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sábado, 31 de maio de 2014

Algumas novidades sobre a próxima temporada...

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Antes de começar deixem-me aproveitar para uma lamechice: Fico mesmo muito feliz por poder contar no NGB com o BenficaEagle, porventura o maior responsável por esta minha paixão pela escrita e partilha de opinião na blogsfera. O tópico As Finanças dos 3 Grandes (Primeiros 9 meses da época) foi uma demonstração do que há muito faltava na blogsfera benfiquista na análise e comentário deste tipo de informação. Este "reforço" vem claramente dar uma enorme nota artística ao blog.

Voltando ao que a malta gosta de andar a comentar na Silly Season, olhando para as últimas movimentações confirmadas e as especuladas podemos concluir já alguns dados:

Benito, Friesenbichler, Dawidowicz já são reforços e todos eles representaram um investimento zero em jogadores com elevadíssimo potencial de valorização. A juntar a estes, Candeias que é uma paixão antiga de Jesus e possívelmente as integrações dos emprestados Pizzi e Lisandro. Sílvio segundo a imprensa também deverá ficar a título definitivo.

Ora, tendo em conta que ainda devem vir mais uns quantos... Acho melhor os mais crentes começarem a preparar-se para diversas saidas no plantel e, como já aqui foi escrito no blog, uma efectiva e significativa redução do peso salarial do plantel, um factor que tem penalizado nas contas do SLBenfica.

Entre as hipóteses mais fortes, no mercado especulativo, há uns tempos atrás a imprensa falou que o SLBenfica teria já um acordo com o Luis Filipe do Palmeiras para a próxima temporada, um defesa direito que se aquelas noticias corresponderem à verdade, na minha perspectiva, praticamente encerra as chances do João Cancelo integrar o plantel da próxima época que, entre os atletas da formação na B, eu diria que talvez apenas o Bernardo o venha a fazer.

No mercado nacional, a recente movimentação do Jorge Mendes pelo Rafa, acredito que trará o médio para a Luz segundo alguns já deram conta, adicionando o Eder também a esse movimento.

Tendo em linha de consideração que dificilmente o SLBenfica vai ficar por aqui em matéria de contratações - alegadamente virá mais um jovem estrangeiro do centro da europa para assinar no início da próxima semana e não podemos esquecer que se continua a dar como certo no Benfica o belga Michy Batshuayi - não vejo outra possibilidade que não sejam várias saídas do plantel nesta temporada:


Artur Moraes não esconde o descontentamento e fala-se em Vagner (eu teria preferido o Ricardo que foi para o FCPorto), o mesmo se passa com Cardozo, o bem-amado por muitos que vai acabar no colosso Leicester, Steven Victoria pareceu pouco talhado para um clube como o Benfica. Siqueira vai embora pelo mesmo motivo que os nossos melhores (não lhe podemos pagar o que outros podem). Depois há o caso do Cancelo e do Ivan que, juntando ao Nelson Oliveira, parecem-me três jovens da formação que na concepção de Jesus não terão realmente confiança total do treinador do Benfica (espero que ele pense o mesmo do Funes "fraquíssimo" Mora). Entre estes deverá ser possível fazer algum dinheiro e aliviar a folha salarial (especialmente com Cardozo), porém parece claro que às anunciadas saídas de Rodrigo e André Gomes (Jesus já confirmou), se juntarão as de Enzo e Garay de certeza, na minha óptica, mas aos quais eu juntaria o Gaitan também-apear de ser uma saída que poucos acreditam, mas que eu acho que vai acontecer.

Continuemos a aguardar as cenas dos próximos capítulos...

PS- A renovação do Enzo não tem nada a ver com a sua continuidade. Foi tudo acordado há bastante tempo e, como habitual nestes casos, entra em vigor na nova temporada, ou seja, a 1 de Junho.

O mau exemplo do Futsal I

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Portugal, 27 de Março de 2013

O Benfica despediu recentemente o treinador do Futsal, Paulo Fernandes. Ao cabo de 2 épocas completas e a caminho da terceira época, Paulo Fernandes conquistou um campeonato, duas taças de Portugal e duas supertaças. Não me parece mau.

Disputou apenas uma champions, tendo falhado o apuramento para a ronda final, por um conjunto de aspectos que não se ultrapassaram, como seja termos jogado em casa da equipa que acabou por se apurar e termos sofrido (Bebé) 1 golo no último segundo do 1º jogo, golo esse que impediu a vitória e outra confiança para os jogos seguintes, bem como melhoria no eventual factor de desempate.

Disputou os dois play-offs do título, ambos contra o SCP, tendo perdido o primeiro e ganho o segundo. Da mesma maneira que, como treinador do SCP venceu o Benfica de André Lima e Ricardinho por 2 vezes, nos mesmos play-offs do título. Um deles ficou célebre (para mim) porque após ter obtido o empate na final com uma vitória no pavilhão do SCP, André Lima proferiu a frase “não estou a ver o SCP ganhar duas vezes em nossa casa”. O que é certo é que ganharam, um no prolongamento, outro nos penaltys. E André Lima saiu derrotado.

Despedido André Lima, que havia conquistado a inédita Champions League para as vitrinas do futuro museu, foi-se contratar o treinador que havia derrotado o campeão André Lima: Paulo Fernandes. Agora despede-se Paulo Fernandes e vai-se buscar outro treinador, a quem desejo a maior das sortes, mas que está condenado ao insucesso. Mas se se reconheceu algum tipo de fracasso a Paulo fernandes, porque não se foi buscar então o André Lima, anteriormente derrotado por Paulo Fernandes pelo reconhecimento da sua carreira ou pelo reconhecimento dos títulos que nos ajudou a alcançar?

A fuga para a frente não costuma dar bons resultados. E não me parece ser estratégia compatível com um clube que apregoa ser diferente. De facto somos diferentes: praticamos a integração social de jovens através da Fundação Benfica, ajudamos antigos atletas que por razões de saúde viram os seus planos de vida fracassarem ou que simplesmente tinham caído no esquecimento, mas quando se trata de dar exemplos concretos na gestão do futebol ou das modalidades, é isto que vemos: ingratidão atrás de ingratidão.

Mas bem, já fomos buscar Alípio Dias, o primeiro treinador campeão no Benfica. Pode ser que ainda calhe a vez a outros. Quem sabe no futuro, possamos ter de volta o André Lima ou o Paulo Fernandes...
O caricato nestes processos de despedimentos nas modalidades, é que costuma haver umas cortinas de silêncios que nos impedem de saber quem é que toma as decisões, quem é que propõe e porque propõe as rescisões, etc.
Vem isto a propósito da entrevista que Paulo Fernandes em 25 de Março deu à Bola TV, na qual afirma que “na sexta-feira tive uma reunião com Luís Filipe Vieira, a quem agradeço o apoio que me deu. Três semanas antes foi o vice-presidente que me defendeu...”.

Ora estas afirmações adensam mais esta problemática. Se o Presidente e o Vice-presidente dão apoio ao treinador e este logo a seguir é despedido, quem manda afinal nas modalidades? Ou será que a hipocrisia já chegou à forma como o Sr.º Vieira e o Vice para as Modalidades exercem a função?

Não vou pela tese da hipocrisia mas sim pela tese de que o Presidente e o Vice-presidente se estão a marimbar para o que se passa nas modalidades. Isso é questão para os amigos seccionistas tratarem à sua maneira. Depois, se despedimos mais um treinador ou não, se mostramos a nossa ingratidão e falta de inteligência, isso já não interessa. Interessa manter a estrutura de poder que começa no seccionista. É o seccionista que conta. Não o treinador.


O que fica claro é que a treta que a máquina de propaganda do Sr.º Vieira anda a vender aos adeptos, de que o Sr.º Vieira aposta nas modalidades, é apenas isso: treta. Os factos mostram que o Presidente não se interessa com os princípios de grandeza que deviam nortear a gestão do clube. Ele apenas se interessa pelo Futebol, na componente contratação de jogadores e mais e mais empréstimos bancários. Não é por acaso que os empresários são sempre os mesmos e o Banco que financia também.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Mourinho da Reboleira

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Talvez não faça muito sentido comparar Mourinho a Jorge Jesus. Por muito bom que Jorge Jesus se ache ser (e tem todo o direito de achar – e de dizer – que é dos melhores), Mourinho tem a experiência de ter treinado (e ganho) nos grandes clubes europeus.

Será o mesmo que comparar João Vieira Pinto com Luís Figo. João Pinto será sempre um dos melhores jogadores portugueses, mas Figo será sempre um dos melhores do mundo, figura principal do Barcelona e depois do Real Madrid, com toda a carga e o mediatismo que o seu percurso no futebol acarreta.

Triunfar lá fora, e isto nem é só no futebol, é uma tarefa dificílima só por si. Eu que sou emigrante, à semelhança de outros emigrantes que por aqui comentam, sabem que ser português no estrangeiro não é fácil para ninguém. Um português no estrangeiro sabe que terá de ser sempre MUITO melhor que os outros para merecer qualquer tipo de crédito e respeito.

Um português na Europa civilizada é uma espécie de Ucraniano em Portugal, que aterra em Lisboa com Licenciatura e Mestrado e acaba a lavar escadas. Pode, claro, chegar lá acima, mas tem de suar mais do que os outros e não se deixar rebaixar por quem o tenta espezinhar todos os dias.

E Mourinho preparou-se para essa batalha desde cedo. O objetivo foi sempre o topo, lá fora, nos grandes clubes do futebol europeu. Jorge Jesus não. Jorge Jesus é do tempo em que a Europa do futebol era uma miragem, um paraíso restrito aos dois ou três estrangeiros autorizados a jogar em cada equipa, e para ele o objetivo máximo de carreira foi sempre chegar a um grande do futebol português.

Eventualmente terá percebido a meio do caminho na Luz que seria possível mais qualquer coisa, sair da sua zona de conforto e arriscar numa aventura lá fora, aventura com que nunca sonhou nem para a qual se preparou devidamente. Mas talvez não tenha sido essa uma ambição tão grande ao ponto de deixar o seu país e a sua família à qual parece ser tão chegado e iniciar uma aventura lá fora já perto dos 60 anos.

Não creio que o problema seja, como alguns dizem, o fraco domínio da língua inglesa. Um dos melhores treinadores da Premier League, o treinador do Southampton Maurício Pochentino, e que agora assinou pelo Tottenham, está em Inglaterra há dois anos e continua a só falar espanhol nas conferências de imprensa.

E por isso percebo a necessidade que Jesus tem em falar no FCP. Porque ele quer que se saiba que se o que o movesse fosse o dinheiro, já hoje estaria a ganhar mais de 4 milhões a Norte do Douro. E percebo a necessidade que Jesus tem em dizer que recusou o Milão. Porque ele sabe que um dia eu vou estar numa esplanada a beber mínis e a comer caracóis com o Shadows, e o Shadows (como muitos outros) vai dizer aquilo que muitos dizem em relação ao Cardozo: “Se era assim tão bom porque é que nunca saiu?” Jorge Jesus faz por isso questão que toda a gente saiba desde já que só não saiu porque não quis!

Mas também por isso Jorge Jesus nunca será dos melhores, mesmo que se ache com potencial para ser o melhor de todos. João Pinto também nunca poderá dizer que foi dos melhores, porque ser dos melhores é ser o melhor nas melhores equipas e nas ligas mais mediáticas e medindo forças contra os melhores jogadores do mundo. O futebol português, convenhamos, não tem relevância nenhuma no panorama do futebol europeu.

Eu sempre achei Mourinho um dos melhores do mundo. Achei e apoiei e fui sempre admirador, não esquecendo nunca o quanto ter um Mourinho ou um Ronaldo portugueses me ajudou milhentas vezes a meter conversa com desconhecidos em terra estranha. São figuras do mundo, gente sobre a qual toda a gente tem algo a dizer... E Jorge Jesus? Jorge Jesus será sempre uma espécie de Mourinho... Mas o Mourinho da Reboleira.

Jorge Jesus é convencido – dizem alguns. Acha-se o melhor de todos. Na minha opinião é genuíno e verdadeiro, e se realmente é o que acha, eu prefiro que ele o assuma em vez de entrar no politicamente correto e a dizer o que todos dizem, meia dúzia de balelas que só os “gajos inteligentes” sabem dizer, balelas tipo aquela de estar na cadeira de sonho e 15 dias depois ir embora.

Recordo que Mourinho chegou a Londres a primeira vez, e na primeira conferência de imprensa que deu disse logo que “era especial”. Nasceu ali o “Special One” e, claro, foi motivo de gozo na imprensa inglesa, um portuguesito acabado de chegar à maior liga do mundo e a reclamar estatuto entre os melhores. Caiu o Carmo e a Trindade! Caramba, de um português espera-se sempre que pense pequenino, que ambicione pouco, que fale baixinho e que seja modesto acima de tudo.

Mas ele era dos melhores e  assumiu-o publicamente, e provou sê-lo dentro do campo, e com o tempo, os tais defeitos como a arrogância e a vaidade transformaram-se de repente em qualidades para a imprensa, o Self Made Man, uma espécie de referência para todos aqueles que querem singrar na vida.

Claro que é fácil ser-se vaidoso e arrogante quando se ganha. Mourinho tem as vitórias do seu lado. Para Jorge Jesus é mais difícil vencer essa batalha porque começou a vencer tarde demais. A fronteira entre o reconhecimento do mérito e a exposição ao ridículo pode ser apenas uma bola que acerta na trave. Mourinho por exemplo já começa a sentir dificuldades às quais não estava habituado. Porque continua a comprar muitas guerras, e não tem vitórias nos últimos dois anos para dar suporte às suas lutas.

Mas talvez seja nestes momentos em que as coisas não correm tão bem que a auto-confiança tenha de ser mais vincada. Eu não duvido que Jorge Jesus, à semelhança de Mourinho, acreditou sempre que iria dar a volta por cima e não teve medo de subir a escada a pulso. E vai acabar por cima, não duvidem, porque quando as pessoas são capazes e competentes, quando acreditam e lutam pelos seus sonhos diariamente e nunca desistem, a qualidade vem sempre ao de cima, mais cedo ou mais tarde.


É assim no futebol... E em tudo na vida...



P.S. Acabaram por se sobrepor dois posts extensos numa sexta-feira à noite. Sigam para baixo e não deixem de ler o excelente post do Benfica Eagle sobre as finanças dos três grandes do futebol português.

As Finanças dos 3 Grandes (Primeiros 9 meses da época)

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Após mais de 3 anos de afastamento da Blogosfera, devido ao facto de não ter disponibilidade para manter os vários projectos na Blogosfera Benfiquista em que estava envolvido, recebi um convite do Geração Benfica para colaborar neste Blog. A minha disponibilidade continua reduzida, e aceitei este convite para escrever, de vez em quando, sobre temáticas relacionadas sobre Gestão Desportiva, Marketing Desportivo, Finanças dos Clubes e da Industria do Futebol, entre outros temas relacionados.
Esta semana foram publicados os 3 Relatórios e Contas do 3º Trimestre das SAD’s do Benfica, Porto e Sporting, e nesse sentido justifica-se o facto de ser realizada uma breve análise à situação económica e financeira das SAD’s dos 3 Grandes.
Face aos resultados apresentados, que refletem os 9 primeiros meses da época, pode-se tirar uma primeira conclusão importante: A SAD do Benfica facturou mais do que as SAD’s do Porto e do Sporting juntas! 138M€ vs 115,4M€ (70,3M€+45,1M€)
Ao nível dos Proveitos Operacionais (sem considerar os proveitos com Venda de Atletas e os proveitos Financeiros), o Benfica apresenta 72,9M€ vs 80,2M€ no total das outras 2 SAD’s (56,3M€+23,9M€).
Ao nível dos Proveitos com Vendas o resultado foi de 62,2M€ vs 30,3M€ (12M€+18,3M€), e para este resultado muito contribuíram as mais-valias obtidas com Matic, Rodrigo e André Gomes.
Apesar de o Benfica ter praticamente o dobro dos Proveitos Operacionais do Porto e Sporting juntos, a SAD do Porto tenta rivalizar com o orçamento de futebol do Benfica, numa estratégia de altíssimo risco, diria mesmo irresponsável, que terão necessariamente de alterar. Em apenas 9 meses a SAD do Porto obteve 38,7M€ de prejuízo, e se não venderem jogadores até 30 de Junho de 2014 os prejuízos rondarão os 55M€ numa época apenas, colocando em risco a participação nas competições europeias desse rival em 2015-2016, devido ao fair-play financeiro da UEFA.
Outro dado importante é o facto de os proveitos com os direitos televisivos terem aumentado 220%, demonstrando o sucesso da Benfica TV. É previsível que em 12 meses a Benfica TV possa alcançar os 30M€ de receita anunciados por Luís Filipe Vieira.
Nestes primeiros 9 meses o Benfica apresenta lucros de 15,8M€, o Porto prejuízos de 38.7M€ e o Sporting apresenta lucros de 700 mil euros.
Quanto aos Balanços, o Benfica tem quase toda a sua actividade na SAD (incluindo o Estádio, Centro de Estágio, Benfica Tv e um financiamento da SAD ao Clube de 45M€), e por esse facto apresenta mais do dobro do Activo dos rivais.
Ao nível do Capital Próprio as 3 SAD’s estão no negativo, embora a situação do Benfica de momento seja a menos gravosa, o que indica que as SAD’s portuguesas terão de seguir um modelo de desenvolvimento mais sustentável e mais assente na formação e prospecção, não tentando viver acima das suas possibilidades.
Como conclusão, a previsão para as contas anuais deverá ser a seguinte:
- O Benfica poderá continuar a apresentar lucro anual sem vender ninguém até 30 de Junho, embora o lucro final será menor do que o lucro apresentado para os primeiros 9 meses. Qualquer venda que se faça este verão já irá contar para o equilíbrio do orçamento para a próxima época 2014/2015, numa atitude de gestão desportiva responsável.
- O Porto terá de vender Mangala, Jackson e Fernando para equilibrar as contas desta época, e se calhar as mais-valias dessas vendas não chegarão para suportar os 55M€ de prejuízos anuais previsíveis caso não venda ninguém até 30 de Junho, já que não detêm a totalidade dos passes e face ao valor das vendas têm de ser subtraídos os valores actuais dos 3 jogadores no Balanço da SAD, as comissões de venda (+-10%), o mecanismo de solidariedade (5%), entre outros custos. Além dessa situação, caso na próxima época o Porto não se qualifique para a Champions League (terá de disputar a pré-eliminatória de acesso) isso poderá representar um enorme cataclismo nas contas da SAD do Porto, que neste momento enfrentam enormes riscos para a sua sustentabilidade.
- O Sporting terá de vender pelo menos 1 titular até Junho de 2014, para continuar com a situação equilibrada até final da época, embora a situação seja menos preocupante do que a catastrófica situação do Porto, e na próxima época participando na Champions League o clube de Alvalade até poderá ter um aumento considerável de receitas que não tem obtido nas últimas épocas.

O Serpa é melhor que o RAP.

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Ainda não parei de rir com esta capa... looool

Sinais preocupantes da entrevista de LFV.

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A entrevista de Luis Filipe Vieira à RTP deixou muito a desejar, nos assuntos que pretendia ver esclarecidos.

As eleições da Liga e o futuro do Sport Lisboa e Benfica. 

Mais uma vez falou-se do Benfica de 2001/2003, dos que se metem em bicos de pés nas vitórias mas que desaparecem nas derrotas...enfim. Nada mais que o mesmo das entrevistas dos últimos anos. 

E sinceramente, Luis Filipe Vieira não precisa de dar uma entrevistas destas a um portista doente. Será que é proibido ser entrevistado por benfiquistas do coração?

O presidente do Benfica tem méritos claros nesta temporada, em especial quanto à Benfica TV(que tem que partilhar com DSO) e quanto à manutenção do plantel, bem como ao investimento no reforço da qualidade do mesmo.

Aliás, temos assistido com risos piedosos aos que hoje vangloriam a opção pela BenficaTV, quando durante meses essa opção só foi defendida fora do Benfica pelos bloggers do NGB, enquanto outros defendiam renovações com a SportTV por X milhões. Muitos diziam que era insustentável os direitos televisivos do Benfica em televisão própria. Aliás, em 2011 um escriba dessa altura no NGB chamado Darth Vader defendia inclusivé a compra dos direitos da Liga Inglesa para a BTV.

Mas o que me preocupou foi a forma morna como Luis Filipe Vieira abordou o tema 'Joaquim Oliveira' e o tema 'Eleições da Liga de Clubes'. Bem como a forma como defende, como DSo já o tinha feito, a articulação com o FCP.

Não entendo como o presidente de um clube como o Sport Lisboa e Benfica tem que mencionar sempre como o clube é 'grato' a quem nos chulou anos a fio, desviando os lucros gerados pela marca Benfica para norte, quando esse clube de bairro não origina proveitos nem parecidos com o Benfica.

A forma como o presidente do Benfica se refere às eleições, não marcando uma posição clara em oposição às acções de Joaquim Oliveira que procura apenas bloquear o crescimento da BTV(tenham atenção pois esta sigla vai marcar o futuro), é preocupante.

Apoiamos Fernando Gomes, um membro do núcleo duro de Pinto da Costa e de Joaquim Oliveira. 
Vamos agora deixar Fernando Seara servir o seu amo na Liga? Ou vamos ter a coragem de, como maior clube português, assumir o apoio a uma candidatura alternativa, independente, e livre das correias do sistema?

E já agora, vamos negociar com o FCP temas do futebol português? Vamos comunicar com corruptos condenados na justiça desportiva e expostos pelas escutas disponíveis no Youtube?
Quem autorizou a direcção do Sport Lisboa e Benfica a manter relações com o FC Porto? 
A Assembleia Geral foi efectuada quando?

Até quando vamos ver o Benfica encolhido nestes momentos decisivos do futebol português?

Luis Filipe Vieira: num ano em que o senhor tem vários motivos para estar feliz com o seu desempenho, não estrague tudo dando margem ao sistema para se recompor.

2014/2015 é uma temporada vital! Não seja morno.

Fernando Seara é um fantoche. Permitir por inacção que um fantoche tenha um lugar cimeiro no futebol português será mais um erro crasso.

Nota: Dias Ferreira apoia Fernando Seara. Quando um anti-Benfica primário apoia convictamente Fernando Seara...está tudo dito. 

Depois da Entrevista ao SOL... Já nem vejo a outra!

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Eh pah o homem tem o dom de fazer merda a um ritmo alucinantemente alto, quase tão alto como aquele que é capaz de de aplicar em campo tornando as suas equipas nas melhores da Europa a jogar. Reparem bem nalgumas pérolas que podem ler amanhã no jornal SOL:

A sua amizade com Pinto da Costa já lhe criou problemas no Benfica?
Nunca. Nem nunca vai criar.

Como é que se tornaram amigos?
Desde que comecei a treinar no Norte. Partilhei muitas horas com ele, jantámos várias vezes. É um amigo que eu prezo. Estando eu no Benfica e esteja ele onde estiver, se tiver de atravessar a estrada ou uma barreira para o cumprimentar, vou sempre fazê-lo.

Tendo em conta essa relação, como é que nunca treinou o FC Porto?
Porque há momentos em que as coisas não se juntam, só por isso. O tango não se dança sozinho, são precisos dois. Sempre quisemos dançar os dois o tango, só que nunca nos agarrámos.

Mudando de assunto…
Mas ainda em relação ao presidente do FC Porto. No dia em que eu sair do Benfica… Imagine: se eu um dia for treinar o FC Porto ou o Sporting e encontrar o meu presidente Luís Filipe Vieira no jogo, vou cumprimentá-lo. E não haverá nenhum presidente, seja qual for o clube onde estiver, que me proíba de o fazer. No dia em que algum me quiser proibir pergunto-lhe se está a falar com os filhos dele. Porque não deve ser comigo.


Que razões o levaram a continuar no clube no Verão passado? 

Foram dois adeptos que não conhecia. Um é um miúdo que fez um vídeo no YouTube a pedir para eu não sair do Benfica e outro é um adepto com 25 anos de sócio, a idade dele. Encontrou-me, deu-me o emblema de 25 anos de sócio e disse-me assim: 'Jorge, dizem que o Benfica era isto e aquilo, o meu pai conta. Eu nunca vi. Mas vi contigo. Vi o Benfica a jogar, vi o Benfica a ganhar. Eu não quero que tu saias do Benfica, peço-te para não saíres'. Tinha praticamente tudo certo com um clube em Portugal, a ganhar muito mais do que ganho no Benfica, mas aquilo deixou-me a pensar

Está a referir-se ao FC Porto, obviamente. 
Não digo o nome. É fácil perceber, mas não quero faltar ao respeito. O presidente do Benfica convidou-me a continuar e só continuei por ele e por aqueles miúdos. Os meus pais ensinaram-me o que é ser grato. Isto não se aprende na escola. Quando o presidente do Benfica me convidou não lhe podia dizer que não. Se não fosse isso, se calhar não tinha continuado. E também sabia que ia dar a volta. O meu orgulho era tanto que eu disse: 'Ok, vamos para a frente'. Nem discuti condições. Aliás, estou há quatro anos no Benfica com as mesmas condições. Para sair do Sp. Braga para o Benfica paguei 400 mil euros. E fui ganhar 500 mil brutos, portanto, fui para o Benfica de borla. Mas sabia o que estava a fazer. Isto para dizer que, se hoje estou no Benfica, devo-o ao presidente. Contra tudo e contra todos, ele quis que eu continuasse.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Jorge Jesus, o especialista em tiros no pé

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Aos poucos o semanário SOL vai libertando excertos da entrevista do Jorge Jesus que sai amanha.

NÃO GOSTO!

Basta irem ao Facebook do SOL. Jesus mostra-se mais uma vez desbocado e senhor do mundo, cheio de si próprio e aborda questões sensíveis para os benfiqusitas com a leveza de quem se sente um ser superior e que a ninguém deve satisfações, esquecendo-se que são estes benfiquistas que lhe pagam os 4M€ por ano.

Lamentável ver que "ond habits die hard"

Será um gigante a sair da Luz pela porta pequena

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Oblak ou Quim? Ia para Oblak.

Siqueira ou Coentrão? Coentrão.

Luisão e Garay ou Luisão e David Luís? Difícil. Futebolisticamente ia para Garay mas David Luís carregava a mística e representava os adeptos no relvado.

Maxi ou Maxi? Eu ia para Maxi com menos 4 anos.

Fesja e Enzo ou Javi e Aimar? Eu iria para a segunda sem pensar duas vezes.

Sálvio ou Ramirez? Ramirez, para mim um dos melhores médios do mundo.

Gaitan ou Di Maria?  Di Maria, mais regular, mais explosivo, mais trabalhador, mais sangue na guelra, muito mais novo quando se revelou.

Rodrigo ou Saviola? O Saviola de há 5 épocas atrás era muito mais completo e decisivo.

Lima ou Cardozo? Eu escolho o Cardozo...

Isto para dizer o quê? Que aceito que o plantel da temporada agora finda tinha um banco bem mais rico do que o de há 5 anos atrás, mas quanto à qualidade do ONZE, aí, para mim, o do penúltimo título era muito mais equipa e rico em individualidades!

Bem sei que levámos com o slogan do melhor plantel dos últimos 30 anos... Enfim, aceito quem defenda esta teoria mas, discordo... O mais caro? Sim, de longe! O melhor, só se for pelo banco, pelas opções. Aliás, jogadores titulares novos em relação à época anterior há apenas Siqueira (emprestado), Oblak (já era nosso), Markovic (porque Sálvio estava aleijado), e Fejsa (que jogou pouco e ainda assim veio substituir um jogador melhor que saiu). Tudo o resto, os grandes obreiros dos triunfos deste ano, já cá estavam.

Isto para ir mais uma vez para Jorge Jesus... Sim, há quem goste e quem não goste do homem, e todas as opiniões são legítimas...

Mas eu mantenho o que sempre disse:

Jorge Jesus, para lutar pelos maiores títulos europeus, ao contrário de outros “grandes” treinadores do mundo, não precisaria de contratações de 30 milhões nem de aniquilar os orçamentos dos magnatas do petróleo do Médio Oriente.

Precisaria apenas de um clube capaz de manter de ano para ano os seus melhores jogadores, e ir reforçando aqui e ali, com outros jogadores que vai descobrindo... Isso sim, é o que se chamaria de projeto de continuidade.

Mais uma vez se voltou a falar do futuro, do sai não sai de Jorge Jesus...

Jorge Jesus ficou, e para mim bem (para o Benfica). Bem, porque acredito que com melhores ou piores ovos, Jesus fará sempre melhores omoletes do que 90% dos treinadores mas...

Numa perspetiva de carreira (e aqui falo da desportiva e não financeira), esta permanência  de Jorge Jesus é um risco enorme para o próprio...

Os mesmos que este ano o levaram em ombros serão os mesmos que ao próximo falhanço não hesitarão em chamar-lhe os nomes mais horríveis... Para aqueles que nunca gostaram dele, o rosto de um eventual falhanço será sempre só um...

E a verdade é que, e mais uma vez, e ao fim de 5 anos, Jorge Jesus vai ter de recomeçar do zero...

Os melhores jogadores continuam a sair... As contratações têm de ser em conta e são jovens ainda verdes... Os miúdos da B reclamam um lugar na equipa principal  e há quem exija ao técnico essa aposta, e é neste contexto, mais uma vez, que Jorge Jesus terá de ganhar tudo no próximo ano..

Sim, porque a exigência aumentou como aumenta sempre a cada vitória...

No próximo ano, ganhar menos do que tudo em Portugal será sempre sinónimo de fracasso e gente a mandar Jesus para Felgueiras, e Benfica menos do que finalista da Liga dos Campeões será sempre sinónimo de treinador sem estofo europeu... E os meios ao dispor do treinador?! Mas alguém se lembrará disso?

Jorge Jesus queria sair? Talvez sim, talvez não mas, ainda que a resposta seja sim, há alguém que no seu perfeito juízo tenha o desplante de o censurar?

Projeto de continuidade? Que projeto? A única coisa que se mantém de um ano para o outro é o treinador e os jogadores em menor destaque... Tudo o resto tem de ser construído de novo! Todos os anos!

Tem de ser assim, dirão alguns, toda a gente sabe que os clubes portugueses têm de vender!

Pois sim, estou de acordo mas, convenhamos que a maior vítima desta politica só poderá ser, mais cedo ou mais tarde, aquele que menos culpa tem: o treinador.

Não saindo agora, em alta, sairá quando? Infelizmente para Jorge Jesus, será mais um grande treinador (dos melhores que tivemos) a sair da Luz pela porta pequena.




De novo a conversa das cláusulas...

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Todos os defesos é a mesma conversa.. Os benfiqusitas acham todos duas coisas:

1. Que não deveria sair ninguém
2. Que quem sai, só pode ser pela cláusula.

Ora, como ja deu para perceber, estão as duas premissas totalmente erradas - salvo uma ou outra excepção e mesmo assim...

O que quero dizer com isto é que em relação ao primeiro ponto, o Benfica TEM OBRIGATORIAMENTE de fazer 50 a 70M€/ano em vendas de jogadores. É assim que está montado o modelo de gestão, ainda que esse conceito possa ser muito discutível, e é.

Isto leva-nos ao segundo ponto: os jogadores, tendo nós que os vender mesmo, valem o que o mercado der por eles e, face às circunstâncias, formos capazes de dificultar a missão dos compradores. E aqui, mais uma vez, acho que poderíamos fazer um melhor trabalho, mas admito que não seja nada fácil.

Dito isto, ja aqui deixei várias vezes a minha convicção que o Benfica vai perder grande parte da "armada argentina", salvando-se o Salvio mas apenas porque teve uma infelicidade com a lesão grave.

Temos que nos mentalizar que vamos perder Garay, Enzo e Gaitan, pois não temos capacidade de sustentar uma massa salarial condizente com o estatuto europeu que os jogadores atingiram futebolisticamente.

E vamos perdê-los portanto porque temos que os perder... E pelo valor que derem por eles, sendo a nossa missão tornar esse processo o mais duro possível para aumentar o mais possível a parada.

Porém, num plantel tão rico em qualidade como o do Benfica há dois factores que temos que ter em conta:

1. Até que ponto esticamos a corda nas negociações.
2. Qual a relevância do jogador em causa e a capacidade de dar à equipa uma alternativa.

Se para o lugar do Garay e do Gaitan eu sou da opinião que há vários jogadores de qualidade que podemos ir buscar para repor - com custo financeiro, claro - no caso do Enzo a missão é muito mais complexa por se tratar do coração desta equipa e de um dos órgãos vitais do plantel.

Portanto, se no caso do Gaitan é aceitável e que saia abaixo da cláusula -  desde que perto dela e com objectivos e eventualmente jogadores envolvidos, até tendo em conta ser um jogador fantástico, mas irregular ao longo do ano.  

No que toca ao Garay e Enzo a minha opinião é diferente, por diferentes motivos:

O Garay tem uma cláusula relativamente acessível para a tremenda qualidade e experiência do jogador. O Enzo tem uma importância excepcional no plantel e na equipa tornando-se um processo de muito longo prazo a sua substituição.

Assim sendo, negocialmente é minha convicção que o Benfica deveria ser instransigente com os valores de transferencia de ambos os jogadores (Garay e Enzo), mas ser mais flexível com o Gaitan - reforço mais uma vez que isto é obviamente tendo em conta o pressuposto de ter de vender e fazer mais valias.

Se isso representar um "esticar a corda" das negociações e acabarem por não se efectivarem, o SLBenfica tem neste momento uma cartada que não tinha: alternativas para venda. Portanto mantendo um desses por inflexibilidade negocial, poderíamos sempre abrir espaço negocial para manter um desses e libertar o Salvio e/ou Markovic, que na minha óptica se irão manter no Benfica.

Nesse caso dever ser proposta aos jogadores uma renovação contratual com revisão em alta do ja pesado salário, porque isso vai implicar menor esforço de novas contratações e, com isso, menores custos com salários nesses jogadores.

Outro caso que ja aqui chamei a atenção que devemos ser intransigentes e até, se possível, rever o contrato e a cláusula com urgência: Jan Oblak.

Afinal a lesão era mais complicada...

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LJUBOMIR FEJSA OPERADO AO JOELHO DIREITO



O médio defensivo sérvio do Benfica Ljubomir Fejsa foi operado, na segunda-feira, ao ligamento cruzado anterior do joelho direito, na Alemanha, tudo apontando para que só regresse à competição em 2015.

Apesar de tudo, há quem trace um cenário, mais optimista, do qual deu conta o empresário do jogador, Nicola Damjanac, apontando para que Fejsa possa regressar mais cedo, no final de Outubro.

Recorde-se que esta é a terceira vez, nos últimos três anos, que o sérvio é operado ao joelho direito. O empresário do jogador afirmou à imprensa sérvia que esta operação foi mais fácil que as anteriores e que deve voltar a jogar no final do mês de outubro.

Não estava á espera desta baixa para a próxima época, e será um jogador de quem se sentirá falta, pois gostei do que demonstrou nos jogos em que esteve em campo na plenitude das suas condições. Lembro que os últimos jogos do sérvio já eram com limitações no joelho. 

E sendo a terceira operação ao mesmo joelho em três anos, é impossível não nos interrogarmos sobre a condição física de Fejsa. Certamente que a equipa médica, nos exames feitos aquando da sua contratação terão verificado que tudo estaria em condições, mas não deixa de ser preocupante esta arreliadora fraqueza do joelho. A ver como vamos colmatar esta "ausência". Chegou-se a falar em Manuel Fernandes nos jornais desportivos, mas ao que tudo indica, sem grande fundamento, pois parece que já terá acordo com um clube russo.

As melhoras ao nosso sérvio, e que recupere rapidamente, e sobretudo a 100%!

Carrega Benfica, Sintam a Mística!

Formamos o que não queremos?

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Porque raio proliferam no Seixal jogadores de elevada qualidade e potencial numa posição que o Benfica não utiliza na equipa principal?

Geração atrás de geração vemos destacarem-se Miguel Rosa, Bernardo Silva, Rochinha, Renato Sanches... Todos se destacam a "10", mas a equipa principal não joga com 10.

Não haverá aqui qualquer coisa a corrigir? Ou vamos depois continuar a dispensa-los?

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pinceladas sobre uma época gloriosa e previsões

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Portugal 28 de Maio de 2014

Na linha de raciocínio dos dois textos anteriores e porque fui estimulado por algumas opiniões recebidas, começo por sublinhar o que considero relevante da análise à época desportiva que findou: 1) Jesus não corrigiu nada da época anterior, mantendo-se fiel ao modelo táctico 4-4-2, mais clássico com Matic, André Gomes ou Ruben Amorim, mais losango com Fesja ou André Almeida. 2) Jesus utilizou regra geral, no campeonato, o mesmo 11 base com excepção de lesões e castigos, o que confirma que Jesus tem convicções e não as altera por causa do ruído mediático ou resultados menos conseguidos. 3) Jesus privilegiou o Campeonato e Taça em detrimento da Liga Europa e Taça da Liga. 4) A arbitragem funcionou em alguns jogos – os suficientes – aplicando as leis de jogo ao FCP e com isso resultando grandes penalidades em instantes cruciais das partidas, que ajudaram o FCP a perder 8 pontos. Não quer isto dizer que fomos beneficiados, longe disso, ou que o FCP também não foi aqui e ali ajudado por erros mais ou menos grosseiros de arbitragem. Para a história fica o facto que tendo o melhor ataque e a melhor defesa, o Benfica teve 9 penaltys a favor, contra 10 e 13 de SCP e FCP, e sofremos 4 penaltys (todos convertidos), tantos como FCP (inédito) e SCP. 5) Ficou claro que uma equipa é campeã, em função dos pontos que os adversários fazem, e este Benfica com menos 3 (e não 2 como tinha referido) pontos do que na época do “esteve tudo mal”, menos 19 golos marcados (e não 18) e menos 2 golos sofridos (único parâmetro positivo), foi campeão com 13 pontos de avanço sobre o FCP e 7 sobre o SCP. Porque o factor arbitragem foi distinto para o FCP, do que na época passada, e não porque o Jesus errou quando obteve 85,6% de pontos (contra 82,2% da presente época).
Posto isto, podemos extrapolar sobre as probabilidades que teremos para ganhar títulos na próxima época? Julgo que sim.
Considerando que Jesus não vai mudar o seu modelo de jogo habitual nas 5 épocas que completou no Benfica (4-4-2 mais losango ou mais clássico, consoante jogue A ou B), considerando que Jesus privilegia o campeonato e que precisamos de mais de 80% de pontos para o garantirmos de acordo com as estatísticas dos últimos 10 anos, isto quer dizer que precisamos marcar golos, e precisamos não sofrer golos. Que previsões podem ser feitas?
Podemos começar por debater qual a percentagem de pontos que nos põe a salvo de uma boa prova adversária. Não é fácil. Mas se considerarmos os vencedores de todos os campeonatos que participamos com a gestão Vilarinho e Vieira, o “score” que nos podia garantir o título eram os 93,3% do FCP de Villas-Boas, pontuação máxima neste período e nas últimas décadas. Se considerarmos este valor como irrealizável nos anos mais próximos, podemos considerar os 86,7% do FCP de Vítor Pereira, na época passada. Ora isto equivale a 78 pontos, a 70 golos marcados e 14 sofridos! Como nos podemos aproximar destes números, que nos garantem o título principal?
A época mais próxima que tivemos em golos marcados foi a do primeiro título de Jesus e a época passada, com 78 e 77 golos. Em golos sofridos as épocas mais próximas que tivemos foi esta, 18 golos, e as duas atrás referidas com 20 golos. Nas duas épocas que Fernando Santos participou, com 20 e 21 golos, também nos aproximamos dessa média.
Quer isto dizer que temos de marcar mais golos, e a dupla Rodrigo + Lima tão aplaudida pela critica e pelos adeptos, claramente não serviria, e temos de sofrer menos golos, e aqui a incerteza vai para o rendimento de Oblak com outros centro campistas, com outra dinâmica de jogo por força das entradas e saídas que se avizinham.
No ataque, se mandarem Cardozo embora isso vai enfraquecer o jogo da equipa. Como se viu esta época, não adianta ter 2 “pontas de lança” velozes, quando o meio campo pressiona alto (Matic + Enzo ou Enzo + Ruben) e o adversário se encolhe eliminando as vantagens da velocidade dos nossos “pontas de lança”. Mas em contrapartida, se o nosso meio campo não pressionar alto porque tem um 6 “puro” e que joga mais recuado, então poderemos tirar partido dessa velocidade dos atacantes como bem se viu no período em que Fesja foi titular.
Apostando num meio campo com Enzo e Ruben Amorim, Cardozo seria essencial, como foi na época passada, com Enzo e Matic. O jogo posicional de Cardozo permitiria abrir linhas de passe para outros avançados e médios de ataque poderem marcar muitos golos, como fizeram na época passada. E no inicio da brilhante época que agora terminou (que bom jeito deu...).
A somar a estas considerações, há que ver se os adversários, FCP em particular, terão equipa para aproveitar as benesses que os árbitros irão continuar a dar-lhes. Lopetegui é uma incógnita, o plantel do FCP outra... O SCP de Marco Silva não irá manter a boa percentagem conquistada este ano, descendo uns pontos, pelo que se nós conseguirmos manter no mínimo os tais 82,2% de pontos, não é por aqui que iremos perder o campeonato.
Em resumo, no campeonato há muitos “ses”, função de quem vai sair e quem vai entrar, e tudo se conjuga para termos uma equipa que marque poucos golos mas que pode sofrer também poucos golos. Se o FCP aparecer com jogadores de qualidade (o que não me parece), tudo dependerá de quem perde mais qualidade colectiva, se Benfica, se FCP. As estatísticas jogam contra nós pois não fazemos um bicampeonato há várias décadas...
Quanto à Taça de Portugal, a habitual rotação de Jesus pode dar bons resultados, mas também aqui o sorteio é fundamental, e saídas a Alvalade ou Dragão, poderão ser “fatais”. Idem quanto à Taça da Liga, onde claramente e após 4 vitórias em 5 épocas, JJ não irá apostar muito. Nas competições europeias prevejo mais uma saída para Liga Europa, em face da qualidade dos adversários já escalonados para os potes 2 e 3, e também da falta de visão dos nossos estrategos, JJ incluído, que continuarão a apostar nos 2 pontas de lança.
A correr tudo bem poderemos ganhar um título ou dois, sendo difícil repetir a proeza desta época, ainda para mais com as saídas que se anunciam e o recomeçar tudo de novo. E no meio de tantos “ses” espero que percebam agora porque é que tenho defendido que devemos saborear a história que foi escrita esta época, porque para o ano é outra corrida. O piloto é o mesmo, mas o carro não. E os obstáculos também não...

Hotel Eusébio da Silva Ferreira

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A ideia não é nova e nem sequer original. Não será porventura nova nos escritórios da Luz, como não é nova neste blogue. Não vai há muitos meses, o BenficaByGB aqui publicou um post sobre este mesmo assunto.

Eu achei a ideia realmente interessante, e mais entusiasmado fiquei quando esta semana tive de ficar hospedado em Bolton uma noite e escolhi o hotel do Bolton Wanderers (Bolton Whites Hotel), que fica inserido numa das alas do estádio.

Aliás, o hotel faz parte do estádio, com alguns dos quartos do hotel, os mais caros obviamente, com vista para dentro do estádio e de onde podem ver os jogos aos Sábados à tarde.





Fiquei nesse hotel de segunda para terça feira, e terça feira de manhã, ao pequeno almoço, meti conversa com a senhora que me servia.

Perguntei-lhe se o hotel estava sempre assim: calminho. E o que ela me disse foi que bem pelo contrário, que o hotel estava sempre à pinha, especialmente durante a temporada de futebol.

Perguntei então como era fora da época de futebol, e ela disse que fora da época de futebol há menos barulho mas está cheio na mesma, com muitas academias de futebol a escolherem o hotel do Bolton para alojamento, enquanto fazem os seus treinos no relvado principal. No dia anterior, disse-me ela, dois treinadores de diferentes academias tinham andado à pancada e foi preciso chamar a polícia.

Duas Academias tinham deixado o hotel no dia anterior, e uma nova tinha chegado, e como pude testemunhar,  lá estavam cerca de 30 miúdos a treinar no relvado principal à hora a que saí.

Uma decoração condizente com a realidade futebolística, jogadores a cirandar pelo bar e restaurante alimentando a curiosidade alheia, e eis os condimentos para uma estadia num hotel bem mais interessante.

Claro, isto é o Bolton, um clube da Segunda Divisão inglesa, com relevância apenas na sua própria cidade. O potencial de interesse por um hotel do Sport Lisboa e Benfica, ou Hotel Eusébio da Silva Ferreira por exemplo seria 100 vezes mais imenso.

Claro que dificilmente poderíamos ter Academias a treinar durante o defeso no relvado principal da Luz como atrativo mas, quem sabe, um hotel no (ou pertíssimo do) Estádio da Luz, e outro no Seixal como parte integrante  da Academia e também ele com um nome sugestivo?

Não sou arquiteto nem engenheiro, nem tenho os dados para fazer uma análise profunda à viabilidade do projeto. Mas tem, seguramente e à primeira vista, pernas para andar e um potencial imenso se bem estruturado.


Especialmente num clube conhecido em todos os cantos do mundo, com história para encher e iluminar qualquer sala de troféus e que já tem o Museu mais visitado de Portugal, um clube que também tem um estádio mítico para mostrar em excursões guiadas, e um clube que anda todos os anos nas competições europeias e que seria escolha óbvia dos adeptos dos nossos adversários que escolheriam o nosso hotel para pernoitar.

Ah, o Hotel do Bolton é 4 estrelas, com preços médios-altos, o que faz todo o sentido até para não atrair o típico cliente de claque mais propício a criar distúrbios.


  

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