Há por aí uma confusão sobre o que é "ser Abílio" numas eleições do Sport Lisboa e Benfica.
Provavelmente, essa confusão é feita por gente que em 1997 ainda limpava o "ranho" do nariz com as mãos e comia "os macacos" que dele saiam. Gente sem noção ou gente... desonesta.
Abílio Rodrigues candidatou-se sob a capa de um "projecto" e de um "benfiquismo" superiores.
Era benfiquista? Claro que sim.
Mas na verdade, Abílio Rodrigues candidatou-se para retirar votos a Luis Tadeu (e a Rui Gomes da Silva) e dessa forma enfraquecer a frente de combate a João Vale e Azevedo, pois tinha um acordo com ele quanto a ocupar uma posição de vice-presidente após as eleições.
Por isso, Abílio Rodrigues rejeitou convergências ou acordos com Luís Tadeu, quando tal foi colocado em cima da mesa. Recusou estar do lado certo da história.
Ora, como a história comprovou, Abílio Rodrigues cumpriu o seu papel. Enfraqueceu a oposição a João Vale e Azevedo vestindo pele de cordeiro. Só que Vale e Azevedo "cagou" para o acordo secreto e virou-lhe as costas.
Portanto, ser "Abílio" nada tem a ver com a ordem de entrada ou anúncio às eleições do SL Benfica.
Ser "Abílio" é ter um propósito de enfraquecer a frente de combate a um "mal" que corrói o SL Benfica com vista a num futuro próximo ter a promessa de sucessão.
Mas hoje em dia está mais em causa que apenas escolher nomes: é preciso escolher que futuro queremos para o SL Benfica.
Ser "Abílio" é também contrariar o debate de ideias no SL Benfica, livre e sem tabus, como o foi durante décadas. É fazer o mesmo jogo que Vieira tem feito, de fuga ao debate e ao contraditório.







