesmo que andar a dar graxa a primeiros ministros para ter uma comissão de serviço durante alguns anos.
Para gerir o SL Benfica é preciso ter alma de líder e não de serviçal.
Gerir o SL Benfica não é o mesmo que criar associações ou movimentos de meia tijela e passar os dias a medir o benfiquismo dos outros, com insultos à mistura.
Nunca fui fã de Rui Costa como dirigente. Tenho tudo publicado no NGB. A minha opinião não mudou, inclusive sobre o seu papel nos anos de Vieira.
Mas quando Luís Filipe Vieira caiu foi ele que deu um passo em frente. Mais ninguém o fez. (Façam-me um favor e não me falem de fantoches...)
Noronha Lopes tinha aí uma oportunidade de rentabilizar os mais de 30% que tinha obtido no ano anterior. Recusou avançar. As condições que dizia não ter em 2021 mantém-se agora. Perdeu a sua chance de alguma vez ser presidente do SL Benfica.
De outros nomes “presidenciáveis” ninguém deu a cara. Ninguém avançou, fosse por calculismo fosse por outras razões.
E por isto acho que, mesmo não concordando com muitas opções de gestão de Rui Costa e do bando de inúteis da Direcção do SL Benfica, acho que este não é o momento de incendiar mas sim de criticar de forma construtiva, por um lado, e por outro de fazer frente ao FC Porto que vai tentar usar toda a sua influência para dominar o próximo presidente da FPF e ter com a Centralização ganhos que não justifica e não merece.
Abram os olhos, benfiquistas. Teremos todos a oportunidade de falar em eleições e em futuro. Mas o SL Benfica do presente precisa de todos com o foco no essencial.