
O racismo, como a pobreza, a fome ou a ausência de cuidados médicos são situações que mexem com qualquer ser humano de bem.
Um dos exemplos mais fortes de racismo está perfeitamente visível na África do Sul. Até o fim do Apartheid, os brancos não permitiam que a população negra tivesse os mesmos direitos e essa repressão era violenta, cruel e por vezes assassina.
Hoje vive-se o contrário. Os brancos que lá vivem são perseguidos e mortos pela cor da sua pele.
Ambas as realidades são racismo.
Já dois jogadores de futebol a trocarem insultos pode ser muita coisa… mas não é racismo.
É visível nas transmissões televisivas os constantes insultos entre jogadores, treinadores e por vezes até aos árbitros. Insultos e ataques de toda a espécie. A adrenalina e a pressão são o principal catalisador disso, na maioria dos casos.
Depois temos os Vinis da vida.
Vini, apesar do seu talento, despreza todos os valores sobre os quais assentam o desporto. O futebol é sobre sermos melhores e marcarmos mais golos que os adversários.
Vini usa o gozo, a chacota e a falta de respeito como ferramentas do “seu jogo” em campo. Por isso está sempre metido em confusões quer com adversários quer com os espectadores.
Nem eu nem ninguém sabemos realmente o que Prestianni disse. Mas o que sei é que o que é dito em campo deve ficar no campo. Era assim quando o futebol era jogado por homens e não por milionários mimados.
Um jogador de futebol que ganha cerca de 30 milhões de euros/ano dificilmente é “vítima” seja do que for. Muito menos tem qualquer justificação para se considerar vítima de racismo, pois ao dia de hoje não faz a mínima ideia do que isso é, do alto da sua moradia em Madrid, das suas mordomias e dos hotéis de 5 estrelas e aviões privados. Esse aproveitamento é um insulto para todas as verdadeiras vítimas de racismo, sejam eles brancos, pretos, amarelos ou de qualquer outra origem ou tom de pele.
O racismo, a pobreza ou a fome são temas demasiado sérios para serem usados como punchline por alguém com tão poucos escrúpulos como Vini Jr.
Nota: Se querem começar a ter uma câmara de vigilância para cada adepto e o expulsar cada vez que disser ou fizer algo estúpido ou moralmente censurável, preparem-se para ficar de estádios vazios.

