O negócio com a NOS, que
ascende a 104 milhões de euros por 2 anos, dá-me urticária, mas não pelos
motivos que alguns pensarão.
Primeiro, porque
continuar ligado à NOS é continuar a alimentar a SportTV que está “ligada às
máquinas” financiada pela NOS, e continuando a cobrar pelo seu serviço um valor
nada correspondente à qualidade e quantidade de conteúdos que detém.
Segundo, porque as
mensalidades da BTV continuarão a reverter para a NOS e não para o SL Benfica,
o que significa que, em números redondos, a NOS embolsa cerca de 30 milhões de
euros por ano com isso e só paga ao SL Benfica a diferença.
Terceiro, porque perdemos
uma oportunidade de marcar o futuro dos direitos televisivos, não tanto pelo
valor global, mas por “pormaiores” importantes, alguns deles já destacados pelo
@benficabygb no artigo Tudo
errado: Renovação/extensão Contrato com a NOS.
A Centralização dos
Direitos Televisivos quer manter tudo na mesma, mas tirando do bolso do SL
Benfica para dar aos outros. Ora, o futebol português tem que crescer com mérito
e por si próprio e não artificialmente.
A BTV e as plataformas do
SL Benfica devem ser maximizadas em todos os ramos de negócio, em particular
quanto ao gaming digital e ao acesso aos jogos multiplataforma.
A IA chegou e mesmo no
estádio isso tem que ser parte do jogo. O futebol das buzinas e das bandeiras
ACABOU. Quanto mais depressa todos entendermos isso, mais depressa viramos a
página e seguimos em frente.
Quanto aos valores, basta
perceber que a oferta global é imensa e que até as plataformas de streaming já
oferecem directos de desporto. Os valores de conteúdos que não sejam globais vão
continuar a diminuir. A Liga Francesa é um exemplo claro disso.
Em Portugal, só temos um clube
com valores de audiências e impacto ao nível dos outros grandes europeus: o SL
Benfica.
Temos o Sporting com um
impacto assinalável mas apenas a nível nacional, e o resto são “peanuts”, FC
Porto incluído.
O SL Benfica ainda tem tempo
para delinear uma estratégia quanto á Centralização. O que deve recusar à partida
é permitir que a Centralização seja apenas uma nova divisão do “bolo” sem
reformas estruturais nas competições em Portugal.


0
Enviar um comentário
Ao comentar anonimamente insira um nickname personalizado (em Comentar como: opção Nome/URL). Seja moderado na linguagem, senão será rejeitado. Comente o assunto do post, salvo algum off-topic que se enquadre no contexto do blog. O NGB mantém registo dos comentários.