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sábado, 28 de abril de 2012

Parabéns LFV!! O clube dos teus amigos vai ser campeão!

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No futebol não existem vacas sagradas

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O mundo do futebol ficou em choque com a notícia de que Guardiola decidiu sair do Barcelona no final desta época. Apesar de ter ganho 13 dos últimos 16 títulos disputados pelo Barcelona sob a sua orientação.

Como o Geração Benfica tão eloquentemente explicou o Barcelona agiu rápido para suprir a saída de Guardiola, apostando na prata da casa e evitando especulações o mais rápido possível.

Eu vou pegar neste tema por um prisma diferente: o treinador do clube de maior sucesso no mundo nos últimos três anos, ao não conseguir atingir o sucesso desportivo esperado esta época com a melhor equipa do Mundo e numa altura em que o melhor jogador do Mundo está a fazer a sua época mais produtiva, decidiu abandonar o Barcelona para permitir uma renovação e sangue novo para reinjectar ambição no clube.

Guardiola sempre foi do Barcelona, é um símbolo daquele clube - ganhou inúmeros títulos enquanto jogador e treinador pelos culés. No entanto, nunca adoptou o discurso de figura insubstituível. Isto porque tendo crescido enquanto Homem naquele clube ele sabe que por mais títulos que alcançasse a grandeza do Barcelona nunca se iria resumir á sua figura.

Agora vamos estabelecer um paralelo da atitude de Guardiola com a atitude de certas figuras no Benfica - Jesus e Vieira. Tanto um como outro mostram-se incapazes de assumir os seus erros em praça pública, quando as coisas correm mal ambos "desaparecem" e quando as coisas correm de feição são só basófia.
Ambos adoptaram uma estratégia de comunicação de que sem eles o Benfica está condenado ao abismo, sem eles o Benfica não é nada. Essa estratégia é evidente pela permanente defesa destas duas personalidades em praça pública em detrimento do clube - algo que só torna evidente que ambos se querem eternizar no clube.

Ora o Benfica é um dos maiores clubes do Mundo! Somos assim tão diferentes do Barcelona em termos de grandeza? Estará a existência de um clube tão grande como o Glorioso tão dependente da  permanência destas duas figuras na gestão do clube?
Na minha opinião, NÃO! O Benfica atingiu a sua grandeza sem estas duas personalidades, e depois de elas passarem o Benfica continuará a ser grande. No entanto, líderes fracos fazem fraca a forte gente, e se esses líderes fracos se eternizam então mais fraca ficará a sua gente. 

No futebol, como Guardiola demonstrou e para pânico de Jesus e Vieira, não existem vacas sagradas e se se falha em colocar um clube da dimensão do Barcelona ou do Benfica no lugar que merece então haver humildade e respeito pela História do clube e abrir espaço para o renascer da ambição e da esperança. Abram os olhos forte gente!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Porque não ganha o Benfica V

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Na continuação dos trabalhos anteriores, antes de prosseguir com a caracterização dos membros do Conselho Consultivo da FCP/FSAD, recupero parcialmente das introduções:

Agradeço desde já a colaboração de todos os que puderem completar ou corrigir os elementos contidos nesta crónica, pois admito que alguma informação, publicada, que recolhi poderá estar já desactualizada. Nesse caso, além de agradecer, peço que me desculpem.

Deixo claro que não sou um opositor da regionalização, pelo contrário, sou um feroz opositor do centralismo asfixiante e prepotente venha de onde vier. E aqui é que está o gato! É minha convicção de que, a maioria dos regionalistas, nada mais pretendem do que, deslocar o centralismo para as suas esferas de influência onde poderão exercer o poder a seu belo prazer.

Conselho Consultivo da FCP Futebol SAD.
António Lobo Xavier:

Trata-se de uma figura pública, de grande competência Técnica na área jurídico-Fiscal, referência política do CDS, opinion-maker, com atividade diversificada na área empresarial, destacando-se a sua ligação ao universo Sonae, Fundação Belmiro de Azevedo, Associação Comercial do Porto, Cerâmica Valadares e Fundação de Serralves. Confirma o padrão já referido alargado a duas “novas” entidades: a Cerâmica Valadares; patrocinadora histórica do FCP e a Fundação de Serralves; entidade de grande relevância cultural sedeada no Porto.

Biografia (fonte: Wikipédia)

Licenciou-se em Direito, em 1982, e obteve o mestrado em Ciências Jurídico-Económicas, em 1988. Assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra entre 1983 e 1994. Desde então dedica-se à advocacia, tendo integrado as firmas Osório de Castro, Verde Pinho, Vieira Peres, Lobo Xavier & Associados, entre 1989 e 2005, e a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, desde 2006. Tem o título de advogado especialista em Direito Fiscal, pela Ordem dos Advogados, desde 2004. Foi membro do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, entre 1986 e 1991, e colaborador da Reforma Fiscal de 1988.

Na área empresarial, é gestor de topo na Sonaecom e vogal (não executivo) do Conselho de Administração da Mota-Engil. Anteriormente foi membro do Conselho de Administração do Futebol Clube do Porto e da Cerâmica de Valadares. Faz parte dos órgãos de várias instituições, sendo vogal da Direcção da Associação Comercial do Porto e dos Conselhos de Administração da Fundação de Serralves e da Fundação Belmiro de Azevedo.

Militante da Juventude Centrista e do Centro Democrático Social, foi deputado à Assembleia da República, de 1983 a 1996, candidato à liderança do CDS, em 1992, presidente do seu Grupo Parlamentar, entre 1992 e 1994. Preside à Assembleia Municipal de Penafiel, desde 2005. É comentador político na Quadratura do Círculo, na SIC Notícias, desde 2004.

(Fonte: Apritel)

É também membro do Conselho de Administração ou de outros órgãos sociais de diversas instituições públicas e privadas, entre as quais, SGC, SGPS, S.A, Fundação de Serralves, Valadares, Fundação Belmiro de Azevedo e ACEGE - Associação de Gestores e Empresários Católicos.

Artur Santos Silva

Digo já que tenho um respeito enorme por Artur Santos Silva. Não encontrei esta referência, mas sei que os seus ascendentes tiveram grande relevância na implantação da República! Apesar disso, tenho dele duas grandes mágoas; não ter posto termo ao modelo de atuação dos dirigentes do seu clube contribuindo assim para a lealdade desportiva e a coesão social dos Portugueses e eventualmente, ter proposto o agraciamento de Vitor Baia em vésperas de um dos julgamentos do Sr. Pinto da Costa, onde aquele se apresentou como testemunha abonatória do réu, que foi ilibado! Não está em causa Vitor Baia; grande profissional merecedor de tal distinção…mas, o momento…o momento, foi desastroso! Já que falei de Vitor Baía, vou fazer uma confidência; tinha por ele um tal respeito que cheguei a pensar convictamente que se demarcaria dos métodos alegadamente espúrios dos seus dirigentes!
O currículo de ASS, fala por si; É uma figura de dimensão Nacional.

(Fonte: Wikipédia)

Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva, é um jurista e administrador de empresas português.
Licenciado em Direito, pela Universidade de Coimbra (1963), iniciou a sua carreira profissional como assistente de Finanças Públicas e Economia Política, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1963-1967). Deixou o ensino para ocupar o cargo de director-geral do Banco Português do Atlântico (1968-1975), após o que é chamado a integrar o VI Governo Provisório, como secretário de Estado do Tesouro (1975-1976). Depois dessa experiência é nomeado vice-governador do Banco de Portugal (1977-1978) e volta a leccionar, como regente das disciplinas de Moeda e Crédito, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (1979-1985), e de Economia Financeira, novamente em Coimbra (1980-1982).

Envolvido na fundação do Banco Português de Investimento (então Sociedade Portuguesa de Investimentos), foi presidente da respectiva Comissão Executiva (1981-1988) e do Conselho de Administração (1988-2004). Foi vogal do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e da Partex Oil & Gas Holdings Corporation, empresa propriedade daquela instituição, e integra também o Conselho de Administração da Jerónimo Martins. É presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.[1]

Em 22 de dezembro de 2011 foi eleito presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e assumirá as funções a 2 de maio de 2012, data em que termina o mandato de Emílio Rui Vilar.

(Fonte: Infopédia)

Gestor bancário nascido a 22 de maio de 1941, no Porto. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1963, frequentou em 1985 o Stanford Executive Program da Universidade de Stanford (EUA). Desempenhou funções de diretor do Banco Português do Atlântico (1968-1975), secretário de Estado do Tesouro (1975-1976), vice-governador do Banco de Portugal (1977-1978) e presidente da Sociedade Portuguesa de Investimentos (1981-1985). Ocupou lugares destacados na banca portuguesa, como sejam o cargo de presidente do Conselho de Administração dos bancos Borges & Irmão e Fomento e Exterior (desde outubro de 1996) e Fonsecas & Burnay (desde 1991). Em 2000 exerceu por pouco tempo o cargo de presidente do Conselho de Administração do BES.BP. Foi eleito presidente do Conselho Administrativo do "Porto - Capital Europeia da Cultura 2001", tendo sido substituído posteriormente por Teresa Lago.

Elisa Ferreira

Também uma ilustre figura pública. Peso pesado do Partido Socialista, com um currículo académico relevantíssimo na área económica, grande experiência governativa e parlamentar, militante convicta e candidata pelo PS à Câmara Municipal do Porto, nas últimas eleições. Alegadamente, amplia e aprofunda sobremaneira a influência do Grupo FCP, na política nacional, na Administração Regional, Academia Universitária do Porto a que junta a sua competência profissional em economia!

(Fonte: Wikipédia)

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (1977); Mestrado em Economia pela Universidade de Reading, do Reino Unido (1981); Doutoramento em Economia, pela Universidade de Reading, do Reino Unido (1985);

Actividade Profissional:

Professora Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Vice-Presidente da Associação Industrial Portuense (AIP), entre 1992 e 1994; Vice-Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, entre 1989 e 1992; Presidente da Comissão Executiva da Operação Integrada de Desenvolvimento (OID) do Vale do Ave (entre 1990 e 1992); Coordenadora da equipa técnica autora dos Estudos Preparatórios da OID do Vale do Ave; Subdirectora do Programa de Investigação sobre Gestão de Recursos Hídricos financiado pela NATO; Subdirectora do Projecto de Gestão Integrada dos Recursos Hídricos do Norte (entre 1986 e 1987); Representante do Ministério do Plano e Administração do Território na Comissão de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Ave - CGIBHA, entre 1985 e 1989; Colaboradora não permanente da Universidade Católica, no Porto e em Lisboa (desde 1986); Vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística (de 1989 a 1992);

Actividade política:

Ministra do Ambiente do XIII Governo Constitucional (de 1995 a 1999); Ministra do Planeamento do XIV Governo Constitucional(de 1999 a 2002); Deputada pelo Partido Socialista à Assembleia da República (de 2002 a 2004); Deputado no Parlamento Europeu pelo Partido Socialista entre 2004 e 2009; Candidata pelo Partido socialista à presidência da Câmara Municipal do Porto (2009);

Subdirectora do projecto de gestão dos recursos hídricos do Norte (1986-1987). Coordenadora dos Estudos Preparatórios da Operação Integrada de Desenvolvimento do Vale do Ave (1989). Presidente da Comissão Executiva da Operação Integrada de Desenvolvimento do Vale do Ave (1990-1992). Vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (1989-1992). Vice-presidente executiva da Associação Empresarial de Portugal (1992-1994).

Vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística (1989-1992). Autora de diversos artigos e trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro .

(Fonte: Parlamento Europeu)

NO PARLAMENTO EUROPEU, NA LEGISLATURA 2004-2009:

Foi membro efectivo da Comissão dos Assuntos Económicos e da Delegação ACP-EU; Foi membro suplente da Comissão de Comércio Internacional e da Delegação do Sudeste Asiático.

NA ACTUAL LEGISLATURA:

É membro efectivo da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, da Comissão Especial para a Crise Financeira, Económica e Social e da Delegação à Assembleia Parlamentar Paritária ACP-EU; É membro suplente da Comissão dos Transportes e do Turismo, Delegação para as Relações com a Índia e da Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica.



E por hoje fico por aqui, com a convicção de que este trabalho reforça a tese que defendo e defini no início desta série de crónicas. Espero que ajude os Benfiquistas a perceber melhor o que é o Futebol Clube do Porto e que ajude os Portistas a perceber qual é o clube do Regime.

Política fora do futebol!

Viva Portugal Livre!

Para benfiquistas comentarem.

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De uma vez por todas é preciso que todos concordem em quais são as prioridades.

Em quê? Em fazer um Benfica forte e VENCEDOR.

Leio muitos comentários apoiando que se tem que começar essa luta dentro do Benfica, outros afirmando que todos os problemas residem no sistema e que temos é que combater essa corja com o que temos, pois estamos a trabalhar bem.

Quem acompanha o NGB sabe que mesmo nos escribas deste blog a coisa não é unânime.

Pois é altura de todos contribuírem para esta discussão.
Da parte deste simples sócio, não tenho dúvidas que é dentro do Benfica que se começa a construir um Benfica forte, focado, incisivo, profissional e vencedor.

O que acham da performance do Benfica nestes itens:

- Área financeira

- Departamento de Futebol

- Resultados desportivos (incluindo modalidades)

- Marketing e Imagem da Marca

- Comunicação do clube

- Departamento e Comunicação com Sócios

- Complexo da Luz e sua rentabilização

- Benfica TV

São alguns pontos que penso serem importantes para a vitalidade do clube.
Peço comentem de forma resumida, mas sem cortarem no essencial da vossa opinião.

Para quem quer ter uma ideia clara do que é um clube com gestão profissional, e com gente do clube ao leme, consulte este link e explore a parte 'Company' e 'Club'.


Equipa de campeões

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Portugal, 26 de Abril de 2012

A 2ª mão das meias-finais da Champions para além das conclusões que permitiram tirar acerca da valia das equipas e seus modelos de jogo, em particular no contrariar da lógica que apontava para uma final entre o Barcelona e o Real Madrid, mostrou – a quem esteve atento – que há diferenças muito significativas entre a arbitragem que se faz lá fora e a que se faz cá dentro. E se ainda há adeptos que não sabem como foi possível o Benfica fazer um conjunto de duas boas exibições contra o Chelsea, tem de tentar perceber melhor a influência das decisões dos árbitros no normal desenrolar dos jogos.

Em particular há 4 lances que devem ser guardados na memória, para poderem ser invocados a favor do Benfica nas competições nacionais. São eles: 1) o lance que originou a expulsão de Terry em Barcelona, provocado por um pequeno e intencional toque por trás do adversário, sem bola, 2) o desarme ilegal de Drogba, que rasteirou sem virilidade e originou o penalty falhado por Messi, 3) a intercepção com o braço de um remate a 4/5 metros de Ronaldo que originou o penalty do 1º golo do Real e 4) o desarme ilegal de Pepe, provocando o desequilíbrio do adversário, que originou o penalty e golo do Bayern de Munique. Todas estas decisões dos árbitros tiveram importâncias distintas no resultado final desses jogos, sendo a mais evidente a que origina o golo do Bayern decisivo para igualar a eliminatória e levar o jogo à lotaria dos penaltys.

Este tema vem a propósito do que assistimos durante praticamente toda esta temporada, em relação ao nosso Benfica, com uma ou duas excepções, por parte da arbitragem portuguesa comandada pelo homem de mão do FCP e sócio do SCP, Vítor Pereira.

Compare-se a 1ª destas 4 decisões da Champions com a tackle com virilidade excessiva sobre Witsel (Nacional, 1ª volta), agressão a Saviola na grande área (Luz, Académica), emparedamento de Bruno César na grande área (Paços de Ferreira, 2ª volta), pontapé nas pernas de Aimar na grande área (Académica, 2ª volta), pontapé em Rodrigo (Guimarães, 2ª volta), pontapé de Toy sobre Javi (Olhão, 2ª volta), tackle deslizante “leva tudo à frente” de Ínsua sobre Bruno César (SCP, 2ª volta), etc., onde os árbitros se “esqueceram” de mostrar o cartão amarelo, quando o adversário já tinha um, se esqueceram de mostrar cartão vermelho e/ou assinalar grande penalidade, se esqueceram de mostrar cartão amarelo sendo o primeiro ou até conseguiram marcar falta atacante contra o Benfica, no caso de Aimar. Venham de lá os árbitros estrangeiros...

Compare-se a 2ª e 4ª destas 4 decisões, com o carrinho “leva tudo à frente” do Polga sobre Gaitan (SCP, 2ª volta), desarme - pontapé sobe Gaitan (Taça da Liga), etc., onde se esqueceram de assinalar o penalty e num caso, pelo contrário, consideraram simulação e puniram com cartão amarelo o nosso jogador. Venham de lá os árbitros estrangeiros...

Compare-se a 3ª destas 4 decisões com o remate de Bruno César interceptado pelo braço do Cedric em Coimbra, o remate de Gaitan interceptado pelo braço de Alex (Guimarães na Luz), etc., onde com 0-0 não foram assinalados os respectivos penaltys e sancionados os jogadores faltosos com cartão amarelo. Venham de lá os árbitros estrangeiros...

Fica evidente que há formas bastante diferentes de analisar os lances por parte dos árbitros, nas competições europeias e cá em Portugal, sendo notório que cá obedecem a um padrão bem definido que se resume a prejudicar o Benfica e ajudar o FCP, pois os mesmos tipos de lances são decididos de forma diferente para cada um dos dois clubes.

O papel do Sr.º Vítor Pereira é alimentar este padrão. Quem o interpretar bem, na jornada seguinte tem jogo e 1100 euros, quem o interpretar mal, não tem e ganha zero. Os que se distinguirem pela excepcionalidade do objectivo alcançado poderão, como Soares Dias, ser nomeados para um jogo da Liga do Qatar em 22 de Abril último (quanto não terá ganho?), ou ser seleccionados para o Europeu de Futebol sub 21, nomeações que a comunicação social “estranhamente” não deu destaque. Ou não fosse esta uma prova de como os “media” promovem a trampice que existe no futebol português...

Com todos estes obstáculos programados para nos prejudicarem, é fantástico ver o Benfica a lutar (com dificuldade) pelo título a 3 jornadas do final. Só uma equipa de campeões conseguiria resistir tanto como a nossa ...

Ironia das ironias...

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Ontem á noite ao ver a meia-final da Liga dos Campeões não pude deixar de reparar que o treinador do Real era Mourinho (já tinha reparado nisso antes...) e do Bayern era Jupp Heynckes.

O que têm ambos em comum? Passaram pelo Benfica "naquele" momento do clube. Curiosamente, e se Jupp Heynckes ganhar arriscam-se a pertencer ao restrito número de treinadores a terem conquistado duas CL's por dois clubes diferentes.

Enquanto isso nós lá nos vamos contentando sendo tetra-vencedores da Taça da Liga e a não ter uma final europeia nos últimos 20 anos. Ou termos três clubes portugueses que fizeram melhor que o Benfica a nível europeu nos últimos 10 anos.
Ao menos vendemos  os nosso jogadores por bom preço e somos parceiros de negócios respeitáveis. Que orgulho...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Liderança fraca. E uma oposição credível?

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No seguimento do meu último tópico hoje escrevo sobre a influência de Luìs Filipe Vieira nos media e sobre o que considero que seria uma lista de oposição credível.

Se existe algo que Luís Filipe Vieira faz com mestria é gerir a agenda mediática de modo a proteger-se (diferente de proteger o Benfica).
Quando o Benfica passa por maus momentos, Luís Filipe Vieira não aparece nos meios de Comunicação Social nem presta declarações significativas. Desse modo a sua cara não fica associada ao fracasso mesmo que a sua Direcção seja a responsável directa pelos insucessos do Benfica.  De igual modo, quando as coisas começam a correr mal começam a circular as notícias a pôr em causa o trabalho de treinador e jogadores de modo a criar a impressão nos benfiquistas menos atentos que a culpa se deve a defeitos destes (em parte sim, mas numa Direcção com uma estrutura construída para fazer o Benfica ter sucesso a nível desportivo esses defeitos são mitigados – um exemplo simples é como o Porto do Vítor Pereira se vai sagrar campeão ou como um Sporting com um Sá Pinto extremamente limitado como treinador está a obter sucesso ou um clube de pequena dimensão como o Braga tem tido tanto sucesso a nível desportivo com treinadores que falharam no Benfica).

Além disso, devido á amizade que tem com Joaquim Oliveira e á influência deste sobre os media em Portugal não existem meios de comunicação social que ponham em causa a gestão do Benfica por parte de Luís Filipe Vieira. É um facto que com LFV no clube as notícias que arrastam o nome do clube pela lama são muito menores do que eram com Vale e Azevedo.
No entanto, quem é que tem imensa influência sobre as notícias divulgadas em Portugal? Joaquim Oliveira. E acho que já todos repararam que Agência Lusa, RTP e TVI são antros de andrades. Pura e simplesmente LFV tem imprensa amiga porque é “amigo” e serve os interesses de quem domina o panorama da Comunicação Social em Portugal.
Muitas das notícias e assassinato de carácter de VeA deviam-se á guerra deste com quem dominava e domina o panorama da Comunicação Social em Portugal. O nome do Benfica será arrastado na praça pública apenas e só quando forem postos em causa os interesses instalados.

Muito facilmente se explica o tempo de antena dado ultimamente a figuras como Joe Berardo e Gomes da Silva  que defendem que a continuação de Vieira á frente do clube é importante enquanto que apoucam o elo mais fraco que é sempre o treinador e jogadores. Isto sem nunca explicar o porquê de tal após doismandatos seguidos de falhanço desportivo. No entanto, esta defesa constante de LFV por parte de outros levanta uma questão inquietante: porque é que LFV precisa de ser defendido na praça pública? Porque nos últimos seis anos falhou rotundamente em transformar o Benfica num clube de sucesso. Se o Benfica tivesse tido sucesso, Vieira não precisaria de defesa.

Num panorama destes como pode surgir um movimento alternativo a Luís Filipe Vieira? Tem que obedecer a vários parâmetros que esvaziem a já estafada retórica vieirista ao mesmo tempo que ofereçam garantias de diálogo com quem neste momento é “dono” do Benfica – o BES.

1 – Tem que apresentar como cabeça de lista uma personalidade conhecida dos benfiquistas e da sociedade portuguesa pelo benfiquismo puro e pela seriedade – alguém impossível de ser apelidado de aventureiro. Tem que ser alguém que já não tenha nada a ganhar em ser Presidente do Benfica por já ter uma posição estabelecida na sociedade, alguém com um forte perfil de diálogo e reputação junto do sector financeiro e que não tenha fortes inimigos de estimação;

2 – Apontar imediatamente que com a revisão dos estatutos feitos após as últimas eleições, o Benfica está hoje impermeável a aventureiros (como o Vale e Azevedo Júnior lembrou hoje);

3 - Ao mesmo tempo uma lista com esperança de ganhar terá que ter alguém com influência dentro dos meios de comunicação social de modo a prevenir assassinatos de carácter e para tentar garantir uma cobertura mediática justa.

4 – Não pode acima de tudo atacar o carácter de quem compõe actualmente a Direcção do Benfica repetindo os erros de anos anteriores ou mesmo momentos mais recentes. Os ataques a Vieira terão que ser civis e focarem-se no ponto essencial: a incapacidade de Vieira em obter resultados desportivos dignos da grandeza do clube. Se for necessário até se reconheça o trabalho na credibilização do clube a nível financeiro. Mas virem a agenda mediática para o enorme falhanço a nível de títulos desportivos sob a égide de LFV. É o ponto mais óbvio e o que mais interessa aos benfiquistas.

Para além disso, para conquistar os sócios, uma lista alternativa tem que apresentar um projecto sólido e credível e acima de tudo nomes que garantam que a execução desse projecto é possível. Deverá ser composta por uma mescla de personalidades: benfiquistas com espírito de missão e também por pessoas que conheçam por dentro os podres do futebol português e consigam prevenir ataques ao Benfica vindos de restaurantes e bares de alterne. Neste momento, não existem benfiquistas com tal capacidade devido ao afastamento do Benfica das esferas de influência no futebol português nos últimos vinte anos.

Óbviamente que também tem que apresentar um projecto desportivo interessante: com um nome forte para treinador (estrangeiro ou português),  e uma ou duas contratações sonantes.
Finalmente, terá que garantir o apoio de algumas antigas glórias do clube.

É difícil? Talvez. Mas uma lista competente e bem montada e espírito de missão pelo Benfica tornam possível oferecer uma alternativa com hipóteses de vitória.

Quais os nomes que gostariam de ver a lutar por um Benfica melhor?

terça-feira, 24 de abril de 2012

A muleta falaciosa

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Na sequência da minha crónica anterior "Porque não ganha o Benfica IV", o colega Manuel fez um comentário que aqui reproduzo, por, revelar um campo de análise do futebol mais abrangente que tem sido sistematicamente ignorado, mas que é vital para um correto enquadramento e decifração dos "motores" do espúrio ascendente da supremacia desportiva Portista nesta República da Treta.

Ao futebol o que é do futebol e à política o que é da política! Afastem-se em definitivo os "trafulhas" que minam "todos os dias" os alicerces da Democracia e denunciem-se os cobardes, os hipócritas e os lambe-botas que entronizam os "fascistas" do futebol luso.

Quanto aos Benfiquistas, não tenham ilusões; nenhum Presidente por si só, fará o trabalho que compete a todos!

Eis o Comentário do Manuel com o qual estou de acordo, em geral (descontando uns excessos de linguagem):

Caro António, só conhecemos uma infinitésima parte.

Quando o António fala de regionalização do Porto "pela porta do cavalo" é capaz de ter acertado em cheio! Só espero que os portugueses não estejam a dormir.

Sei de pessoas (com nomes) que lideraram a campanha que levou Passos Coelho ao poder e que funcionam com outras pessoas como "grupos de pressão", vulgo "lobbying", a favor de interesses da cidade do Porto! Para mim, "grupos de pressão" mais não é do um pleonasmo para "tráfico de influências". O que é o mesmo que dizer: CORRUPÇÃO!!


Já repararam nas simpatias clubísticas de muitos dos membros do governo? À semelhança da CS, colocam pessoas da mesma seita. 

Eles gostam de falar do Porto como sinónimo do norte, mas isso não passa de demagogia barata, para enganar os papalvos e os pacóvios que são enganados há mais de cem anos. Eles defendem apenas os seus interesses pessoais, não apenas económicos, mas também de vaidade e de poder. 

O que eles querem é o pobo do norte calmo para os poder continuar a explorar como têm feito até aqui. É no norte que está o maior atraso em quase tudo, a maior corrupção, compadrio, tráfico de influências, ordenados mais baixos, a maior dose de ignorância no que toca a quase tudo. E não me venham dizer que a culpa é do centralismo pois isso acontece desde os tempos do fascismo. Quem os mantém nesse estado é quem os explora. E eu não sou de esquerda! Sou simpatizante da direita! Mas não sou estúpido!

A ideia de que "no Porto trabalha-se, em Coimbra estuda-se e em Lisboa divertem-se" vem do tempo do fascismo. Era uma maneira de confortar os desgraçados que, ignaros e iletrados, amouxavam a trabalhar de sol a sol por tuta e meia. Para os confortar lançavam-lhes esses "clichés". E os imbecis ainda agora repetem a ladainha como se fosse verdade. Papalvos!


Eu sei do que falo pois nasci e fui educado no norte. Por sorte saí cedo. E abri os olhos! 

As palavras do Eanes, outro imbecil que, à semelhança de outros, como o Noronha do Supremo, ainda vive dentro da redoma de vidro do século XIX, prova o que digo. São tão reaccionários que só de lá saem com os pés para a frente. Oxalá não demore.

O que ele diz, que o Porto melhorou a auto-estima das gentes do norte é mentira. Ou melhor, melhorou a auto-estima mas foi das pessoas do PORTO! Não do norte! Mas acima de tudo, melhorou a auto estima desses gestores e caciques que, com ressentimentos e complexos tremendos de inferioridade, aproveitando-se da revolução dos cravos, viram a sua oportunidade para conseguir o que gostam: relevância social e satisfação dos seus egos pessoais de visibilidade e poder. Assim como económica, claro! Sabe-se lá com que meios!


Agora o que não se pode fazer é, para melhorar a auto estima de uma cidade, utilizarem-se meios totalmente ilegais, corruptos, prostituição e tráfico de carne humana, para conseguir os seus fins. Não se pode melhorar a auto estima de uma parte da população DIMINUINDO A AUTO ESTIMA DA OUTRA PARTE. É como uma manta curta. Se a puxamos para nós, descobrimos o parceiro do lado.

Melhorou a auto estima com investimentos ilegais, com corrupção de políticos e de outros agentes, com a corrupção de juízes, da polícia, de gestores públicos, etc. Com meios ilícitos. 

Mantidas as respectivas diferenças, foi exactamente o que aconteceu aos alemães. Para aumentarem a sua baixa auto estima começaram uma guerra, assassinaram milhões de judeus inocentes até caírem em si e perceberem o que tinham feito. E só passado duas gerações conseguiram recuperar a sua verdadeira auto estima, racionalizar e esquecer a ignomínia que lhes causou todo essa vergonha da sua história. 

É o que vai acontecer aos andrades. Irão ser conhecidos para todo o sempre como OS CORRUPTOS. Os putanheiros, os mafiosos, os que filmam juízes e árbitros com putas para os chantagear. Tudo em nome da... REGIONALIZAÇÂO. A ambição final dos caciques e dos capos do Porto. Mas não do verdadeiro norte.

Insultar o Benfica já não chateia?

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Os ataques aos benfiquistas que escolheram 'cantar' um ou dois versos para expressarem a sua insatisfação têm sido muitos. Os seus motivos podem não ter sido os mais óbvios, mas mesmo muitos que não cantaram confessam que lhes apetecia tê-lo feito.

De facto, a escolha de palavras de quem 'cantou' podia ter sido outra.
Uma versão com humor tipo 'Vieira, amigão, pede a demissão!'
Ou mais séria como 'Vieira, atenção, pede a demissão!'. 
Seria mais respeitoso e ao mesmo tempo a mensagem passava e mais gente tinha acompanhado o coro.

Mas sejamos honestos: são os adeptos que pagam quotas e cativos os vilões desta história?
Quem tem insultado mais quem? 

Apoiar portistas que exerceram cargos em pleno Apito Dourado é o quê?
Amordaçar a democracia no Benfica com aquela revisão de estatutos é o quê?
Estar um dia a discursar e a apelar à unidade e no outro a jantar com o Oliveirinha é o quê?
Colocar na estrutura do clube gente proveniente do FCP e do Braga é o quê?
Calar perante os roubos de que a nossa equipa de futebol é alvo é o quê?
Calar perante a perseguição que vozes do Benfica são sujeitas na comunicação social é o quê?
Calar perante a tristeza que os atletas sentem por perceberem que não basta jogarem bem para vencer é o quê?
Calar perante mais um peão portista que foi instalado num clube da Primeira Liga(Aloísio) é o quê?
Fazer da Benfica TV um orgão oficial da visão do presidente é o quê?

Tudo isso é insultar o Benfica, a sua história e os milhões de adeptos que ao redor do mundo vivem e sofrem pelo Benfica.
Por isso, desculpem lá se não alinho no coro de condenações aos cânticos do estádio. 
Não defendo insultos, mas acho que o Benfica tem muito mais que discutir e se preocupar que com isto.

A jornada deste fim de semana deu mais um penalty 'saca-rolhas' para ajudar a desbloquear a corrupção.
O que interessou destacar para branquear mais essa prenda?
Foi dar brados de alegria por uma das melhores exibições do Benfica desta temporada.
O que mudou isso? Nada. Continuamos a 4 pontos e um dos piores treinadores de sempre da Primeira Liga está perto de ser campeão nacional.
Ali até o Luis Campos seria campeão!

 Nota a um facto curioso: A Académica está à 15 jogos sem vencer. E Pedro Emanuel, que tantas provas já venceu como treinador continua no cargo! Curioso! Ou não...
 


 

domingo, 22 de abril de 2012

Papoilas Saltitantes

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Finalmente conseguimos perfumar o nosso blogue com a admissão de uma mulher e enorme Benfiquista no nosso cardápio de escribas. Ainda não tem nome de guerra porque só nos próximos dias é que vamos ao Registo Civil  fazer a sua inscrição, mas já nos  enviou um cheirinho da sua prosa.
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 Faltam apenas três jornadas para o final do campeonato, e eu já sinto uma angústia... a angústia que todos os amantes do desporto rei, mas sobretudo, que nós, Benfiquistas, sentimos a partir de Maio. Que falta me faz, todos os anos, o meu Glorioso, jornada após jornada. É como se de um vazio se tratasse, até que chegue o início da pré-época e, com ela, os sonhos de sempre: “NÓS SÓ QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO”.

Mas mais do que o período saudosista do costume, a minha angústia é outra... faltam três jornadas, nove pontos a conquistar, cinco pontos a recuperar ao adversário... e....

Meus amigos, ainda é possível! Enquanto for matematicamente possível, nós vamos continuar a acreditar e a lutar até ao fim, com a raça e o querer do costume!

Não vamos criar (grandes) ilusões. Todos nós temos consciência do quão difícil será. Mas... “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Com os pés bem assentes na terra, encarando cada jogo como se do último se tratasse, vamos fazer aquilo que nos resta: ganhar todos os fins-de-semana, lutando até ao fim. Bem sei que não dependemos apenas de nós, que há uma série de circunstâncias que nos empurram para o insucesso, mas nós somos Benfica!

Eis a resolução deste campeonato: Rio Ave vs Benfica; Marítimo vs Porto; e Benfica vs Leiria; Porto vs Sporting.

Todo este sofrimento seria evitável, é certo. Erramos onde jamais poderíamos ter vacilado. Demos o trunfo ao adversário. Como foi possível?! Depois da importante vitória frente ao Braga, tínhamos tudo para ter embalado até à vitória final. Perdemos mais do que três pontos em Alvalade: colocamos quase toda uma época a perder, pusemo-nos nesta difícil e sufocada situação. Por muito que me custe dizê-lo, estamos a quatro pontos do líder por grande culpa nossa. Uma equipa como o Benfica não pode falhar em situações decisivas deste género. Pressão? Faz parte. Jogamos ao mais alto nível, pelo que não serve de desculpa. O que passou querida equipa? Tivemos o pássaro na mão e...

Não vou entrar em grandes “arbitragens”, até porque não me foi possível ver “o tal” jogo. Vou falar daquilo que sei e vi. Sabíamos de ante-mão que o nosso Pablito Aimar falharia o jogo com o Sporting, por uma... expulsão... que lhe valeu... dois jogos... de suspensão!! Ora, e pegando desde já por aqui, lembram-se disto? Eu também! Expulsão? Dois jogos de suspensão? Inacreditável!

Não estamos ilibados de responsabilidades, por aquilo que me apercebi. A equipa falhou, é um facto. Mas não deixa de ser uma grande coincidência expulsar Aimar - pela primeira vez na carreira, segundo li, não tendo, contudo, confirmado oficialmente – e aplicar-lhe dois jogos de suspensão (por aquela entrada gravíssima, onde qualquer um, por mais vesgo que seja, consegue VER que Aimar não toca no adversário), abrangendo, casual e não intencionalmente, o jogo decisivo com os de Alvalade. O nosso El Mago é só um dos jogadores que consegue dar outro toque (leia-se magia!) e impulso ao jogo, conseguindo, muitas vezes, fazer a diferença. Coisa pouca! Estas manobras de bastidores e a maré de lesões levaram-nos ao abismo, praticamente.

Foram jogos complicados, onde superar a dor física e psicológica da equipa foi, talvez, muito mais difícil que (tentar) vencer os adversários. Isto para não falar que o calendário dos últimos jogos da equipa foi o... terror! Jogos atrás de jogos, com muita arte e engenho da gestão do plantel, enquanto outras equipas – que se dizem... grandes – tinham a árdua tarefa de jogar semana após semana. Ó memória curta!!

Em pouco tempo, num calendário tão difícil, distancia-mo-nos do primeiro lugar, fomos eliminados da Champions e conquistamos a Taça da Liga.

Uma palavra apenas para a Champions: grande, enorme Benfica!!! Fomos injustamente eliminados, depois de termos sido – arriscaria-me a dizer – unanimamente prejudicados na Luz (ainda não me esqueci da mão na bola de Terry, por exemplo!) e após termos feito uma soberba exibição em Londres, encostando o Chelsea às cordas. Acabamos por morrer na praia (“Ai se te pego”, Raúl Meireles!!!), mas de cabeça bem erguida, embora isso não chegue. Nós merecíamos ter passado, não eles, aqueles blues... por temos demonstrado em campo que fomos superiores, por toda a magia espalhada pelo relvado, mas, sobretudo, pelo grande sacrifício e espírito de entre-ajuda presente na equipa. Orgulho em vocês rapazes! Orgulho em termos um Artur, um Maxi, um Luisão, um Javi Garcia, um Aimar, um Cardozão, um Rodrigo, um Nelson Oliveira,... querem mais? E eles, o que têm?! Nada! Nada em comparação com a nossa “raça, querer e ambição”.

Depois deste desabafo, concentre-mo-nos no campeonato! “Contra os canhões marchar, marchar”! Ou melhor, “sou de um clube lutador, que na luta com fervor, nunca encontra um rival, neste nosso Portugal”!!!!

Até à próxima, Papoilas Saltitantes!


Pecados capitais - passado e presente

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Infelizmente para o Benfica parece que a história tem uma tendência para se repetir ciclicamente.
Neste momento, o Benfica atravessa uma crise de valores só comparável ao mandato da presidência de Manuel Damásio.


Voltando atrás no tempo basta recordar o que era o Benfica dos anos 80 e príncipio dos anos 90 e no que se tornou quando Damásio assumiu a presidência do clube. Enquanto o Benfica assumiu uma postura de combate ao polvo durante os anos 80 e princípios de 90 e recolheu frutos dessa postura - cinco campeonatos nos anos 80 e dois no início dos anos 90 (isto apesar de gastos crescentes no futebol para manter a competitividade) - quando Damásio assumiu a presidência do clube decidiu "aliar-se" ao pior inimigo do Benfica. Assumiu a presidência da Liga com o beneplácito de Pinto da Costa e depois deu o beneplácito para que este assumisse a presidência da Liga.

Ao mesmo tempo, destruiu toda a estrutura ganhadora que existia no Benfica, começando com treinadores e jogadores num momento negro da história do Benfica sobejamente conhecido e esmiuçado.
O resultado estava á vista: um domínio absoluto do futebol português pelos Corruptos e o declínio do Benfica (acentuado durante o mandato de Vale e Azevedo - ás vezes interrogo-me como teriam sido as coisas com Luís Tadeu).

Ora e o que isto tem a ver com Vieira? Já lá irei chegar mas antes disso convém fazer um breve diagnóstico das suas presidências.


No seu primeiro mandato Luís Filipe Vieira teve claramente bastante sucesso no Benfica. O clube recuperou a nível financeiro e no plano desportivo teve bastante sucesso sendo vice-campeão atrás do Porto de Mourinho mas ganhando a Taça de Portugal ao mesmo, sendo campeão no ano seguinte com Trap (para mim o melhor treinador que passou pelo Benfica desde Eriksson) e a Supertaça Cândido de Oliveira com Ronald Koeman. Este mandato fica também marcado pelo processo Apito Dourado e por um Presidente que fez de tudo para combater o Sistema instalado no futebol português.



Após um primeiro mandato auspicioso, o segundo mandato de Vieira no Benfica foi completamente desastroso a nível desportivo. Ficou marcado (de novo) pela instabilidade na estrutura do futebol do Benfica e pela saída de José Veiga do cargo de responsável pelo futebol.  Isto levou ao desmantelamento da fórmula de sucesso que tinha garantido títulos na Luz.

A nível desportivo assistiu-se a um dos piores mandatos de sempre do clube com dois  terceiros lugares e um 4º lugar no Campeonato justificados pela instabilidade vivida na estrutura do futebol - a instabilidade de treinadores no segundo ano de mandato (um dos piores anos de Vieira no Benfica) e o falhanço Quique.
O Apito Dourado também não dá em nada mas ao menos a estabilidade financeira do clube está garantida.

O terceiro mandato ficou marcado pela afirmação de Luís Filipe Vieira de que este iria ser o mandato do sucesso desportivo - como foi eloquentemente lembrado pelas nossas claques ontem.
Um dos momentos mais controversos deste mandato foram as eleições antecipadas para prevenir uma candidatura forte de José Eduardo Moniz á Presidência e a subsequente revisão estatutária que supostamente iria mudar as datas das eleições para a pré-época (algo que ficou misteriosamente esquecido) e aumentar o número de anos de sócio necessários para se candidatar á presidência do clube para 15 anos (misteriosamente decidiu-se pelos 25).
Independentemente disto o mandato começou bem de novo com uma estrutura de futebol forte com Jorge Jesus a responder a Rui Costa e este a responder a Vieira. O Benfica atinge o sucesso no entanto as nuvens de tempestade voltam a avistar-se no horizonte.

E aqui chego ao ponto principal do meu texto: Luís Filipe Vieira perde todo o crédito que tinha quando desautoriza Rui Costa e desmantela uma estrutura ganhadora e principalmente quando volta a repetir o erro de Manuel Damásio ao apoiar a candidatura de um dirigente dos Corruptos para a Presidência da Liga deixando cair uma Direcção da Liga que primava pela isenção e por tentar manter uma imparcialidade dessa estrutura dirigente relativamente aos clubes grandes. Instado a comentar esta decisão Vieira diz aos sócios "confiem em mim".


Ora o resultado deste apoio foi o mesmo que resultou do apoio de Damásio aos corruptos nos anos 90: roubos o mais escandalosos possíveis e arbitragem submissa aos interesses de um só clube: o Porto. 
Não contente com isso Vieira volta a cometer o mesmo erro voltando a apoiar Fernando Gomes e orgãos de arbitragem controlados pelos Corruptos para a Presidência da FPF após a revisão dos estatutos da Federação. Um momento falhado pelos clubes de Lisboa para contrabalançarem a hegemonia corrupta no futebol português.

Apesar de a nível financeiro o Benfica ter recuperado sob a égide de Vieira o facto é que a nível desportivo o Benfica não melhorou em nada debaixo das suas presidências. Em nove anos (quase uma década) o Benfica ganhou tanto como nos anos negros de 90. E se contarmos os anos em que foi Director Desportivo o quadro é ainda mais negro.

O grande pecado de Vieira neste terceiro mandato foi ter voltado a transformar o Benfica num clube submisso ao Sistema como era no tempo de Manuel Damásio. Porque o fez? Nunca saberemos ao certo (embora eu ache que saiba porquê... Basta ver a imagem abaixo).

Mas muitas decisões tomadas recentemente que levaram a uma aproximação desta Direcção a quem tenta controlar o futebol português por meios ilegítimos ficam por explicar
Isto em vez de assumir a única postura que originou resultados desportivos de sucesso para o Benfica no passado distante e mesmo com Vieira ao leme: o contra-poder com uma estrutura de futebol forte e protegida por um Presidente que não se rende a interesses contrários aos do Benfica. Basta olhar para os anos 80 e mesmo para o primeiro mandato de LFV e o primeiro ano deste terceiro mandato.

Para todos os efeitos, Luís Filipe Vieira falhou. É um Presidente que merece respeito pois deixou obra feita no clube: neste momento o Benfica tem estabilidade financeira, estruturas físicas e capacidade para se afirmar no futebol português. Graças a isto os benfiquistas podem voltar a ser ambiciosos e a aspirar por grandes vitórias.
No entanto, não será debaixo de LFV que estas serão obtidas:

Não quando se apoiam dirigentes portistas para cargos de influência no futebol português - os piores momentos da história do Benfica ocorrem sempre que estes apoios são dados.


Nem quando a gestão desportiva do clube é feita na mesma óptica que uma gestão de mercearia - em que o objectivo primário do clube não é ganhar títulos mas sim valorizar jogadores para realizar receitas e pagar os empréstimos aos bancos - e em que não pode haver uma figura forte a gerir o futebol que faça sombra a Vieira.


Não quando não se assume uma postura de defesa cerrada de todos os benfiquistas e interesses benfiquistas face a jogadas de bastidores e violência.


Não quando se abstém de marcar a agenda mediática defendendo o Benfica e os comentadores que defendem o Benfica e expondo os Corruptos pelo que são.


Claro que LFV muito dificilmente irá admitir que falhou. No entanto, se for um verdadeiro benfiquista dará espaço a que outras alternativas surgam para elevar o Benfica numa altura em que os Corruptos só têm menos seis campeonatos conquistados que o Benfica. Este ano chegou o momento de mudança. O Benfica tem uma base sólida montada (mérito de quem lá esteve) mas não se pode dar ao luxo de mais quatro anos com uma Direcção que se tornou conivente com o Sistema e amadora na gestão do futebol sob pena de o Porto cavar um fosso em número de títulos conquistados.

No meu próximo tópico irei escrever sobre a influência de LFV sobre os media (diferente da influência do Benfica) e sob o que para mim será a postura mais adequada a ser tomada por candidaturas alternativas.

  

Ontem ouviu se um cantico na Luz...

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"Vieira cabrao pede a demissão..." foram milhares a entoar...sina do fim do consulado?

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