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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Talento Made In Escolas da Luz

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A cena repete-se. De cada vez que o Benfica aparece interessado em algum jogador Sul Americano, Chinês ou Sérvio, aparecem os patriotas lusitanos para lembrar todos os craques portugueses que temos cá dentro e espalhados por esse mundo fora, à espera de uma oportunidade de brilharem.


A ideia que querem passar é que talento “Made in Escolas da Luz” não falta, o que falta é coragem de apostar neles. Eu, sinceramente, continuo curiosíssimo em saber onde anda esse talento. Tal como num post que escrevi aqui há tempos, continuo à espera que me digam o nome de UM jogador português que o Benfica tenha tido nos seus quadros nos últimos anos, dispensado por nós e que depois tenha singrado ao mais alto nível noutro clube.

Se os houvesse, então sim, teria de dar muito maior credibilidade às criticas do que defendem tais ideias, mas a verdade é que não há. NÃO HÁ UM! A não ser que um jogador jovem talentoso dos quadros do Benfica só possa singrar no Benfica. A não ser que jogadores como Nélson Oliveira, se são realmente os craques que muitos vaticinam, só estivessem destinados a ser craques se jogassem na Luz e não tenham obrigação de se impor num clube como o Corunha, aliás, para onde foi porque pediu.

Nada tenho contra o rapaz e continuo, claro, a desejar que o seu talento desabroche mas, às vezes é mesmo preciso ir buscar estes exemplos para que alguns críticos percebam que o defeito não estava cá dentro, quando estes “craques” jogavam menos do que os críticos julgavam que mereciam jogar. Foi assim com Nélson Oliveira, foi assim com Roderick, foi assim com Nuno Gomes, foi assim com Quim, foi assim com Moreira, foi assim com Ruben Amorim. Tão bons que eram e tão alvos de injustiças eram quando jogavam de vermelho, que saíram pois para outras paragens mas a sua sina não se alterou.

Mas quando o Benfica aparece interessado num jogador como Di Maria ou Djuricic aparece então a lenga lenga do costume: Ah e tal, não apostamos nos nossos jovens “craques” mas apostamos depois em jovens craques de outras paragens! É as comissões, sempre a merda das comissões! E é aí que estas criticas perdem toda a credibilidade: Porque esta gente quer comparar um jogador de 21 anos português que nem no Corunha consegue fazer um jogo a titular, com outro jogador de 21 anos já “figura” na sua equipa e presença habitual na seleção do seu pais, ou com um argentino que aos 18 anos já tinha 36 jogos jogados pelo Rosário Central.

É que muita gente não percebe que os tempos mudaram. Muita gente ainda vem para aqui lembrar os Chalanas e os Ruis Costas, como se, jogadores como esses não tivessem hoje oportunidade de jogar no Benfica. Pois claro que teriam, como oportunidade tiveram André Gomes, André Almeida ou Fábio Coentrão. O talento tem sempre oportunidade, o que não tem é de ser forçosamente português.

Esta gente é injusta e devia ser mais séria quando aborda tais temas e compara realidades incomparáveis. Porque esta gente sabe bem que há 20 ou 30 anos o Benfica era maioritariamente português porque assim TINHA de ser. Esta gente sabe bem que nesses tempos ainda não havia Lei Bosman! Esta gente sabe que no 11 do Benfica só podiam jogar 3 ou 4 estrangeiros e apenas 6 poderiam ser inscritos. MAS NÃO ERA ASSIM SÓ NO BENFICA. ERA ASSIM NA EUROPA TODA! Esta gente sabe que se o Eusébio fosse 60 anos mais novo a estátua não estava na Luz! Estava em Madrid!

Esta gente sabe que no passado, o máximo que um jogador português poderia aspirar era a fazer carreira num grande clube português. Esta gente sabe que a Europa do futebol só estava aberta aos jogadores realmente de eleição, ao contrario do que acontece agora, em que qualquer miúdo que dê meia dúzia de pontapés na bola, tem as portas abertas em qualquer clube do mundo.

E se aqueles que mais críticos são em relação a estes assuntos parecem ser quase sempre mais velhos que eu, parece-me mais grave ainda. Porque isto é gente que sabe que durante anos, a jogar na Europa rica do futebol só andava um português solitário de nome Paulo Futre, ao qual se seguiu um outro de nome Rui Barros. Antes tinha sido Chalana mas, os emigrantes acabavam aí. Eram dois!! Pois onde jogavam então os outros portugueses, os Paneiras, os Rui Águas, os Velosos ou os Jaimes Magalhães? Em Portugal evidentemente, pois onde raio poderiam eles jogar?

E por isso eu chamo de desonestidade intelectual querer misturar tempos tão diferentes em quase tudo. É que até parece que foi só o Benfica que se internacionalizou. Até parece que no Arsenal e no Manchester City jogam muitos ingleses ou que no Real Madrid jogam muitos espanhóis. Jogam alguns sim mas, são poucos e são a elite, porque de facto são clubes que podem segurar os seus melhores talentos, que não estão a pedir para sair para outras paragens assim que o primeiro avião carregado de euros lhes zumbe ao ouvido!

E não perceber isto, não perceber os sinais dos tempos, é não perceber porra nenhuma! Porque esta gente julga que um Nélson Oliveira é diferente de um Di Maria. Esta gente julga que o Nélson Oliveira, ainda que fosse o craque que ainda não mostrou ser, ficaria no Benfica toda a vida só porque o Benfica lhe corre nas veias! E é aí que está o engano, porque na hora em que os tubarões europeus apertam o cerco (que nem precisa de ser tubarão, basta ser um qualquer clubezito russo desde que "bata o carcanhol"), tanto faz chamar-se Nélson Oliveira, como Fábio Coentrão ou Di Maria... Ou Miguel, Manuel Fernandes, Hugo Leal, Tiago ou Edgar: Dão-nos um pontapé no cú à primeira oportunidade! Esta gente julga sempre que o clube deve tudo aos jogadores e os jogadores nunca devem nada aos clubes!

Se eu quero mais jogadores portugueses no 11 do Benfica? Claro que quero! DESDE QUE O SEU VALOR JUSTIFIQUE A SUA PRESENÇA. Se sentirem o Benfica desde pequeninos tanto melhor, mas tal não tem de ser obviamente um requisito.

É hora de perceber que os tempos mudaram. É hora de perceber que a cultura do Benfica é ganhar, bem mais do que a nacionalidade dos seus jogadores.

Quanto pagará agora o Braga? 400 euros?

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"A polícia foi forçada a intervir para separar adeptos do Sp. Braga e do Leixões que se envolveram em confrontos antes do jogo da Segunda Liga, que vai colocar frente-a-frente a equipa B dos bracarenses e o conjunto de Matosinhos.

A confusão começou quando o autocarro a claque do Leixões chegou ao Estádio 1.º de Maio, em Braga. A polícia foi então chamada e colocou ponto final nos confrontos.

Segundo foi possível apurar há registo de um polícia ferido." - in Record.

 

João Vale e Azevedo

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Este nome, por si só, traz logo muito polémica.
Sei que há muitos benfiquistas que acreditam de que JVA não foi aquilo que a imprensa pinta ou que a justiça condena. E estão no seu direito.

Quanto a mim não há polémica nenhuma. JVA foi um vigarista que se aproveitou do clube
Infelizmente, não foi aquele messias em quem tanta gente apostou, depois do pesadelo chamado Damásio.

Mas o que me leva a escrever este post é a forma 'estranha' como actua a nossa justiça.

Enquanto um 'Oliveira e Costa', com clara responsabilidade num buraco de milhares de milhões de euros, que saem directamente dos nossos impostos, passeia pela Avenida Infante Santo em liberdade, um 'Duarte Lima' continua fora das celas da prisão, um 'Isaltino Morais' de aclaração em aclaração e de recurso em recurso mantém um posto público que controla milhões e milhões de euros, o ex-presidente do Benfica continua atrás das grades, violando o acordo de extradição assinado com Londres.

JVA antes de ser presidente do Sport Lisboa e Benfica já estava envolvido em muita polémica com os seus pares e com a justiça. Mas nunca antes a mesma justiça sentiu necessidade de agir. Bem como todos os outros que se sentiam prejudicados pela actuação de JVA.
Só após JVA vir para o Benfica é que tudo surgiu publicamente. Por encomenda de quem?

Fosse JVA presidente de outra agremiação e tivesse fugido para a Galiza com dicas da PJ, ou para o Brasil como outra ex-presidente de Câmara fez, e já por cá andaria, de recurso em recurso.

Mas como é o ex-presidente do Benfica, a mesma justiça que ignorou escutas claras e inequívocas, dita que este homem não tenha o mesmo direito de quem roubou muito mais com prejuízo directo não apenas para um clube ou meia dúzia de pessoas, mas com prejuízo para com milhões de portugueses.

O que está aqui em causa não é o JVA, mas sim um ex-presidente do Benfica.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Република Србија

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Antes que vão pesquisar no Google, a tradução para o título do post é: República da Sérvia.
Parece que o JJ, ou quem quer que seja que esteja à frente do futebol no Benfica, já se apercebeu (e bem) que o mercado sul americano está a mudar. Nisto, e tendo em conta o clima de austeridade que se vive em Portugal e a actual situação financeira do Glorioso, o que é que se decide fazer?
1. Apostar na formação?  ERRRRR!! ERRADO!
2. Aproveitar os jogadores que temos a rodar? ERRRRR!! ERRADO!

Fazendo fé nas últimas notícias, Miralem Sulejmani e Filip Djuricic vão envergar o Manto Sagrado na próxima época. Para quê??? A resposta parece-me óbvia. Para encher os bolsos a alguém. Sim, porque não me venham com merdas do tipo "ah e tal, ele vem a custo zero". Nada mais falso. Se não pagamos a um clube pela transferência, de certeza que pagamos "luvas" ao jogador e comissões a algum empresário, vulgo parasita do futebol.

Como parece que não temos bons jogadores portugueses (e mesmo sem ser os portugueses, até mesmo os atuais estrangeiros com contrato com o Benfica, mas que jogam na B ou emprestados a outros clubes), toca a revelar o génio e a visão futurista de aproveitar um nicho de mercado como..... os jogadores sérvios!...

O Matic é bom. Diria mesmo excelente. Foi mesmo daqueles casos que fez calar o meu pessimismo e aplaudi-lo de pé. Mas daí a ignorar o que já temos em casa (português ou não) para "descobrir a pólvora" sérvia...

Mas o verdadeiro cerne da questão não é o facto dos jogadores serem sérvios ou não. Nem sequer é a qualidade dos jogadores em questão. É a falta de respeito, de confiança, de atenção e sobretudo de interesse nos jogadores que já temos na nossa folha salarial e aos quais não damos oportunidades. Como isso não enche os bolsos a ninguém (mas já encheu nas suas contratações, no caso dos que não são formados no clube), o que parece é que não interessa mesmo apostar nos nossos.

Agora vêm outros a dizer "ah e tal, temos que aproveitar as oportunidades que o mercado nos oferece, e se dá para ir buscar bons jogadores, potenciais titulares, a baixo custo, então que venham!". Entretanto, o "baixo custo" soma a outros "baixos custos" anteriores e somam milhões ao passivo.
Agora imaginem-se na pele de um jogador contratado pelo Benfica, na ilusão de poder ter uma oportunidade no maior clube português, e ficarem a ver o clube a ir constantemente ao mercado buscar promessas para o JJ valorizar e, como resultado, serem passados para trás como se nada fosse... Iam achar muita piada, não? A motivação estaria nos píncaros, e o ambiente nos balneários seria espectacular! Enfim...

A minha primeira vez

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Estava sentado a beber um Martini quando recebo um fax do Novo Geração Benfica. Pedi à secretária do meu tasco para o ler em voz alta. Ela coitada está afónica, por isso não cheguei a saber o que dizia. Mas vieram bater-me à porta: "Queremos que escrevas no NGB". Exacto, eu também achei que era para os Apanhados. Disse "que não, nem pensar, já existem muitos blogues bons, com autores ainda melhores. Não vejo o que posso acrescentar nem tenho grande jeito para falar do Maior". Mas o Shadows ofereceu-me um Cohiba e um VHS do 4-4 em Leverkusen e aceitei. Sou um fácil.

Aqui estou eu, a escrever no dia seguinte a mais uma boa ronda europeia. Fomos grandes, mas na minha óptica, isto tem de ser o habitual no Benfica. Vamos empatar e perder algumas vezes, mas fazer bons resultados na Europa, mesmo fora de casa, tem de ser um cartão de visita, como antigamente.

Quem me conhece (e falo do Anónimo), sabe que já me insurgi contra o Presidente e o Treinador. Um porque teve discursos populistas e tem falhado na parte desportiva, o outro porque é teimoso e falha nos grandes momentos. Mas um e outro parecem ter aprendido com os erros. Já fui mais crítico do que sou agora. Ser crítico é amar o SL Benfica. Ser crítico é lembrarmo-nos do que fomos até há 20/30 anos. É ser exigente. E eu sou tão exigente comigo próprio que não encontrava maneira de começar a escrever por aqui, facto que me valeu valentes ameaças à minha integridade física. Mas cá estou eu para dar o peito às balas, ou ao golo de ontem:


Uma lição de benfiquismo para todos. Para nós, mas especialmente para O Lado Mau da Força. Qual Luke Skywalker, Oscar Cardozo deu-nos a chance de mostrar ao mundo a loucura e a vivacidade que existe entre nós. Já vi 10 vezes o vídeo, e vocês?
Não há nada mais sublime que isto. Atrevo-me dizer que, a este nível, apenas o Anti-Benfica faz ruído. Mas é esse mesmo Anti-Benfica que nos engrandece cada vez mais, a cada dia que passa.

Sou apologista que sim, que a corrupção continua a existir (noutros moldes) e que continuamos a ser prejudicados no geral. Mas também sou apologista de que temos de cerrar os dentes e encarar cada jogo como uma batalha, contra tudo e contra todos, para podermos chegar ao fim e dizer, extenuados, "da nossa parte, fizemos tudo". E aplaudir a equipa.
Porque este é um País de corruptos. Uns assumidos, outros só alegadamente. Mas é o País onde se atropelam leis e onde se alteram datas de fundação. Tinha aqui documentação que sustenta isto, mas vocês não precisam disso, o texto já vai longo.

De qualquer forma, ontem também foi o dia em que percebi que uma outra lição de benfiquismo ficou por dar. Adeptos dos nossos voltaram a rebentar petardos no estádio. Só que desta vez estávamos na Alemanha. Resultado: prisão. 
Lamento que o Benfica tenha de ir a outro País para se ver acção nesta matéria. Bandeiras, cânticos e tochas (apesar de proibidas -...-, quem se lembra das velhas tochadas na Luz?) são de salutar. Petardos? Nunca. Lamento que a nossa Direcção nunca tenha tomado uma posição. Seria uma lição de benfiquismo para todos. Oportunidade perdida. Ou adiada.

Para quem não gosta da minha postura ou questiona o meu benfiquismo, sou sócio há muitos anos, com lugar cativo, sempre presente. E presente nalgumas deslocações, onde não pode falhar a presença na nossa 2ª casa, no Barcelona do Campo Grande. No resto, se não gostarem do que digo, vão-se foder (mas no respeito que um benfiquista tem para o outro, ou seja, com amizade). Espera aí, dá para utilizar vernáculo aqui ou só nos comentários?



Bom, são 21 horas, menos 15 minutos em Cedofeita, está na hora.
Eu sou o POC. Podem apanhar-me com muito pouco nível no Simão Escuta. Abraço e até breve.

CARREGA BENFICA!

Ausência de policiamento nos jogos.

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Ou muito me engano ou o episódio de Braga foi apenas o início da guerra nas bancadas. 

Adeptos no BayArena: O nosso muito obrigado!

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Artigo retirado do site oficial do SL Benfica:

"O nosso jogo ontem em Leverkusen foi especial. Especial pela vitória, mas sobretudo pela tremenda manifestação de benfiquismo vivida nas bancadas de um estádio muitas vezes rendido aos cânticos dos nossos sócios e adeptos.

Aos que viajaram de Lisboa e aos milhares de emigrantes que viajaram de diversas partes da Europa para apoiar - com sacrifício pessoal e em condições climatéricas extremamente difíceis - a nossa equipa, o nosso muito obrigado! Obrigado pela forma como incentivaram e “empurraram” a equipa durante todo o jogo. Foi uma manifestação verdadeiramente tocante só possível num Clube com a grandeza e a dimensão humana do nosso.

Quem tem a força dos sócios e adeptos que ontem estiveram presentes em Leverkusen só pode ficar orgulhoso e optimista em relação ao futuro. Tudo vamos fazer para compensar o vosso esforço e a vossa dedicação ao Clube! Próxima etapa: domingo no nosso Estádio. Não faltes, a tua presença é fundamental."

Vejam o vídeo de agradecimento no site do Benfica, através do link acima.

Sulejmani: Benfica contrata médio criativo do Ajax

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"O Benfica vai contratar Miralem Sulejmani, esquerdino, jogador sérvio de 24 anos que atua no Ajax. É o número 7 no clube de Amesterdão.

De acordo com o que Maisfutebol apurou, o jogador esteve recentemente em Lisboa e chegou a acordo com os responsáveis do Benfica.

Miralem Sulejmani está em final de contrato, pelo que chegará à Luz a custo zero, depois de ter protagonizado a mais cara transferência entre clubes holandeses: em 2008, o Ajax pagou mais de 16 milhões de euros ao Heerenveen pelo sérvio.

O clube de Amesterdão tentou realizar algum dinheiro durante o mercado de Inverno, mas a transferência acabou por não se realizar. 

Miralem Sulejmani não deverá ser utilizado com frequência até ao final de contrato. Pelo menos foi isso que deu a entender o treinador Frank De Boer, em declarações após 31 de janeiro.

De resto, esta tem sido a temporada menos produtiva de Miralem Sulejmani no Ajax: esteve apenas em oito jogos, um deles da Liga dos Campeões. Uma lesão contribuiu para a escassa utilização. 

Nas quatro épocas anteriores no Ajax, Sulejmani fez cerca de 100 jogos no campeonato e marcou perto de trinta golos.

O sérvio chegou muito jovem (19 anos) ao Ajax, depois de uma época fulgurante no SC Heerenveen, em 2007/08: 15 golos em 34 jogos do campeonato holandês.

Muito rápido, esquerdino, Miralem Sulejmani sente-se confortável a jogar da direita para o centro, mas na Luz é visto como o homem certo para substituir Aimar. Pode ocupar qualquer das posições de apoio ao ponta-de-lança. Criativo, executante de enorme qualidade, é um jogador explosivo, como Jorge Jesus gosta.

Apesar da pouca utilização no Ajax esta temporada, o esquerdino tem sido chamado à seleção. Esteve no recente Chipre-Sérvia e entrou ao intervalo para o lugar de Tosic. Soma 13 internacionalizações e um golo. Nasceu em Belgrado, começou a carreira no Partizan." - Tasca do Sobral.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um Benfica à sua imagem

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Um guarda-redes Artur sem a segurança do ano passado;

Um defesa esquerdo Paraguaio a quem muitos vaticinavam um triste fim;

Um Maxi Pereira com a mesma entrega de sempre mas a cometer mais erros do que é costume;

Um defesa de nome Jardel mal amado, absolutamente essencial no bom desempenho defensivo da corrente época;

Um Javi e um Witsel que se foram;

Um Aimar e um Carlos Martins lesionados demasiado tempo;

Um Bruno César e um Nolito que também já não cá moram; uma época claramente de contenção financeira;

Um Matic e um Enzo que surgiram em grande, contrariando a “Guia de Marcha” com que muitos já os haviam condenado, e fazendo esquecer os craques que saíram por muitos milhões;

Dois miúdos de nome André, que em pouco tempo aprenderam a jogar com qualidade e maturidade;

Um ponta de lança Cardoso, que a cada jogo responde aos críticos com golos, e faz por merecer a confiança inabalável do treinador;

Um avançado de nome Lima, mais um  a quem muitos vaticinaram um triste fim, e um jogador absolutamente preponderante na corrente época!

Um Urreta que de proscrito aparece renascido, e com a confiança, aparente, do treinador;

Um Gaitan aparentemente a ser trabalhado para desempenhar novas funções em campo e mostrar finalmente todo o seu IMENSO talento;

Um Olá John bem cedo rotulado de flop, e que aos 20 anos e em apenas 4 meses, parece um jogador bem mais completo e bem mais adaptado à alta competição;

Um plantel de 24 ou 25 jogadores, em que todos parecem saber o seu papel;

Um plantel em que ninguém é mais que ninguém e em que não há insubstituiveis, em que sai o A e entra o B, e quase sempre sem grandes oscilações de rendimento;

Um plantel sem grandes estrelas mas, muito mais equipa do que em qualquer um dos anos anteriores;

Uma equipa que corre e um treinador que vive a sua profissão com uma paixão que contagia, uma equipa que nem sempre ganha e nem sempre joga bem, mas que me parece em todos os momentos personalizada e disposta a deixar a pele em campo;

Um treinador que já merece que os mais críticos, aprendam a valorizar as suas muitas qualidades e o EXCELENTE trabalho que tem feito, em vez dos alguns defeitos que evidentemente também tem.

Jogar para ganhar.

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Foi assim hoje.
Os milhares de benfiquistas que estavam em Leverkusen mereceram esta alegria.
Todos merecemos.

Parabéns aos nossos!!

É assim que se faz

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As multas da Liga de Clubes.

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No seguimento do post anterior, AQUI, onde o Geração Benfica abordou o tema do 'financiamento' da Liga através deste mecenas que tem sido o Glorioso, trago aqui excertos das deliberações da Liga e respectivas multas, seguidos de uma pergunta:




Pergunto eu: reflectem estas multas o comportamento selvagem dos adeptos do Braga no jogo com o Paços de Ferreira? Ou isso será julgado num processo autónomo?

Financiamento da Liga de Clubes

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Não há jornada que o SLBenfica não entre no rol de pagadores à Liga pelo alegado comportamento dos adeptos.

Certo e sabido que não serão nenhuns anjos... Mas serão os únicos diabos?

Temos assistido nos campos desta Liga os comportamentos mais despropositados e ate violentos, mas depois quando chega a hora da punição, são sempre os mesmos a pagar...

Terá a Liga encontrado um "Mecenas Involuntário"???

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pedro Portoença

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Portugal, 13 de Fevereiro de 2013

Hoje ainda se faz eco da arbitragem no empate do Benfica em casa do Nacional da Madeira, o que diz bem do interesse que o assunto tem. Parece que finalmente a comunicação social descobriu que há um problema do árbitro Pedro Proença com o Benfica (poucas referências recolhidas) ou simplesmente com a arbitragem (mais referências existentes).

Vistas as coisas assim, após o jogo, parece fácil concluir que a arbitragem de Pedro Proença estava condenada a ser mais um logro à verdade desportiva. Mas era previsível que assim fosse, assentando esta conclusão em apenas 2 aspectos: 1) a última arbitragem de Pedro Proença em pleno estádio da Luz, repleta de erros, esmagadoramente contra o Benfica, valeu um campeonato ao FCP, 2) a última vez que o Nacional da Madeira venceu o Benfica foi precisamente na Madeira, com arbitragem de Pedro Proença também repleta de erros contra o Benfica.

Na matemática, como na vida, como no futebol, pode prever-se o que acontece a seguir com base em dados ocorridos num determinado intervalo de tempo. E dado os antecedentes de Pedro Proença, era óbvio que o resultado não poderia ser diferente do que foi: casos e mais casos de más decisões, sempre em prejuízo do Benfica, o que contraria toda a lógica do erro humano. Porque se de facto errar é humano, errar sempre para o mesmo lado ao cabo de vários anos, não pode ser considerado erro humano, mas sim erro de manual humano.

Tentando exemplificar em poucas palavras, diria que erro humano é quando Inocêncio Calabote adiou por minutos um jogo entre o Benfica e a CUF, que se devia ter disputado à mesma hora do Torriense – FCP, na última jornada de um campeonato ganho por goal-average pelo FCP. O Benfica marcou vários golos à CUF, mas que se saiba o árbitro não nos ofereceu penaltis, não tirou penaltis ao adversário, não expulsou jogadores nem se tornou evidente pela arrogância com que se dirigiu aos jogadores da CUF. Como resultado do erro humano, Inocêncio Calabote foi irradiado da arbitragem.

Erro de manual humano, são as sucessivas arbitragens de Proença (e não só) em jogos do Benfica, com sucessivos erros grosseiros de interpretação que prejudicam o Benfica seja na não marcação de grandes penalidades (desta vez tocou ao Gaitan ser derrubado lá no alto, na ultima vez que o Nacional nos ganhou foi Fábio Coentrão ceifado por dois defesas), seja na avaliação das faltas e sua classificação disciplinar (Matic agora, Emerson no tal jogo contra o FCP). Como resultado do erro de manual, Proença é sistematicamente indicado para arbitrar jogos da Liga Europa, Champions e Selecções, por parte da FPF. Ganhando milhares de euros de forma legitima e transparente.

Ora, nesta perspectiva da problemática Proença vs Benfica, podemos também falar da “descoberta” RECORD, que o Benfica apenas ganha 44% dos jogos arbitrados por Pedro Proença. Porque isto evidencia uma coisa simples: há uma escala que classifica os árbitros pelos resultados que obtêm nos jogos dos clubes. Ou seja, Proença apenas deixa o Benfica vencer 44% dos jogos. Mas qual é a sua percentagem de vitórias nos jogos do FCP? Os “mídia” sabem, mas não dizem. Atrevo-me a referir perto de 90%, ou seja quase o dobro.

Aliás, o último jogo que o FCP não venceu com Proença, foi o tal FCP - Benfica em que ele teve mesmo de se esforçar ao máximo, inventando 1 penalty para impedir a derrota do FCP e quem sabe, o arranque vitorioso de Quique Flores para o título. Já lá vão quase 4 anos. Sintomático.

E assim se percebe que quem gere o futebol em Portugal, a FPF, goste tanto de Pedro Proença classificando-o regra geral, com melhor árbitro português, num ranking onde é frequente vermos Olegário Benquerença, Jorge Sousa ou Carlos Xistra. A FPF tal como Pinto da Costa, o “estúpido e parvo” que ontem veio defender Proença por omissão, ao tentar criar um facto para desviar as atenções de Proença, com a enésima referência à arbitragem do último clássico.

Proença devia mudar de nome para Portoença. Ficava-lhe melhor.

Ora que podemos dizer mais deste assunto? Podemos lembrar que sobre isto já ouvimos falar o presidente do Nacional da Madeira, o presidente da APAF, já ouvimos e lemos analistas desportivos, até já lemos e ouvimos que o Benfica vai contestar a expulsão de Matic, mas curiosamente, ou talvez não, ninguém ouviu o tal que diz passar 16 horas por dia no Benfica, o tal que passou a integrar o ranking dos milionários portugueses após vir para o Benfica, o tal que criticou a arbitragem do Chelsea – Benfica porque o presidente portista da FPF lhe sugeriu que o fizesse, o tal que supostamente é o presidente do Benfica. O tal que repetidamente tenho dito, só anda aqui a executar os interesses alheios ao clube e os que lhe interessam aos seus negócios. Esse tal da cassete da “credibilidade” e do “sabemos para onde vamos”.

FCPorto fica na Taça Liga e Castigos de 1 jogo

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Antes de mais deixem-me dar os parabéns ao Shadows pelo EXCELENTE texto abaixo: Sem colete à prova de balas. cuja leitura recomendo por ser escrito com clareza sobre os reais motivos que impactam sobre o rendimento dos jogadores do SLBenfica e nos fazem falhar nos momentos críticos. Parabéns Shadows.

Entretanto, ficámos hoje a saber que o Conselho de Disciplina da FPF decidiu duas questões:

1. O FCPorto mantém-se na Taça da Liga mesmo furando os regulamentos.
2. Cardozo e Matic recebem apenas um jogo de castigo

Tudo isto, curiosamente, no mesmo comunicado da FPF

Parece agora claro que Fernando Gomes, ou se desviou do seu rumo que diz ser o da credibilização do futebol português, ou efectivamente se manteve fiel a esse caminho de protecção do FCPorto

Ambas as questões virem no mesmo Comunicado não é por acaso e é claramente para que nenhum dos dois clubes fique com razões de queixa do outro. Ou seja, o FCPorto não pode vir dizer que os jogadores do SLBenfica, por terem sido expulsos por alegadas agressões, deviam levar mais jogos. E o SLBenfica não pode vir dizer que o FCPorto deveria ter sido excluído.

Na verdade, à luz dos regulamentos, E É ISSO QUE INTERESSA CUMPRIR, o FCPorto deveria ter sido excluído da Taça da Liga e os jogadores do SLBenfica deveriam ser penalizados com dois jogos - podemos depois discutir se é justo terem sido expulsos, mas o facto é que foram e nas circunstâncias que lhes quis atribuir o vendido do Proença, deveriam ter sido dois jogos.

Fica claro que Fernando Gomes está no poder para gerir os interesses de muita gente. Para se dar bem com Deus e com o Diabo, seguindo o rumo de proteger o seu FCPorto, mas sem dar também umas ajudas ao SLBenfica e até a outros, por forma a ser possível o Pinto da Costa ir fazendo o papel de "virgem ofendida" e com isso se irem ocultando as reais falcatruas de corrupção protegidas pela FPF.

Sem colete à prova de balas.

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A jornada e acontecimentos deste fim de semana deixaram a descoberto um dos grandes problemas do Benfica.
Os jogadores não têm uma figura 'paterna' que lhes sirva de defesa e lhes conceda paz mental para fazerem aquilo em que são melhores, que é jogar à bola, e que os prepare para enfrentar um árbitro que, como muito bem escreveu alguém hoje, deixa os jogadores nervosos.

Os árbitros mais antigos, com raras excepções, tinham a máxima de que se ninguém dava por eles, é porque tinham feito um bom trabalho.
Pedro Proença, por outro lado, é o expoente máximo da nova geração de árbitros: é exibicionista e tem uma ânsia muito grande por destaque.

Isso demonstra-se pelas exibições que Proença realiza lá fora, que são de um nível bem acima das que realiza em Portugal.
Cá dentro, Proença pega na bitola que tem feito escola na arbitragem nacional: em caso de dúvida, prejudica-se o Benfica.

Ora, os jogadores por muito profissionais que sejam, não são imunes a essas actuações de Proença.
Daí ser necessário fornecer aos jogadores do Benfica uma preparação psicológica e técnica para saberem lidar com essas adversidades, em especial no calor do momento.
Os episódios com Luisão e Cardozo, dois dos jogadores mais destacados do plantel, deixa exposta a falta de preparação dos jogadores do Benfica para estes momentos.

A situação agrava-se quando não há uma voz que assuma a sua defesa, antecipadamente. 
O chamado colete à prova de balas. Não defende tudo, mas protege de muita coisa.

Esse colete é o treinador, o responsável do futebol e o presidente do clube.
Estas 3 figuras no Benfica, como sabemos, são apenas 2 pessoas. O treinador e o presidente. O responsável pelo futebol vai alternando entre JJ e LFV.

E na realidade, nem um nem outro são essa linha de defesa de que os jogadores precisam.

Jorge Jesus tem demonstrado uma cautela demasiado grande quando se trata de comentar os benefícios concedidos em campo ao FC Porto pelos árbitros. Prefere desfazer-se em elogios à 'qualidade de jogo' portista.
Demasiado pouco para quem tem tanta força na língua para dissertar sobre imensos outros assuntos nas conferências de imprensa.

Luis Filipe Vieira continua a não demonstrar habilidade(nem vontade) para falar de futebol, dando ainda mais força à tese defendida por muitos de que na verdade, ele não gosta de futebol.

E assim, sem linhas de defesa, os nossos jogadores estão expostos as situações como a que aconteceu com Cardozo.
Numa altura crítica do jogo, perante a conveniente inacção de Pedro Proença, o 'Tacuara' perdeu a cabeça.

Não houveram declarações antes do jogo sobre esta nomeação para um desafio sempre complicado, e nada foi dito depois para contrapor ao eco das 'vozes' do dono, que já tornaram oficial o discurso sobre os benefícios da arbitragem ao Benfica.

Em vez de ser o Benfica a condicionar de forma pro-activa aquilo de que se fala, ou não se diz nada ou então o clube vai sempre a reboque das frases oriundas do Dragay.

Caros amigos, os jogadores são deixados à sua sorte dentro de campo. Sem colete, sem defesas.

E é assim que entramos na fase decisiva da época. Nada de bom se augura.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Há 20 anos foi assim. E agora, como será?

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Para que não fiquem dúvidas: Este Bayer Leverkusen é uma grande equipa. Jogue o Benfica com a sua melhor equipa ou jogue com algumas segundas linhas, esta será sempre uma eliminatória em que o Benfica não terá mais possibilidades de ganhar do que aquelas que terá de perder.

Mas independente de tudo isto, a pergunta que importa fazer em vésperas desse grande jogo é: o que queremos nós desta Taça Uefa? Mais importante: O que quererá Jorge Jesus?

Bem sei que já o ouvimos dizer que esta Taça Uefa nunca será a prioridade, mas isto são coisas que se vão dizendo antes dos grandes jogos acontecerem. Quando eles chegam, o discurso muda muitas vezes, os níveis de adrenalina elevam-se, a vontade de vencer e dar cartas na Europa sobrepõe-se a tudo o resto.

Onde devemos afinal colocar as nossas fichas neste momento? Onde as deve colocar Jorge Jesus? E se Jorge Jesus decidir poupar alguns jogadores frente ao Leverkusen, seremos capazes de lhe perdoar a eliminação? Seremos capazes de nós próprios, adeptos, dizer que a grande prioridade é vencer o campeonato e a Taça Uefa que se dane?

Pessoalmente estou dividido, são muitos anos sem levantar uma Taça Europeia e essa seria sempre uma alegria inabalável. Mas não tenho dúvidas: a Taça Uefa condiciona (e de que maneira) a prestação a nível interno e colocar-nos-á em desvantagem em relação ao FCPorto.

Em primeiro lugar porque o Benfica não tem só Taça Uefa. Tem também Taça de Portugal e Taça da Liga.

Em segundo porque a questão dos jogos à quinta-feira é bem mais difícil de gerir do que à Terça ou à Quarta. Em semanas de Taça da Liga ou Taça de Portugal, teremos jogado 3 jogos em 6 dias em vez de em 7, jogando à quinta-feira, domingo e quarta-feira, 3 jogos separados por 72 horas entre si, suficiente para rebentar qualquer plantel.

Em terceiro lugar porque a Taça Uefa tem mais uma eliminatória do que a Liga dos Campeões. Neste momento o Benfica joga os 1/16 da Taça Uefa enquanto o FCPorto já joga os 1/8 da Liga dos Campeões, ou seja, menos dois jogos para fazer no seu percurso.


Resumindo e baralhando: Em teoria o Benfica será sempre um candidato a ganhar a Taça Uefa. Mas a Taça Uefa tem fortes possibilidades de prejudicar a prestação a nível interno, não tenhamos dúvidas disso.

O ano passado o Sporting por exemplo, fez uma grande festa por eliminar o Manchester City desta competição. Mas nos jornais em Inglaterra, antes do jogo, o Manchester City já tinha praticamente abdicado desta competição, especialmente porque o grande rival United já estava fora das competições europeias e essa seria uma vantagem que o United não poderia ter na luta pelo título que o City veio a conquistar.

Para já, e conhecendo o percurso de Jorge Jesus, não tenho dúvidas. O Jesus quererá ganhar tudo e quererá eliminar este grande Bayern (que já está afastado do título alemão e apostará tudo nesta competição). O que corre é mais uma vez o risco de se prejudicar irremediavelmente a nível interno.

No entanto, acho que Proença acabou por nos fazer um favor: Fez bem em expulsar o Matic para que este tenha pelo menos duas semanas de descanso em Portugal. E só tenho pena que não tenha expulso também Sálvio em vez do Cardozo, porque de facto Matic e Sálvio são as duas pedras que da parte de Jorge Jesus não têm merecido qualquer descanso. Todos os outros, de uma forma ou de outra, têm sido alvo de alguma rotação ao contrario do que aconteceu em anos anteriores.

Se de Matic ainda compreendo que seja um jogador praticamente insubstituível, em relação a Sálvio custa-me a compreender o seu não descanso. Gaitan tem jogado pouco, é grande jogador e é capaz de fazer perfeitamente o lugar na faixa direita. Aliás, neste jogo na Madeira, Sálvio pareceu-me já estar em défice físico.

Grande noite a do 4-4 em Leverkusen a 15 de Março de 1994, uma noite que nunca esquecerei mas, pessoalmente, abdicava desta competição: Temos Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga para conquistar.

Benfiquismo

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Em relação ao jogo na Choupana, depois de ler as críticas ao otário do Proença, os comentários sobre o nosso JJ, a verborreia do presidente do futebol corrupto do porto (com a sua hilariante referência às escutas) e a diarreia mental do presidente do Nacional, posso agora, a frio, tecer os meus próprios comentários. Só vi a segunda parte, numa daquelas transmissões via net mas deu para perceber a desorientação, a falta de ambição, a falta de organização, os erros estúpidos do JJ (como o deixar ficar o Sálvio e tirar o Urreta, entre outros) e aquilo que todos vocês já leram e escreveram. Como a transmissão teve alguns cortes, posso não estar a ser totalmente justo na apreciação do jogo, mas deu também para relembrar como era o futebol sofrível do Benfica antes do JJ. Apesar de também eu ser crítico dele, reconheço que nestes últimos 3 anos e meio o Benfica jogou muuuuuuuuito melhor do que em largos anos que precederam o “mestre-das-tácticas”. E aqui é que entra o que senti e o que me lembrei após o jogo. E esta sim, é a razão deste post.

O meu pai, uma das pessoas que mais admiro na vida, levou-me desde cedo a visitar o velhinho Estádio da Luz. Lembro com saudade os tempos em que ia com ele à bola, em horários decentes, munido com a almofada para o rabo, uma bandeira maior do que eu e um cachecol. E claro, quando chuvia era indispensável ou um guarda-chuva, daqueles pequenos que apesar de não o ser eram descartáveis tal o abuso de que eram alvo, ou uma capa. Ele levava também o rádio para ir acompanhando os outros jogos, e ia explicando tudo o que se passava. Claro está, eu absorvia tudo. Eram tardes espetaculares!

Entretanto, ao tornar-me mais velho, passei a ir à bola umas vezes com ele, e outras com os meus amigos. Algo perfeitamente natural. Foi nesta altura que ele passou à reforma e começou a frequentar mais vezes os jogos de sueca lá no bairro e a conviver mais com a “velha guarda”. Foi também mais ou menos nesta altura que o Artur Jorge desfez a equipa do Benfica. E foi também nesta altura que eu percebi que via o Benfica de forma diferente da dele...

Não sei se antes, quando ele apenas me levava ao estádio para passar um bom bocado comigo, ele já tinha a sua visão diferente da minha. Calculo que sim. Mas o facto de ele levar com doses industriais de visões antiquadas e até rancorosas de outros adeptos (quase todos benfiquistas e sportinguistas) nos seus convívios de cartas, coincidir com a formação da minha própria opinião sobre o nosso Glorioso marcou indelevelmente a nossa relação pai-filho benfiquista. Ele, agarrado ao passado, entrou na onda da crítica constante, própria de quem viveu os tempos mais gloriosos do nosso clube e se vê confrontado com Damásios, Vales e Azevedos, Artur Jorge, e escumalha semelhante que quase conseguiram destruir o Benfica. Claramente ele estava a ser influenciado pelas seus parceiros de “vício”. Até determinado ponto eu cheguei a concordar com ele, mas pensei cá com os meus botões: não é assim que damos a volta. Não é a crítica constante e o “bota-abaixo” que nos vai ajudar a sair deste buraco. E foi a partir daí que qualquer jogo que eu visse na companhia dele, as nossas opiniões colidiam.

Ao longo do tempo, os comentários passaram a ser de bota-abaixo em relação ao Benfica e a Portugal, mas pior do que isso era aquilo que me irritava particularmente: o reconhecimento da “superioridade” do fcp. Ao que eu ripostava: “Mas não vês que aquilo é tudo baseado em corrupção? Que eles só conseguiram chegar onde chegaram de forma suja?” e ele logo dizia: “Sim, mas jogam muito mais e até parece que comem a relva…”. É certo que eles, durante todos estes anos, jogaram sempre com mais determinação do que nós, talvez baseando-se na amarelinha do póvoas, ou apenas simplesmente à custa do ódio que nutrem pelo Benfica, mas nada disso me faria reconhecer a tal “superioridade” que ele defendia. Passou a ser insuportável vermos jogos juntos, e inevitavelmente deixei mesmo de o fazer. Entretanto casei e as nossas discussões sobre o Benfica passaram a ser pelo telefone e apenas:
- Eu: “Então, viste o jogo?”
- Pai: “Vi. Não jogam nada”
- Eu: “Então e de resto, está tudo bem?”…
Acabo sempre por desviar o assunto, pois nem o Benfica nem nada nesta vida irá beliscar a minha relação com o meu Pai.

Não tenho dúvidas do seu benfiquismo, tal como não tenho dúvidas do meu. Sei também que 95% dos comentários que ele faz sobre o Benfica vêm da sua frustração/irritação de, após ter vivido o que viveu, ver o Benfica a jogar tão mal quanto jogou nos anos pós João Santos. Agora ele até já nem liga muito se o Benfica ganha ou perde. Acho que é um mecanismo de auto-defesa para não se chatear a sério com o futebol. Prefere canalizar as suas energias para os netos.

Não sei se este tipo de benfiquismo foi ou é vivido por mais alguém, mas acho que no meu caso as formas diferentes de ver/viver o Benfica que eu e o meu pai temos não são as melhores. Foi isto que me lembrei depois de acabar o Nacional-Benfica. Foi uma forma de jogar antiga e foram velhas discussões sobre futebol, com o meu Pai, que me vieram à memória.

Tenho saudades de ir à bola com ele…

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