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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Vini Jr: o palhaço rico que faz chacota das verdadeiras vítimas de racismo

11 comentários

O racismo, como a pobreza, a fome ou a ausência de cuidados médicos são situações que mexem com qualquer ser humano de bem.

Um dos exemplos mais fortes de racismo está perfeitamente visível na África do Sul. Até o fim do Apartheid, os brancos não permitiam que a população negra tivesse os mesmos direitos e essa repressão era violenta, cruel e por vezes assassina.

Hoje vive-se o contrário. Os brancos que lá vivem são perseguidos e mortos pela cor da sua pele.

Ambas as realidades são racismo.

Já dois jogadores de futebol a trocarem insultos pode ser muita coisa… mas não é racismo.

É visível nas transmissões televisivas os constantes insultos entre jogadores, treinadores e por vezes até aos árbitros. Insultos e ataques de toda a espécie. A adrenalina e a pressão são o principal catalisador disso, na maioria dos casos.

Depois temos os Vinis da vida.

Vini, apesar do seu talento, despreza todos os valores sobre os quais assentam o desporto. O futebol é sobre sermos melhores e marcarmos mais golos que os adversários.

Vini usa o gozo, a chacota e a falta de respeito como ferramentas do “seu jogo” em campo. Por isso está sempre metido em confusões quer com adversários quer com os espectadores.

Nem eu nem ninguém sabemos realmente o que Prestianni disse. Mas o que sei é que o que é dito em campo deve ficar no campo. Era assim quando o futebol era jogado por homens e não por milionários mimados.

Um jogador de futebol que ganha cerca de 30 milhões de euros/ano dificilmente é “vítima” seja do que for. Muito menos tem qualquer justificação para se considerar vítima de racismo, pois ao dia de hoje não faz a mínima ideia do que isso é, do alto da sua moradia em Madrid, das suas mordomias e dos hotéis de 5 estrelas e aviões privados. Esse aproveitamento é um insulto para todas as verdadeiras vítimas de racismo, sejam eles brancos, pretos, amarelos ou de qualquer outra origem ou tom de pele.

O racismo, a pobreza ou a fome são temas demasiado sérios para serem usados como punchline por alguém com tão poucos escrúpulos como Vini Jr.

Nota: Se querem começar a ter uma câmara de vigilância para cada adepto e o expulsar cada vez que disser ou fizer algo estúpido ou moralmente censurável, preparem-se para ficar de estádios vazios.
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11 comentários

  1. Ling Chung19/2/26 15:04

    Xiiiiii... Já estou a ficar preocupado.

    Segundo POST consecutivo a concordar totalmente com o Shadows!!!

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  2. Os jornalistas são um nojo.
    Lembro-me das centenas de nomes de jogadores que eram anunciados pelos jornais desportivos como reforços dos clubes e depois nunca apareceram.
    São mentirosos e falsos.

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  3. O LFV é que seria a pessoa indicada para resolver este caso.

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  4. Looolllll.
    Os jornalistas e comentadores estão desesperados por esta direcção do Rui Costa não oferecer bilhetes, almoços e outras prendas.
    Se fosse o LFV eram logo uns almoços para ver se esses fdp calam a boca.

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  5. Muito bem Shadows.
    Excelente post

    Anti Amélias

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  6. É a primeira vez que concordo com (quase) tudo deste autor. Durante demasiado tempo eram posts só a atacar o próprio clube. Não estou a dizer que os dirigentes e treinadores ou os próprios jogadores estejam acima da crítica, mas estar sempre a "malhar" nos nossos não é exatamente uma fórmula vencedora.
    No caso deste post vai muito ao busílis da questão: quem é que consegue olhar para Vinícius e achar que está alí uma "vítima"? Um gajo que ganha milhões POR MÊS? Que tem tudo na vida? Que é idolatrado por milhões em todo o mundo?? Sejamos sérios. Aliás escrevi tb sobre o assunto.

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  7. Finalmente um comentário assertivo e totalmente fora da caixa...mas atualmente o nosso clube dao-lhe limões e não há um caralho que faça uma limonada

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  8. O texto em causa parte de um erro fundamental: reduzir o conceito de racismo apenas às suas formas mais extremas e institucionalizadas, como o Apartheid. É evidente que o regime sul-africano foi uma das expressões mais brutais e sistemáticas de discriminação racial da história contemporânea. Mas usar esse exemplo como régua exclusiva para medir o que é ou não é racismo hoje é intelectualmente desonesto.

    Racismo não existe apenas quando é lei. Não precisa de estar escrito num código jurídico para ser real. Pode manifestar-se de forma estrutural, cultural ou interpessoal. Um insulto baseado na cor da pele ou na origem étnica continua a ser racismo, mesmo que aconteça num relvado e não num parlamento.

    Afirmar que “dois jogadores a trocarem insultos não é racismo” ignora um ponto essencial: depende do conteúdo do insulto. A adrenalina do jogo não transforma uma ofensa racial em mera provocação desportiva. O contexto emocional pode explicar o comportamento, mas não o legitima.

    Outro argumento recorrente no texto é o económico: um jogador que ganha milhões “dificilmente é vítima”. Esta ideia é falaciosa. Discriminação racial não depende do saldo bancário. Direitos fundamentais não são proporcionais ao rendimento anual. A identidade racial percebida por quem ofende não é anulada pelo sucesso profissional de quem é ofendido. Ser rico não imuniza ninguém contra preconceito.

    Também é problemático defender que “o que é dito em campo deve ficar no campo”. O futebol profissional não é uma bolha moral isolada. É um espetáculo global, transmitido para milhões, com impacto cultural significativo. Se um comportamento é inaceitável fora do estádio, não passa a ser aceitável dentro dele apenas porque há pressão competitiva.

    Além disso, grande parte do texto recorre a ataques pessoais — “palhaço rico”, “milionário mimado”, “poucos escrúpulos”. Esse tipo de linguagem pode mobilizar emoções, mas não fortalece o argumento. Pelo contrário: quando a crítica depende da caricatura da pessoa e não da análise dos factos, revela fragilidade lógica.

    Por fim, a ideia de que punir comportamentos discriminatórios levaria a “estádios vazios” é um clássico argumento de declive escorregadio. Regulamentar não é censurar tudo. Estabelecer limites mínimos de respeito não elimina a paixão do futebol — apenas define que essa paixão não pode servir de desculpa para ultrapassar determinadas linhas.

    O combate ao racismo não exige dramatização nem banalização. Exige coerência. Se condenamos o racismo quando é estrutural, também devemos ser capazes de reconhecer as suas manifestações interpessoais. E se defendemos valores no desporto, então esses valores têm de ser aplicáveis mesmo quando o jogo aquece.

    O debate pode e deve existir. Mas precisa de rigor conceptual, não de simplificações convenientes.

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  9. Eh pah sim é tudo isso. Que se encerre a porcaria do tema e que eliminemos o Real, pena esta última ser impossível.

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  10. O shadows omite o essencial: muitos (mesmo muitos!) de vários comportamentos-padrão de adeptos no estádio são dignos apenas de JAULA.

    E já agora não desviemos a questão do racismo por o Vinicius Jr. ser rico e famoso: já vi negros ricos serem vítimas de racismo humilhante e boçal tanto em Portugal como nos EUA.

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  11. Clerido Quental19/2/26 18:54

    O Benfica não é racista!
    O Benfica é o clube das pessoas de cor. É o clube do povo, dos com menos meios, dos mais humildes e nobres.
    Não e dos racistas mas dos taxistas!

    Foi no Benfica que eu sempre tive apoio, amizade e solidariedade!
    Quando o meu pai saiu de casa, foi na casa do Benfica que o reencontrei!
    Quando me assumi como Homosexual, foi neste clube que percebi que havia mais assim!
    Quando penso em Benfica, penso em amor, em empatia, compaixao, colinho, e apoio

    Nunca um Benfiquista me tratou diferente por ser diferente de cor!
    Nao sei o que disse o príncipe dos extremos - tenha ou não sido mono nao é o Benfica. Se foi, não representa o clube. Se não foi, so demonstra o seu compromisso e foco em querer ganhar a tudo e todos!

    Não podemos aceitar que este barulho nos desafie!
    É para ganhar em Madrid°

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