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15 outubro 2021

A Centralização de Direitos Televisivos: defender o SL Benfica ou...assaltar o clube?

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Continuando o tema da Centralização dos Direitos Televisivos, será neste tema que veremos ao que vem Rui Costa.

Não há enganos quanto a isto: ou o SL Benfica ganha bem mais dinheiro do que ganha agora com os direitos televisivos, e sempre com mais 25% que Sporting e mais 40% que FC Porto ou a Centralização de Direitos Televisivos será um roubo e por isso o nosso clube tem que recusar.

Pouco interessa se o Governo acha que pode decidir sobre direitos de que não são titulares. Basta o SL Benfica abrir essa guerra nos Tribunais, escalando por aí acima até aos Tribunais Europeus que isto não avança nunca mais.

O atual contrato com a NOS só vence no final da temporada 2025/2026.

Pelo que sabemos, a máfia quer que a Centralização comece já em 2022/2023. Para salvar quem? Os clubes? Ou um clube? E uma empresa?

A Centralização visa salvar o FC Porto da falência, pois não têm mais nenhum contrato para antecipar e com esse podem ir financiar-se novamente apresentando essa garantia.

Visa também salvar a SportTV e os seus acionistas de uma falência anunciada. Ou acham que perderam os direitos da Liga Inglesa só porque sim?

Portanto, o SL Benfica e o seu presidente só tem que fazer uma coisa: convocar uma Assembleia Geral do Clube para apresentar aos donos do mesmo(e por isso da SAD) que proposta existe para a Centralização, com que valores, e como vai ser distribuído o “bolo”.

Lembro que Direitos Televisivos não envolvem classificações ou outros processos artificiais para dar dinheiro a quem não o merece.

Direitos Televisivos envolvem… AUDIÊNCIAS!

Por isso Rui Costa o que esperamos de si é que venha à Assembleia Geral de Sócios com tempo para explicar e debater. E depois votarmos se aprovamos ou não, decisão essa que tem que ser vinculativa.

Caso Rui Costa e a sua direcção não cumpram estes passos, estarão a assaltar o SL Benfica para beneficiar o FC Porto, a SportTV e todos os seus dependentes.

A bola está do lado de Rui Costa.

Vai defender o SL Benfica?

03 setembro 2021

A Centralização dos Direitos Televisivos, as Eleições no Benfica e a traição de Rui Costa

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As palavras de Rui Costa, ontem, após o encontro de presidentes de clubes da Liga, foi uma facada nas costas dos benfiquistas.

A forma como Rui Costa afirma que a Centralização vai ser uma realidade, sem saber números ou como será feita a distribuição do dinheiro, é desde já um sinal claro de que o SL Benfica não está a controlar qualquer negociação ou terá qualquer palavra final quanto a aceitar ou não um acordo.

Primeiro, ninguém pode dizer que a Centralização vai dar mais dinheiro sem primeiro existirem ofertas firmes pelos direitos da Liga Portuguesa.

Segundo, as audiências da esmagadora maioria dos clubes portugueses são residuais, até em Portugal. O SL Benfica é claramente o grande motor originador de audiências, seguido do Sporting em menor escala mas claramente destacado de todos os outros.

Basta perceber o buraco financeiro em que entrou a SportTV sem os jogos do SL Benfica na Luz e depois sem os benfiquistas que preferiam a Benfica TV com a Liga Inglesa.

Esta iniciativa visa essencialmente retirar valor ao SL Benfica, para o entregar ao FC Porto e ao SC Braga. Os outros vão contentar-se com as restantes migalhas.

Não podem fazer aparecer dinheiro onde ele não existe, por isso só o podem ir buscar onde ele está: no SL Benfica.

Manuel Vilarinho e a sua direcção (Noronha Lopes incluído, lembram?) assinaram um acordo desastroso para o SL Benfica no princípio dos anos 2000, em que a filosofia era a mesma.

Durante 10 anos retirou-se ao SL Benfica o direito de receber o seu devido valor de Direitos Televisivos para dar ao FC Porto e o transformar no clube mais bem pago pelos jogos em Portugal, mesmo que audiências por vezes estarem muito longe dos Grandes de Lisboa.

Rui Costa, logo para início de conversa, não pode dizer em lado nenhum que aceita qualquer acordo porque vai a eleições em Outubro. Não tem legitimidade, com essa situação pendente, para assumir qualquer compromisso.

Além disso, não vejo como qualquer Direcção pode tomar uma decisão desde género sem a submeter à Assembleia Geral do SL Benfica (clube).

Os Direitos Televisivos nos jogos da Luz não são propriedade da Liga nem da FPF. 

Qualquer presidente que saia das próximas eleições tem que, caso os benfiquistas validem uma avaliação da Centralização, colocar com condição para o SL Benfica assinar, o direito de veto caso as propostas que venham a surgir não atinjam valores interessantes para o SL Benfica.

Sem isso, o SL Benfica não deve assinar qualquer compromisso ou aceitar qualquer acordo.

Metam isto na cabeça: não há Centralização dos Direitos Televisivos sem o SL Benfica. Portanto, porque raio é que o nosso clube terá que estar submisso a outros interesses?

O plano de Tiago Craveiro e Fernando Gomes é salvar o FC Porto financeiramente e dar condições ao Braga para crescer e ir além de um clube que é "o melhor dos últimos".

Eu não tenho nada a opor quanto a que o futebol português cresça e se torne mais forte.

Tenho tudo contra é que esse crescimento seja feito à custa do SL Benfica.

EM SUMA, ACEITAR ESTA CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TELEVISIVOS É TRAIR O SL BENFICA.

É COM ISSO QUE VAIS A ELEIÇÕES, RUI COSTA? COM UMA FACADA À TRAIÇÃO NAS COSTAS DO SL BENFICA?

Uma nota final: Este é mais um dos pontos que bateu certo quanto ao que Rui Gomes da Silva alertou os benfiquistas nos últimos anos. Não fizeram caso. 

Quando o SL Benfica não for mais dono dos seus Direitos Televisivos, quando o SL Benfica não for mais dono da sua SAD para o futebol e quando as eleições do SL Benfica apenas servirem para eleger um gestor para as restantes modalidades, terão aí a vossa recompensa por deixarem que as antipatias estejam à frente do SL Benfica.

22 outubro 2019

Centralização dos direitos televisivos e a reformulação dos campeonatos nacionais na mão do SL Benfica

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A centralização dos direitos televisivos é o objectivo de 99% dos clubes e dirigentes desportivos nacionais. Com isso pensam ter na mão a viabilização financeira do nosso futebol bem como assegurado o futuro das competições. 

Mas só quem não conhecer os dirigentes desportivos portugueses é que pode acreditar que os fundos que chegariam de um contrato de centralização de direitos seriam utilizados para modernizar clubes e o nosso futebol. 

Basta lembrar como no final dos anos 90 foi apresentada ao adepto do futebol a grande solução para os problemas financeiros dos clubes: as SAD. 

Como percebemos hoje, cerca de 20 anos depois desse fenómeno "fantástico", não só as SAD não resolveram nada como continuamos a ter clubes endividados, sem capacidade de afirmação europeia, e um quadro de competições completamente desproporcional face ao país que temos. 

Os dirigentes que realmente mandam do futebol português, na sua maioria, já cá andam há quase 30 anos. Alguns até mais que isso. Foram incapazes de promover o nosso campeonato como espectáculo desportivo atractivo para o público. 

Temos um presidente da FPF que desaparece sempre que surgem problemas que envolvem corrupção, arbitragens ou negócios obscuros envolvendo tomadas de poder em SADs de pequenos clubes. 

Não é capaz de exigir ao poder político uma legislação eficaz que combata a violência como um todo. Andar a fazer decretos-lei destinados a claques é não querer resolver este tema. Não temos uma lei ou justiça eficazes que sejam céleres em proibir que adeptos violentos ou envolvidos em confrontos sejam interditados de ir a eventos desportivos. Em Inglaterra, há adeptos que se não se apresentarem na esquadra local em hora do jogo, são imediatamente procurados e detidos para cumprir pena de prisão. 

Cá em Portugal, os adeptos violentos são escolhidos pela FPF para liderar “a claque de Portugal”. 

Temos um conjunto de associações de futebol que continuam dominadas pelos mesmos senhores desde final dos anos 80 do séc.XX e cujo grande objectivo é estar bem representados nos órgãos da FPF e estar perto do poder. 

Ora, mediante tudo isto, há um ponto fundamental: nunca haverá centralização de direitos televisivos em Portugal sem o SL Benfica. 

O que se passou com a Sport TV durante os anos em que o SLB teve na mão os seus direitos televisivos demonstra que, sem o Glorioso, não há viabilidade financeira para qualquer projecto. (Imperdoável o que Vieira fez ao devolver o poder à Sport TV). 

Por isso, defendo que deve ser o SL Benfica a liderar um projecto de renovação do nosso futebol e, forçar essa mudança, introduzindo o tema da centralização dos direitos televisivos. 

Para o SL Benfica partilhar o seu valor financeiro num contrato desta dimensão, então teria que se promover, antes, uma reformulação profunda dos nossos campeonatos. Reforçar a competitividade e envolver todo o país no fenómeno desportivo, como forma de puxar os jovens para o desporto. 

A distribuição do dinheiro num quadro reformulado de competições visaria assim a divulgação do futebol e da prática do desporto. Como? 

a) Defendo a diminuição do número de equipas na primeira divisão do campeonato para um número a rondar os 12-14. 

Poderá ser estudada a formula mais adequada: 2 voltas simples ou 2 voltas, em que na segunda volta a primeira metade das equipas disputaria o título e a segunda metade disputaria a permanência. Prefiro esta segunda formula em que o interesse na competição se manteria até ao final. 

b) Defendo também a criação de 3 zonas como substituição da segunda divisão. Seria uma espécie de recriação das zonas norte, centro e sul que já tivemos no passado. 

Sei que há quem se oponha a esta medida por achar que assim não se está a premiar o mérito. Pelo contrário: não só se premeia o mérito como se garante o crescimento da modalidade e a distribuição uniforme pelo país dos dinheiros da centralização como forma de promover o futebol e o desporto. 

Assegura que todo o país terá direito a futebol de primeira divisão e impede assim as "batotas" que levam regularmente dinheiros públicos a ajudar alguns clubes, ao invés de outros que não têm esses apoios.

Quanto às equipas das ilhas, não sei se a solução passaria por uma “zona” das ilhas mas também teria que se assegurar pelo menos uma vaga para o Portugal Insular. 

Só num cenário de completa reformulação dos nossos campeonatos é que poderia aceitar uma solução de centralização de direitos televisivos. E com a salvaguarda de que o SL Benfica, em caso de as mudanças promovidas no futebol serem descontinuadas, teria a opção de recuperar os seus direitos. 

O Sport Lisboa e Benfica, como clube de grandeza e abrangência nacionais, tem direitos e obrigações como resultado da sua dimensão. 

Defendo que o presidente do Sport Lisboa e Benfica, seja quem for, tem na mão o futuro do futebol português. 

Parece algo arrogante esta posição? Sim, até pode parecer. Mas se os clubes portugueses querem ter futuro num quadro de competições europeias cada vez com mais importância, ou se adaptam ou desaparecem. 

Cabe ao SL Benfica este papel de liderança.

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