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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os Direitos Televisivos e o acordo com a NOS

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O negócio com a NOS, que ascende a 104 milhões de euros por 2 anos, dá-me urticária, mas não pelos motivos que alguns pensarão.

Primeiro, porque continuar ligado à NOS é continuar a alimentar a SportTV que está “ligada às máquinas” financiada pela NOS, e continuando a cobrar pelo seu serviço um valor nada correspondente à qualidade e quantidade de conteúdos que detém.

Segundo, porque as mensalidades da BTV continuarão a reverter para a NOS e não para o SL Benfica, o que significa que, em números redondos, a NOS embolsa cerca de 30 milhões de euros por ano com isso e só paga ao SL Benfica a diferença.

Terceiro, porque perdemos uma oportunidade de marcar o futuro dos direitos televisivos, não tanto pelo valor global, mas por “pormaiores” importantes, alguns deles já destacados pelo @benficabygb no artigo Tudo errado: Renovação/extensão Contrato com a NOS.

A Centralização dos Direitos Televisivos quer manter tudo na mesma, mas tirando do bolso do SL Benfica para dar aos outros. Ora, o futebol português tem que crescer com mérito e por si próprio e não artificialmente.

A BTV e as plataformas do SL Benfica devem ser maximizadas em todos os ramos de negócio, em particular quanto ao gaming digital e ao acesso aos jogos multiplataforma.

A IA chegou e mesmo no estádio isso tem que ser parte do jogo. O futebol das buzinas e das bandeiras ACABOU. Quanto mais depressa todos entendermos isso, mais depressa viramos a página e seguimos em frente.

Quanto aos valores, basta perceber que a oferta global é imensa e que até as plataformas de streaming já oferecem directos de desporto. Os valores de conteúdos que não sejam globais vão continuar a diminuir. A Liga Francesa é um exemplo claro disso.

Em Portugal, só temos um clube com valores de audiências e impacto ao nível dos outros grandes europeus: o SL Benfica.

Temos o Sporting com um impacto assinalável mas apenas a nível nacional, e o resto são “peanuts”, FC Porto incluído.

O SL Benfica ainda tem tempo para delinear uma estratégia quanto á Centralização. O que deve recusar à partida é permitir que a Centralização seja apenas uma nova divisão do “bolo” sem reformas estruturais nas competições em Portugal.


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